domingo, 28 de março de 2010

Os ônibus da Zona Sul (2)

Continuando com a viagem pelas companhias de ônibus que conheci e que usei ao longo dos anos aqui em Copacabana, chegamos a algumas empresas que eu não usava muito. Talvez pelo fato de suas linhas não me levarem para lugares que eu costumava ir, ou mesmo por não simpatizar muito com as empresas... Mas mesmo assim não deixam de ser empresas de grande importância para o transporte na região. As fotos dos ônibus a seguir são originárias do site Cia de Ônibus.

A Estrela Azul operava e ainda opera linhas destinadas à Zona Norte, em especial a 435 indo para o Grajaú e a 464 para o Maracanã. Eu pessoalmente nunca gostava muito desses ônibus pois sempre os via lotados de flamenguistas indo para o estádio, talvez eu associei desde pequeno que seria um ônibus de rubro-negros. Quanto à pintura, nada mais do que um visual simples, todo laranja.

Alguns anos mais tarde a Estrela Azul viria a fazer juz ao seu nome, mudando totalmente o visual de seus ônibus, com uma pintura branca e uma estilosa estrela azul na lateral. Ficou mais interessante, na minha opinião.

Os ônibus com ar condicionado viriam a receber uma pintura sutilmente diferente, diria até mais simples do que a usada nos ônibus convencionais. Peguei muitos esses aí para ir na PUC, que fica em frente de um dos pontos finais do 435.

A Auto Diesel era outra empresa que eu não gostava muito, nos primeiros anos não andava na única linha que passava por aqui, a 484 Olaria - Copacabana. O motivo: era o pessoal que costumava frequentar esse ônibus, um galerão que vinha da praia e fazia uma barulheira. Mas a pintura era legal, mesmo padrão da São Silvestre, mas usando a cor preta.

A empresa viria a usar várias pinturas diferentes em seguida, mas que confesso que não cheguei a perceber muito elas por aqui, já que havia apenas uma linha. A empresa tentou um visual com faixas azul, amarela e vermelha, que confesso que não está em minhas lembranças...

... e outro com triângulos, que parece estar perdido em algum canto de minha memória.

Mas a pintura branca com as linhas azul e vermelha eu me lembro bem. Depois disso a Auto Diesel passou por mais mudanças de visual, mas a sua única linha aqui em Copacabana acabou sendo transferida para outra companhia.

Com todo o respeito, mas a empresa Amigos Unidos nunca foi uma das minhas favoritas. Novamente, isso se devia em parte ao fato dos seus passageiros, pois muitos desses ônibus traziam o pessoal da Rocinha e do Vidigal para a Zona Sul. Eu cheguei a pegar o tempo no qual a empresa trazia uma pintura simples, em marrom e bege.

Depois viria a época dos passarinhos, visual bem interessante e original, mas mesmo assim não me agradava pegar esses ônibus. E era uma pena, pois sempre via esses ônibus muito sujos, mais um motivo para não ser fã deles.

Hoje a Amigos Unidos manteve basicamente o seu mesmo visual, apenas tirou os pássaros da pintura. Ficou menos simpático, mas deu um certo ar de modernidade para seus ônibus, embora continuam sendo em minha opinião as linhas com os ônibus mais sujos e mau-cuidados daqui, só cheguei a usar pouquíssimas vezes o 175 pra voltar da Barra.

A Vila Isabel é outra empresa que no passado eu não costumava usar muito, mas, juntamente com a Estrela Azul, com o passar dos anos se tornou uma boa opção para ir para o Leblon e para a PUC, com sua linha 432. E como a Estrela Azul, tinha pouca originalidade para cores...

E ao longo dos anos nenhuma mudança foi feita, os ônibus inteiramente vermelhos continuam circulando pelas ruas. Seria um visual de uma Ferrari, e acredite, alguns de seus motoristas parecem pensar nisso quando estão voando baixo pelo Túnel Santa Bárbara.

A única exceção ficou por conta dos veículos com ar condicionado. Esses ganharam uma espécie de faixa de uma cor estranha (parece um bege amarelado, deve ser a tal "cor de burro quando foge") que corre pela lateral do ônibus. Um visual que não funcionou bem, acho melhor a pintura toda vermelha.

Agora é a vez da Pégaso, que não conhecia muito bem, principalmente porque a imensa maioria de suas linhas circulava na orla com destino à Barra. E era mais outra empresa que ingressou por bastante tempo a "família das faixas coloridas", usando um marrom claro. Sinceramente, não combinava muito, achava meio enjoativo. Essa pintura era usada tanto nos ônibus urbanos como nos frescões.

Após alguns anos foi aplicada uma nova pintura para os frescões, e vou dizer que era uma das pinturas mais legais que já vi em um ônibus, trazendo um fundo preto e cinza e detalhes coloridos. Só pegava mal a linha rosa na parte inferior... Pena que essa pintura durou pouco.

Passado mais algum tempo, os ônibus apresentaram um visual renovado, aparentemente dando maior ênfase às asas de um pégaso. Mas pessoalmente vejo que ainda continuava enjoativo, com o marrom e amarelo. Sem brincadeira, me lembrava uma diarréia!

Os ônibus urbanos com ar condicionado uma vez mais viriam a ter uma pintura exclusiva, um design simples porém mais agradável de se ver, dando até uma sensação de velocidade.

Por sua vez, os frescões receberam uma variante da pintura principal, trocando o marrom por azul. Veja só como só mudando uma das cores podemos chegar a uma pintura mais interessante, com cores que combinam melhor. Alguns anos mais tarde a Pégaso viria a adotar essa pintura também para os ônibus urbanos com ar condicionado.

E aqui termino mais um capítulo desse tour pelas empresas de ônibus que circulam na Zona Sul. Na próxima postagem encerro com mais cinco companhias.

sexta-feira, 26 de março de 2010

terça-feira, 23 de março de 2010

Classe "Mérdia"?

Hoje em dia vivemos em uma era de ampla comunicação, em especial graças à Internet que tornou a informação extremamente mais acessível a todos. E várias pessoas hoje usam a grande rede como forma de expressar as suas opiniões sobre qualquer coisa, seja visitando um dos inúmeros fóruns ou mesmo criando um blog. Foi até uma das razões que levou esse anônimo texugo a começar a escrever por aqui, para falar a respeito de diversos assuntos em evidência ou de meu interesse.

E nas minhas "andanças" pela Internet acabo vendo uma grande diversidade de sites que também falam sobre diferentes assuntos, em especial aqueles que trazem piadas e me fazem rir. Por esse motivo, um tipo de site que costumo ver são aqueles escritos por típicos revoltados sem noção, ferrenhos defensores de Lula e do PT, eternos críticos dos EUA e de tudo que vem de lá. Honestamente, acho muito engraçado ver como essas pessoas, cegas como um fanático religioso, ficam dedicando seu tempo para inventar as teorias mais absurdas para sempre condenar os americanos, ao mesmo tempo que fecham os olhos para as grandes sacanagens políticas desenvolvidas pelo nosso presidente e o partido da "ética".

Mas uma coisa muito interessante que comecei a observar é que esses revoltadinhos sem razão tem o típico costume de ridicularizar, hostilizar e agredir aqueles que não pensam como eles. "Respeitando" à risca o conceito de liberdade de expressão que eles tanto clamam, eles colocam para todas essas pessoas que não concordam com eles ou que defendem algo que eles odeiam o rótulo de "Classe Mérdia".

Me lembro bem da primeira vez que fui chamado de Classe Mérdia: era na época da ditabranda (que inclusive aqui rendeu dois posts, reveja aqui e aqui), e achei por acaso um blog de um sujeito que era fã declarado do PT e da esquerda, que não poupou críticas ao jornal e a qualquer um que aceitasse o famigerado termo. De curioso, decidi postar um comentário, onde de forma neutra argumentei que era realmente uma hipocrisia por parte dos dois professores adotar uma postura de repudio total à ditadura brasileira, porém ficando em silêncio sobre a ditadura cubana. Caramba, o carinha deve ter soltado fogo pelas ventas, e usou um argumento de que "o regime cubano não está em questão", entre outras palavras impróprias para esse horário. Veja como os petelhos sempre usam esse termo, regime cubano, nunca admitem que lá é uma ditadura das bem pesadas, quando não tem a audácia de dizer que lá é uma democracia... Claro que esses comentários vieram rodeados de provocações e xingamentos não só do dono do blog mas dos amiguinhos vermelhos dele que ali comentavam. Teve até um cidadão, que ao ver que postei com o nome Texugo, veio questionar: "Texugo? Parece mais uma anta!". E não demorou para começarem a dizer que eu fazia parte da Classe Mérdia.

No fundo, a expressão Classe Mérdia nada mais é do que uma nova forma dos defensores do comunismo se referirem ao seus "inimigos" da burguesia, de uma forma mais agressiva e hostil do que a palavra que costumávamos ver nos livros de História na lição da Revolução Soviética. Isso começou porque na cabeça dura desses sujeitos, a classe pobre por definição é a "bonzinha", sabemos bem que segundo os conceitos dos defensores do comunismo quem é pobre é sempre honesto e boa-gente, e sua condição de pobreza sempre é causada pela classe rica, vilã da história que enriquece às custas do sofrimento dos pobres. Na minha opinião, um absurdo sem tamanho julgar as pessoas pela sua classe social. Não discuto que existe gente mais humilde que são excelente pessoas, decentes e honestas, e também tenho a consciência de que existem sujeitos ricos que não valem nada; mas da mesma forma, existem ricos que são pessoas de bem e corretas, que conquistaram a sua riqueza com muito trabalho e esforço, algumas vezes vindas até de uma família mais humilde. E também existe muita gente pobre que é pilantra, sem-vergonha, preguiçosa e de má índole. Essa babaquice de que "todo pobre é gente de bem" só existe na cabeça desses petralhas, essa é a verdade.

Apenas para ilustrar essa questão, questiono aqui algo que esses pseudo-intelectuais vermelhos sempre usam como "exemplo" para atestar a honestidade das pessoas humildes: o clássico episódio do sujeito pobre, como um gari ou flanelinha, que acha uma carteira cheia de dinheiro e devolve para o dono. Os petelhos enchem a boca para exaltar a honestidade dessa pessoa, dizendo que o cara é digno ao devolver aquilo que não é dele, mesmo sendo uma soma em dinheiro que ele precisaria trabalhar anos para conseguir. Agora pergunto duas coisas... Primeiro, será que apenas quem é pobre vai devolver o dinheiro achado? Parece que na cabeça dos petralhas apenas pobre tem dignidade, enquanto que eu não tenho, se eu achasse o dinheiro eu iria pegar pra mim. Fala sério, honestidade é que nem educação, é algo que se aprende em casa, e não uma consequência da condição social menos favorável. Já aconteceu comigo certa vez de achar um envelope no banco, devia ter mais de R$500 lá: e eu, na minha "desonestisdade" e "egoísmo", entreguei o dinheiro ao caixa, que depois localizou o verdadeiro dono. Tá vendo? Não é só pobre que é honesto. E a segunda pergunta: será que realmente todos os pobres que encontraram dinheiro perdido devolveram? A gente só fica sabendo dos casos (raros, diga-se de passagem) onde o pertence é devolvido, mas certamente tem os casos onde a honestidade dá lugar para o "achado não é roubado"... Ou será que seria um absurdo imaginar que possam haver casos de pessoas pobres que não devolvem o dinheiro que acharam na rua?

Pois muito bem, voltando ao tabuleiro desse jogo imaginado pelos esquerdistas, temos do lado do Bem os pobres, e do lado do Mal os ricos. E onde fica a classe média, que tem condições financeiras razoáveis para não ser considerada pobre, mas está longe de ser rica? Aí é que se faz uma distinção: segundo a cabeça dos vermelhos, a classe média de verdade corresponde ao grupo "correto" e "consciente" do qual só eles fazem parte (embora tenha muito petelho rico por aí, que fica fingindo ter consciência social só para ficar "bem na fita"), enquanto que qualquer um que tenha a mínima simpatia pelos EUA ou que em algum momento tenha criticado alguém pobre ou o Lula será visto como bandido. Ou seja, basta não seguir a cartilha vermelha do comunismo que você será taxado de Classe Mérdia.

Quer ver algo que esses petralhas costumam dizer: o que torna alguém como parte da Classe Mérdia é não ser rico mas sonhar em ser. Sinceramente, uma pessoa que diz isso deve ter merda da cabeça! Será que só quem é da classe média sonha em ser rico? E o que você me diz de um porteiro ou uma empregada doméstica que sonha em ganhar na Mega-Sena? Sinceramente, não vejo nada de errado em se trabalhar duro e se dedicar para se ter uma vida relativamente confortável sob um ponto de vista financeiro. Tampouco vejo problema em sonhar em ser rico, todo mundo faz isso de vez em quando, inclusive os pobres e os petistas. Agora, só porque eu sou da classe média e trabalho para tentar melhorar de vida, devo ser considerado um pária, um egoísta, um pilantra? Será que é errado querer dar um upgrade em sua condição financeira? Se é, por que não há nenhum problema quando são as pessoas pobres que querem melhorar de vida? O pobre pode sonhar em ganhar uma grana na mega-sena ou no jogo do bicho, mas alguém da classe média não pode buscar sua independência ou conforto financeiro com base em estudo e trabalho? Me expliquem, por favor!

Ah, mas eu me esqueci: afinal de contas, quando se nasce pobre, a pessoa por definição é e sempre será uma pessoa de bem e honesta, então ela pode almejar se tornar rica que não vai se tornar um "vilão" sob os olhos esquerdistas. Taí o "exemplo" de nosso presidente da República, de origem humilde e que hoje toma vinho chique e viaja de avião particular... Realmente (ironia on) o Lula é uma pessoa de caráter exemplar, super honesto e sem nenhum escrúpulo, em nenhum momento agindo de forma individualista e sempre pensando primeiro no povo (ironia off). Fala sério, o sapo barbudo é um pilantra, fica posando como se ainda tivesse espírito de pobre, mas deixou de ser faz tempo...

Aliás, os amantes de Castro, Chávez e Lênin também costumam dizer que nós da Classe Mérdia odiamos o Lula pois ele representa justamente o caso de alguém pobre que venceu na vida. Quero deixar claro que não tenho nada contra uma pessoa melhorar de vida, independente de suas origens. Eu particularmente odeio o Lula porque ele é um canalha, um grande sem vergonha, hipócrita, metido à besta, burro, ladrão e uma série de outros adjetivos. Se elegeu presidente dando uma de que seria diferente, que iria trazer justiça e ética para o governo, e o que temos é que nunca antes na história desse país se roubou tanto, nunca se arrecadou tanto imposto, uma quadrilha de ladrões fez tudo que tinha direito e saiu impune. Claro que a maioria mais pobre da população não pensa isso, pois Lula e o PT são espertos, o importante é agradar o povão para garantir os votos da próxima eleição. E agradar povão é moleza, é só fazer obras nas favelas usando o imposto que o trabalhador paga e fazer aqueles discursos com frases de botequim. É como escutei certa vez de um taxista: "pra mim não faz diferença se o Lula tá roubando, o que importa é que quando era o FHC eu comprava 1 quilo de arroz e feijão por mês, e agora com o Lula eu consigo comprar 3 quilos."

Com o comentário acima, já vai aparecer algum petelho dizendo que eu estou sendo preconceituoso, o que aliás é outro traço que dizem ser da Classe Mérdia. Mas gostaria de saber se os ilustres defensores do comunismo realmente são tão puros e corretos assim, se realmente preconceito é uma palavra que não existe no dicionário deles. Será que os petistas e esquerdistas de plantão têm um mínimo respeito pelos EUA e seu povo? Duvido! Os americanos são os primeiros a serem hostilizados, xingados e ridicularizados por esses xiitas, a única diferença deles para os terroristas é que estes últimos levam à sério o seu ódio mortal e promovem a matança e o terror. Fora isso, PT e Al Qaeda são bem semelhantes quando o assunto é falar mal dos EUA. E claro, esses revoltados de merda também são preconceituosos contra aqueles que não seguem os seus valores. Só o fato de você não aprovar o Lula e seu governo já pode te render uma série de hostilidades por parte desses revoltados. Deve ser que eles pensam que não há problema em hostilizar quem não é seguidor das doutrinas socialistas...

Eu já passei muitas vezes pelo preconceito provocado por esquerdistas. Por exemplo, eu fiz uma faculdade federal, e num lugar desses se você vem de uma família que tenha condições razoáveis de vida, mora na Zona Sul ou na Barra e estudou numa escola particular, não tenha dúvidas que você será alvo de críticas e provocações vindas dos seus colegas, que só pelo fato de estarem numa faculdade federal acabam se deixando sofrer uma lavagem cerebral comunista, e passam a idolatrar Lula, Che Guevara e Chávez. Até mesmo um professor, um grande filho da puta militante do PT que fazia discursos pró-Lula em vez de lecionar (era ano das eleições quando tive aula com ele), que hostilizava os alunos que não vestiam a "camisa vermelha". Ele chegava ao cúmulo de ignorar as perguntas e ser mais severo na correção das provas dos alunos que ele pensava serem "filhos de burguês", discutia quase a ponto de sair na porrada com quem dizia que não fosse votar no Lula, e ainda proferiu uma pérola extremamente preconceituosa, dizendo que "aluno que estudou em escola particular devia fazer faculdade particular, pois ele teria condições de pagá-la, e dessa forma não roubaria a vaga que era de direito de um aluno de escola pública". Sinceramente, vai pra puta que o pariu! E depois preconceituoso sou eu... Ah, mas é claro, me esqueci que preconceito só existe contra os grupos menos favorecidos, como negros e pobres, ser chamado de Classe Mérdia não é preconceito...

Tem outra coisa que eles dizem que nós da Classe Mérdia somos, consumistas. Essa já é a gota d'água, uma acusação sem sentido e infundada. Não duvido que existem pessoas que compram muitas coisas, mas vejo que o motivo de tal crítica por parte dos petralhas é condenar o "querer ter", como se fosse algo inaceitável. Sinceramente, não há mal nenhum em querer ter as suas coisas, mesmo que alguns bens sejam relativamente supérfluos: cacete, se eu quero comprar um relógio maneiro, um tênis da Nike ou um celular moderno, qual o problema? Ainda mais se eu trabalhei para ter o dinheiro para comprar! Que idéia, esses cornos agora querem dizer o que eu devo fazer com o meu dinheiro. Mais uma vez, pergunto: e os pobres, podem? Queria saber se esses desocupados filhos da PuTa acham errado que uma pessoa humilde queira ter a sua casa própria, comprar uma geladeira nova ou um carrinho popular. Ou o consumismo da classe baixa é para ser tolerado, enquanto que o da classe média (desculpe, mérdia) deve ser condenado?

Acho que essa crítica ao "consumismo" é apenas uma desculpa para voltar aos tempos da Guerra Fria, com a luta bipolar entre capitalismo e socialismo. Acordem, seus retardados! Essa disputa ideológica acabou, juntamente com o socialismo. E a realidade é que o mundo sempre teve os seus traços capitalistas, desde o tempo que o Homem inventou a moeda. Gostem ou não, sempre vai haver na sociedade aqueles que tem mais capital do que outros, ou vocês acham que lá na URSS, pátria-mãe do socialismo, o dono da fábrica ganhava o mesmo que o operário? E digo mais, não acho errado que existam certas profissões que dão mais dinheiro, literalmente é o preço que se paga por um profissional qualificado e bem capacitado: será que o neuro-cirurgião que precisou estudar bastante e desempenha procedimentos de alto risco deve ganhar a mesma coisa que um gari? Não estou desmerecendo a profissão de gari, mas me desculpem, não é preciso ser grande coisa para perceber que o nível de preparação necessário para que alguém abra a cabeça de um paciente e opere o cérebro é muito maior do que para varrer o chão...

De qualquer maneira, esse é apenas mais um novo capítulo na incessante luta de classes. Não importa os argumentos contra essa tolice de Classe Mérdia, os petralhas vão continuar com essa postura ignorante, agressiva e preconceituosa contra aqueles que não compartilham do mesmo ponto de vista deles. E o pior de tudo é que eles não se dão conta de que aqueles que eles tanto defendem e idolatram, como Lula, Dilma e companhia, estão lá em cima, do alto de suas mansões rindo à toa de todos que estão aqui embaixo, cagando em cima das nossas cabeças, inclusive dos pobres que eles supostamente ajudam e dos babacas petelhos comunistas que os colocaram no poder.


sábado, 20 de março de 2010

Um dia na PF...

Segue aqui mais uma daquelas postagens estilo diário, narrando um acontecimento de minha vidinha sem graça. Nessas horas fico pensando em como tem dias que me sinto como se estivesse em um filme, normalmente daquelas comédias de frustração... Você sabe, aqueles onde o personagem busca durante todo o filme alcançar um determinado objetivo, mas vão acontecendo várias coisas pelo caminho para atrapalhar, algo como "Férias Frustradas" ou "Antes Só Que Mal Acompanhado"... Como daquela vez que fui comprar um MP3 em pleno Carnaval, que contei nesse post.

Enfim, dessa vez a missão parecia ser boba e mais tranquila, dar entrada em meu passaporte. Meio que de última hora surgiu uma oportunidade de eu viajar para os EUA pelo trabalho, mas para isso é necessário providenciar uma série de documentos, e entre eles eu precisaria fazer meu passaporte, para depois poder solicitar o visto. A viagem é daqui a um mês, imagino que não devo conseguir, mas não custaria nada tentar...

Para tirar o passaporte, fui no site da Polícia Federal, órgão responsável pela emissão desse documento. Após apanhar bastante de um sistema sem informações e confuso, consegui registrar o pedido e emitir o boleto para pagamento da taxa de 150 e poucos reais. Detalhe que essa acabou sendo a única parte fácil de todo o processo, afinal de contas a PF não iria criar dificuldades para receber dinheiro. O grande problema é que o agendamento que eu consegui para ver o passaporte ficaria lá pro início do mês que vem, impedindo completamente a viagem. Logo restava a mim tentar passar na PF para pedir um adiantamento do processo. Conversando com colegas que já haviam tirado o passaporte mais recentemente, decidi ir no posto da Polícia Federal no aeroporto do Galeão, menos procurado que o do centro e do Rio Sul.

Uma rápida pausa: sim, aeroporto do Galeão. Acho uma babaquice essa idéia de mudar os nomes de ruas e locais públicos, mesmo que seja para homenagear alguém. Quer fazer algo para lembrar o Tom Jobim? Em vez de mudar o nome já conhecido de um aeroporto, inaugura uma estátua pra ele! Voltemos à programação normal...

Combinei com o pessoal do trabalho que ficaria o dia fora (algo muito bom, diga-se de passagem), e acordei cedo para ir ao aeroporto. Essa foi a única parte tranquila do dia, o trajeto foi bem sossegado e logo estava lá no terminal 1 do aeroporto. Eu sabia que a Polícia Federal era no terceiro andar, peguei as escadas rolantes e logo estava diante de uma placa. Aí veio a primeira pisada de bola: por algum motivo estranho, imaginei que o posto da PF seria próximo aos caixas eletrônicos e virei para a direita. E isso mesmo depois de ter visto uma placa apontando para a esquerda com os dizeres "Polícia". Acho que eu imaginava ser um posto de polícia comum. Precisou eu chegar até o final do corredor para perguntar para um segurança, descobrindo da pior forma que o posto da PF era na outra ponta do terminal. Me xingando por ter sido tão cabeça-dura voltei todo o corredor. Antes fosse a única vez que eu iria andar de uma ponta à outra do terminal...

Finalmente, depois de um rápido pit-stop para dar uma mijada, localizei o posto da Polícia Federal. E como de costume, não havia nenhum tipo de informação para orientar as pessoas. Havia uma fila razoável, era a única existente, fiquei nela por alguns minutos, chegou a minha vez e disse que precisava antecipar o passaporte, e ela me disse para sentar e ficar esperando pela delegada. Bom, sentei e fique ali na minha, esperando... Daqui a pouco surgiu uma mulher vestida de uniforme, parecia fugida do seriado Chips, e ia atendendo as pessoas em um balcão. Chutei o balde e perguntei pra ela se ali era a fila para pedir o adiantamento, e ela disse que não, que era para checar os documentos, e ela disse para eu esperar a delegada. Nessa hora várias pessoas que estavam sentadas aparentemente me escutaram e reclamaram, dizendo que estavam esperando e não havia nenhuma ordem de atendimento. Meio que houve um princípio de tumulto, mas logo todas as pessoas se organizaram, e eu, babaca como sou por não ter perguntado antes, acabei caindo no final da fila...

Fiquei esperando alguns minutos mais, estava logo atrás de uma garota que teve seu passaporte roubado e um carinha que ia viajar pela faculdade. Conversa vai, conversa vem, alguém comenta que era necessário trazer também cópias xerox de todos os documentos, fato esse que não era mencionado no site da Polícia Federal. Claro, eu não tinha nenhuma xerox comigo, e então decidi tirar umas cópias. Não precisa dizer que a lojinha onde tiram cópias fica convenientemente localizada no outro extremo do terminal...

Depois de tirar as cópias, voltei para o posto, agora haviam duas oficiais lá atendendo. E percebi que o carinha da faculdade estava na fila para falar com elas. Fui lá perguntar pra ele se a delegada já havia chegado, ele disse que não, que estava só para tirar umas dúvidas. Achei estranho e voltei a me sentar, a garota reclamando do meu lado do atendimento demorado. O pior era que algumas pessoas que estavam na frente estavam indo para uma outra seção do posto, para onde teoricamente os agendados iam. Nessas horas é que agradeço por ser teimoso, me levantei e fui até essa nova fila, falar novamente com a oficial. Aí me dei conta que eu tinha que solicitar pra ela o adiantamento. Me virei para carinha e seus dois amigos, e pensei "filho da puta, não disse nada". É foda, você vai num lugar desses deplorável, onde as pessoas estão cagando e andando pra você (emprego público é essa pouca vergonha), e muitos daqueles que estão em situação semelhante nada fazem. O babaquinha não podia ter dito pra mim para ir na fila mostrar os documentos?

Apresentei toda a documentação para a oficial, que logo me jogou um balde de água fria, ao dizer que o passaporte não ficaria pronto no mesmo dia, isso só era feito em situações muitos emergenciais (motivos de saúde com passagem já comprada, por exemplo). E ela questionou que não havia necesidade para o encaixe, pois o passaporte ficaria pronto à tempo para a data da viagem. Parece que a mulher nao pensava, tive que explicar que era por causa do visto, e precisei escrever uma carta rápida atestando a razão dessa urgêcia (não bastava apenas a carta da empresa, era necessária uma carta minha). Deixei a minha carta e agora era necessário aguardar a aprovação da delegada. Mais uma passada rápida no banheiro e me sentei para esperar, vendo que perderia o dia inteiro ali...

Cabe agora um comentário: tão logo me dei conta de que era necessário me registrar naquela fila, me virei e chamei a garota que estava lá sentada, disse para ela pegar aquela fila para mostrar a documentação. Acabou que o caso dela dependia do agendamento, ela fez o cadastro em um computador que havia ali. Tão logo ela terminou a solicitação dela, ela veio me agradecer, se eu não a tivesse chamado, muito provavelmente ela ficaria ali presa por um tempão. Tá vendo só? É o que eu digo, as pessoas precisam se ajudar. Eu podia ter ficado quieto e não ter falado nada, mas o que custaria ajudar uma pessoa necessitada? Pena que eu tenho a consiência de que faço parte de uma minúscula minoria...

Os minutos iam passando, e depois passavam-se horas ali no aguardo. Eu fiquei ali, escutando música, mas atento aos avisos da oficial. De tempos em tempos, ela chamava alguns nomes, das pessoas cujos encaixes haviam sido aprovados. Fiquei aguardando, vendo os diferentes tipos que passavam por ali, como uma bela garota ruiva e um casal americano, o cara parecia jogador de futebol americano e a mulher uma atriz pornô. Eu comecei a ficar preocupado quando chamaram o nome de uma senhora idosa que estava na minha frente, e depois um outro senhor que veio depois de mim: estava claro que a ordem dos encaixes não era exclusivamente pela ordem de chegada. Mas finalmente meu nome foi chamado, peguei a carta com a aprovação da delegada e dei meu nome para a outra fila, da entrada do visto. Eu era o número 21 na lista dos encaixes, exatamente no final da folha, e ainda estavam no número 5. Eram quase meio-dia, não adiantaria ficar mofando lá, era hora de comer alguma coisa.

Sabendo que toda aquela ladainha ainda ia demorar, voltei ao meio do terminal, onde ficava a praça de alimentação. Esperava encontrar um McDonald's por lá, mas me contentei com o Café Palheta, onde bati um sanduíche de frango. E já que estava na merda, por que não um agrado? Comprei também um brownie! Almocei tranquilo, sem me aborrecer... Eu era o último dos encaixes, então tinha que ficar na torcida da algumas pessoas terem faltado, ou mesmo algumas que adiantaram a solicitação de seus passaportes. Havia assim uma possibilidade de que eu não conseguisse entrar com o pedido. Terminei de comer, mais uma passada no banheiro (tem dias que mijo como um camelo), e voltei a aguardar...

Cara, passaram-se quase três horas desde que voltei do almoço, e comecei a ver que chegava na minha vez. Um pouco antes das quatro, finalmente fui chamado. Para variar um pouco, dei sorte: fui atendido por uma menina loirinha, muito atraente e bem meiga. Ali dentro não levei nem quinze minutos, era só conferir documentos, tirar as impressões digitais em um leitor ótico (com a loirinha segurando minhas mãos com delicadeza...), tirar a foto e assinar na mesa digital, e tudo estava pronto. Bem, quase tudo, ao tentar fazer o upload o sistema caiu, mas logo voltou. Finalmente, eu estava livre!

Eram quatro e pouca, mas tudo havia terminado. Comprei uns pães de queijo, algo que gosto muito de comer, e avisei ao trabalho que voltaria direto pra casa. Foi uma luta, ainda tenho que voltar daqui uns dias para pegar o passaporte, e logo em seguida vai ser a corrida para conseguir o visto. Me revolta como as coisas aqui não são simples, tem todo um sistema informatizado até para colher as digitais e somos obrigados a passar por esse sofrimento e demora. Um dia inteiro jogado no lixo... Quero só ver como vai ser no dia de pegar o passaporte, com a minha sorte posso me preparar para mais uma aventura dessas...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Top 5 Games - Naves Espaciais

Sempre gostei de videogames, e embora ultimamente eu esteja ficando mais nos jogos de computador, sempre vou me lembrar de emocionantes jogos dos velhos Mega Drive e Master System. E dá aquela nostalgia de olhar para trás e se lembrar de jogos que marcaram a minha infância, inclusive muitas vezes você pode me encontrar jogando um deles nos emuladores no PC. E para lembrar dessa boa diversão, vou inaugurar aqui uma sequência de posts trazendo algumas listas, recordando alguns dos jogos, personagens e veículos deste imenso mundo virtual dos videogames que mais gosto. Claro, listas acabam sempre provocando uma série de discussões, sempre vai aparecer alguém reclamando de alguma escolha minha, ou questionando por que deixei de fora A ou B, mas a idéia aqui é pessoal, que se dane a opinião pública, gosto não se discute, cada um tem o seu (preciso tomar um calmante...)

E para começar, uma lista com as 5 naves espaciais mais legais dos videogames:

5 - Y-Wing (qualquer jogo do Star Wars)

Quando se fala dos inúmeros jogos de nave do Star Wars, todo mundo associa ao manjado X-Wing. Porém eu pessoalmente sempre gostei mais do caça-bombardeiro Y-Wing. Uma nave relativamente mais lenta e de difícil manobra, mas sua pouca agilidade era compensada por um extenso armamento, além dos lasers duplos contava com um par de canhões de íons, capazes de neutralizar os equipamentos do alvo, e lançadores de torpedos espaciais.

4 - Subterranea (Mega Drive)

O original vem lá da época do Atari, mas durante a bem-vinda reedição dos clássicos do antigo console pelo Mega Drive o jogo Subterranea recebeu uma nova roupagem. A nave pode não ser a mais arrojada, mas sem dúvida tem um design bem original e interessante, com sua redoma circular. Equipada com duas grandes armas lasers (que podiam ser configuradas em 3 tipos de disparos) e mísseis teleguiados, ainda era capaz de operar debaixo d'água e transportar o que fosse necessário para cumprir as missões de resgate.

3 - F-177 (Shockwave Assault - Sega Saturn)

Invasão da Terra por alienígenas é um dos enredos mais comuns, mas sempre funciona. Só que ao contrário do que acontece em Independence Day, os terráqueos já tinham avançado muito mais na época de Shockwave Assalut. O F-177 era um super caça capaz de operar na atmosfera ou no vácuo espacial, armado até os dentes com armas lasers, mísseis e até mesmo ogivas nucleares. Chato que no jogo ele tem movimentos bem limitados, mas mesmo assim é uma nave formidável. E claro que não dá para deixar passar que o design bem triangular se baseou no avião F-117 Stealth Fighter (tanto que só trocaram o 1 do meio por um 7).

2 - TF-22 (Cyberia - Sega Saturn)

Outro caso de pouca originalidade no nome, porém essa nave não deixa de ser menos maneira. Diria que na verdade está mais para um avião, pois ele só é usado na atmosfera (ou pelo menos no jogo ele nào é usado no espaço). Seu tamanho impressiona, com o desenho triangular e bem simples, que lembra um B-2. Seu sistema de navegação é altamente eficiente, com um piloto automático que se encarrega de tudo, deixando para o passageiro apenas a tarefa de disparar os poderosos lasers, única arma porém extremamente destrutiva. Tinha um gerador próprio que abastece as armas e os escudos, e também possuía um sistema de reparos, indicado para uso durante os vôos de cruzeiro sem a presença de ameaças.

1 - SCA-111G Polecat (Solar Eclipse - Sega Saturn)

Está aqui a nave campeã da lista, e de longe! O Polecat tem tudo que uma excelente nave precisa: agilidade, velocidade, um extenso sistema de armamentos (com diversos tipos de lasers e mísseis teleguiados) e sistemas de navegação e comunicação de última geração. E um design perfeito, moderno e imponente. Normalmente voando em esquadrões de 4 naves, mas também capaz de sobreviver bem nas missões solo, não tem alienígena de qualquer tamanho que consiga vencer uma nave ágil e poderosa como essa.

Aguarde a próxima lista!

terça-feira, 16 de março de 2010

Os ônibus da Zona Sul (1)

Quando eu era muito moleque, meu mundo se resumia às redondezas próximas de minha casa em Botafogo, já que o colégio, o parquinho, a padaria e até mesmo a Sears, grande loja de departamentos que era onde hoje tem o Botafogo Praia Shopping, eram relativamente próximos, dava para ir caminhando. E quando ia para lugares mais distantes, era tudo de carro ou de metrô. Mas tudo isso viria a mudar quando passei a viver em Copacabana, não demorou muito para que eu começasse a conhecer e usar o transporte coletivo.

E como eu era um pequeno texugo adorador de veículos motorizados, acabei me fascinando pela grande quantidade e variedade de ônibus que passavam na rua, de todos os tipos e todas as cores. É interessante como hoje tem horas que eu acabo me aborrecendo com o trânsito congestionado, em grande parte devido à quantidade exagerada de linhas de ônibus pelas ruas. Mas mesmo assim ainda tem uma parte de mim que admira esses "gigantes do asfalto". Com isso venho aqui falar um pouco das empresas de ônibus que eu presenciei desde que passei a morar na Zona Sul, focando principalmente em como essas companhias vieram mudando suas pinturas ao longo dos anos.

Felizmente hoje com a Internet, é muito mais fácil você encontrar sites que são voltados para qualquer assunto, e o que não falta são páginas de busologia, o hobby de muitos aficcionados por ônibus. Todas as imagens dos posts dessa série foram obtidas do site da Cia de Ônibus, com um vasto acervo de fotos de praticamente todas as empresas da cidade e do estado do Rio, inclusive fotos bem antigas. Para quem gosta, vale a pena conferir.

Uma das companhias que comecei a usar inicialmente foi a São Silvestre, já que ela sempre operou por aqui uma grande quantidade de circulares. Além disso, nos primeiros anos eu acabava tendo que passar em Botafogo para ver alguma coisa, principalmente ir em lugares com os quais eu estava acostumado a ir antes da mudança, e muitas das linhas dessa companhia passavam por lá, como a 119, uma de minhas favoritas.

O mais interessante é como a São Silvestre desde suas origens nunca mudou a sua pintura! Desde que me conheço como gente, e pelo que observei nos sites até muito antes disso, a empresa sempre pintou seus ônibus de bege e azul, com a patenteada linha vermelha acompanhando as janelas. O que mudou ao longo dos anos foi apenas o logotipo, antes todos os ônibus tinham os nomes de suas viações indicados por um "carimbo" redondo na lateral.

A Viação Alpha era uma daquelas que compunha a "família das faixas coloridas". Várias companhias usavam um mesmo design para a pintura, com quatro barras: amarela, laranja, vermelha e uma quarta cor específíca da empresa, presente com maior destaque. A Alpha em especial usava o vermelho.

Ela manteve esse esquema por bastante tempo, mas há pouco mudou para um visual mais moderno, abolindo as faixas coloridas. As cores foram mantidas, mas agora meio que desenham um "a" na lateral. Dessa empresa sempre usei muito as linhas 413 e 426 (Muda e Usina, respectivamente), que costumavam ter um ponto final em Copacabana mas agora vão até o Jardim de Alah.

Seguimos com a Verdun, que no princípio não viria a ser muito usada, talvez em algumas poucas oportunidades eu vinha a pegar seus ônibus, como o 125, que era dessa empresa até ser transferido para a Saens Peña, fazendo a rota General Osório - Estrada de Ferro (como era conhecida a Central antigamente). A pintura era simples, apenas uma faixa branca diagonal sobre a carroceria azul.

Mas alguns anos mais tarde viria a se tornar parte fundamental da minha vida, com as idas e vindas da faculdade a bordo do 455 Méier - Copacabana, foram tantas viagens que já perdi a conta. Nessa época a Verdun já trazia uma pintura mais legal, muito mais moderna. Ainda hoje costumo pegar o velho 455 para ir ao trabalho.

A Real Auto Ônibus é uma das maiores empresas de ônibus da cidade, operando uma série de linhas principalmente entre o Centro e a Zona Sul. E muitos de seus ônibus já circulavam aqui em Copacabana, como o 121 que uso bastante hoje em dia, com uma das pinturas mais legais. Seguindo o modelo da São Silvestre, mas mesclando vermelho e prata com a linha azul correndo por baixo das janelas.

Acontece que em meados dos anos 90 criou-se o tal do corredor expresso indo do Leblon até o Centro, por onde passariam algumas linhas específicas, e todas elas deveriam apresentar a mesma pintura amarela e branca. Entre as empresas que entraram nessa, além da Verdun acima com a linha 125, estava a Real, com praticamente todas as suas linhas. Acabou porém que essa idéia do corredor expresso não vingou, mas a Real adotou a nova cor para a empresa, confesso que preferia a original.

Claro que não dá para falar da Real sem falar dos populares frescões, os ônibus de turismo com ar condicionado que serviam na cidade. Sempre vi esses ônibus como algo vip, ainda mais com a coroa ostentada em sua pintura, como se fosse um veículo destinado apenas aos executivos de negócios da cidade.

Mesmo os frescões passaram por uma repaginada em sua pintura recentemente. Embora não seja clássica como a antiga, pelo menos não é no visual estilo "ovo" dos ônibus urbanos convencionais.

E chegamos agora a outra empresa da "família das faixas", a Braso Lisboa, só que usando em destaque a cor verde. A principal linha dessa empresa é a 474 Jardim de Alah - Jacaré, mas eu confesso que sempre via o ônibus como "meio sujo". Tanto que é uma das linhas onde mais vi assaltos acontecendo...

A pintura original foi mantida por muito tempo, mas logo começaram a surgir os ônibus urbanos com ar condicionado. E tem sido uma prática comum das empresas usar uma pintura exclusiva para esse ônibus mais especiais. Nesse caso, ficou uma pintura até bem bonita, com azul e prata, mas ainda com as faixas.

Mas depois de alguns anos foi feita uma mudança radical nas pinturas dos ônibus da Braso Lisboa, chegando a um visual muito show. A combinação de verde e prata com detalhes em dourado ficou muito legal, e todos os seus ônibus, com e sem ar condicionado foram repintados assim.

Ufa! Falamos de várias empresas, essas foram e continuam sendo aquelas que uso com mais frequência. Vou ficando por aqui, para que a postagem não fique demasiadamente longa. Semana que vem volto para mostrar mais cinco empresas, que cheguei a usar relativamente pouco, mas que também se mostram presentes aqui na Zona Sul.


domingo, 14 de março de 2010

Brasília

Não, essa postagem não é sobre a capital de nosso país, aquela poça de lama suja com a maior concentração de corruptos, ladrões e filhos das putas per capita do Brasil. Venho aqui para falar de um carro bem simpático, e que durante os últimos dias tem sido alvo de uma longa cruzada até eu conseguí-lo. Estou falando da Brasília da promoção do jornal Extra.


Um rápido review de toda a situação: nesse ano o jornal Extra começou uma interessante promoção chamada Clássicos Nacionais, onde os leitores poderiam colecionar pequenas miniaturas de ferro de carros que fizeram a história em nosso país. Uma proposta interessante, pois normalmente encontramos nas lojas modelos estrangeiros como Ferraris, Mustangs e Porsches, carros que não são vistos na nossa realidade do dia-a-dia. A jogada era juntar ao longo de uma semana selos que estariam saindo no jornal a partir do domingo, juntamente com a cartela. Depois de juntar os 7 selos, na segunda seguinte bastaria ir em uma das bancas selecionadas e com mais uns trocados você levava o carrinho. Foram escolhidos 12 automóveis clássicos, e entre diversos carros como o Opala e o Karmann-Ghia, logo de cara bati os olhos na Volkswagen Brasília...

Você pode estar se perguntando o porquê de eu ter me "apaixonado" por esse singelo carro. Bem, não é por conta da música dos Mamonas Assassinas, mas pelo fato de que quando eu era mais novo minha família tinha uma Brasília bege, e foram muitas tardes passeando no banco de trás dela, em viagens curtas pelo estado ou para visitar meus avós. Eram bons tempos, mas depois de mudar para Copacabana, com sua imensa frota de ônibus para todos os lugares da cidade, a Brasília acabou amargurando mais tempo na garagem escura, e alguns anos mais tarde acabamos vendendo ela. Sério, tem horas que me bate uma sensação nostálgica, de ficar imaginando que fim levou a Brasília de minha infância, e até mesmo sonhando um dia encontrá-la e dirigí-la...

Essa é igualzinha à nossa antiga Brasília! Saudades...

Enfim, imagina só a minha felicidade de saber que nessa promoção viria um modelo de uma Brasília! Revirei todo o site, para saber certinho a data, e logo no primeiro domingo comprei o jornal para começar a coleção. O pior é que apesar de ter lido todo o regulamento, por algum motivo inexplicável não tinha me dado conta de que seria necessário pegar a cartela, escondida no meio das páginas do caderno da TV. Só a achei pois no final do domingo decidi finalmente folhear o jornal e achei a dita cuja. Quase que me estrepei, imagina só eu chegar lá com os selos na mão e não conseguir o carrinho por causa da maldita cartela?


Diga-se de passagem, o jornal é uma merda! Sério, eu não conseguia ler muita coisa, só notícias enjoadas. Entre as matérias que eram constantes, reportagens falando a respeito dos traficantes que mostraram suas armas para as câmeras, as babaquices do Lula e outras atrocidades. Nem queira saber o que tinha no caderno de TV, todo dia uma mensagem daquele leproso do Paulo Coelho e os sempre curiosos horóscopos. Sem falar no ridiculamente escroto personagem Zé Lixão, uma porcaria dum boneco vestido de gari, que todo dia era fotografado ao lado de alguma pilha de lixo. Sem comentários...

Tinha que jogar esse Zé Lixão num incinerador!

Tá, nem tudo era ruim no jornal, estaria exagerando se eu dissesse que o Extra nem serve pra limpar a bunda. Dava até pra ler a sessão de esportes e acompanhar as notícias do Fogão, e mesmo ler sobre o mico daquele cretino do Adriano, como postei faz pouco tempo por aqui. E não posso deixar de colocar o comentário hedonista da vez, pois em praticamente todas as edições coletadas nessa semana havia alguma coisa sobre a Renata Santos, que além de ter sido rainha da bateria da Mangueira e capa da Playboy no início desse ano, parece ter se tornado foco das atenções do jornal, não só pela beleza mas pelo fato de ser também funcionária da Assembléia Legislativa e nunca ter aparecido lá pra trabalhar. Engraçado como ela até estava estampada numa foto no verso da cartela da promoção, e não teve jeito, ela acabou sendo "vítima" de mutilação bem na cintura depois de uma rápida tesourada... Justiça seja dita, até que ela é razoavelmente interessante.


A semana começou, e iria se iniciar a pequena rotina de sempre passar na banca e comprar o Extra. Foi engraçado, era um medo tão grande de perder o jornal de um dia, consequentemente não conseguindo um selo e melando tudo, que logo de manhã cedo antes de ir ao trabalho eu comprava o Extra. Teve até um dia que fui numa banca perto de casa e não tinham entregue ainda, fiquei puto e só consegui o jornal perto do escritório. E assim foi indo, dia a dia, até chegar ao sábado com os 7 selos nas mãos.


Depois de alguns minutos tentando achar um tubo de cola na casa, algo que sequer me lembro da última vez que usei (diria que o uso de cola branca é inversamente proporcional à sua idade), colei os selos na cartela com todo o capricho e cuidado, como se estivesse preenchendo um álbum de figurinhas. Voltei ao site da promoção para localizar onde ficava a banca mais próxima, e restava apenas esperar até a segunda-feira...

Agora é curioso como a ansiedade é foda, mas dessa vez ela certamente me salvou. Na segunda eu teria que estar relativamente cedo no trabalho, e imaginei passar na banca no final do dia para pegar a Brasília. E no domingo, fui dar uma pesquisada na Internet sobre a promoção e achei inicialmente algo estranho: uma pessoa havia postado em seu blog no sábado uma foto da Brasília da promoção! Como assim? Afinal, o regulamento dizia que os modelos estariam disponíveis a partir da segunda. Como que aquele sujeito havia conseguido essa proeza? O pior é que no blog dele haviam postagens de todos os carros (parece até que ele criou a página apenas pra isso), e em todas as imagens ele dizia ter conseguido o carrinho no sábado... Quase me vesti e fui tentar pegar a minha Brasília, mas acabei tendo a curiosidade de pesquisar um pouco mais...

Aí descobri algo que me deixou bem preocupado, muita gente reclamando em sites e fóruns da promoção, que tinham chegado pra trocar o carrinho e o estoque já havia acabado. A procura estava sendo imensa, e como sabemos bem, o brasileiro é um povo malandro, filho da puta e metido à esperto. Ora, você tem alguma dúvida que gente lá de dentro do Extra não deveria estar desviando os carrinhos para si mesmos? Soma-se a isso o próprio jornaleiro, que iria separar uns pro filho, os funcionários do Prezunic (outro posto de troca) pegando alguns carrinhos... Sem falar ainda nos escrotos que queriam trocar pra revender depois: já tinha gente vendendo as miniaturas no Mercado Livre, cobrando absurdos 85 reais por cada uma! Uma sacanagem, faça as contas comigo: cada edição do Extra custa R$1,10 durante os dias da semana e R$2,40 no domingo, some com os R$4,95 que são pagos na troca do carrinho e dá R$13,95 ao todo. É muita ganância...

Após ver todas essas reclamações de gente que juntou os selos e se deu mal, mudei meus planos, e nem que eu tivesse que acordar mais cedo, pegaria a minha Brasília log de manhã. Acordei, me arrumei para o trabalho e fui para a banca... E a minha surpresa foi ao ver a grande fila de pessoas lá para trocar os carrinhos também. Logo na minha frente, um velho com 3 cartelas! Mas felizmente haviam ainda muitos carrinhos, e após alguns minutos de espera, consegui a minha Brasília! O carrinho é simplesmente perfeito, bem detalhado, e veio junto com um folheto contando um pouco de sua história. Muito legal, realmente valeu a pena ter passado essa semana juntando os selos da promoção para conseguir essa Brasília, que vai ter um lugar de destaque na minha estante juntamente com os outros carrinhos que tenho.

sábado, 13 de março de 2010

Bandidos de Copacabana

Como prometi, vou falar de mais uma gafes absurdas de nosso presidente, tem alguns dias que ele falou essa merda, mas quis me dedicar a escrever com calma, já que de certa forma fui "alvo" de suas declarações.

Governantes achavam que pobre só era gente em época de eleição, diz Lula

"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (8) em discurso na favela da Rocinha, na cidade do Rio de Janeiro, que 'muitos governantes' só procuram as comunidades mais carentes em época de eleição. Ao lado da ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata à Presidência, Dilma Rousseff (PT), e do governador Sérgio Cabral (PMDB), Lula participou de cerimônia de inauguração de obras na Rocinha. (...)

Com quase duas horas de atraso, Lula iniciou o discurso enaltecendo a parceria entre os três níveis de governo e ressaltando que o PAC vai levar dignidade e qualidade de vida à comunidade, como forma de combate à criminalidade. 'Minha vinda aqui é o retrato mais fiel de que prefeito, governador do estado e Presidente da República querem provar ao mundo que é possível a Rocinha, e as chamadas favela, serem tratadas com dignidade', disse.

'É verdade que na Rocinha deve ter algum bandido, no Pavão-Pavãozinho deve ter algum bandido, mas quem é que disse que não tem bandido nos prédios chiques de Copacabana', questionou o presidente. (...)"

Pára tudo! Vamos com calma! Deixa ver se eu entendi bem... Quer dizer que nosso ilustríssimo senhor presidente da República acha que aqui em Copacabana tem bandido? Que lindo! Como morador de Copacabana, eu fico extremamente chocado e puto em ter que escutar tamanha cretinice vinda de nosso presidente.

Veja bem, meu grande amigo Lula... Você então está acusando que entre os moradores de Copacabana existem bandidos? Isso é muito grave... Baseado em que você diz isso? Pelo tom do final de seu comentário, fica claro que essas palavras vieram como uma réplica ao fato de que muita gente diz que a favela tá cheia de bandido. Significa que Lula acha que aqui em Copacabana tem tanto bandido como na favela, ou mesmo mais?

Fala sério, seu imundo, só você não vê que a favela é um antro de criminosos! Você acha que os bandidos de verdade vão se esconder em prédios chiques na Zona Sul, pagando condomínio, com seu paradeiro conhecido por vizinhos e pela sociedade? Os bandidos vão é se esconder nos buracos nas favelas, onde o poder público não manda nada, onde a polícia e a justiça não conseguem chegar. Nas favelas é que se escondem os grandes traficantes, assassinos, sequestradores, estupradores e ladrões, e vem o nosso presidente dizer que ali é lugar de gente digna? Veja todos os últimos crimes que apareceram nas páginas dos jornais, é sempre "bandido da Rocinha mata dois funcionários de banco", "grupo da Maré queima ônibus" ou "traficantes do Alemão promovem terror na cidade". Não tem nenhuma notícia como "mais uma vítima de assaltante da Avenida Atlântica"...

Acontece que sabemos bem que tanto Lula como seus camaradas petralhas e a população pobre têm uma visão distorcida de achar que as pessoas que vivem em condições um pouco melhores só conseguiram chegar lá de maneira ilícita, com o sofrimento e a pobreza dos outros, uma visão extremamente preconceituosa e covarde. O morador de Copacabana por definição é tido como uma pessoa rica e vive em um lugar bom, mas apenas porque ele de alguma forma se beneficiou de forma errada, causando a pobreza de pessoas inocentes. Na cabeça ôca dos petelhos e dos pobres, se o cara mora na Zona Sul ele é a escória da humanidade, responsável pelo sofrimento dos menos afortunados. Segundo esses pústulas, nunca uma pessoa vai conseguir morar em Copacabana depois de trabalhar duro e honestamente, ganhando o seu dinheiro com esforço e sem prejudicar ninguém. Claro, a não ser que ele seja da esquerda ou ex-morador de morro...

Por sua vez, Lula e os petralhotários, juntamente com Viva Rio e outras ONGs, consideram que nas "comunidades" só tem gente de bem, gente honesta e trabalhadora, que sempre são por definição pessoas dignas e que merecem todo o apoio de nosso governo, mesmo sem precisar pagar por nada. Afinal de contas, você acha que os favelados pagam algum tipo de imposto? Sinceramente, os que estão na Babilônia, no Pavão-Pavãozinho, estão aqui na mesma região de Copacabana e duvido que pagam um centavo de IPTU, de água, de luz ou de esgoto. Não pagam nem pela televisão que assistem, aposto que enquanto eu tenho que pagar aqui por um pacote básico da NET pra não pesar no orçamento, convivendo que imagem que fica ruim e internet que cai no meio do download (skavurska!), o pessoal do morro arruma fácil um gato-NET e tem todos os canais "de grátis". E às vezes nem precisa fazer muito esforço, porque o governo já vem e faz: daqui a pouco vão dar internet de graça pras "comunidades". Na boa, gostaria de perguntar pro presidente Lula se ele acha isso certo, o babaca aqui pagando por um serviço enquanto que na favela tudo é dado de graça. Só por que são mais pobres do que eu eles têm esse "direito"?

Me desculpe pelo palavreado, mas o mais revoltante é ter que escutar esse filho da puta desse sapo barbudo me chamar de bandido por morar em Copacabana, tendo que pagar um dos maiores IPTUs da cidade, sem falar dos impostos que são tirados de meu salário todos os meses, sendo obrigado a conviver com a violência na cidade, e ainda por cima vendo um bando de vagabundo que mora nos morros, sem ter que pagar por pôrra nenhuma, tendo do alto do Pavão-Pavãozinho uma vista privilegiada das praias de Copacabana e Ipanema, que ainda recebem apartamentos de graça e outras regalias dadas pelo governo e pagas com o dinheiro dos meus impostos. Não é possível, será que sou só eu que acho inacreditável como esse governo tem a cara de pau de levar nosso dinheiro para agradar os favelados e ainda nos chamar de bandidos? Será que apenas eu me revolto com o fato de que esses políticos cagam na cabeça do contribuinte enquant passam a mão em vagabundo e bandido?

Na minha opinião, as favelas não passam de um grande câncer de nossa bela cidade, deveriam ser extintas. Pra começar, "comunidade" é o caralho, o nome é favela mesmo! Favela, cortiço, pardieiro, muquiço... Eu tenho a consciência de que existem pessoas decentes lá, mas também existem muitos criminosos, e o ambiente da favela favorece a sua proliferação, como baratas e ratos num aterro sanitário. Sem falar que as favelas destróem a paisagem natural dos morros. Deveriam era fazer uma mega limpeza, tirar as pessoas de lá de cima e depois passar fogo em tudo que é barraco: as pessoas decentes serem levadas para complexos habitacionais construídos pelo governo (dinheiro pra fazer tem, só falta vontade dos políticos), enquanto que os bandidos sairiam dentro de sacos pretos ou amontoados na caçamba de um caminhão basculante, para serem jogados no mar ou no lixão. Seria algo que ajudaria muito a nossa cidade, reduzindo a violência e dando melhores condições para todos.

Claro que logo deve aparecer um petelho ou defensor dos Direitos Humanos aqui ,dizendo que eu estou exagerando, que eu preciso ter mais respeito pelas "comunidades"... Bom, com vocês não vou perder muito tempo, apenos digo o seguinte:

Termino expressando mais uma vez a minha revolta com o comentário preconceituoso e cínico de nosso presidente. Ver que nossos governantes têm essa mentalidade estúpida só me deixa cada vez mais enojado em ser brasileiro. Você acha que aqui em Copacabana tem bandido, né Lula? Bom, acontece que em Brasília tem muito mais... E no alto do palanque de onde você fala as suas bobagens também.

quinta-feira, 11 de março de 2010

"Ilustre" presidente

Pra variar, nosso ilustre presidente aparece com mais uma maravilhosa pérola de revirar o estômago. Veja só o que ele disse dessa vez:


"Em entrevista à agência de notícias Associated Press nesta terça-feira (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou a situação dos presos políticos em Cuba com a de presos comuns do Brasil.

Lula declarou que a greve de fome não pode ser utilizada como pretexto para libertar pessoas em nome dos direitos humanos. O presidente pediu ainda respeito às determinações da Justiça cubana com relação à prisão dos dissidentes que se declaram em greve de fome.

'Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubano de deter pessoas em razão da legislação de Cuba, como quero que respeitem o Brasil', disse Lula, na entrevista à Associated Press, em Brasília.

A última visita de Lula a Cuba, no mês passado, começou um dia depois da morte do dissidente Orlando Zapata Tamayo, que estava em greve de fome. (...)

Na entrevista à AP, Lula questionou o método usado por presos políticos cubanos que deixam de comer para pressionar pela liberdade.

'Acredito que a greve de fome não pode ser usada como um pretexto de direitos humanos para libertar as pessoas. Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrassem em greve de fome e pedissem a liberdade', disse.

Lula lembrou que ele mesmo, quando era líder sindical e fazia oposição à ditadura militar que governou o Brasil de 1964 a 1985, fez greve de fome. O presidente classificou a prática como 'uma insanidade'.

'Gostaria que (a detenção de presos políticos) não acontecesse. Mas não posso questionar as razões pelas quais Cuba os deteve, como também não quero que Cuba questione as razões pelas quais há pessoas presas no Brasil', disse."

Simplesmente um absurdo... Quer dizer então que na sua cabeça, Sr. presidente, os prisioneiros políticos de Cuba que foram detidos por contestar a ditadura de Castro estão no mesmo nível dos criminosos e assassinos encarceirados nas prisões paulistas?

Claro, ele não condena o fato dessas pessoas porque e a favor da ditadura comunista de Cuba, se fossem presos em outro país, ele iria defender a liberdade dos mesmos. Principalmente se fossem prisioneiros dos EUA, como alguns dos terroristas que estão presos em Guantánamo. Interessante mesmo, Lula... Os EUA não podem prender criminosos internacionais culpados de atentados e outros crimes, que você diz que é uma ofensa; mas Cuba pode prender aqueles que contestam a "democracia" de lá e você fica quieto...

É realmente um quadrúpede esse Lula, não vejo a hora de que ele deixe de ser presidente. Claro que imaginando que a terrorista da Dilma não vença. Ainda esse semana volto aqui pra comentar mais uma de suas gafes, que me revltou bastante...

quarta-feira, 10 de março de 2010

Animal Planet Bizarro

Cara, quando você imagina que não podem inventar um filme mais absurdo, alguém chega e cria essa merda...Mega Shark vs Giant Octopus!


Não poderiam ter pensado em algo mais tosco, um tubarão do tamanho de um porta-aviões e um polvo que mais parece um balão lutam entre si, ao mesmo tempo que destroem a California. Sei que queriam fazer um daqueles filmes-B, mas isso aqui já é demais. Apenas para você ter uma idéia do naipe da produção, veja essa cena absurda!



Perdão pelo palavreado, mas...Caralho! Esse tubarão é do capeta! Incrível é como um bichão desses consegue saltar na mesma altitude que um jato, tem que ser mesmo um super tubarão. Tão estúpido que até mesmo o cara desse site tentou fazer uma avaliação mais técnica dos detalhes desse ataque nas alturas (clique na imagem para ampliar)


Felizmente o filme não viria a trazer nenhum ator ou atriz de renome, seria uma pena ver a carreria de um Mel Gibson ou uma Naomi Watts ser destruída depois de estrelar uma produção absurda dessas. Os únicos nomes um pouco mais conhecidos que participam dessa atrocidade são o fracassado Lorenzo Lamas, aquele bostaldo latino que tentou virar herói de ação nos anos 80 e caiu no esquecimento, e a atriz e cantora Debbie Gibson, que chegou a cantar algumas músicas legais há alguns anos atrás. E diga-se de passagem, é uma das poucas coisas que dá para aturar nesse filme...

Tá na cara que tem Photoshop... Mas mesmo assim tá conservada!

Não cheguei a assistir Mega shark vs Giant Octopus, e sinceramente imagino que essa bizonhice não vale o aluguel no Blockbuster ou mesmo alguns gigas de transferência por banda larga. Se alguém conseguiu a proeza de ver todo o filme, diga o que achou nos comentários.