domingo, 20 de julho de 2014

Cause of Death

Já faz algum tempo que eu não falo de jogos aqui no site. E decidi falar de um joguinho que pode não ser muito chamativo, certamente não é um grande destaque por conta de gráficos e possui uma jogabilidade muito, mas muito simples. Mas que é um jogo que me atraiu, uma das razões pelas quais eu acabei arrumando um iPod que me serve quase como um videogame portátil. O jogo se chama Cause of Death, mais um dos lançamentos da Electronic Arts.


Você pode estar se perguntando que diabos é isso, até porque muitas pessoas acham que a EA só faz jogos como FIFA Soccer, The Sims e Need for Speed. Mas é um jogo simpático, lançado somente para a plataforma móvel da Apple (acho que para Android também), que traz um estilo que eu particularmente sempre gostei muito, das histórias com decisões, no estilo daqueles livrinhos de "Escolha a Sua Aventura", dos quais eu já comentei algum tempo atrás aqui nesse post. Cause of Death é um jogo que segue nessa mesma linha, sendo ambientando em uma equipe de polícia que tenta resolver casos de homicídios bem elaborados, quase como um CSI. É o "irmão mais novo" de outro jogo semelhante lançado pela EA chamado Surviving High School, o qual eu também gosto e jogo com certa frequência, este já com uma história mais amena, trazendo as aventuras e situações típicas de adolescentes na escola, e que provavelmente focarei em outra postagem em breve. 

Em ambos os jogos, o grande barato é que a cada semana era lançado um novo episódio, baixado pela Internet. Assim, uma trama se desenrolava como se fosse mesmo uma série, com o suspense de novas revelações surgindo no final de cada capítulo. O jogador podia escolher pagar pelo episódio mais novo, ou se aguardasse em torno de uma semana podia baixá-lo de graça. Isso sem falar em algumas histórias extras, tipo como meio de temporada, e quem quisesse jogar os episódios mais antigos, podia também comprar na loja online. E assim as histórias vinham seguindo, no caso particular de Cause of Death ao longo dos últimos quatro anos.

O fato que me trouxe a fazer essa postagem é que recentemente a EA anunciou o cancelamento dos dois, o que provocou um triste sentimento em muitos fãs, incluindo aqui este texugo que vos fala. Por isso, decidi aproveitar esse momento até para fazer uma homenagem a um desses dois jogos que vão deixar saudades, com seu estilo divertido de passar o tempo e personagens extremamente cativantes.

Bom, como comentei acima, Cause of Death tem um estilo policial, onde você acompanha a história de uma equipe do departamento de polícia da cidade de San Francisco. Ao baixar o jogo, o recomendado era jogar a primeira "temporada" que já vinha completa, e depois então pegar os episódios seguintes. Em cada temporada, normalmente se tem um criminoso, um assassino de meios cruéis e meticulosos, e cabia a você ajudar os protagonistas a trazê-lo para a justiça. E nesse primeiro capítulo, o vilão era um sujeito chamado Maskmaker, um bandido que se escondia por trás de uma máscara branca, com o curioso modus operandi de escolher sempre ruivas em torno de seus vinte e poucos anos, e matá-las de forma cruel, colocando uma máscara de plástico em seus rostos. O maluco é esse aí de baixo.


Só para alinhar, pode ser que aqui eu lance até alguns spoilers. Se você se interessou pelo jogo e não quer ter as suas surpresas estragadas, melhor parar por aqui e só voltar depois que tiver pelo menos terminado a temporada gratuita que vem no jogo.

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Ok? Estamos avisados então, hora de seguir.

Acredito que seja uma boa hora de apresentar a equipe de protagonistas, com os dois policiais ali de cima que estampam a tela de título do jogo, uma dupla que sem dúvida é bem peculiar, como é comum nos filmes de polícia desde a época de Máquina Mortífera. Mas em vez de um metidão que trepava com todas as mulheres que apareciam nos filmes e um negão que teve o azar de sentar numa privada-bomba, aqui temos personagens um pouco mais reais, mais pé-no-chão. E que logo nessa primeira temporada já cativam muito bem a todos os fãs.


O carinha boa-pinta se chama Mal Fallon, detetive do Departamento de Polícia de San Francisco. Vindo de uma família com história na polícia, ele teve uma infância meio desajustada, principalmente pelo fato de seu pai ter se tornado um grande criminoso. Meio que justiça poética, ele acaba então voltando pra linha ao ingressar como policial, se tornando um dos melhores detetives do precinto, embora tenha a fama de ser um pouco inconsequente, muitas vezes entrando em confusão devido ao seu temperamento explosivo. Mas que no final do dia, apesar dos trancos e barrancos, acaba conseguindo resolver tudo. E ele começa a trama suspenso, sendo chamado de volta para ajudar na busca pelo Maskmaker.


E temos a mocinha bonita, chamada Natara Williams. Vinda de uma família rica, ela decidiu não se deixar acomodar pelas regalias e se dedicou aos estudos, se tornando muito boa na arte de avaliar o perfil das pessoas, por meio da observação de diversos detalhes (uma profiler, em inglês). Isso a levou a ingressar no FBI, se tornando uma das agentes de maior destaque, até um acidente onde seu parceiro acabou seriamente ferido. Isso fez com que ela fosse relegada a trabalhos menores, e é o que a leva a ajudar no caso do Maskmaker. Ela faz o estilo de certinha, procurando sempre ir se acordo com a lei, procurando sempre estar atenta aos detalhes para decifrar os crimes.

Já dá para ver aqui um grande conflito de personalidades, com o temperamental Mal e a calculista Natara. E em grande parte do jogo você toma as decisões por um deles, precisando justamente se adaptar ao estilo e conhecimentos de cada um. Ou seja, você provavelmente terá uma cena de ação e perseguição onde terá que tomar as decisões por Mal, ou um momento de interrogar um suspeito onde você deverá ajudar Natara a desmascará-lo. Tem que ter jogo de cintura, inclusive para tomar decisões que cada um deles teoricamente tomaria.

Você pode estar se perguntando porque só aparecem os rostos deles. Bom, é o estilo do jogo. Como falei, aqui não há grandes destaques gráficos, sendo que normalmente o que se tem é um cenário no fundo e uma caixa de diálogo, onde quando se tem algum dos personagens falando aparece uma imagem de seu rosto, para que você possa saber quem é. E tipicamente com uma expressão que indica como que o personagem se encontra naquele dado momento. Como, por exemplo, se você olhar na figura abaixo, onde coloquei os dois protagonistas com as suas expressões, poderá ver as diferentes situações onde eles estão em situação normal, feliz, zangado, triste ou assustado.


Sim, muitos podem achar bobo e sem graça. Mas para o estilo do jogo, até que serve bem. Lembra os clássicos RPGs de videogame.

Claro que há outros personagens na trama, muitos que você acaba controlando em um determinado momento, ou mesmo em episódios posteriores. Tem horas que você controla algum sujeito qualquer, tipo uma vítima prestes a ser morta pelo assassino ou um cidadão que presencia um crime, os típicos figurantes. Há até horas que você controla o assassino, meio que naqueles momentos onde tenta-se explicar o porquê que levou a um sujeito aparentemente tranquilo se tornar um criminoso. Mas há vários outros personagens que têm a sua importância na trama, a maioria deles membros do departamento de polícia de San Francisco, e que acabam sendo usados com maior frequência, muitas vezes se portando como verdadeiros protagonistas.

Apresentando os quatro principais personagens "coadjuvantes" que surgem no início da trama, começamos com Maria Yeong, que é a chefe do departamento de polícia, que embora tenha um lado mais bondoso e compreensivo, na maior parte do tempo é bem durona e exigente, querendo sempre dos seus subordinados um trabalho exemplar. E como nota pessoal, ela é lésbica (provavelmente sendo a metade mais "macho" da relação), com uma filha adotada. Temos também Ken Greene, o detetive negão que é grande amigo de Mal, um ex-militar que decidiu se alistar na força policial. É exemplo de força bruta e que curte uma boa cerveja e boas mulheres, mas que também tem um bom senso de humor, principalmente quando é para dar uma zoada em seu amigo.


Também temos a equipe do laboratório, começando com a gracinha cuti-cuti da Amy Chen, uma menina super sapeca e doce, que passou boa parte da vida em um orfanato. Não tem muita experiência de vida, mas isso a tornou uma excelente analista de dados, capaz de pesquisar as informações em seu computador com grande destreza e agilidade. E é uma gracinha, sempre com pensamentos mais puros e acreditando nas coisas boas. E trabalhando junto com ela temos o hilário Kai Kalaba, que é investigador de cenas de crime. Muito inteligente e perspicaz, mas que também é muito doido, sempre com piadinhas nerd e fazendo sempre alguma zoação. É o verdadeiro exemplo de comic-relief, muitas vezes fazendo piadas impróprias para o desespero de seus colegas, mas que no fundo é um sujeito legal que gosta de estar com seus colegas de trabalho, que considera como verdadeiros amigos.

O jogo se desenrola como um livro jogo, onde em diversos momentos você deve tomar alguma decisão, escolhendo uma das múltiplas escolhas que são apresentadas. Cause of Death usa um sistema de pontuação, onde uma escolha correta lhe dá "pontos de detetive", e escolhas erradas não lhe dão nada. Dessa forma, o andar da história não se perde muito, mas cabe a você fazer com que o personagem tome uma decisão acertada e não pague o mico de não ser um bom detetive. Por exemplo, controlando Mal ao interrogar uma testemunha que viu seu familiar ser morto, você pode agir de forma mais cautelosa e compreensiva, como seria esperado em uma situação dessas, ou então partir para a ignorância e estupidez, onde nessa situação provavelmente Natara iria interrompê-lo e dar uma bronca, fazendo as perguntas da maneira correta. Nada de muito especial com a pontuação, a não ser para ver o quão bom detetive você é, mas também te liberando uma cena extra no final se você tiver atingido um mínimo de pontos.


O interessante é que muitas vezes há um toque especial na hora das perguntas. Por exemplo, há situações onde você tem um tempo limitado para fazer a sua escolha, representado por um reloginho, tentando retratar a necessidade de decisões rápidas que podem ocorrer na luta contra o crime. Por exemplo, se você estiver em um tiroteio e tiver que escolher entre procurar proteção ou partir pra cima. Há mesmo situações onde você na verdade precisa esperar que esse tempo passe sem fazer nada: por exemplo, você pode estar em uma situação com reféns, e embora apareça a opção de atirar, o mais certo é esperar para ter uma boa oportunidade mais adiante.


Outro tipo de questão é onde aparecem várias opções que vão sendo mostradas a cada instante, e você deve dentro do tempo estipulado escolher aquelas que são as corretas para aquele momento, e evitar as erradas, buscando assim acumular o máximo de acertos para ter um bom resultado. Por exemplo, você pode estar querendo andar cautelosamente em uma sala escura para não ser percebido, precisando escolher dentre as opções onde você vai pisar. Nesse caso, o ideal é selecionar opções como "carpete" ou "piso livre" e evitar outras como "plástico de bolhas" ou "sucrilhos".


Plástico de bolhas ou sucrilhos... De onde eu tirei essa idéia? Podia ter usado as idéias da imagem acima, mas não... Tinha que inventar alguma bobagem.

E existem algumas questões, essas mais raras devido a sua maior dificuldade, onde você deve digitar algum texto. Tipicamente, você passa alguns minutos investigando uma série de pistas e informações, e então precisa responder uma questão qualquer, como por exemplo, descobrir a senha de um cofre ou o local de um crime. Essas são mais difíceis, mas forçam o jogador a prestar atenção no que está acontecendo. Claro, você pode tentar uma certa quantidade de vezes, caso não consiga provavelmente um outro personagem entra em cena com a resposta.


Como disse, muitas perguntas mal respondidas não te trazem a situações tão ruins, mas há situações onde uma decisão errada pode fazer com que algo crítico ou fatal aconteça, tipicamente resultando na morte de um dos protagonistas. E confesso que muitas vezes a descrição de como essas mortes ocorrem é tão detalhada e mórbida que pode fazer com que os mais fracos sintam náuseas. Tipo, "você sente a bala atravessando e explodindo o seu globo ocular, abrindo um rombo em sua cabeça, espalhando pedaços de seu cérebro pela parede" ou "nos poucos segundos que a sua consciência ainda funciona, você vê com horror o seu tronco decapitado caindo no chão". Claro que para dar uma chance, tipicamente depois de uma cena fatal dessas você tem a possibilidade de recomeçar de um checkpoint salvo, ou se preferir voltar até o início do capítulo e tentar tudo de novo.

As histórias são muito bem boladas, e é interessante como há uma boa mescla de situações policiais onde você é testado. Temos desde cenas de ação, como perseguições a pé ou em carros, cenas de tiroteios, interrogatório de suspeitos, situações com reféns e ações sob disfarce. A primeira temporada, do Maskmaker, traz isso muito bem ao longo de todos os seus capítulos. E o que mais chama a atenção é como os personagens são muito bem construídos, não só os protagonistas, mas também os vilões. Os diálogos são muito bem elaborados, e aqueles que acompanham a série há bastante tempo acabam ganhando uma grande simpatia por certos personagens. Eu particularmente sempre gostei muito do Kai, com suas loucuras simplesmente bizarras.


Várias outras histórias foram se desenvolvendo ao longo dos quatro anos, desde quando o jogo foi lançado. Como mencionei acima, episódios eram lançados em duas formas, com os episódios gratuitos da semana que podiam ser baixados sem nenhum custo, e também os chamados episódios sob demanda, estes que custavam alguma coisa tipicamente os costumeiros $0,99. Normalmente esses episódios sob demanda consistiam das temporadas passadas, ou então o episódio da semana seguinte, dessa forma faturando uma graninha daqueles fãs mais ansiosos que eram incapazes de esperar pelo episódio ser lançado gratuitamente. No início esses episódios gratuitos eram lançados semanalmente, mas com o passar do tempo foram lançados a cada duas semanas, e depois em intervalos maiores. Talvez uma das razões pelas quais o jogo esteja acabando, é possível que a equipe não tenha dado vazão à demanda...

Além das temporadas padrão, haviam também alguns episódios extras, tipo histórias adicionais que normalmente mostravam um pouco mais do passado de um dos personagens ou os colocava em uma situação um pouco diferente do convencional (tipo os episódios do Dia das Bruxas dos Simpsons). Haviam também os chamados Interludes, tipicamente um pequeno episódio no meio de uma das temporadas, só para quebrar um pouco e deixar os fãs ansiosos. Inclusive houve mesmo um episódio de Halloween, com direito a zumbis e a vermos aqueles personagens por quem ganhamos respeito pagando micos homéricos, com visuais bem curiosos.


Sou só eu que achei a Amy muito gatinha com a fantasia de gatinha? Com trocadilho, por favor.

Como disse acima, algo que chama muito a atenção é a construção dos personagens. Ao contrário de certos jogos onde não há espaço para muito diálogo, aqui em Cause of Death a história permite que as personalidades de todos eles sejam muito bem desenvolvidas, muitas vezes de forma extremamente profunda. Por exemplo, mesmo o louco do Kai tem sua história, motivos que explicam certas atitudes que ele tem. O mesmo é válido até para os bandidos (spoiler à vista): se você pegar o Maskmaker da primeira temporada, verá que ele era um garoto problemático na infância, sempre sendo sacaneado por sua irmã, até que um dia ele acabou explodindo e enfiou a cara dela na areia, até ela sufocar e morrer, ficando com o rosto coberto de areia. Isso fez com que ele se tornasse um serial killer, sempre reproduzindo da melhor forma a vez que matou a sua irmã. Não justifica o fato dele sair matando pessoas, mas é mostrada uma razão, todo um porquê por trás de seus crimes, não simplesmente aquele bandido que é bandido porque é do mal. Os vilões aqui de Cause of Death são vilões mesmo, mas lendo as histórias chegamos em certos pontos que os entendemos, que vemos o que os levou a se tornarem vilões. Algo como um Darth Vader que sucumbiu ao Lado Negro por conta da tristeza e do medo de perder a sua família ou um Magneto que passou sua infância sofrendo com a perseguição nazista contra judeus e que no fundo busca defender a causa mutante, indo contra aqueles que os perseguem.


Foda essa imagem, né? Continuemos.

Claro que além de todo o desenvolvimento dos personagens, era de se esperar que uma hora os protagonistas iriam acabar cedendo também a certos outros desejos. Já tava na cara, como em qualquer filme ou série, ao ver o casal de detetives agindo sempre juntos, ia chegar uma hora que os dois iriam acabar se apaixonando um pelo outro. Tem todos os momentos já manjados, como a situação onde Mal fica interessado em Natara e ela não dá bola, depois ele desiste e ela fica pensando no que poderia ser, aí ela arruma um namorado e fica noiva, deixando Mal meio chateado e querendo seguir com a vida, até se interessando por outra mulher, mas aí então o casamento acaba sendo então interrompido, coisas assim...


Mas no final tudo se acerta, e Mal e Natara acabam então assumindo o que sentem um pelo outro, apesar de todos os riscos associados a se trabalhar com sua cara-metade, ainda mais em uma profissão de alto risco como na polícia. Lógico que esse foi um dos momentos mais aguardados por muitos fãs do jogo, em especial do sexo feminino, sempre na torcida para que o mocinho e a mocinha ficassem juntos, e que ficaram muito felizes com casal "Maltara". E pra ver como não eram só os jogadores, até mesmo muitos dos personagens estavam na torcida para que a dupla de detetives finalmente assumisse aquilo que já era esperado.


Claro que muito mais se passou ao longo de todos esses anos. Atualmente estamos na 16ª temporada, e em cada uma delas sempre fomos agraciados com uma história interessante e empolgante, embora eu confesse que, considerando a época quando conheci o jogo, comecei a pegar a partir da sétima temporada, mas pretendo certamente arrumar de alguma forma os episódios anteriores. E como de costume, trazendo também alguns novos personagens interessantes. Mais uma vez, fica aqui o lembrete de que certamente teremos alguns spoilers pela frente, depois não diga que não avisei.

Bandidos é o que não falta... Em cada temporada você acabava sendo apresentado a mais um criminoso, muitas vezes um psicótico com métodos cruéis e absurdos. Apenas para citar alguns deles, tivemos o coroa Zero que matava suas vítimas baseado em signos zodiacais, o Ladykiller que dava cabo nas mulheres que não o valorizavam, Shawn Mallory, ex-agente do FBI (e ex-parceiro e ex-namorado de Natara), que pirou na batatinha, chegando em um dos episódios a se tornar um líder de culto, o mal-encarado do Livewire, um repórter investigativo que depois de ficar em coma por 15 anos começou a matar policiais corruptos, a enigmática Spinerette que usava aranhas venenosas e depois guardava os corações das vítimas como troféus, e a bizarra Onryo, uma japonesa que nasceu toda deformada e cega, matando todos aqueles que a viam como uma aberração, chegando a um ponto em que ela ganhou olhos e braços biônicos. Muitos deles foram mortos, outros presos.


Cause of Death também em diversas oportunidades colocou cartéis de drogas latino-americanos nas histórias. Claro, afinal de contas sabemos bem que os latinos sempre servem como traficantes de drogas nos filmes e séries policiais. Duas grandes famílias aparecem na trama, vindo do México temos Esteban Flores, que via tudo como um grande negócio, e Carlito Flores, seu filho, de temperamento explosivo e que nutre um ódio mortal por Mal Fallon, já que seu irmão foi morto pelo protagonista do jogo. Temos também o General Salazar, que manda no país fictício de San Trobida (algo como uma Colômbia nos tempos do Pablo Escobar), uma espécie de ditador que manda na parada toda, e temos também a sua filha Esmeralda, que por trás do rostinho bonito esconde uma personalidade ambiciosa e extremamente maléfica. Ela acaba se casando com Carlito, mas só mesmo para que seu pai pudesse controlar os cartéis mexicanos. E por fim o careca ali do canto é o assassino conhecido como Ghost, expert em facas e que acredita ser uma ferramenta do Senhor, matando aqueles que precisam morrer.


Comentário interessante... Eu não sei porque em um dado momento da história, o chefão do tráfico agradece seu filho como se ele estivesse se dirigindo ao que ele faz no banheiro logo depois de acordar...


Chicanos e suas gírias... Vamos em frente.

Algo interessante é que boa parte desses vilões tinham uma espécie de mentora, a mulher com cara de arrogante aí de baixo chamada Genevieve Collins, a principal antagonista. Tendo um passado desconhecido, ela acabou tendo como mentor o Zero ali de cima. Ela acabou se casando com um senador e logo começou a usar uma ONG que cuidava de crianças abandonadas, buscando lhes dar uma segunda chance. Mas seu verdadeiro objetivo não era ajudar as criancinhas, mas encontrar aquelas que tinham tido uma infância traumática, que tinham se envolvido em episódios bizarros, e logo Genevieve começava a treiná-los para se tornarem serial killers. Quase todos os bandidos acima, como o Maskmaker, o Ladykiller, a Spinerette e a Onryo eram na verdade crias dessa doida, que os considerava praticamente como filhos.


Acontece que nos últimos episódios acabamos sendo apresentados ao filho genético mesmo de Genevieve. Alex Dominguez, conhecido como The Firstborn (algo como "O Primogênito") desde criança era um despirocado, que matava seus amiguinhos por motivo nenhum, só por matar. Genevieve quase p matou, mas não conseguiu dar cabo no pentelho, soltando-o no mundo. E o filho da puta cresceu e continuou matando. Ao contrário dos demais assassinos, que sempre tem algo a dizer com seus assassinatos, Alex é um tipo único, que sente um prazer quase que orgásmico só por matar as pessoas, por ver sangue escorrendo, tripas dependuradas e cabeças sendo cortadas. Dotado de um humor negro que chega até a ser engraçado em alguns momentos, ele é meio que o "chefão" do jogo, atualmente tendo a cara toda cheia de bandagens, como se estivesse escondendo a sua identidade. Ainda não cheguei nos últimos episódios, fico só imaginando o que esse canalha pode causar... Segue ele aí em várias fases de sua vida de matança.


Logicamente que não é só de vilões que se faz o elenco desse jogo sensacional. Existem outros personagens auxiliares, várias outras pessoas que surgiram durante esses anos de história para ajudar nossos amigos a combater o crime, ou pelo menos fazendo algum nível de figuração.

Por exemplo, temos Oscar Santos, advogado da cidade, com sua pinta de galã de novela mexicana e que havia ficado noivo de Natara, sendo até visto com maus olhos por muitos fãs por ter ficado no caminho dos pombinhos; Charles Gilcomb (que parece um pouco com o tio Phil do Fresh Prince of Bel Air) foi durante boa parte da série o prefeito de San Francisco, com seu estilo bonachão e suas escapadas extra-conjugais; ainda no mundo da política temos o filho da puta do Seth Holland, braço direito do prefeito que depois lhe dá uma facada nas costas, metaforicamente falando, e se torna prefeito, um verdadeiro babaca que sempre fica dando em cima de Natara e menosprezando Mal; David Troy que é outro que enche o saco do detetive, seu ex-parceiro e que se tornou autor de livros policiais, com um ar arrogante e mais preocupado em bancar o super-tira; e até mesmo a realeza britânica deu as suas caras no jogo, representada pelo príncipe Stuart, praticamente uma cópia do príncipe William, porém sem sua Kate Middleton.


E o que seria de nossos dois protagonistas sem suas famílias? A família de Natara aparece com relativa frequência, com seus pais Raj e Anita Mansigh, donos de uma grande fortuna a qual a sua filha aparentemente não tem muito interesse, ao contrário de sua irmã mais nova Neha, doidinha e que adora curtir a vida. Ela inclusive foi sequestrada em uma das primeiras temporadas, sendo resgatada por sua irmã. Do lado de Mal, temos somente a presença mais ativa de Jacob Fallon, ex-policial que logo começou a seguir o lado corrupto. Passa boa parte da série preso, logo ele ele foge e se junta ao cartel de drogas. Apesar de seu lado criminoso, ele respeita e valoriza o trabalho de seu filho.


Além disso, durante as temporadas tivemos novos personagens que se juntaram ao grupo principal, devido a dois principais motivos (spoilers adiante).

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Durante o passar dos anos, a equipe sofre algumas mudanças, a começar pela chegada de Charles Anders, do Departamento de Assuntos Internos da polícia, que busca investigar o que acontece naquele distrito, chegando a um certo ponto a tomar o lugar de Maria Yeong como chefe de polícia. Um sujeito durão, com ar de poucos amigos, e com um desprezo especial pelos métodos mais violentos e inconsequentes de Mal. Além da saída de Maria, outra baixa é Ken Greene, que acaba morrendo em uma missão, e com isso temos a chegada de dois novos detetives: Blaise Corso é uma antiga parceira de Mal, e compartilha o mesmo estilo "Máquina Mortífera", sendo até muitas vezes violenta demais. E temos Jeremy Redbird, de descendência indígena, e que é trazido para San Francisco por Anders, com o objetivo de ser o policial certinho e que anda na linha. Não demora para que ele seja promovido a detetive, sendo sempre aquele de moral certinha e incorruptível, além de ser excelente atirador. Interessante é que acaba que ele e Blaise têm um envolvimento bem estranho, um namoro vai e volta onde nenhum deles admite o que quer. E por fim, temos Reed Harrow. Nas últimas temporadas, os nossos amigos acabam sendo transferidos para uma unidade avançada (SCT - Special Crimes Task Force), após todos os seus membros, com exceção de Reed, terem morrido em um acidente causado pelo Firstborn. Pouco se sabe a respeito dele, somente que ele quase como um agente secreto, especialista em diversas táticas de guerrilha e combate.


Aliás, essa fase final do jogo em que surge a SCT nos leva a missões pelo mundo na perseguição do puto do Firstborn, algo bem legal para mudar um pouco os ares que ficavam sempre na constância de San Francisco. Pena que o fim do jogo os levou a não passear muito pelo planeta, mas a ponto de fazer escalas na Inglaterra e Japão, onde sempre contaram com a ajuda da polícia local, representada pelo inspetor Micah Booker e pela sargento Minako Fukui. Ambos apresentam no princípio uma certa preocupação e resistência contra aquele monte de policiais norte-americanos, em especial o doido do Kai, mas no final eles acabam ajudando e respeitando a ajuda da SCT para solucionar crimes que estão causando o caos em seus países.


Existem também alguns outros personagens com suas próprias tramas, em algum momento se envolvendo na história principal. E alguns de maior destaque são os hackers da organização Brimstone. Depois da morte de Ken, Amy fica desiludida e acaba mudando completamente seu estilo, pintando o cabelo e botando piercing, e nessa ocasião ela se une a esse grupo. Liderados por Azrael e sua personalidade demagógica de igualdade e liberdade de informação, a Brimstone ainda conta com o durão Jericho e a enjoada Krystal. Embora sejam foras-da-lei, no final eles tem objetivos relativamente honestos, embora pisem no calo de muita gente importante.


Outra personagem que aparece frequentemente é Kara Yan, outra da qual pouco se sabe. Sempre envolvida com alguns crimes relacionados a obras de arte, ela usa de sua beleza para dobrar os homens e conseguir tudo, e apesar de seus crimes, ela no final das contas busca vingança contra aqueles que mataram seu pai. Ela tem uma queda por Kai Kalaba, sempre se esbarrando com ele em diversos momentos, para a felicidade de nosso CSI favorito.


E Cause of Death chegou a ponto até mesmo de fazer uma espécie de cross-over com o outro jogo da empresa. Como citei lá em cima, a EA criou o Surviving High School, com histórias mais light de alunos no colégio. E dois personagens acabaram sendo trazidos para Cause of Death, após se mudarem para San Francisco depois de se formarem. Demmi é sobrinha de Mal, uma garota que sempre defende causas politicamente corretas e que quer se tornar jornalista na cidade grande, e acaba arrastando seu namorado Colt para lá. Ele, por sua vez, é um rebelde que já fez várias barbeiragens no passado, mas que decide entrar na linha e acaba se juntando à polícia.


Haja personagens, não é? Muitos que vão deixar saudades com o fim do jogo... É uma pena que sempre iniciativas interessantes e bem boladas quando Cause of Death não durem muito em um mundo onde parece só haver espaço para jogos em que se arremessa pássaros gorduchos em cima de porcos ou em que pessoas ficam viciadas para combinar três ou mais doces em linha. Parece que a maioria das pessoas não curte muito jogos onde seja necessário pensar um pouco mais ou se tenha que ler algumas caixas de diálogo.

Fico às vezes me perguntando o que pode ter levado ao fim desse jogo. Claro que uma das razões possíveis é que os escritores podem ter começado a ficar sem idéias, como toda boa história chega um certo momento onde não tem mais o que inventar, algo que explica o fato de que os lançamentos passaram de semanais para bi-semanais e depois para "sabe lá quando". Também não sei até que ponto o jogo não estava trazendo um retorno financeiro suficiente, ainda mais em se tratando do fato do jogo ser da EA: afinal de contas, uma pessoa poderia muito bem não gastar um centavo e só baixar os episódios lançados gratuitamente, isso para não falar de outros meios, totalmente ilícitos, de adquirir os episódios. Ou mesmo se foi uma decisão estratégica, caso o jogo não estivesse fazendo muito sucesso e a empresa preferisse investir seu tempo e recursos em franquias mais famosas e conhecidas. Não sei, talvez nunca saberemos...

Mas pelo menos fico contente que consegui aproveitar boa parte desse série, acompanhando por alguns anos antes de seu fim precoce. Cause of Death sem dúvida entrou para a lista de meus jogos favoritos de todos os tempos. Aproveite enquanto é tempo, enquanto dá para baixar esse jogo sensacional e se divirta pelo menos um pouco com a história dos detetives Mal e Natara, correndo atrás dos bandidos e salvando o dia.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Copa das Copas?

Mais uma copa que se acaba... Já está dando uma saudade, pensar que tivemos aqui seleções de grande destaque no futebol mundial, craques de talento único com a bola e jogos super disputados e empolgantes, e menos de uma semana depois voltamos com aquela bagaça de Campeonato Brasileiro, cuja única alegria minha será vendo o menguinho sendo rebaixado.


A Copa do Brasil acaba, e com um novo tetracampeão no hall da fama. Após uma final parelha, muito disputada, a Alemanha conseguiu um golzinho salvador no segundo tempo da prorrogação. Foi duro, longe daquele passeio contra a seleção brasileira, enfrentando uma Argentina com muita garra e que teve o azar de desperdiçar grandes chances de ter matado a partida no tempo normal. Mas mesmo com os argentinos fazendo todo o esforço possível, no final deu o resultado esperado, com uma Alemanha que não entrou nessa Copa liderada por um Messi, um Neymar ou Cristiano Ronaldo, mas que soube mostrar que futebol se joga e se ganha com os onze em campo.

Foi realmente a melhor seleção da Copa, mostrando muita organização, disciplina tática e dedicação pela luta pelo título. Indo desde o goleiro-zagueiro Neuer, um puta guerreiro como o Schweinsteiger, um atacante mortal como Muller, são só três nomes de um time que jogou junto, sem estrelismos e sem arrogância: enquanto o Brasil dava toquinho de calcanhar e chapéu quando ganhava de um a zero do Chile, os alemães mostraram respeito quando metiam sete na nossa seleção. Um time exemplar, na minha opinião a melhor seleção que eu já vi jogar em todas as Copas que eu assisti. E uma seleção com espírito campeão não só dentro de campo, mas fora dele também. Os jogadores alemães contrariam toda aquela expectativa de serem frios como um cubo de gelo, e desde a sua chegada aqui demonstraram uma grande simpatia por onde passavam, se integrando com o povo e esbanjando alegria. Até dançar com os índios eles fizeram, sempre com bom humor e curtindo muito a estadia aqui. 


Só comento uma coisa de negativo quanto a essa seleção: terem vestido o trapo do Framengo. Se bem que o que eu imagino é que não passou de mais um ato de caridade dos simpáticos jogadores alemães com os menos favorecidos mulambos, que nunca na vida vão ter um time que tenha um centésimo de qualidade técnica que a dupla aí de baixo. Foi só pra mulambada pelo menos uma vez na vida ver craques de verdade com sua camisa...


E só pra lembrar uma coisa pros mulambos mais uma vez: Flamerda não é Alemanha! Deve ter vagabundo aí dizendo que o menguinho é campeão do mundo, só por conta dos alemães terem um uniforme com as mesmas cores do Framengo. Sossega o facho, por que se for pensar assim, o Íbis, pior time do mundo, também é rubro-negro... Volta pra sua realidade, mulambo, onde vocês são lanterna do Brasileiro.

Quanto à decisão do terceiro lugar, mais uma vez um vexame de nossa seleção. Pelo menos não foi uma goleada histórica, mas mesmo assim foi uma pancada violenta, levando um gol logo no início. Ainda vai ter gente dizendo que a falta foi fora da área, vão dizer que o segundo foi impedido, mas isso não muda o que todos observaram, que o Brasil foi simplesmente patético, tomando três a zero. A Holanda, sempre com uma atuação exemplar do Robben, conseguiu assim levar o terceiro lugar, e como previsto a Laranja não deu chance pro Bagaço.


De fato uma das primeiras coisas que eu vou falar aqui, nessa retrospectiva da Copa do Mundo, é sobre a seleção brasileira. Realmente foi algo vergonhoso, ninguém poderia imaginar desempenho tão pífio e estúpido. Eu já conseguia prever que o Brasil não ganharia a competição, que não tinha time pra isso e ficaria pelas semifinais, mas eu esperava que o time pelo menos fosse lutar um pouco mais, mas em vez de ver um time de homens lutando vimos um conglomerado de meninos chorões levando uma surra. Sinceramente, eu diria que é difícil aceitar o Brasil como um dos quarto melhores, tem muitas seleções que apresentaram um desempenho muito superior. O povo presenciou um vexame histórico na semifinal, na opinião de muitos, algo muito mais vergonhoso, muito pior do que o Maracanazzo, quando a seleção perdeu a Copa disputada em seu país em 1950. Sessenta e quatro anos depois, conseguiram pagar um mico maior ainda, conseguindo levar uma goleada estupenda, apanharam que nem cachorro de pobre.

Como eu havia comentado anteriormente, na minha visão a seleção brasileira nunca esteve devidamente preparada para essa disputa. Para quem queria ganhar a competição em seu próprio país, ao meu ver montou-se um time muito novo, despreparado técnica e psicologicamente para disputar um torneio difícil como a Copa do Mundo. É só ver principalmente os jogos do Chile e Alemanha. No primeiro, partida do chororô, ficou claro que os jogadores não estavam com a cabeça fria para jogar um mundial, muitos deles não resistiram à pressão, a começar pelo próprio capitão do time, arregando na decisão por pênaltis. Claro que jogar em casa, diante da torcida, tem suas vantagens, de ter o estádio apoiando, mas também a cobrança acaba sendo maior, e é necessário uma certa frieza para não se deixar abater. E no segundo jogo, contra os alemães, ficou muito visível como que o time simplesmente desligou após tomar dois gols, como que todo mundo começou a errar passes bundas, a perder a cabeça. Num jogo desses, é preciso ter fibra e garra pra não perder a concentração, que pode ser fatal, como foi na pior derrota em Copas.


E também fica clara a baixa qualidade técnica do nosso time. Começa pelo goleiro, o Julio "mão-de-alface" Cesar é muito fraco, tanto que estava jogando em um time do Canadá. Cara, dá pra enumerar muitos outros goleiros brasileiros melhores do que ele, incluindo o Jefferson do Botafogo, reserva da seleção. Na zaga, o Thiago Silva pra mim é um zero à esquerda, não tem culhão pra ser capitão do time. O Marcelo, na boa, a única coisa que fez foi fazer aquele gol contra, um indicativo de que essa Copa não era pra gente. Quanto ao Daniel Alves, esse é um dos piores! Mais mascarado que ele só o Zorro, fica mais preocupado em tingir o cabelo e de ficar cheio de arrogância no comercial da Adidas. "O bicho vai pegar!!!", vai se fuder. No meio de campo, aqueles "inhos" que não contribuem de nada, e um Oscar cujo desempenho oscila mais que a bolsa. E na frente... Bom, contar com um cone de trânsito como o Fred era a mesma coisa que sempre entrar em campo com dez. 


O pior de tudo foi que nunca houve humildade por parte da seleção. Acho muito ridículo a comissão técnica, depois de ter levado a chinelada da Alemanha, ter falado que o time era jovem e inexperiente, e que essa competição seria mais como uma preparação para a edição em 2018, depois de terem ficado arrotando prepotência antes do início da Copa, dizendo que o Brasil já estava com a mão na taça e tudo mais. Criou-se um auê muito grande em torno do time, como se o simples fato de disputar uma Copa em casa já era garantia de conquista. Houve muito mais preocupação da seleção com bobagens como em entrar todo mundo com a mãozinha no ombro um do outro, como se fosse jardim de infância, de se emocionar e cantar o hino como se estivesse indo pra guerra, e se esqueceram de jogar futebol.

O pior de tudo é ver como nossa seleção, em especial a comissão técnica, parecia fazer questão de ignorar todas as falhas. Como comente na última postagem, o Brasil teve jogos sofríveis. Já no jogo do México era hora de acender o sinal amarelo, de se dar conta que aquele futebolzinho de merda não iria longe. Pegou uma pedreira contra o Chile, quase foram eliminados ali mesmo se aquela bola não tivesse pego na trave, e ainda acharam que estava tudo bem, que a seleção tinha raça, que era bobagem aquele papo de problema emocional, toda aquela truculência de "se não gostou, vai pro inferno". Vieram a se iludir quando ganharam sofrido de uma Colômbia que respeitou demais a seleção. E me vai depois e toma uma corça da Alemanha, e outra da Holanda. Pra chegar depois e dizer que jogaram bem, que não tinha nenhum problema com  time, que foi apenas um apagão de seis minutos que não podia desmerecer tudo que havia feito até ali. Como se tudo estivesse bem, como se fossem os verdadeiros campeões morais do torneio.


Sério, o Felipão falou tanto da Copa das Confederações, parecia o menguinho enaltecendo conquista da Taça Guanabara depois de levar mais um coice na Libertadores. Já vai tarde...

Enfim, vamos ver se as pessoas acordam para a realidade. Hoje o Brasil está longe de ser o "país do futebol", estamos muito atrasados em relação à grandes equipes que tiveram um desempenho muito melhor que nossa seleção. Comentei isso muito com meus amigos, é curioso comparar a seleção brasileira que sempre folgava depois de todas as partidas com a Alemanha, que se me recordo bem só depois da partida contra a Argélia é que tiveram um dia de folga. Um time que pouco treina junto, que após um jogo ficam um dia e meio de folga, que ignoram as limitações de sua equipe, tinha tudo mesmo para perder. Só esse nosso time pra achar que bastaria apenas um passado de cinco títulos mundiais, entrar em campo que nem fila de escolinha e cantar o hino a plenos pulmões para ganhar a Copa.

Tem que ficar novamente a lembrança aqui para as pessoas que o mundo não acabou. Repito, me surpreende como tem pessoas que derramaram rios de lágrimas, que ficaram deprimidas e tristes com a derrota da seleção. Sério, tenho conhecidos que postaram fotos que pareciam mais que estavam no funeral de um ente querido. Pôrra gente, fala sério! Acho muita babaquice condicionar sua felicidade e tristeza com o resultado de uma mera competição esportiva, como já comentei tem tantas coisas mais importantes para nos deixarem felizes, tem tanta coisa mais séria para nos deixar tristes. O pior de tudo é ver essas pessoas gastando lágrimas com uma seleção chinfrim como essa, realmente o povo brasileiro se ilude fácil, só mesmo cegos alienados para imaginar que esse time tinha chances de ganhar alguma coisa. Os holandeses que sempre bateram na trave e perderam nos pênaltis, esses eu aceito que fiquem tristes e chorem; os argentinos que lutaram que nem homens e perderam num detalhe, também. Mas os brasileiros caírem no choro por um time que nunca levou as coisas a sério, já é demais...


Aliás, vale a pena comentar um episódio curioso, mostrando que embora as pessoas realmente tenham essa postura de condicionar sua vida aos altos e baixos da seleção, sempre tem alguém que pode tornar as coisas ainda piores. Logo antes da melancólica decisão do terceiro lugar, me vem aquele besta do Luciano Huck em seu programa em conversa com o Galvão. Depois de agir de forma extremamente oportunista, colocando à venda camisetas com a escrita "Somos todos macacos" minutos depois do Neymar postar tal frase nas redes sociais, depois de querer inventar um quadro pras garotas brasileiras aproveitarem a copa pra ficar com um gringo... Me vem esse panaca, cuja dimensão de sua falta de noção rivaliza com o tamanho de sua nareba, e vai comparar a derrota da seleção brasileira com o atentado de 11 de setembro!


Puta que paral, vai se fuder, Luciano Huck! Caralho, como é que você diz uma merda dessas? De novo, a derrota da seleção foi uma simples partida de futebol, você pensa que essa derrota pra Alemanha é tão trágica como um atentado terrorista que abalou o mundo todo, com milhares de mortos? Você por acaso vê os espanhóis comparando a derrota pra Holanda com os atentados no metrô de Madri? Será que tu não tem a capacidade de pensar um pouco antes de falar tamanha merda? Cara, são coisas diferentes, é no mínimo muito inconsequente fazer esse tipo de comparação, é como se uma pessoa dissesse que perder uma partida no Call of Duty fosse como perder uma pessoa próxima... Pior é ver gente que defende esse idiota! Nunca gostei desse Luciano Huck, metido pra caralho, fica com essa pinta de demagogo mas só quer levar vantagem. Tinha era que enfiar esse nariz de ornitorrinco no meio do rabo e ficar de boca calada. Vou até colocar o vídeo, vamos ver se não vão tirar...


Pra você ver que no final o Galvão Bueno, que tem fama de defecar pela boca, fica meio sem graça com o comentário de seu colega da Rede Bobo...

Mas vamos nos concentrar na competição que já deixa saudades. Realmente foi uma grande Copa dentro das quatro linhas do campo, isso não podemos negar. Tivemos jogos muito emocionantes e disputados, uma grande média de gols e muita empolgação. E claro, muitas surpresas. Sem dúvida uma das primeiras foi ver a tão badalada Espanha levar uma porrada logo na estréia e sequer conseguindo se classificar para a próxima fase. Mostra que a Fúria foi só mesmo fogo de palha naquela outra Copa, e deve estar pra se tornar somente uma figurante... Azar para o Felipão deles.


Outras seleções de grande porte que decepcionaram foram a Itália e Inglaterra. Mas isso foi graças à surpreendente Costa Rica, que tinha tudo pra ser o saco de pancadas e conseguiu resultados expressivos, vencendo os italianos e empatando com os ingleses. Ninguém podia imaginar que os costarriquenhos iriam tão longe, foram sem dúvida a grande surpresa da competição, conseguindo a proeza de chegar até às quartas-de-final, só perdendo nos pênaltis para a Holanda. Foi incrível, algo a ser lembrado por muitos anos, não só pela Costa Rica mas também por todo mundo que se fudeu nos bolões. Sério, o que deve ter de gente que está xingando aos montes por ter errado os resultados...


Aliás, puxando no assunto da foto da bela torcedora centro-americana acima, temos que dizer que nessa Copa o percentual de mulheres bonitas foi realmente de chamar a atenção. Engraçado era como os cameramen sempre conseguiam achar as beldades no meio de um monte de barbudos suados e fedidos, tem que ser ninja pra dar aquele close no público e achar uma gatinha lá. Tinha pra todos os gostos: mulatas brasileiras, belíssimas latino americanas vindas de países vizinhos, belas alemãs loiras de olhos claros, holandesas de tirar o fôlego, japonesas e coreanas cuti-cuti, africanas com muita energia e empolgação e por aí vai.


Claro que este texugo que vos fala tinha sempre uma queda pelas sempre lindas russas...  

Tivemos sem dúvida episódios memoráveis nos gramados. Como o goleiro holandês que entrou no final do jogo só pra defender pênaltis, o jogador holandês que apagou em campo, o Klose se tornando o maior artilheiro de todas as copas. Tivemos heróis que conseguiram marcar gols decisivos ou fazer defesas importantes, tivemos também vilões que fizeram lambanças, tipo perdendo gols feitos ou levando frangos. Mas certamente nenhum supera o destaque de Luis Suarez do Uruguai, com sua dentada no ombro do italiano. Tudo bem que o sujeito tem uma arcada de dar inveja, mas bem que ele podia se concentrar mais em jogar bola. Foi do herói no jogo contra a Inglaterra a vilão no jogo contra a Itália... Pior que o Zidane e aquela cabeçada.


Aliás, curioso como sempre a Itália tá envolvida em alguma dessas coisas bizarras nas Copas...

Enfim... Foi uma Copa onde tivemos de tudo... Vitórias de times surpreendentes, derrotas de grandes seleções, dentadas no ombro e micos da seleção canarinho. O que não podemos dizer que essa foi a "Copa das Copas", que nossa ilustre presidanta costuma dizer. Tivemos gastos astronômicos, muitas obras que não foram concluídas ou que sequer começaram (tipo o trem-bala), e chegamos ao ponto de ver um triste acidente com o desabamento do viaduto em Minas. Tivemos invasões nos estádios, tivemos muitos problemas de trânsito em certas cidades, como eu disse dentro de campo foi bom, mas fora dele, nem tanto assim. Acabou a Copa, e voltaram todos os problemas que já conhecemos, aqueles que foram varridos para debaixo do tapete durante o mês em que todos os olhos estavam voltados pra cá. Sorte nossa que o Brasil perdeu na Copa, pois se tivesse ganho, certamente esses problemas ficariam esquecidos por algum tempo, pelo menos até outubro se dependesse dos petralhas.

É isso aí... Acabou-se a Copa do Brasil, e daqui a quatro anos voltamos, dessa vez na Rússia. E acho que lá eu vou ter vontade de ir nos estádios, se é que você me entende...


quinta-feira, 10 de julho de 2014

Vamos Alemanha!

Messi que me desculpe, mas eu já tenho time pra torcer na final da Copa. É Alemanha nas cabeças! Ou melhor... nos peitos!


Pronto, já temos a substituta da Larissa Riquelme. E vou te dizer que essa é muito, mas muito muito muito mais gatinha e totosinha! 

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Eu sei... Não presto. Mas não podia deixar a gracinha de fora, né?

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Apostas pra Copa do Brasil - Parte 5

Estamos aqui de volta para a última rodada de apostas... E sem dúvida muita gente ainda deve estar com a cabeça inchada, com os olhos marejados e puto dentro das calças depois de ter presenciado o que vimos neste histórico 08 de julho de 2014, o dia onde um pentacampeão mundial conseguiu a proeza de ser humilhado, jogando dentro de casa.


Foi um verdadeiro chocolate. Eu apostei que o Brasil fosse perder sim, por vários motivos, alguns que eu mencionei no último post. Mas imagino que nem mesmo os brasileiros mais "anti-patriotas" esperavam uma porrada tão vexaminosa como esse sete a um que a Alemanha meteu no Brasil. Cara, foi vergonhoso... A Alemanha precisou de apenas 28 minutos para fazer cinco a zero. O segundo, terceiro e quarto gols foram marcados em um intervalo de 3 minutos! Lembrou aquela vez que o menguinho levou uma chuva de gols em intervalo de tempo similar. Os chucrutes tiveram ainda disposição para marcar mais dois gols no segundo tempo, e a verdade precisa ser dita: eles só não fizeram mais porque no segundo tempo já se deram conta que aquilo ali havia deixado de ser uma semifinal e virou treino de luxo antes da finalíssima. De quebra, o Klose ainda fez um gol, conseguindo assim se tornar o maior artilheiro de todas as Copas, passando o Ronaldo Fofômeno.

Não adiantou nada todo mundo cantar com o "orgulho" o hino à capela, com os jogadores segurando a camisa do Neymar; não adiantou nada ficar dizendo que eles iam jogar com 200% de dedicação para o craque, lesionado depois da partida contra a Colômbia; não teve nada de Família Felipão, de papinho que em 2002 eles haviam ganhado fácil da Alemanha; não teve nada disso. O Brasil aparentemente não entrou em campo, e ficou evidente o fato de que o time não estava preparado para jogar uma competição do naipe de uma Copa do Mundo. Foi vergonhoso, foi absurdo. É realmente de se surpreender como que uma seleção que já conquistou o título cinco vezes, que possui jogadores espalhados em vários clubes de renome do mundo, conseguiu dar menos trabalho para a Alemanha do que uma Argélia, uma Gana... Foi a maior goleada da Copa até então.


Minha opinião aqui é a seguinte... O Brasil não tinha time pra lutar nessa competição. Olhe para trás e veja os jogos da seleção: ganhou da Croácia na sorte, graças a um pênalti dado pelo juiz; não conseguiu sair de um empate xoxo com o México; ganhou de goleada de um dos times mais fracos da competição que já estava de malas prontas para ir pra casa; pegou depois um Chile onde permitiu um empate e só passou nos pênaltis; e por fim, havia superado uma Colômbia novamente com apoio da arbitragem e com muita sorte. Era esperado então, ao enfrentar uma seleção forte, que joga um futebol ofensivo e organizado, que tem sangue frio pra não se sensibilizar com as provocações da torcida, que ficaria evidenciada a fraqueza de nosso time.


É uma falta de preparo emocional, na minha opinião. O brasileiro se emociona demais, e os jogadores dessa seleção em particular demonstraram isso em sua maioria. Atletas que antes da disputa de pênaltis caem no choro por medo da eliminação, isso é ridículo! Quer chorar depois que perdeu, tudo bem. Mas chorar antes, se acovardar e amarelar na hora de bater a cobrança, isso mostra como o time não tinha cabeça pra jogar uma competição acirrada como essa. Foi só ver, o Brasil tomou o primeiro gol e já perdeu a cabeça, ficou sem saber o que fazer, deixou de marcar direito e tropeçava nas próprias pernas! Faltou sangue frio pra chegar numa horas dessas e alguém bater no peito e falar "Pôrra, vamo jogar sério, caralho!", e ficou todo mundo de mimimi. E gol da Alemanha. Totalmente perdidos em campo. E gol da Alemanha. Vergonhoso. E outro gol da Alemanha...

Bom, embora tenham pessoas que tentem explicar essa derrota homérica pela presença do cidadão abaixo na torcida brasileira.


Sacanagem!

O importante aqui é que as pessoas precisam entender que a Copa nada mais é que uma competição esportiva. Uns ganham e outros perdem, é assim. Aconteceu com tantos outros times que esperavam ter feito mais, que voltaram pra casa mais cedo. Até algum tempo atrás todo mundo estava zoando a Espanha, principalmente quando o Brasil venceu aqui na Copa das Confederações. Acontece. O preocupante é como você olha ao redor e vê pessoas chorando copiosamente, como se tivesse morrido alguém. Pelo amor de Deus, pessoal! Não vamos ficar assim tão afetados com isso, tem tanta coisa mais importante pra gente se preocupar do que um mero campeonato de seleções de futebol. É uma decepção, como se tivesse ocorrido uma tragédia. Com perdão do trocadilho, mas é bola pra frente, a vida continua, com tantas coisas mais importantes pra gente pensar, muitas coisas boas que vão trazer alegrias mais plenas e verdadeiras do que simplesmente ver vinte e poucos sujeitos de amarelo erguer um troféu.


Aliás, que deve ter ficado muito puta dentro das calças foi a Dilma. Ela estava na torcida para o Brasil sagrar-se campeão, pois assim o povão ficaria super contente, iria se esquecer dos problemas desse país. O hexa seria uma excelente forma de anestesiar a população, de deixar todo mundo alegre, deixando de lado todas aqueles protestos e reivindicações que estavam nas ruas alguns meses atrás. Além disso, ela estava contando em poder dizer na propaganda política que o PT trouxe a maior alegria para o povo brasileiro com a Copa, que só graças a ela e ao Lula que o nosso povo teve a felicidade de ver uma vitória de nossa seleção em território nacional. Agora que o Brasil não ganhou, não vai ter aquela desculpa de que no final ganhamos, vai ficar mais aparente os desvios de verba, os estádios super-faturados e tudo mais.


Diga-se de passagem como a presidanta é pé-fria também: foi só ela bancar a idiota, fazendo o gesto patenteado do Neymar de "É Tóis", que a seleção levou uma dedada na toba.

Aliás, outro que eu gostei de ver se fudendo foi aquele pleura do Daniel Alves, baita dum mascarado filho da puta esse merda. Tanto que nos últimos jogos ele perdeu a vaga de titular. Só ficava metido a jogar bem naquele comercial da Adidas, sacaneando o Messi. Todo cheio de papinho, de "o bicho vai pegar! Fica esperto!"...


Se fudeu, seu merda!

E pra finalizar, outra que eu direciono pros mulambos. Como você viu, nessa partida a Alemanha jogou com o segundo uniforme, que apresenta listras vermelhas e pretas na horizontal. Desde que esse uniforme foi anunciado, um bando de rubrotários ficou todo cheio de graça, dizendo que os alemães estavam usando o "manto", inventaram a panarice de Flalemanha, coisas assim. E logicamente que na partida de ontem houveram muitos desses cretinos desses flamenguistas que torceram a favor da Alemanha e contra o Brasil, só por conta do uniforme! A ponto que eu confesso que teve uma hora que eu até pensei em torcer pro Brasil, só pra calar a boca desses mulambos filhos das putas.

Olha só... Vamos combinar que isso é exagero. Se tem mulambo que fica achando que estão no nível de uma seleção tricampeã mundial, com craques de talento ímpar e que consegue ganhar sem a ajuda do apito amigo... Cai na real, pois seu timinho de merda, que nem sabe contar quantas conquistas tem, que consegue perder um jogo-treino para o poderoso Tupi de Juiz de Fora, não tem a moral pra se comparar com a seleção da Alemanha. Acorda pra realidade, semana que vem volta o Brasileiro, e do jeito que tá, é Mengão segunda divisão, pra alegria da galera.


Bom, chega de falar da vergonha brasileira, vamos então para o outro jogo das semifinais, entre Holanda e Argentina, que disputaram hoje a segunda vaga para a final. E aqui pode-se ver uma diferença gritante entre essas duas partidas: enquanto vimos ontem uma discrepância imensa entre um time de qualidade e um amontoado de pernas-de-pau despreparados, aqui tivemos uma partida que foi muito equilibrada, fazendo jus a uma semifinal que teoricamente traria duas das quatro melhores seleções da competição. A verdade é que foi um jogo de muita cautela, onde ninguém queria arriscar a tomar um gol, e somando-se a isso a chuva que começou a cair em São Paulo no final.

Não deu outra, o jogo foi para a prorrogação, e permanecendo o empate, tivemos a sempre tensa decisão por pênaltis. Aqui, não tivemos substituição de goleiro nos últimos segundos, e também não tivemos jogador chorando que nem uma mulherzinha, peidando de covardia antes da decisão. Tivemos jogadores que enfrentaram a decisão de cabeça erguida, e o destino quis que o goleiro argentino Romero, muito criticado em seu país, pegasse dois pênaltis, e dessa forma os hermanos passaram para a final. Agora aguenta!


E deve ficar os parabéns para a Holanda. A Laranja Mecânica até que merecia ter passado, veio mostrando um futebol ofensivo e de qualidade, mil vezes melhor do que a nossa seleção. Mas no esporte é assim, e os holandeses perderam de pé, lutando até o final, em vez de passar vergonha.

Como o Daniel Alves... "O bicho vai pegar! Fica esperto!"... Vai tomar dentro, vai assistir o Messi na final, seu babaca!

Acertei os dois palpites, claro que dei muita sorte nesse segundo jogo. E vamos então agora para as duas últimas partidas da Copa do Mundo, que se despede do Brasil nesse fim de semana.


A decisão do terceiro lugar é sempre um jogo meio escroto... São as duas seleções que se deram mal e só vão ser coadjuvantes nessa decisão simbólica que ninguém queria jogar. Eu não faço idéia de como a seleção brasileira vai entrar nessa partida, em termos de jogadores, se vai entrar com time titular ou vai dar chance pros reservas. O que sei é que eles certamente vão entrar abalados ainda, e diante de um adversário mais forte e frio como a Holanda, será derrota do Brasil na certa. Claro que espera-se que dessa vez o placar fique abaixo da meia dúzia.


A finalíssima, que lá atrás, na primeira postagem das apostas, eu esperava que fosse acontecer. Cinco títulos mundiais em campo, de um lado a fortíssima Alemanha com seu jogo de equipe e organização exemplar, e do outro a Argentina liderada pelo craque Messi e com a velha garra portenha, tem tudo pra ser um jogo sensacional, digno de uma final de Copa. Me recordo dos primórdios, comecei a acompanhas as copas a partir de 1986, nessa competição e na seguinte vi alemães e argentinos se enfrentando, com uma vitória para cada lado.

Aqui é muito difícil imaginar quem ganha... Parte de mim torce muito pela Alemanha, pelo bem do futebol, seria a justiça de termos como campeã a melhor seleção. Mas por outro lado, o meu lado mais sacana, me dá uma pontinha de vontade de querer ver a Argentina ganhar em pleno Maracanã, pra fuder de vez. Difícil... Mas eu vou votar na Alemanha sendo campeã, preciso escolher alguém.

E vamos indo então... A Copa está acabando, e semana que vem já volta aquela bosta de Brasileirão... Essa é que é a maior vergonha e decepção...