quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Inutilidade

Tem já algum tempo que eu não coloco aqui um post sobre política. Realmente, antes eu costumava falar mais a respeito, talvez pelo fato de que a gente tinha um presidente que nos fazia o grande favor de nos dar muita munição para piada e revolta.

De fato olhar para a política brasileira é algo de revirar o estômago. É uma canalhice absurda, impressionante como aqui os políticos roubam na cara-dura, como a corrupção corre solta, sem ninguém ser punido. Vemos figuras como José Dirceu, Delúbio, Genoíno e tantos outros bandidos que estão por aí, livres, leves e soltos. É uma das razões pelas quais eu quase não assisto mais telejornais e vejo notícias, pois toda hora tem alguma coisa acontecendo para nos deixar revoltados. E a pergunta que fica é: até quando o povo vai aceitar isso?

Aí é que começaram alguns pequenos movimentos. Recentemente, pessoas se mobilizaram em um abaixo-assinado com o objetivo de pedir a cassação do mandato do Renan Calheiros, filho da puta dum corrupto que, mesmo depois de todas as provas apontarem para seu envolvimento em inúmeros casos de corrupção, abriu mão do cargo na época, para ser novamente eleito senador e logo mais empossado como presidente do Senado. O movimento conseguiu a adesão de mais de 1 milhão e meio de pessoas que assinaram o abaixo-assinado (este texugo sendo um deles), que foi entregue na semana passada, como pode ser visto nessa notícia aqui

Mas eu cheguei a parar para pensar um pouco nesse assunto, principalmente depois de escutar outro dia no rádio um comentário feito pelo Ricardo Boechat, um dos poucos jornalistas de respeito na minha opinião, onde ele levantava algo fundamental sobre esse assunto: vai fazer alguma diferença?

Fico imaginando qual o valor legal desse abaixo-assinado... Será que a opinião de mais de 1 milhão de brasileiros tem algum poder de derrubar o Renan? Era um dos pontos destacados nessa reportagem, e procurei me informar a respeito. De fato, não adianta nada, pode ter a assinatura de todos os brasileiros, mas pelo que parece esse abaixo-assinado não tem a capacidade de motivar ou influenciar qualquer ação que possa vir a prejudicar um fio de cabelo do presidente do Senado.

Em outras palavras, é como se o Renan respondesse assim para todos que assinaram.


Aí é que começo a me dar conta de como o povo brasileiro não é unido, não se motiva a lutar contra as mazelas desse país. O povo só se une pra torcer pra seleção ou pra ver a final do Big Brother, agora quando é para enfrentar os corruptos, cobrar dos governantes melhores condições de segurança, educação e saúde, ninguém se motiva.

Realmente, é muito fácil a pessoa chegar de seu computador e assinar uma declaração online para pedir a cabeça do Renan. Não se perde nem 5 minutos fazendo isso. Não adianta de nada, mas a pessoa se sente orgulhosa, com aquela sensação de dever cívico cumprido, de achar que fez a diferença. Quando na verdade não passa de uma perda de tempo...

Não me interprete mal, não estou criticando a legitimidade do movimento em contestar o Renan Calheiros. Acho a causa justíssima! Mas temos que ser realistas em admitir que tal abaixo-assinado só serve mesmo para fazer barulho, para demonstrar que o povo não aprova aquele filho duma puta como líder do Senado, para chamar a atenção da mídia nacional e internacional para a pouca vergonha de nossos políticos. Mas somente isso, e nada mais. Para fazer algo como tirar corruptos como Renan do poder, precisamos de atitudes mais concretas.

Por exemplo, você deve se lembrar lá de 2007 quando foram descobertas várias falcatruas envolvendo o Renan, indo desde tráfico de influências, falsificação de notas fiscais, desvio de verba pública e até mesmo espionagem contra os adversários do Lula. Isso, sem falar em toda a repercussão a respeito da grana que uma empresa mandava para a ex-amante do calhorda, a Mônica Veloso, que como toda personalidade feminina de 5 minutos, aproveitou o momento para posar pelada na Playboy, vindo agora aqui para deixar o post um pouco mais agradável...


Sim, é apelativo sim. Preferia que eu colocasse uma foto do Lula de sunguinha na praia?

Bom, mesmo depois de comprovado o envolvimento do Renan, e de termos presenciado a malandragem dele de renunciar à presidência do Senado, para evitar de ser cassado, alguns anos mais tarde nas eleições para senador de Alagoas, adivinha quem foi reeleito senador?


Tá vendo só? Fico me perguntando nesse abaixo-assinado se não tinha um monte de alagoanos que devem ter votado nessa eleição e colocaram esse bandido de volta no Senado...

São essas as ações mais objetivas e concretas que deveriam ser feitas. Foi provado que o cara é corrupto? Então é dever de todo o cidadão de bem não eleger esse canalha de novo. O voto é uma das armas mais poderosas que o povo possui, porém parece que o povo (ou melhor, o povão aculturado e alienado) abre mão disso e coloca essas criaturas no poder. Aí não adianta reclamar depois... E temos que aturar certas coisas como ver um filho duma égua dum Fernando Collor, que depois de ter sido derrubado por impeachment, acaba sendo eleito de novo.

Infelizmente é isso mesmo, o Brasil é um país que não tem jeito. O povo não se interessa em fazer nada para lutar contra a corrupção dos políticos, sendo muitas vezes omisso e até mesmo conivente com essa pouca vergonha. E quando decide fazer alguma coisa, é algo inútil...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Movimentos sutis

Peter Griffin sendo Peter Griffin... Hilário esse vídeo, onde ele passa a ter uma colega de trabalho surda, que explica como ela percebe que uma pessoa peidou com base em movimentos sutis...


O pior é que eu muitas vezes percebo pessoas na rua (e até no trabalho) que chegam a ser quase tão "discretos" como o Peter, ao soltar uma bufa...


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Fuderam o metrô

A grande novidade desse fim de semana foi o fechamento das duas últimas estações do Metrô na Zona Sul do Rio, Cantagalo e General Osório. E com isso, é decretado o início da putaria das obras desse meio de transporte, com o qual eu vinha me acostumando a usar recentemente, instituída pelos nossos ilustres governantes filhos das putas Eduardo Paes e Sérgio Cabral. Não tem jeito, essa turma procura sempre encontrar a melhor forma de fuder ao máximo a vida do povo.

Para quem não é daqui do Rio e não conhece, sugiro dar uma olhada nessa minha postagem de algum tempo atrás, onde eu falava de nosso meio de transporte mais retardado e mal planejado, onde você pode ver (ironia on) a ampla rede de estações e o incrível conforto que é viajar no Metrô Rio (ironia off). E as coisas não melhoraram de lá pra cá. Pensando nas obras de expansão da linha, foram aplicadas essas mudanças que resultaram no fechamento das estações.

A estação da General Osório vai ficar fechada por no mínimo 10 meses. Podemos esperar que ela vai ficar fechada muito mais do que isso, uma vez que obra brasileira ser entregue no prazo é tão comum quanto um argentino que não seja arrogante. Por exemplo, a estação da Cidade Nova foi prevista para ser entregue em março de 2010; só abriu as portas em novembro de 2010, e ainda com um esquema putamente escroto de fechar nos fins de semana, não sei por que motivo. Todo esse tempo de obras é para conectar o final da linha 1 com a nova linha 4, que vem desde a Barra. Até lá, temos o fantástico Metrô na Superfície, a porcaria de um ônibus, que terá um ponto na praça General Osório e vai até a Siqueira Campos.

O mais legal é a sugestão que deram...


Realmente... Só aqui nessa pocilga que o metrô não é considerado transporte público. Continuemos...

Por sua vez, a estação do Cantagalo vai ficar fechada por 15 dias, logicamente demorando muito mais do que o previsto. Não sei o motivo, por que precisam fechar essa estação também? Coisas realmente desse planejamento exemplar. O mais absurdo, estúpido e inacreditável é quando essa estação reabrir. Quando isso acontecer, quem embarcar na Cantagalo vai pegar um trem indo até a estação Siqueira Campos, também conhecida como a estação imediatamente seguinte, e terá que trocar de trem para pegar uma nova composição que seguirá na direção da Zona Norte! 

Sabe, é uma estupidez tão grande isso! Não consigo entender... O pobre coitado que estiver vindo dessa estação Cantagalo e quiser ir para alguma das estações da Linha 2 terá que fazer duas baldeações! Por que não colocam a pôrra do trem indo mais uma estação? Alguém pode me explicar isso?

Deixando de lado essa questão abissal de um trem quem faz o trajeto entre duas estações (que dependendo da organização pode levar mais tempo do que pegar um ônibus), acho sensacional como que esses cretinos estão mandando solenemente parte dos moradores de Copacabana enfiar os dedos no orifício retrofuricular e rasgar. Veja o mapinha abaixo...


Nesse mapa eu indiquei com essas bolotas as quatro estações que atendem o bairro de Copacabana. Indo que nem japonês, da direita pra esquerda, temos a Cardeal Arcoverde, que atende o pessoal que vai pra região mais turística do bairro, perto do Copacabana Palace e outros hotéis. Seguindo, vem a estação da Siqueira Campos, bem na região de maior movimento e comércio. A próxima é a famigerada Cantagalo, que tem uma entrada mais escondida mas também uma na esquina da Barata Ribeiro, pega o pessoal ali do Posto 4 mais ou menos. E por fim, temos a estação General Osório, que possui uma "porta dos fundos" no finalzinho da Sá Ferreira, usada pelo pessoal que mora no outro extremo de Copacabana.

Percebeu o problema? Quem mora no final de Copacabana simplesmente se fodeu. Ou vai ter que andar até a Cantagalo, que é um pedaço razoável, ou até a Praça General Osório para pegar os ônibus. Diga-se de passagem que esse extremo de Copacabana é muito mais residencial, e sabemos bem que a população do bairro é idosa e não vai ter como ficar andando tanto assim. 

O mais incrível de tudo é o seguinte: vai ter o maldito ônibus do metrô indo da Praça General Osório até a Siqueira Campos. Pombas, por que não colocar um ponto adicional no meio do caminho, para atender essa região? Como inclusive era há algum tempo, quando a linha terminava na Siqueira Campos, me lembro que tinha alguns pontos desse ônibus no caminho. Deve ser uma tática, para diminuir a quantidade de pessoas que vão usar o metrô, já que do jeito que está duvido que eles vão conseguir atender a demanda.

Esse é um exemplo máximo da incompetência, burrice e sem-vergonhice do povo brasileiro. Todas essas obras e mudanças vão simplesmente estender a já sobrecarregada linha 1, com um trecho que vai até a Barra. Se hoje já é cheio pra cacete, imagina só quando começarem a abrir essas estações. Um planejamento estúpido, que se afasta completamente de idéias mais inteligentes (como a mostrada abaixo), simplesmente para atender de forma destrambelhada a necessidade das Olimpíadas de 2016.


Eu só digo uma coisa: eu já estava me acostumando a usar o metrô para ir e vir do trabalho, apesar de todas as merdas que enfrentava todos os dias, como vagões lotados e gente mal educada, se tratava de um meio de transporte público mais seguro, sem ser influenciado pelos cada vez maiores e mais constantes congestionamentos de nossa cidade (embora muitas vezes tive que aguardar pacientemente durante os engarrafamentos no metrô). Agora, sei lá como vou e resolver, estou vendo que vou voltar aos tempos de fudido da universidade e ter que andar por aí só de busão...

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Out Run

Na história dos videogames, como no cinema, há vários clássicos que marcaram época nas telas de televisão e monitores de computadores pelo mundo. Diria até que essas escolhas acabam sendo bem subjetivas, visto a quantidade tremenda de jogos que já foram lançados dos mais diversos gêneros. Mas tem aqueles jogos que sem sombra de dúvida se destacaram, sendo lembrados até hoje, muitas vezes com um relançamento. Essa aliás é uma tática já conhecida e manjada, mesmo assim muito bem-vinda por reeditar esses clássicos para os dias de hoje, tirando proveito dos recursos tecnológicos mais avançados disponíveis atualmente. Fizeram isso com o Super Mario, com o Sonic, com o Street Fighter... E fizeram também isso com um joguinho simpático que conheci na época do Master System, o nostálgico Out Run.


Tudo bem que fizeram isso há um tempão... Mas levou algum tempo até eu ter um computador decente para jogar, mais um tempo para eu descobrir esse jogo, e mais um pouco até eu conseguir finalmente colocar esse post no ar.

Vou concordar com os criadores do jogo, que dizem que Out Run não é um jogo de corrida, mas um jogo de dirigir. Na época tratava-se de um jogo original, onde dirigia-se uma Ferrari vermelha, acompanhando de sua namorada, ao longo de uma estrada, com o objetivo de chegar até o final. Nada demais, você diria, mas o charme em Out Run era que você podia escolher seu caminho, a cada cenário surgia uma bifurcação levando para dois lugares diferentes. As localidades eram as mais diversas, começando sempre na praia com os coqueiros, e depois podendo ir para campos verdes, desertos ou parques com ruínas históricas.


E ainda tinha um leve toque de humor: cada um dos finais tinha uma historinha (como o motorista receber o troféu de uma gostosa e a namorada fica com ciúmes), sem falar que nas batidas os passageiros sempre demonstravam seu desespero, como a garota dando esporro no cara depois de uma derrapada, ou com ambos sendo lançados para fora da Ferrari após capotar...


Além de toda a empolgação da corrida, havia ainda um pequeno detalhe especial: antes de começar a jogar, você podia escolher a música que você ouviria durante o jogo, na clássica tela onde aparecia a mão mexendo nas estações do rádio. Das músicas originais, Magical Sound Shower era mais ou menos, muito estilo latino, e Passing Breeze era até simpática, com um ar de cruisin... Mas era Splash Wave que eu mais gostava, uma música super legal que combinava muito bem com o ritmo do jogo. Talvez foi a primeira música de videogame que eu comecei a gostar, principalmente depois de vir de uma época no Atari onde as músicas não eram nada mais do que beeps...


Pessoalmente para mim (putz, saiu meio redundante essa frase), o Out Run permaneceu por muito tempo como um dos jogos preferidos do velho Master System, fizeram até a versão 3D dele mas sem o mesmo estilo. Ainda tive a oportunidade de jogar em um fliperama em uma das minhas viagens para os EUA quando criança, e foi um barato jogar dentro de um cockpit e dirigindo no volante. Mas outras versões vieram a ser lançadas alguns anos mais tarde, e com a vinda dos emuladores logo conheci a versão do Mega Drive, muito mais bonita graficamente e com maior senso de velocidade, sem falar em outros jogos da série (embora não oficialmente continuações) como Turbo Out Run com a corrida contra o rival da Ferrari branca, e o futurista Out Run 2019. E para a minha felicidade, vim a descobrir recentemente a continuação da série, Out Run 2006 Coast2Coast, lançado para os consoles de alta geração e também para o PC, que motivou esse post.

Imagine pegar o clássico jogo lá dos anos 80, e mantendo seu estilo coloque gráficos mais modernos e bem-feitos, novas modalidades de disputa e para completar uma extensa coleção de Ferraris para dirigir. Essa é a premissa desse novo jogo, atualizando com sucesso o clássico Out Run. Para começar, a possibilidade de poder correr com uma Ferrari é algo raro nos jogos de videogame atuais, e como o jogo é patrocinado pela montadora italiana esses carros tão desejados são representados fielmente. Vão desde modelos clássicos como a Dino 246 e a 250GTO até modelos mais recentes, como a F430 e a Enzo Ferrari. E claro que não poderiam faltar modelos famosos como a incrível F50, a clássica F40 e a estiliosa Testarossa. O mais legal é que além de poder escolher a cor do carro, é possível usar versões "tunadas", como modelos de corrida ou com partes diferentes.


Os cenários impressionam, sem dúvida muito mais bonitos que outros jogos mais badalados. Existem no jogo dois mapas, um deles com cenários mais europeus e outro que retrata os EUA, e embora não sejam explicitados os nomes das cidades, pelo visual é mole reconhecer New York, Roma, Las Vegas e Paris. As pistas apresentam uma dificuldade progressiva, com subidas, curvas de baixa velocidade e muito tráfego, com carros, ônibus e caminhões. O mesmo estilo das bifurcações permanece, mas agora também é possível correr todos os estágios em sequência, um verdadeiro enduro apenas para os bons.


Outro ponto interessante são as modalidades. Além do OutRun convencional, existem também as típicas corridas contra o relógio, onde você deve fazer o melhor tempo em um trecho ou numa corrida inteira. Mas certamente o modo de jogo mais curioso é o Heart Attack, onde você deve não só chegar ao seu destino, mas também fazer manobras com seu carro para impressionar a garota ao seu lado. Faça os movimentos corretos que ela pede e você ganhará pontos (na forma de corações), bata com o carro ou ignore seus pedidos e ela vai ficar chateada. E nesse ponto o jogo é bem realista: além de comprovar que tendo um carrão as mulheres ficam interessadas, elas querem ser agradadas, pedindo coisas extremamente complicadas...


O curioso é que existem três garotas diferentes também, e cada uma delas tem os seus desejos, o que se reflete nos pedidos. A primeira delas é Clarissa, que gosta de emoção, com ela você terá pedidos básicos como fazer drifts até coisas mirabolantes como driblar meteoros que caem do céu. Jennifer, que é a namorada "oficial", curte uma boa técnica, então você precisará colar nos outros carros sem bater e andar na faixa que ela solicitar. E a morena Holly gosta de inteligência, e os seus pedidos envolvem mais raciocínio do que habilidade no volante, como contar carros verdes, memorizar sequências de figuras e dar a resposta correta para uma série de operações matemáticas.


Comentário paralelo, a loirinha Clarissa é mesmo a mais gracinha e bonita, com sua blusinha azul amarrada e um generoso decote, infelizmente só presente na versão japonesa do jogo. Era de se esperar, a sociedade ocidental fica com essa frescura puritana exagerada, enquanto que os japoneses estão pouco se preocupando com isso.


É foda, eu fico aqui me derretendo por uma personagem de videogame... Não presto... Melhor continuar.

Por fim, existe também o OutRun Mode. Além de poder impressionar as garotas acima, existem várias corridas de habilidade contra outros competidores. O mais comum são corridas simples, onde o objetivo é chegar na primeira posição, mas existem outras modalidades diferentes, como o knock-out, onde a cada momento o último colocado é eliminado, provas de drift onde você deve derrapar mais que o adversário, e até mesmo uma corrida curiosa chamada Don't Lose Your Girlfriend: aqui você compete contra outro corredor pelo coração da garota, basicamente quem fica atrás perde pontos, e aquele que perder tudo será largado pela moça.

Em todas essas modalidades, no final da corrida você acumula "milhas", que nada mais são do que pontos, de acordo com a sua performance na prova. Esses pontos podem ser usados na loja, para desbloquear novos carros, pinturas, músicas e até mesmo estágios.


E sobre as músicas, o mais legal é que as originais estão de volta, juntamente com as músicas do Turbo Out Run, bem como com músicas novas, algumas delas com vocais. As faixas estão disponíveis em suas versões originais, na reedição para este novo Out Run e em versões especiais, como versões instrumentais e remixes. Vou confessar que quando joguei esse jogo pela primeira vez, não pensei duas vezes e escolhi Splash Wave, trazendo lágrimas aos olhos de nostalgia...


Enfim, em época de jogos badalados como Gran Turismo ou Need for Speed, muitos deles pecam por serem extremamente detalhados e realistas, tanto no aspecto visual, o que exige um computador super moderno e caro para poder jogar com qualidade máxima, como pelo aspecto de jogabilidade, o que muitas vezes torna o jogo menos divertido e mais frustrante. Sem falar que os jogos hoje são extremamente longos, após algumas muitas horas de jogo é que você finalmente vai poder colocar as mãos naquele carro maneiro, e muitos deles apenas após corridas extremamente difíceis, onde você precisa ter a politagem mais perfeita em velocidade máxima sem bater em nada para ganhar. Out Run 2006 Coast 2 Coast resgata a diversão descompromissada em jogar um jogo emocionante, ideal para passar o tempo naquelas curtas horas entre o expediente do trabalho e a hora de dormir ou antes de sair no fim de semana.


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Por que odeio os Beatles

Estava outro dia conversando com uns amigos, em mais uma daquelas noites em que vamos em um bar para jogar conversa fora e descontrair um pouco. Embora eu seja um texugo alcohol-free, sempre é divertido sair e relaxar um pouco, sem falar que é legal que haja alguém sóbrio para dividir a conta corretamente e zoar os bêbados. E nesse dia em particular estávamos falando de música, comentando a respeito de bandas ruins e insuportáveis... Até que em um dado momento eu falei algo que me transformou no alvo de olhares de repulsa e de críticas pesadas. 

Tudo porque eu disse que eu odeio os Beatles...


Cara, o negócio foi tenso. Meus amigos todos se voltaram contra mim, principalmente dois deles que são beatlemaníacos fanáticos de carteirinha. Começaram a me criticar, e por mais que eu desse argumentos para justificar minha opinião, vinham com respostas grosseiras do tipo "tu tá falando merda!" ou "deixa de ser otátio, nada a ver odiar Beatles!". Nem mesmo argumentar que gosto não se discute foi suficiente, tanto que desisti de ficar ali, deixei a minha parte da conta e me mandei pra casa, com os meus fones no ouvido, escutando a música que eu gosto...

E isso me trouxe a fazer esse post, para refletir sobre essa questão, sobre por que é tão inaceitável odiar os Beatles, por que é visto como uma heresia suprema não gostar da música dos garotos de Liverpool, por que detestar as produções de John Lennon e Paul McCartney é um pecado maior do que trair sua esposa...

Não vou me surpreender se aparecerem comentários aqui xingando a minha pessoa, mas tudo bem... Já faz tempo que não vem gente aqui pedir a minha caveira, é até engraçado. Vamos lá então...

Nunca entendi mesmo o porque dos Beatles serem vistos assim de forma tão imaculada. Sinceramente, nunca vi nada de muito especial em suas músicas, que para mim não são grande coisa. Até tem algumas que são razoáveis, mas não necessariamente boas e em quantidade suficiente para conferir um status de melhor banda da História. Na minha opinião, tem muitos outros cantores, cantoras e bandas que têm maior destaque, em especial alguns que vieram lá dos anos 80 e 90, que continuam fazendo sucesso e escrevendo boas músicas. Cantores que desenvolveram músicas, na minha opinião, muito superiores a qualquer produção dos Beatles.

Sempre disse aqui que o gosto por determinadas artes, como música, pintura e cinema, é algo extremamente pessoal, cada um tem as suas preferências, cada indivíduo gosta de determinadas coisas e desgosta de outras. Em relação à música, uns gostam de rock n' roll, outros preferem MPB, tem aqueles que curtem sertanejo e até aqueles que apreciam música clássica. Da mesma forma, tem gente que não suporta samba e pagode, odeia música estrangeira (estes normalmente pseudo-patriotas petistas que odeiam os EUA) ou abomina tecno. E ninguém reclama disso, todos parecem ser livres para gostar e desgostar do que quiser, essa que é a graça, imagina como seria se todo mundo gostasse das mesmas coisas. Cada um tem o direito de gostar ou desgostar do que quiser. Menos dos Beatles, os quais parece que somos todos obrigados a gostar.

Deixando um pouco de lado a preferência musical, mesmo avaliando a música dos Beatles de maneira mais fria e técnica me faz questionar se eles eram tão bons assim. Os vocais não são espetaculares, muitas músicas são descaradamente berradas e gritadas; em termos de melodia, nada de muito especial, músicas com ruídos barulhentos de guitarra ou sons sonolentos que mais parecem o Caetano Veloso; letras repetitivas e sem graça, tá cheio de músicos que têm criatividade melhor para escrever canções. Posso enumerar aqui pelo menos uma dezena de cantores que são vocalmente superiores, que fazem melodias muito melhores ou que escrevem letras muito mais significativas que os Beatles. E vem me dizer que eles são os melhores do mundo?   

O que acontece é que a mídia em geral não pensa dessa forma. Por algum motivo, todos vendem uma idéia de que os Beatles criaram as melhores músicas de todos os tempos, alguém lá atrás disse que eles são a maior banda que já existiu e isso ficou eternamente gravado em uma rocha para toda a eternidade, jamais podendo ser questionado. Muito convencimento, na minha opinião, achar que depois de quase meio século desde que eles surgiram é impossível que surja alguma banda, cantor ou cantora que seja superior aos quatro garotos de Liverpool. Babaquice!


Sem brincadeira, assumir uma postura dessas é ignorar a evolução, que faz parte da Humanidade. Nada de absurdo em observar que a geração atual tente fazer mais e melhor do que a anterior, vemos isso nos mais diversos campos do conhecimento, tecnologia e artes. Por exemplo, se temos hoje aparelhos fantásticos como um iPhone (ou algum smartphone Android, caso você odeie a Apple), é porque houve uma evolução no conceito de celulares. Se não fosse assim, ainda estaríamos todos usando aqueles tijolões, estaríamos todos estagnados em achar que aqueles celulares imensos eram a melhor coisa do mundo. Tudo apresenta uma evolução (e até mesmo revoluções, quando os conceitos são mudados ou adaptados para uma nova realidade) com o passar dos anos, e inclusive na música. Logo, não é tão inaceitável imaginar que, depois de quase meio século, possa aparecer bandas que venham a ser superiores aos Beatles, pelo menos na minha visão. 

Posso dar exemplos de outros músicos que, na minha humilde opinião, foram muito superiores aos Beatles, para ser justo vou até não citar minhas bandas favoritas, evitando assim qualquer influência do meu gosto particular. Personalidades como Michael Jackson e Madonna, que não figuram nas mais tocadas em meu MP3 Player, ainda assim são sob meu ponto de vista musicalmente superiores e melhor sucedidos do que os quatro babaquinhas britânicos... 


Claro que fica difícil competir quando existe uma mega-ultra-super-hiper valorização da música deles... Experimente ir em uma loja de música, embora elas estão ficando cada vez mais raras hoje em dia. Se você for procurar por CDs dos Beatles, não terá muita dificuldade para encontrar todos os discos, mesmo que sejam álbuns que foram oficialmente lançados há quarenta anos atrás. Agora, tente procurar pelo CD de uma banda, sei lá, dos anos 80 e 90 que ainda esteja na ativa. Se der sorte, você encontra o álbum mais recente. Podem ser até bandas mais recentes, outro dia estava procurando um CD de um grupo do qual comecei a gostar e não achei nada, mas em compensação se eu quisesse qualquer álbum dos Beatles, podia arrumar sem problemas. Me diz agora por que é tão mais fácil encontrar álbuns deles?

Na boa: outro dia um colega do meu trabalho estava ligando para uma loja procurando um LP dos Beatles. Sim, um bolachão daqueles para usar em vitrola, coisa que está ultrapassada. E não é que ele conseguiu? Em várias lojas, podendo escolher a mais barata! Agora, quando quero comprar um CD relativamente recente de uma banda que eu goste, não encontro e tenho que recorrer a um Amazon da vida... A que ponto chegamos, onde é mais fácil achar um LP de uma banda de quarenta anos atrás do que o CD lançado ano passado de uma banda atual...


Às vezes penso que isso é um tipo de "lavagem cerebral", ou mesmo uma espécie de condicionamento das pessoas, para que elas sigam aquilo que a mídia deseja. Aqui no Brasil, por exemplo, algo similar é feito com a MPB: é muito mais fácil você achar em uma loja um CD com as músicas do Gilberto Gil do que um com as músicas do U2, por exemplo. Sem falar que os CDs nacionais são muito mais baratos, sendo assim mais acessíveis ao público. Cria-se uma facilidade para que sejam comprados álbuns de cantores nacionais, desta forma não só aumentando as vendas (dando assim a impressão de que a maioria do povo gosta deles) mas até mesmo induzindo as pessoas a gostarem daquela música, mesmo que seja a pior coisa já inventada, tais como "pérolas" como Shimbalaiê. Afinal de contas, o povão é burro e facilmente domesticado, é só ver como que as propagandas políticas sempre fazem uso de jingles estúpidos mas que ficam marcados na cabeça das pessoas. Povão gosta de música fácil, e é isso que a maioria dos cantores da MPB fazem, e junta isso com toda uma valorização e facilidade de acesso, não é à toa que essas músicas de merda tenham destaque.

Isso que fazem com a música nacional, é a mesma coisa com os Beatles. Aqui no Brasil é muito mais fácil uma pessoa ter acesso à discografia deles do que de qualquer outra banda estrangeira. E isso não diz respeito somente aos CDs, mas também à divulgação na mídia mesmo, como nas rádios e redes de televisão. Toda semana passa na televisão um "videoclipe" dos Beatles (entre aspas pois normalmente são simplesmente aquelas apresentações boçais deles em preto e branco que pegaram de quarenta anos atrás e inventaram um video), de tempos em tempos tem algum especial sobre os Beatles, folheie as páginas de uma revista e uma bela hora vão referenciar os Beatles pelo motivo mais absurdo. E é essa uma das razões pelos quais não suporto eles. É como se tudo conspirasse a ouvirmos as músicas dos Beatles, em detrimento de outras bandas que possamos gostar. Com essa facilidade, não é à toa que ainda hoje surgem fãs dos Beatles, mesmo eles tendo nascido depois do John Lennon ser morto. Conheço jovens que nasceram há menos de 20 anos atrás e se tornaram beatlemaníacos fervorosos, mesmo sem nunca ter vistos eles na ativa.

Algo que os beatlemaníacos sempre dizem nessas horas é que se não fosse pelos Beatles as bandas que eu gosto não existiriam. É outra razão pela qual detesto eles, pois seus fãs são extremamente convencidos e propensos! Sem brincadeira, vai tomar no rabo! Na cabeça deles todo e qualquer cantor ou cantora que tenha surgido depois dos Beatles deve tudo à eles. É muita prepotência mesmo, julgar que toda a música moderna só existiu graças a John Lennon e companhia...


Sério, não nego que podem haver cantores que, durante sua infância e adolescência, escutavam e gostavam dos Beatles, e que os garotos de Liverpool serviram de inspiração para que esses cantores mais recentes viessem a seguir a carreira musical. Não questiono isso, é o mesmo motivo da evolução que eu citei lá em cima: podem falar o que for, mas o iPhone de certa forma deve sua existência a outros aparelhos que surgiram antes dele, afinal de contas antes mesmo de Steve Jobs lançar seu filho pródigo já era possível, por exemplo, usar telas touch em palmtops. Mas não devemos dizer que o iPhone só existe graças ao Palm ou ao Startac. Por mais que eles tenham servido de inspiração, um iPhone é um iPhone, e tem as suas características próprias, suas novidades e peculiaridades, que o tornam mais avançado do que seus primos mais antigos.

Mesma coisa com a música... Ora, repito que é possível que certas bandas tenham sido inspiradas pelos Beatles, mas isso não significa que essas bandas devam tudo a eles. O carinha de repente escutou Beatles na adolescência, e foi incentivado por seguir a carreira musical por causa deles... Mas é esse cara quem vai escrever as músicas, vai tocar e cantar, vai batalhar para ganhar o seu espaço no ramo da música, os Beatles não vão fazer nada para ajudá-lo com isso. Podem ter servido de inspiração, mas não são os responsáveis pela fama desse cantor ou cantora. Sem falar que podem haver casos que não foram os Beatles que serviram como essa inspiração: o cara pode ter sido fã dos Rolling Stones, do U2, do Black Eyes Peas, sejam quem for. E, por mais que os beatlemaníacos não aceitem, não duvido nada que devem ter bandas que fazem sucesso hoje que odiavam Beatles tanto quanto eu.

Acha que eles curtiam Beatles?

E tem mais: os próprios Beatles quando jovens deveriam ter suas bandas preferidas, aquelas que os inspiraram a ser músicos. Então, seguindo essa premissa, o sucesso deles se deve a essas bandas.

Mas, mesmo assim, os fãs incondicionais insistem no fato de que os Beatles surgiram do nada e abriram as portas para a música de hoje, e que toda e qualquer banda que veio depois deve tudo ao pionerismo deles. Bobeando, do jeito que os beatlemaníacos são exagerados, na cabeça bitolada deles até mesmo bandas que vieram antes devem à eles. Sério, já que o próprio John Lennon se achava maior do que Jesus Cristo, sugiro até que mudemos a numeração dos anos, vamos instituir que agora o calendário se divide nos períodos a.B e d.B, antes e depois dos Beatles. 

E digo mais: se vamos começar a adotar essa postura de "gratidão" aos Beatles por eles terem sido os pioneiros, temos que fazer o mesmo para tantos outros músicos que surgiram antes. Os próprios beatlemaníacos vão ter que dar o braço a torcer e admitir que seus amados garotos de Liverpool devem ser gratos a outros músicos que fizeram sucesso em anos anteriores. Temos todos que agradecer ao Ugh, que há milhões de anos atrás pegou um pedaço de pau e bateu num toco oco de árvore, fazendo assim a primeira música de nossa História. Sério, me faça o favor...


O que eu entendo como sendo algo pioneiro que os Beatles fizeram, e que na minha opinião é o que os torna tão exacerbadamente famosos, é iniciar a era dos músicos pop-star. Aqueles "músicos" que ganham destaque no mundo da música por todos os meios, sendo que a música está nas últimas posições. Algo que temos hoje aos montes, que estraga completamente o ramo musical, resultando em grandes injustiças em termos de valorização de "músicos" que se preocupam mais em se tornar estrelas do que em fazer música de verdade. Isso nós temos mesmo como grande legado deixado pelos Beatles.

Afinal de contas, se você for olhar bem os Beatles nem precisavam cantar para lotarem estúdios de programas de TV ou shows. Sempre tinha um bando de adolescentes histéricas, berrando com todas as forças, em prantos pelos quatro engomadinhos de cabelo de cuia. Fala sério, tudo bem se emocionar ao ver ao vivo um show de sua banda favorita, mas aquilo já era exagero, era uma histeria exagerada. A ponto de não se escutar a música sendo tocada, somente os gritos femininos em volume máximo.


"Ah, mas os Beatles não gostavam disso!" disse um desses meus amigos nessa conversa de bar. Podiam até não gostar, mas é indiscutível que isso os ajudou a serem famosos. Se não fossem as milhares de garotas histéricas de calcinhas molhadas que compravam seus discos, dificilmente eles seriam tão famosos assim. Isso é fato, gostem ou não.

Podem espernear, mas não há dúvidas de que após aquela primeira aparição no Ed Sullivan Show os Beatles foram então marketeados para serem estrelas da mídia. Onde se pudesse ganhar dinheiro com a imagem deles, foi feito: devia ter poster, revista, lancheira, mochila, guarda-chuva, lençol, porta-copos, livro, camiseta, boné, caneca de chopp, frisbee, jogo de damas e o que mais se quisesse com a cara dos quatro. Até hoje se tem isso. Lembra até daquele episódio dos Simpsons onde descobrimos que Ned Flanders é fã dos garotos de Liverpool, a ponto de ter um quarto secreto com uma série de bugigangas deles.


Na boa... Ainda vão dizer que eu estou falando bobagem, depois que inventam bebidas de frutas dos Beatles, com esses nomes sugestivos como John Lemon e Mango Starr? Vá pra puta que o pariu! Tomara que isso seja piada, pois se isso existiu mesmo, é pior que eu pensava...


Quando um músico começa a usar mais de sua imagem para se promover, já começa a perder meu respeito. Penso que se o músico é bom, não precisa ficar criando uma imagem para ganhar seu espaço sob os holofotes. Desde o começo, os Beatles precisavam construir aquela imagem boçal, de quatro sujeitos vestidos de terno e gravata e com o mesmo penteado de cabelo de cuia? Na boa, não é muito diferente de uma Lady Gaga que se veste de maneira escandalosa, um Marilyn Mason que se traveste de vampiro demoníaco bicha ou um Gorillaz que cria aquela estupidez de ser uma banda virtual de desenho animado... Aposto que todos eles não teriam o sucesso que tem ou tiveram se eles se vestissem de maneira normal e simplesmente fizessem música.


Cara, me dá uma reviravolta no estômago só de lembrar dessa pôrra desse Gorillaz. É o exemplo máximo de malandragem musical, os putos tem uma música escrota pra caralho, insuportável, que me dá vontade de pegar uma chave de fenda e enfiar em meus ouvidos. Sabendo que se eles simplesmente fossem cantar essas bostas eles não teriam espaço nenhum, tiveram a brilhante idéia de dizer que a banda é virtual, com uns bonequinhos de desenho. Pronto, com isso se tornaram fenômenos da música, venderam rios de dinheiro de álbuns. Essa merda é tão forçada que me lembro certa vez uma premiação de música onde inventaram as categorias mais absurdas, como banda com o melhor site, logicamente vencido pelos Gorillaz. Mas deixa pra lá, hoje estou aqui para dizer o quanto não gosto dos Beatles, deixamos esses cretinos para outra oportunidade...

O pior é que isso hoje é extremamente comum. O que mais tem hoje em dia são artistas que fazem o papel de músicos e que ganham a vida com suas imagens. Se a música é boa ou não, é só um mero detalhe. Acho muita sacanagem ver cantores e cantoras que ganham destaque nas rádios e são sucesso de vendas que passam a maior parte do tempo aparecendo nas capas de tablóides, indo em programas de televisão e vendendo merchandising. Lógico, com isso tirando o espaço de cantores de verdade, que fazem música de verdade, e ficam ofuscados por esses "astros". Eu tenho uma teoria que comprova isso, e se baseia pela quantidade de filmes que uma banda possui. Na boa, esse é o ápice de promoção sem vergonha que se pode pensar, e os Beatles se destacaram nisso.

Nessa hora muita gente vai torcer o nariz e dar exemplos de muitos cantores e cantoras que também apareceram nas telinhas. Só que precisamos separar muito bem as coisas, pois há filmes e filmes. Pra começo de conversa, existem aqueles filmes-documentários, que embora eu entenda como sendo também uma forma de merchandising, a proposta é pelo menos honesta, ao contar a trajetória daquele artista. Nada de muito errado nisso... Também temos que separar aqueles filmes que não são propaganda própria, tem muitos cantores e cantoras que se arriscam sim na sétima arte, vou citar o exemplo da Jennifer Lopez.


Admito que escolhi ela para dar uma melhorada no clima da postagem. Continuemos...

Pois muito bem, vejam a Jennifer Lopez. Ela já atuou em uma boa quantidade de filmes, alguns deles sendo até a protagonista, com uma atuação até muitas vezes boa. Só que em todos esses filmes, Jennifer Lopez não participa como Jennifer Lopez, ela interpreta uma personagem da história. A referência à sua carreira musical acaba se dando normalmente com uma ou duas músicas dela que fazem parte da trilha sonora, e só. Em um caso desses, não há problema, pois embora todos a conheçam como cantora, ela está lá "vestindo" a carreira de atriz naquele momento, são coisas distintas. Algo que tantos outros já fizeram, como a Madonna e o Jon Bon Jovi.

Agora, quando o músico atua como ele mesmo em um filme, isso já cheira a promoção e marketing. E os Beatles fizeram isso muito bem, pois foram alguns filmes nesse estilo, os quatro interpretando eles mesmos, vi até outro dia passando na televisão uma atrocidade dessas. Tudo não passa de uma enganação, filmes totalmente sem nexo ou história, que servem apenas de pano de fundo para tocarem várias músicas deles na íntegra. Isso mesmo, é coisa bem tosca mesmo, tipo uma cena deles num trem, um vai lá e olha a paisagem, outro lendo um livro, tudo ao som de um de seus sucessos, tocado do início ao fim, um mero filme de música. Apelação total...

Cabe ressaltar que eles conseguiram chegar a um novo baixo em termos de desperdício de filme com aquele desenho do Yellow Submarine. Sinceramente, nunca vi coisa mais escrota e insuportável! Certa vez pude presenciar alguns minutos dessa pôrra passando no Telecine, foi de revirar as minhas tripas. Parece algo que um hippie com maconha enfiada até a alma pensou no momento em que era sodomizado por um jumento.


Cara, na boa... Esse filme de dá arrepios... Que diabos é aquela pôrra no meio deles? E tem uma cabeça abissal no chão! Eca! Sério, coisa de drogado isso aí...

E digo mais uma coisa: além de inaugurarem a esbórnia de merchandising musical, os Beatles também podem ser considerados como aqueles que iniciaram outras das coisas mais cretinas, insuportáveis e abissais da música: as boy bands.

Não estou de brincadeira, para mim os Beatles ficam na mesma laia de New Kids on The Block, Menudo, Backstreet Boys, N'Sync e One Direction. Embora provavelmente eles não tenham surgido com essa intenção, não restam dúvidas de que eles tinham destaque graças ao público feminino se derretendo por eles. Eles podiam ficar ali no palco, de microfones desligados e tocando guitarras imaginárias, que milhares de mulheres iriam ficar vidradas, lotando todas as suas exibições, histéricas como gralhas lutando por comida. De novo, por mais que digam que os Beatles não gostassem disso, isso os ajudou a garantir o seu espaço na calçada da fama. Meninas sonhando com John Lennon de cueca, garotas admirando um poster do Paul McCartney em seus quartos, e por aí vai... Igualzinho ao que acontece com as boy bands de hoje, para mim as poucas diferenças entre Beatles e One Direction é a quantidade de integrantes e a idade... Pelo menos, em termos musicais os Beatles conseguem ser superiores ao One Direction...


Mas, convenhamos... Até a minha bunda consegue ser musicalmente superior e mais agradável do que esse bando de bichas!

Enfim, eu sei que de nada adianta reclamar e contestar esse reinado dos Beatles. A força deles é muito grande, e tudo conspira para que todo mundo adore eles. É foda, eu pelo menos prefiro ser honesto aos meus ideais e preferências, e continuo não gostando deles. Podem aparecer quantos beatlemaníacos quiserem, mas nada vai mudar minha opinião de que eles não são tudo isso, de que eles só se tornaram famosos graças a toda uma manobra de mídia e divulgação de sua imagem, que somente graças a milhares de fãs histéricas eles tiveram destaque. Como disse, posso enumerar aqui dezenas de cantores, cantoras e bandas que na minha opinião são musicalmente superiores, que foram capazes de criar boa música sem precisar de gritos histéricos e merchandising. O pior de tudo é: cantores, cantoras e bandas que certamente não têm o espaço merecido no ramo da música, graças a "astros" como Beatles e tantos outros...

Gosto não se discute, essa é a minha opinião. Repito, cada um é livre para gostar e desgostar do que quiser. Mas as pessoas também têm que ter o direito de não gostar dos Beatles, e de poder gostar de outros músicos. Hostilizar aqueles que não curtem os quatro garotos de Liverpool não é o caminho, assim como não é justo querer induzir que as pessoas gostem dos Beatles ou de qualquer outra banda através de uma divulgação exagerada, como ocorre desde que eles surgiram. Deixem as pessoas serem livres para ter as suas próprias preferências musicais...

Resumindo: gosta dos Beatles, tudo bem, fique à vontade. Mas deixa eu não gostar deles, pôrra!

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Desenho bizarro

Outro dia comprei no Mercado Livre um DVD com vários episódios do South Park. Sempre gostei muito desse desenho, com sua irreverência e sacaneando a tudo e todos. É simplesmente fantástico ver o quarteto dos molequinhos em idade pré-escolar e falando mais palavrões que um estivador, fazendo um monte de merda pela cidadezinha do Colorado. Está entre um de meus desenhos "adultos" favoritos, ao lado dos Simpsons e do Family Guy.

E sabemos muito bem como existem várias pessoas por aí, que se dizem defensoras da moral e dos bons costumes, que gostam de taxar esses desenhos como politicamente incorretos e impublicáveis. Uma das grandes baboseiras que esses putos dizem é que esses desenhos são impróprios para as crianças... Sem se dar conta de que todos esses desenhos não são feitos para os pirralhos, mas sim para os adultos, pôrra! Fala sério, o Simpsons acho que até dá para dar uma colher de chá, mas certamente os criadores de personagens como Stewie e Eric Cartman não estavam com interesse de fazer um desenho para passar nos sábados de manhã...


Fato é que não vim aqui falar exatamente do South Park... Acontece que, nesse mesmo DVD que eu comprei, o vendedor meio que fez uma propaganda de seus outros produtos, colocando alguns episódios de outros desenhos. Uma putaria, por que não colocar outros episódios do South Park? Mas parece que o cara, pensando que quem assiste South Park vê qualquer outro desenho, decidiu fazer essa propaganda. E um dos desenhos que ali se encontrava se mostrou como um dos mais baixos que já vi... E o pior de tudo, a princípio feito originalmente para crianças...

O desenho a que me refiro é o Ren & Stimpy, o primeiro um chihuahua psicótico e o segundo um gato bobalhão, criado para o Nickelodeon, se agregando a outras bostas como Os Anjinhos. Como já dá para imaginar, trata-se mais um das clássicas parcerias cão-gato da animação, porém ao contrário dos desenhos mais comportados, Ren & Stimpy parecia querer a alcunha de um desenho com um humor tosco, com piadas escatológicas e muita violência. Quase como uma cópia descarada e malfeita do Comichão e Coçadinha.

Aliás, a primeira vez que eu soube da existência do Ren & Stimpy foi em um episódio dos Simpsons: me lembro bem, onde o cachorro Ren tomava uma sopa de almôndegas, para descobrir depois que na verdade era a coleção de bolas de pêlos que Stimpy havia tirado do seu estômago... Escroto... Sou muito mais ver um ratinho homicida arrancando as tripas de um pobre gato bobão.

Enfim... Foi um desenho que não durou muito, ainda mais por não seguir a linha mais "politicamente correta" dos produtores do canal. E principalmente pelo fato que passados alguns anos os criadores do desenho decidiram torná-lo ainda mais baixo e controverso, destinando-o ao público adulto de fato, o suficiente para durar pouquíssimos episódios, um deles que justamente eu recebi nesse DVD do South Park...

Não me leve a mal, pois eu certamente não faço o tipo de posar de politicamente correto, não tenho essas frescuras de achar que os desenhos precisam ser todos certinhos, passar lições de moral bestas e ser livres da violência, e tampouco acho que desenhos para adultos precisem ser mais comportados e sem palavrões. South Park ficaria muito sem graça sem o Cartman mandando um "fuck you, assholes" para seus amigos e Simpsons não seria esse desenho genial sem as constantes sátiras com pessoas e lugares (como fizeram com o Brasil), por exemplo. Claro, nos filmes, os criadores puderam ir um pouco mais longe, mas ainda assim na minha opinião, nada de muito mais grave...

O filme dos Simpsons, por exemplo, certamente é mais controverso que os episódios que passam na TV, mas mesmo assim sem ser apelativo, forçado ou nojento. Fora alguns poucos palavrões, dedos médios e o pingulim do Bart, nada de tão ofensivo...


O filme do South Park vai claro mais longe, com piadas mais sujas e baixas, em especial com a relação homo-erótica entre o Diabo e Saddam Hussein, mas na minha opinião tudo isso ficava ofuscado por um dos momentos mais aguardados de toda a história do cinema:

Oh!!! Kenny sem o capuz!!!

E esse episódio do Ren & Stimpy vai bem mais pra baixo... Sério...

Bom, sobre o tal episódio que veio de "bônus" no meu DVD do South Park, pelo nome você já vê que ele não se trata de algo para crianças: Naked Beach Frenzy, algo como loucura na praia de nudismo. É, você pode estar pensando agora "Não, não é possível... Você tá querendo dizer que..." Sim, isso mesmo. Nesse desenho o pessoal não teve o mínimo de pudor, levando a dupla para uma praia, logicamente freqüentada por garotas bem liberais, adeptas da, digamos, política de "peito aberto".

Mais uma vez, não me considero um intelectuóide que levanta a hipócrita bandeira dos bons costumes. Quem já acompanha aqui meu blog sabe que não tenho essas frescuras, e admito mesmo gostar de mulheres, de admirar a beleza e a sensualidade do corpo feminino. Vide as postagens nas quais coloco fotos de mulheres aqui, algumas vezes delas sem camisa... Mas imagino que eu faço isso de maneira ainda relativamente comportada, em nenhum momento penso que as mulheres são meros pedaços de carne. Admiro sim a beleza feminina, é algo que me encanta... Mas sei que as mulheres são muito mais do que apenas isso...

E também aqui procuro não descer tão baixo. Sim, uma vez ou outra você verá aqui fotos que seguem a prática de "peito aberto", mas como já disse aqui certa vez, não estou colocando aqui mais do que se vê por aí, na televisão e na mídia. Garanto que as mulheres que aparecem aqui mais à vontade estão muito mais comportadas que aquelas que vemos no Carnaval ou em filmes nacionais. E aqui você não vai ver fotos de mulheres mostrando aquilo que se vê em filmes pornôs, ou mesmo em uma cadeira ginecológica.

Enfim, mas confesso que esse desenho do Ren & Stimpy exagera mesmo... O desenho é repleto de mulheres, desenhadas descaradamente para serem grandes incentivos à masturbação desenfreada do público masculino. Todas elas fazem o estilo de gostosonas, com peitos e bundas enormes, cintura fininha, sem falar daquela inocência gigantesca, com as garotas achando perfeitamente normal, por exemplo, terem seus peitos esfregados por um cachorro tarado...

Até que ela é jeitosinha

E para desgosto total, não são só as mulheres que parecem não ter pudor... No desenho ainda aparece um sujeito havaiano que usa uma estrela-do-mar para cobrir a sua flor de oríba, e um salva-vidas que aparece PELADO no desenho! A questão é que o camarada é mais peludo do que o Chewbacca, o que esconde o seu pinto... Sério, o cara é um mar de pêlos do pescoço à ponta dos pés.


AAARRRGGGHHH!!!!! MEUS OLHOS!!! ESSES ÓCULOS SÃO UMA PORCARIA!!!

Para preservar a vista de todos, essa será a única imagem do sujeito peludo que vou colocar nessa postagem... O McBaine agradece...

Não acredito que estou aqui então fazendo um review dessa doideira. Mas vamos em frente, não sou de deixar as coisas pela metade...

A primeira parte do desenho começa com a dupla na praia, e logo Ren começa a salivar litros devido a uma loira correndo para lá e para cá, logicamente com todo um movimento saltitante das duas bolas de basquete que ela leva no seu biquini. E Stimpy parece ficar com inveja, levando a crer que no final das contas esse gato não tem medo de ser mordido por um cão. A ponto dele comprar uma sunguinha, que mostra para o seu amigo canino logo na hora que a loira decide fazer um topless.

Exatamente 0,05 segundos antes do Stimpy colocar sua bunda fedida na frente

Ren fica puto da vida, xingando seu amigo de tudo quanto é coisa. Não podemos culpá-lo, pois o Stimpy enfiou sua bunda bem na cara dele, na hora que uma loira bronzeada ia fazer um belo dum topless. De alguma forma joga seu amigo longe, que acaba aterrisando de boca nos peitos da loira, seguindo leis absurdas da Física e da conveniência sideral. Que parece ter gostado, e começa a usar o pobre (eu disse pobre?) gato como uma toalha em suas bazingas enormes.

E pela cara, parece que o Stimpy não está gostando...

Começa então uma cena absurda, na qual todas as outras mulheres da praia ficam encantadas, querendo esfregar o Stimpy em seus peitos... Cara, eu não sei, mas acho que as mulheres não devem sentir tanto prazer em esfregar bichanos em seus seios, sem falar do perigo de se machucar com as garras afiadas do felino.


Mas como esse desenho não faz mesmo sentido, as garotas ficam histéricas, e Ren fica ainda mais puto, querendo ele sim ser esfregado nos peitos siliconados, a ponto de se atracar com um par deles. Azar o dele que, para quem bolou essa atrocidade, garotas só gostar de esfregar gatos em seus corpos, e chihuahuas são vermes nojentos, provocando repulsa total.


Tanto que isso faz com que o peludão venha ao socorro das pobres donzelas, que simpelsmente tira o seu calção para bater no Ren... Pombas, podia encher ele de porrada com um pedaço de madeira ou um guarda-sol, mas prefere usar sua sunga... Já começo a ver que esse cachorro sempre se fode mesmo, levar surra da sunga de um sósia do Tony Ramos inteiramente nu deve ser foda. E somos obrigados a presenciar minutos de um luta livre entre esse cara peludo pelado e um pobre cachorro desesperado, uma das coisas mais horríveis que eu já tive que ver em um desenho...

Puta merda! Que nojeira!

Putz, botei outra foto desse puto! Não devia ter feito isso!

AAARRRGGGHHH!!!!! MEUS OLHOS!!! ESSES ÓCULOS SÃO UMA PORCARIA!!!

Ren fica puto e vai nadar um pouco, mas logo sua libido começa a estourar quando ele vê as salva-vidas à la Baywatch praticando na praia. Bom, então ele tem aquela idéia extremamente original, usada em 9 de 10 desenhos que se passam na praia, acho que até naquele episódio do Chaves em Acapulco devem ter feito algo parecido...


Sim, ele finge que está se afogando, para levar uma respiração boca-a-boca de uma das garotas. Claro, você já imaginava que seria o salva-vidas peludo que iria aparecer do nada, para fazer a manobra de salvamento... Vou poupá-los da imagem de um monte de pêlos enfiando a língua na garganta de um cão, mas pela cara das criaturas da praia, você pode imaginar que é uma cena de revirar as tripas.


Bom, felizmente para nossos globos oculares a cena muda, e não teremos notícias do peludão por um tempo. Agora, estamos em um dos banheiros femininos da praia, mostrando que certamente a ação não se passa em nossas praias cariocas, onde uma moreninha sapeca e uma ruiva cujos peitos mais parecem um par de torpedos decidem tomar um banho. Sim, porque uma das coisas para se fazer numa praia é ir para debaixo do chuveiro e tomar um banho... ANTES DE IR PRA PRAIA! Essa idéia é tão absurda que é digna de um filme pornô: só nessas produções é que uma menina pede uma pizza gigante para si mesma sem ter um tostão no bolso, sendo obrigada a "tocar flauta" para o entregador...

Exemplo de peitos que desafiam a gravidade

Bom, e claro que nossos amigos Ren e Stimpy não iriam perder essa chance... Embora já tenha ficado claro que Ren está eternamente à perigo, parecia que Stimpy era bicha mesmo, não esperava que ele ia querer ver as moças sem roupa. É só ver, toda hora ele repreende seu amigo canino, quando ele fica muito excitado.


Começa então uma série de piadinhas visuais escandalosamente eróticas, durante o banho das meninas. As piadas não fazem sequer questão de serem indiretas, com direito a Ren pendurar as toalhas em seu pinto e o próprio Stimpy bancar o dispenser de shampoo (nem precisa dizer de onde saía o shampoo), cada um deles tentando agradar mais uma das meninas.


E aqui o pessoal desce a ladeira total, pois as garotas aparecem inteiramente nuas! Sim, nem mesmo um montinho de espuma para cobrir suas partes íntimas... Não vou colocar as imagens aqui, lógico, e claro que é algo relativamente discreto, sem mostrar detalhes. Mas não sem uma cena em que Ren faz uma depilação íntima com cera na ruivinha... Pelo menos dessa vez o pobre chihuahua não quebra a cara.

As garotas depois do banho, alienadas ao fato de terem sido descaradamente abusadas sexualmente por um cachorro tarado e um gato bicha.

O desenho termina, como esperado, de forma totalmente absurda, com uma garota entrando no banheiro desesperada, precisando que eles passem bronzeador em alguém. E essa já estava ficando manjada... Enquanto Stimpy tem o prazer de esfregar a loção em uma morena, Ren é jogado sobre a bunda cabeluda do peludão...

Puta merda! Ele está mesmo enfiado na... ?!?!?!

Ah, não! Ele apareceu de novo!

AAARRRGGGHHH!!!!! MEUS OLHOS!!! ESSES ÓCULOS SÃO UMA PORCARIA!!!