domingo, 20 de novembro de 2016

Acabou o cheirinho

Apenas para lembrar a uma certa torcida de que o cheirinho que ficou é só de urubu molhado de lágrimas... 


Estavam ganhando do Coritiba, time que estava lá embaixo da tabela, por 2 a 0, e deixou eles empatarem aos 42 do segundo tempo. Mais uma vez os mulambos conseguiram dar um vexame hilário e deixaram escapar qualquer chance do título do Brasileiro desse ano. Como disse o Meia Hora, o Flamengo em 2016 foi o melhor do Enem.


Mas, vejam pelo lado bom: ano que vem vocês vão para a Libertadores, pra pagar mais um daqueles micos homéricos que só o Flamerda sabe fazer!

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Cadeia neles já!

Essa semana foi simplesmente orgásmica aqui no Rio. Prenderam o Garotinho, aquele gângster de Campos, ladrão salafrário duma figa, e depois no dia seguinte foi a vez do Serginho Cabral ir pro xilindró. Dois ex-governadores que são exemplo de como a política aqui desse estado é extremamente corrupta, ambos responsáveis por terem quebrado o Rio de Janeiro.


O mais sensacional hoje foi ver nas notícias o Sérgio Cabral, que adorava ficar em Paris, desfilando a fortuna que fez com as licitações furadas e a mesada das empreiteiras, de cabeça raspada e com a roupa do presídio. Tava acostumado com berço de ouro, agora vai ter que ficar de cócoras pra cagar no buraco.


E mais hilário ainda foi o showzinho estilo novela de Globo que Garotinho e sua família promoveram. O coitadinho estava no hospital público, confortavelmente em um quarto particular, quando a PF foi lá pra levar ele à força pra Bangu. Não adiantou espernear, não adiantou chororô, foi passear de ambulância pra conhecer a penitenciária por dentro.


Pena que no final da tarde uma juíza aí conseguiu fazer com que ele seja levado para um hospital particular e depois fique em prisão domiciliar. Um conforto que o povo que foi sacaneado por ele nunca teve direito...

Mas tudo bem. Eu estou me divertindo ao ver esses corruptos passarem esse perrengue. E o melhor de tudo que essas prisões podem ser o prenúncio de um episódio que espero com muito ansiedade...


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Mudanças da NBA

Eu sou um texugo que curte esportes. Embora sempre tenha tentado praticá-los, nunca levei muito jeito para ser esportista, não era à toa que no colégio eu sempre fazia parte daquele grupo que ficava por último para ser escolhido para algum time. Não adiantava, no futebol eu nunca tive coordenação motora para driblar e chutar, no vôlei até conseguia alguma coisa mas por algum motivo as bolas cortadas eram muito atraídas para a minha cara, handebol era algo que não me agradava muito... Enfim, por sua vez o basquete sempre foi um esporte que eu conseguia me divertir mais, parece que a minha habilidade era muito maior com as mãos do que com os pés. E por algum motivo, eu aparentemente tinha uma boa mira na hora do arremesso. Pena que eu vim a descobrir o basquete muito tarde nos tempos de escola, ou poderia até mesmo ter sido visto como um cara mais legal.

Sejamos francos: na escola, existem certos tipos que são lembrados por suas habilidades, sejam elas boas ou não. E ser um bom atleta sempre foi uma forma de ser lembrado pelos colegas.


Mas, enfim... Esse devaneio de minha vida esportiva adolescente serve apenas como introdução para eu contar que sempre gostei muito de acompanhar esportes. Além de sempre torcer pelo meu Botafogo, curtia muito também o basquete. Mas não qualquer basquete, e sim o da NBA.

Tive a felicidade de descobrir a National Basketball Association naquela que foi certamente a sua época de ouro, quando os melhores jogadores disputavam acirradamente. Eram tempo de lendas como Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird, Karl Malone, Patrick Ewing, Clyde Drexler, John Stockton, Charles Barkley, David Robinson, Shaquille O'Neal, entre outros. Foi a época em que tivemos o Dream Team nos Jogos Olímpicos de Barcelona, com o melhor time de todos os tempos.


Sem dúvida, era impossível não se impressionar com a qualidade do basquete norte-americano da época. Infelizmente, também era uma época onde eu não tinha acesso a TV a cabo, assim que eu só podia contar com as raras partidas transmitidas pela rede aberta, com recortes de jornal falando dos placares e com os jogos de Mega Drive que eu alugava para estar mais perto da NBA.

Curiosamente... Com o passar dos tempos eu comecei a não me interessar mais. Talvez pelo fato dos jogadores que eu acostumava acompanhar terem se aposentado, ou mesmo por eu ter começado a focar mais em outras coisas na minha vida. Me lembrava da NBA eventualmente, tipo na época em que tinha o All Star Game ou quando disparava aqui um emulador e jogava algum joguinho de basquete da época.


E hoje tem horas que ligo na ESPN e vejo como que teve tanta coisa que mudou. Em especial quanto aos times, o que motivou essa postagem. Comecei a ficar curioso como certos times mudaram de nome, outros se mudaram para outra cidade, e até mesmo um novo time surgiu que eu nem fazia idéia. Nessas horas, uma visita lá na Wikipedia costuma ser o suficiente para esclarecer essas dúvidas, as quais eu venho aqui para comentar.

Cabe uma breve pausa para dizer algo para os fãs mais assíduos da NBA, que devem estar me chamando de ridículo por só ter percebido tais mudanças agora: dá um tempo, pô! Deixa eu viver aqui meu momento nostalgia e compartilhar essas mudanças dos times, é no mínimo uma forma de eu homenagear o melhor basquete do mundo.

Vamos então... A pesquisa me levou a ver como que certos times permanecem inalterados a décadas. Os mais longevos são o Boston Celtics e o New York Knicks, que sempre foram conhecidos assim desde quando surgiram, lá pela década de 40. Até mesmo o lendário Los Angeles Lakers, meu time favorito, quando começou era sediado em Minneapolis. Naquela época haviam vários times de diferentes ligas, muitos que foram extintos e outros que deram origem a equipes que perduram até hoje. Por exemplo, o time hoje conhecido como Philadelphia 76ers surgiu como Syracuse Nationals.

Bom, se nós formos olhar desde os primórdios, a postagem certamente ficará bem longa, pois foram muitas as mudanças ao longo de épocas onde este texugo sequer era nascido. Vamos ver a partir da época em que eu costumava assistir, lá pelos anos 90. Para sermos mais precisos, consideremos o ano de 1995, pois foi quando a NBA passou a ter dois times do Canadá, e foi mais ou menos na época em que eu deixei de acompanhar seus jogos de maneira mais ativa.

E podemos até começar com um desses times, que foi realocado. O Vancouver Grizzlies acabou fazendo uma imigração para os Estados Unidos, e virou o Memphis Grizzlies, embora não sei se tem ursos nessas bandas. Dessa forma, hoje temos apenas um time do Canadá na liga...


Uma mudança que foi nessa época, e que eu honestamente não tenho certeza se já tinha percebido, foi com o time da capital. Originalmente chamado de Washington Bullets, os donos preferiram remover essa associação violenta (pois bullet significa bala em inglês) e o transformaram no Washington Wizards. Aliás, esse foi um time que mudou muito de nome e de cidade ao longo dos anos, seu nome original na década de 60 era Chicago Packers.


Uma mudança que confesso que me surpreendeu veio na divisão do Pacífico. Um time lá dos primórdios chamado Seattle Supersonics, nascido lá pela mesma década de 60, assim ficou até o ano de 2008, quando mudou radicalmente com a sua venda. E aí ele se tornou o Oklahoma City Thunder, já que essa cidade é alvo de frequentes tempestades.


Outra equipe de longa data e que mudou de casa foi o New Jersey Nets. Foram anos de disputa com o New York Knicks, devido a certa rivalidade entre as duas cidades que são vizinhas, algo como o que temos aqui entre Rio e São Paulo. Até que em 2012 ele se mudou para a Big Apple e assumiu o nome de Brooklyn Nets. Sutil mudança, mas a ponto de deixar a cidade de New Jersey sem nenhum time.


E por fim a última e mais louca mudança que houve com times, considerando a época em que eu comecei a gostar de NBA. Algo sem dúvida bem único aconteceu com o time da simpática libélula abaixo, o Charlotte Hornets.


Esse time surgiu no final da década de 80, e durante alguns anos figurou ali na Conferência Leste, até que o dono do time começou a ser mal visto pelas pessoas da cidade, pelo que entendi por conta de um escândalo sexual. Nisso, ele tentou relocar a equipe para a cidade de Memphis, mas acabou que os Grizzlies que eu falei acima conseguiram o direito de se mudar pra lá antes. O dono disse que o time só ficaria em Charlotte se a cidade construísse um novo estádio, e ele provavelmente recebeu como resposta um dedo médio, e assim o time fez as suas trouxas e virou o New Orleans Hornets.


Por lá eles ficaram por alguns anos, e inclusive durante um curto período de tempo ele se realocou temporariamente para a cidade de Oklahoma, devido aos estragos causados pelo furacão Katrina na região de New Orleans. Passado o tumulto, eles voltaram para a sua nova cidade.

Enquanto isso a NBA decidiu abrir espaço para mais um time no campeonato, indicando a cidade de Charlotte, antiga casa dos Hornets, como local para a nova equipe. Nascia assim em 2004 o Charlotte Bobcats, que alguns anos mais tarde viria a ser comprado por ninguém menos que o lendário Michael Jordan.


Bom, aí é que então aconteceu algo bem curioso...

Sob nova direção, o New Orleans Hornets decidiu mudar a sua identidade no final ano de 2012, trocando o seu nome para algo que tinha mais a ver com a região. Aqui, cabe um breve parênteses, pois pela história da cidade um nome que certamente soaria muito bem seria algo relacionado ao ritmo de jazz... Só que esse nome já estava há anos com outro time, o Utah Jazz, que nasceu como New Orleans Jazz. Assim, alguém pesquisou a fauna local e acabaram decidindo pelo nome de New Orleans Pelicans.


Agora veja só: percebendo essa mudança, Michael Jordan propôs então para a NBA a autorização de mudar o nome do Bobcats de volta para... Charlotte Hornets.


Interessante observar que foi necessário um tipo de acordo para ver quem ficaria com as estatísticas de cada período. No final das contas, o novo Charlotte Hornets manteve não apenas o histórico desde quando surgiu como Bobcats, mas também tudo que aconteceu antes da mudança do time original para New Orleans. Por sua vez, o New Orleans Pelicans manteve todo o histórico do Hornets enquanto ele esteve na cidade de New Orleans.

Assim, no final das contas o atual Hornets teve ali um período de mais ou menos 3 anos em que esteve "suspenso", e o Pelicans foi considerado como um novo time que nasceu a partir do momento em que o Hornets original de mudou para New Orleans.


Confuso, não? Mais confuso é imaginar por que diabos eu desenterrei também o Ultimate Warrior...

Enfim... E esse é o cenário atual. O legal é que dessa forma ficou um número redondo, com 30 times ao todo, 15 em cada conferência, e em cada uma dela temos 3 divisões de 5 times cada. Espero que não mudem tudo de novo, pra não fazer zona com a cabeça dos fãs da NBA...

domingo, 6 de novembro de 2016

Comando para Matar - Parte 4

Sim, estamos de volta com esse filme antológico dos anos 80, estrelado pelo Arnold Schwarzenegger. A pancadaria continua, enquanto ele abre caminho para resgatar a sua filha. Estamos já chegando na metade do filme, estou vendo que vou bater mesmo um recorde e chegar em pelo menos seis partes ao todo. Mas esse filme bem que merece.


Não, esse não é um post sobre o jogo Contra. Apenas o coloquei para mostrar como que o clássico jogo de videogame foi sem dúvida baseado numa cópia do Matrix do Comando para Matar e do Rambo (e também copiaram o Alien, falta de originalidade da pôrra). Pena que só formos ver Schwarzenegger e Stallone juntos alguns muitos anos mais tarde, nos Mercenários, imagina como seria incrível uma produção reunindo essa turma na época?

Na última parte (que pode ser vista aqui), ele deu cabo do Sully, jogando ele do alto de um penhasco. Um final adequado para o tampinha tarado que encheu o nosso saco durante boa parte do filme. Enquanto dirige, Matrix então explica para Cindy com maiores detalhes tudo que aconteceu (algo que se ele tivesse feito antes ia facilitar muito), mostrando inclusive uma foto de Jenny em sua carteira, juntamente com um cartão fidelidade da Associação de Rifles. Cindy olha a foto, mas não comenta nada que ela parece ser filha do padeiro.


Jenny está lá com os capangas, o Hugo Chávez e o Bennett. Após um enjoado passeio de barco, eles chegam até a ilha de Lost, onde o ditador sul-americano tem uma mega mansão fortificada. Como os chefões de cartel de drogas normalmente têm. Deve ser menos chamativo do que ter um bunker subterrâneo, acho que todo mundo vai ignorar uma mansão imensa que qualquer um pode ver do alto no meio de uma ilha deserta e cheia de mato. Mas vocês sabem como são os vilões, com sua mania de grandeza...


Os dois bandidos então a levam para um dos quartos, onde vemos o péssimo gosto do Chávez para decoração, onde sequer tem uma cadeira para ela sentar. Bennett diz para ela ficar quietinha, que se ela se comportar ganharia uma tigela de Cremogema pela manhã, antes de ser degolada.


Jenny senta no canto em prantos, pois não tem coisa que ela odeie mais do que mingau de Cremogema.


De volta à terra firme, Matrix chega com Cindy no motel. Mas não pense bobagem, o nosso chapa Arnoldo não está pensando em uma parada para que sua nova amiga conheça seu frankfurter. Na verdade aquele motel era o lugar onde o agora finado Sully ia encontrar Cook, o negão que apareceu lá no início do filme matando toda aquela gente. E ainda estou pensando sobre qual era a idéia dos dois se encontrarem sozinhos em um motel...


Os dois entram no quarto, se preparando para verem cenas de revirar o estômago, considerando que Sully era um pervertido de quinta categoria. E por algum motivo, sempre achei que essa porta parecia uma caixa de fita K7, quem é desse tempo se lembra como era.


Eles começam então a brincar de Scooby-Doo e procuram por pistas que possam indicar qualquer coisa a respeito do paradeiro de Jenny. Apenas digo que vendo o tipo de criatura que era o Sully, teria sido mais higiênico se os dois tivessem colocado algumas luvas para evitar de tocar em algo indesejável. Principalmente o Arnoldo, que está ali revirando as cuecas do tarado tampinha.


Bom... graças ao princípio da conveniência de Hollywood, naquele exato momento o Cook estava chegando lá. E eu sempre achei curioso, para não dizer escroto, o fato de que ele só desliga os faróis de seu carro depois de já ter saído dele. Deve achar que é estiloso, embora não tenha ninguém ali olhando para perceber essa tosqueira.


Depois de revirar todas as roupas de Sully, eles escutam uma batida na porta. Cindy já pensa que danou-se, mas Matrix tem um plano, pedindo para que ela desarrume a cama, enquanto ele ia lá ligar o chuveiro.


E depois o malandrão do Arnoldo vai lá e quase arranca a blusa de Cindy! Puta merda, feministas devem estar agora pedindo a cabeça do Governator. Talvez ele quisesse dar uma olhada no material, mas a idéia era que ela fingisse que estava ali se divertindo com Sully, para enganar Cook. Pela cara de Cindy, parece que ela perdeu os seus peitos em algum lugar...


Cindy vai lá abrir a porta, enquanto Matrix está escondido. Cook olha com aquela cara de quem está com prisão de ventre, se perguntando que esbórnia era essa, que ele esperava ser recebido pelo Sully vestido com roupa de couro, e não uma moça com um decote imperceptível.


Cook entra ali amarradão, não quer saber de pedir licença, e chama pelo Sully, dizendo que ele não achou aquele brinquedo erótico no sex shop que ele tanto queria. Claro, é o que conseguiríamos ver se esse abajur não tivesse aparecido na frente, ou se eu tivesse sido um pouquinho mais competente pra tirar a imagem.


O Arnoldo chega ali atrás, todo maroto, e dá uma cutucada no ombro do negão...


... e depois acerta um cruzado de esquerda nas fuças do Cook, que cai longe que nem um saco de batatas.


Mais uma peleja começa, com o negão tentando trapacear e puxar seu trezoitão, mas Matrix diz que agora era hora da porradaria, e usar arma era roubar. Que ele lutasse que nem homem, pôrra! E na tentativa de desarmá-lo, acabaram estourando ali algumas garrafas de cerveja e o pote de vaselina de estimação que o Sully sempre levava em suas viagens.


Cook então diz que tudo bem, que ele vai pra porrada mesmo, que ele é um boina-verde e que vai ensinar a Matrix que deve respeitar as minorias ou ia denunciá-lo por racismo. Acrescento também que esse sujeito estava junto com o Schwarzenegger no Predador, era aquele mano com a metralhadora fodona que destruía quinze hectares de floresta naquela cena do início. E comento também que a dublagem ficou muito mais legal, com aquela voz grossa típica de negão que sempre usavam nos filmes da época; no original, o ator fala fino como o Justin Bieber depois de um exame de toque. 


Em resposta à provocação, Matrix acerta outro direto nas fuças de Cook. Nada de muito papo, o negócio era dar porrada, pouco se fudendo para que os grupos de defesa dos negros iam falar. Afinal, ele já tinha quase arrancado a cabeça do Seu Jorge lá no avião e ninguém falou nada.


Cindy está lá se escondendo, embora esse esconderijo não pareça proteger muito, qualquer erro de cálculo e ia sobrar uma porrada na cara dela. E nos damos conta como o arquiteto que fez esse quarto não se ligou muito em manter uma distância uniforme entre os pauzinhos, veja como o da esquerda tá todo deslocado pro lado, para a alegria de quem tem TOC.


A pancadaria continua... Me surpreende que mesmo depois de alguns tiros e toda essa baderna não apareceu ninguém para ver o que estava acontecendo ali. Bom, afinal de contas, é um motel... Acho que o dono está pouco se fudendo (com trocadilho, por favor) sobre o que acontece ali nos quartos, principalmente se são dois trogloditas se agarrando.


Cook está todo cheio de medo, aquele papo de boina-verde não assustou o Matrix e agora ele não passava de um mero cueca-marrom. Por sorte, ele havia caído perto de sua arma, agora ele conseguia equilibrar o embate. 


Só que Matrix sabe lutar capoeira, e acerta um chute no estilo do Blanka no meio da pança do Cook, jogando ele longe pra caramba...


... a ponto dele voar por uma daquelas portas que colocam entre os quartos, desabando no meio do apartamento do vizinho, onde uma mulher de vida fácil estava brincando de fio-terra com um loiro com cara de boçal.


Deixa eu fazer aqui uma observação. É comum muitas vezes quartos de hotel terem essa porta que fica entre dois apartamentos, algo que é tipicamente usado quando um grupo grande quer se hospedar, em geral uma família. Numa situação normal, essa porta fica fechada à chave, sendo liberada por alguém do estabelecimento. Mas, eu fico me perguntando o seguinte: estamos falando de um motel, onde se imagina que vai ter um casal que vai ficar no quarto. Pra quê então teria uma porta dessas? Em qual condição teriam pessoas que iriam querer deixar os quartos ali conectados entre si? Só se fosse um grupinho festeiro querendo fazer uma suruba.

Ainda meio trêbado com o monte de porrada que levou, Cook consegue finalmente ficar de pé, e aponta a arma para Matrix. Agora fudeu, a não ser que o Arnoldão tenha peito de aço pra refletir a bala.


Sem se preocupar com as crianças na sala, Cook profere um sonoro "vai se fuder", mas aí sua arma dá um sonoro click. Era de se imaginar, já estava sem munição... Ah, as conveniências cinematográficas!


Matrix então responde com um infantil "vai se fuder você!" e continua com a porradaria, sem dó nem piedade...


... jogando o negão em cima da mesa, tudo isso na frente do casal que foi interrompido durante o rala e rola.


Um rápido comentário sobre algo que percebi ao fazer essa sátira, e aposto que você que já viu o filme também não deve ter visto antes. Percebeu ali a câmera montada do lado da cama? Caralho, o casal tava ali gravando um pornô caseiro, pra depois colocar no Xvideos! Puta merda...

O carinha ali está todo horrorizado com a violência desenfreada, ou pode ser a ardência causada pelo objeto roliço em sua porta dos fundos. A moça, ostentando um par de bazingas naturalmente siliconadas, parece estar é com tesão do musculoso com sotaque engraçado, muito mais másculo que aquele paspalho magricela chorão.


Matrix parte então para a grosseria nível 10, acertando um soco tão forte no saco do Cook, a ponto que suas bolas fossem parar no esôfago, fazendo com que ele falasse fino por uma semana. Lembrando que no original esse negão já tinha voz fina, daria pra trabalhar de soprano numa ópera. Essa é aquela cena que até quem tá assistindo sente dor.


E aí então, é a hora do fechamento: SHORYUKEN!!!


Cook então voa que nem um saco de lixo... Isso é karma, meu amigo. O cara lá no início matou um monte de gente, estava tendo agora o que merecia. Sorte que o chão é de carpete, e assim ele não vai se machucar muito na aterrissagem.


Mas, o que houve, Cindy? Por que essa cara de que está segurando o vômito? 


Ah, tá... Tá certo. Me esqueci de que o Cook teve a infelicidade de cair em cima de um pé de mesa que tinha ali no chão, sendo assim empalado que nem uma alcatra no espeto.


Matrix chega lá pra tentar saber algo sobre a localização de sua filha, mas dando um puxão na gravata de Cook não ajuda muito, que só responde "graaarrrbbbhhh..." e depois apaga.


Kill Count do Arnoldo = 4

Mais um que bateu as botas... Sem a menor cerimônia, o nosso camarada Arnoldo vai lá fuçar os bolsos do moribundo, pra ver se acha uma bala Juquinha. Pois, sempre depois de matar um boina-verde, ele gosta de mascar uma bala Juquinha.


Volta então a busca por pistas, para ver se tem algo que ajude a localizar Jenny. Que azar, Cook teoricamente sabia onde ela estava, mas Matrix havia matado ele sem querer querendo... Só faltava ele ter a sorte da menina estar escondida no porta-malas esse tempo todo.


Cindy então acha um recibo no porta-luvas de combustível para aeronaves, que ela reconhece pois está tirando brevê de piloto. Mais uma das coincidências cinematográficas, só mesmo num filme para que a aeromoça em quem o panariço do Sully se engraçou ter conhecimento dessas coisas. Vendo o endereço, Matrix imagina que o Chávez deve ter um avião escondido em um armazém por ali perto.


Com um plano em mente, Matrix sugere que eles levem o carro do Cook, pois ele não vai precisar mais. Mais uma frase de efeito do filme. E, fico imaginando como deve estar o casal lá do quarto vizinho, se aquela porradaria toda esfriou o "romance" ou se eles já retornaram para os trabalhos.


Em cinco segundos, eles chegam então no tal armazém, e Matrix parece reconhecer que era o lugar onde ele estava mais cedo, quando acordou do tranquilizante. Interessante como o Arnoldo consegue perceber a fachada de um lugar que ele só viu por dentro, mas vamos deixar isso de lado. Ele deve ter a visão além do alcance que nem o Lion dos Thundercats.


Com a facilidade de quem abre uma porta de geladeira, Matrix arrebenta o cadeado do portão. Mais interessante é como não tem sequer um vigia num lugar desses, permitindo assim que os dois entrem numa boa.


Matrix manda que Cindy se esconda ali num canto, enquanto ele vai tentar subir um pouco na vida, escalando o cano para invadir sorrateiramente o armazém.


Nada melhor para isso do que arrancar fora uma folha metálica da parede e jogá-la lá embaixo, para fazer ainda mais barulho. O Arnoldo tá brincando com o perigo, ou já tem idéia de que os bandidos ali devem ser uns bostas. Ou talvez eles só entendam barulhos em espanhol, sei lá.


Olhando ali dentro, ele então vê que acertou em cheio, pois o armazém está repleto de latinos e armamentos ultrapassados da guerra do Vietnã, dando a entender que eram mesmo os soldadinhos do Chávez. Quem sabe ele não estava por ali também?


Mas depois de olhar por todos os lados, nem sinal de Chávez, Bennett ou mesmo de Jenny. Faltava só dar uma olhada num escritório ali num canto, talvez eles estivessem lá.


Só que não, só tinha ali um chicano genérico brincando de mapa. Chamarei ele de Valdéz, outro nome típico de personagem hispânico nos filmes dessa época.


Antes mesmo de que possa dizer um "ay caramba", Matrix acerta um soco na cara, um cruzado na barriga e uma joelhada no nariz do Valdéz. Mas, honestamente, nada a ponto de matar o coitado, que vai só acordar no dia seguinte com uma mega enxaqueca. Assim, não vamos atualizar a contagem de mortes do Arnoldo por enquanto.


Isso pode ser comprovado pelo fato dele ter escondido o cara num armário. Se ele estivesse morto, certamente Matrix o deixaria ali mesmo. Pois ele não gosta de esconder defunto, era como um cartão de visita escrito "Matrix esteve aqui".


Depois de garantir que a costa tá livre, ele vai lá chamar a Cindy pela janela, ajudando-a a entrar. E com isso, aproveitando pra dar uma pegada nas coxas dela.


Matrix então diz que não tem nenhum personagem principal do elenco naquele armazém, só um monte de figurantes de origem latina que não valiam o esforço. Nem mesmo tinha ali o tal avião que era citado no recibo. Ou seja, bem provável que estavam ali perdendo o seu tempo num armazém de merda.


Novamente em modo de busca por pistas, o grandalhão percebe então o mapa e vê algumas coordenadas, que indicavam para uma ilha no meio do nada, Tava na pinta que ali era o lugar onde Jenny estava... Tá, nada dizia isso, mas parece que o Arnoldo já tinha olhado no script.



Cindy encontra também a foto de um hidro-avião, embora ela chama de "avião anfíbio". Até onde eu sei, anfíbio é o termo que a gente usa para um veículo que se locomove na terra e na água, o que não se aplica nesse caso na minha humilde opinião. Mas, como é ela quem está tirando brevê de piloto... Da mesma forma inexplicável, Matrix também deduz que esse avião era o que Chávez usaria para chegar na ilha. Claro que isso tá mais pra foto genérica de um avião qualquer que você encontra num livro, mas tudo bem.


Sabemos que na prática o vilão foi pra lá de barco... De alguma forma, Cindy olha o recibo e pelo tipo de combustível descobre que sim, era combustível de avião anfíbio, como se fosse fazer alguma diferença o tipo de combustível para um avião anfíbio ou avião aéreo. E descobre também onde o avião está, nas docas perto dali.


Dessa forma extremamente conveniente, em dez minutos Matrix já sabia agora onde estava sua filha. Mas, antes de ir buscá-la, era hora de fazer compras.


Sim, parece uma idéia estúpida, ainda mais vinda de um marmanjo como o Arnold Schwarzenegger. Mas, você verá na próxima postagem o tipo de comprinhas que ele estava querendo fazer, antes de ir lá na ilha chutar a bunda de uns terroristas.