segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Dia das Bruxas

Hoje celebramos aquela data bem curiosa... Sim, estamos falando do Dia das Bruxas. É aquele dia geralmente celebrado nos Estados Unidos e outras nações fora pelo mundo, com as crianças se vestindo de fantasmas, bruxas, vampiros, super-heróis e outros personagens famosos, para bater nas portas da vizinhança pedindo doces. Aqui, geralmente é uma brincadeira só lembrada nos cursos de inglês, festinhas de adolescentes temáticas e pela programação dos canais de televisão, trazendo sempre filmes de terror ou os desenhos clássicos que celebram o Halloween, como os episódios especiais dos Simpsons ou aquele clássico do Snoopy com a Grande Abóbora.


Até hoje eu me mijo de rir ao ver o Charlie Brown, debaixo de seu lençol todo furado comentar "e eu... uma pedra."

Fico pensando por que tal celebração não é tão difundida por aqui... Sinceramente, temos tantos feriados e celebrações estúpidas ao longo do ano que não fazem sentido. Por exemplo, recentemente tivemos o dia do funcionário público... Na boa, sei que devem haver as exceções... Mas diria que 9 entre 10 funcionários públicos trabalham bem menos do que deveriam, e eles ainda merecem um feriado para ficar em casa sem fazer nada? 

Por que não permitir aqui no Brasil algo como o Dia das Bruxas? Por que não deixar a criançada brincar com isso? Por que não permitir que a garotada se fantasie para uma festividade que, ao meu ver, é inocente e divertida, fora logicamente o risco de que as crianças mais exageradas podem acabar tendo uma overdose de açúcar...


Bom, eu honestamente penso que existem dois principais fatores que fazem que tal celebração seja bem restrita e mesmo criticada aqui no Brasil. Curiosamente, cada uma desses duas questões são de certa forma associadas ao perfil dos dois candidatos que tivemos para a eleição de prefeito aqui no Rio, a qual felizmente não foi vencida pelo Freixo. Não que eu ache o Crivella grande coisa, e ele certamente tem os seus problemas, mas a última coisa que eu ia querer aqui era um defensor de bandido.

Bom, deixando de lado a política, uma das razões que penso que faz que o Dia das Bruxas seja desprezado aqui é pelo fato de que boa parte da população é extremamente religiosa. Independente da religião, seja cristão, evangélico, espírita ou seguidor de umbanda e similares. A maioria dos brasileiros segue algum tipo de religião, alguns de maneira bem ferrenha e dedicada, daqueles que dizem que tudo que acontece é vontade de Deus ou que sempre estão dizendo algo associado à religião.


E esse tipo de pessoa acaba vendo no Dia das Bruxas algo profano. Acham que é coisa do demônio, pois as crianças ficam se vestindo de monstros, sendo influenciadas por más influências...

Fala sério! A criançada está só se divertindo, não tem nenhum tipo de influência ruim nesse tipo de brincadeira. Pra começar, dizem isso como se as crianças apenas se fantasiassem de diabo, por exemplo. Mas esses são poucos, diria que hoje em dia a maioria acaba preferindo colocar uma fantasia de super-herói, como do Homem-Aranha, do Batman ou do Wolverine, o que tem demais nisso?


Só tem que ficar de olho se o pimpolho decide se fantasiar de Deadpool. Por mais que possa ser hilário, certamente não vai ser muito legal se ele começar a reproduzir as loucuras do merch with a mouth com seus amiguinhos e amiguinhas...

O mais hipócrita é ver como essas pessoas são tão religiosas a ponto de condenar o Dia das Bruxas, mas não falam nada diante de tantas outras coisas que existem por aí, essas sim que são ruins. Não falam nada do carnaval e sua putaria desenfreada, não criticam programas da Globo como Big Brother e as novelas com seus valores deturpados, além de ser muito comum observar como essas mesmas pessoas tão religiosas assim não parecem seguir os ensinamentos que escutam da religião que seguem. Cansei de ver adolescentes que se dizem puros mas que zoam seus amigos por serem diferentes, beatas de igreja que furam fila e desrespeitam as pessoas, sujeitos fiéis à religião mas que traem suas esposas e namoradas... Hipocrisia ao extremo...

Bom... Esse é um dos pontos, uma das questões que vejo que joga contra essa festividade que, repito, na minha opinião é inofensiva.

O outro ponto, o bom entendedor já deve imaginar. E é o que mais critico, o que mais considero como hipócrita e sem noção. Os religiosos, vai lá... Às vezes vejo que certas pessoas ficam cegadas pela religião. Mas nada pior do que essa turminha, que até algum tempo atrás tinha o costume de espalhar esses cartazes abaixo...


Sim, outros que abafam o Dia das Bruxas aqui são esses alucinados pseudo-nacionalistas de esquerda.

Eu pensei que em alguma oportunidade eu já havia feito um post sobre o MV-Brasil, aquele movimento ultra-nacionalista que defendia o repúdio a tudo vindo dos Estados Unidos e aplaudia cegamente qualquer coisa brasileira, que proferia pérolas como esse cartaz acima. Mas não, nunca cheguei a escrever, e agora infelizmente não tem mais graça pois o MV-Brasil desapareceu, de forma tão silenciosa e despercebida como merecia. Ia ser legal debater com alguns deles, discutir por exemplo sobre sua doentia necessidade de abolir termos em inglês no linguajar das pessoas, segundo esses "entendidos" se eu sou brasileiro devo dizer correio eletrônico em vez de e-mail e portal em vez de site...


Enfim, chega de dar moral pra defunto. De qualquer forma, ideais como o do cartaz acima continuam vivos hoje em dia, nas cabeças inchadas de fãs do PT, PSOL e similares. Pessoas que pregam um desprezo pelos Estados Unidos e pelo capitalismo que é sempre associado a eles (embora seja praticado em 99,99% do mundo, incluindo na Venezuela, Cuba e etc), e assim enxergam o Halloween como uma representação da submissão cultural aos norte-americanos, como tantas outras coisas que eles criticam.

Exemplo desse tipo de pensamento é que motivou inventarem o dia do Saci, justamente no dia 31 de outubro, supostamente com o objetivo de valorizar o folclore nacional (que já tem a sua data comemorativa, diga-se de passagem) mas que na verdade busca disputar espaço com o Dia das Bruxas. Idéia daquele amiguinho do Freixo, o Chico Alencar, aquele boçal risonho que mais parece um cabeça de cotonete.


Na boa... Não tem nada demais em se divertir no Halloween, isso não indica nenhum tipo de submissão aos Estados Unidos. Não vejo nada demais, não enxergo em uma criança fantasiada de mostro ou herói da Marvel nenhum tipo de desprezo pelo folclore nacional, até porque já vi em algumas oportunidades crianças se vestindo como Santos Dumont ou Ayrton Senna. Repito, pra mim não passa de uma diversão inocente pra criançada fantasiar e ganhar doces, não é nenhum tipo de seita fundamentalista que subjuga a molecada ao "império do mal" que é os Estados Unidos para essa gente da esquerda.

Digo também que em nenhum momento eu estou dizendo que devemos deixar de lado a cultura nacional. Pois é uma das primeiras coisas que os pseudo-patriotas gostam de dizer quando alguém os contraria, dizendo que são paga-pau de americano e que desprezam o que é nacional. Não é assim, não estou pregando nada contra a cultura brasileira. Claro que quando digo cultura, eu estou dizendo cultura de verdade, certo? Não venham aqui bostejar sobre cultura nacional quando temos museus caindo as pedaços, orquestras sem receber, bibliotecas entregues às baratas, enquanto defendem "cultura" na voz de Caetano Veloso, nas cenas de Aquarius ou em publicações como Carta Capital.

Até porque devemos combinar que o Brasil, assim como os Estados Unidos, são nações que herdaram muitas tradições e costumes vindos dos povos colonizadores. O próprio Dia das Bruxas é de origem celta, e não norte-americana. Influência religiosa então, temos várias: o carnaval, tido por alguns "intelectuais" de esquerda como uma celebração genuinamente brasileira, na prática tem um dedo católico por mais incrível que possa parecer, indicando uma festança onde todo mundo comia para caralho antes de ficar os quarenta dias da Quaresma em jejum. Hoje, a única coisa que se manteve é que se come para caralho, mas não exatamente comida... Assim, falar de "cultura nacional" é um pouco complicado, pois a grande maioria das celebrações aqui, nacionais e regionais, têm influência dos povos que aqui se estabeleceram.

Aí sabe o que os esquerdistas "defensores da pátria" costuma dizer? Dizem algo como "ah, mas se você não tem descendência norte-americana não tem por que celebrar o Halloween!".


Tá certo amiguinho... Então quero ver deixar que a Oktoberfest seja celebrada apenas por quem tem descendência alemã, seu patife!

Essa eu disse para um ex-colega de trabalho, vermelho até a alma, que quando chegava outubro vivia enaltecendo os dizeres do MV-Brasil lá em cima, mas que sempre ia tomar cerveja nessas festinhas de Oktoberfest todos os anos.

É por isso que os chamo de pseudo-patriotas. Pois essa turminha, indo desde aquela meia dúzia de integrantes do MV-Brasil que agora devem estar debaixo de um pedregulho até esses petistas, psolistas, comunistas e afins, não passa de um bando de hipócritas. Criticam tanto o Halloween, dizem ser algo que exemplifica a submissão aos Estados Unidos... Mas é engraçado ver como esses esquerdistas defensores da pátria dizem isso em suas páginas do Facebook, escrevendo da tela de seus iPhones que compraram na viagem para Miami, enquanto tomam um latte no Starbucks ou comem um Big Mac no McDonald's, enquanto fazem hora no shopping antes de assistir um filme de Hollywood...

Realmente, um bando de tolos... Principalmente pelo fato de que esses hipócritas dizem tudo isso acreditando no discurso de certos políticos que conseguem ser ainda mais hipócritas. Como diz essa imagem abaixo, que não precisa saber espanhol para entender...


Faltou só a Dilma nessa figura...

Enfim, tentei não deixar o cunho político invadir a postagem, mas fica difícil, ao ver que o Dia das Bruxas é tão hostilizado por esses esquerdalóides sob o pretexto de estarem defendendo da cultura nacional, quando não passa de mais um discurso de ódio hipócrita a tudo que vem dos Estados Unidos. Tanta coisa mais importante para fazer, e essa gente fica aí implicando com algo que não é nada demais...

Vou ficando por aqui, tá na hora de acabar com esse post antes que entremos em novembro e o Dia das Bruxas passe, fazendo com que esse post perca todo o sentido.


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Injustiça no futebol

Eu sei que venho um pouco atrasado, mas o importante é não deixar o assunto passar em branco. E venho para comentar um pouco sobre a polêmica do Fla-Flu da última semana, onde tivemos uma situação bem inusitada. Os mulambos ganhavam por 2 a 1, quando em uma bola alçada na área o tricolor fez um gol. Imediatamente, o auxiliar levantou a bandeira, alegando impedimento que anularia o empate, mas o árbitro Sandro Meira Ricci assumiu a responsabilidade e validou o gol. Começou então o fuzuê, jogadores discutindo dos dois lados, começou a entrar comissão técnica, polícia, autoridades da partida e o caralho a quatro. Até que o juiz voltou atrás e anulou de vez o gol. Ficou assim o placar, com os mulambentos fedidos ganhando a partida e continuando na caça pelo líder Palmeiras.


Seria apenas mais uma polêmica em partidas importantes, que quase sempre envolvem favorecimento ao Flamerda. Falando francamente, já perdi a conta de quantas vezes os urubus se beneficiaram do "apito amigo", que diversas vezes os ajudou a vencer partidas e ganhar títulos. Acontece que o grande motivo da polêmica não é exatamente associado à validade do lance: até porque tudo indica que sim, havia impedimento e o gol foi ilegal. Mas sim sobre como a decisão do juiz foi certamente influenciada por agentes externos...

Deu inclusive no Esporte Espetacular, como pode ser visto aqui, onde na reportagem chamaram um cara que faz leitura labial. Fica bem visível que em um determinado momento aparece um sujeito engravatado, que era o inspetor de arbitragem da partida, que comenta com o juiz que as câmeras haviam mostrado o impedimento. Eu mesmo sem ser um expert em leitura labial consegui perceber de primera o carinha dizendo "A TV sabe. A TV sabe que não foi gol.", pouco antes do árbitro dar pra trás e anular o lance.


Bom... Sem dúvida é uma discussão que dá pano pra manga. Há muito se fala a respeito do uso da tecnologia para auxiliar a tomada de decisões em uma partida de futebol, como já ocorre em vários outros esportes. Veja no futebol americano por exemplo, onde existe uma equipe de arbitragem e as câmeras são usadas em lances mais polêmicos. Partidas de tênis, sempre o recurso visual é usado para mostrar se a bola foi boa ou não. Não precisa ir nem muito longe, é só ver como foi nas Olimpíadas, onde havia até a questão do "desafio", onde a equipe que se sentia prejudicada podia pedir a revisão do lance. Dessa forma, garantindo a justiça desportiva, pois mesmo os melhores juízes e auxiliares podem errar, e não há nada mais injusto do que uma equipe ou atleta ser prejudicado, perder uma partida ou campeonato por conta de uma injustiça.

Só no futebol que isso não acontece. Aparecem sempre aqueles babacas que falam que o uso da tecnologia ia tirar a graça do esporte, que o charme do futebol é justamente quando ocorrem essas polêmicas... Uma postura muito defendida por muitos flamenguistas, que chegaram a proferir pérolas como "roubado é mais gostoso"...


Engraçado que esses mesmos imbecis certamente aplaudiram o uso da tecnologia para garantir a vitória no Fla-Flu...

O grande problema é que oficialmente o uso de apoio de tecnologia não é regulamentado no futebol brasileiro. Não importa os tira-teimas que a Globo coloca para mostrar a validade ou não dos lances (que de forma muito suspeita são repetidos incansavelmente quando favoráveis a certos times como Flamengo ou Corinthians), no final do dia o que vale é a decisão do árbitro, que dá a palavra final. E, além disso, destacando que ele só pode ter ajuda dos auxiliares que ficam no campo, como os bandeirinhas ou o quatro árbitro. Aquele inspetor ali não tem nada que comentar com o juiz sobre lances da partida, ele está lá apenas para acompanhar o trabalho da arbitragem. Mais uma vez, é assim que as regras dizem, se todas as decisões devem ser tomadas dentro das quatro linhas, a opinião do inspetor de arbitragem ou de câmeras não deve influenciar em nada na decisão.

Mas não foi isso que vimos nesse jogo.

Podem falar o que for. Mas é no mínimo muito suspeito considerando a forma como as coisas ocorreram. O juiz marcou o gol, e depois deu uma parada por dúvida ao consultar o bandeirinha, e após avaliar com ele confirmou a marcação. Aí, quase quinze minutos depois, com os jogadores do menguinho buzinando no seu ouvido e após ter conversado com o inspetor de arbitragem, o qual percebemos claramente ter citado de que pela televisão o gol era inválido, o árbitro voltou atrás. Cabe destacar que ele é juiz FIFA, se não em engano foi até escalado para a última Copa, mostrando que amador ele não deve ser, e que deve conhecer muito bem as regras para entender que ninguém fora do gramado pode pitar na partida.

Claro que nessa hora os mulambos vão dizer que não se pode reclamar, pois o tricolor estava em posição ilegal, e assim a anulação do gol foi a decisão acertada. Mas, vamos só recapitular um pouco outras situações que envolve o Mais Odiado do Brasil...

Decisão do estadual de 2014 entre Vasco e Flamengo. Em um lance do cruz-maltino, a bola caiu indiscutivelmente dentro do gol, como você pode ver na foto abaixo. Mas, o juiz disse que a bola não entrou. Com detalhe para o auxiliar lá, a um metro da bola, que convenientemente não percebeu que a bola entrou...


O que os mulambos dizem a respeito disso? Gol legal, e que nem precisava do apoio externo pra ser validado, mas que se tivesse acontecido algo como nesse Fla-Flu, o resultado seria diferente...

Voltamos mais um pouco para 2007, onde a final do estadual foi contra o meu Botafogo. Se me lembro bem, o jogo estava empatado, e em um lance rápido no final da partida o atacante Dodô recebeu a bola em claríssima posição legal e chutou no gol. Seria o gol do título, mas anularam o gol e ainda o expulsaram da decisão de pênaltis.


E aí, o que os flamerdalhos dizem disso? Outro gol legal, que também poderia ser percebido em campo, e que se a ajuda externa acontecesse como nesse Fla-Flu, meu Fogão teria faturado mais um campeonato...

Isso só para citar alguns dos casos onde tivemos lances polêmicos, favoráveis ao Framengo, que tinham até plenas condições de serem percebidos em campo, muito mais que o lance do Fluminense nesse jogo mais recente. Nessas ocasiões, nunca se pensou em usar o recurso da televisão para avaliar o lance, foi seguida a regra, e mesmo que se olhassem o VT provavelmente os juízes dessas partidas não mudariam a sua decisão. Mas, agora quando temos um lance duvidoso que é favorável ao adversário dos mulambos, aí parece que a arbitragem tenta ser mais flexível e dá uma dobradinha no regulamento pra garantir a vitória dos urubus...

Já disse isso e repito. Eu não acredito que os juízes sejam comprados pelo Flamerda, ou pelo menos a maioria. Embora tenha a certeza de que alguns deles provavelmente devem usar uma camisa rubro-negra por baixo do uniforme de árbitro ou mesmo nutrem simpatia descarada pelo menguinho...


Mas penso que muitos dos juízes acabam sendo influenciados pela pressão da mídia e da própria força política do Flamerdaço. Afinal de contas, sabemos bem que existe uma estrutura forte por trás de times populares, liderada pela Globo que sempre gosta de enaltecer os mulambos, pois sabe que tem muita gente no povão que torce pro time da Gávea. Até me surpreende ver como que nesse Fla-Flu as equipes esportivas da rede do plim-plim até que falaram muito sobre a influência externa, como eu disse rolou até matéria no Esporte Espetacular com leitura labial para provar a irregularidade extra-campo. Mas, apesar desse raro momento de imparcialidade da emissora, sabemos bem como a Globo sempre dá um destaque a times como o Flamerda. Assim como a CBF e outros órgãos do meio do futebol, que nunca foram contrários aos urubus em questões polêmicas como comentei acima.

Reforço que eu não estou defendendo o Fluminense apenas pelo fato de ser um lance ontra o Flabosta. Tampouco vou ser hipócrita, como os mulambos costumam ser quando a arbitragem os favorecem, e chegar ao ponto de dizer que não houve impedimento. Houve sim, o lance foi ilegal. Por mais que eu me divirta com os mulambentos perdendo, eu sou justo na minha avaliação.

Mas, também foi ilegal a influência externa, foi incorreto o juiz voltar atrás de sua decisão graças à avaliação e percepção de terceiros, fora das quatro linhas do campo. O que indiscutivelmente ocorreu.

Eu quero ver se em situações futuras, quando o lance ilegal for do Flamerdinha... Se vão deixar os jogadores do time adversário pressionarem da mesma forma, se vai aparecer inspetor de arbitragem dizendo "a TV sabe", e se o juiz vai voltar atrás em sua decisão...

Em tempo: depois de muita pressão do Fluminense, a CBF e o STJD acataram o pedido e o resultado do jogo foi temporariamente suspenso até que uma decisão seja tomada, o que pode resultar na anulação da partida, exigindo um novo Fla-Flu. Embora eu tenha as minhas dúvidas se tais autoridades vão tomar uma decisão que venha a prejudicar o tão querido flamerdinha, fica a torcida de que a justiça prevaleça e esse resultado vergonhoso seja anulado. E com a torcida de que, havendo uma nova partida, os mulambos sejam agraciados com um resultado mais desagradável...


quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Quem é o Robson?!

Se você mora no Rio (pois não sei se isso está acontecendo em outras cidades também), você certamente já deve ter percebido em diversos cantos da cidade, como nas propagandas em pontos de ônibus e do metrô, cartazes verdes com algumas frases meio assim soltas, a respeito de um tal de Robson, falando da vida dele...


Coisas bem sem noção, como "Robson adora sanduíche de ovo frito com gema mole", "Robson esqueceu de carregar o bilhete único", "Robson já comeu 5 pacotes de biscoito Globo sem beber nada", "Robson paga a academia, mas nunca vai", "Robson não passou no psicotécnico", "Robson é amigo do motorista", entre outras coisas. 

Mas, afinal de contas... Quem diabos é esse Robson, cacete? 


Sem dúvida é mais alguma jogada de marketing, sem dúvida muito bem bolada. Pois, muitas pessoas estão intrigadas com essas frases que surgem do nada, sobre assuntos do cotidiano. Comento com meus amigos, ninguém sabe explicar o que é isso...

Eu até tive a curiosidade de ir na página do Facebook que indicam nas propagandas, mas mesmo assim não deu pra descobrir nada. Só aparecem lá fotos aleatórias, tipo de um copo de cerveja ou de um bolo, com frases tão soltas como dos outdoors. 


Confesso que estou ficando encucado. Todo dia cruzo com um cartaz desses e fico me perguntando quem diabos é Robson? Puta merda! Alguém sabe? Quanto tempo vou ter que ficar matutando quem é esse sujeito, e por que sua cara está espalhada por toda a cidade?

Só te digo uma coisa: esse propaganda bem simplória aparentemente conseguiu atrair aqui mais um trouxa... Vamos ver quando vamos descobrir quem é Robson...

***** UPDATE - 18/10/2016 *****

Bom, finalmente veio à tona a explicação. Tratava-se de uma jogada de marketing da ABOOH, a Associação Brasileira de Out Of Home, que eu e certamente 99,9% dos brasileiros não faziam idéia de que existia. Out of Home é o termo que aparentemente está relacionado à mídia e propaganda fora de casa (como o nome sugere), fazendo uso de painéis de pontos de ônibus, totems espalhados pelas calçadas e aquelas televisões que vemos nos ônibus e elevadores. Ou seja, uma propaganda sobre fazer propaganda, mostrando a idéia de que dessa forma mesmo um qualquer um como o Robson podia fazer propaganda.


Tanto que em um dos outdoors que apareceu hoje, tem até a frase acima, onde ele agradece a exposição.

Realmente, precisamos tirar o chapéu para quem bolou essa idéia. O tal do Robson deixou muita gente encucada, imaginando sobre o que poderia ser essa propaganda, chamando a atenção de muita gente. Tudo bem que fica até um certo sentimento de "pôxa, era só isso?", mas sem dúvida as frases sem noção sobre a vida do Robson ainda vão ficar na lembrança de cariocas e paulistas, onde essa jogada de marketing foi realizada...

terça-feira, 11 de outubro de 2016

As Gatas do Need For Speed


Sou um texugo que curte jogos de videogame, mas mesmo assim faz tempo que não faço postagens sobre o assunto. O curioso é que esse texto em particular estava aqui já faz um bom tempo, faltava praticamente só as fotos, e decidi resgatá-lo para trazer o assunto de jogos da forma mais marcante possível.

Entre os estilos que mais gosto estão os jogos de corrida, e dos jogos dessa categoria uma série que sempre gostei foram os jogos do Need for Speed. Sempre curti muito esses jogos, desde o primeiro deles, ainda com seus gráficos pixelados, um dos poucos onde se podia correr com uma Ferrari. Sempre foram jogos muito legais, apesar de seguir uma premissa que já era bem manjada: colocar carros esportivos correndo em um circuito ou numa pista de início e fim, colocando em algumas oportunidades a polícia na perseguição, como já fazia o mega clássico Road Rash. Ou seja, nada de muito especial...

Mas a série viria a dar um novo gás indo no embalo do Velozes e Furiosos, começando com o Need for Speed Underground. Apesar de manter boa parte do jogo convencional, com os circuitos e sprints, viria a trazer novos elementos sensacionais, como as corridas de racha, as competições de drift, e principalmente a grande novidade de permitir a customização do carro. Para quem estava acostumado a só poder trocar a cor do veículo, ter a capacidade de escolher pára-choques, aerofólios, rodas, neons e vinis foi gratificante... Uma possibilidade de deixar o carro do jeito que você queria.


Acontece que, quem já viu os filmes de Velozes e Furiosos sabe muito bem que outra coisa obrigatoriamente faz parte desse universo de corridas ilegais pelas ruas: mulheres! Sim, unindo duas coisas que os garotos gostam, carros e mulheres, não haveria dúvida que os jogos do Need for Speed iriam a agradar muito aos jogadores. E até que diria que os produtores do jogo não foram tão apelativos, como poderia se esperar. Quero dizer, nada de trajes sumários e exagerados, algo relativamente razoável. Até em alguns jogos da série, as mulheres viriam a ter uma participação importante na história, e não apenas como um bando de peitudas pulando na linha de chegada.

E o mais interessante é que nos jogos se optou por usar atrizes e modelos reais como base para as personagens. Por exemplo, a partir do Most Wanted já passavam a haver vídeos, logo havia sim uma atriz ali atuando no papel. O suficiente para deixar a marmanjada babando ainda mais. E como era época do avanço da internet, permitia até mesmo aos interessados uma "pesquisa bibliográfica" mais aprofundada a respeito das beldades.

Com isso, decidi fazer aqui mais um daqueles posts de listas, agora sobre as garotas que dividem a atenção com os carros tunados nos jogos da série Need for Speed. Vamos de ordem cronológica, para facilitar a minha vida.


Samantha (Cindy Johnson) e Melissa (Amy Walz)
NFS Underground

Eram as duas personagens femininas do primeiro jogo que incorporou as corridas ilegais, sendo Samantha a de cabelos escuros curtos, amiga do jogador, e a loira Melissa a namorada do rival do jogador.


Confesso que só as coloquei mais para "compor a lista", pois em termos de beleza e participação do jogo elas são bem discretas. Eram tempos onde o jogo ainda não tinha histórias muito rebuscadas, e assim elas não tinham apareciam tanto. Além disso, elas eram representadas por modelos virtuais, criadas à sua semelhança, lógico, mas ainda parecendo um tanto artificiais...



Rachel Teller (Brooke Burke)
NFS Underground 2

Bom, agora estamos falando... Rachel era a amiga de Samantha do jogo anterior, vive na cidade (fictícia, como em praticamente todos jogos da série) de Bayview, sendo responsável por agenciar uma série de corridas para o jogador, além de dar uma série de dicas a respeito das corridas. Já traz assim uma participação mais colaborativa, embora ainda apenas em imagens paradas e retocadas como se fosse um desenho.


Em termos de visual, podemos dizer que os criadores do jogo acertaram... Brooke Burke é muito gata, uma modelo de tirar o fôlego!



Nikki Morris (Kelly Brook)
NFS Underground 2

Essa aparece bem pouco, faz parte da gangue do bandidão Caleb, o careca tatuado que é o rival do jogador. Como fica meio aparente de que a Rachel acima não vai se render aos encantos do jogador (principalmente se no início você pegou o carro dela para dar uma volta), tiveram que criar uma garota pegável... Nikki acaba disputando uma corrida, mas depois que ela perde, acaba se juntando ao seu time.

Mostra como as mulheres vão atrás de poder... Parece que ela estava vendo que Caleb logo iria se tornar o merda, e ela decide ficar com o corredor que está bombando.


Quem personifica a personagem é Kelly Brook, uma modelo de biquini fantástica, e que inclusive já passou até pelas páginas da Playboy.



Mia Townsend (Josie Maran)
NFS Most Wanted

Como podemos ver, a cada jogo da série as personagens femininas mais participação na trama do jogo, e com Mia não foi diferente. Ela flerta com o jogador logo no início, mostrando que quando você tem um carrão a mulherada não resiste, e logo começa a ajudá-lo a enfrentar e vencer o putinho do Razor, que roubou o seu carro.

Ela ajuda o jogador em diversas ocasiões, até quando no final ela se revela como sendo uma policial infiltrada na gangue, com a intenção de prender todos os corredores. Mas, em um último gesto de boa vontade, ela acaba liberando o jogador, só para ser perseguido pelo negão policial.


Josie Maran, a atriz que personifica Mia, viria a ser uma das primeiras atrizes de fato, embora sua contribuição cinematográfica seja tão modesta como a importância das Guianas e do Suriname para a economia da América do Sul. Seu papel mais conhecido foi de uma das vampiras macabras no filme Van Helsing.


Eu disse, contribuição cinematográfica modesta... Mas que ela é uma das mais gatas da série, não resta dúvidas. Vale até uma segunda foto mais interessante...



Policial (Simone Bailly)
NFS Most Wanted

Só a citei por ser bem bonita e atraente, a policial que acompanha o negão Cross nas perseguições. Mas sua participação é insignificante, não fazendo nada de útil, a não ser algemar o jogador no início do jogo.


Curioso ver como a atriz Simone Bailly tem muito mais experiência em séries (é só ver no IMDb) mas mesmo assim ficou relegada a um papel sub-coadjuvante...



Nikki (Emmanuelle Vaugier)
NFS Carbon

Esse foi na minha opinião um dos melhores jogos da série, por trazer uma série de aspectos mais legais, incluindo a possibilidade de aliados durante as corridas. Nikki é a namorada de Darius, o maior corredor da cidade, mas que era amiga do jogador, apesar de depois de toda uma trama de mal-entendidos ela ficava meio puta com ele. Mas logo ela acaba descobrindo o quanto Darius é podre, largando o cara de mão e se juntando ao jogador. Como se na vida real fosse tão fácil o bad-boy se dar mal...


Claro, outra razão que torna esse jogo um dos meus favoritos é o fato de Emmanulle Vaugier ser na minha opinião a mais gata que já passou por todos os jogos da série! Pode ser mais discreta que muitas heroínas dos jogos, mas tem uma classe de tirar o fôlego.


A bela canadense também tem uma certa fama, já tendo aparecido em séries como CSI NY e Two and a Half Men, onde fazia uma mulher que quase se casava com o Charlie.



Yumi (Melody Miyuki Ishikawa)
NFS Carbon

Parece que o Need for Speed Carbon foi mesmo o jogo com a maior concentração de beldades. Yumi fazia parte da gangue de corredores de carros tunados, mas que decide se juntar ao jogador, ajudando nas corridas indicando atalhos. Toda cuti-cuti, com o seu cabelo rosa e jeitinho meigo de garota colegial japonesa.


Claro, a atriz não tem cabelo rosa, e trata-se de mais uma das típicas filhas de imigrantes japoneses nascida no Havaí. Melody Miyuki é uma cantora na terra do sol nascente, muito bonitinha como é costume ver nas paradas musicais japonesas.



Flag Girl (Krystal Forscutt)
NFS ProStreet

Esse foi um jogo da série que honestamente me decepcionou. Tudo bem que ele trouxe mais realismo para as pistas, mas ao levar os carros para competições legalizadas e aumentando ridiculamente a complexidade da simulação, ProStreet perdeu muito da graça em relação aos demais jogos.


Mas não podemos deixar de citar uma das beldades do jogo, a gatíssima Krystal Forscutt, que emprestou as suas curvas para representar uma das garotas que dá a bandeirada de largada. Pelo que sei, ela não fez nada de extraordinário, a não ser ter participado do Big Brother australiano, onde constantemente colocava suas bazingas de fora...



Chase Linh (Maggie Q)
NFS Undercover

Felizmente, logo no jogo seguinte tivemos uma retomada do ambiente de corridas fora-da-lei nas cidades com Need for Speed Undercover. Se bem que dessa vez o personagem bancava o policial que se disfarçava de corredor de rua (ou seja, uma cópia descarada do primeiro Velozes e Furiosos), tendo como chefe a oficial Chase Linh.

E a cada jogo o elenco do jogo vai se tornando cada vez mais famoso. Tudo bem que Maggie Q não é nenhuma grande figurona de Hollywood, mas já é uma carinha mais conhecida, tendo participado de filmes como Duro de Matar 4 e Missão Impossível 3, além de ter sido a protagonista da reedição da série Nikita. Pode até não agradar os fãs de mulheres mais curvilíneas, mas sem dúvida é de se cair o queixo.


Um pouco de cultura videogamística inútil: sabia que Maggie Q personificou a lutadora Mai Shiranui, na adaptação (que felizmente não fazia idéia que existia) do The King of Fighters? Logicamente, uma representação pífia, já que a lutadora de um dos concorrentes do Street Fighter era dotada de dois globos terrestres no seu sutiã...



Carmen Mendez (Christina Milian)
NFS Undercover

Carmen é uma estudante que acaba se envolvendo com os corredores e criminosos do jogo, fazendo o típico papel da mocinha em perigo que se envolve com os bandidos. E que depois acaba contando com a ajuda do jogador para ser salva. Estava demorando para colocarem na série a personagem indefesa que precisa ser resgatada...


Só tolero isso por Christina Milan é uma gracinha! Você certamente deve se lembrar dela no Be Cool, filme que tem o Travolta como produtor musical e o The Rock como um babaca afrescalhado louco pela fama. Mas ela é mais conhecida pela sua atuação musical, como pôde ser visto no Be Cool, quando ela faz um dueto com o escalafobético drogado do Steven Tyler do Aerosmith.



Sam Harper (Christina Hendricks)
NFS The Run

Depois de Undercover vieram vários jogos com uma temática diferente, uns voltando para a simulação exagerada como NFS Shift e outros resgatando as clássicas e empolgantes perseguições policiais como NFS Hot Pursuit. E apenas alguns jogos depois voltamos a ter um jogo com uma história, ambientada em corridas pelas estradas. E Sam é a amiga do jogador, ajudando ele na longa jornada pelo país.


Trata-se de outra atriz de relativa fama, a belíssima ruiva Christina Hendricks personifica Sam Harper. Ela pode ser vista na série Mad Men, e é mesmo uma über gata, sensual de dar gosto. Sem falar dela volta e meia nos hipnotizar com um dos decotes mais fantásticos e atraentes que já se tem notícia!  


Bom, acho que chega, né? Já deu para melhorar a qualidade do blog aqui e atrair alguns meladores de cueca de plantão. E de quebra ainda deu para tirar a poeira de uma postagem que estava aqui largada faz tempo na pasta de rascunhos. Ainda tem várias com a temática de jogos que preciso recuperar, só tenho que arrumar disposição...

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

O Rio na merda

Tivemos as eleições para prefeito neste último fim de semana. Como acontece a cada dois anos, vou lá, puto dentro das calças, perder boa parte do meu domingo para exercer o meu direito obrigatório de escolher quem serão os novos filhos das putas que vão ficar mamando nas tetas do Estado sem fazer pôrra nenhuma pela população que os elege. Sempre me dá enjôo ter que fazer parte de uma democracia estúpida onde somos forçados a votar mesmo quando não acreditamos em ninguém. E isso se fez mostrar aqui no Rio de Janeiro, onde tivemos uma das piores eleições que eu tenho conhecimento, e teremos um segundo turno sofrível...


Crivella, o bispo, já era tido como certo, disparado na liderança. Restava ver quem iria ficar em segundo, se seria o filhote do Eduardo Paes, o tal do Pedro Paulo, se seria o discreto Osório para quem devo agradecer pelo transporte público sofrível, se seria o filho do Bolsonaro, em quem votei por ver como a opção menos pior, e até mesmo se seria a jararaca da Jandira Ferghali. Acontece que para contribuir para meu desprezo, quem foi para o segundo turno foi o Marcelo Freixo, o ídolo da esquerdinha caviar da Zona Sul, que gosta de defender o socialismo calçando tênis da Nike e falando no seu iPhone.

Sinceramente... Só seria pior se fosse a jararaca quem tivesse passado...


Embora isso já fosse esperado, eu já imaginava que o Frouxo ia continuar no processo. Uma das principais razões é que no final das contas ele, a Jandira e o Molon já estavam desde o início arquitetando a passagem de pelo menos um deles para o segundo turno. Tudo farinha do mesmo saco, tudo um bando de cretinos vermelhos que uniram seus esforços para garantir alguém da esquerda pra enfrentar o bispo. Não duvido, por exemplo, que a Jandira deve ter falado pros seus eleitores "não votem em mim, votem no Freixo", quando ela começou a perceber que o quadrúpede do PSOL tinha mais chances. Algo que os outros candidatos mais da direita não fizeram (e dificilmente fariam, considerando as suas diferenças), o que abriu caminho para o Frouxo.

Algo que me chamou muito a atenção nessas eleições é quando olhamos para como foi o mapa das zonas eleitorais. Basicamente, se formos olhar para cada região da cidade, como esse site aqui da Globo apresenta, podemos observar algo muito curioso. A escolha de cores não foi muito feliz, tem esse azul-esverdeado ou verde-azulado que não sabemos se todas são mesmo regiões onde o Crivella ganhou, mas o que me interessa são aquelas em roxo ou lilás, onde o Freixo se destacou.


O interessante é ver como que o Freixo ganhou em quase toda a Zona Sul. Regiões como Copacabana, Ipanema, Botafogo, Laranjeiras, Flamengo... os eleitores de tais bairros, considerados pela própria esquerda como antros "da zelite" deram seus votos para o candidato do PSOL.

Muito curioso mesmo... Afinal de contas, os esquerdopatas adoram arrotar que na Zona Sul só tem burguês golpista, que são pessoas que odeiam os pobres e que têm condição de morar num bairro nobre por oprimirem o pobre. 

Na prática, existem duas explicações para isso: pra começar, o Rio de Janeiro é uma cidade repleta de funcionalismo público. Se você for pegar só Petrobras, Eletrobras e Correios, somadas com universidades públicas de grande porte como UFRJ e UERJ, já dá pra juntar um monte de funcionários, professores e alunos que seguem a doutrina do martelinho com foice. Em outras palavras, muita gente que se permite levar uma lavagem cerebral a partir do momento que ingressam em tais instituições, e que passam a acreditar no Lula e em outras baboseiras. Um bando de analfabetos políticos que seguramente votariam no Freixo.


A outra razão é que aqui no Rio, especialmente na Zona Sul, temos a proliferação de um tipo de gente cada vez mais comum, e que não vejo termo melhor para descrever como o pessoal dessa comunidade de Facebook bolou, o socialista de iPhone. Ou seja, aquele sujeito que mora bem, muitas vezes ainda sob as asas dos pais, que tem tudo o de melhor, como celular de última geração, roupas da moda e carro importado, que frequenta lugares como Starbucks e McDonald's, que viaja de férias para os EUA e a Europa... E que fica aí se vestindo de vermelho e bradando ódio ao capitalismo. Uma corja cada vez mais comum, e que logicamente vive em tais bairros nobres onde o Freixo ganhou.

Exatamente como esse carinha comentou lá na própria comunidade, que retrata bem o típico eleitor do PSOL.


Melhor impossível.

Sinceramente me dá vontade de dizer algumas coisinhas pra esses camaradas dessas regiões nobres aqui do Rio. Por exemplo, já que eles têm tanta consciência social, já que eles defendem tanto o socialismo, bem que eles podiam socializar um pouco os seus salários (ou mesmo mesadas) com os mais necessitados, ou talvez compartilhar alguns cômodos de seus imensos apartamentos da Atlântica ou da Vieira Souto com uma família de sem-teto, quem sabe até mesmo doar alguns de seus bens caríssimos para os mais pobres. Se vocês gostam tanto do Freixo, então que comecem a agir de acordo com os ideais socialistas que ele e seu partido defendem.

Enfim, fato é que aqui no Rio estamos mesmo fudidos... Ter que escolher entre o Crivella ou o Freixo é dureza. Fico com uma grande vontade de anular o meu voto, ao ver que nenhum desses dois me representa, talvez só venha a votar no bispo caso exista o perigo real do Frouxo ganhar as eleições, pois não tem como deixar esse retrógrado e marginal vencer...

Só que não consigo deixar de pensar que estamos na mesma situação daquele episódio do South Park, onde tinham que escolher o novo mascote da escola...