sábado, 28 de janeiro de 2017

Pichação: arte ou vandalismo?

Neste começo de ano um assunto tem tomado muito espaço na mídia e nas redes sociais, a ponto de mesmo aqueles que estão relativamente longe da polêmica em outras cidades estão acompanhando e dando os seus pitacos. Tudo por conta de uma iniciativa recente implementada pelo prefeito de São Paulo, João Dória, de passar a borracha... ou melhor, passar a tinta cinza sobre grafitis e pichações espalhadas pela maior cidade do país. 


Não precisa dizer que a grande maioria dos comentários é contrário a isso. Desde que assumiu o poder, Dória é criticado quase que diariamente pela esquerda caviar, que não tolera o fato de um prefeito já ter feito em um mês mais que o anterior, o petista Haddad, tentou fazer em anos. Mas, sabemos como são os esquerdistas, em sua cruzada teimosa de falar mal dos seus adversários políticos independente do que façam, se o sujeito atravesar a nado o Tietê pra salvar uma criança se afogando, pode apostar que esses animais vão inventar alguma forma de criticar.

O mais curioso de tudo é que esses petistas, psolistas e outros amantes do martelo e da foice têm um apoio quase que irrestrito simplesmente da Rede Globo. Ela mesma, aquela que os mesmos esquerdistas tanto criticam, que dizem ter apoiado o "golpi" e a ditadura. A emissora aparentemente é outra grande crítica de Dória, quase que diariamente tentando menosprezar os seus feitos.

Como fez recentemente, quando ele aumentou o limite de velocidade nas marginais. Não deu dois dias e a Rede Globo já estava gritando, pois em um dia e meio já tinham acontecido nove acidentes. E nem perceberam que, tirando a média deste curto período que foi suficiente para trazer revolta para a rede do Plim-Plim, tem-se uma média de seis acidentes por dia... Menos que os sete que aconteceram em 2016, durante a gestão do Haddad... Como mostrou bem a Caneta Desesquerdizadora


Mas vamos focar aqui na questão do grafiti, tentando ignorar o fato que esses bundões julgam as pessoas e não os atos...

Sobre esse assunto, eu honestamente não sei como que foi todo o processo, como que a prefeitura decidiu quais grafitis apagar e quais deixar, uma vez que alguns foram poupados da demão de tinta cinza que está causando tanta polêmica. Mas, em um primeiro momento temos que separar um pouco o que é cada coisa. Existe aquele grafiti que ao meu ver está mais relacionado com arte mesmo, que o cara faz numa boa e se dedica, pintando um muro ou parede de forma lícita. Por outro lado, existe aquele que eu chamaria mais de pichação, alguns até podendo ser relativamente artísticos, mas sua maioria sendo apenas alguma obscenidade ou assinatura escrita numa parede, feita de forma ilícita


Assim, penso ser errado assumir que qualquer grafitagem seja errada, como na foto acima. Ali o desenho do guarda mandando apertar os cintos é algo que eu imagino ter sido feito de forma legal, até porque acho difícil que um pichador fora da lei faria tal homenagem à polícia. Por outro lado, também não se pode ter a postura dos grafiteiros e afins que acha que todo tipo de pintura é legal. Por exemplo, o garrancho ali abaixo pra mim é pichação sem nenhum propósito.

Eu pessoalmente suponho que a nova prefeitura tenta sim separar o joio do trigo, pois como disse houveram grafitis que não foram apagados. E limparam aqueles que poluem a visão, que não passam de pichações sem sentido. Nesse quesito, aprovo o que o prefeito fez.


Mas claro que a turma de pichadores, já revoltados por natureza, ficou puta com isso. E se aliaram à turminha da esquerda (aqueles que por ventura ainda não fossem), ainda zangados com o resultado democrático da eleição em que o candidato à reeleição da estrelinha sequer foi pro segundo turno. Começou então a onda de protestos, muitos nas redes sociais onde existe a segurança de se estar atrás de uma tela de computador, e alguns levando isso para as próprias ruas, pichando os muros recém pintados.


Bom, deixa eu falar aqui... Volto à questão de diferenciarmos o que é lícito do ilícito. Independente do assunto, essa tem que ser a temática para a gente avaliar certas coisas que são feitas na sociedade. Se é lícito, tudo bem; se é ilícito, tem que ser combatido sim.

Pois muito bem, meu amiguinho pichador que deve estar querendo a minha cabeça. Vamos por partes então, para que eu possa expressar meu ponto de vista. Vamos pegar um muro qualquer da cidade. 


Esse muro não está ali do nada. Esse muro aí tem dono. Pode ser de propriedade do morador de uma casa que ele circunda; pode fazer parte das instalações de uma escola ou igreja; talvez seja um muro construído pelo dono do terreno apenas para que não fiquem olhando pra sua propriedade. Ou seja, esse muro é de alguém.

Mesmo que ele tenha sido erguido pela prefeitura, ele tem dono. No caso, é por exemplo a prefeitura. As coisas públicas, embora sejam usufruídas por todos, são de responsabilidade do governo, seja municipal, estadual ou federal. Como acontece nas ruas, por exemplo: se acontece alguma coisa na rua, a responsabilidade é da prefeitura, certo?

Sendo então que esse muro é de propriedade de alguém, ninguém tem o direito de fazer nada nele, sem a aprovação do seu dono. Afinal, se o muro é de responsabilidade do fulano, esse fulano é quem vai ter que limpar o muro quando estiver sujo, consertar o muro se estiver quebrado, e assim por diante. Mesmo as coisas ditas públicas, que ainda merecem um certo zelo por parte do cidadão, até porque a limpeza e o conserto vão sair dos cofres públicos, que enchem graças aos nossos impostos.


Vamos agora colocar na equação a figura do "artista" de rua. Coloco entre aspas pois no momento é uma pessoa qualquer, que não sabemos de suas verdadeiras intenções, se são lícitas (onde aí ele será sim um artista de rua, sem aspas) ou ilícitas (em que temos na verdade um vândalo que se diz "artista"). 

Se o cara estiver agindo dentro da lei, ele vai se dar conta que aquele muro cinzento, por mais feio que possa ser, não é dele, e assim ele não tem o direito de fazer nada, mesmo que seja uma reprodução da Mona Lisa ou outra obra de arte. Uma pessoa assim sabe que não se pode sair chegando pintando por cima de propriedade alheia. Mas aí rola uma coisa simples que é a comunicação: ele pode ir lá, falar com o proprietário do tal muro, explicar que ele gostaria de fazer um grafiti ali pra dar uma embelezada no muro, fazer algo artístico. Se o dono recusar, paciência. Está no seu direito. Mas, se ele topar e estiver de acordo com o tipo de arte que será feita, então tá tranquilo. Todos ficam felizes, ninguém vai estar abusando ou prejudicando a propriedade dos outros.

Reforçando mais uma vez que a arte a ser executada deve ser aprovada pelo proprietário, ele precisa estar de acordo com o que será exposto ali. Imagina só um judeu autorizar uma arte no muro e o cara faz ali um mural pró-nazista? De novo, tem que haver o diálogo para que ambas as partes fiquem na boa.

Essa pra mim é a atitude correta que um grafiteiro deveria ter. Inclusive vale para espaços tidos como públicos, vai lá conversar com a prefeitura, propõe ali a arte que você quer fazer, e tendo a aprovação todos ficarão satisfeitos. Bobeando a própria prefeitura vai colaborar de alguma forma, por exemplo com tinta. 


Mas casos assim são raros. Infelizmente pelo fato de que a grande maioria desses pichadores quer fazer as coisas de forma ilícita. Podem falar o que for, mas é o que penso. Principalmente se você observa que a grande maioria dessas pichações não tem nada de artístico, como o painel do Boulevard Olímpico aqui do Rio. Na grande maioria das vezes, como falei, é apenas um garrancho "estilizado", com algum nome escroto, ou apenas um assinatura mesmo. Normalmente acompanhado com aquele papo escroto de "liberdade de expressão".

Isso quando não se trata de uma pichação de cunho político...


Aliás, eu deixo até a seguinte pergunta para os defensores do "pixe", que acham certo algo como o que está na foto acima. E se a pichação for como essa daqui de baixo?


Vocês defendem essa pichação também? Liberdade de expressão vale pra essa também?

Aposto que a turminha que está xingando o Dória adoraria que ele passasse uma tinta cinza por cima...


Sobre essa questão de "liberdade de expressão", eu acho que as pessoas exageram. Todo mundo tem liberdade de expressão, desde que isso não interfira nos outros. Em outras palavras, o cara é livre pra expressar seus dotes artísticos, desde que não invada a propriedade de outra pessoa, desde que não venha a expressá-la em algo que não é seu. Como disse acima, há meios pro cara fazer a sua arte de forma legal, com a autorização do proprietário do espaço, seja ele uma pessoa física ou mesmo a prefeitura. Não tem motivos pra ter que fazer isso de forma ilegal.

Mas, como falei, os grafiteiros e pichadores em sua maioria parecem achar que sua "arte" só é válida se for feita dessa forma ilícita. São aquelas baboseiras que plantam na cabeça, quase como se fosse um pré-requisito pra fazer grafiti, que precisa ser feito de forma errada. Parece ser o prazer em sujar aquilo que está limpinho, em deixar a sua marca sem ter que pedir autorização para ninguém.


Isso pra mim não é arte, é vandalismo.

E tem muito pichador que é hipócrita pra cacete. Vi outro dia um vídeo extraído do programa Profissão Repórter, em que a menina entrevista um desses artistas. Dá uma olhada.


Eu não sei o que é mais absurdo. Se é na hora em que a entrevistadora propõe conversar com a dona do muro, que segundo o sujeito o autorizou a pichar ali, e ele fica todo abafado, dizendo que vai colocar ele em "maus lençóis", "de repente ela pode não gostar" e "pode complicar"... Ou se quando ela chega na casa dele, com os muros limpinhos e sem nenhum pingo de tinta, e ao ser perguntado onde está a pichação ele responde que "não pode", que "aqui é o lar, não pode ter nenhuma"...


Que cara de pau! E o lar dos outros, seu desgramado? No muro dos outros pode?

Pra finalizar, não posso deixar de tentar dar um nó a mais na cabeça dos esquerdotários amantes do Lula e dos politicamente corretos que adoram defender causas estúpidas dessas, travestidas de arte e liberdade de expressão. E não vou dar um nó só não, vou dar dois.

Pra começar, já que o pessoal aqui acha o Dória um filho da puta, que não respeita a "arte das ruas", gostaria que eles comentassem a respeito dessa notícia, que tem mais ou menos um ano, dessa forma retratando um fato ocorrido durante o governo do "super-prefeito" Fernando Haddad. Coloco abaixo alguns trechos da reportagem.

"Não é de hoje que as outrora horrendas pilastras do Elevado Presidente Costa e Silva, o Minhocão, ganharam cores e formas. Obras de grafiteiros desta São Paulo que há muito se consagra capital mundial da arte de rua passaram a ser vistas no local. Até esta semana.
Conforme publicou a Folha de S.Paulo na edição desta quarta, a Prefeitura passou tinta cinza nos pilares do Minhocão, na altura da Rua Amaral Gurgel. (...) Como é do feitio desse tipo de arte contemporânea, sazonal e mutante, as pilastras apagadas recentemente já começaram a receber novas intervenções. Em uma delas, a cobrança é ao prefeito Fernando Haddad (PT): 'Mais cor na cidade! Haddad não apague nossa arte!', pede a obra. (...)"
Que coisa, não? Tenho certeza que tem muita gente que há menos de um ano aplaudiu a prefeitura por ter pintado os desenhos, e que hoje acha a mesma atitude um absurdo. Mas por quê? Por que Dória hoje é criticado por algo que vocês não falaram nada quando o Haddad fez a mesma coisa?

Pra fechar, esse próximo nó é para aqueles pseudo-intelectuais, que acham absurdo calar a "arte das ruas", que é necessário garantir o direito à liberdade de expressão, mesmo quando essa agride ou ofende o dono do espaço ou a sociedade. Afinal, são pessoas que acham lindo se expressar... O que elas dizem dessa pichação que volta e meia fazem aqui no Rio?


Ah, aí não pode, né? Aí vão dizer que tá errado. Afinal, pra essas pessoas pichar o monumento do Zumbi é vandalismo, mas pichar uma ponte, uma igreja ou a casa de uma pessoa é expressão artística...

Aliás, a imagem que abre o post pode ter gerado também alguma revolta, pois está ali um carinha fazendo uma pichação que é uma caricatura de um negro. Essa também deve ser um "pixe do mal" na cabeça desses mesmos intelectuais de esquerda que estão xingando o Dória. Aí ninguém lembra da liberdade de expressão...

Realmente... Essas pessoas são muito engraçadas, muito parciais. Digo e repito, para esses imbecis o que torna um ato certo ou errado não é o ato em si, mas quem pratica ou contra quem é praticado. Se o Dória ou outro político não-petista faz alguma coisa, não importa o quanto seja boa, ele será crucificado; se o Haddad ou outro político de esquerda faz algo errado ou criminoso, começa o "veja bem", o "não é bem assim", o "rouba mas faz"... Se algo é feito e de alguma forma possa ser invasivo ou ofensivo contra negros, mulheres, homossexuais ou outra minoria, é visto como algo inaceitável, criminoso, merece punição; mas se faz a mesma coisa contra outro qualquer, aí não tem problema...

Esse mundo tá difícil de aturar, isso eu digo...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Ruffles de Feijoada

Não, este não se trata de um post de comida. Já bastam os inúmeros programas de culinária na televisão, tipo aquela droga do Masterchef ou aqueles reality shows de comida saudável, de food truck ou de vida em um restaurante. Desde que a Ana Maria Braga começou a se esconder debaixo da mesa pra saborear a receita do dia eu não suporto esses programas, ainda mais hoje em dia que qualquer um que se acha o mestre cuca arruma um canal do Youtube pra falar de suas receitas. Consegue ficar pior quando a pessoa alia o tema de culinária com boa forma, sugerindo aquelas dietas a base de whey e clara de ovo, hostilizando ingredientes maléficos como açúcar e leite baseados na opinião de uma blogueira qualquer. Não vou falar dessa merda...

Adianto que hoje estou um pouco alterado por conta desse assunto, assim já peço desculpas pelo palavreado mais chulo que o normal.

Como disse, não vim aqui falar de comida. Mas pra comentar a respeito de MAIS UM EPISÓDIO promovido pela sociedade escrota e politicamente correta hoje em dia. Sim, em letras garrafais pra expressar a minha ira. Um episódio que surgiu graças a esses babaquinhas, que se revoltaram contra a Ruffles sabor feijoada.


Sabor feijoada? Como assim?

Batata frita com sabores não é nada de novo com todas as batatas, como na Ruffles, na Lays, na Pringles e até nas outras genéricas de lata que surgiram pra imitar o insuperável petisco do bigodinho... Embora eu curta mais a batata natural, tem alguns sabores que eles colocam que dão até um certo toque especial. Aquele de cebola e salsa é bem gostoso, os com cheddar e churrasco até são interessantes com alguns lanches. Mas existem também aquelas com sabores mais ortodoxos, como de pizza, honey mustard, apimentadas e outras mais estranhas ainda...


Já falei disso aqui uma vez. Pringles sabor alga marinha deve ser algo tão gostoso como ranho em conserva... Fica pior se a batata for mesmo verde.

Pois bem... A Ruffles decidiu ir na onda de inventar novos sabores, e pra envolver o público pediu para as pessoas sugerirem algumas idéias de novas batatas aromatizadas. Considerando a loucura dos brasileiros, fico me perguntando o que deve ter aparecido lá como candidatos... Tipo, batata sabor de sushi, de torresmo, de espetinho de gato ou outras loucuras. Enfim, as três opções finalistas foram as batatas nos sabores de feijoada, de calabresa e de burritos. Ou, no linguajar "de jovem descolado" sempre incentivado pela Ruffles, as batatas Feijuuuca, Calabreonda e Burritatas...


Iniciou-se assim a fase seguinte da campanha, onde foram lançadas as três batatas no mercado e a Ruffles pediu para o pessoal votar em seu site pra escolher qual seria o novo sabor. Diga-se de passagem, ganhou a batata de calabresa, o que rendeu 10 mil pratas para a criadora dessa nova versão de batata. Pessoalmente, acho que dentre os três sabores, é o que se mostra mais aceitável para uma batata frita...

Só que a questão não é essa... Dê uma olhada no pacote da batata de feijoada... Não precisa queimar muito a cachola, a matemática é simples:

negro + cor preta + sociedade politicamente correta = "crime" de racismo

Claro que não demorou para as pessoas escrotas que tem por aí, defensoras da moral e dos bons costumes, politicamente corretas ao extremo e chatas para cacete, estourassem de raiva contra a Ruffles, acusando-a de racismo. Pois é inaceitável na cabecinha de merda deles associar o negro a cor preta, um absurdo! Ainda mais colocar ali um negro pra estampar a embalagem da batata de feijoada, como se estivessem associando a pobreza associada às origens do prato típico brasileiro a uma pessoa negra. Choveram reclamações para órgãos de publicidade para falar disso e até houve uma campanha nas redes sociais promovendo o boicote à Ruffles...


Sério, vão pra puta que pariu antes que eu me esqueça!

Puta merda, como eu estou ficando puto dentro das calças com essa sociedadezinha de merda! Cada vez mais as pessoas estão ficando frescas, cheias de dedos e achando problema onde não tem. Pombas! Ficar aí se revoltando por conta de uma simples embalagem de batata?

Vamos por partes... Pra começar o sujeito que estampa a embalagem não é um modelo que, segundo a cabeça estúpida dessas pessoas, estaria se "subjugando a valores retrógrados de uma sociedade racista liderada por homens brancos e de olhos azuis". O cara que estampa ali a Ruffles feijoada é na prática o autor da sugestão, assim como as duas garotas ali das batatas de calabresa e burritos ele cedeu a sua imagem pra essa fase da campanha publicitária. Todos os três ali são os reais competidores que idealizaram os três sabores de batata finalistas.


Aliás, apenas façamos um breve comentário: perceba o fato de que na embalagem das três batatas, em duas delas estão mulheres... Se fossem dois homens, a Ruffles além de seria racista seria também opressora das mulheres, despertando a fúria das feministas.

O mais sensacional é ler algumas das coisas que ele escreveu, como podem ser vistas aqui nesse site.
"Eu que criei o sabor. Depois de fazer o cadastro, também fui eu que escolhi a cor preta do pacote. A empresa só mudou o nome, que eu tinha escolhido 'feijoada tradicional'. Eles escolheram 'Feijuuuca' por uma questão de marketing"
Ué? E agora, meus caros defensores da "igualdade" racial? Deve ter muita gente aí que ficou assim.


Vou explicar pra vocês entenderem bem, pois eu sei que gente estúpida e politicamente correta tem uma grande dificuldade de interpretar qualquer coisa que contrarie a seus ideais. O autor da sugestão da batata sabor feijoada, que é negro, cedeu a sua imagem para estampar a embalagem da batata de sua autoria, embalagem essa que ele, negro, escolheu que fosse da cor preta.

Entenderam? Eu explico de novo...

Não teve racismo pôrra nenhuma! A Ruffles não tomou nenhuma atitude racista! Existe um negro na embalagem pois ele é o dono da idéia e ele é negro, e o pacote é preto porque ele quis a cor preta! Pôrra!

O mais legal de tudo é ver como que as autoridades não estão se sujeitando a essa baboseira de meia dúzia de idiotas que se acham os defensores dos bons costumes: depois de receber as críticas de racismo, o CONAR (que é a sigla para Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) emitiu a seguinte nota.
"Está na hora de deixarmos os exageros de lado e praticarmos o bom senso na avaliação do comportamento que envolver preconceito."

Na cara!

Eu sinceramente fico muito puto com episódios assim. Falou tudo, a sociedade está ficando muito exagerada a ponto de ver preconceito em qualquer coisa, quando não tem nada de preconceituoso ali. Antes de fazer uma acusação grave como essa (ainda mais considerando que o racismo é tido como crime), é necessário entender bem o caso para que não sejam praticadas injustiças. Como daquela vez que apareceu a notícia de uma rede de roupas, em que as pessoas tiraram a foto de uma camisa com estampa de macaco e que tinha um cabide com a foto de um menino negro. Falei desse caso aqui.


Alguém comprovou que todas as camisas de macaco tinham a foto de um negro? Alguém viu se não haviam outras camisas de estampa de macaco com um cabide com um rosto de um menino branco ou oriental? Alguém teve a preocupação de verificar se a foto não estava apenas documentando uma infeliz e isolada coincidência, um caso dentre diversas outras camisas distribuídas aleatoriamente em cabides com rostos de crianças de todas as etnias possíveis?

Claro que não... Já viu algum politicamente correto dar uma chance ao benefício da dúvida? Talvez poderia até mesmo ser comprovado que foi racismo sim, que esse cabide do negrinho foi usado exclusivamente para as camisas de macaco. Por outro lado, talvez tenha sido apenas uma coincidência, dentre centenas de outras camisas distribuídas de forma aleatória. Mais uma vez digo, não podemos fazer acusações tão graves assim sem ter certeza.

Mesma coisa sobre o caso da Ruffles. Esses cretinos arrombados, canalhas duma figa, se eles se informassem mais sobre a situação, se fizessem uma investigação mais aprofundada, iriam se dar conta de tudo que falamos aí em cima, de que o negro da embalagem é o autor da idéia da Ruffles feijoada e que ele escolheu a cor preta, e aí chegariam facilmente à conclusão de que não se tratava de um caso de racismo.

Mas... Sabe como é. Ter esse trabalho todo pra checar se algo que parece ser racista de fato o é... Puxa, isso aí é muito chato. E mesmo que chegassem a essa conclusão, muito provavelmente continuariam batendo o pé em defender que houve preconceito. É mais interessante dar corda para a possibilidade de racismo, pois sempre é bom ter casos que representem o preconceito racial que eles tanto odeiam. Mesmo que seja algo forjado, mesmo que na prática não tenha nenhum traço de racismo na história. Essas pessoas, os politicamente corretos, não deixam passar nenhuma oportunidade para gritar sobre as injustiças que eles combatem, qualquer mínima possibilidade de preconceito racial, mesmo que se comprove que não existiu, é vista como indiscutível crime de racismo.


Na boa, vão tomar dentro... 

A sociedade está demonstrando cada vez mais um nível de exagero por conta dessa postura politicamente correta, em que qualquer coisinha já é vista como racismo, como homofobia, como ódio contra as mulheres, e por aí vai. Sempre em defesa daquelas minorias de interesse, aquelas que ficam bem nas notícias, e com isso deixando de lado outras que não tem muito apelo midiático. Afinal, fazer uma acusação de injustiça contra o negro, contra uma mulher ou um gay é algo que chama a atenção, que ganha likes nas redes sociais, mais do que criticar algum tipo de preconceito contra, sei lá, contra judeus, contra nerds ou contra japoneses. Que também sofrem preconceito. Mas que não são vistos pela sociedade como dignos de pena.

Afinal de contas, se esses energúmenos são mesmo contrários ao preconceito... Precisariam ser contrários a todo e qualquer tipo de preconceito, independente de quem seja a vítima. Inclusive se essa vítima for de um grupo teoricamente dominante (tipo, se um negro for racista contra um branco). Só que a gente sabe que não é assim que funciona...

Ressalto pela quadragésima segunda vez aqui que em nenhum momento estou dizendo que não exista preconceito contra o negro. Existe sim. O Brasil tem um passado escravocrata que resultou num avanço do racismo contra o negro. Ninguém aqui está negando isso, e ninguém está dizendo que não seja algo a ser combatido. Apenas acho que devemos olhar para todo o tipo de preconceito, e não apenas para alguns deles. Pois dessa forma, está se gerando ainda mais preconceito.

Focando nessa questão racial, essa filosofia super-protetora sobre os negros, que envolve política de cotas e criminalização de crimes de racismo apenas contra eles, acaba incentivando sim uma maior rixa entre as partes. Afinal, é como se estivessem propondo uma política compensatória, que para combater o prejuízo sofrido pelo negro tenta propor vantagens para eles. O fato de você ser negro garante "direito" a um percentual de vagas na universidade, proporciona punição àqueles que praticarem injúria contra a sua raça. Aí com isso, em vez de resolver o problema estamos piorando. Por um lado, vão haver brancos que vão se sentir muito injustiçados com tudo isso, correndo o risco de fazer com que alguns deles se tornem racistas de fato, ou se já são acabariam ficando piores. Por outro lado, da parte dos negros podemos ter justamente um sentimento de se acharem superiores aos demais, por terem as leis e boa parte da sociedade a seu favor, tornando-se também racistas... Resumindo, fode tudo mais do que já está.

Volto a dizer algo na linha da resposta do CONAR. Hoje em dia a sociedade em geral acaba se deixando levar por uma postura politicamente correta exagerada, que faz com que qualquer coisinha seja motivo de revolta. De novo, principalmente quando as "vítimas" fazem parte das minorias. Coloco entre aspas pois estes casos, como esse da Ruffles, são insignificantes se comparados com casos onde ocorre real preconceito. Acontece que essas pessoas bestas, politicamente corretas de forma exagerada, ao ter uma reação explosiva para qualquer coisa acabam banalizando o preconceito, além de desviar a atenção dos casos que precisam de maior atenção, causando assim um verdadeiro desserviço.

Tipo, imagina só a reação deles ao ver algo como isso.


Caraca, Power Rangers originais eu voltei lá no túnel do tempo mesmo...

Mas continuando... Sorte que na época não havia esse monte de gente, defensora dos bons costumes e politicamente correta, pois eles certamente iriam criticar o fato do jovem negro ser o Power Ranger preto, seria visto como no caso da Ruffles feijoada, pois é racismo o personagem negro usar roupa preta (mesmo que seja escolha dele). De quebra, ainda iam aparecer algumas feministóides achando um absurdo que uma das meninas tenha que ser a Power Ranger rosa, pois isso é submissão aos estereótipos machistas de que a mulher precisa usar rosa, pois a mulher tem o direito de usar a cor que ela quiser.

Tudo isso por conta de um programa de televisão...

E aposto que ninguém vai falar nada demais a respeito do fato que a garota oriental usa roupa amarela... Como disse, o politicamente correto só se comove contra alguns tipos de preconceitos.

Realmente o mundo está perdido... Cada vez mais as pessoas estão ficando assim, frescas e exageradas, a ponto de se doer com qualquer coisa que apareça que seja vagamente ofensiva para os valores boçais e politicamente corretos de hoje em dia. Considerar racismo o fato do negro estar de preto é um exemplo dessa estupidez, vai chegar um ponto que o sujeito negro não vai ter direito de vestir uma camisa preta por sua livre e espontânea vontade, pois a "polícia da moral" vai ficar ofendida, não vai tolerar um preconceito que só existe na sua cabeça ôca.

Tá foda mesmo, dá vontade de mandar esse bando de gente tomar na bunda, tanta coisa mais importante pra ficar se preocupando, tantas mazelas em nosso país, com gente morrendo de fome ou por conta de doenças, tanta roubalheira ocorrendo na política, e vagabundo tá preocupado com o "racismo" de uma embalagem de batata frita...

domingo, 22 de janeiro de 2017

Sociedade Birrenta

Tivemos nessa última sexta-feira um acontecimento que muitos não esperavam que iria acontecer. Foi a posse do novo presidente dos Estados Unidos, ninguém nada menos do que Donald Trump. Todo mundo achava que ele não seria nada além de uma piada durante as eleições, mas o topetudo ricaço conseguiu surpreender e durante os próximos quatro anos vai governar a nação mais poderosa do planeta.


Eu poderia aqui comentar a respeito das expectativas para seu governo, avaliando se ele vai mesmo colocar em prática algumas de suas propostas de campanha, como aquela história do muro. Sinceramente, acho que não será tudo isso, não creio que devemos temer um presidente maluco que venha a fazer essas loucuras. Primeiro, porque ele não é idiota, no fundo ele é um homem de negócios e deverá fazer aquilo que será melhor para o país. E em segundo lugar, você já viu algum político cumprir todas as promessas de campanha?

Mas eu venho aqui pra falar um pouco a respeito dos muitos americanos que estão revoltados com isso. No dia da posse, foram várias pessoas ecoando o grito "not my president", e no dia seguinte já promoveram um protesto em Washington contra Trump. Diversas personalidades, muitas do meio artístico como do cinema, se juntaram a essas pessoas que não reconhecem ele como o presidente dos Estados Unidos, em alguns casos vimos pessoas promovendo quebra-quebra e vandalismo no mesmo estilo dos black-blocks que vimos aqui.

Isso me faz pensar mais uma vez em como a sociedade é hoje em dia... 


Começo dizendo que essas pessoas são verdadeiras idiotas. Sim, idiotas. Cretinas, estúpidas, não passam de um bando de merdas sem noção.

Eu digo isso pois essa turminha é aquele estilo de pessoa da linha politicamente correta, de que gosta dos contos de fadas bonitinhos onde as minorias são protegidas independente do que fazem, que vivem em um mundo de faz de conta e que só aprovam aqueles que pensam como eles. Se pensam de maneira diferente, são a escória da Humanidade, são nazistas e conservadores. Se seus amiguinhos fazem algo, merecem aplausos; mas se os seus adversários fazem o mesmo algo, não poupam as vaias. Um comportamento birrento, de criança mimada, que não levou palmada o suficiente e não sabe o que é a vida.

Na boa... Trump foi eleito de maneira limpa. Seguiram-se todos os ritos do processo eleitoral, e ele virou presidente de forma democrática. Agora, esses patetas tipo Michael Moore ficam aí dizendo que não, que não está certo que Trump seja presidente, que ele não os representa...


Pergunto pra esses imbecis: vocês defendem a democracia? Vocês acham correta a democracia? Certamente vão dizer que sim... Embora pareçam não respeitar muito uma escolha democrática feita pela maioria do povo quando esta escolha não é de seu agrado... Isso pra mim tem outro nome.

Pra essas pessoas, democracia só seria se a Hillary ganhasse. Mas como o Trump ganhou, aí não. Tem gente falando de ditadura até.

O mais engraçado é ver essas pessoas acusando Trump de ser um líder autoritário antes mesmo de completar uma semana de poder, mas que não falam nada de "democracias" como Venezuela, Cuba ou Coréia do Norte, como se lá fosse uma maravilha e o povo tivesse o direito de escolher o seu presidente.

Tá bom, me desculpem... Na Coréia do Norte existe sim um processo democrático, onde o povo tem o direito de votar, onde elegeram o Kim Jong-un com 100% dos votos. O fato de ter apenas um candidato é um mero detalhe sem importância...


É muito foda mesmo... A sociedade hoje em dia tem cada vez mais desses bundas moles, desses mimados que se acham no direito de só aceitar aquilo que eles acreditam, de sentirem que são os donos da verdade. Sei lá, há oito anos atrás você não via os republicanos fazendo passeata ou promovendo protestos violentos após a posse do Obama. Por mais que não aprovassem o sujeito, ninguém se achou no direito de dizer que ele não era o presidente, ou de praticar atos violentos nas ruas. Apenas esses imbecis aí, que não gostaram da eleição do Trump, é que ficaram putinhos.

O pior de tudo é que muitas dessas pessoas estão em setores de grande destaque na sociedade. Por exemplo, jornalistas e redes de televisão, incluindo a outrora conceituada CNN, já deixaram clara a sua posição contrária ao presidente eleito, de chegar ao ponto de forjar notícias para desmerecer Trump. Aliás, televisão e cinema, com seus artistas, compreendem um dos grupos mais efusivos de luta contra ele. E justamente por isso, por estarem na mídia, é que essa onde contrária ao topetudo ganha muito mais força do que realmente tem...

Tudo isso por conta do politicamente correto... Sério, eu vejo isso como uma das maiores mazelas do século XXI, que está nos tornando uma sociedade estúpida, mimada e infantil que cisma em enaltecer minorias independente do que façam, em incentivar somente os valores que se encaixam nas suas preferências particulares e de promover o ódio contra aqueles que pensam diferente. Sim, esse é o tipo de postura que os politicamente corretos mais inflamados adotam, de promover um ódio mortal por aqueles que pensam de forma diferente, pelo simples fato de não concordarem com seus ideais utópicos.

Utópicos e hipócritas, diga-se de passagem. Pois essas pessoas têm um péssimo hábito de só apontar as falhas dos outros, mesmo quando eles mesmos ou seus idolatrados cometem o mesmo. Uma filosofia besta que torna uma atitude correta ou errada não é a atitude em si, mas quem a pratica. Pode escrever aí, se tiver algum tipo de escalada de um grupo terrorista, não vão demorar para apontar que Trump foi responsável por isso, que sua política externa é falha, que ele deve ser tirado do poder; mas essas mesmas pessoas se esquecem que o Estado Islâmico ganhou força e hoje está tacando o terror pelos cantos devido à política externa de Obama, que tirou tropas do Oriente Médio talvez um pouco cedo demais e permitiu o crescimento desse grupo terrorista.

Isso ninguém se lembra... Preferem ficar enaltecendo o fato dele ter sido o primeiro presidente negro, ou dele dançar bem...


Antes que venham a falar alguma coisa, não estou aqui adotando uma postura de crítica ao Obama e defesa do Trump, antes que apareça alguém aqui me chamando de fascista (afinal de contas, na cabeça dos politicamente corretos quem não critica Trump é um fascista). Estou dizendo que temos que ter um pouco de juízo ao entender que o governo de Obama teve sim suas coisas boas, mas que também teve as suas coisas ruins. Como será o governo de Trump, em que muitas coisas boas da época do Obama vão acontecer de novo, onde muitas coisas ruins também vão acontecer de novo, mas em que teremos também coisas boas e ruins novas acontecendo.

Dizer que o governo de Obama foi fantástico, fechando os olhos para as coisas más que ocorreram, apenas pelo fato dele ser Obama, ou de dizer que o governo de Trump será uma merda, independente das coisas boas que ele faça, apenas pelo fato dele ser Trump... Isso pra mim é uma babaquice. E me impressiona como que o povo americano, que sempre demonstrou acima de tudo defender a liberdade, venha a ter essa postura infantil e mimada.

Bom, podia ser pior... Podia ser que nem alguns brasileiros aqui, que gostam de vestir vermelho e idolatrar Che Guevara e Lula ao mesmo tempo que adoram a Apple e o McDonald's, que ficam aí berrando "fora Temer", mas se esquecem que foram eles mesmos quem o colocaram ali, quando há alguns anos digitaram o 13 e apertaram a tecla verde pra confirmar...


Se não aceitar um governante em que você não votou mas que eleito democraticamente pela maioria já é uma estupidez... não aceitar um governante que fazia parte da chapa em que você votou é coisa de um imbecil acéfalo.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Comando para Matar - Parte 6

E estamos chegando aqui no final do filme, e as coisas começam a ficar mais quentes agora. Não sei se vou conseguir fechar nesta aqui, se não com certeza em sete partes eu fecho esta sátira. O mais curioso é como mesmo sendo longa, eu estou escrevendo relativamente rápido. Confessando aqui, eu cheguei até essa parte 6 em mais ou menos um mês de muita inspiração, mas só dei uma segurada pra dar tempo de todo mundo acompanhar... E pra fazer um suspense também.


Só um cometário... Que fotinho bicha essa, hein?

Da última vez, Matrix e Cindy estavam chegando lá na ilha em seu hidroavião anfíbio, como você pode ver aqui na última postagem. Curioso como não tem ninguém na ilha observando, nem mesmo um maldito radar para garantir a segurança do esconderijo do Chávez. Tenho que dizer, esses capangas estão facilitando a vida. 


E nesse mesmo momento está chegando lá o avião em Val Verde, aquele donde o Matrix pulou no começo do filme. Aposto que você já tinha se esquecido daquele vôo, que por sorte chegou realmente em torno das onze horas previstas no aeroporto da capital, embora pareça ser o mesmo aeroporto de Los Angeles de onde saiu.


Sim, é o vôo onde está o Seu Jorge. Ou melhor, o que sobrou dele. A sorte é que dentro do avião é bem frio, assim o presunto chegou geladinho, sem feder muito na primeira classe. E embora o avião lá em cima está pousando de manhã, pela janela vemos que tá mais escuro que breu.


De volta na ilha, Matrix está carregando o bote para chegar na ilha e salvar a sua filha (ih, rimou!). Por algum motivo, ele decide ficar só de sunga ali, deve ser para dar um agrado para as espectadoras do sexo feminino que foram arrastadas para o cinema pelos seus namorados e maridos, para que possam admirar o corpo musculoso do Arnoldo. Assim como a Cindy faz, segurando na sua espingarda.


Qual foi? Deixa de ter mente suja, pombas! Ela está entregando a espingarda do Duke Nukem que ele havia roubado da loja. Se bem que a Cindy parece com uma cara meio assanhadinha, depois de ver o muque do bombadão. Vamos torcer para a limpeza da aeronave que ela se comporte ali dentro...


Ainda mais depois de ficar admirando o Matrix remando o bote, com direito à manjada demonstração de movimentação peitoral do mister universo, para deixar as moças de calcinhas molhadas.


Pra dar uma esfriada nesse fogo todo, me permitam estragar tudo e transformar essa cena em algo cômico.


Continuando... Vamos voltar lá no aeroporto de Val Verde. E para deixar claro para a audiência sobre a visão estereotipada que os americanos tinham da América Latina na época, o aeroporto é representado quase como se fosse uma feira, cheio de gente vendendo bala e artistas tocando flautinha. E até a cabra do How I Met Your Mother dá uma aparecida.


E aparecem ali dois sujeitos, que são também capangas do Chávez, que estavam ali para receber Matrix e Seu Jorge. Ou seja, mostrando que não era necessário mandar o negão no vôo, finalmente se deram conta que bastaria ter alguém lá no aeroporto pra garantir que Matrix chegaria. Em outras palavras, o negão morreu à toa...


O relógio está correndo, e na pressa Matrix quase tomba com o seu bote lá na ilha. Ia ser meio trágico se ele levasse um caixote e morresse afogado agora tão perto. E embora esteja certo que vão questionar a minha masculinidade, nessa cena misteriosamente Matrix deixou de ter uma sunga preta e parece que está com uma daquelas cuecas Zorba brancas... Continuidade não é mesmo o forte por aqui.


Começa então aquela cena pseudo-homoerótica em que Matrix se prepara para o combate, começando ao amarrar seu coturno, tomando cuidado de passar as orelhas do coelhinho por dentro da toca...


... vestindo uma jaqueta de couro que parece que foi roubada da parada gay...


... e passando carvão na cara pra fazer a camuflagem. Embora, depois de ter remado debaixo do sol sem nenhum tipo de protetor solar, ele deve estar vermelho que nem um camarão e vai ficar parecendo uma camisa do Framengo.


E lá está: nosso herói está pronto pra chutar algumas centenas de bundas de latinos e para salvar a sua filha, nem que tenha que explodir essa ilha pelos ares.


Totalmente alheios a isso, Chávez e Bennett estão ali na sala de estar, esperando pelas novidades. O futuro ditador está lá apreciando seu whisky como um verdadeiro defensor da causa socialista, enquanto o bigodinho parece que está cortando as unhas pra não acumular meleca quando for limpar o salão.


Sem perceber que, lá da puta que pariu, Matrix está espiando eles com seu binóculo fuderoso. Dava até pra ver os pêlos no nariz do Bennett com essa merda.


Um breve comentário sobre o binóculo. Pelo visor, dá pra ver que ele parece ser da hora mesmo. Mas nunca entendi qual a necessidade dele ter aqueles números ali e uma setinha que parece um símbolo de play, pra indicar que ele está movendo o binóculo para a direita. Sei lá, eu imagino que o cara que estivesse segurando o binóculo saberia que ele está o movendo para a direita...


Lá em Val Verde, o avião já parou e os passageiros estão se mandando. Interessante como todos ali parecem ser americanos, que sei lá que iriam fazer em um país latino no meio do nada. Alguns talvez querendo passar férias em um país do Terceiro Mundo, outros curiosos em conhecer a cultura, possivelmente alguns ali a negócios... E certamente alguns que estavam lá pra comprar farinha, como o sujeito de terno branco e chapéu. Pôrra, tá na cara que ele deve ser um gangster!


E os dois capangas ficam ali na expectativa, pois o Seu Jorge havia prometido trazer umas jujubas e algumas revistas do Pato Donald dos Estados Unidos para eles. Um deles parece o Raul Seixas depois da gripe e o outro tem toda pinta que está com o desodorante vencido faz uma semana. Os chamarei de Raul e Cheiroso.


O desembarque continua, até que todo mundo já está fora do avião... E dois para-médicos por fim vinham trazendo ali o que parecia ser um defunto. Ou eram as sobras da comida do vôo que eles iam distribuir pra galera no aeroporto.


O Cheiroso vai lá e arranca fora o lençol, e fica estarrecido ao ver seu chapa Seu Jorge todo cinzento ali. Fudeu, além de verem que o plano para colocar o Chávez no poder tinha ido pra cucuia, os dois ainda ficaram sem jujubas e sem os mais novos gibis do Pato Donald.


Segurando as lágrimas pelo seu amigo ter batido as botas, os dois então correm pro orelhão mais próximo pra avisar seu ditador. E o gangster tá na outra cabine, pra negociar a sua encomenda de pó.


Chávez recebe a ligação, escutando a melodia de uma dúzia de flautas peruanas, juntamente com a voz de um atendente dizendo que estava chegando uma ligação internacional a cobrar. Por isso a cara de asco dele, a primeira coisa que ele ia fazer quando se tornasse ditador de Val Verde seria executar todo mundo da companhia telefônica.


Enquanto isso, Matrix já está preparando todo o terreno pra começar a festa na base dos bandidos, onde ele estava conseguindo até o momento andar numa boa, demonstrando que segurança não é um dos valores mais prezados pelos capangas...


E estava sendo prometido um estouro, com algumas bombas detonadas por controle remoto, que sempre fazem a alegria da criançada. Que nem as balas que vendem nos ônibus.


Já aparece lá um bigodudo pra ir dar uma mijada naquele mesmo canto onde Matrix tinha deixado a bomba. Como ela não é à prova d'água, ele já pega o seu facão e dá um jeito no mijão.


Kill Count do Arnoldo = 8

O Chávez fica então puto ao descobrir que Matrix não estava no avião. Teria sido mais garantido arrumar um avião cargueiro e amarrar o grandalhão lá dentro, mas ele quis dar uma economizada e mandá-lo num vôo comercial. Fudeu, não era hoje que ele ia se tornar democraticamente presidente de Val Verde.


Ele então libera que Bennett mate a menina. Aposto que o bigodinho devia estar adorando isso, um merda como ele só ia conseguir matar alguém quando é uma garotinha indefesa.


Matrix está abrindo caminho aos poucos, pegando mais um chicano pelo pescoço e passando a faquinha nele. Se bem que faquinha é pouco, é uma puta facona essa merda! Pior que a Ginsu essa pôrra. E se prepare que agora o kill count vai começar a estourar.


Kill Count do Arnoldo = 9

Aparecem mais dois soldadinhos, só que os eles ficam ali todo abafados pra pegar suas metralhadoras que estavam penduradas nas costas. Como o Capitão Nascimento já falou, tem que deixar a arma na bandoleira, pôrra!


Matrix é mais rápido de saque, e taca duas facas nos pobres figurantes...


... um leva bem no meio da garganta, enquanto que o cretino da esquerda parece estar dando uma risada, talvez por se lembrar que havia feito um seguro de vida e assim sua esposa ia ganhar uma grana preta, apesar do fato dele não viver pra curtir a grana.


Kill Count do Arnoldo = 11

Dá até pra fazer uma piadinha com outro dos guardas ali, chegando ali de surpresa com um lança-facas e perguntando "que time é teu?".


É, foi Matrix quem meteu uma faca no meio dos pulmões do pobre coitado. E, puta merda, quantas facas o Arnoldo está levando?


Kill Count do Arnoldo = 12

Já chega de brincadeira, ele já deixou várias crianças órfãs, está na hora de correr na direção da mansão para buscar a sua filha. Meio imprudente, sair correndo ali no meio do descampado, pra todo mundo ver.


Tá vendo? Sempre tem um puto ali no alto de uma torre. Só que em vez de ficar em silêncio e acertar uma bala na nuca de Matrix e acabar o filme com a vitória dos bandidos, ele berra lá do alto, pra que ele levante as mãos e se renda.


Matrix responde da forma diplomática como esperamos: abrindo fogo.


Lá vai o calhorda da torre, cumprindo mais uma das manjadas cenas dos filmes de ação, que é a do bandido genérico despencando de algum lugar alto. E tá na cara que não vai ser nesse post que eu fecho o filme.


Kill Count do Arnoldo = 13

Com o alarme tocando, a base começa então a se mexer que nem formigueiro cutucado. Logo ali já abre uma porta dos desesperados, de onde saem mais dois soldados que não tem nem noção do que está acontecendo, já levando chumbo grosso de Matrix. Interessante como esses figurantes conseguem participar por dois segundos... Tipo, vai lá e finge que levou um tiro e cai morto no chão.


Kill Count do Arnoldo = 15

Mais dois aparecem ali, correndo destrambelhados e aparentemente com seus indicadores longe dos gatilhos de suas armas. Vem aí a questão, quanto tempo vou aguentar com a atualização dessa pôrra de contador de mortes.


Kill Count do Arnoldo = 17

Aparecem então dezenas de soldados, correndo atrás de Matrix. Mais uma vez, fico me perguntando como nenhum filho da puta pensou em dar um tiro nele, todo mundo correndo sem atirar com suas armas. Acho que não ensinaram o conceito de defender o perímetro para eles, ou faltou verba pra munição. Nosso amigo Arnoldo decide que é hora do show, pegando o controle remoto...


... detonando as bombas e mandando tudo pelos ares. Engraçado é perceber ali o que parece serem espantalhos de farda, em uma fraca tentativa de passar a idéia de que tinham ali alguns soldados. Convenhamos... nessa época não haviam feitos especiais como hoje em dia, e não ia pegar bem explodir pelos ares alguns figurantes.


Como eu gosto de números redondos, vamos contar só os três putos que estavam logo ali atrás de Matrix, mesmo que tenhamos que assumir que eles morreram pelo simples fato de terem tido um ataque cardíaco com a explosão.


Kill Count do Arnoldo = 20

Perto dali, Bennett escuta o esporro das explosões e fica orgásmico, pois ele sabia que era Matrix quem estava tacando o zaralho ali. Finalmente ele teria sua chance de um momento mano-a-mano com o musculoso. Como a censura desse filme não é pra maiores de dezoito anos, podemos ficar tranquilos que o mano-a-mano não envolve calças arriadas, apesar de Bennett ter toda a pinta que curte comer um quibe pela porta dos fundos.


Mas antes disso ele tinha que arrancar fora a cabeça de Jenny. Ia ser um incentivo bem legal para deixar Matrix bem puto. Só que ao virar a maçaneta, ela simplesmente acaba se soltando em suas mãos, mostrando que ou alguém tinha removido a outra ponta por dentro ou ele estava meio desajeitado.


Usando toda a sua massa adiposa, Bennett consegue dar uma ombrada e abrir a porta. Tudo isso para encontrar...


... um quarto vazio, e um buraco na madeira que estava vedando a janela. Na boa... Sei que Jenny é relativamente magra e está longe de ter nádegas avantajadas de uma adolescente brasileira. Mas eu acho que seria meio que impossível ela ter passado por aquele buraco ali.


Bennett também não acredita, mas vai lá dar uma conferida no que está acontecendo...


... a tempo de ver Jenny fugindo. Ah, as leis de conveniência de Hollywood. Claro que ela tinha que ter conseguido escapar no último momento.


Felizmente Bennett tem o seu sobre-peso ao ser favor. Assim, ele se joga que nem um porco contra as tábuas, botando tudo abaixo que nem um caminhão desgovernado. Ele não ia ser enganado por uma mera garotinha.


Perto dali, dois guardinhas estão lá protegendo o portão da casa do Chávez. O ditador havia dado ordens para que eles não saíssem dali, e deveriam dar suas vidas pelo bem da nação. Algo que provavelmente eles devem estar repensando neste momento...


Só que não dá tempo. Matrix aparece e descarrega a sua metralhadora neles. Acho que não preciso colocar uma foto dos dois voando pelos ares para saber o que aconteceu.


Kill Count do Arnoldo = 22

Aí uma turminha de cinco soldados teve uma brilhante idéia: por que se arriscar e ir atrás daquele bombado a pé? Era melhor ir em um jipe, assim eles não cansariam as pernas e teriam algum tipo de proteção contra a metralhadora dele. Não sei por que, mas pra mim parece uma péssima idéia.


Bem... Só que eles não se deram conta que Matrix tinha lá o seu lança-foguetes.


E lá vão eles. Péssima idéia, não disse?


Kill Count do Arnoldo = 27

E o próximo foguete vai no portão. Tudo bem que era apenas um mero portão de madeira, bastaria talvez só empurrá-lo ou na pior das hipóteses dar um coice nele para abrir, mas Matrix não está com tempo para delicadezas...


Lá no avião, Cindy decide tentar mais uma vez a ligação para o general Boechat, pra contar toda a história e dizer onde Matrix estava. Seria só torcer pro chip da TIM funcionar naquelas bandas...


Mas felizmente dessa vez o nosso amigo do Jornal da Band está lá, dando uma conferida nas matérias do dia, quando sua estagiária entra, avisando que tem uma ligação pra ele a respeito de um furo jornalístico de um bombado alucinado destruindo uma ilha na costa da California.


Matrix continua abrindo caminho pelo bosque que cerca a mansão do Chávez, embora essa pareça ser uma cena reaproveitada do filme Predador. No meio do mato aparece mais um chicano que é fuzilado pelo fortão... Acreditem em mim, não vou ficar colocando toda hora a foto de um soldadinho de merda levando chumbo, ou a postagem não termina tão cedo.


Kill Count do Arnoldo = 28

E aí ele chega na mansão do ditador. Se fosse um videogame, aquela seria meio que a fase final, repleta de bandidos vindo de todos os lados. Até mesmo uns idiotas que estavam no telhado. Na boa, ou eles estavam lá soltando pipa ou pegando a bola da pelada que caiu lá por engano, pois não faz sentido o cara ficar ali no telhado pra defender a mansão.


Chegou a hora do Arnoldão fazer a festa. Tantos bandidos ali, desprotegidos. Veja só a cara de satisfação dele enquanto senta o dedo no gatilho.


Lá vamos nós...


Kill Count do Arnoldo = 30

Não sei porque, mas começo a me lembrar daquele jogo Operation Wolf do Master System.


Kill Count do Arnoldo = 35

Eis que aparece o José. José havia sido contratado por Chávez na semana passada, foi a única opção de trabalho que ele achou pra continuar morando nos Estados Unidos, para depois trazer a sua esposa Florentina, grávida do quarto filho, lá do México. José era um cara esforçado, já tinha a experiência de caçar ratazanas nas ruas de Tijuana e depois vendê-las para o restaurante... E ele estava ali, chegando sem fazer baulho, prestes a ser o herói do grupo, pra dar um teco naquele porco capitalista cheio de anabolizantes.


Qualé? Chegando assim de fininho? Não fode!


Pegadinha, malandro! O que é que fala espanhol e tem um monte de buracos?


Sim, um soldado latino cheio de balas. E assim se encerra a breve participação do José, que podia ter dado um tiro em Matrix mas ficou com cagaço, e virou apenas estatística, junto com outros dois putos que levaram chumbo.


Kill Count do Arnoldo = 38

Chegou a hora de variar um pouco na forma de matar os bandidos. Como quando a gente joga Doom ou Duke Nukem, tem aqueles momentos que queremos variar um pouco a arma pra ver como que é explodir os inimigos de uma maneira diferente. Assim, Matrix pega as suas granadas pra fazer uma zona.


E lá vão mais dois malucos, voando pelos ares. O mais hilário de tudo é ver como eram os efeitos especiais da época, quando temos acesso ao filme e ao avanço quadro a quadro. Veja que o canalha da esquerda é catapultado para o alto por um trampolim.


Kill Count do Arnoldo = 40

Arnoldo continua lá com sua metralhadora, que parece estar com cheat de munição infinita, passando o sarrafo nos bandidos. Nem o vaso de plantas tem misericórdia, para a tristeza dos eco-chatos.


Kill Count do Arnoldo = 43

Antes que venham a falar que eu considerei a planta como vítima, na verdade foi um outro sujeito que levou um tiro um segundo antes. Como disse, tá na hora de economizar as imagens dos caras levando tiro, a não ser que seja alguma morte hilária. Tipo, esses dois coitados tendo uma ajudinha pra pular por cima do muro e entrar em órbita.


Kill Count do Arnoldo = 45

Sério, se você for contar exatamente 20 segundos desde a cena acima até o barbudo abaixo, nosso amigo Schwarzenegger detonou oito capangas. Acho que nunca na história de Hollywood houveram tantas mortes por segundo em um filme.


Kill Count do Arnoldo = 53

Finalmente acabou a munição da metralhadora, mas quem disse que Matrix está desarmado? Hora de bancar o Dirty Harry e puxar o trezoitão pra estourar as cabeças de mais alguns bandidos.


Mas com a pistola, ele só derruba dois capangas... Um deles voando que nem um saco de batatas, pra virar adubo ali debaixo da planta.


Kill Count do Arnoldo = 55

Agora fudeu. Chegou a hora da doze, estilo Duke Nukem. Não importa se é num filme ou num jogo de videogame, nada mais sensacional do que uma espingarda da pôrra como essa!


O mais legal é que os soldadinhos literalmente voam pelos ares, após levar um mega coice dos tiros da shotgun. Só nessa leva foram mais quatro pro IML.


Kill Count do Arnoldo = 59

Aí então vem mais um sujeito, o chamarei de Hernandez. Depois de ver alguns de seus parsas voarem pelos ares, ele se dá conta de que aquela bolinha pendurada em seu cinto não era uma pêra engraçada, mas sim uma granada. Então o Hernandez tem uma idéia, e decide fazer a mesma coisa que aquele bombado havia feito, aproveitando a sua habilidade de arremessador de beisebol na liga juvenil cubana.


E que sorte! A pêra... quer dizer, granada havia caído ali do lado do bombadão!


Matrix olha pro lado e vê que fudeu. Parece que chegou a hora dele comprar uma fazenda.


Bom... Mas convenhamos que já era esperado. Explode uma puta granada ali a meio metro do Arnoldo, e sabemos que o máximo que vai acontecer é ele dar um salto mortal pra longe, sem nenhum arranhão. Afinal, ele já bateu de frente num poste e saiu ileso de um camburão atingido por um foguete, uma granadinha de merda dessas não vai fazer nada.


Só que dessa vez, o Arnoldão parece que sentiu o coice. Finalmente algum chicano conseguiu atingi-lo, mesmo que quase sem querer. Parece que já era, nosso amigo está com os dias contatos.


Todo fudido, Matirx saí se arrastando prum canto, convenientemente encontrando uma cabana de madeira pra se esconder. Só teria que ficar na torcida que os capangas não o vissem, ou que o Lobo Mau não aparecesse pra soprar a casa de madeira pra longe.


E eu acho que chegamos em uma hora boa para dar uma parada. Me excedi aqui, atualizando o contator de mortes, e ainda tem alguns minutos de tiroteio pela frente. Vamos dar uma pausa, deixar Matrix dar uma relaxada na cabana e depois volto pra fechar essa sátira.