sábado, 24 de janeiro de 2015

Dura Lex, Sed Lex (2)

Essa eu não resisti... Tive que voltar logo aqui para tecer alguns comentários com base em uma notícia relativamente antiga, mas que voltou à boca do povo logo depois que tivemos o fuzilamento do traficante de drogas Marco Archer na Indonésia, que comentei logo abaixo.

Sim, traficante de drogas. Instrutor de asa-delta é o escambau, que não passava de uma fachada para justificar as suas viagens para as ilhas do Pacífico.

Enfim, a execução do brasileiro causou realmente uma comoção muito grande nas redes sociais e na população em geral. E certamente não podia deixar de se falar a respeito da pena de morte em si, com opiniões diversas, uns favoráveis e outros contra. Muita gente dizendo que é assim mesmo, que tem que passar fogo, que temos que estourar a cabeça da bandidagem pois só assim a criminalidade vai se reduzir; e por outro lado outros dizendo que ninguém tem o direito de tirar a vida de uma pessoa, que pena de morte é uma barbárie e precisa ser erradicada. 


Como todos, eu tenho aqui também a minha opinião, onde penso que para certos crimes hediondos, para certos criminosos de altíssima periculosidade e reincidentes constantes, o melhor mesmo é uma bala na cabeça ou um laço no pescoço. Certos traficantes de drogas, tipo um Fernandinho Beira-Mar, gente assim não tem espaço em uma sociedade, é tipo que precisa ser exterminado que nem barata, em vez de gerar todo um custo de nossos cofres públicos para mantê-lo em uma prisão de segurança máxima. Criminosos como aquele Champinha, que matou aquele casal de adolescentes em São Paulo, depois de dias estuprando a menina das formas mais terríveis imaginadas, um sujeito assim não tem conserto, não merece ser reintegrado na sociedade de bem. Tipo esses bandidos, assassinos que tiraram a vida de dezenas de pessoas, que são colocados nas ruas após um indulto de Natal e voltam a matar, criminosos com total desprezo pela vida humana, esse tipo de marginal tem mais é que ser exterminado, eliminado.

Cruel? Talvez. Mas ninguém pensa muito na crueldade de seus crimes, muitos não pensam nas inúmeras famílias que são destruídas por conta desses criminosos. Criminosos esses que riem da justiça, que estão cientes da impunidade, alguns que inclusive tem licença total para matar como os "di menor". 

Enfim... Mas eu não vim aqui para discutir a questão da pena de morte em si, não é minha idéia querer te convencer de que estou certo. Opinião, cada um tem a sua, e em assuntos polêmicos como esse normalmente as pessoas acabam sendo bem firmes em suas convicções, e por mais que se apresentem argumentos contrários ou favoráveis, é muito difícil alguém mudar assim de opinião.

Bom, com exceção de nossa "maravilhosa democracia" petista. Você certamente viu como que a nossa presidente Dilma (que está bem sumida depois de começar a fazer aquilo que o Aécio faria, como aumentar impostos, reduzir benefícios e por aí vai) ficou estarrecida e indignada com a execução de Marco Archer. Começou a falar mais grosso do que de costume, dizendo que condenava tal punição exagerada, que tal atitude iria prejudicar as relações entre os governos brasileiro e indonésio, ignorando o, vamos dizer, direito da Indonésia ter as suas leis e colocá-las em prática. Usando aquela expressão que os petistas tanto gostam, sem respeitar a "soberania nacional" do país asiático.

Considerando então como que o governo brasileiro é tão assim contra a pena de morte, vamos resgatar essa notícia de doze anos atrás, durante o governo de nosso ilustríssimo presidente Lula. A notícia pode ser vista aqui, até que seja vítima do "controle social da mídia" que é defendido pelos esquerdistas.


O embaixador brasileiro em Havana, Tilden Santiago, justificou ontem a decisão do governo cubano de fuzilar três seqüestradores de um barco, que chamou de terroristas. "O regime cubano tinha o direito de se defender da tentativa de desestabilização estimulada pelos Estados Unidos", disse Santiago sobre a execução dos homens que seqüestraram um barco em abril para fugir para os Estados Unidos.  
O embaixador comentou o fato ao anunciar a primeira viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à ilha, em setembro próximo. "Se Luiz Inácio Lula da Silva sofresse uma desestabilização semelhante, o governo brasileiro teria que tomar providências. Se também tentarem desestabilizar Lula, teremos que tomar nossas medidas", disse Santiago, que lembrou que o representante americano em Cuba promovia reuniões periódicas para "alimentar a desestabilização e a oposição ao regime de Fidel Castro".
"É preciso entender em que contexto as coisas aconteceram e Lula, que está consciente desta situação, viajará sabendo que hoje o Brasil é considerado por Cuba como o país que pode operar a integração latino-americana", continuou. Santiago destacou ainda que o Brasil precisa atrair Cuba para "o mundo das nações que promovem e respeitam os direitos humanos". O Brasil adotou uma postura pragmática ao abster-se de votar uma condenação de Cuba nas Nações Unidas, concluiu Santiago.

Que bonito, hein? Como que nosso governo mudou de idéia ao longo dos anos...

Eu acho que não precisa queimar muito os neurônios para entender aqui. Alguém imaginaria que Lula e o restante do PT iria condenar uma decisão do governo amiguinho de Cuba? Ainda tiveram a audácia de justificar a decisão, pois afinal de contas o governo cubano tinha o direito de fazer qualquer coisa (inclusive aplicar pena de morte) para se defender da "tentativa de desestabilização estimulada pelos Estados Unidos". O bostaldo do embaixador finaliza dizendo que é necessário ser compreensivo, entender o contexto em que tal punição ocorreu.

Ou seja: a Indonésia aplicar a lei e executar um traficante de drogas brasileiro é revoltante e inaceitável, suficiente para deixar nosso governo indignado com a aplicação de uma pena tão severa; agora, se é Cuba que executa três caras que sequestraram um barco, está tudo bem, não tem problema, afinal eles estavam a mando dos EUA para desestabilizar o governo, e temos que aceitar qualquer decisão do governo cubano.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Mulheres Marombadas

Outro dia eu estava passando pelos canais de televisão, e apesar de ter NET aqui, tem algumas raras horas que arrisco passear pela TV aberta só como forma de curiosidade, ou somente para ganhar um pouco mais de tempo zapeando até começar um programa que me interessa. E numa dessas, eu passei por um daqueles programas calhordas de celebridades, que estava falando a respeito do Carnaval que está vindo aí, e na ocasião estavam mostrando uma entrevista com aquela tal de Gracyanne Barbosa, aquela que eu tenho minhas dúvidas se merece ser chamada de "mulher", motivando o post de hoje.


Sim, tenho minhas dúvidas sobre o quanto essa cidadã é representante mesmo do sexo feminino, pois a dita cuja é adepta praticamente fanática da musculação, chegando a ter um corpo que daria inveja a muitos homens. É curioso pois tenho inclusive várias amigas no Facebook que são adeptas dessa filosofia fitness exagerada, e que estão sempre colocando fotos suas ou de outras marombadas famosas como a tal Gracyanne, enaltecendo esse estilo de vida, erguendo oitenta quilos de peso ou exibindo diante do espelho o abdômen trincado, como se aquilo fosse um exemplo de como ser saudável.

Na boa, pra mim isso é um passo quase que sem volta para parece um transsexual.

Sei que vou pisar no pé de muita gente, inclusive às vezes tenho a curiosidade de ler os comentários das postagens que essas minhas amigas compartilham, e é engraçado como muitos já adotam aquela postura de que as pessoas vão criticar a postura dela, que isso não passa de recalque e inveja de gente que não tem a determinação e força de vontade como ela. Pode até ser, mas não é meu caso.

Logicamente que eu acredito que cada um faz o que quiser, inclusive com seu corpo. Todos são livres. Se a pessoa quer parecer um halterofilista, maravilha; se o sujeito quer cultivar uma barriguinha de cerveja, vai fundo; se a pessoa quer ser magra que nem um graveto, vá em frente. Logicamente, para todos os casos, sem exagerar. A pessoa não pode ser magra a ponto de ficar só na pele e osso, tampouco não é uma boa ficar exageradamente gordo, morbidamente obeso a ponto de precisar de um guindaste para sair da cama...


Mas da mesma forma eu acho exagero a pessoa que pratica exercícios de forma quase que constante, a ponto de chegar no físico como a tal Gracyanne. Principalmente quando se trata de uma mulher. Olhe de novo para a foto lá no alto, e me diga o que você vê. Sério, se não fosse pelo rosto e pelos peitos, parece mais o corpo de um homem, com a barriga definida e as pernas musculosas. Poderia ficar normal se fosse um cara, mas sinceramente para mim é jogar a feminilidade para escanteio. 

Eu já citei aqui em diversas oportunidades, e torno a trazer um exemplo de uma mulher que eu achava linda, muito bonita e feminina, e que se estragou após entrar nessa fase marombada. Quando ela surgiu na mídia, antes de virar panicat, ela era até jeitosinha, parecia aquela garota que você apresentaria aos seus pais, com um corpo bem definido até, mas sem exageros, sem perder a feminilidade que se espera de uma mulher.


Chegada a fama, ela começou a enveredar por overdose de exercícios, deve até ter tomado bomba pra chegar no que é hoje. Não chega a ser tão marombada como a Gracyanne, mas mesmo assim tem a pinta que pode te quebrar ao meio com essas pernas musculosas.


Qual delas você prefere? Eu fico com a antes da musculação toda... Fala sério, olha como ficaram os braços e a barriga da moça!

Eu não sei mesmo qual é a razão que as mulheres buscam ficar com um corpo assim exageradamente musculoso, caso alguma leitora consiga me explicar aqui nos comentários, eu agradeço. Digo mais uma vez, cada um é livre para fazer o que quiser com seu corpo, e se a mulher deseja ter um corpo assim com bíceps avantajados, barriga six-pack e pernas musculosas, ela tem todo o direito. Mas eu não consigo ver a razão para ir tão longe assim, não me parece natural, e mesmo saudável, que a mulher transforme o seu corpo de maneira tão drástica assim. 


E o mais engraçado de tudo é que elas não fazem isso devido a estarem insatisfeitas com a sua sexualidade. É diferente, por exemplo, daquela "coisa" chamada Thammy Gretchen, que realmente quer virar homem, que chegou ao ponto de remover os seios para ficar mais masculinizada do que já estava ficando. Só falta agora plantar um galho entre as pernas pra ficar mais macho que muito homem que tem hoje em dia. 

Fico às vezes me perguntando se tem homem que gosta de mulher assim... Na boa, eu pessoalmente acho sem graça, acho desanimador olhar pro lado e ver uma mulher assim toda musculosa. Eu sou daquele tipo que prefire uma mulher feminina, não estou dizendo que tenha que ser tipo princesa de Disney em perigo que precise ser tratada a pão-de-ló, mas também não me agradaria nem um pouco ter uma namorada ou esposa que mais parece o Rambo, que passa todo o tempo livre malhando na academia na busca por um corpo exageradamente sarado. De novo, sei que gosto não se discute, tem gosto pra tudo, mas pra mim não funciona. Embora muitos caras fiquem babando por esse tipo de mulher: por exemplo, o merdelho do Belo é um que parece gostar, antes era casado com uma outra marombenta que não me lembro e agora é com essa Gracyanne.


Mas convenhamos... Com essa pinta aí, dá pra imaginar por que ele curte mulher que tem corpo quase que de homem...

Sério, às vezes fico pensando que o mundo tá caminhando pra merda. Fico refletindo agora, pois ao mesmo tempo em que tem muita mulher querendo malhar pra ficar com corpo de Mister Universo, tem muito homem aí entrando em contato quase que constante com seu lado feminino. Mulheres de braços musculosos e homens de penteado fashion; mulheres com abdômen trincado e homens fazendo as unhas; mulheres com pernas musculosas e homens falando fino.

Tá tudo misturado, caralho!

Certamente devem ter muitas mulheres aqui que vão reclamar da minha opinião, dizendo que a tal da Gracyanne é linda, um exemplo a ser seguido. Mais uma vez, repito que cada um é livre para fazer o que bem entender com o seu corpo, e gostar do que quiser. Mas imagino que é indiscutível que não é uma coisa natural, que exemplos como ela já passaram e muito do bom senso. Pode ser até mais saudável, pode até ser que isso venha a proporcionar um bem-estar para a mulher que malhe tudo isso (até mesmo maior segurança, você acha que algum pivete iria se engraçar de tentar roubar a bolsa duma mulher dessas?), tá no direito dela. Mas chega a ser exagero, é músculo demais, chega a deixar ela toda deformada, tá quase pra uma She-Hulk, fala sério.

E pergunto de novo: pra quê? Cara, não pode ser só por conta de exposição de mídia, não deve ser algo que as mulheres fazem para aparecer no TV Fama. Deve ter alguma razão obscura que eu não consigo perceber que leva a mulher a transformar seu corpo em uma massa de músculos, não imagino que tenha tanta maria-academia que toma bomba e passa horas malhando só como forma de copiar as outras, deve ter um motivo pra tudo isso. Vai lá,faça seus exercícios, é legal ficar em forma; mas não precisa exagerar tanto assim.

Enfim, façam o que quiserem. Só posso dizer que este texugo que aqui está não acha isso aí de baixo atraente...


... prefiro muito mais algo como isso.


domingo, 18 de janeiro de 2015

Dura Lex, Sed Lex

Não, eu não estou ficando maluco com esse título. Trata-se de uma expressão em latim que significa algo como "a lei é dura, mas é a lei". E acredito que se encaixa perfeitamente no momento de agora, após do ocorrido no último sábado, quando tivemos a execução por fuzilamento do brasileiro Marco Archer na Indonésia, após ter sido pego entrando no país com quase 15 quilos de cocaína escondidos nos tubos de sua asa delta. Ele foi preso em 2003 e recentemente recebeu a sua sentença se morte, que foi executada em questão de poucos dias neste último fim de semana.


Não precisa dizer que todo esse episódio gerou toda uma comoção de parte dos brasileiros, incluindo aí o nosso governo, que tentou de tudo para pedir clemência ao presidente indonésio, sem resultados. Toda uma comoção que foi seguida de revolta e indignação de nossa “presidenta”, que não concordou com as medidas do governo indonésio, mesmo após tantas tentativas que ela fez para conversar com o presidente da Indonésia para pedir uma maior compreensão contra o caso, condenando ainda o uso da pena de morte.

Sim, um assunto bem polêmico... E como não podia deixar de ser, este texugo vem aqui para expressar a sua opinião, com a certeza de que vai pisar no calo de muita gente, mesmo observando que muitas pessoas pensam da mesma forma do que eu.

Na minha visão, foi feito o correto sim. A única coisa que lamento é que tal tipo de punição severa a traficantes de drogas não seja aplicada em países como o Brasil, que são praticamente paraísos para quem quer traficar drogas internacionalmente. E, senhora presidente Dilma (sim, presidente... pois “presidenta” é coisa do vocabulário de petralhotários idiotas), não tem nada que ficar indignada pôrra nenhuma!


Fato: o Marco Archer era um traficante de drogas. Ponto. Conforme algumas reportagens relatam (como essa aqui), essa era na prática a sua profissão, essa bobagem de instrutor de asa-delta é só fachada para justificar as suas constantes idas e vindas para a Indonésia. E mesmo que venha a aparecer aqui algum boboca dizendo que reportagens como essas são calúnias escritas pela mídia golpista de direita... Fato é que ele entrou no país lá com mais de dez quilos de cocaína. Pode ter sido a única vez, mas ele cometeu sim um crime. Tanto que ele fugiu do aeroporto, sendo encontrado dias depois antes de conseguir ir para outro país. Não tem discussão quanto a isso, ele era um criminoso. E lá na Indonésia a tolerância é zero quanto a esse tipo de crime. Era algo que ele sabia, e pagou por isso.

São coisas do Brasil... Aqui nessa pocilga a maioria do povo tem essa mania de simpatizar com o bandido, de tentar entender o seu lado, de encontrar uma justificativa para o que ele fez, de torná-lo uma vítima. Lembra daquele filho da puta do ônibus 174? Criaram toda uma "aura" em cima dele, pois ele era um pobre coitado, que viu seus amigos serem mortos na chacina da Candelária, e por isso ele foi levado a se tornar um criminoso... Mesma coisa já está sendo feita com Archer: vi uma reportagem na televisão dizendo que ele estava traficando drogas para pagar as contas do hospital na Cingapura, onde ficou depois de um acidente, querendo pagar de volta o dinheiro que seus amigos enviaram para trazê-lo de volta ao Brasil para concluir o tratamento. Pode apostar que vão fazer um filme, colocando ele na posição de coitadinho, de incompreendido, que estava traficando drogas com boas intenções...

Cara... Os fins não justificam os meios...

Pode parecer extremismo de minha parte, mas é como aquele velho exemplo que muitas pessoas comentam, como por exemplo, achar que um sujeito que rouba um litro de leite para alimentar a sua família faminta não pode ser punido. Pode, e deve. Cometeu um crime, roubou um produto de uma padaria ou mercado, é sim um criminoso e tem que pagar pelo crime que cometeu. Não interessa se ele tinha a melhor das intenções. 


Logicamente que existem crimes mais graves que os outros. Em nenhum momento estou dizendo que uma pessoa que roubou alguma coisa de uma loja tenha que levar uma bala na cabeça, antes que venha a aparecer algum cretino dizendo que eu falei isso. Há crimes e crimes, mas todos são crimes, e todos têm a sua punição. Logicamente que a justiça deve aplicar uma punição coerente, com base em uma série de quesitos, como a gravidade do crime, por exemplo. E essa punição precisa ser tal que venha não só a punir o réu da maneira que se deve, mas também como um incentivo para os outros, como uma forma de coibir que outras pessoas venham a cometer os mesmos crimes, por medo de sofrer a mesma punição. Pode parecer ruim, mas é só assim que funciona.

Foi a postura do governo da Indonésia ao instituir a pena máxima para aqueles que traficam drogas. é uma decisão do país, buscando assim erradicar uma das mazelas da sociedade que é o tráfico de drogas. Não é a única solução, lógico; mas pode apostar que neguinho vai pensar duas vezes antes de querer levar cocaína, maconha ou outras drogas para aquele país.

Algo totalmente diferente do que temos aqui nessa bola de lama que chamamos de Brasil. Essa merda aqui é o país da impunidade, onde todo mundo sabe que vai poder fazer o que quiser e nada vai acontecer. Temos uma justiça lenta, que leva décadas para resolver questões críticas, enquanto os réus logicamente ficam aguardando em liberdade; temos os políticos e juízes que sempre se protegem pelo foro privilegiado, que como o nome sugere sempre os protege, praticamente permitindo que cometam crimes pelos quais meros mortais não seriam condenados; temos aqui os "di menor" que têm toda uma proteção da lei, que permite que cometam qualquer crime, inclusive matar, sob a garantia de que ao chegar à maioridade vão ser automaticamente perdoados; e sem falar nos criminosos que possuem regalias absurdas, como o "direito" de poder sair da cadeia em certas datas como dias das mães e Natal, para não voltarem mais...


Como dizem, o Brasil é o país da piada pronta.

Claro que vão aparecer as pessoas condenando a pena de morte, dizendo que tal punição é demais, que é desumana. Mas eu não acho não. Novamente, eu penso que para certos crimes hediondos, de alta severidade, a punição tem que ser essa mesmo, por dois motivos. Primeiro, esse tipo de criminoso é que nem barata, deve ser exterminado. Por mais que possa soar extremamente desumano, nós não precisamos de gente como Marco Archer nesse mundo, como não precisamos de gente como Champinha, como Fernandinho Beira-Mar, como o Bruno do Flamengo. São criminosos, gente do mal, gente que não faria nenhuma falta se fossem apagados. Pois esse tipo de pessoa acaba sendo responsável, de forma direta ou indireta, pela morte de muitas pessoas inocentes, pessoas de bem, por destruir famílias inteiras por conta de seus crimes. 

Sim, considero Marco Archer da mesma laia que essas pessoas. Alguém pode dizer "ah, mas ele não matou ninguém, estava só traficando drogas...". Só traficando drogas, cara-pálida? 

Muita gente parece não se dar conta (ou convenientemente fecha os olhos) para o fato de que o tráfico de drogas está sim associado à violência. Quantas pessoas só aqui no Brasil já perderam a vida ou sofreram algum tipo de agressão por causa das drogas? E não estou falando dos traficantes e usuários, esses podem morrer à vontade. Falo a respeito das pessoas inocentes, como o pai de família que é vítima de bala perdida durante uma ação policial contra o tráfico, a criança que é espancada até à morte pelos colegas de favela associados ao tráfico, a mãe que foi espancada por não ter dado mais dinheiro pro seu filho drogado, a pessoa que estava lá na rua cuidando de sua vida até ser assaltada por um viciado que sem cerimônia puxa o gatilho e o mata. Pode apostar que isso acontece também lá na Indonésia, só que lá o governo toma uma atitude mais direta para combater isso.


Será que a senhora dona presidente Dilma iria se sensibilizar se uma criança indonésia perdesse a vida por conta do tráfico de drogas? Por causa de homens como Marco Archer que levam drogas para aquele país?

Fala sério... As autoridades desse nosso país são uma vergonha. A nossa "presidenta" se sente indignada por um criminoso brasileiro ter sido executado como manda a lei de um país estrangeiro, mas fica caladinha diante da morte daquele rapaz no ponto de ônibus em Botafogo? Nenhuma autoridade, nenhuma ONG, tipo Viva Rio ou Anistia Internacional, foi lá apoiar a família desse rapaz que teve a sua vida interrompida cruelmente, mas essas mesmas autoridades e instituições declaram repúdio à execução de um traficante de drogas? Que bosta de país é esse?

Certamente o Marco Archer deve ter passado seus últimos dias de uma forma terrível. Eu não consigo imaginar o quanto pode ser triste e frustrante ver as horas passarem e saber que você está com os dias contados, ter a certeza de que em um dado momento ele levaria um tiro e morreria, que sua vida seria interrompida naquele dia, que depois daquilo tudo acabaria, sua vida iria simplesmente parar de existir, tudo aquilo que ele gostava de fazer, jamais faria de novo. Não deve ser fácil... 

Mas, por outro lado... E as vítimas do tráfico de drogas? E quanto a essas pessoas? Para elas eu penso ainda ser pior, pois você está lá, numa boa, andando na rua, pensando na sua vida, planejando o seu futuro, seja a curto, médio ou longo prazo. Tipo, pensando no que vai fazer no seu fim de semana, imaginando como serão as férias com sua família, sonhando em como seria o casamento com a mulher de sua vida... e do nada, aparece um drogado com uma arma na mão e acerta um tiro na sua cabeça... Acabou. Sua vida é interrompida, talvez até sem nem você ter a consciência, em um instante simplesmente tudo deixa de existir para você. 

E tudo isso em parte graças à existência de pessoas como Marco Archer, que traficam droga. Ele pelo menos teve o tempo para pensar em sua vida, para ficar em paz com seus demônios, para refletir sobre o que fez, já sabendo quando que a cortina vai baixar e tudo vai acabar... Enquanto que muitas vítimas do tráfico têm as suas vidas interrompidas de forma tão brutal, tão repentina. É desses que eu tenho pena, e não desse criminoso.

Uma coisa interessante é que ninguém pode criticar a Indonésia por tomar tal decisão. Vou usar aqui uma frase que os petralhas adoram estufar o peito e dizer: Dilma e companhia precisam respeitar a soberania nacional da Indonésia. Acontece que essa de respeitar a soberania do governo alheio depende muito de o quanto esse governo é aliado ao interesse do partido. Quando no panamericano os atletas cubanos pediram asilo, o governo preferiu respeitar os interesses de Cuba, e não pensou duas vezes para mandar os caras de volta pra ilha do Fidel (onde não seria surpresa que tenham sido punidos por traição ao governo castrista); quando aquele Cesare Batistti, criminoso italiano, vei se refugiar aqui e a Itália pediu a sua extradição, aí o respeito pelo governo europeu foi deixado de lado, valeu mais usar a "soberania nacional" para acolher em terras tupiniquins um bandido que compartilha os mesmos ideais "democráticos" do PT; quando colocaram aquela lei de fichamento de norte-americanos aqui no Brasil, somente com interesses revanchistas, novamente o Brasil veio posar de soberano a dizer que eles podiam fazer o que quisessem ao forçar os estrangeiros passar por todo o constrangimento de serem fichados. 

É a mesma coisa agora, pois por algum motivo qualquer (talvez Archer fosse simpatizante do PT, sei lá), o governo brasileiro ficou indignado com sua execução. Será que se fosse um norte-americano executado lá na Indonésia a Dilma ia ficar assim tão bolada? Ou será que se fosse um brasileiro condenado à pena de morte na Síria ou em Cuba, será que haveria toda essa comoção e agressão diplomática contra esses países?

Duvido!

Bom, o que digo é que esse é menos um criminoso em nosso mundo. Acho que as pessoas deveriam se sensibilizar mais com as pessoas inocentes que perdem suas vidas por conta de crimes como tráfico de drogas, e não por causa de um criminoso. Me surpreende a quantidade de lágrimas que estão sendo derramadas por Marco Archer,toda a indignação por conta de um, enquanto que a sociedade se mostra indiferente diante de tantas vítimas da criminalidade. Se é assim que nosso povo quer ser, estamos realmente condenados.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Robocop - Parte 1

Começando mais um ano, e para iniciar aqui com o pé direito, finalmente vamos voltar às zoações com filmes! Como eu havia prometido depois de finalizar a sátira de Aventureiros do Bairro Proibido, o próximo da lista é o nosso grande amigo policial de lata, o Robocop. Mas não estou falando do remake lançado recentemente, que ainda não vi, mas sim do original lá dos anos 80, que certamente deve ser muito melhor do que sua nova versão moderna. 


Clássico carimbado da Sessão da Tarde, é realmente curioso ver como que naquela época muitos filmes eram extremamente violentos para os padrões da atualidade, nesse filme tinha algumas cenas dignas de Mortal Kombat, mas mesmo assim esse filme fazia sucesso com a criançada, tanto que fizeram até um desenho animado dele. Curioso ver como que as crianças e adolescentes que cresceram na década de 80 e 90 hoje estão tendo filhos e os criando a base de pão-de-ló, cheio de receios e preocupações contra simples cenas de briga, alguns palavrões não muito fortes e mesmo uma cena de relance duma mulher com os peitos de fora. Coisas que eram tão naturais no seu tempo, mas que os jovens de ontem vêem como extremamente subversivas, indecentes e violentas... 

Mas chega desse papo filosófico, que queremos é rever esse filmaço, não é?

O filme se passa na Detroit do futuro. E como vamos ver em breve, aquele futuro hilário que os filmes dos anos 80 previam, tipo achar que no ano 2000 tudo seria revolucionário, embora sem carros voadores, viagens espaciais e outras tranqueiras do estilo Jetsons. Nesse futuro, Detroit, a antiga capital do automóvel, havia se tornado uma pocilga, cheia de crimes e toda fudida. Curioso observar que parece que os criadores do filme não erraram tanto, pois hoje em dia Detroit se tornou mesmo uma pocilga, uma cidade sem emprego e com elevado índice de violência, muito em conta pela aparente falência do mercado automobilístico norte-americano.


E se você conhece bem o filme do Robocop, sabe que uma das coisas mais hilárias são meio que os intervalos onde aparecem notícias de televisão ou mesmo propagandas. E é assim que o filme começa, com o jornal da noite de Detroit. Pelas imagens que eles apresentam, que envolvem a explosão do ônibus espacial Challenger, a erupção de um vulcão, um avião se arrebentando no pouso e um protesto que não era só pelos 20 centavos, dá até para escutar a vinheta do Plantão da Globo.


Surge então o William Bonner, juntamente com a Ana Maria Braga, comprovando que depois de ter trocado a Fátima Bernardes nenhuma co-âncora dura muito tempo ao lado do senhor Jornal Nacional.


E por que diabos tem uma merda em cima da mesa, que mais parece uma bomba peniana?

Entre as notícias, o Bonner fala então da morte de alguns policiais, que todo mundo diz ser por culpa de uma má administração dos departamentos de polícia, controlados pela organização OCP, que é veremos depois que é quem manda na pôrra toda da cidade. Só um pobre coitado consegue se safar, embora ferido gravemente, e consegue fazer um retrato falado do cara que havia os atacado, o tal do Clarence Boddicker. Esse é o filho da puta que é conhecido por matar policiais de forma cruel e vil, um verdadeiro calhorda, a ponto de fazer o William Bonner fazer biquinho.


Vamos então para o departamento de polícia, onde temos uma acalorada discussão entre alguns advogados e o delegado Hightower, que depois de algumas zoeiras na Loucademia de Polícia decidiu agir sério pra variar um pouco.


O advogado começa então os seus bla-bla-blás de que seu cliente tem habeas-corpus, que é réu primário e tem graduação em Botânica, e por isso não deve ficar nem um minuto preso pois é inocente, e que o fato dele ter sido pego em sua casa com uma arma depois de ter metido quinze tiros na cabeça de sua ex-mulher não tem nada a ver... Com isso o delegado Hightower fica puto dentro das calças, e parte pra porrada em cima dos advogados.


Ah, quem me dera que fosse assim por aqui.

E nessa hora somos apresentados ao herói do filme, o policial Murphy, que chega ao precinto após transferência da UPP do Alemão, fazendo pose de durão e achando que vai logo se dar bem nessa Detroit mais calma. Só não tem muito bom gosto para roupas, com essa camisa toda fresca, a ponto de fazer o afeminado ali atrás torcer seu nariz.


Murphy se apresenta para o delegado Hightower, que o manda para o vestiário para botar logo uma roupa decente, pois aquele ali era um departamento de família e não a boate Le Boy. E por algum motivo tem uma moradora de rua ali do lado da mesa do delegado, mostrando que a polícia realmente não tava com essa moral toda, qualquer trombadinha podia chegar ali e pedir uns dois reau pra tomar um café.


Não demora muito pra que Murphy troque de roupa e vista algo mais adequado para um policial que se preze, e já começa ali a bater papo, perguntando para seu colega quanto dia sido o jogo do Mengão. O outro tira, já lamentando o fato de que o novato era mais um mulambo, decide mudar de assunto, dizendo que o governo tava cada vez mais cortando a verba da polícia, e logo mais eles iam ter que enfrentar a bandidagem com estilingues. Pra ele, tudo um plano da OCP para fuder com a polícia e botar todo mundo na rua. E sem cerimônia, ele limpa um pouco de meleca na mão antes de dar um tapinha nas costas de Murphy.


Escutando o papo da OCP, quem se emputece é o Super Mario, que depois de ter tido a licença de bombeiro por ter limpado o encanamento da princesa Peach, havia conseguido um bico como guarda de trânsito, embora passe a maior parte do tempo ali no vestiário, andando pra lá e pra cá com uma toalha enrolada na cintura. Sério, isso é uma delegacia de polícia ou uma sauna homo-erótica?


Essa cena me lembra quando dei a zoada no Starship Troopers, quando tem a cena do banho, onde todos os recrutas ficam ali compartilhando seus desejos mais íntimos debaixo do chuveiro, na expectativa de ver quem seria o primeiro a derrubar o sabonete. Qual a necessidade de uma cena assim? Acha que o público vai querer ficar vendo um monte de bundas cabeludas ali tomando banho? Pelo menos tem uma hora onde temos o relance de uma loirinha com as bazingas de fora que não é de todo mal, que pelo menos tem mais curvas que a mulherada do filme espacial...

O Super Mario continua puto dentro das calças, ou melhor, da toalha, e começa a dizer que tudo não passa de um plano do governo de esquerda que se perpetua no poder, que tá mais preocupado em distribuir bolsa-família e defender a bandidagem, que eles tinham que fazer greve, e que se foda o delegado Hightower, que ele era um filho da puta escroto que não escutava seus recrutas. Mal sabia ele que o próprio estava ali atrás, só pensando em como estragar a vida desse ítalo-americano que mal sabia controlar o trânsito em um playground.


O delegado estava lá, juntamente com o oficial Rick Moranis, para limpar o armário de um policial, aquele lá da notícia que estava mortalmente ferido e que já tinha ido dessa pra melhor. E como ele era quem mandava naquela pôrra, seria ele quem iria fuçar as coisas do defunto antes do outros, ficando com qualquer coisa que achasse útil. Depois a galera podia se degladiar ali pra lutar pelos pertences dele.


E Hightower manda um esporro, dizendo que fazer greve é o caralho, que eles eram policiais e não encanadores...


Sério, ele fala isso no filme mesmo! Mais direta do que essa, só se fosse um cruzado na cara do Super Mario.

Murphy volta pra sala policial, onde vemos então dois oficiais brigando com um suspeito. Curioso como o cara fica assim na boa, querendo sair na porrada dentro de um departamento de polícia, mesmo sabendo que deve ter uns cinquenta outros policiais que podem descer o cacete nele. Mas como se pode ver, todos os outros ficam só olhando, com cara de bunda, enquanto a briga sai correndo solta. Tá vendo como a polícia do futuro tá sem moral?


Mas a peleja logo termina, pois um dos oficiais é a durona Lewis, acertando um cruzado de direta na boca do bandido, que desaba no chão todo desdentado e sem nem conseguir gritar pelos direitos humanos. E observem no fundo que o Tripa-Seca, aquele ladrão que aparecia no Chapolin e era interpretado pelo Seu Madruga, faz uma aparição surpresa.


Realmente uma coisa engraçada é ver como arrumam uns figurantes nada a ver... Depois querem que a gente leve o filme a sério quando tem um panariço lá atrás como aquele.

Hightower fala que Murphy e Lewis serão parceiros, e já dá pra perceber as segundas intenções do queixada, tem toda a pinta que tem tara por mulheres extremamente femininas como a Dilma Roussef, mandando um clássico "pega na minha e balança". Por sua vez, Lewis já viu que sobrou pra ela tomar conta do calouro, e já começa deixando ele no vácuo na hora do aperto de mão, dizendo que Murphy is ser a sua "puta" e tinha que ficar quietinho no sapatinho pra não acabar morto em sua primeira missão.


Continua então a troca de gentilezas entre os mais novos parceiros... Começando com Murphy dando uma de machão, dizendo que ele é quem dirige, e que lugar de mulher é no banco do carona ou pilotando fogão. Sim, eram os anos 80, e ainda havia essa postura de grosseria contra o sexo frágil. Lewis por sua vez estoura uma bola de Bubbaloo na cara dele, e que da próxima vez faria o mesmo com suas bolas.


Mudamos então um pouco de ares, agora no QG da OCP, onde encontramos alguns executivos. No meio temos um que terá a sua importância na história, o playboyzinho do Bob Morton, que parece que está segurando pra não se cagar nas calças. À sua esquerda, mais um figurante representado por uma etnia menos favorecida, o puxa-saco do Johnson. E do lado direito, em seu primeiro dia na OCP, o Paulinho, que está todo ouriçado com seu terno comprado à prestação e não aguenta de ansiedade para participar de sua primeira reunião, depois de ter praticado por uma hora no espelho do banheiro como dizer "é uma excelente idéia, chefe" de forma convincente.


A reunião está prestes a começar, com a chegada do chefão da OCP, o velho da esquerda que todo mundo chama de "Velho", demonstrando realmente o grande respeito e empatia que a equipe tem pelo seu CEO. Do seu lado direito está outro velho, chamado Dick Jones (que em inglês seria como José Pinto ou outro nome mais sugestivo), que é quem fará a apresentação de hoje.


A reunião começa. E é interessante como estamos no futuro, mas as reuniões precisam de uma mulher pra ficar ali datilografando (isso mesmo, datilografando) em uma máquina de escrever tudo que está sendo falado. Temos um filme com robôs fuderosos e ainda usam uma maldita máquina de escrever...


Dick Jones então é chamado ao palanque e começa a falar como que a criminalidade aumentou absurdamente depois que o governo do PT aumentou a maioridade penal para 30 anos, e a polícia não estava dando conta de toda aquela bandidagem correndo solta, e que ele era a solução, a cura para todos os problemas que assolavam a Detroit. E se ele fosse eleito, iria promover a limpeza da Baía de Guanabara, levar o metrô até a Barra e acabar com a violência, e blá blá blá...


Morton já tá enojado, de tanto escutar essas baboseiras de papo comunista que não servia de nada, que era tudo fachada. Ou então estava naquela situação crítica em que a marmota tá quase saindo da toca, sujando a cueca toda. Por sua vez, Johnson, como o bom puxa-saco que é, está lá de sorriso aberto, acreditando em tudo, mesmo sem entender metade do que está sendo dito.


Dick continua falando então de seus sonhos de deixar a cidade tinindo, e para isso, era importante ter uma força policial incorruptível, capaz de trabalhar 24 horas por dia sem reclamar do atraso de salário, sem precisar comer ou ir ao banheiro, e que não fosse fazer falsa blitz pra descolar o cafezinho. Ele então diz que vai revolucionar a polícia, e para isso, ele iria apresentar-lhes...


Tam-tam-tammmm....


ED-209.


Cara, deixa eu fazer uma pausa aqui. De todo o filme do Robocop, esse ED-209 é o que mais tem de maneiro. Puta merda, antes de sermos invadidos pela febre dos Mechwarriors e outras trapizongas inventadas para videogames, o robozão aí já era do caralho, é muito show de bola esse ED-209. Com toda essa pinta de Transformer mal-encarado e que não leva desaforo pra casa, com aquelas duas putas armas nos braços, sem dúvida o cara que bolou o design do ED-209 acertou em cheio, criando um robô icônico como o Terminator ou o R2-D2. É uma das razões pelas quais eu não me animei muito em ver o remake lançado recentemente, pois mesmo com todos os efeitos especiais, com todos os recursos computadorizados, jamais iriam fazer um robô assim tão bad-ass como ele.


Para demonstrar as capacidades de manutenção da ordem, Dick Jones decide fazer uma pequena simulação, e para isso ele chama o nosso amigo Paulinho, que dá um pulo na cadeira e diz "sim senhor" com toda a animação de que alguém sabe que ele existe.


Dick diz que vai simular uma tentativa de assalto e mostrar como que o ED-209 resolveria. Ele pega ali um trezoitão e pede para o Paulinho apontar a arma de forma ameaçadora para aquela coisa horrenda ali na sala.


Não seu imbecil. Aquela outra coisa horrenda ali, pôrra!

O Paulinho então finalmente faz direito, apontando a arma para o ED-209...


... ei que então o robozão acorda de um pulo, apontando suas metralhadoras pro coitado.


"PERDEU, PLAYBOY! VOCÊ TEM DEZ SEGUNDOS PRA JOGAR A ARMA NO CHÃO OU VOCÊ VAI SENTIR A FÚRIA DE MINHAS MEGA-METRALHADORAS DA PÔRRA, SEU MELIANTE!"

Claro que ele não fala isso. Mas imagine um puta robô com cara de poucos amigos e armas do tamanho de uma motocicleta falando qualquer coisa com uma voz ameaçadora como se fosse o demônio fazendo força sentado no vaso... É mais ou menos isso, suficiente pra fazer qualquer um se borrar de medo.


E vou dizer, na versão em inglês a voz dele é realmente de fazer você cagar nas calças e chamar pela sua mãe.

Paulinho então fica sem saber o que fazer... Dick então diz que é melhor obedecer, ou ele vai acabar virando uma esponja.


Paulinho então não pensa duas vezes, e joga a arma no chão. Ele certamente não é doido de não obedecer ao robozão ali.


Só que parece que ou esse ED-209 era míope e não viu a arma caindo no chão, ou então ele realmente não foi muito com a cara do Paulinho, e achava que ele a ficar melhor depois de uma plástica à base de balas de .50 na cara, pois ele continuava ali de forma ameaçadora, apontando suas armas para o sujeito.


O mais foda é que parece que o robozão ruge, como um leão. Que Robocop que nada, tinham era que ter feito um filme com o ED-209!

Nisso os aspones do Dick Jones que estavam lá no controle ficam no desespero, tentando fazer alguma coisa. Bem que alguém tinha falado que não era pra instalar Windows 8 no ED-209...


É Paulinho... Fudeu.


E no desespero, ele tenta então sair correndo, se mandando pro meio dos demais na sala de reunião, na esperança que o ED-209 o confundisse com algum dos outros engravatados ali.


Pior de tudo é que nessas horas o instinto de sobrevivência fala mais alto, e em vez de ajudar o pobre do Paulinho a correr e se proteger, os filhos das putas ali de seus colegas o empurram pro lado, para que o robozão tenha mira livre para atirar. É o mundo corporativo, se você bobeia, te comem vivo.


E então o ED-209 descarrega toda a sua fúria. Não tem nada dessas frescuras de arminha não-letal, de papinho paz e amor. Aqui é na base da porrada, com o filho da mãe do robô simplesmente fuzilando aquele que teoricamente seria um bandido. Deve ter sido programado pelo Bolsonaro essa pôrra.


Rá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá!


Cara, na boa. Mostra como esses filmes dos anos 80 o pessoal não poupava no sangue. O cara é trucidado, transformado em carne moída sem nenhuma cerimônia, com direito a pedaços de carne voando e rombos do tamanho de uma bola de futebol sendo feitos no pobre do Paulinho. Parece que a sua esposa vai receber uma coroa de flores no final do dia, juntamente com uma cartinha triste.


Todos se recuperam do ocorrido. Johnson tava lá debaixo da mesa, olhando as calcinhas da moça que estava sentada na sua frente, enquanto Morton admite que vai ter que trocar mesmo a sua cueca e talvez as calças, pois tinha se cagado até as meias.


A reunião então já foi pro espaço... Alguns se mandam pra ir no banheiro e limpar a cagada que fizeram nas calças, outros saem rindo com a chance de ir embora pra casa mais cedo, enquanto um pilantra ia lá tirar um selfie com os restos moribundos do Paulinho. Dick Jones parece ali impassível, tentando se explicar pro velho, que está puto pois aquele filho da puta do Paulinho foi escolher morrer ali em cima de sua maquete.


Cara, vou chamar o Dick Jones de Zé Pinto a partir de agora...

Zé Pinto diz que foi só um mero tilt, nada a se preocupar, bastava apertar Ctrl-Alt-Del que resolvia o problema, mas o velho fica puto da vida, dizendo que ele já tinha gastado uma grana com aquele maldito projeto do ED-209 e que aquela bosta não parecia funcionar, e agora como que ficaria o projeto da nova Detroit, sem os novos policiais robôs? E o pior de tudo, quem ia reconstruir a sua maquete?


Nessa hora, sentindo cheiro de oportunidade (assim como o cheiro da merda em suas calças), Morton se mete, dizendo que ele tem um projeto muito mais melhor de bom que o ED-209, que era o modelo Robocop, que seria mais barato, mais funcional e que resolveria todos os problemas, pelo menos ele garantia que não ia ter outro cadáver caindo em cima de sua maquete. Ele só precisava de um candidato para se tornar um robô.


O velho gosta da idéia, ganhou na hora em que falou "mais barato", e pede para que Morton prepare uma apresentação. Zé Pinto fica então fulo da vida, puto de raiva por aquele executivozinho de merda estar tirando o ganha-pão dele...


Voltamos então para a nossa dupla de tiras. E chegamos bem a tempo de ver Murphy demonstrando toda uma preocupação com a segurança, ao ficar brincando com a sua arma, imitando um desenho animado que ele tinha visto com o filho dele, e ele queria agradá-lo.


Imagino que deva ter sido esse o desenho...


Lewis diz que aquilo ali era uma baita duma babaquice, e que seu filho devia ter vergonha de um pai tão escroto assim, metido a babaca. Mas, enfim... Era melhor ter um pai babaca do que ser órfão.


Mas as brincadeiras tem que ficar pra depois, pois logo chega um aviso do DP dizendo que um grupo de bandidos havia acabado de estourar um caixa eletrônico, e estava em um furgão. Provavelmente não seria difícil encontrá-los, pois no futuro quem é que andaria de furgão?

E o pior é que era a gangue do Clarence Boddicker, que estava puto dentro das calças pois o seu capanga havia sido idiota o suficiente de exagerar na dinamite, e com isso havia queimado o dinheiro todo. De tão puto, ele diz então que vai pegar aquelas notas chamuscadas e enfiar na bunda do seu capanga, até que ele começasse a cagar trocados.


A arruaça termina, pois a polícia chega. Um carrinho só, onde está a nossa dupla de tiras destemidos.


O carequinha que está dirigindo diz que ele é bom de roda, e vai pisar fundo e colocar os tiras pra comer poeira. Ele já havia jogado muito GTA quando era moleque e seria molezinha vencer os caras. Boddicker manda então ele tomar no cu, que GTA é o caralho, bom mesmo é Need for Speed. E que ele não ia fugir dos tiras, ia acabar com eles, e pede então para o careca diminuir a velocidade.


Os bandidos então preparam suas armas, prontos para fuzilar o carro de polícia...


Aguenta um pouco. Por que diabos aquele filho de uma puta está deitado lá no chão de pernas abertas pra atirar? Pra que isso, merda? Ainda me corre o risco de levar um teco no meio do saco, parece que bebe, pôrra!

Murphy por sua vez também tenta inventar, e pega a arma de Lewis pra bancar o cowboy do velho oeste.


Os capangas abrem a porta e metem chumbo, e só depois de atirar por quase um minuto se são conta de que o carro desapareceu. Quem diabos eram aqueles tiras, o Madrake com o Mister M?


Brincadeira... Uma dúzia de bandidos ali dentro e nenhum se deu conta que eles estavam ali do lado?


Começa então o bangue-bangue genérico, onde pra variar os bandidos são dotados da habilidade de tiro dos nossos amigos Stormtroopers, não acertando nada. Por sua vez, Murphy quer começar o seu primeiro dia com uma contagem de mortes positiva, e mira com cuidado...


... acertando em cheio o touquinha que estava deitado no chão. Por mais um pouco ia perder as bolas.


Boddicker então decide resolver dois problemas de uma vez só, pois ele ainda não tinha se esquecido que por conta da estupidez do touquinha eles tinham ficado com um monte de notas fudidas. Ele chega então pro seu capanga e pergunta se ele sabe voar...


É um filho da puta esse Clarence Boddicker. Estou te falando, eram os anos 80, e nos filmes de ação faziam questão de criar um bandidão canalha, vil, sem-vergonha e violento, como os chefões dos jogos de videogame. Só um puto do mal assim pra pegar o seu companheiro ferido e, em vez de ajudá-lo, o usa como um aríete, fazendo com que os dois policiais tenham que parar e se livrar do obstáculo.


Aliás, curioso o nome que arrumaram, bem interessante e ambíguo: Clarence é nome que é normalmente de um gordo da escola que toca clarineta e que tem problemas de bexiga, não dando medo algum; mas Boddicker é um nome que soa como filho da puta, como o pior tipo de gente que já pisou nesse planeta. E veremos logo mais que serve direitinho.

Bom... Não sei como, mas Lewis e Murphy chegam então em uma fábrica abandonada, para onde os bandidos fugiram. Não vamos perguntar aqui como que eles encontraram esse lugar tão fácil, pra não deixar o diretor do filme sem graça.


Murphy então pergunta pra operadora quando é que vai chegar o reforço que ele pediu há vinte minutos atrás, e ela responde que as linhas estão ocupadas, mas que a sua ligação era muito importante para eles e em breve ele seria atendido. Lewis diz que não vai esperar e que eles precisam ir logo.


Sem dúvida, uma decisão muito acertada de Lewis. Dois policiais armados com uma pistolinha cada um, contra uns seis bandidos com escopetas e em um esconderijo que eles conhecem bem. Ainda mais com um parceiro que nessas horas críticas fica andando de Moonwalker.


Eles se separam, e logo Lewis faz uma curva e encontra o negão dos bandidos dando uma mijada ali no canto.


Ela, como a idiota que é, estava mascando aquele mesmo Bubbaloo lá do início, que devia estar com gosto de borracha agora, e só com o barulhinho já chama a atenção do negão.


Que situação, hein? Você ali dando uma mijada, e é pego ali com as calças arriadas e a mão naquilo. Lewis então, como toda boa policial, profere alguns xingamentos racistas, como era natural nos anos 80, e manda ele levantar as mãos.


O negão então concorda, diz que não tem problema de levantar as mãos, mas ele não sabia o que fazer com o passarinho que estava fora da gaiola, se ele podia colocá-lo pra dormir ou ela preferia que ele levantasse também?


Pode apostar que se fizeram uma sátira pornô do Robocop, alguma trapizonga como Robo-cópula, que essa cena deve ter tido um desfecho diferente.

Lewis então olha atenta pro negão...


... que fica ali encarando ela...


...


...


...


Rá! Safadinha! Não deu jeito, Lewis não resistiu e foi lá dar uma conferida na jibóia do negão.

Nesse décimo de segundo que ela desviou o olhar, o negão acerta um gancho no meio das fuças dela...


... fazendo ela voar pruma queda que vai doer bastante de manhã. Tá vendo só, sua escrota? Tinha que olhar ali pra jeba do bandido e agora se deu mal, sua idiota. Tudo bem que não é garantia que o Murphy não iria fazer o mesmo (ou pior, tipo algemar o negão e depois abusar dele), mas pra aquela que posava de macho da dupla você mandou mal.


Com direito ao negão ficar ali de cima zoando, depois de fazer um pirocóptero da vitória.


A postagem tá ficando longa, mas parar nesse momento seria covardia... Vamos mais um pouco, e ver se o Murphy tem mais sorte. Embora todo mundo sabe o tipo de "sorte" que o espera...


E ele encontra dois bandidos vendo um programa de TV, tipo um Zorra Total com um babaca que fica ali só se insinuando pras convidadas gostosonas e fazendo sacanagem.


Murphy grita "perdeu playboy", e tão logo um dos capangas pega na escopeta, mete um balaço no peito dele. Show de bola, primeira hora de polícia e já tinha duas mortes pra conta.


Outra coisa legal dos filmes dessa época: hoje os heróis são sempre bonzinhos, todos politicamente corretos e cheios de frescuras, tipo o Edward dos filmes do Crepúsculo. Se fosse hoje, Murphy teria dado um tiro na perna do bandido e pedido desculpas. Mas aqui ele mete duas balas pra garantir que aquele crápula vai sair dali num saco preto.


O carequinha fica ali no sofá, com cara de cagaço. Nessa hora, Murphy profere a sua one-liner, dizendo que pro babaca "vivo ou morto, você vem comigo".


Ou então ele estava chamando o carequinha pruma noite pesada na zona.

Murphy então começa a chamar por sua parceira Lewis, dizendo que está sozinho e precisa de ajuda, antes que os outros apareçam. Parece que só agora ele se deu conta de que foi uma péssima idéia tentar invadir ali em menor número. Esse aí não entendeu bem o conceito de estratégia...


É, não deu outra... Dez segundos depois, outros dois bandidos aparecem e colocam Murphy na merda... Pra aprender a ter estratégia, seu panaca!


O carequinha então, puto pois quebraram a TV de estimação dele, diz em alto e bom som para Murphy "sua bunda é minha". Já tava claro com esse visual de coletinho de couro e barbinha estilosa que esse bandido aí gosta de uma bunda cabeluda.


Eis que chega Clarence Boddicker... O assassino de policiais. Dá pra sentir a aura de filhadaputagem ao redor desse cara, sem dúvida fizeram um bandido que tem pinta de mau mesmo. E agora me dei conta de que ele é o Red Forman do That 70's Show.


Começa então a tortura... Primeiro Boddicker acerta uma porrada com sua escopeta nas pernas de Murphy, pra deixar ele de quatro, e pergunta onde que está o parceiro dele.


Chega então o negão, que diz que uma vez mais o dia foi salvo graças ao seu churro, que deixou a parceira dele de calcinhas molhadas, e que agora ela devia estar recolhendo os dentes dela. Piadista esse negão...


Boddicker então pega a sua espingarda, e diz que vai ser bem rápido, bem indolor. Ele promete para Murphy um destino bem mais honroso que o seu amigo Baiano ganhou.

Né-né-né-né-né-né-né-né-nééééé Né-né-né-né-né-né-né-né-nééééé...


Né-né-né-né-né-né-né-né-nééééé Né-né-né-né-né-né-né-né-nééééé...


Né-né-né-né-né-né-né-né-nééééé...


BANG!


Cara... Essa é talvez uma das cenas mais tensas que eu já vi em filmes. Clarence fica com essa zoadinha, e então do nada, quando você menos espera tem aquele esporro do tiro da doze, arrancando fora a mão de Murphy. Tudo bem que vendo em câmera lenta dá pra perceber o truque de efeito especial, mas na hora é realmente algo bem grotesco e pesado. Lembre-se que Robocop passava numa boa na Sessão da Tarde, sem cortes, com a garotada surpresa ao ver a mão do pobre Murphy explodindo pelos ares.

Lógico que ainda sobre tempo pra alguém fazer a piadinha "pô, alguém dá uma mãozinha pra ele".


Ah, o humor sádico dos anos 80... Uma coisa temos que dizer, esses bandidos aqui são bem-humorados.

Já tá na hora de dar nomes pros bandidos, já que os figurantes já foram pro saco. Seguindo aí na fila, vou chamá-los de China, Fonzie, Motumbo e Farofa.


Começa então o fuzilamento de Murphy... Quatro caras cada um com uma escopeta, atirando dezenas, quase centenas de balas no pobre coitado, chega a ponto de que o seu braço é arrancado tamanho é o poder de fogo. Impressionante como é que ele leva tanto tiro e continua de pé.


Lewis, que já se recobrou do nocaute, chega até o lugar dos gritos, e só consegue ver através da grade os quatro bandidos despejando chumbo grosso e os berros de Murphy. Acho que ela vai precisar de um novo parceiro, será?


O Motumbo, que é o piadista da trupe, pergunta então pro Murphy onde é que tá o dodói, que ele vai dar um beijinho pra passar.


Boddicker diz então que acabou a esbórnia, e é hora de colocar o lixo pra fora.


Sim, balaço na cabeça. Não a ponto de estragar o velório, mas novamente uma das cenas graficamente fortes do filme, ao vermos os miolos de Murphy voando pelos ares. E em questão de cinco minutos Boddicker já havia se tornado um dos vilões mais violentos e sádicos da história de Hollywood.


Os capangas se vão... E Lewis então chega, mostrando realmente como seu timing é preciso. E a zorra foi tão grande que ela precisa olhar com cuidado onde pisa, pois o chão está repleto de pedaços de Murphy por todos os cantos.


E ela então cai no desespero. É, pesou a consciência, né, sua vagabunda! Ficou ali zoando o cara, falando tudo aquilo, sacaneando o truque da pistola que ele tava fazendo, e agora ele bateu o recorde de ter sido o policial morto com menor tempo de serviço.


Sério, o cara deve ter durado duas horas nesse trabalho. Saiu de manhã, se despediu da família e vai voltar dentro de um caixão...


Ou será que não? Claro que não, todo mundo aqui sabe qual o destino de Murphy. Mas essa continuação vai ficar pra depois, na segunda parte. Até lá.