quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Jogos Clássicos: Moonsweeper

Já fazia um tempo desde que eu fiz uma postagem sobre jogos de videogame, e dessa vez eu retorno aqui com outro dos meus jogos favoritos da era de ouro do Atari. Tanto que é um dos jogos que eu ainda costumo jogar hoje em dia, sacando meu emulador para voar pelo espaço, pousando em luas para resgatar astronautas perdidos. Aqueles que como eu tiveram o privilégio de viver sua infância e adolescência na época do Atari, certamente sabem que eu estou me referindo ao jogo Moonsweeper.


Aliás, um post que eu já estava devendo aqui faz um tempo, teve até gente escrevendo nos comentários que estava aguardando essa postagem. Foi mal pela demora, faltou eu me organizar aqui pra baixar um emulador de Atari no novo computador pra tirar as imagens. Só lamento que por algum motivo algumas delas ficaram meio borradas, acho que pelo movimento intenso do jogo. Vamos seguindo então com esse clássico.

Isso somente comprova como o jogo não precisa ter gráficos sensacionais e histórias imensas, como é comum hoje em dia, para ser extremamente legal e desafiador. Jogos de antigamente tinham uma simplicidade tão assumida, mas uma simplicidade que sempre era acompanhada de uma grande criatividade, que conseguiam prender nossa atenção muitas vezes por horas sem parar. E Moonsweeper era um desses jogos, com uma idéia bem criativa e interessante, apesar de bem simples.


A história colocava você no comando da nave espacial USS Moonsweeper, tendo como objetivo resgatar astronautas mineiros que estavam perdidos em luas no quadrante de Jupiter². Não faço idéia o quanto esse tal quadrante tem a ver com o planeta Jupiter que conhecemos, mas enfim... Durante essa missão, caberia a você controlar a nave no espaço, se esquivando de meteoritos e outras ameaças siderais, até encontrar e se aproximar de uma das quatro luas, na primeira etapa da fase do jogo.


Uma vez conseguindo pousar em uma das luas, começava então a operação de procura e resgate por mineiros, agitando seus braços freneticamente e pedindo ajuda. Mas logicamente que a missão não seria assim tão simples, tendo que se desviar de torres e enfrentar naves espaciais inimigas, que por algum motivo queriam acabar com os pobres coitados dos carinhas. Após resgatados seis mineiros, era hora de voltar para o espaço, para fazer tudo de novo.


Sim, os jogos de Atari se caracterizavam pela repetição, e em Moonsweeper não era diferente. O jogo não tinha fim, e você ficava indo e vindo das luas, resgatando os astronautas, até perder todas as suas vidas. Mas o fato do jogo trazer uma grande diversidade de cenários e situações minimizava o efeito "dejá-vu".

Cada "turno" sempre se dividia em dois cenários principais, começando no espaço. Aqui você tinha que controlar sua nave, usando a haste do joystick para movê-la pra esquerda e pra direita, além de poder disparar infinitos mísseis com o botão vermelho. Sim, eram raros os jogos do Atari onde a munição não era infinita. Mísseis esses que acompanhavam um pouco a movimentação de sua nave: se você atirasse enquanto estivesse indo pra esquerda, seu míssil saía um pouco enviesado pra esquerda também.


Não tinha muito o que se fazer no espaço, o principal era se esquivar de cometas e meteoritos, que aparentavam mais com flechas de índio e pequenos pontos transitando pela tela, assim como bolas de fogo lançadas pelo sol que ficava no topo, mostrando que tal quadrante ficava perto de uma estrela meio estressada. Seguindo a típica fragilidade máxima dos jogos do Atari, um mero esbarrão em qualquer um desses obstáculos resultavam na sua nave explodindo que nem uma bola de fogo. Apesar de que todos eles poderiam ser destruídos com seus mísseis. Certamente o pessoal das naves do Armageddon e Impacto Profundo iriam gostar de ter mísseis capazes de explodir cometas.

Mas a USS Moonsweeper trazia ainda mais um ás na manga para enfrentar essas ameaças: um campo de força! Sim, o jogo ainda era dessa época mágica, onde a idéia de um campo de força impenetrável que não deixava passar nada era da hora, sendo acionado ao puxar a alavanca do joystick para trás junto com o botão vermelho (que poderia ser de outra cor também, claro). Embora em Moonsweeper a idéia de campo de força impenetrável parecia não ter sido reproduzida como deveria, pois na prática os objetos passavam pela nave. Tudo bem, desde que protegesse a nave sem perder uma vida, tá valendo.


Só que nem tudo são flores: por cada segundo que você mantivesse seu campo de força ligado, pontos eram deduzidos de seu placar, uma tática bolada pelos desenvolvedores para evitar jogadores filhos das putas que ficariam lá com o escudo ligado 100% do tempo. Embora isso pudesse ser usado ao seu favor: a cada 10 mil pontos você ganhava uma vida extra, logo alguém esperto poderia ficar com o campo de força ligado até seu placar cair até algo perto dos 9.900 pontos, e em seguida destruir algumas coisas para fazer 10.000 e ganhar uma vida, e assim por diante, até estocar uma quantidade razoável de naves extras.

Além dos destroços espaciais, durante essa etapa você poderia se deparar com as luas, na verdade círculos coloridos orbitando o sol, embora o conceito de lua indica um corpo celeste orbitando em torno de um planeta, que por sua vez é um outro corpo celeste que sim orbita em torno de uma estrela. As luas vinham em diversas cores de acordo com a dificuldade esperada, começando com a lua azul, mais fácil, passando pela lua de dificuldade média verde, depois pela difícil lua amarela e por fim na insana lua vermelha. Para pousar, bastava encostar com a nave na lua, desde que o milagroso escudo estivesse desligado.


Isso levava você e sua nave para o segundo cenário, na superfície da lua, que apresentava a cor associada, onde a missão de fato começava, onde sua nave voava a uma altitude extremamente baixa. Pelo meio do caminho você poderia ver os astronautas, os bonequinhos agitando os braços em cima de suas cabeças, desesperados pelo resgate, assim como torres que não serviam pra nada, a não ser atrapalhar seu trajeto. Nem mesmo um canhãozinho montado nelas! Mas bater em uma dessas torres custava uma vida. Claro que elas podiam ser destruídas com seus mísseis, embora valessem poucos pontos, não valendo assim muito a pena. Quanto aos astronautas, era necessário somente tocar neles com sua nave para resgatá-los, ato que era sempre acompanhado de um barulhinho estridente, que provavelmente tentava representar o carinha agradecendo. E como esperado, um simples astronauta não resistia muito ao impacto direto de um de seus mísseis, embora isso não custasse nenhum ponto apesar de toda a crueldade em vaporizar um pobre sujeito que você deveria estar resgatando...


Uma vez na superfície, os controles sofriam pequenas alterações. Para começar, nada de escudo na superfície da lua. Mas por outro lado você ganhava a capacidade de controlar a velocidade, acelerando ao empurrar a haste do joystick para frente e freando ao puxá-la para trás. Os mesmos mísseis continuavam a disposição, mas além disso você podia contar com mísseis superfície-ar (os populares Surface to Air Missiles, ou SAM), disparados para o espaço acima ao puxar a alavanca para trás e pressionar o botão de fogo. Mas, para quê você precisava desses mísseis?


Claro que não seriam somente torres estáticas que viriam a tentar impedir o resgate, e alguma raça de alienígenas (ou mesmo humanos canalhas) aproveitava esse momento de resgate para tentar destruí-lo. Bando de covardes filhos da puta, isso sim! Essas naves ficavam voando no espaço sobre a lua, com seu visual de disco voador e fazendo um barulho estridente, podendo ser atingidas pelos seus SAM. Essas naves eram chamadas de Lander Ships, devido a forma como agiam: em vez de armas, elas se aproximavam da superfície, e lançavam uma nave menor, chamada Surface Destroyer, para atacá-lo.


Embora a impressão era que na verdade a nave tinha soltado um cagalhão na direção da lua.

Depois de atingir a superfície, o Surface Destroyer (que mais parecia uma bolacha de água e sal gigante), começava a voar em círculos na sua frente, tentando destruir sua nave de duas formas diferentes. A mais comum era atirando, embora pela sua mira podemos dizer que era um Stormtrooper que ficava nos canhões. Porém, como essa nave se movia de forma destrambelhada, outra tática dela era simplesmente fazer um ataque suicida, se chocando contra a USS Moonsweeper. De quebra, além de tentar destruir sua nave, os putos tentavam atrapalhar o resgate também! Os Surface Destroyers podiam capturar astronautas, dificultando ainda mais a sua missão. Felizmente, além de poder vaporizar o Surface Destroyer com seus mísseis, você podia torcer para que ele desse uma de Felipe Massa e batesse numa torre.


Acontece que quase sempre, principalmente nas luas mais difíceis, o calhorda do Lander Ship ficava lá em cima voando, fazendo o seu barulho irritante, e tão logo você destruísse um Surface Destroyer, lá ia a nave e cagava mais outro Surface Destroyer para te encher o saco. Isso exigia que você também tentasse destruí-lo com seus SAM, acertando em cheio neles, resultando numa explosão em formato de bunda.


Além dos Lander Ships, volta e meia passavam pelo espaço satélites, estes totalmente inofensivos, mas que valiam muitos pontos e podiam ser destruídos também por um SAM certeiro, desaparecendo da mesma forma em uma explosão em forma de nádegas.


A idéia era percorrer a superfície da lua, evitando obstáculos e resgatando os astronautas mineiros. Uma vez tendo recolhido seis deles, chegava a hora de voltar para o espaço, e para isso a USS Moonsweeper dependia de Anéis de Aceleração. Basicamente uma estrutura bizarra no formato de garra, que só aparecia quando a nave estava lotada, e por onde você devia passar para ganhar velocidade. Depois de passar por uns 2 ou 3 deles em sequência, a nave ganhava velocidade para deixar a lua, onde um novo turno se iniciava, com inimigos mais perigosos.


Apesar de todo esse enredo se repetir sem parar, havia o toque de diversidade por conta da variedade de luas, pois quanto mais difícil a lua, mais complicado era o resgate, e consequentemente mais pontos podiam ser acumulados. De cara, a complexidade da lua estava associada à densidade de torres e astronautas, sendo que conforme a lua fosse mais difícil haviam mais torres e menos astronautas. 


Além disso, cada lua tinha suas peculiaridades. Na lua azul, mais fácil, os Lander Ships mal apareciam no topo da tela, o que, embora tornasse mais difícil acertá-los, dava mais tempo para atirar no Surface Destroyer em sua rota de pouso após ser defecado. Além disso, os Anéis de Aceleração ficavam aqui alinhados e não espalhados como ocorria nas outras luas, facilitando a decolagem. A partir da lua verde, os Lander Ships já mostravam a sua cara inteira, e os Anéis de Aceleração começavam a vir espalhados, exigindo muito mais agilidade para voltar ao espaço. A lua amarela seguinte tinha como grande característica o fato de que os Lander Ships costumavam lançar dois Surface Destroyers ao mesmo tempo, dificultando ainda mais a sua vida. E por fim, na infame lua vermelha sua nave ficava travada na velocidade máxima, exigindo muita rapidez nos controles e paciência para encontrar e resgatar os raros mineiros.


Sem sombra de dúvida era um jogo bem desafiador e legal de se jogar. Tá aí uma grande idéia de um remake para celulares, pois Moonsweeper tem um estilo bem divertido, ficando bem num meio termo entre uma diversão rápida e um jogo emocionante. Correndo o risco de parecer pouco original, realmente não fazem mais jogos como antigamente. 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Gente Finíssima

Lembra algumas semanas atrás que eu postei aqui aquela história do "di menor" que apanhou de um grupo de sujeitos e foi preso num poste com uma trava de bicicleta? Lembra como teve muita gente que ficou horrorizada com a "atrocidade" cometida contra o "pobre coitado" dele? Lembra como que a turma dos Direitos Humanos passou a mão na cabeça dele? Lembra como a mídia demonizou a sociedade por agir de forma violenta? Lembra de tudo isso?


Dá uma olhadinha aqui.

Pois é... Ele foi pego mais uma vez, agora assaltando turistas na praia de Copacabana. Infelizmente, dessa vez as pessoas que o detiveram não desceram a porrada nele e não o trancaram num poste, somente o entregaram para a polícia. O "di menor", tadinho, estava amedrontado, pensando que iam fazer com ele a mesma coisa.

Tá vendo só como são as coisas? Cadê agora aquela mulher que foi defender ele? Cadê as ONGs que adoram defender marginal? Mostra como o moleque é um filho da puta dum bandido, menos de um mês e já foi detido duas vezes. Mostra que não tem essa que o menor infrator tem salvação, que ele tá muito mais interessado em levar uma vida de crime do que trabalhar. Todo mundo dizendo que ele é um coitadinho, uma vítima... E na primeira oportunidade ele vai e comete um crime de novo, na certeza de que não vai acontecer nada, como nas outras vezes. Paízinho de merda esse...

Minha torcida agora é que ele, quando fugir novamente (pois sabemos que é isso que vai acontecer), ele apanhe de vez pra aprender.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Carnaval vindo aí...

Eu já escrevi várias vezes aqui como o Carnaval enche meu pobre saco. Esse ano a folia ficou para bem tarde, só em março é que começa, mas isso não torna essa festa menos insuportável para este revoltado texugo. Mais uma vez, eu não consegui arrumar nenhum destino longe da baderna do Rio de Janeiro, e vou ter que passar mais uma vez essa semana inteira trancado em casa, evitando sair na rua o máximo possível, morrendo de inveja dos amigos que têm casa no interior ou que arrumaram uma viagem para o exterior.   

Como eu citei nas postagens aqui, eu odeio tanto o Carnaval pois ele é um conglomerado das coisas que menos suporto. Tem a bebedeira exagerada, com nego entornando cerveja até transbordar pelas orelhas, o que traz outras consequências como aos violentos e mijadas pelas ruas; tem as músicas de carnaval, indo desde os sambas-enredo estúpidos até as marchinhas repetitivas e chatas pra caralho; tem a gastança exagerada, com governo, prefeitura e demais órgãos públicos, juntamente com a iniciativa privada, gastando uma fortuna para uma festa de aparências enquanto temos outros problemas mais importantes para resolver, como a saúde e educação precárias; tem a pegação desenfreada, onde a população adota o ideal dos Tribalistas de "não sou de ninguém, sou de todo mundo", com gente se beijando de forma desenfreada e trepando como macacos no cio; tem o espetáculo superficial da mídia, liderado pela Rede Bobo, com os flagras armados e falando sobre pseudo-celebridades as quais ninguém se interessa; tem os blocos de rua, trazendo os tipos mais absurdos, como viados enrustidos que aproveitam a festa para soltar seu lado mais alegre e foliões de fim de semana que só pensam em birita e bunda, atrapalhando o trânsito e incomodando os moradores da região; tem toda aquela aura de se esquecer completamente dos problemas, de rir à toa enquanto sofre durante todos os outros dias do ano com os problemas de nosso país. E por aí vai...

E mesmo a mulherada com trajes mínimos e corpos exuberantes, desfilando na Sapucaí e nos blocos, por mais que seja agradável de se ver... Já está perdendo a graça, considerando que se o interesse é ver uma mulher desfilando um corpo maravilhoso, podemos contar com a Internet pra isso.


Tá, nunca é demais de se ver...

O que acontece é que existe um senso comum que define que o brasileiro deve ser obrigado a gostar de Carnaval. Para todo lugar que você olhe, seja na rua, seja na televisão, sempre está se falando de forma incessante a respeito da "festa da carne", tentando passar aquela imagem de que é a melhor coisa do mundo, de que é a maior espetáculo da Terra, quase a ponto de te obrigar a gostar. É como a mídia que tenta te empurrar que MPB é sensacional ou que as novelas da Globo são o que há de melhor na televisão.

Agora, por que eu não tenho o direito de não gostar dessa pôrra? Por que eu acabo sendo visto como um ser anormal por odiar essa folia?


Não dá para entender de onde vem essa idéia de que nesses quatro dias de folia (pelo menos oficialmente, pois sabemos que o Carnaval dura mais que isso), a pessoa só pode ser feliz se ela cair no samba. Alguma força cósmica escreveu em rocha que somente aqueles que botam uma fantasia, dançam ao som de "Mamãe eu quero mamar" com uma latinha de cerveja em uma das mãos e a bunda de uma mulata na outra é que estão se divertindo, enquanto que uma pessoa que tenta fazer outras coisas nessa época do ano é um doente, um sem noção que não sabe o que é bom da vida.

Tanto que acho que é por isso que as viagens para lugares distantes nessa época de Carnaval são tão caras. Pra incentivar as pessoas a não fugirem da folia e se juntar aos milhões que ficam sambando por aqui...

Só sei que vou fazer o que eu sempre faço nessa época do ano... Vou consultar os jornais para saber os dias e horários dos blocos, para saber que regiões devo evitar, para não cair na asneira de ter me arriscado a ir no Shopping Avenida Central bem na hora que tinha um bloco lá, como eu postei aqui alguns anos atrás. Vou também fazer uma mega compra de comida, de forma a não faltar nada e não ser obrigado a ir na rua, para não ser agarrado por uma bichona travestida como me ocorreu certa vez e falei aqui. Vou trancar as portas e janelas, botar meu ar condicionado em temperatura polar e colocar uma música bem alta, para abafar as mesmas musiquinhas que cantam todos os anos nos blocos que passam aqui perto. Minha diversão será fazer uma maratona de filmes do Schwarzenegger, como Comando para Matar, Vingador do Futuro, o Sobrevivente, o Exterminador do Futuro 1 e 2 e outros clássicos formadores de meu caráter, ou jogar horas e horas uma pancadaria de boa qualidade no Mortal Kombat, como eu fazia quando era moleque.


Aliás, descobri que no último Mortal Kombat fizeram o Cyber Sub-Zero! Puta que pariu, tenho que jogar esse jogo!

Sinceramente... Espero que no próximo Carnaval eu consiga me livrar dessa zorra. Quem sabe, matar dois pássaros com uma pedrada só, indo lá prum lugar frio, onde não exista o menor sinal de Carnaval. Sei lá, um lugar como a Rússia, onde tais festas nojentas seriam prontamente canceladas pelo Herr Putin, onde não correria o risco de escutar uma marchinha bostolenta como "olha a cabeleira do Zezé", e onde poderia ficar encantado com mulheres realmente femininas, elegantes e delicadas como as russas, sempre lindas...


É isso aí, fevereiro de 2015 vamos ver se consigo estar de malas prontas pra fugir dessa merda de Carnaval!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Assalto no Maracanã

E depois os mulambos dizem que todo mundo persegue eles, que eles são coitadinhos e vítimas da arbitragem... 

Hoje foi dia de clássico no Maracanã entre Vasco e Flamerda, com míseros 13 mil pagantes, mostrando que esse papo de que o rubro-negro lota o estádio e o Botafogo não tem torcida é conversa pra boi dormir. Infelizmente, o time dos mulambos ganhou de 2 a 1 em cima dos galegos. Mas também porque, como de costume, entrou em campo com 12 homens em campo, um deles com um apito na boca. 

Duvida? É só ver esse vídeo, de uma cobrança de falta do time do Vasco ainda no primeiro tempo.


Puta que pariu! Como que esse filho da puta não deu esse gol? A bola entrou inteiraça, sem sombra de dúvida! E ainda por cima com um merdel dum ali sobre a linha, como que ele não conseguiu enxergar? Usaram até o tira-teima, a bola entrou mais de 30 centímetros dentro do gol, só não validou porque não quis.


Interessante é como que teve um lance semelhante, porém a favor do Flamerda, uma falta que o goleiro tirou de dentro do gol. Um lance mais difícil, a bola estava dentro sim mas muito menos evidente que o lance acima. E, claro, nessa situação o juiz nem piscou, gol pros mulambos. 


"Na falta do Vasco, a bola não passou totalmente pela linha, era um lance difícil, mas o juiz acertou em não validar o gol. Na falta do Flamengo, é indiscutível que a bola entrou totalmente, sem dúvida."

Timinho de merda esse do Flamerda... É aquilo que eu falo, o juiz sempre favorece esses mulambos, na dúvida é sempre lance a favor deles. E depois me vem esses filhos das putas desses torcedores desse timinho muquirana dizer que o Flamerda não ganha roubado, que eles é que são vítimas. Graças a esse favorecimento, o resultado do jogo foi afetado de forma clara, um absurdo! 

Super Amigos - A Montanha Russa


Mais um episódio dos Super Amigos aqui, para a nossa diversão. O que não falta é episódio tosco, e dessa vez vamos ver um daqueles onde temos adolescentes fazendo merda. Sim, em inúmeras oportunidades os heróis não estavam enfrentando bandidos ou navios gigantes mutantes, mas simplesmente tentando salvar jovens que aprontavam alguma coisa de errada. Claro que, sempre no final tudo dava certo, e havia espaço para a liçãozinha de moral.

Nossa história de hoje começa em um parque de diversões abandonado. Mais uma das obras super-faturadas e inacabadas do César Maia, quando ele foi prefeito de Metropolis. 


Certamente ninguém iria se aventurar a chegar num lugar desses, mas naquela noite alguns adolescentes chegam em um carro. São dois membros de uma gangue com o sugestivo nome de Dragões, que fazem todo o estilo bad-boy com jaquetas de couro e penteados descolados. Sim, naquela época um sujeito de jaqueta de couro e penteado descolado era sempre sinônimo de desordeiro. E juntamente com eles um nerd gordo com cara de babaquara, que por algum motivo qualquer queria se juntar ao grupo.


Pode parar por aí. Nunca uma gangue de punks desse tipo iria aceitar um mané desses! Cara, certamente eles têm uma reputação a manter, esse gordinho faz mais é o estilo de bocó que sempre é sacaneado por tipos como os dois brutamontes ali. Ainda mais com a voz fanha da tradução daqui.

Enfim, seja qual for o motivo obscuro que leva os dois sujeitos a andar com o gordinho, eles apresentam a prova que ele deve cumprir para ser aceito no bando: andar na montanha russa do parque abandonado. 

Claro que os dois zoam o gordinho, dizendo que ele deve estar borrando as calças, de que não é homem pra andar sequer de bicicleta sem rodinha e de que ele precisa pegar sutiã emprestado da irmã. O gordinho fica puto, diz que não tem medo de nada e que ele tem os próprios sutiãs e não precisa pegar emprestado nada da irmã. Só o suéter.


Eles entram no parque numa boa, mostrando como os donos estão pouco se fudendo se alguém invadir e roubar uma coisa. Tanto que os garotos acham a caixa de energia com a chave. Mais fácil que isso, impossível. 


Detalhe que depois que o carinha fecha a caixa de força, a chave cai no chão. Lembre-se disso, essa informação será importante mais adiante para exaltar a burrice dos Super Amigos. Outro detalhe é o logotipo da jaqueta: sei que queriam que parecesse um dragão, mas tem mais a cara de um elefante.


Com energia, eles podem ligar o carrinho da montanha russa. Interessante é que eles não parecem ter se preocupado muito em como fariam para desligar depois, mas tudo bem. Estamos falando de um desenho animado, não tem que fazer muito sentido. Afinal de contas, se já começamos com esse gordo escroto querendo fazer parte de uma gangue e dois de seus membros ainda cogitarem isso, tá na cara que realismo não é o forte aqui.


A não ser que a idéia dos dois punks era fazer o gordinho de cagar todo, pra depois tirar fotos dele todo borrado para zoar. Mas como naquela época ainda não existia Facebook, vamos considerar que o teste de iniciação da gangue era pra valer.

Convenientemente, do outro lado da rua, estão os Super Gêmeos, saindo do cinema. Onde percebemos que os desenhistas sequer sabem escrever o nome da cidade de Metropolis corretamente...


... e descobrimos que em breve será lançado o nono filme do Super Homem. Curioso como nesse universo por assim dizer o Homem de aço não é um personagem de cinema e sim um herói de verdade, mas que mesmo assim tinham feito quase uma dezena de filmes dele.


Há espaço para as piadinhas desnecessárias, onde Zan fica se achando só porque o herói do filme tinha orelhas pontudas como ele. Talvez eles estavam assistindo ao Senhor dos Anéis, e ele estava se achando parecido com o Frodo, mas aí Jayna rebate, dizendo que seu irmão tinha mais a cara do Gollum.


O Gollum, aquele bicho escroto que fala "my preciousssss...". Continuando.

Eles então percebem que os jovens estão na montanha russa abandonada, correndo o sério risco de que a próxima parada deles seja  no IML. Por que eles tiveram que fazer essas poses toscas, não faço idéia.


Se bem que, honestamente, podemos fazer um certo comentário a respeito do traseiro de Jayna...


Foco! Voltando...

Os Super Gêmeos então ativam seu poder de transformação, seguindo toda aquela papagaiada que se repete em todos episódios...


E eles fazem as mesmas escolhas que sempre fazem. Sério, perdi a conta de quantas vezes Jayna se transforma em águia...


... e o Zan em água. Água rosa, diga-se de passagem. Isso deve economizar muito em termos de quadros de animação.


Tem espaço até para Gleek fazer merda, quase prendendo sua cabeça oca no balde que sempre é usado para transportar Zan. Seria engraçado ver ele acabar caindo no meio da calçada e se espalhando pela rua. Pergunto-me também de onde esse macaco sempre tira esse balde.


No final ele consegue pegar Zan... Que faz uma carinha feliz na sua forma de água. Babaca.


Os dois então voam ao lado do carrinho da montanha russa, chamando a atenção por eles estarem ali, que é muito perigoso, e que era mais seguro se eles estivessem jogando bolinha de gude no meio fio. Os moleques prontamente reconhecem os Super Gêmeos, acredito que em situações normais eles iriam surtar ao ver uma águia falante, mas tudo bem. Afinal de contas, imagino que todo mundo em Metropolis deve imaginar que quando virem uma águia falante levando um balde com água rosa e um chimpanzé azul de que se tratam dos jovens Super Amigos.


Os punks mandam os Super Gêmeos se fuderem, que não passam de heróis de araque e só respeitariam se fosse o Super Homem. Ainda chamam o Zan de viado, por ficar se vestindo de rosa, e que se eles não se mandarem vão encher os dois de porrada. 


Perceba também que para ser da gangue não basta usar jaqueta de couro por cima de uma camisa branca da Hering, mas também ter um penteado de capacete...

Os Super Gêmeos desistem de fazer o bando parar por bem, e decidem pará-los por mal.

Não, não tão mal assim! Afinal de contas, eles são heróis bonzinhos da DC. Se fosse o Hulk, ele provavelmente derrubaria a montanha russa, ou o Wolverine que iria só fumar um charuto e mandar os moleques tomarem no cu.

Zan decide então desligar a alavanca de força. Afinal de contas, ele não deixaria a oportunidade de segurar numa alavanca.


Só que os controles estão bem enferrujados, e o esperado acontece...



Zan, sua besta.


Enquanto isso, Jayna dá uma olhada na caixa de força, que está trancada. E não tem como abri-la.

Por isso mostrei aquela imagem da chave caindo. Pôrra! Certamente a chave deve estar logo abaixo da caixa, era só olhar ao redor para encontrá-la de desligar a montanha russa! Puta merda, Jayna! Pensei que era só esse penteado de cocô na sua cabeça, mas parece que dentro dela é a mesma coisa.

Se bem que, ao olhar essa imagem novamente... Dá pra perceber que Jayna é bem dotada mesmo! Tudo bem que lembram os peitos triangulares da Lara Croft no primeiro Tomb Raider, mas tá valendo.


Qual foi? Sim, eu sei... É ridículo... Mas não podemos discutir que a Jayna é o mais agradável de se ver nesse episódio tosco.

Enquanto isso, a montanha russa começa a ceder. Afinal de contas, uma montanha russa de madeira mostra como não foi bem construída, ainda mais considerando que o gordo deve estar acima do limite de peso permitido no brinquedo.


Agora quem se caga nas calças é o punk, se arrependendo da brincadeira. Bem feito, seu mané! Pra aprender a não ficar zoando o gordinho, vai agora empacotar que nem um presunto.


Diante de tudo isso, Zan manda Gleek ir até a Sala da Justiça pra buscar o Átomo. Podia chamar qualquer outro herói, mas o roteiro dizia que nesse episódio só podiam aparecer heróis que ninguém nunca fazia idéia que existiam. 


Deixa eu dar uma pausa aqui. Se você acompanha os episódios dos Super Amigos, deve ter visto que normalmente comunicação não é muito problema, apesar das histórias serem lá da década de 70. Todos eles têm algum tipo de comunicador, os próprios Super Gêmeos tinham o Teen Trouble Alert pra avisar quando adolescentes estivessem fazendo merda. Pela madrugada, até mesmo alguns meros civis, ao solicitar ajuda aos Super Amigos usavam algo como um videofone...

Mas mesmo assim, Zan acha mais prudente mandar um macaco sair correndo pela cidade a pé, o que vai levar mais tempo, correndo o risco de ser atropelado por um caminhão ou ser preso pela carrocinha, pra avisar outro colega super herói. 


Sem falar que Gleek é um idiota de tão burro.

Os Super Gêmeos decidem então tentar mais uma transformação. Não, dessa vez eles tentam algo mais original que a manjada dupla águia e água...


... mas algo mais tosco, como um carrinho de gelo e uma morsa. A intenção é boa, com Jayna usando os seus dentes de morsa para pegar o carrinho.


Só que se esquecem de que o gordinho é pesado demais, de forma que o engate se quebra, lançando o bostinha em velocidade ainda maior. Não adianta, até aqui gordo só se fode.


Nesse meio tempo, Gleek chegou na Sala da Justiça, que está vazia. Acho que os outros heróis saíram pra comer pizza. Felizmente, o Átomo estava escondido atrás de uma estante e se esqueceram dele. O pequeno herói surge então, entrando no ouvido de Gleek.


Eca! Que nojo! Pombas Átomo, deve estar tudo cheio de ceroto de macaco ali dentro, que porcaria! Pra que o sem vergonha quis bancar um cotonete humano?

Gleek, logicamente, sofre dos mesmos problemas de fala de outros animais do universo Hanna Barbera, e só é capaz de gesticular coisas bizarras. 


O Átomo imagina que o primata está avisando de algum perigo, ou que ele precisa de uns trocados para comprar banana na esquina. Como o pequeno Super Amigo não tem dinheiro por ser do tamanho de uma carteira, ele imagina ser a primeira opção e o segue.

De volta no parque, os Super Gêmeos salvaram já os dois punks. Mas em vez de tentar novamente o plano da morsa e do carrinho de gelo, eles estão ali conversando com os dois rapazes, aparentemente sem se preocupar com o fato de que o nerd gordinho ainda está lá, andando de um lado para o outro na montanha russa descontrolada.


Imagino que eles estavam pensando que já estavam no lucro, três pessoas em apuros e duas salvas, já era mais de 50%. E ninguém iria sentir a falta de mais um gordinho seboso. E destaque para a über fivela do cara da ponta, deve ter pego esse cinto do Hulk.

Eles só voltam a realidade quando parte do trilho despenca, o que significa que logo mais o gordinho vai voar que nem um pássaro. Ou cair como uma pedra. Ou ambos.


Em vez de sair correndo para evitarem a acusação de homicídio, os dois moleques ficam ali, desesperados, se arrependendo do ocorrido. Por sua vez, os Super Gêmeos ficam só olhando, sem fazer nada.


Pombas, por que não se transformar mais uma vez? Tipo, o Zan virar um trilho de gelo para fechar o gap, ou Jayna virar um condor para pegar o gordinho, qualquer coisa!


Eles tentam abrir a caixa de força, e nessa hora chega o Átomo, pronto para salvar o dia.


Com direito a uma animaçãozinha tosca, como se ele fosse um átomo rodeado de elétrons, enquanto o narrador fala de seus poderes.

Átomo então usa seu poder para ficar ainda menor, e dessa forma ele pode entrar pelo buraco da fechadura. Truque que ele praticou bastante na Sala da Justiça, para entrar no banheiro enquanto a Mulher Maravilha tomava banho.


Cabe então ao Pequeno Polegar... quer dizer, Átomo, desligar os fusíveis da caixa de força. Não consigo deixar de rir dessa cena, onde ele faz o maior esforço para desatarraxar os fusíveis, imensos para ele.


Os Super Gêmeos ficam impacientes, berrando para a caixa, e dizendo que se o Átomo não conseguir será tudo culpa dele, e ele terá que passar o resto da vida preso em uma jarra de geléia de framboesa no fundo de uma geladeira.


De fato, o Átomo não poderia ter sido mais azarado, pois logo o último fusível que ele decidiu tirar era o que desligava a montanha russa.


De quebra, ele ainda leva um tombo à la Três Patetas. Ia ser muito irônico se ele morresse atropelado por um fusível. E por algum motivo existem quatro buracos, mas só três fusíveis. 


E tudo foi bem a tempo, tão logo o fusível é retirado, o carrinho onde o gordo estava pára, logicamente alguns poucos centímetros antes do buraco e dele virar panqueca.


Podemos perceber que inércia e gravidade são conceitos que foram mandados pra escanteio nesse desenho, pois o carrinho consegue parar na hora apesar de estar em alta velocidade, e não continua seguindo, apesar do trilho inclinado para baixo. Nada como um desenho animado para emburrecer a criançada quanto a conceitos da física clássica.

Todos felizes, tudo resolvido, chegou então a manjada hora da lição de moral. Os Super Amigos dão um mega esporro nos garotos, dizendo que foi uma burrice o que eles fizeram, que não se deve andar em uma montanha russa condenada, e que essa coisa de gangue é coisa de boiola.


Reparem como o Átomo aproveita a oportunidade para fingir que é um emblema de capô.

O gordo pede desculpas pelo ocorrido, que ele queria fazer alguma coisa pra provar que é macho, já que no chuveiro do vestiário todo mundo viu seu pintinho e desde então ele foi zoado por todos, e por isso ele quis entrar para uma gangue.


Nessa hora o Átomo manda o gordo tomar no cu, pra deixar de ser babaca, que por mais que ele fosse... penianamente prejudicado, certamente não estava na mesma situação que ele. Afinal de contas, ser um herói de 15 centímetros de altura tem desvantagens muito grandes com as mulheres... Isso faz o gordinho se sentir melhor, e os punks seguram o riso pra não dizer que o Átomo precisa usar uma pinça pra mijar.


Tá bom, chega de piadinhas...

Enfim, os pôrras dos punks dizem que sentem muito, que agiram errado, e ficam todos amiguinhos do gordinho. Até parece que o negócio é sério, se fosse no mundo real, eles já teriam fugido faz tempo, e teriam coberto o nerd de porrada, depois de aplicar um cuecão atômico e jogar bosta de cachorro na cara dele.


E os Super Gêmeos fazem o fechamento, dizendo que existem outras qualidades que devem ser valorizadas para fazer um clubinho, e todos podem ser Super Amiguinhos. The End.