quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Cojones!


Frase do grande Loco Abreu, que converteu o pênalti que garantiu o empate no finalzinho do Fogão contra os bacalhaus ontem:

"Tem muita raça, tem culhão! Isso é time grande!"


E assino embaixo.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Números das linhas de ônibus

Como você já deve ter percebido desde a época onde postei as pinturas dos ônibus da Zona Sul, eu sempre tive um certo interesse pelos grandes coletivos que circulam pela nossa cidade. São diversas empresas, cada uma pintando os seus ônibus com as cores mais interessantes (e algumas delas feias pra cacete), levando as pessoas pelos cantos.

Agora, uma coisa que eu sempre tive dúvida era sobre qual a justificativa dos números das linhas. Por que uma determinada linha tinha o número A e não B? Eu ficava imaginando uma série de explicações para isso, inicialmente pensava que tinha a ver com a época em que foi criada (por exemplo, a linha 121 teria sido criada antes da 474), mas depois acabei me convencendo de que deveria ser algo aleatório mesmo...

Até que um belo dia, ao vasculhar na Internet por fotos de ônibus (caramba, preciso mesmo de uma namorada!), achei meio sem querer uma página, que infelizmente não salvei o link, apenas o texto, onde falava-se a respeito dessa numeração. E existe realmente uma certa lógica regional para o número de cada linha, associada aos primeiros dígitos do número da linha, e de certa forma todos meio que baseados no Centro.

As linhas que tem o número no formato 0XX são aquelas que não saem do Centro, ficam circulando por ali mesmo. Nunca vi muitos desses ônibus, e fuçando no site do Rio Ônibus vejo que só existe uma linha mesmo, a 010 - Fátima x Central. Bom, entendo não haver muitas linhas assim tão curtas, para circular na Cidade é só pegar uma outra das linhas mais comuns...

Na sequência temos as linhas radiais, que ligam o Centro aos outros bairros. Aquelas no formato 1XX, muito conhecidas por mim, fazem o trajeto da Cidade até a Zona Sul (como o 119 - Praça XV x Copacabana e 125 - General Osório x Central), enquanto que as de formato 2XX e 3XX fazem a conexão com a Zona Norte, sendo que as de prefixo 2XX trafegam mais na Tijuca, Madureira e Méier (217 - Andaraí x Carioca e 239 - Água Santa x Castelo, por exemplo), e as de prefixo 3XX são destinadas à região da Avenida Brasil e Leopoldina, atendendo também a Zona Oeste (como 384 - Castelo x Pavuna).

Depois temos aqueles de prefixo 4XX, que já agrupam as linhas diametrais: enquanto que as radiais sempre tem um ponto no Centro, as diametrais apenas passam por ele, fazendo a conexão entre Zona Sul e Zona Norte. Como o clássico 455 - Méier x Copacabana que usava tantas vezes para ir pra faculdade, e o nojento 474 - Jacaré x Jardim de Alah. Também estão nesse grupo aquelas que não passam pelo Centro mas por importantes corredores, como o Túnel Rebouças e o Túnel Santa Bárbara. É o caso do 438 - Vila Isabel x Leblon.

Os de início 5XX eu já percebia, são as linhas auxiliares, popularmente conhecidos como circulares, que trafegam dentro da Zona Sul apenas. Como o 511 - Urca x Leblon e 592 - São Conrado x Leme. Normalmente tinham apenas um ponto final.

As linhas seguintes, em função de eu sempre morar na Zona Sul, não me são tão familiares. Aqueles que começam por 6XX circulam na Zona Norte, sendo que até o 649 tem como ponto de partida a Tijuca, enquanto que as do 650 em diante partem do Méier. Também fazem ligações com a Zona Oeste.

A centena seguinte, com as linhas 7XX, traz itinerários que partem de bairros como Cascadura e Madureira e vão para a Barra e para a Zona Oeste, incluindo também linhas que circulam em Jacarepaguá. Seguindo, temos as do grupo 8XX que trafegam apenas na Zona Oeste e Barra, e as do grupo 9XX, que fazem ligações entre as Zonas Norte e Oeste, conexões com a Leopoldina e também incluem linhas que circulam dentro da Ilha do Governador.

Mas são tantas linhas, que já chegamos a casa dos milhares. Começando com os que começam por 1XXX, são linhas especiais que por definição seriam sem ar-condicionado, mas hoje em dia tem vários ônibus como o 1133 - Castelo x Recreio, que costumo pegar para ir para a Barra, que trazem o clima de montanha. A princípio, apenas aqueles que começam por 2XXX é que seriam linhas seletivas com ar-condicionado, como o 2016 - Castelo x BarraSul (antigo Mandala, que pegava para ir ao meu antigo trabalho).

E existem aqueles que começam por letras, como as linhas seguindo os padrões EXX, SXX e MXX, que operam serviços complementares e linhas expressas em regiões bem específicas, que não se enquadram nas denominações mostradas anteriormente.

Haja números, hein?

terça-feira, 14 de setembro de 2010

As belas do vôlei feminino 2

Você deve ter visto que eu tinha feito uma postagem sobre as jogadoras mais bonitas que passaram pela seleção brasileira de vôlei feminino. Mas talvez você não tenha idéia de como foi complicado montar uma lista com as seis jogadoras mais belas na minha opinião, afinal de contas o que não falta nas quadras são mulheres incrivelmente bonitas, vestindo aqueles uniformes coladinhos em seus corpos esculturais...

Sim, isso é o que acontece quando se é um solitário texugo, uma diversão bem agradável é assistir aos jogos de vôlei feminino e ficar admirando as jogadoras... Meu consolo é que existem caras que são mais patéticos do que eu.

Enfim, dando continuidade àquela lista, vou colocar agora algumas outras jogadoras que acho muito bonitas e charmosas, incluindo também aquelas de outros países. Afinal de contas, não discuto que a mulher brasileira tem uma beleza invejável, mas podemos encontrar outras beldades tão atraentes em outros lugares também. Se prepare que tem um montão de imagens...

Francesca Piccininni - Itália

Já comecei pegando pesado, Piccinini é tida por muitos como a mais bela jogadora de vôlei da atualidade, algo difícil já que o time italiano é bem agradável de se ver. Concordo com todos eles, ela é uma gata de tirar o fôlego, encantadora. E uma das poucas que já posou de topless, se quiser é só procurar no Google. Só sei que se todas as italianas forem assim tão gatas, acho que nas próximas férias vou pra Itália.


Megumi Kurihara - Japão

Eu sempre gostei de mulheres orientais, acho que pelo fato de que elas sempre tem uma beleza delicada. E essa linda jogadora da seleção japonesa é um exemplo disso. Megumi Kurihara pode ter mais de 1 metro e 80, mas tem um rostinho angelical e um lindo sorriso, uma moça muito meiga. Dá vontade de levar pra casa!


Valeriya Korotenko - Azerbaijão


Olha, nunca vi uma partida sequer dessa seleção, e confesso que não sei mais nada desse país, a não ser que fazia parte da União Soviética. Mas se as mulheres de lá são tão lindas como essa gracinha da Valeriya, caramba! Um dos pares de olhos mais belos das quadras.


Lara Nobre - Brasil

Apenas para não nos esquecermos de que aqui no Brasil temos umas jogadoras lindas, e em especial nesse time do São Caetano. Lara é simplesmente uma maravilha de menina, muito bonita, e que rostinho meigo...


Saori Kimura - Japão

É, tenho mesmo uma queda pelas jogadoras japonesas... Saori faz um estilo parecido com Megumi, uma gigante de quase dois metros de altura, mas com aquele charme e delicadeza orientais irresistíveis. E não sei se é impressão minha, mas ela é até bem curvilínea, para os padrões japoneses.


Naz Aydemir - Turquia

Olha, muito gracinha essa jogadora, muito meiga! Até que tem umas gatinhas bem simpáticas lá na Turquia, pensei que era só mulher de burkha.


Kaoru Sugayama - Japão

É, temos mais uma japonesinha aqui... Essa já se aposentou das quadras e agora compete na areia, mas mesmo assim não perdeu o ar de sua graça. Ao contrário das brasileiras, que quando vão para o vôlei de praia aparentam mais idade, Sugayama continua bonita e delicada. E que belo sorriso!


Lioubov Sokolova - Rússia


Como não gostar de uma russa loira de quase dois metros de altura? Essa fazia parte daquele timão da Rússia, que levava esporro daquele técnico comunista. Eu não conseguiria, como que aquele velho tinha coragem de birgar com uma mulher tão bonita assim...


Mari Paraíba - Brasil

Pessoalmente não acho a Mari da seleção grandes coisas, tem uma cara estranha... Sou muito mais essa outra Mari. Lembra uma garota linda do colégio onde estudei... Um par de pernas de deixar qualquer um louco!


Victoria Ravva - França


Simpática essa francesa também... Nunca vi jogar, mas acho que vale a pena dar uma olhada rápida no próximo jogo da França para ver essa jogadora.


Marina Katic - Croácia


Como já disse, as mulheres do leste europeu são fantásticas... Nunca a vi jogar, mas precisa?


Bem, chega por enquanto! Toda hora tem um post desses, apelando para fotos de belas mulheres... Prometo que vou fazer o possível para reduzir um pouco isso. Mas, afinal de contas, melhor falar de lindas jogadoras de vôlei do que da política desse país, não concorda?

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Eurico, o "ficha-limpa"

Inacreditável a notícia que saiu aqui no site da Folha!



"Acusado por uma série de crimes no final da CPI do Futebol, em 2001, Eurico Miranda faz campanha para deputado federal no Rio declarando que é 'o candidato ficha limpa'. O ex-presidente do Vasco já foi eleito duas vezes, mas perdeu os dois últimos pleitos para conseguir uma cadeira no Congresso Nacional.

Em 2007, ele foi condenado pela 4ª Vara Federal Criminal do Rio a 10 anos de prisão por crimes tributários. A decisão foi anulada depois pelo STJ.

No relatório da CPI, Miranda foi acusado de ter cometido crimes de apropriação indébita do dinheiro do Vasco em diversos episódios, de falsidade ideológica por uso de conta ''laranja'' em desvio de recursos e tributários referentes às declarações de renda de 1996 a 2000, entre outros. (...)"

Tá de sacanagem, né? Eurico, ficha-limpa? Esse é um dos maiores larápios, bandidos, sem-vergonha, filho da puta que já apareceu, um verdadeiro pilantra que fudeu com o futebol carioca e roubava dinheiro e partidas, vem querer me dizer que é ficha-limpa?

Se ele é ficha-limpa, então eu sou o Papa!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Aprende, Neymar!

Jogaço de bola ontem, entre dois dois times mais vitoriosos do futebol brasileiro. E não adiantou toda a frecurada e firula do Neymar, ele teve que se curvar diante da força do Botafogo, com um golaço do Loco Abreu no finalzinho!

É, Neymar... Acho que você só sabe jogar bola naquela propaganda da Seara...

E pra completar a alegria da rodada, é saber que o Flamengo tomou outra porrada, e já está lá fronteira da zona de rebaixamento.

Maravilha, Mengão rumo à segundona!

sábado, 4 de setembro de 2010

Assento Preferencial

Eu sou um texugo que se vê todos os dias obrigado a usar o transporte público, normalmente andando em ônibus e em algumas poucas vezes no metrô. E como você sabe, em todos esses meios de transporte existem sempre alguns assentos que são destinados a pessoas especiais, como idosos, deficientes físicos, mulheres grávidas ou com crianças de colo e até mesmo obesos (embora os gordinhos muitas vezes são esquecidos em algumas ocasiões). Ultimamente tenho observado um pouco mais tudo que acontece ao redor desses assentos preferenciais, muitas vezes com situações embaraçosas ou constrangedoras.

O que me levou a fazer esse post foi depois de observar os novos ônibus da linha 121 - Central x Copacabana, que uso com muita freqüência para ir e vir do trabalho, por ele normalmente estar bem vazio. Pelo menos até algum tempo atrás, pois esses novos ônibus tem uma configuração interna muito estranha e, na minha opinião, pouco efetiva. Não se trata apenas pelo fato da maldita maquininha de cartão ser do lado oposto da catraca, obrigando um contorcionismo imprevisto ao pagar a passagem. Mas por se tratar de um veículo que conta com uma área para uma cadeira de rodas e 3 portas, sendo a porta central para a entrada de um cadeirante por um elevador, extremamente larga. Com isso, já começamos por uma razoável perda de espaço para passageiros, diria que só esse mega portão mata uns 4 lugares. Por que não manter o padrão usado por outros modelos, onde há apenas duas portas, sendo uma para uso geral, seja ela no meio ou no fundo.

A empresa é outra, mas o ônibus é o mesmo.

Sim, a porta é mesmo exclusiva, pois os motoristas não a abrem para a descida de passageiros sem necessidades especiais. Foram inúmeras vezes que vi pessoas pararem em frente à porta central e ficar ali, com cara de bunda esperando por ela se abrir, até o trocador avisar que é para descer na porta dos fundos. Claro, em algumas raríssimas exceções tem motoristas que abrem aquela porta (para uma mulher gostosa de mini-saia, por exemplo), mas a via de regra é realmente uma porta para uso exclusivo de cadeirantes. Será que é tão necessário assim que deficientes físicos tenham uma entrada exclusiva, que seja usada só por eles?

Pronto, já fiz uma declaração que deve trazer algumas reações mais severas, que vão achar que por causa desse meu comentário eu tenho preconceito contra os deficientes... Nada disso, eu estou apenas levantando uma questão prática sobre a eficiência desse ônibus com a tal porta exclusiva. Afinal de contas, em média quantos cadeirantes usam ônibus? É fato que não são muitos, logo a tal porta "exclusiva" é extremamente sub-utilizada. Não seria um melhor aproveitamento se essa porta pudesse ser usada normalmente pelos demais passageiros? Dessa forma, bastaria apenas uma única porta (de saída, para os passageiros comuns, e de entrada e saída para os deficientes de cadeira de rodas), e no lugar dessa terceira porta colocaria-se mais assentos. Repito, como alguns outros modelos de ônibus já o fazem. Fala sério, não há nada de discriminatório no que disse acima... Daqui a pouco vão dizer que acho que deficiente ocupa espaço...

Depois desse breve parênteses sobre as portas do ônibus, volto agora para o assunto em questão, os assentos preferenciais. Nesse modelo de ônibus em particular, são ao todo 6 lugares destinados a esse fim, diferenciados pelos ferros em amarelo, e trazendo colado na janela ao seu lado um aviso, dizendo serem assentos preferenciais para os grupos mencionados acima. Aí eu gostaria de deixar muito claro o termo preferencial: ter preferência não significa necessariamente ser obrigatório. Ou seja, se um idoso ou um deficiente não quiser sentar em tal assento, ele pode; da mesma forma, uma pessoa que não se enquadra nos grupos que tem preferência podem sentar ali também. Entendo que preferencial queira dizer que é preferível que idosos, gestantes, pessoas com crianças no colo e obesos usem tais bancos em relação aos demais passageiros, embora não signifique que outros passageiros estejam proibidos de se sentar nesses bancos.

Agora é que tenho certeza que vou ser xingado e criticado... Devem estar me chamado de folgado, dizendo que não tenho educação e respeito pelos mais velhos... Peço licença ao leitor comportado e educado, mas aqueles que estão pensando mal ao meu respeito tem mais é que tomar no meio da flor de oríba! Não me conhecem e vão ficar me julgando, tá de sacanagem... O pior é que tenho certeza de que esses falsos moralistas no fundo são pessoas sem-educação, que adoram criticar os outros mas fazem coisas piores...

Será então que esses bancos são de uso exclusivo para idosos, deficientes e gestantes? Brincadeira, tem muitas pessoas que se julgam "os decentes" que estão precisando consultar o Aurélio e aprender o que significa preferência. Preferencial não implica em ser exclusivo! Quer dizer que se eu entrar em um ônibus e só houverem os assentos preferenciais disponíveis, eu tenho que ficar de pé? O próprio aviso colado ao lado desses bancos diz que "na ausência de pessoas nessas condições, o uso é livre". Não sei, mas acho que não precisa ser grande coisa para entender dessa frase que não há uma proibição para que essas pessoas se sentem nos assentos preferenciais.

Digo isso pois em diversas viagens de ônibus percebo como que os tais assentos preferenciais sempre provocam situações polêmicas. Por exemplo, quando pego esse 121 novo, é bastante comum ver as pessoas se adentrando no veículo e evitando de se sentar nos bancos amarelos. Sério, a pessoa parece que fica sem graça de se sentar ali, como se fosse realmente proibido uma pessoa fora da condição preferencial pousar seu traseiro naquele banco. Em várias situações chega-se ao absurdo das pessoas ficarem em pé, e estão lá os seis lugares preferenciais vazios...

Já vi isso também no metrô, onde os bancos laranjas costumam ficar vazios enquanto as pessoas ficam de pé, ou se espremem nos bancos verdes. É muito engraçado, pois costumam ter 6 bancos virados de lado, os quatro mais extremos são laranjas, e os dois do meio são verdes, para uso livre. Muitas vezes ficam lá duas pessoas espremidas nos bancos verdes, com dois bancos vazios ao lado de cada uma delas. O único detalhe é que o metrô é tão cheio que não demora que alguém sente nos bancos preferenciais.

Isso ocorre por que muita gente tem receio de que no ônibus exista algum desses falsos moralistas, sempre vigilantes ao que não lhes diz respeito e criticando aqueles que consideram estarem errados. Nunca falha, quando um "não-preferencial" se senta em um desses lugares, não demora para aparecer algum chato que vai chamar a sua atenção ou vai ficar falando alto para ser ouvido por todos, dizendo que ele não tem educação, mesmo se não houver nenhum preferencial dentro do ônibus! Acredite, o que mais tem no transporte público carioca é gente chata que gosta de se meter na vida alheia...

Sério, já aconteceu comigo certa vez. Peguei um ônibus para voltar para casa, era um desses modelos que citei no início. Era bem tarde, quase nove da noite, e entrei no ônibus não muito distante do ponto final, logo era provável que não subiriam muitos outros passageiros. Fui me sentar em um dos bancos, como iria saltar logo, busquei um banco próximo da porta, que por coincidência era um dos preferenciais, confesso que só percebi depois. Me sentei, cansado depois do longo dia de trabalho, e quando estava colocando os fones no ouvido, alguém me cutucou no ombro: era uma senhora, devia estar com seus seus sessenta e poucos anos. Ela estava com uma cara de repreensão e me disse:

"Levanta daí, esse banco é pra idosos e deficientes!"

Observação: a foto acima não é da velha em questão, mas é bem parecida nos quesitos feiúra e rugas...

Em um primeiro momento, fiquei sem palavras, não esperava tal comentário, ainda mais considerando que ainda haviam outros 4 bancos preferenciais disponíveis, e nenhum outro "preferencial" ali perto precisando sentar. A velha repetiu a bronca, e como não estava afim de me aborrecer, coloquei os fones no ouvido e a ignorei. Mas a mulher continuava falando, cada vez mais alto, dizendo que eu estava infringindo a lei e que era uma pessoa sem educação e por aí vai. Aí me emputeci, arranquei fora os fones do ouvido e me virei para a velha. Foi uma discussão curta, perguntei se ela sabia ler e apontei para o aviso, ela se fez de desentendida e perguntei se havia alguma pessoa com preferência naquele momento (não havia, e mesmo que houvesse, havia outros bancos preferenciais livres). A velha continuou reclamando, dizendo que eu não tinha direito de sentar ali (que absurdo, não tinha direito?!), e nesse momento alguns passageiros babacas acabavam murmurando palavras de apoio para a velha. Sem mais paciência, mandei ela cuidar do resto da vida dela e coloquei os fones no ouvido. Quando desci, ainda escutei a velha reclamar, mas a ignorei...

Bem, se antes não tinha nenhum "moralista" aqui me criticando, agora é que vai aparecer um monte deles, dizendo que eu estava errado mesmo, que desrespeitei a velha... Da mesma forma, mando eles tomarem suco de cajú, e vamos em frente.

Mas eu pergunto: será que eu estava sem razão? Não haviam pessoas com preferência para usar aqueles assentos, e ainda haviam lugares preferenciais disponíveis. Mesmo nessas condições eu "não tinha direito" de sentar naquele banco? Só pelo fato que me sentei ali vou ser julgado como mal-educado? O mais engraçado é que tenho certeza que muitos que acham que sou mal-educado não se levantam dos bancos normais para dar lugar a um idoso ou mulher grávida, quando os assentos preferenciais já estão ocupados. Fico puto dentro das calças quando estou agindo de maneira lícita e sou pré-julgado da pior maneira possível.

Na minha opinião, eu acho que essa questão de "direito" ao assento preferencial é uma grande baboseira. Sim, você leu direito: eu não concordo com toda essa questão de haverem bancos que são preferenciais para uso de pessoas com necessidades especiais. Acho que todos os bancos deveriam ser iguais, sem distinção. O que teria que acontecer é uma maior educação e bom senso por parte das pessoas, para entender quando o lugar deve ser cedido para uma pessoa que precisa mais, isso é que seria o correto. Claro, tenho a consciência de que não existe povo mais mal-educado, interesseiro e pilantra do que o brasileiro, mas essa seria realmente a condicão ideal.

E deixo claro o seguinte: quando disse que deve haver maior educação e bom senso, isso tem que ser não apenas com aqueles tidos como preferenciais, mas a recíproca também tem que valer. Ou seja, não são só os idosos, deficientes e grávidas que merecem ser tratados com educação, todas as pessoas devem ser tratadas assim. Afinal de contas, podem haver situações onde um jovem ou adulto podem precisar mais do assento que um idoso, por exemplo. É isso mesmo que você leu. E para isso, vou resgatar outro caso que aconteceu comigo, esse tem mais tempo.

Aconteceu na época que estava terminando a faculdade, e num dia eu tive que esvaziar o meu armário, que usava em um laboratório onde eu trabalhava, para ceder a outro aluno. Com isso, tive que trazer de volta para casa uma série de pertences meus, usados durante os estudos, na sua maioria livros e apostilas. Por sorte, consegui arranjar uma caixa de papelão para colocar tudo, mas naquele dia estava com pouco dinheiro no bolso e sem meu cartão do banco, logo não daria para aproveitar o conforto de um táxi e precisei pegar um ônibus. Imagina então, eu ter que carregar uma mochila nas costas e uma caixa nos braços, para voltar para casa...

Por sorte, ao entrar no ônibus haviam ainda uns poucos lugares vazios, e me sentei próximo à roleta em um banco no corredor. Logo o ônibus começou a encher e os lugares se ocuparam. E não demorou para um senhor, de cara zangada, subir no coletivo. Ele ficou então de pé, e olhou para mim com uma cara que dizia "não vai levantar não?". Reforço o detalhe que nesse ônibus os assentos preferenciais ficavam antes da roleta, e ainda haviam alguns deles vagos, mas o velho insistiu em passar pela roleta e se enfiar no meio das pessoas, e me "escolheu" como o sujeito que tinha que lhe ceder o lugar. Ele continuou me olhando, sem perceber que havia ainda uma caixa que estava no chão na minha frente, e então ele reclamou que eu não havia cedido o lugar para ele, me chamando de nomes não muito amistosos (me lembro que ele havia me chamado de "folgado" e "vagabundo"). Lógico, muitos outros passageiros idiotas, querendo parecer solidários ao "pobre" senhor (porém sem abrir mão de seus assentos, claro), concordaram que eu estava errado e deveria ceder o lugar para ele.

"Bleh! Levanta daí, seu m&%#@, o lugar é meu!"

Acontece que naquela época eu era uma pessoa muito mais bruta, não gostava de levar desaforo pra casa, independente de ser um velho desbocado e mal educado. Não me lembro de todos os detalhes, mas sei que levantei puto e com um sorriso amarelo no rosto, peguei a caixa e deixei ele sentar. Só que aí me posicionei bem ao lado dele, com a mochila nas costas e segurando a caixa na minha frente e na direção dele com apenas um braço, já que com o outro tinha que me segurar na barra de apoio. Sim, fiz questão de fazê-lo se sentir o mais desconfortável possível, com a caixa bem na cara dele. E ele ainda tinha que se afastar, pois quando alguém precisava passar pelo corredor atrás de mim, me curvava pra cima do velho. E o mais legal é que alguns poucos pontos depois ele desceu, não sei se porque era realmente o ponto dele ou se ele se sentiu medo de que a caixa caísse na cabeça dele.

Mais uma vez, tenho certeza que serei criticado pela atitude, chamado de mal educado e cretino. Mas honestamente eu vejo que nessa situação o velho estava errado, e que eu não tinha que levantar para ele. Primeiro, haviam lugares preferenciais antes da roleta, ele podia muito bem se sentar ali, mas preferiu expulsar alguém de um assento não-preferencial; segundo, eu estava ali com uma grande quantidade de volumes e ele não estava carregando nada, faz muito mais sentido que uma pessoa carregando uma grande quantidade de coisas tenha preferência para sentar; e terceiro, aparentemente ele ia descer logo adiante, quase nem "esquentou"o banco, não havia assim tanta necessidade dele se sentar. Sim, digo novamente, ele estava errado!

E existem várias outras situações onde os "preferenciais" não teriam tanta razão em exigir o lugar: por exemplo, uma pessoa que esteja com a perna quebrada ou passando mal de febre, uma criança pequena, alguém carregando algo grande ou pesado... Em outras palavras, o velho considerava que fazer valer o seu "direito" é mais importante que o bom senso.

Isso tudo porque o povo brasileiro tem duas características marcantes, presentes em 90% da população: são mal-educados e gostam de levar vantagem. E quando começamos a dar "direitos" para essas pessoas, me desculpe mas, fudeu. É o caso da maioria dos idosos que vejo por aí: sempre são grossos, arrogantes e estúpidos, e acham que só porque tem cabelos brancos ou a cara mais enrrugada que um maracujá de gaveta, podem pisar nos outros. Ficam achando que o Estatuto do Idoso lhes dá o direito de serem mal-educados com quem quiser, seguros que se alguém reagir será enquadrado pela lei. Exatamente como acontece com outros grupos sociais, como negros e homossexuais, exageradamente protegidos por direitos e que acham que por isso podem levar vantagem sobre os outros.

Enfim, os assentos preferenciais vão continuar por aí, sempre causando polêmica e discussões no transporte público. Nessas horas é que lamento pelo fato de eu não ter um carro, seria a única maneira de ter um banco sempre garantido para mim.