sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

E continua a repercussão...

Interessante como certos casos perduram... E eu acabo fazendo uma mea culpa pois estou aqui também fazendo mais um post sobre o assunto, a respeito da entrevista do Vin Diesel com a youtuber Carol Moreira, que comentei logo aqui abaixo. Mas prometo ser breve, apenas para refletir um pouco sobre isso, principalmente após um desabafo que ela colocou em seu perfil do Facebook, como pode ser visto aqui nessa página.


Pra começar, eu não mudo a minha opinião. Acho que foi sim uma postura incoerente da garota e uma postura exagerada por conta de boa parte da sociedade, aquela que clama ser politicamente correta mas que na verdade está mais pra frescura. 

E repito ao dizer que Vin Diesel foi sim inconveniente. A forma como ele agiu não foi correta, sem dúvida o cara passou dos limites. Pelo menos teve a decência de desculpar-se. Diferente de muitas pessoas que fazem algo e depois não admitem. Antes que venham a me acusar, não estou falando da Carol Moreira nesse caso, ok?

Ela deu toda uma série de explicações, inclusive para a situação em que sentou no colo do cara do Game of Thrones. Disse que deu consentimento para brincadeiras nos bastidores, e aparentemente a sentada no colo era uma "zoeira", que ele pediu pra ela sentar. Dizendo ainda que senta no colo de quem quiser... 

Enfim... A grande questão mais uma vez aqui é a indignação seletiva. É o que, na minha opinião, a própria Carol está fazendo com esse seu novo post de desabafo. Cada um escolhe aquilo que acha que o incomoda, o que torna a situação constrangedora não parece ser a situação em si, mas sim quem a pratica, ou é o que tem grande influência. É como a sociedade age, tantos casos mais graves por aí mas vão ficar gritando por conta de um ator de Hollywood que passou uma cantada numa youtuber... Mas, as mesmas feministas que viram assédio nesse episódio não dizem nada quanto ao fato dela sentar no colo de outro sujeito. E também ficam caladas diante de outras situações ainda mais graves que ocorrem todos os dias por aí.

Na boa... A sociedade está ficando muito complicada pro meu gosto... É uma sensibilidade exagerada, todo mundo fica se doendo por bobagem...


Não sei se a tal Carol Moreira viria ler esse post aqui. Provavelmente não, pois tenho a consciência da minha insignificância num mar de um montão de gente na Internet, não sou famoso o suficiente pra ser convidado ou aceito pra fazer uma entrevista com um ator ou atriz de cinema. Mas, eu me pergunto se ela já não passou em sua vida profissional por situações mais incômodas do que essa. Se passou, por que não trazer o assunto à tona se, segundo suas próprias palavras, é algo importante a ser discutido? Por que não divulgar que se sentiu incomodada em um episódio passado? E se nunca passou, será que quando isso ocorrer de novo, ela terá a mesma reação?

Eu já passei por várias situações constrangedoras no trabalho. Já fui chamado de incompetente, já vi trabalhos que eu tinha feito serem rasgados na minha cara, já fui debochado no meio de uma reunião. Só que não fiquei de chororô. Não fui pro Youtube derramar minhas mágoas. Enfrentei tudo isso de cabeça erguida. Absorvi com maturidade profissional as críticas e os aprendizados dessas situações (pois também não podemos ser hipócritas a ponto de achar que estamos sempre certos) e tomei as minhas decisões de acordo. Se você é um profissional competente, se está seguro do que faz, não tem o que temer. O cara que me chamou de incompetente só faltou implorar para que eu não fosse embora da empresa quando arrumei outra oportunidade, aquele que rasgou meu trabalho teve que engolir elogios direcionados pra mim de outros setores da empresa por conta do mesmo trabalho que rasgou, e o idiota que debochou de mim na reunião teve que aguentar a culpa por sua decisão errada, com direito a um "eu avisei" que eu disse em uma reunião maior ainda. 

Claro que existem outras situações constrangedoras que podem acontecer, e talvez em algumas delas não haja espaço para a "vingança" como nos casos acima. Mas, em vez de tomar uma atitude concreta, ficar ali quieto e só depois sair reclamando não adianta. Você pode até justificar que estava lá com tempo contado, com assessoria de imprensa em cima... Enfim, você pode enaltecer todas as dificuldades de seu trabalho, Carol. Acontece que todo trabalho tem as suas dificuldades, e devemos estar preparados para lidar com essas dificuldades. Digo de novo, você certamente vai passar por situações muito mais desagradáveis do que essa com o Vin Diesel, e se você realmente se incomoda com esse tipo de postura, deve realmente demonstrar isso e ser firme para que isso não ocorra.

Sei lá, posso não estar dizendo coisa com coisa. Mas acho sim que, se ela está tão preocupada com o profissionalismo de seu trabalho, deveria se atentar também a outras situações onde ela demonstra uma postura nada profissional. De novo, como no caso do cara do Game of Thrones.

Afinal de contas, se por um lado é desagradável um cara interromper a entrevista três vezes pra dizer que você é bonita, por que não é desagradável quando outro cara interrompe uma entrevista para convidá-la a sentar em seu colo, ou para simular ali uma dança de strip na sua frente? Você pode até dizer que era uma situação diferente, que tava lá numa entrevista ao vivo, com público, pode até dizer que você estava de acordo com as brincadeiras dele... Mas diria que não é tão diferente assim, pois é seu trabalho do mesmo jeito, onde deve haver o mesmo profissionalismo que você comentou ao falar da entrevista do Vin Diesel. Principalmente se vemos aquele vídeo onde você está com suas duas amigas, e fica uma impressão de que ambas as brincadeiras que o barbudo do Game of Thrones fez foram uma surpresa para você no momento da entrevista. Talvez até não tenha sido, possa ter sido algo combinado antes nos bastidores... Mas se for isso, você então representou como se não soubesse.

E aí fortalece a imagem de mesmo peso e duas medidas... Vamos dizer, você acaba dando todos os argumentos para que as pessoas pensem que você é hipócrita a ponto de se incomodar com um e curtir o outro.

Mesmo sendo brincadeira, você acha profissional a postura tanto sua como do ator da série medieval? Longe de mim querer bancar aqui o puritano, mas convenhamos... Pode até ser um ambiente mais jovem, com o pessoal zoando... Só que mesmo assim é necessário um pouquinho de postura decente, não concorda? Imagine que essa entrevista com o Vin Diesel nunca tivesse acontecido, mesmo assim haveriam muitas pessoas que falariam mal de você, chamariam você de biscate pra baixo, por ter ali sentado no colo do sujeito da forma como você sentou. Honestamente, não é a postura de uma entrevistadora.

Além disso, na boa... Não sei se você é casada, se tem namorado, sei lá... Se tem, eu pergunto se ele ia gostar de ver você ali sentando no saradão do Game of Thrones. Mesma coisa pro ator, sei lá se ele tem esposa, tem namorada, ou até mesmo namorado (às vezes me esqueço que são outros tempos...), será que ela iria gostar de ver uma garota qualquer ali sentando no colo dele?


Já estou vendo que não serei breve... Continuando...

De novo, não estou dizendo que você não tenha o direito de se sentir incomodada, Carol! Mas, se algo realmente te incomoda, se existe um tipo de atitude que te tira do sério ou que te deixe constrangida, é de se esperar que você ao menos seja fiel aos seus valores. Sinceramente, não ter percebido as investidas do Vin Diesel, é algo que não acredito muito, mesmo você fazendo todo um alvoroço sobre estar ali numa entrevista e tal. Tanto que você mesma diz na introdução do seu vídeo que era possível perceber seu incômodo durante a entrevista. Então, dizer que percebeu depois ao ver a gravação... pra mim, pessoalmente, não cola muito.

Eu acho que temos que nos valorizar, e não é porque o cara é um ator de Hollywood que você teria que baixar a cabeça. Chegava ali e pedia licença, interrompia a entrevista por alguns minutos pra dizer que você não estava se sentindo confortável com a situação, que isso estava ali atrapalhando o seu trabalho. Que mal faria dizer isso? Honestamente, das poucas vezes que vi entrevistas do Vin Diesel na televisão, imagino que ele iria se mancar... A não ser, claro, que estivesse meio fora de si, como eu comentei antes, fica a impressão que ele estava mamado ou até coisa pior...

Bom... Sinceramente não sei mais o que dizer a respeito da Carol Moreira. Acho que sim, você fez uma tempestade num copo d'água sobre um assunto que não tem toda essa grandiosidade. Digo de novo, de quebra você conseguiu sim uma grande exposição de sua pessoa. Não estou dizendo aqui que você tenha feito isso para aparecer na mídia, tampouco serei ingênuo de assumir que você nunca faria isso. A questão é que, tenha sido intencional ou não, e quer você goste ou não, é o que aconteceu. Muitas pessoas tomaram conhecimento de sua existência (este texugo sendo uma dessas pessoas), provavelmente seus vídeos ganharam muitas visualizações a mais e seus perfis de Facebook e Instagram receberam vários jóinhas. Como já diziam "falem bem ou falem mal, mas falem de mim". Isso não há como negar, a grande repercussão dada a esse episódio, ao meu ver pequeno, contribuiu para que você se tornasse mais conhecida e famosa...

Espero que esse assunto termine de vez... Já está enchendo o saco...

sábado, 24 de dezembro de 2016

Outra babaquice do "feminismo"

Essa eu não resisti... Sei que vou escutar aos montes, que vai aparecer aqui um monte de mulheres clamando pela minha cabeça, dizendo que eu sou machista e tudo mais... Se bem que, talvez não, pois parece que o blog aqui está entrando em mais um de seus períodos de acumular poeira. Convenhamos, está chegando o fim de ano, e aposto que todo mundo tem coisa melhor do que vir aqui no blog menos visitado da Internet.


Mas eu não consigo. Preciso comentar a respeito dessa notícia que vi. 

Pois bem, vamos aos fatos. Recentemente teve um caso que repercutiu relativamente nas redes sociais. Uso a palavra "relativamente", pois na verdade eu acho que tem muitos assuntos mais importantes que ocorreram nessa semana antes do Natal. O caso envolveu uma youtuber...

Pausa para explicação: "Youtuber" é mais um dos termos modernos, usado para uma pessoa qualquer que tem um canal no Youtube onde coloca seus vídeos. Pode ser vídeo de qualquer coisa, sobre análise de política, comentários de jogos de computador, dicas de culinária, passo a passo de artesanato, orientações para uma vida fit, recomendações sobre bons álbuns de música gospel da década de 70, narrativas sobre os desafios de cagar em um banheiro público ou devaneios sobre se Tostines vende mais porque é fresquinho ou fresquinho porque vende mais. 

Em outras palavras: qualquer Zé Mané ou Joana Banana com uma câmera pode agora produzir seus vídeos no Youtube, abarrotando a grande rede da futilidade do pior nível possível...

Continuando, o tal caso envolveu uma youtuber chamada Carol Moreira. Quem, você vai perguntar? Eu pergunto a mesma coisa. Mas, acabei me dando conta que ela é aquela cidadã que aparece de vez em quando no canal da Warner, em algumas vinhetas em que ela visita sets de Hollywood. Assim, imagino eu que seja uma youtuber que fale do mundo dos famosos, e que mesmo com a sua insignificância, consegue fazer entrevistas com personalidades de filmes e séries.

Antes que venham a me apedrejar sobre o "insignificância", afinal a sociedade está tão sensível que tal comentário de minha parte já poderá ser taxado de preconceito, vou explicar. Uso o insignificância porque, na boa... estamos falando de uma pessoa com um canal de Youtube. Basta criar um canal de Youtube pra ser tão facilmente recebido por uma atriz ou ator de Hollywood? Aposto que jornalistas de maior experiência no ramo, como sei lá, o Rubens Ewald Filho, muito mais conhecidos e reconhecidos, não devem ter toda essa facilidade aos astros de cinema. E daí o motivo da minha relativa surpresa sobre essa Carol Moreira ter acesso tão fácil a essas personalidades.


Apenas para deixar claro... Acho o Rubens Ewald Filho uma besta. Ele se acha "o" entendido de cinema, pessoalmente penso que ele esbanja uma aura de arrogância. Mas, ele é bem mais reconhecido no mundo das celebridades de Hollywood do que Carol Moreira...

Mas enfim... ela publicou uma entrevista que fez com o Vin Diesel. Se Carol Moreira continua sendo pra mim (e provavelmente para você também) apenas uma mera anônima, Vin Diesel dispensa apresentações. E a youtuber já começa o vídeo dizendo que se sentiu muito incomodada com a entrevista, pois o careca estava ali cantando ela. Ela continuou reclamando, dizendo que ele a interrompeu várias vezes pra dizer que ela era bonita, e assim por diante. Apesar de não ser isso que aparenta essa foto que ela própria colocou em seu Instagram após a entrevista, onde Vin Diesel parece estar tentando sugar um carrapato do ouvido dela... 


Cabe ressaltar que foto essa que foi prontamente apagada após a repercussão do caso, mas que graças a alguém rápido do gatilho ficou aí registrada para a posteridade...

Logicamente, isso fez com que as feministas de plantão estourassem de raiva, dizendo que era um absurdo, nos já conhecidos gritos de que é inadmissível um homem dizer que uma mulher é bonita. Sutiãs devem ter sido queimados em defesa da garota, juntamente com milhares de comentários raivosos de mulheres no Facebook e outras redes sociais, pedindo o boicote aos filmes do Vin Diesel, que não passava de um machista metido que assediou sexualmente a pobre e inocente Carol.

Se quiser, veja o vídeo você mesmo. Para ser justo, não vou colocá-lo aqui, mas sim indicar o site onde eu vi a notícia (de onde também vêm as fotos das postagens da Carol Moreira), que como eu faz um dura crítica a postura da youtuber (cacete, como acho escrota essa palavra...). E, para completar, a notícia foi escrita por uma mulher, o que deve deixar as feminstóides ainda mais brabas. Tipo quando aparece um negro contrário à política de cotas.

Vamos aos meus pitacos... Tudo bem que o Vin Diesel agiu que nem um babaca. Pra começar ao achar ela tão bonita assim. Sinceramente, pelo menos na minha opinião acho que tem muita mulher mais atraente e elegante do que a entrevistadora. Mas enfim, gosto não se discute... Só que também ele não tinha que ficar ali com essa postura, que sim eu acho que é deselegante quando você está em uma entrevista. E sinceramente, pelo vídeo parecia que ele tinha ou enchido os cornos de cerveja ou tinha dado um tapa na pantera, pois o careca parecia todo troncho e fumado, sem falar coisa com coisa... 


Enfim, deixando por enquanto a sobriedade do astro de Hollywood de lado e focando em seus comentários sobre a entrevistadora. Acontece que ele apenas falou que ela era muito bonita, o que eu vi de mais "extravagante" foi um she's so fucking sexy, que ainda assim é muito mais comportado do que as músicas da Valeska Popozuda. Vin Diesel não apalpou a bunda dela, não meteu as fuças no meio dos peitos dela, não perguntou se ela queria pegar na careca dele... Apenas disse que ela era muito bonita. 

Dizer que uma mulher é bonita agora é assédio? Na cabeça das feministas parece que sim.


Na boa, eu acho um exagero por parte dessa Carol Nogueira. Tudo bem, ela pode não gostar disso, tem até todo o direito de se sentir incomodada. Sei lá, vai que ela tem um namorado ciumento... Mas, sinceramente, são ossos do ofício. Não sou repórter, mas pode ter certeza de que ao fazer uma entrevista você poderá passar por situações muito mais incômodas do que apenas um ator dizer que você é bonita. Certamente não será o último, e possivelmente você terá que aturar caras que podem ser ainda mais desagradáveis contigo, Carol...

Cabe falar também da atitude dela de deixar um depoimento logo no início do vídeo, mencionando todo seu desapontamento e desconforto com o caso, numa possível intenção de já ganhar a solidariedade do espectador. Sério, você vê a introdução do vídeo e fica assim com a impressão de que o Vin Diesel mandou ela sentar no seu colo. Podia até mesmo dar esse desabafo, mas que fizesse isso em uma outra oportunidade, para dar tempo para que as pessoas tirassem suas próprias conclusões. E repito: não faz muito sentido ela só ter se sentido incomodada alguns dias depois quando editou e publicou o vídeo, quando logo após a entrevista seus comentários nas redes sociais não davam nenhuma indicação de que tinha sido algo desagradável. Outro comentário que foi prontamente apagado também, após o assunto cair na boca do povo.


Verdade seja dita: ela acaba sendo muito hipócrita.

Quem viu o post que indiquei já sabe o porquê desse meu comentário. Basta ver o segundo vídeo, onde Carol Moreira está com outras duas youtubers, mais desconhecidas ainda do que ela, comentando sobre aquela Comic Con, a conferência de quadrinhos que todo nerd conhece. Ou era algum evento relacionado, sei lá. Chega uma hora que ela fala a respeito de uma entrevista que fez com Jason Momoa, que eu não faço idéia quem seja, é um sujeito do Game of Thrones que eu nunca assisti um único episódio e ignoro completamente toda a história... Só sei que tem aquela princesa loirinha gatinha que acho que controla os dragões, fora ela e o John Snow eu não tenho nem idéia sobre o que se trata essa série. 


Bom, esse Jason Momoa era o bombadão barbudo por quem todas as mulheres fãs da série ficam de calcinhas molhadas. Provavelmente incluindo nessa lista Carol Moreira. E também incluindo muitas mulheres que estão chamando o Vin Diesel de machista e de assediador. 

Pois bem... Em um dado momento ele pediu uma almofada pra ela e, citando Carol Moreira, "ele não botou no colo dele, ele abriu as pernas e botou exatamente onde você tá pensando" e chamou ela pra sentar lá em cima, como ela mesma demonstrou ali para as suas amigas. 


E o que a inocente e puritana Carol Moreira fez?


Como o sujeito disse... Game of fucking Thrones... O cara ainda fez depois um strip na frente dela, rebolando nas fuças dela como se tivessem colocado algumas notas de dólar em sua cueca. Tudo acompanhado dos aplausos e berros de "Uhúúú" da platéia, que certamente incluía também mulheres. Talvez até algumas que hoje estão dizendo que Carol Moreira foi assediada por Vin Diesel.

Agora... Interessante como que nessa situação ela não se sentiu assim tão incomodada. Chegou a dizer que tinha sido o melhor dia da vida dela...


Bom... Aí fica fácil comentar a respeito... 

Sei que vão existir diferentes opiniões sobre o assunto, e venho aqui expressar a minha. Chamo sim de hipocrisia a postura dessa cidadã, pois vemos dois momentos semelhantes dela, onde ela estava ali fazendo o seu trabalho, e em ambas as situações o entrevistado agiu de maneira meio, digamos... inapropriada. Tanto o Vin Diesel quando o Jason Momoa. Acontece que temos que ser coerentes aqui para entender que a atitude do careca foi bem mais inofensiva do que a do barbudo.

Afinal de contas, em que mundo dizer que uma mulher é bonita fica no mesmo nível que mandar ela sentar na jibóia?

Certamente vão ter feministas que vão afirmar que não tem diferença, que em ambos os casos é assédio, que é inaceitável da mesma forma. Legal, beleza... Façamos assim então. Vamos considerar os dois atos iguais...

Aí... me explica então por que ela demonstrou ter se sentido incomodada apenas com Vin Diesel? Me explica por que nenhuma feminista veio criticar o cara do Game of Thrones pedindo pra ela sentar em seu colo? Pombas, se é a mesma coisa, por que a reação da Carol Moreira foi diferente? Por que ela não veio choramingar com suas amigas a falta de respeito do barbado? Ela disse que Vin Diesel atrapalhou a sua entrevista, mas e quanto ao Jason Momoa que a interrompeu também, por que nesse caso não teve problema? Respostas, por favor...


Difícil explicar, né?

Esse episódio apenas reforça ainda mais aquela questão de indignação seletiva que eu já comentei aqui certa vez, quando também comentei sobre o feminismo exagerado. Tenho que tirar o chapéu para o Danilo Gentili, que em um texto inaugurou essa expressão que ao meu ver retrata muito bem o que acontece com a nossa sociedade politicamente correta de hoje em dia.

A indignação seletiva é justamente o que explica o fato de que a Carol Moreira e as feministas só se sentiram incomodadas e ofendidas com o Vin Diesel, mas ficaram caladas diante no pedido obsceno do Jason Momoa para que ela se acomodasse ali na sua linguiça. Vemos um ato inofensivo ser considerado mais grave do que um outro que é muito mais sujo e agressivo. Mesmo que venhamos a considerar os dois atos de igual severidade, não justifica que apenas um deles seja considerado impróprio. Baseado em quê Vin Diesel não pode e Jason Momoa pode?

E uma dessas razões para essa postura diferenciada geralmente é a influência do sujeito. Parece que o que torna alguma atitude ofensiva, que o que define que existe assédio, não é a atitude em si, mas quem a pratica. Como eu fiz nessa piadinha algum tempo atrás, na época em que falei sobre o 50 Tons de Cinza.


Digo isso por experiência própria...

Eu certa vez passei por uma situação parecida na época da faculdade. Tinha uma garota da turma que certo dia foi com uma roupa um pouco mais chamativa. Nada vulgar não, mas uma indumentária que realçava um pouco mais as suas curvas.Ela chegou ali na sala pra aula, por algum motivo ela sentou ali na fileira do lado. E cometi a asneira de dizer que ela estava bonita naquele dia... Pra quê? Ela olhou pra mim com uma cara feia, resmungou alguma coisa que não me lembro mais e chegou ao ponto de se levantar e mudar de lugar...


Bom, mas aí logo depois, na aula seguinte apareceu o metido a galã, que esnobava pra todo mundo que dirigia um Audi A3, que na época era carrão, mas que provavelmente tinha sido presente do "papi" que havia comprado um carro mais novo pra ele. Esse sujeito chegou lá na cara de pau e disse para a tal garota que ela tava muito gostosa. Assim mesmo, na cara dura, com essas palavras. E a dita cuja ficou toda serelepe, toda fascinada com a cantada de pedreiro que veio do cara bonitão e de carro importado. Diziam até os boatos que não demorou pro sujeito pegar ela...

É isso que acontece... Pode ser lamento de um texugo que só se fode com as mulheres. Mas é fato. E comprova ainda mais essa questão da indignação seletiva. O assédio só é assédio se praticado por um cara que a mulher não goste. Se for um sujeito que ela goste, que ela ache legal... não tem problema... A ação em si não interessa.

Se eu chamasse aquela garota da faculdade de gostosa, tava arriscado a levar um tapa nas fuças, ser denunciado e o escambau. Agora, se eu fosse um texugo mais bonito, estivesse ali girando a chave de um carro nos dedos (não de um Gol ou Fiat Uno, de um importado), e dissesse a mesma coisa que eu disse, talvez ela não se sentiria tão incomodada a ponto de ir sentar em outro lugar. Digo e repito, cansei de observar isso em minha vida, em ver como o sujeito que é atraente sempre se dá bem, independente do que faça. Mesmo que seja algo ofensivo, degradante ou desrespeitoso com a garota.

Sei lá, talvez a tal da Carol curta muito o bombadão do Game of Thrones e ache o Vin Diesel um chato sem graça. Aí, ela acaba tendo a reação de asco ao receber uma cantada do careca enquanto fica toda animadinha em sentar no colo do barbudo. Só isso explica...


Resumindo, parece que nesse mundo politicamente correto, o tal empoderamento feminino na verdade consiste em dar para elas o poder de decisão sobre o que é assédio ou não, ao seu bel-prazer. Não importa o que seja, se ela se sente ofendida, pronto. Já basta, é preconceito contra a mulher, é agressão sexual. Daqui a pouco, se eu segurar a porta para uma mulher, pela simples questão de educação para outro ser humano, pode aparecer alguma maluca que vai achar que aquilo é assédio, e vou acabar preso... Tá foda esse mundo...

Não tenho mais o que falar, mas certamente não vai demorar para eu vir aqui discutir mais um caso estúpido desses de feminismo exagerado. Mais uma vez, venho a repetir aqui para que depois não venham dizer que eu sou um filho da puta. Não estou defendendo o Vin Diesel, que agiu sim de forma imprópria. Apenas acho muito insensata a postura da Carol Moreira, demonstrando um desconforto que não aparentou ao ser convidada a sentar no colo do outro sujeito. Não só uma atitude insensata, mas também exagerada. Da mesma forma que muitas mulheres que se dizem feministas, que só se comovem com esse ou aquele caso.

Por exemplo, não vi até agora nenhuma feminista protestar contra o indulto de Natal que o estuprador da reportagem que falei ali embaixo vai receber, ou provavelmente já recebeu. Não vi nenhuma feminista amparar a senhora que foi agredida e estuprada, ninguém lutando contra a liberdade desse verdadeiro cretino. Parece que elas só se revoltam quando é um ator de Hollywood elogiando a aparência de uma youtuber qualquer...

De qualquer maneira, a verdade é que ela conseguiu os seus quinze minutos de fama com esse episódio, tenha sido essa a intenção ou não. Muitas pessoas que nunca ouviram falar dela estão agora dando Ibope pra ela, e eu me dou conta que me incluo nisso, ao dedicar aqui um post pra comentar sobre o assunto. Mas, ainda mais no mundo dinâmico de hoje, logo essa história vai desaparecer e a Carol Moreira vai voltar a ter a mesma contribuição para a sociedade que tinha há duas semanas atrás...

Fico por aqui, aproveitando para desejar a todos um Feliz Natal. De quebra, desenterrando aquela piadinha natalina manjada daquele site do Wagner & Beethoven que não tem mais...


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Alguém me explica o indulto?

Estamos chegando no Natal... Época das crianças esperarem pelo bom velhinho e seu saco de presentes, de passar um tempão na cozinha preparando a ceia pra família, com aquelas situações já manjadas da tia perguntando se você arrumou namorada ou daquele tio babaca sempre com a piadinha do "é pavê ou pra comer". É tempo de comer aquelas sobremesas totalmente atípicas para nosso verão escaldante, resultando numa vergonhosa caganeira no dia seguinte, e também de rever na telinha aqueles filmes natalinos clássicos como Esqueceram de Mim, Férias Frustradas de Natal e Duro de Matar. Aquela época mágica onde você precisa esconder o seu desgosto por ganhar aquela camiseta cor de berinjela que vai dar aquele trabalho pra ir na loja pra trocar, de ter que arrumar uma desculpa para aquelas pessoas que te fizeram alguma coisa uma vez na vida e pedem caixinha de fim de ano, quando nos arrependemos de participar do amigo oculto da empresa onde você não ganhou o que pediu. Enfim, aquelas coisas que acontecem todos os anos, inclusive aquelas que dizemos que não vamos fazer no ano seguinte, e fazemos mesmo assim...

Mas essa também é a época de algo que deveriam acabar para sempre, uma das verdadeiras mazelas do Natal: o indulto dos presidiários.


Eu cheguei a fazer um post sobre esse assunto há muito tempo atrás. E quando digo muito tempo, é muito mesmo, da época em que eu havia acabado de estrear aqui o blog. Mostra como ao mesmo tempo as coisas não mudam nesse país e eu não tenho muita originalidade para novas idéias por aqui. Mas confesso que vim aqui hoje motivado pelo que vi numa reportagem no Jornal da Band outro dia.

Nessa matéria, que você pode ver aqui, estavam falando a respeito de um crime, onde uma senhora foi violentada na véspera do Dia das Mães por um cretino. Até hoje ela sofre com as sequelas, desde o fato de ter tido todos os seus dentes quebrados até as terríveis consequências psicológicas que uma mulher sofre ao passar por uma situação dessas. E ela contava que o seu agressor ia ser um dos praticamente 30 mil presos do estado de São Paulo que viriam a receber o indulto de Natal, ganhando o direito de sair da cadeia para passar o fim de ano com a família.

Eu imagino que a maioria dos leitores aqui é do Brasil e sabe o que é isso. Agora, se tem alguém de fora, vou explicar, para que você possa entender bem. É isso mesmo, a justiça aqui concede para os presos com bom comportamento que já cumpriram 1/6 da pena (caso sejam réus primários, se são reincidentes é 1/4) o direito de deixar a prisão para ficar em casa com suas famílias em diversas ocasiões festivas, como Dia das Mães, Dia dos Pais e Natal. Ele fica um tempo em liberdade e depois precisa voltar pra cadeia.


Sim, é isso mesmo que você leu.

Ou seja, nessas épocas festivas vários criminosos são deliberadamente colocados nas ruas, juntamente com os cidadãos de bem. Sem nenhum tipo de distinção, o cara pode ter sido preso por estupro, por assassinato, seja o que for. É liberado e a polícia fica esperando que ele tenha a boa vontade de voltar pro xadrez. 

Claro que nem todos voltam... E claro que muitos deles, uma vez fora da cadeia, cometem outros crimes. Não precisa ser um gênio pra saber que isso acontece...


Eu gostaria seriamente que alguém viesse aqui pra me explicar por que existe uma idéia tão estúpida como essa! Na boa, eu não consigo entender! Como disse, não estamos falando apenas de um pequeno transgressor, de um mero ladrão de galinhas, tem nego aí que matou, estuprou, sequestrou, torturou, fez o diabo, e é colocado na rua junto com a gente! Cacete, eu não consigo conceber algo assim... Será que ninguém consegue perceber como essa idéia é estúpida?

Veja no próprio caso que citei, a mulher dizendo na entrevista que, após ter sido violentada, o marginal a ameaçou, dizendo que se ela denunciasse, ele a mataria quando saísse da cadeia. Diante de uma ameaça dessas, a nossa ilustre justiça brasileira acha que tá tudo bem colocar esse puto na rua?

Alguém aqui acha isso normal? Me explica! 

Sabe, o mais revoltante de tudo, que chega a ser até engraçado ver a cara-de-pau dessa nossa justiça, é ver como os indultos não apenas são dados a criminosos sem nenhum tipo de preocupação com a sua periculosidade, mas até mesmo para presos que a princípio não teriam nenhum tipo de razão para receber tal indulto. Você se lembra da Suzane von Richthofen, que matou os seus próprios pais com a ajuda do namorado e de um amigo? 


Pois é... Você acredita que essa sujeita, essa assassina, teve liberdade pra sair da prisão nos indultos de Dia das Mães e Dia dos Pais?

Sério... Pra quê, caralho? A mulher matou os pais e tem o direito de celebrar o Dia das Mães e dos Pais? Puta que paral! Parece piada, mas é verdade...  


Cada vez mais eu me decepciono com o Brasil... Esse país é realmente o cú do mundo, aqui acontecem coisas que são simplesmente inadmissíveis, coisas que uma pessoa normal jamais acharia correto. Quem em sua sanidade diria que é aceitável que criminosos tenham o direito à liberdade temporária em uma situação dessas? Repito, principalmente quando estamos falando de um bandido que cometeu um crime hediondo, que certamente voltará a cometer outro crime enquanto estiver solto, com a benção da justiça.

Acontece que vai aparecer gente sim defendendo...

Aqui nesse país temos uma grande inversão de valores. Me surpreende como que, quando um criminoso é agredido ou morto, logo aparece alguém defendendo, aparece Direitos Humanos, Viva Rio e o escambau pra condenar o que aconteceu, pra passar a mão na cabeça desse bandido ou de sua família, fica boa parte da sociedade sensibilizada com isso. Mas quando a vítima é uma pessoa de bem, não há essa comoção... São pessoas que valorizam muito os direitos de bandidos, muitas vezes os priorizando em detrimento dos direitos dos cidadão corretos, e que provavelmente devem considerar que o indulto é algo legal, que o preso tem direito a estar com sua família nessas festividades...


Interessante né? Quer dizer então que o cara pode matar uma pessoa, e depois de cumprir uma pequena parte de sua pena ele tem o direito de estar com a sua família no Natal... Mas, a família da vítima, essa não vai ter o mesmo direito, vai ter que lidar com a sua perda, sem nenhum tipo de amparo da justiça...

É foda...

Eu reconheço que sou um texugo que muitas vezes é extremo e radical. Afinal de contas, texugos são conhecidos por sua ferocidade. E diante de uma situação dessas, eu admito que me revolto muito com essa história de indulto. Tanto que, numa situação como essa, eu muitas vezes desejo muito que um criminoso desses venha a cometer um crime bárbaro que atinja diretamente alguém da justiça. Tipo, o sujeito ser colocado na rua, e catar a filha de um juiz, estuprando e matando ela. Infelizmente, sei que é algo muito vil de se pensar... Mas, eu sinceramente não consigo ver outra solução para esse grave problema, eu acho que somente assim, quando essas pessoas, que tomam a decisão inconsequente de soltar temporariamente um bandido perigoso, sofram com essa decisão tomada por colegas, talvez assim vão repensar esse "direito" que os presos possuem.

Sei que pode ser chocante o que eu disse. Longe de mim desejar o mal a alguém, ainda mais desejar que uma mulher seja estuprada e morta, é algo que não pode acontecer. Mas... Voltemos ao caso da reportagem que eu citei. Se o bandido vai lá e mata aquela mulher como ele prometeu, sabemos que não vai acontecer nada... O cara vai continuar solto, e se for preso daqui a alguns anos vai receber indulto de novo... Ela será apenas parte da estatística de pessoas que sofreram com crimes cometidos por bandidos libertados pela justiça devido a um indulto. Vão citar uma notinha no jornal, e no dia seguinte a sociedade já esqueceu...


Não dá... Sinceramente, eu cada vez mais penso que as pessoas são egoístas. De novo, eu não consigo entender como que um juiz, como que um chefe de um presídio, pessoas que têm família, como que eles conseguem ter a frieza de colocar na rua um criminoso como esse? Por isso que digo, por mais que possa parecer doentio: só vai resolver no dia que um bandido desses cometer um crime contra um juiz ou membro de sua família, por exemplo. Porque assim, não sei... Talvez caia a ficha pra eles de que essa idéia de indulto é um risco para a sociedade. O cara vai pensar assim "puxa, uma pessoa da minha família foi vítima de um bandido como o que eu soltei no último Natal...". Talvez essas autoridades, diante de um episódio desses que as atinjam diretamente, comecem a ter um pouco de consciência da consequência de seus atos para a sociedade...

Ou então, sejamos um pouco menos severos... Por exemplo, que tal todas as pessoas relacionadas com o indulto de um preso tenham que assinar algo como um termo de responsabilidade? Mas teria que ser algo rígido, algo bem pesado. Tipo, se o preso liberado cometer um crime, o juiz responsável por sua liberdade será condenado com a mesma pena do preso. Por exemplo, se o larápio vai lá e mata uma pessoa, e isso resulte em vinte anos na cadeia, então que todos os envolvidos no seu indulto sejam presos por vinte anos também. Afinal de contas, tais pessoas são cúmplices, tiveram sim participação no crime, pelo simples fato de liberar do cárcere o criminoso que o cometeu. Deveria até adicionar uma pena extra de formação de quadrilha.

Só que sabemos que algo assim não ia funcionar por aqui... Se já dão um jeitinho pra defender bandido, imagina então pra defender eles mesmos?

É um assunto revoltante mesmo... Continuo esperando alguém pra me explicar o que tem de bom e de correto no indulto a presidiários. Alguma nobre alma tente me esclarecer aqui sobre esse tema, justificando que haja algo de racional em liberar um bandido assim de forma tão simples, explicando que realmente faz sentido que um estuprador seja liberado pra passar o Natal na boa, livre, leve e solto pra fazer o que bem entender... Alguém tente me convencer de que o indulto é algo bom.

Fala sério... estou esperando uma explicação pra isso há anos, e até agora ninguém conseguiu. Enquanto isso, a bandida vai aí ser colocada na rua, e graças a isso muitas pessoas de bem desse nosso país de opereta não terão um Feliz Natal...

sábado, 17 de dezembro de 2016

A Eterna Musa do Botafogo

Tem horas que me dá uma sessão nostalgia aqui no blog. Começo a repassar por postagens antigas, vendo as coisas que aconteceram há algum tempo. O blog começou em 2009 e continuo insistindo com isso aqui, acho que chego até os 10 anos, um feito que eu imagino ser raro hoje em dia. Não que meu site faça alguma diferença na Internet, mas acho que para mim, para os 23 seguidores que agradeço muito por acompanharem e pelos visitantes de vez ou outra, esse blog vale pelo menos uma leitura.

E nessa repassagem pelos post antigos, eu acabei me deparando com alguns onde eu comentava a respeito de uma personalidade, pelo menos para mim, marcante. Alguns podem dizer que não se trata de uma personalidade, diriam que algumas outras celebridades de maior calibre que eu já vi mereceriam mais um post desses do que essa de quem venho falar. Mas, para mim essa pessoa vale sim um post dedicado, mesmo já tendo sido foco não apenas de uma, mas de outros quatro posts (que podem ser vistos aqui, aqui, aqui e aqui).


Estou falando da Mayara Valentim...

Eu sou um texugo lamentável... Olho para trás e acumulo muito mais fracassos do que êxitos quando o assunto é arrumar uma namorada ou mesmo lidar com as mulheres de forma geral, mesmo quando não há intenção de algo a mais. Meu jeito tímido e desajeitado, o fato de que eu sou um bicho feio (afinal, texugos não são reconhecidos por sua beleza), acho que tudo isso contribuiu para que eu não tivesse muita sorte, mesmo imaginando ser dotado de certas qualidades interiores como honestidade, companheirismo e respeito. Tanto que eu fico em uma situação em que, quando vejo uma oportunidade, por mais remota que seja, eu acabo mergulhando de cabeça, geralmente vendo muito mais do que de fato há.

Exemplo disso foi o post que eu fiz há pouco tempo, daquela viagem que foi bem interessante. A loira que encontrei naquele vôo, talvez alguns se lembram.


Apenas lembrando que essa foto é apenas ilustrativa... Não foi exatamente essa aí. Tem horas que eu sumariamente apelo pra essa tática pra aumentar o contator de visitas, atraindo os meladores de cueca de plantão. Ora, tem gente que faz coisa pior pra atrair visitas para seus sites...

Pois bem, me empolguei muito, fica aquela sensação de "agora vai"... Rolou até um comentário na torcida, para que a minha maré de azar acabasse. Mas, vão-se aí algumas semanas, e parece que aquele interesse repentino dela se foi. Vou lá, mando uma mensagem para saber como ela está, a resposta leva alguns dias... Algumas vezes vai lá ela e escreve... Até eventualmente ela chega e manda alguma foto, algumas bem calientes. Mas, cada vez mais chego a conclusão de que tudo não passou de um mero flerte, de onde certamente nada vai sair e que um dia cairá no esquecimento. Quem sabe, vai que era uma daquelas pegadinhas do Pânico?

Sério, descobri outro dia que nesse programa eles fazem uma pegadinha que parece ser algo nessa linha. Tipo, os sujeitos indicam um amigo que só se dá mal com as mulheres, e aí arrumam uma gostosona pra dar em cima dele, com situações bem inusitadas. Vai lá que tinha uma câmera escondida no avião e este pobre texugo pagou um mico em rede nacional e nem estou sabendo...


Enfim... Deixemos esse caso de lado, que não é o foco aqui. Falando de nostalgia, mulheres impossíveis e este texugo que vai virar mais um ano solteiro, me recordei com carinho da Mayara Valentim, que como disse já apareceu aqui em diversas oportunidades.

Sempre presente naquelas competições de Musa de Futebol, patrocinada por diversos meios de comunicação, Mayara representa o meu grande Botafogo. A encantadora Mayara é lá de Juiz de Fora, e sempre demonstrou ser uma verdadeira torcedora do alvi-negro, diferente de muitas candidatas que, para buscar a exposição ou chamar a atenção, vestiam as cores de um determinado time apenas pelo fato de ter uma grande torcida para aparecer mais, muitas delas que sequer sabem explicar a regra do impedimento. Em todas as oportunidades que a Mayara tinha que comentar a respeito de futebol, demonstrava conhecer a equipe e que de fato não vestia o manto alvi-negro apenas para as sessões de fotos para os concursos.


Além de achar a Mayara uma mulher linda, extremamente simpática e adorável, eu não sei explicar mas a imagino extremamente fofa, muito cuti-cuti. Não me pergunte como, eu tenho essa impressão, imagino que ela tenha esse lado super delicado, meiga e doce, tipo a Lindinha das Meninas Super-Poderosas. Algo que confesso que me encanta muito em uma mulher... Digo ainda que eu não sou um texugo que se sente particularmente atraído por tatuagens, mas com ela a sensação é justamente a contrária, de achar que ficam muito bonitas nela...

E os leitores mais assíduos do blog, ou mesmo aqueles que tiveram a curiosidade de ler alguns dos posts que mencionei, sabem que a própria Mayara apareceu aqui e escreveu alguns comentários. Admito que no início eu achei que fosse piada quando apareceram as mensagens dela, que era alguém me sacaneando, tipo um flamenguista. Afinal, como já dizia o profeta, quando a esmola é muita o santo desconfia (embora de santo eu não tenha nada). Mas acabou que sim, ela era mesmo, que descobriu de algum forma o blog menos visitado da Internet. Isso foi comprovado quando a doce Mayara fez uma postagem na sua página pessoal do Facebook, mencionando este ignóbil e palerma texugo...


E assim começamos a conversar pela Internet. Claro que não vou ficar aqui falando sobre o que a gente falava, acima de tudo respeito a privacidade de conversas particulares... Mas foi muito interessante como conversamos um pouco sobre diversos assuntos. Tive a oportunidade de conhecê-la um pouquinho mais, sempre havia sido um enorme prazer conversar com ela.

Mas, já tem bastante tempo que eu não falo com ela... A última mensagem data de meados de 2014, e aí, não sei...

Parece que tem horas que cai a ficha, sabe? Sem querer aqui começar devaneios e lamentações, mas tenho a consciência de que não sou lá grandes coisas. Sou um texugo feio, desajeitado, tímido, sem nenhuma das principais qualidades que a sociedade em geral valoriza. Sei que todo mundo tem qualidades e defeitos, e tenho a plena consciência de que qualidades eu tenho sim. Mas, em um mundo altamente superficial e fundamentado nas aparências, as qualidades "exteriores" acabam sempre prevalecendo, mesmo que a pessoa não tenha algo de bom para mostrar por dentro, enquanto que as qualidades "interiores" parecem não terem valor ou até mesmo muitas vezes sequer serem percebidas se a pessoa não segue as características aparentes que a sociedade dita como sendo as ideais.


Não estou dizendo aqui que a Mayara seja uma pessoa superficial. Aliás, se ela por acaso aparecer aqui e ler esse post, reforço que não é isso que estou dizendo... Muito pelo contrário. Não sei explicar, mas pelo pouco que conversei com ela, me parece ser uma pessoa decente e de valorizar bem os outros, longe de ser alguém superficial como existe por aos montes aí. Outro ponto que tornava um prazer conversar com ela.

Acho que não estou falando coisa com coisa, começo aqui a misturar tudo. Vamos recomeçar.

O "cair a ficha" que eu menciono é de reconhecer que estou falando aqui de uma garota super simpática, encantadora e atraente como a Mayara, mas que de alguma forma sinto que ela está longe de minha realidade, fora de meu alcance. Não estou nem tendo pretensões mais altas, digo fora de uma realidade de ser algo tão simples como uma colega ou amiga. Lógico, eu não tenho dúvidas que ter uma garota como a Mayara como namorada seria algo muito especial. Afinal de contas, que sujeito não se sentiria bem e feliz com uma moça atraente, incrivelmente simpática, bem realizada profissionalmente e anda por cima botafoguense?


Mas... este texugo sabe aqui muito bem que certas coisas são impossíveis, fora da minha alçada...

Enfim, mas quando digo fora do meu alcance não é a um relacionamento desse tipo ao qual me refiro, pelo menos em um primeiro momento. Penso isso pois vejo na Mayara uma garota muito atraente. Digo isso não necessariamente no aspecto de aparência física (embora eu a considere linda), mas no sentido de atrair mesmo, de trazer para perto de si várias pessoas, devido a sua amabilidade e personalidade, quase como um imã que atrai tudo que é de metal pra si. Imagino que ela tenha muitas amigas, que onde quer que vá as pessoas gostam dela e querem estar com ela. Pelo que percebo, mesmo pelas poucas vezes que conversamos, ela é uma pessoa de grande coração e com quem todos querem estar.


Aí é que meu lado mais analista começa a ficar matutando... Pois o tempo é algo finito. Você começa seu dia, e vamos imaginar que você terá umas quinze horas de atividade. Nesse período que você está acordado, existem diversas coisas que você tem que fazer: existem as necessidades de todo dia, como tomar banho, passar um fax e escovar os dentes, os momentos em que você vai estar em um carro ou transporte público indo e vindo, tem os momentos em que você estará almoçando e jantando, além das suas obrigações cotidianas como trabalho e estudo. Coloca aí no meio outras atividades que surgem, como ir ao médico, fazer compras... E também os momentos de lazer, compartilhados com família e amigos. Aliás, quase todas as outras atividades você pode fazer com alguém: nada impede que o almoço seja com colegas de trabalho, que os translados sejam junto com a família e assim por diante.


Nessas reflexões que acabam passando pela minha cabeça, fico então com essa visão de que a Mayara muito possivelmente tenha muitas pessoas próximas, muitos amigos e amigas, vários colegas de diferentes esferas sociais das quais ela faz parte. Pessoas com as quais ela certamente vai compartilhar parte de seu tempo, em diferentes ocasiões ao longo dos dias e semanas. Algo que não seria exclusivo dela, digo que é algo comum de acontecer com pessoas muito sociáveis, que têm muitas pessoas próximas, todas elas pedindo um pouquinho de sua atenção, de seu tempo. Mas... o tempo continua sendo finito. Assim, imagina como seria complicado gerenciar todo esse mundo de gente, juntamente com todas as demais coisas que você precisa fazer.

É algo que eu pessoalmente não tenho muita noção de como é. Tenho poucos amigos, até pelo fato de só considerar as amizades mais verdadeiras e de maior confiança. Colegas e conhecidos, tenho até razoavelmente muito; amigos, conto nos dedos das mãos. Soma-se a isso o fato de que muitos desses meus colegas e amigos estão hoje com suas famílias, o mesmo tempo finito acaba sendo priorizado para cônjuges e filhos, e com isso naturalmente tais pessoas começam a frequentar outras esferas sociais, tipo passar mais tempo com casais com filho. É o caminho natural da vida. Assim, boa parte de meu tempo estou aqui sozinho, longe das pessoas, não sou daquele tipo que é rodeado de gente, querendo estar perto de mim. Tem horas que eu até curto isso, sempre é bom ter aqueles momentos somente pra você. Mas tem horas que sim, bate uma solidão...


Eu posso até estar enganado a respeito da Mayara. Às vezes eu tomo conclusões precipitadas, sem saber do que de fato está acontecendo. Mas, penso que não seria uma suposição tão errada assim, imaginar que ela é uma pessoa altamente requisitada, que está sempre rodeada de pessoas. E, assim... uma pessoa que teria pouco tempo para novas amizades, principalmente quando se fala de algo mais à distância. Podem falar o que for, mas acho que as amizades virtuais acabam sendo mais frágeis, quando se dá conta já se vão meses ou até mesmo anos que amigos que se conheceram virtualmente não se falam. Até faz você pensar se tal "relacionamento" é mesmo de amizade...

Honestamente, gostaria de estar errado quando à essa interpretação... Mas, enfim... A vida sempre me ensinou que nem tudo acontece como a gente gostaria.

Apesar de ter feito essa postagem por conta da Mayara, vejo que até ao meu redor isso acontece com outras pessoas... Como que essa coisinha chamada tempo se torna tão escassa, como que as pessoas ficam sem tempo tão facilmente. E como que geralmente eu sou um dos primeiros a ser "cortado da agenda", vamos assim dizer... Mas aí é assunto para outra postagem.

Sei lá... Parece que não estou falando coisa com coisa mesmo... Acho que é um pouco aquela sensação de fim de ano, quando começamos a olhar para o passado e para o futuro, refletimos sobre decisões que tomamos lá atrás, imaginando os famosos "e se eu tivesse feito isso" ou "e se eu tivesse dito aquilo", e dessa forma perguntando o que eu possa ter feito de errado numa situação como essa... Será que eu estava sendo muito chato e insistindo muito em conversar? Ou será que foi o oposto, deveria ter ficado em silêncio quando deveria ter falado um pouco mais? Talvez foi algo que perguntei que não devia? Ou mesmo não tenha feito nada de errado, simplesmente os caminhos se afastaram naturalmente porque era pra ser assim. E aí vem as perguntas sobre o que eu posso fazer, se há algo que possa mudar de volta ao que era...

Enfim... Eu sinceramente espero que esse post possa marcar uma reaproximação minha com essa pessoa tão simpática, com essa menina doce e super legal que é a Mayara. Como disse, mesmo com tão poucas oportunidades nas quais pudemos conversar, sempre foi um enorme prazer. Espero que ela esteja tendo muito sucesso em sua vida, e que também o nosso Botafogo nos traga muitas felicidades!


Vamos ver o que acontece... Fim de ano é assim mesmo, eu fico com esse ar nostálgico e pensativo, refletindo e remoendo sobre o passado e imaginando o que está vindo pela frente. 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Comando para Matar - Parte 5

Eu falei que ia exagerar com esse filme. Estamos já chegando na quinta parte da sátira deste filme que esteve na infância de toda uma garotada dos anos 80 e 90, em que o Arnold Schwarzenegger dava algumas das melhores lições de moral, só superadas na época em que ele fazia o Conan. Estamos chegando perto da zoeira, de quando ele vai transformar o resgate de sua filhinha em uma verdadeira guerra. 


Na parte anterior, que pode ser lida aqui, Matrix acabou com mais um dos bandidos, o negão Cook. E após uma busca por pistas, conseguiu descobrir de alguma forma que Chávez e Bennett estavam em uma ilha na costa da California, juntamente com sua filha Jenny. Mas antes de ir lá e tacar o zaralho, nosso amigo musculoso e sua companheira histérica iam dar uma paradinha para fazer compras. E Cindy continua desde o último post se perguntando por que aquele sujeito ali bombado queria fazer umas comprinhas antes, pois ele não tinha pinta de curtir um rolê no shopping.


Ah, tá explicado... Quando o Arnoldo fala em compras, ele está querendo dizer em arrumar algumas armas. 


Temos que lembrar que estamos nos Estados Unidos, onde lá a venda de armas é um pouco mais liberal, com uma licença você podia arrumar até armamento pesado. Ainda mais nessa lojinha particular que parecia ser um depósito da guerra, com direito a dois mísseis na entrada. O problema é que a loja não é 24 horas, e não tem como ir lá fazer compras.

Bom... Quem disse que o Arnoldão ia esperar até amanhecer? Pelas leis da conveniência hollywoodianas, havia ali um puta trator dando sopa no estacionamento...


... e assim ele usa a força bruta pra botar uma parede da loja abaixo. Sutileza de um gorila dançando balé numa loja de cristais. Puta merda.


Aí então ele começa a fazer a limpa, pegando um monte de material militar para se preparar para o combate. E como se espera de um cavalheiro, Matrix bota Cindy para empurrar o carrinho com as compras.


Só que até agora ele só arrumou coisas meio inofensivas, como uma jaqueta de couro, um par de pés de pato e até mesmo um guarda-chuva. Afinal, é importante estar preparado, vai que estivesse desabando um toró na ilha? Só que ele precisa de mais força bruta, e assim ele tenta achar uma chave secreta no balcão.


Após procurar um pouco, ele encontra um botão escondido atrás de um chiclete mascado, que abre a porta de uma sala secreta que tem ali atrás...


... que está repleta de armas para todos os cantos! Fuzis, metralhadoras, pistolas, bazucas, canhões... Um verdadeiro arsenal escondido ali dentro, com centenas de armas de todas as cores e tamanhos, mais do que muitos países do mundo livre.


Veja só a expressão de alegria do Arnoldo, se sentindo como uma criança numa loja de doces.


Eu sei... ele tem a expressividade de uma porta de banheiro... Só não perde pra Bella do Crepúsculo ou pro cigano Igor.

Sem perder tempo, ele começa então a pegar todas aquelas armas que ele sonhava ter desde garoto, começando com a shotgun do Duke Nukem, pois não tem como não errar usando uma dessas...


... algumas metralhadoras...


... e até mesmo um puta lança-foguetes. Não brinca em serviço esse Matrix, vai levar toda a loja se deixar ele.


Cindy então dá um basta, que ele já encheu o carrinho e chega de armas por hoje, ou então vai estragar os seus ouvidos com o tiroteio todo. Matrix manda ela se danar, que arma nunca é de menos, e manda ela levar essa primeira leva lá pro carro.


Enquanto Matrix continua lá, pegando mais um monte de fuzis e metralhadoras. Pra completar a sua coleção, só faltava pegar aquela bazuca ali do lado...


Só que fudeu, chegou a polícia. Realmente o Arnoldo não parecia ser muito brilhante, imaginando que poderia invadir uma loja com um puta trator e a polícia não iria aparecer. Tá achando que tá no Brasil?


É meio brochante imaginar que Matrix estava ali tão perto de completar a sua missão e viria acabar sendo preso ali por alguns guardinhas de trânsito. Mas, diferente dos seguranças do shopping, ali era a polícia de Los Angeles, que diante duma situação daquelas estava mais para "atirar primeiro e perguntar depois". Sorte que ele não era negro, ou já estaria a caminho do IML num saco preto.


E lá vai ele para o xadrez. O curioso é como nenhum dos policiais percebeu a Cindy ali perto, em um carro cheio de armas roubadas.


Bom... Essa era a deixa para Cindy se livrar. Ela podia largar aquelas armas todas ali, levar o carrão que era bem mais maneiro que aquela velharia que ela tinha, e seguir com sua vida tranquila de comissária. Mas, por algum motivo ela decide ir atrás do furgão da polícia, para tentar livrar a cara de Matrix.


O furgão pára então num sinal vermelho, e Cindy encosta ali do lado, quietinha, cuidando de sua vida. E o policial ali, vendo o carrão e a pinta dela, desconfia que ela é uma mulher de vida fácil e começa então a mandar algumas gracinhas, perguntando se ela gosta de homem com uniforme e se ela estava afim de ser algemada na cabeceira de sua cama.


O sinal abre e eles continuam, mas Cindy fica ali parada. O guardinha fica todo empolgado, olhando no retrovisor para ver o que está acontecendo, e fica com as calças apertadas ao ver que ela estava se levantando. 


Interessante como os "políça" são incorrigíveis. Em geral não é o tipo de atitude que se espera de um oficial, mas esses dois aí estavam aparentemente na seca faz muito tempo, talvez suas esposas sejam meio sem-graça. Só faltava os sujeitos darem meia volta pra ficar com ela. E o cara ali atrás que não se segura parece o baixinho Leo do Máquina Mortífera.


Só que Cindy não está para brincadeira, ela está ali para salvar seu amigo Matrix. Ou então ficou puta com mais uma cantada frouxa, ela já está de saco cheio de vagabundo ficar de segundas intenções com ela. E aí ela pega a pôrra do lança-foguetes! Que ela tá pensando, cacete?


KABOOM!!! Bom, o grande problema é que ela nunca atirou nem com um estilingue, e cometeu a gafe de apontar a arma pra trás, explodindo o pet shop ali da esquina sem dó nem piedade.


Ela desvira a arma, e os guardinhas se cagam de medo. Fudeu, era agora que eles iam ganhar uma medalha de coração púrpura em homenagem pela morte em serviço. Pra aprender que só porque tem um distintivo não pode ficar cheio de sacanagem com mulheres na rua.


KABOOM!!! E lá vai mais um foguete, dessa vez no caminho certo. O coice foi tão forte a ponto de fazer ela cair de bunda no banco. Como que na outra vez ela não foi jogada por sobre o pára-brisas, digamos que foi devido a uma força divina.


E esse acerta em cheio. Confesso que não entendi o plano de Cindy. Matrix estava lá dentro do furgão, e ela decide atirar nele com um foguete? Assim ia acabar explodindo a pôrra toda, executando não apenas os policiais mas também seu novo amigo marombado.


Tá certo, ela já entendeu como que funciona... Como esperado, o Arnoldo sai dali do furgão sem nenhum arranhão, só ficou meio chamuscado. Foi por isso que ela não se preocupou, pois já tinha visto que pode explodir uma bomba na cabeça dele e não vai acontecer nada... 


Tá na hora de dar uma passada lá na ilha de Lost. O Chávez pergunta para Bennett quanto tempo falta para a bóia, e o bigodinho diz que o miojo fica pronto em três minutos. E aproveita pra confirmar que Matrix deve estar chegando em Val Verde em cerca de três horas. Colocando aí mais uma hora para passar na imigração e comprar alguma coisa no Free Shop, pela manhã ele já estaria por lá.


Jenny está lá também. Após passar pela crise de choro, ela então começa a pensar em algum plano para fugir ali. Afinal de contas, os garotos de Goonies eram uns paspalhos e conseguiram se dar bem, por que ela, filha do Arnoldo, não ia também se livrar daqueles bandidos?


E a primeira tentativa dela é abrir a porta. Eu sei que temos que tentar as opções mais simples primeiro, mas acho que ela bancou a tapada de imaginar que os bandidos iam deixar a porta aberta, pombas.


Aí ela vai lá olhar a janela. Seria tão simples, abrir a janela e se mandar. Para a sorte dela, a janela estava destrancada. Para o azar dela, os capangas não são tão idiotas assim, e cobriram a janela com umas tábuas. Danou-se. Vai ter que queimar seus neurônios um pouco mais se você quiser sair daí, Jenny.


Voltando para terra firme, Matrix e Cindy finalmente chegaram ao píer, onde vão pegar o hidro-avião para ir para a ilha. Ou avião anfíbio, segundo Cindy.


Sem perder tempo, Matrix já parte pra cima do porteiro que estava ali acendendo um cigarrinho pra pensar na vida...


... e acerta com a cara dele duas vezes numa âncora.


Kill Count do Arnoldo = 5

Na boa, imagina dar duas violentas cabeçadas numa âncora de ferro maciço? Não tem dúvida de que o cara arrumou um traumatismo craniano triplo e bateu as botas depois de cuspir seu cérebro.

Os dois caminham ali numa boa, e finalmente acham o avião. Tudo bem que aquilo era uma velharia que devia estar num museu, mas era o avião da foto genérica que eles acharam na última postagem, não dava para mudar agora. E eles precisavam correr, pois podiam ser vistos.


E não deu outra. Dois cretinos lá num jipe viram que haviam intrusos no avião, começando a abrir fogo. Sabemos bem que eles não vão acertar nada, mas o que vale é a tentativa, pra depois não levar esporro do chefe.


Matrix saca a sua metralhadora. E é interessante observar que desde o início do filme ele não tinha atirado ainda, tinha sido só o Hector que ele havia queimado lá na primeira postagem com um balaço na cabeça. Era hora de compensar sua sede armamentista nessa última meia hora de filme.


Cindy começa então a entrar em modo histérico de novo. Ela admite então que só tinha pilotado no Flight Simulator e usava o botão de decolagem automática, e não tinha idéia de como fazer aquela geringonça funcionar. 


Matrix se emputece e vai lá na cabine. Aí então ele decide chutar o balde, dando um soco no painel e dizendo pro avião que se ele não ligar ele morre.


E aí ele funciona. Sempre é assim. E o pior é que o Arnoldo diz aquilo mesmo, e após um murro as hélices ligam. Tava faltando o momento piadinha pra dar uma descontraída, por mais ridícula que seja.


Depois de já ter colocado o avião para funcionar, ele pode voltar ali atrás para dar um jeito naqueles dois chicanos no jipe. A contagem de mortes dele tá muito baixa ainda, precisa dar um jeito.


Finalmente ele acerta. Uma bala atinge a testa do motorista, o que faz o jipe milagrosamente voar pelo píer...


... e cair na água, com o seu parceiro acertando em cheio uma rocha.


Kill Count do Arnoldo = 7

Cindy por sua vez, está de sacanagem. Eles estão num avião, mas ela fica ali pensando que eles estão num barco, e não faz ele decolar. Pra completar, ela pisa no acelerador e vai perigosamente chegando cada vez mais perto de um navio cheio de peixe podre.


Pra variar, ela fica toda histérica de novo. Puta merda, toda hora ela se desespera! Sorte que Matrix, que nunca pilotou um avião na vida, decide dar mais potência e puxar o manche pra fazer o avião decolar.


E aí finalmente o avião decola. Acho que Cindy ainda estava pensando que o avião era anfíbio e só andava na água e na terra...


Em terra firme, o nosso amigo general Boechat acaba sendo informado que Matrix havia sido preso depois de levar metade das armas daquele depósito de armas, mas que havia fugido. Ele então avisa para seu subalterno que fudeu, que vai começar ali a terceira guerra mundial. Outra frase do filme mesmo.


Aí temos que dizer que é o timing errado. Na mesma hora que o Boechat estava lá vendo o estrago na loja de armas, Matrix estava tentando ligar para ele no quartel pelo rádio do avião. Se fosse hoje em dia, ele podia ligar para o celular dele, passar um Zap e assim resolver tudo.


Pra piorar, a ligação de Matrix havia sido interceptada pelos marinheiros de um navio de guerra que estava ali embaixo. Escutando aquele sotaque bizarro, o carinha ali do rádio supõe que seja um russo, e se ele não mudasse de rota a Marinha ia largar o aço e derrubar o avião. Lembre-se que estamos na década de 80, e qualquer pessoa falando com aquele linguajar meio carregado já era visto como um soviético ou alemão oriental prestes a fazer alguma merda.


Cindy então sugere que eles voem bem raso, perto da água, para assim escapar do radar dos navios de guerra, e Matrix manda ela descer. Eu não sou um profundo conhecedor da parafernália militar e tenho noção que estava de noite... Mas, ao voar baixo, perto da água, eles não iam ficar ainda mais perto dos navios, podendo assim serem vistos? Tá na cara que é mais um plano que vai por água abaixo.


E não é que funciona? Por sua vez, o marinheiro que os perdeu vai ter que andar na prancha, por ter deixado um possível russo passar ali numa boa.


Enquanto isso, na ilha, Jenny finalmente pensa em algo de útil. Usando as chaves de casa (que por algum motivo nenhum dos bandidos levou embora), ela começa a desaparafusar a maçaneta da porta. Não que isso venha a ajudar muito, pois se a porta está trancada e tirar a maçaneta não vai abrí-la.


Ah, agora sim, garota esperta. Usando a ponta da maçaneta, ela começa então a forçar a madeira que está vedando a janela, pra assim tentar abrir um buraco e fugir.


Perto dali, Chávez e Bennett já acabaram de comer seu miojo e agora iam assistir o Jornal Nacional. Mas um dos guardinhas interrompe o bigode e começa ali a bancar o machão, dizendo que cortar a garganta de uma menininha era como cortar manteiga quente.


Bennett então fala pro latino calar a boca, que não era pra ele ter sequer uma fala, era pra ficar parado que com cara de paisagem como o outro bosta ali. E da próxima vez que ele abrisse a boca, iria pegar aquela faca de brinquedo e fazer uma operação de fimose sem anestesia nele.


Chávez fica meio puto, pois seus soldados são fiéis, verdadeiros patriotas que defendem um líder democrático como ele. Podiam ter sido comprados numa liquidação e metade não sabia puxar um gatilho, mas estavam dispostos ali a defender o seu patrão.


Rindo, Bennett diz que aqueles soldadinhos ali são um bando de merdas, e que ele ou Matrix acabariam com todos em um segundo, estalando os dedos pra deixar claro que o serviço seria moleza. E que lembra do filme, o filho da puta dava um senhor estalo de dedos, um KAPOW a ponto de fazer até eco.


E nosso amigo Arnoldo já está chegando. Olhando no mapa, ele dá uma conferida na bússola pra ter certeza...


... e vê ali a ilha de Lost. Tá chegando a hora da porradaria.


E vamos ficando por aqui, pois a postagem está bem longa já. Eu acho que na próxima eu termino, embora ainda tenha mais ou menos meia hora de filme pela frente ainda.