sábado, 17 de dezembro de 2016

A Eterna Musa do Botafogo

Tem horas que me dá uma sessão nostalgia aqui no blog. Começo a repassar por postagens antigas, vendo as coisas que aconteceram há algum tempo. O blog começou em 2009 e continuo insistindo com isso aqui, acho que chego até os 10 anos, um feito que eu imagino ser raro hoje em dia. Não que meu site faça alguma diferença na Internet, mas acho que para mim, para os 23 seguidores que agradeço muito por acompanharem e pelos visitantes de vez ou outra, esse blog vale pelo menos uma leitura.

E nessa repassagem pelos post antigos, eu acabei me deparando com alguns onde eu comentava a respeito de uma personalidade, pelo menos para mim, marcante. Alguns podem dizer que não se trata de uma personalidade, diriam que algumas outras celebridades de maior calibre que eu já vi mereceriam mais um post desses do que essa de quem venho falar. Mas, para mim essa pessoa vale sim um post dedicado, mesmo já tendo sido foco não apenas de uma, mas de outros quatro posts (que podem ser vistos aqui, aqui, aqui e aqui).


Estou falando da Mayara Valentim...

Eu sou um texugo lamentável... Olho para trás e acumulo muito mais fracassos do que êxitos quando o assunto é arrumar uma namorada ou mesmo lidar com as mulheres de forma geral, mesmo quando não há intenção de algo a mais. Meu jeito tímido e desajeitado, o fato de que eu sou um bicho feio (afinal, texugos não são reconhecidos por sua beleza), acho que tudo isso contribuiu para que eu não tivesse muita sorte, mesmo imaginando ser dotado de certas qualidades interiores como honestidade, companheirismo e respeito. Tanto que eu fico em uma situação em que, quando vejo uma oportunidade, por mais remota que seja, eu acabo mergulhando de cabeça, geralmente vendo muito mais do que de fato há.

Exemplo disso foi o post que eu fiz há pouco tempo, daquela viagem que foi bem interessante. A loira que encontrei naquele vôo, talvez alguns se lembram.


Apenas lembrando que essa foto é apenas ilustrativa... Não foi exatamente essa aí. Tem horas que eu sumariamente apelo pra essa tática pra aumentar o contator de visitas, atraindo os meladores de cueca de plantão. Ora, tem gente que faz coisa pior pra atrair visitas para seus sites...

Pois bem, me empolguei muito, fica aquela sensação de "agora vai"... Rolou até um comentário na torcida, para que a minha maré de azar acabasse. Mas, vão-se aí algumas semanas, e parece que aquele interesse repentino dela se foi. Vou lá, mando uma mensagem para saber como ela está, a resposta leva alguns dias... Algumas vezes vai lá ela e escreve... Até eventualmente ela chega e manda alguma foto, algumas bem calientes. Mas, cada vez mais chego a conclusão de que tudo não passou de um mero flerte, de onde certamente nada vai sair e que um dia cairá no esquecimento. Quem sabe, vai que era uma daquelas pegadinhas do Pânico?

Sério, descobri outro dia que nesse programa eles fazem uma pegadinha que parece ser algo nessa linha. Tipo, os sujeitos indicam um amigo que só se dá mal com as mulheres, e aí arrumam uma gostosona pra dar em cima dele, com situações bem inusitadas. Vai lá que tinha uma câmera escondida no avião e este pobre texugo pagou um mico em rede nacional e nem estou sabendo...


Enfim... Deixemos esse caso de lado, que não é o foco aqui. Falando de nostalgia, mulheres impossíveis e este texugo que vai virar mais um ano solteiro, me recordei com carinho da Mayara Valentim, que como disse já apareceu aqui em diversas oportunidades.

Sempre presente naquelas competições de Musa de Futebol, patrocinada por diversos meios de comunicação, Mayara representa o meu grande Botafogo. A encantadora Mayara é lá de Juiz de Fora, e sempre demonstrou ser uma verdadeira torcedora do alvi-negro, diferente de muitas candidatas que, para buscar a exposição ou chamar a atenção, vestiam as cores de um determinado time apenas pelo fato de ter uma grande torcida para aparecer mais, muitas delas que sequer sabem explicar a regra do impedimento. Em todas as oportunidades que a Mayara tinha que comentar a respeito de futebol, demonstrava conhecer a equipe e que de fato não vestia o manto alvi-negro apenas para as sessões de fotos para os concursos.


Além de achar a Mayara uma mulher linda, extremamente simpática e adorável, eu não sei explicar mas a imagino extremamente fofa, muito cuti-cuti. Não me pergunte como, eu tenho essa impressão, imagino que ela tenha esse lado super delicado, meiga e doce, tipo a Lindinha das Meninas Super-Poderosas. Algo que confesso que me encanta muito em uma mulher... Digo ainda que eu não sou um texugo que se sente particularmente atraído por tatuagens, mas com ela a sensação é justamente a contrária, de achar que ficam muito bonitas nela...

E os leitores mais assíduos do blog, ou mesmo aqueles que tiveram a curiosidade de ler alguns dos posts que mencionei, sabem que a própria Mayara apareceu aqui e escreveu alguns comentários. Admito que no início eu achei que fosse piada quando apareceram as mensagens dela, que era alguém me sacaneando, tipo um flamenguista. Afinal, como já dizia o profeta, quando a esmola é muita o santo desconfia (embora de santo eu não tenha nada). Mas acabou que sim, ela era mesmo, que descobriu de algum forma o blog menos visitado da Internet. Isso foi comprovado quando a doce Mayara fez uma postagem na sua página pessoal do Facebook, mencionando este ignóbil e palerma texugo...


E assim começamos a conversar pela Internet. Claro que não vou ficar aqui falando sobre o que a gente falava, acima de tudo respeito a privacidade de conversas particulares... Mas foi muito interessante como conversamos um pouco sobre diversos assuntos. Tive a oportunidade de conhecê-la um pouquinho mais, sempre havia sido um enorme prazer conversar com ela.

Mas, já tem bastante tempo que eu não falo com ela... A última mensagem data de meados de 2014, e aí, não sei...

Parece que tem horas que cai a ficha, sabe? Sem querer aqui começar devaneios e lamentações, mas tenho a consciência de que não sou lá grandes coisas. Sou um texugo feio, desajeitado, tímido, sem nenhuma das principais qualidades que a sociedade em geral valoriza. Sei que todo mundo tem qualidades e defeitos, e tenho a plena consciência de que qualidades eu tenho sim. Mas, em um mundo altamente superficial e fundamentado nas aparências, as qualidades "exteriores" acabam sempre prevalecendo, mesmo que a pessoa não tenha algo de bom para mostrar por dentro, enquanto que as qualidades "interiores" parecem não terem valor ou até mesmo muitas vezes sequer serem percebidas se a pessoa não segue as características aparentes que a sociedade dita como sendo as ideais.


Não estou dizendo aqui que a Mayara seja uma pessoa superficial. Aliás, se ela por acaso aparecer aqui e ler esse post, reforço que não é isso que estou dizendo... Muito pelo contrário. Não sei explicar, mas pelo pouco que conversei com ela, me parece ser uma pessoa decente e de valorizar bem os outros, longe de ser alguém superficial como existe por aos montes aí. Outro ponto que tornava um prazer conversar com ela.

Acho que não estou falando coisa com coisa, começo aqui a misturar tudo. Vamos recomeçar.

O "cair a ficha" que eu menciono é de reconhecer que estou falando aqui de uma garota super simpática, encantadora e atraente como a Mayara, mas que de alguma forma sinto que ela está longe de minha realidade, fora de meu alcance. Não estou nem tendo pretensões mais altas, digo fora de uma realidade de ser algo tão simples como uma colega ou amiga. Lógico, eu não tenho dúvidas que ter uma garota como a Mayara como namorada seria algo muito especial. Afinal de contas, que sujeito não se sentiria bem e feliz com uma moça atraente, incrivelmente simpática, bem realizada profissionalmente e anda por cima botafoguense?


Mas... este texugo sabe aqui muito bem que certas coisas são impossíveis, fora da minha alçada...

Enfim, mas quando digo fora do meu alcance não é a um relacionamento desse tipo ao qual me refiro, pelo menos em um primeiro momento. Penso isso pois vejo na Mayara uma garota muito atraente. Digo isso não necessariamente no aspecto de aparência física (embora eu a considere linda), mas no sentido de atrair mesmo, de trazer para perto de si várias pessoas, devido a sua amabilidade e personalidade, quase como um imã que atrai tudo que é de metal pra si. Imagino que ela tenha muitas amigas, que onde quer que vá as pessoas gostam dela e querem estar com ela. Pelo que percebo, mesmo pelas poucas vezes que conversamos, ela é uma pessoa de grande coração e com quem todos querem estar.


Aí é que meu lado mais analista começa a ficar matutando... Pois o tempo é algo finito. Você começa seu dia, e vamos imaginar que você terá umas quinze horas de atividade. Nesse período que você está acordado, existem diversas coisas que você tem que fazer: existem as necessidades de todo dia, como tomar banho, passar um fax e escovar os dentes, os momentos em que você vai estar em um carro ou transporte público indo e vindo, tem os momentos em que você estará almoçando e jantando, além das suas obrigações cotidianas como trabalho e estudo. Coloca aí no meio outras atividades que surgem, como ir ao médico, fazer compras... E também os momentos de lazer, compartilhados com família e amigos. Aliás, quase todas as outras atividades você pode fazer com alguém: nada impede que o almoço seja com colegas de trabalho, que os translados sejam junto com a família e assim por diante.


Nessas reflexões que acabam passando pela minha cabeça, fico então com essa visão de que a Mayara muito possivelmente tenha muitas pessoas próximas, muitos amigos e amigas, vários colegas de diferentes esferas sociais das quais ela faz parte. Pessoas com as quais ela certamente vai compartilhar parte de seu tempo, em diferentes ocasiões ao longo dos dias e semanas. Algo que não seria exclusivo dela, digo que é algo comum de acontecer com pessoas muito sociáveis, que têm muitas pessoas próximas, todas elas pedindo um pouquinho de sua atenção, de seu tempo. Mas... o tempo continua sendo finito. Assim, imagina como seria complicado gerenciar todo esse mundo de gente, juntamente com todas as demais coisas que você precisa fazer.

É algo que eu pessoalmente não tenho muita noção de como é. Tenho poucos amigos, até pelo fato de só considerar as amizades mais verdadeiras e de maior confiança. Colegas e conhecidos, tenho até razoavelmente muito; amigos, conto nos dedos das mãos. Soma-se a isso o fato de que muitos desses meus colegas e amigos estão hoje com suas famílias, o mesmo tempo finito acaba sendo priorizado para cônjuges e filhos, e com isso naturalmente tais pessoas começam a frequentar outras esferas sociais, tipo passar mais tempo com casais com filho. É o caminho natural da vida. Assim, boa parte de meu tempo estou aqui sozinho, longe das pessoas, não sou daquele tipo que é rodeado de gente, querendo estar perto de mim. Tem horas que eu até curto isso, sempre é bom ter aqueles momentos somente pra você. Mas tem horas que sim, bate uma solidão...


Eu posso até estar enganado a respeito da Mayara. Às vezes eu tomo conclusões precipitadas, sem saber do que de fato está acontecendo. Mas, penso que não seria uma suposição tão errada assim, imaginar que ela é uma pessoa altamente requisitada, que está sempre rodeada de pessoas. E, assim... uma pessoa que teria pouco tempo para novas amizades, principalmente quando se fala de algo mais à distância. Podem falar o que for, mas acho que as amizades virtuais acabam sendo mais frágeis, quando se dá conta já se vão meses ou até mesmo anos que amigos que se conheceram virtualmente não se falam. Até faz você pensar se tal "relacionamento" é mesmo de amizade...

Honestamente, gostaria de estar errado quando à essa interpretação... Mas, enfim... A vida sempre me ensinou que nem tudo acontece como a gente gostaria.

Apesar de ter feito essa postagem por conta da Mayara, vejo que até ao meu redor isso acontece com outras pessoas... Como que essa coisinha chamada tempo se torna tão escassa, como que as pessoas ficam sem tempo tão facilmente. E como que geralmente eu sou um dos primeiros a ser "cortado da agenda", vamos assim dizer... Mas aí é assunto para outra postagem.

Sei lá... Parece que não estou falando coisa com coisa mesmo... Acho que é um pouco aquela sensação de fim de ano, quando começamos a olhar para o passado e para o futuro, refletimos sobre decisões que tomamos lá atrás, imaginando os famosos "e se eu tivesse feito isso" ou "e se eu tivesse dito aquilo", e dessa forma perguntando o que eu possa ter feito de errado numa situação como essa... Será que eu estava sendo muito chato e insistindo muito em conversar? Ou será que foi o oposto, deveria ter ficado em silêncio quando deveria ter falado um pouco mais? Talvez foi algo que perguntei que não devia? Ou mesmo não tenha feito nada de errado, simplesmente os caminhos se afastaram naturalmente porque era pra ser assim. E aí vem as perguntas sobre o que eu posso fazer, se há algo que possa mudar de volta ao que era...

Enfim... Eu sinceramente espero que esse post possa marcar uma reaproximação minha com essa pessoa tão simpática, com essa menina doce e super legal que é a Mayara. Como disse, mesmo com tão poucas oportunidades nas quais pudemos conversar, sempre foi um enorme prazer. Espero que ela esteja tendo muito sucesso em sua vida, e que também o nosso Botafogo nos traga muitas felicidades!


Vamos ver o que acontece... Fim de ano é assim mesmo, eu fico com esse ar nostálgico e pensativo, refletindo e remoendo sobre o passado e imaginando o que está vindo pela frente. 

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