sábado, 22 de julho de 2017

Isso é racismo?

Existem alguns assuntos que são recorrentes aqui no blog. Um deles é sobre o racismo. Cada vez mais, principalmente com a escalada do politicamente correto, a sociedade em geral está mais vigilante para divulgar e condenar atitudes e comentários que sejam pautados no preconceito racial, incentivando inclusive a punição dos racistas. Tudo baseado em um conceito de igualdade e respeito.


Legal, eu acho isso muito bonito e correto. Realmente, eu concordo que todas as pessoas são iguais, e que hostilizar alguém por conta da cor de sua pele é uma estupidez.

Por exemplo, imagine uma família, onde todas as pessoas são de uma mesma cor de pele. Até que um belo dia um dos membros dessa família começa a sair com uma pessoa de outra raça, e isso então vire motivo de provocação e injúria por conta dos demais familiares, desprezando essa pessoa "invasora" de uma raça inferior.

Revoltante né?

Dá uma lida nessa postagem de Facebook que eu vi outro dia que conta essa história, e depois me diga o que acha.


Que interessante... uma mulher negra, de uma família composta apenas por negros, comentando sobre a "infelicidade" de um tio ter se casado com uma mulher branca, aparentemente aprovando o comentário de sua bisavó dizendo que "a melhor raça que tem é a negra", que deixou a branca "invasora" sem graça e arrancou risos dos outros familiares, que provavelmente pensam da mesma forma. A cidadã termina dizendo que os brancos (imagino que é o que ela se refere pelo termo "pardaiada") têm inveja de uma família negra que "se preserva", e agradecendo à "sorte" de que a mulher branca não deu um filho "vira-lata". Porque ela é "estéreo"...

Por que será que eu não vi nenhuma revolta dos politicamente corretos que defendem tanto a igualdade racial e condenam o preconceito?


Silêncio, né?

Será que sou só eu que acho que essa vagabunda aí é uma puta duma racista?

Agora, imagina se fosse uma mulher branca, de uma família composta apenas por brancos, comentando sobre a infelicidade de um tio ter se casado com uma mulher negra, com uma bisavó que diga que a melhora raça que tem é a branca, deixando a negra invasora sem graça e arrancando risos dos outros familiares, que dissesse que os negros têm inveja de uma família branca que se preserva, e agradecendo à sorte de que a mulher negra não teria um filho vira-lata com seu tio.

Ah, aí sim é racismo...


E assim, mais uma demonstração da indignação seletiva, de como existe o lado do "bem" e o lado do "mal", em que observamos o racismo no combate ao racismo. Pois, afinal de contas, parece que para a sociedade o comentário dessa estúpida aí não tem problema, não tem nada de preconceituoso, talvez essa sociedade ache até mesmo que ela está certa. Para os politicamente corretos, apenas o racismo contra o negro merece ser combatido, é uma via de mão única.

Tá arriscado até a alguém vir aqui e me chamar de racista, por ela ser negra e eu ter xingado a mulher de vagabunda... Isso aí, estou fudido: ela pode ser racista com uma mulher branca, chamá-la de invasora, e é mais fácil que eu seja aqui acusado de preconceito com uma mulher negra. E viva o politicamente correto!

Por fim, não podia deixar de comentar que essa quadrúpede parece não saber a diferença entre "estéril" e "estéreo".


segunda-feira, 17 de julho de 2017

Nojeira com dinheiro público

Já disse e repito: esse país é uma merda! Vi outro dia algo no Facebook que eu não acreditei, não consegui entender como que as pessoas conseguem descer tão baixo a ponto de inventar algo tão absurdo, nojento, escroto e desnecessário como o que vou citar aqui. O pior de tudo, bancado com o meu e o seu dinheiro.

O nome da vez é de uma "artista" chamada Dora Smék. Segundo descobri, na época mestranda de Artes Visuais da Unicamp, o que já nos faz imaginar o que está vindo por aí. Em um provável momento de "grande brilhantismo cultural", ela bolou uma demonstração artística chamada "Transbordação". Uma obra de arte, em que temos um grupo de mulheres, vestidas ali de forma normal, que entram em um espaço vazio... e simplesmente urinam nas calças.


Sério... Repito: mulheres entram no recinto, ficam paradas e se mijam nas calças.


...

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...

Na boa... Que diabos é isso? Puta merda!


Isso é cultura? Convidar ali algumas mulheres, para pararem ali num espaço, sem sem mover, até então todas iniciarem uma mijada sincronizada? Que pôrra é essa? Isso é arte?

O que eu acho mais incrível é que parece que dezenas de mulheres decidiram, por livre e espontânea vontade, participar de tal ato. Aparentemente, de graça. Não devem nem ter ganhado uns trocados pra pagar a lavanderia. E fico me perguntando quem é que limpou todo aquele mijo ali no chão.


Tal apresentação foi, pelo o que eu entendi conforme li aqui, realizada em duas oportunidades. A primeira em setembro de 2016, ocorreu em um SESC, que é bancado por conta de um imposto pago pelas empresas sobre o salário de seus funcionários, enquanto que a segunda foi nessa quarta-feira passada em um lugar sugestivamente chamado "Galeria Vermelho", que deixa bem clara a sua provável orientação política. Nesta ocasião, a mijada coletiva foi bancada por uma tal Associação Cultural Videobrasil, que recebe patrocínio da Petrobras...

Em outras palavras: é o dinheiro do povo sendo usado pra financiar cultura da pior qualidade.


O pior é ver a "explicação" da "obra de arte", segundo as palavras da própria autora:

"O ato de urinar deixa de ser simplesmente uma necessidade fisiológica e passa a ser uma experiência poética."

Experiência poética? Puta que pariu...

Realmente é hilário como esse país é estúpido. Só aqui mesmo nessa poça de lama. Não defendendo, mas é engraçado como tem tanta gente aí de esquerda, com consciência social que pede a cabeça do Pezão por conta da saúde e educação aqui estarem sucateadas, mas que não se revoltam com o fato d dinheiro público estar sendo usado para pagar uma pseudo-artista de décima categoria para fazer uma produção "artística" extremamente nojenta e cretina.

Fala sério... Acho que eu vou chutar o balde, vou lá no meio dum corredor do MAM, soltar um cagalhão fedorento e dizer que é arte plástica, clamando que cagar no chão é uma experiência poética.

sábado, 15 de julho de 2017

O Sobrevivente - Parte 2

Continuamos aqui com mais esse filme bizarro. Dessa vez estou tentando fazer algo diferente, estive adiantando o máximo que pude as postagens aqui, para assim tentar a média de um capítulo por mês, pra não esfriar muito a história. E também estou tentando me policiar para fazer até 20 minutos de filme por post, o que deve me ajudar a ter um maior controle aqui. Vamos ver se funciona.


E seguimos com mais esse clássico da Sessão da Tarde, outro dos filmes estrelados pelo Arnold Schwarzengger, em que ele faz o papel de brutamontes dando porrada em todo mundo. Só faltou foi terem ajudado um pouco com o seu sotaque do Leste Europeu, que chega a ser ridículo quando ele fala algumas palavras.

Na primeira parte, que pode ser vista aqui, paramos bem na hora em que o Gugu ficou orgásmico com a idéia de ter Ben Richards em seu programa. Mas primeiro vai ter que encontrá-lo. Por enquanto, ele continua ali na casa de Amber, perguntando para ela que diabos era aquele aparelho com teclas brancas e pretas. 


Comentário curioso: essa Amber tem pinta de ser a maior desleixada. Veja que tem um sutiã jogado ali por cima das partiduras e o que parece ser uma saia pendurada numa pilastra. Pombas, ela deve chegar em casa e sair jogando suas roupas pra todo lado!

Amber parece mais calma, apesar de estar amarrada em uma mesa ali. Espero que seja algum aparelho de ginástica, e não algum tipo de apetrecho erótico que indicaria que ela é fã do 50 Tons de Cinza e curte um sadomasoquismo extremo. E você percebeu que ela está de camisola? Ela conta um pouco sobre a história de sua vida, dizendo que trabalha para a rede de TV e que ela faz jingles para propagandas de biscoito e rapadura.


Richards está pouco se fudendo para o que ela faz, está mais interessado em fuçar as coisas dela. O detalhe que pergunto é onde ele arrumou uma calça pra ele ali no apartamento. Convenhamos, imagino que o Arnoldo não iria usar uma calça de mulher, e mesmo que fosse usar, Amber é meio pequenininha e uma calça dela jamais caberia. Será que ela já havia namorado um armário e roubou as calças dele?


Ele continua ali mexendo nas coisas dela, e acaba achando duas fitas K7, uma do Jorge & Matheus e outra da Carol Conka, ambas na lista dos censurados pelo governo por serem músicas extremamente insuportáveis que induziam diarréia e perda de neurônios. E, sei que a piada é repetitiva, mas é sensacional ver como as fitas K7 ainda existiam nesse futuro do filme...


Finalmente ele acha algo de útil ali dentro, um maço de dólares. Embora sejam todas notas de um dólar, o que nos faz pensar em como ela as conseguiu... Não deve ter sido fazendo jingle pra propaganda de rapadura.


Amber ri por dentro, pois no futuro não adianta ter dinheiro, ainda mais com a inflação astronômica onde uma Coca-Cola custava vinte pratas. Ele precisava também de um passe de trânsito para poder se deslocar por ali e sair da cidade. Algo como um bilhete único que podia ser usado também pra passagens aéreas.


Mas com o Arnoldão não tem meia conversa. Ela tem um passe de trânsito, e agora ele tem um passe de trânsito. Simples assim.


Richards entra então na interface rudimentar do Decolar.com, acessada em um moderno e estiloso monitor catódico, pra comprar duas passagens para o Hawaii. Afinal de contas, ele ficou meio brancão depois de tanto tempo na cadeia, nada melhor do que pegar um bronze. 


Passagem comprada, só faltava ver um hotel... 


Pôrra! Até aqui esse carinha do Trivago aparece! Saí daqui!

Nosso chapa Arnoldo então se dirige para Amber, dizendo que por mais que ache sexy ver ela amarrada, vai soltá-la para que ela possa se arrumar e ir com ele nessa viagem. Se ela se comportasse, ele a deixaria sentar na janelinha.


Amber olha pra ele com uma cara de nojo, que ela não tá afim de viajar com um troglodita ex-presidiário, mesmo que no fundo ela estivesse de calcinhas encharcadas ao apreciar aquele par de bíceps cheio de anabolizantes.


Sabemos bem que o Arnoldo sabe ser persuasivo. Pra isso, ele simplesmente arranca a mesa erótica do chão...


... para que assim ele tenha uma visão mais clara do parque de diversões. E completa, dizendo que vai fazer o mesmo com a coluna dela, se Amber não parar com a frescura.


Depois dessa demonstração de total desprezo pela arquitetura de interiores, Amber fica ainda mais excitada, e topa ir com ele.


Sabe de uma coisa? Percebe como em vários aspectos esse filme aqui é quase igual ao Comando para Matar? Da mesma forma o Arnoldão encontra uma mulher pelo caminho, e meio que a sequestra para que possa seguir com seus planos, envolvendo uma demonstração bruta de sua força para convencê-la. Lá, ele arrancava o banco de um carro para convencer aquela comissária histérica a ajudá-lo, lembra?

Estamos agora no aeroporto de Los Angeles... aliás, o mesmo aeroporto de Los Angeles do Comando para Matar. Richards e Amber estão lá, e ele não poderia estar mais ridículo, usando essa camisa havaiana que parece ter sido comprada na esquina e um chapéu de malandro.


Eles chegam então no detector de metais, onde devem apresentar o bilhete único. Richards usa o passe de Amber, e fica ainda de conversa fiada com o guarda para parecer apenas mais um turista americano boboca, que acha que Buenos Aires é a capital do Brasil.


Na vez de Amber mostrar o documento, Richards então finge que ela o perdeu na bolsa, e parte então pra tirar tudo pra fora, começando com uma cueca samba-canção com uma mega freada, e seguindo com uma caixa de O.B. e um livro do Paulo Coelho, tudo pra deixar o guarda ali abafado.


Pra sua sorte, logo ali atrás estava uma equipe de canastra formada por um bando de velhas, cujas idades somadas deve ser igual a uma era pré-histórica. Não querendo levar esporro do chefe por estar segurando a fila e sabendo que velho adora reclamar por qualquer coisa, o guardinha libera Amber de apresentar o documento. E temos tempo para uma piadinha machista do Arnoldo. Sim, nessa época não haviam ainda as femi-nazis, pelo menos nisso esse 2017 é melhor que o nosso.


Embora seja o futuro e um aeroporto de primeiro mundo, eles precisam depois pegar um ônibus para ir até o avião, como se estivessem em uma pocilga como Congonhas. Amber diz que está enjoada e vai vomitar em cima da camisa dele, e o Arnoldo solta uma de suas pérolas, dizendo que o vômito nem ia aparecer ali. Frase de verdade do filme.


Detalhe para o barbudinho ali atrás de Amber, usando um óculos 3D do Master System.


Finalmente eles desembarcam, iniciando uma longa caminhada até o avião. E vejo que a moda de óculos escuros do futuro ficou realmente bem ridícula, como podemos ver com os cretinos ali do lado, viajando com shorts que parecem de pijama.


Nessa hora, Amber passa por um momento de empoderamento feminino e acerta um soco no saco do Richards, gritando por ajuda. Da mesma forma como no Comando para Matar, a companheira do Arnoldo faz um escândalo e fode com ele, como aquela aeromoça o dedurou no shopping. Podiam ter maneirado na reciclagem de idéias...


Richards então se manda, correndo que nem um maluco. E preciso dizer, puta merda! Depois de levar um soco nas bolas ele consegue sair em disparada como se estivesse competindo nos 100 metros rasos! Caralho, será que o saco dele é musculoso também e aguenta a porrada?


Prontamente o BOPE aparece e inicia a perseguição. Vamos ver se o Arnoldo corre tanto assim, pra driblar carros e motos.


O oficial chega ali do lado e saca um lançador de rede de pesca. Normalmente era usado pra pescar atum, mas serviria pra capturar um bombado em fuga. Quero é só ver acertar, com essa viseira que parece que está toda embaçada.


O cara dispara, e percebemos como essa van da polícia é escrota para cacete. Estamos no futuro, cadê os carros futuristas maneiros? Pombas, pelo menos no De Volta para o Futuro bolaram algo mais futurista, e não uma bizarrice que parece uma Kombi Decepticon.


Fudeu, pegaram o Richards de novo. Nisso que dá confiar naquela latina histérica, devia era ter deixado ela amarrada lá no apartamento. Agora, ele vai voltar praquela prisão, onde vão colocar um colar explosivo até no seu pinto.


Amber fica então só olhando, ao ver Richards sendo espancado por cassetetes e levado embora no camburão. Pela cara dela, parece estar até um pouco arrependida, pois ele parecia que não ia matá-la, e não teria sido má idéia passar umas férias no Hawaii.


Detalhe para os figurantes ridículos, incluindo a velhota que fugiu de Las Vegas e os dois otários ali atrás, com óculos escuros ainda mais ridículos, e ainda por dima combinando. Sério, parece que tem um suporte de cortina ali em cima! Devem ter comprado nas Óticas do Povo, depois de terem visto o anúncio da Kelly Key.


Cara, confesso. Forcei a barra pela segunda vez só como desculpa pra colocá-la aqui no site. Muito gata essa mulher, não sei explicar o porquê, e que está aparecendo direto nas propagandas da ótica que passam na Band. Digo, estava, pois agora botaram um mano qualquer ali. Diria que Kelly Key é uma das poucas famosas que adotou um estilo de vida fitness que ainda está bem feminina. Embora no início ela estava meio exagerada, parecendo macho, mas parece que a maternidade fez com que ela abraçasse de volta a feminilidade. Vamos ver se essa será a última vez que apelo pra isso.

Algumas horas mais tarde, Richards é jogado dentro de uma cela vazia. Não tem nem uma privada pra ele se aliviar, então ele decide mijar ali no canto mesmo.


Só que antes que ele possa esvaziar a bexiga, uma janela é aberta, onde está o Gugu. O cara é muito seboso, nem acender o próprio cigarro ele consegue, e precisa da ajuda do Zangief, que se sente um pouco incomodado com o seu chefe ali pegando na sua mão. Além de chato é uma bicha esse Gugu.


O Gugu começa então todo o seu discurso, dizendo que a-do-rou o vídeo da fuga da prisão, e que eles dois podem fazer fortuna juntos, pois ele tem o cérebro e Richards tem músculos, carisma e provavelmente uma mangueira de dar inveja, algo que faz com que a Janete comece a ficar ali interessada. Mas como as produções pornográficas homo-eróticas haviam sido proibidas pela censura, ele estava convidando-o a participar do seu programa, o Sobrevivente. Que, como a WWF, era uma produção homo-erótica baseada na porradaria.


Richards responde de uma forma educada e elegante, com um direto "foda-se".


Outra cena idêntica do Comando para Matar, quando o bandidão manda ele matar o presidente do outro país, e ele responde com as mesmas palavras. Parece que deu uma crise de originalidade aqui... E da mesma forma, o "fuck you" do Arnoldo soa estranho pra burro, como se fosse "füch yohl".

O Gugu e a Janete começam a rir do sotaque escroto dele, embora a tonta parece estar fazendo isso só pra puxar o saco do patrão. Zangief, por sua vez, fica ali quieto. Ou ele não entendeu a piada, ou reconhece que seu sotaque deve ser pior ainda.


O apresentador aperta o botão de um controle remoto, ligando uma televisão na cela de Richards. Nela, aparecem dois velhos conhecidos, o Wally e o Zé Pequeno. O Gugu diz que os dois estão presos também, e que se ele se recusar a participar do show, seus amigos iriam no lugar dele. E eles não teriam chance, pois o futuro não era politicamente correto, e não haveria problema em trucidar um nerd e um negro na televisão em pleno horário nobre.


Richards então arrega. Realmente, ele pelo menos teria uma chance de sobreviver, mas seus amigos não durariam nem meia hora.


E temos que dizer que o show parece sério. Antes de iniciar, Richards é levado para o centro médico, onde vão fazer todo o tipo de exames nele. Pelo menos era uma vantagem, ganhando um plano de saúde de graça.


E um dos exames, por algum motivo, envolve em força-lo a comer um bolo de chocolate sem açúcar, glúten e lactose, que parece um pedaço de pneu de ônibus.


Depois da bateria de exames, incluindo prova de esforço, coleta de sangue, raio X e exame de toque, ele é jogado de volta na cela, onde enchem de gás do sono, pra que ele fique mimindo que nem um bebê até a hora de começar o programa.


Voltamos ao apartamento de Amber, pra ver o que está acontecendo por lá. Mas parece que chegamos um pouquinho tarde demais, pois ela já está de roupão após ter tomado um delicioso banho de espuma. Teria sido melhor ter largado o Arnoldo lá se fudendo com os médicos pra ver a mocinha se lavando, não acha?


Enfim, ela estava ali vendo o Bom Dia Brasil, onde falam do episódio do dia anterior, em que Richards havia sido preso. E a reportagem dizia que alguns funcionários do aeroporto haviam sido assassinados por ele, fuzilados com uma arma que ele tinha.


Amber então fica surpresa, ao ver que não estavam contando a verdade. Será que Richards era mesmo inocente? Será que ela havia socado seu saco à toa? Bateu a dor na consciência, né sua escrota?


Logo o jornal termina e começam um programa ridículo, "Escalando por Dólares", onde o participante tenta subir numa corda, pegando notas de dinheiro, enquanto alguns cachorros com raiva ficam ali querendo comê-lo. Diversão para toda a família.


Chegamos no dia seguinte, e Richards recebe a visita em sua cela do Zangief e do agente de entretenimento da emissora, que chamarei de Zequinha. Ele pede para que Richards o acompanhe, enquanto lê os termos e condições da participação no programa. No futuro é assim, como ninguém lê a longa lista dos termos que colocam nos programas, colocam um cara pra ler pra você.


E o show está para começar, com o público chegando ali, e vendedores ambulantes vendendo água a dez "reau" e amendoim japonês vencido. Como é comum nos programas de auditório, perceba que a maioria das pessoas faz parte da terceira idade, gastando o pouco dinheiro da pensão com coisas estúpidas como essa.


Como também é comum nos programas de auditório, tem lá o grupo de dançarinas gostosonas em trajes sumários, rebolando de forma incisiva pra atrair o público masculino. Vemos que podemos estar no futuro, mas a fórmula para shows na TV segue o que o Chacrinha usava há décadas.


Quem aparece também são os astros do programa, os chamados Sorrateiros, como esse alucinado loiro aí. Eram tipo aqueles caras do American Gladiators, que enfrentavam os competidores. Só que aqui eles partem para a violência, e são ainda mais ridículos.


Enquanto isso, o Gugu está lá se maquiando, como todo homem macho costuma fazer. Nessa eles acertaram, prevendo que ia ter muito marmanjo delicado em 2017, usando cosméticos e fazendo tratamento de beleza.


Por conta da famosa coincidência mágica dos filmes, Amber está no mesmo prédio. Lembra que ela trabalhava para a emissora? Mas nesse momento ela não estava escrevendo um novo jingle para o comercial das Casas Bahia, mas ajudando a sua amiga Charlene a roubar um Guaraná Dolly da máquina automática.


E toda essa coincidência não estaria completa se naquele exato momento Richards não estivesse passando, enquanto o Zequinha explica que a emissora não se responsabiliza por qualquer machucado que ele possa sofrer enquanto participa da competição. Também ele não terá direito a nenhum tipo de bônus pelo uso de sua imagem nos demais programas de televisão, notícias do portal de internet ou memes do 9gag. Mas ele não tá nem aí, ao perceber aquela traidora de uma figa da Amber, se ele não estivesse acorrentado iria arrancar a cabeça dela fora.


A Charlene fica imediatamente de calcinhas encharcadas, dizendo que se estivesse no lugar de Amber, teria fugido com aquele pão para o Hawaii, para ensiná-lo algumas brincadeirinhas de cama que ela aprendeu depois de ler a Contigo. Amber, por sua vez, fica com a consciência pesada, ao ver que ela aparentemente deu uma mancada e entregou um cara inocente. Ela se despede de Charlene, pois tem algo importante pra fazer. E podemos ver como deve ser moda no futuro usar brincos imensos.


Enfim... finalmente Gugu vai pro palco pra começar o show. Já era hora, depois de ficar ali se maquiando um tempão finalmente o corno decide trabalhar um pouquinho, juntamente com as Guguzetes.


Enquanto isso, nos bastidores da ICS, Amber está lá dando uma passeada nos escritórios. Vemos que a segurança não parece ser muito levada à sério, pois uma mera compositora de jingles ganha um crachá que parece dar passe livre pra ir onde quiser. Também, olha a pinta do segurança, parece ter sido emprestado de um sindicato...


Richards está quase para entrar no palco, mas falta antes ele assinar o contrato, sem perceber a letrinha miúda em que atesta que ele vai ganhar também uma assinatura da Veja e da G Magazine. Mas ele parece não ter coordenação motora para fazer um simples "X" no papel.


Zequinha então decide ajudar, oferecendo as suas costas para que Richards possa assinar. Tudo bem que não precisava arriar as calças também, deve ser o costume de se colocar em posição de negociação. E sou só eu, ou esse babaca parece o Lindbergh Farias?


Nosso amigo Arnoldo então rabisca o seu autógrafo... Com o detalhe que ele termina a sua assinatura com um ponto muito bem marcado, cravando a caneta na clavícula do Zequinha. Algo que muitas pessoas adorariam fazer com o Lindbergh, como eu também.


O coitado não sabe se ri ou se chora, se sente mais dor por ter sido ferido ou por Richards ter estragado a sua Mont Blanc. E o Arnoldão manda a sua zoação, pedindo pro Zequinha não esquecer a cópia dele. Outra frase de efeito do filme.


No palco, estão apresentando a história de Richards. Na verdade, a história forjada de que ele teria metralhado centenas de civis inocentes. Essa é uma cena engraçada, pois eles pegam o trecho lá do início do filme e cortam algumas partes cruciais. Mas... Alguém por acaso estava gravando o que estava acontecendo lá no helicóptero?


E então... Tam tam tam! Ele entra no palco, sendo recebido por um mundaréu de vaias. Homens e mulheres, adultos, crianças e velhos, todo mundo chamando ele de assassino, mandando ele se fuder e outras coisas menos publicáveis. Lembrando que a platéia está cheia de vovózinhas, mas que parecem ter a boca mais suja que a cueca de um carvoeiro.


Até que então as Guguzetes vão lá, e depois de boliná-lo e se esfregarem nele, arrancam sua roupa, revelando um colant dourado extremamente gay. Richards fica ali puto, se soubesse que ia ter que pagar esse mico todo, ele ia preferir voltar pra prisão.


Amber continua o seu tour por dentro dos escritórios da ICS, enquanto o Gugu está lá explicando as regras. Ela agora estava simplesmente nos arquivos gerais da emissora, e parece que ninguém ali percebe a presença dela, devem estar mais interessados em acompanhar os lances do Tombense e Sampaio Correia pela série C do Brasileirão.


Cabe explicar um pouco as regras. Richards, como Sobrevivente, tinha três horas ao todo para conseguir escapar da área de jogo, compreendida numa região de Los Angeles devastada por um grande terremoto, onde seriam perseguidos pelos Sorrateiros. Se ele conseguisse escapar, se livraria da prisão e ganharia a liberdade, com todos os seus crimes perdoados, e com direito a umas férias. Como os campeões da última temporada, que são apresentados como três pôrras-loucas lá no Hawaii, pegando a mulherada.


Richards é então amarrado em um trenó, que será usado para mandá-lo para o local da disputa, algo que parece um brinquedo reciclado da Disneylândia. Enquanto o Gugu diz que tem uma surpresa especial para ele. Pois, afinal de contas, por mais que ele fosse um brutamontes fortão, competir sozinho ia ser meio sem graça.


Então, ele diz que os seus parças estarão com ele: Wally e Zé Pequeno! Sendo que o Wally parece que vai acabar morrendo logo após ser disparado em seu trenó.


E Amber continua lá futucando os arquivos secretos, e encontra os vídeos proibidos. Tem de tudo ali, o capítulo final da Caverna do Dragão, gravações do Luciano Huck antes de fazer plástica no nariz e as delações da Odebretch.


O Gugu está orgásmico, pois agora vai começar. Ele então começa a contagem regressiva, mas Richards o interrompe, pra falar uma coisa antes dele ir.


E então nosso amigo Arnoldo profere o seu registrado...


I'll be back!

E ele vai voltar sim, só que na próxima postagem. Já estamos aqui há bastante tempo, está na hora de tomar uma aguinha e continuar mais adiante.