sábado, 16 de setembro de 2017

Doutrinação de Gênero Infantil

Realmente, tá ficando difícil aturar esse mundo novo. Eu sinceramente fico surpreso na velocidade como que surgem idéias das mais escabrosas e absurdas, resultado de uma nova sociedade com seus conceitos totalmente sem noção, que parecem que inventam só pra chocar aos mais "conservadores", aqueles que não entendem certos ideais modernos. Perdoem-me o palavreado, mas tá foda!

Senão bastasse aquela situação da exposição do Santander, onde os "entendidos" acham perfeitamente natural expor para as crianças dois sujeitos comendo uma cabra (no sentido bíblico) e que consideram aceitável estátuas de Cristo com unha postiça de esmalte vermelho e hóstias com palavras de cunho sexual, nessa semana fomos agraciados com outra pérola da diversidade de gênero, tão fortemente defendida pelo mesmo grupinho politicamente correto de sempre. 


Lembrando que "politicamente correto" deixou de ter qualquer coisa a ver com as atitudes, mas sim caracteriza o grupo da sociedade que engloba os esquerdistas, as feministas, os defensores dos pobres, os negros, os homossexuais, transexuais e todas as trocentas definições de gênero que existem hoje.

Pois muito bem... Quem veio agora "lacrar" nas redes sociais foi a artista global Taís Araújo. Ela colocou um textão no seu perfil no Instagram para chorar as mágoas a respeito das preferências de sua filha de quase três anos. Coloco o texto na íntegra pra você ler, para que fique registrado antes que ela apague (como os politicamente corretos costumam fazer depois da repercussão negativa), grifando alguns trechos que me chamaram atenção...

Tenho uma filha de 2 anos e oito meses que ama rosa, enlouquece com princesas, brinca de mãe e filho o dia todo e chora quando entra numa loja de brinquedos querendo ferro e tábua de passar! Socorro! Confesso que, cada vez que vejo esse movimento todo dela, me arrepio da cabeça aos pés. Parece piada que minha filha aja de maneira tão contrária a tudo que eu acredito; mais ainda, de maneira contrária a tudo que prego no meu dia a dia, a tudo que acredito que seja uma construção social das mais cruéis que segregam meninas e traçam pra elas um único e fatídico destino, a tudo que fuja do roteiro traçado por essa construção que seja carregado de culpa e julgamentos! Não acredito que existam brinquedos de menina ou de menino. Quando minha filha nasceu, não comprei um brinquedo. Bom, ela tinha um irmão de 3 anos, a casa já estava cheia de brinquedos e ela não precisava de nada além daqueles. Assim ela ficou, sem brinquedos novos até completar um ano, se não me engano. Foi ali que chegaram as primeiras bonecas, não sei quem deu, não me lembro, mas me lembro com perfeição quando ela, com um ano de idade, pegou uma boneca no colo e ninou. Fiquei muito espantada, mas sabia que ela estava reproduzindo o que fazíamos com ela, mas e as princesas? Pode ser influência das amiguinhas. E a cor rosa? E a predileção por saias e saias que rodem? E a paixão por panelinhas e fogão? E o ferro e a tábua de passar, minha gente?! Acredito que seja tudo repetição do que ela vê à sua volta, mas ela também vê (e muito) outras coisas... até pq quando senti esse movimento, a minha primeira ação foi apresentar a ela outras opções, para que ela pudesse perceber que além do mundo de fadas, bonecas, saias, panelinhas e princesas existe muita coisa legal com que ela também pode brincar. Não adianta, ela gosta desse mundo, esse é o mundo de brincadeiras que ela escolheu pra chamar de seu. Eu, como mãe, acredito que devo continuar dando opções para que ela sempre saiba que pode sim ser o que quiser: astronauta, bailarina, bombeira, princesa, médica, fada, engenheira, cozinheira, professora, princesa, passadeira... não importa, o que importa é ela conquistar a liberdade de ser o que ela quiser.

Sinceramente... Eu até pensei em dar uma colher de chá para a atriz, considerando o final do texto, em que ela parece demonstrar uma aceitação de que sua filha tem a liberdade de ser o que quiser... Mas, aí eu volto lá pro início, para o "socorro!"... e vejo que no fundo fica bem clara qual é a visão que Taís Araújo tem sobre a questão de gênero para as crianças, incluindo para sua filha.

Me imagino aqui conversando com a Taís. É um exercício legal, imaginar que estou aqui dialogando com ela, expondo a minha opinião, e logicamente rebatendo as críticas que eu estaria recebendo dela.

Minha cara Taís... Me diga, pra começo de conversa, o porquê do "socorro" que você exclamou. Me explique o porquê desses arrepios ao ver que a sua filha se interessa por brinquedos como bonecas. Será que você teria a mesma surpresa, a mesma decepção e consternação se a sua filhinha amasse azul, enlouquecesse com Comandos em Ação e brincasse de polícia e ladrão todos os dias?

Provavelmente o tom de seu post seria diferente... Certamente você não diria "socorro"...


Eu acho incrível como que hoje exista essa neura toda de gênero para crianças. O pior de tudo, não parece ter limite: repito, a filha de Taís Araújo não tem nem três anos, já existe uma preocupação exagerada sobre a diversidade de gênero em quem está acabando de largar a fralda pra fazer cocô no penico.

Como eu disse ali em cima, hoje essa diversidade de gênero perdeu o controle. Vai fazer um novo cadastro no Facebook, por exemplo, e abra a lista para dizer qual é o seu. Se foi há muito tempo a listinha curta, ou mesmo com duas bolinhas de seleção, com as opções "homem" ou "mulher". Agora, tem mais de 50 gêneros. Cinquenta! Tem agênero, gênero fluido, cis homem, gênero variante, não-binário, pangênero, tem até os que dizem que não tem gênero. E a cada dia, parece que inventam algum novo, para representar uma parcela específica que não se identifica com nenhuma das outras dezenas de gêneros.


Se é difícil para um adulto entender... imagina para uma criança que mal sabe o ABC?

Voltando... eu realmente acho interessante ver a sua reação, Taís. Gostaria de entender melhor o que você acredita que é certo. Posso estar enganado, mas pelo o que eu entendi, você acha errado que uma menina se interesse por brincadeiras de menina.

Certa vez eu escrevi sobre isso aqui. Lá eu falei muito sobre o amadurecimento de uma criança, que é quando ela se torna adolescente e passa por uma série de transformações em seu corpo, associadas ao seu gênero (digo gênero de verdade, biológico, cromossomo XX ou XY). E é nesse momento que o menino percebe que é homem, e a menina que é mulher. É quando começa o interesse sexual, em geral pelo sexo oposto (pronto, agora muita gente vai me xingar), ou mesmo pelo mesmo sexo. Pode ser que esse adolescente venha então a mudar a sua definição e escolher um dos cinquenta gêneros que existe hoje.

Na boa... não tem problema. Se é o que esse adolescente quer, vá em frente.

Agora, antes de atingir a maturidade, acho prematuro, até mesmo arriscado e perigoso, trazer essa discussão de diversidade de gênero. Eu acho uma fase em que essa criança ainda não tem um discernimento e consciência que permitam tomar certas decisões. Se um pimpolho de seis anos é considerado como incapaz e imaturo para dirigir um carro, para escolher uma profissão ou para votar, como que acham que ele pode decidir se é bissexual ou transgênero?


Me diga Taís, com todo o respeito: você acha que a sua filha já tem o discernimento para saber se ela quer ser uma mulher heterossexual, ou se vai preferir virar homossexual, ou mesmo se transformar em homem?

Posso estar exagerando, me antecipando demais... Talvez você tenha falado apenas na questão das brincadeiras mesmo, Taís. Mas mesmo assim, eu não entendo essa revolta que você tem sobre a sua filha gostar de coisas que são tipicamente de meninas. Por que você não aceita isso? Me explique por que você não acredita que seja aceitável uma menina brincar de boneca ou se vestir de princesa. Por que você considera isso algo cruel?

Em nenhum momento estou dizendo aqui que uma menina só possa brincar com brinquedos de menina. Da mesma forma que não estou dizendo que meninos só podem brincar com brinquedos de menino. Leia o outro post que eu fiz onde falo disso. E essa distinção existe sim, Taís. Goste ou não, é o que acontece, existem brinquedos que são mais direcionados para determinado sexo, da mesma forma que existem aqueles que são mais indicados para uma determinada idade. Repito, a criança ainda é muito nova, não tem maturidade para identificar uma vasta variedade de gêneros, e é natural que ela venha a se interessar por brinquedos desenvolvidos para o seu gênero de nascença.

Mas isso parece ser inaceitável pra você, não é, Taís?

A liberdade que a sua filha tem direito de escolher brincar com o que quiser, de querer se vestir da forma que quiser e de escolher a cor favorita que quiser, é algo que deve ser respeitado sim. Inclusive quando ela quiser brincar de boneca, se vestir de princesa e gostar de rosa. E isso não significa que ela esteja seguindo por uma construção social cruel. Ainda me pergunto sobre o que seria isso, Taís. O que você vê como tão nocivo e absurdo, que pode acontecer com uma menina se ela preferir brincadeiras de menina?


Logicamente que eu percebo muito bem a sua opinião e orientação ideológica, Taís. Você é de longe um exemplo de pessoa politizada pela causa das mulheres e dos negros. Percebe-se isso, ao ver como você faz questão de usar cabelo afro, provavelmente como forma de auto-afirmação de raça, e por estar sempre engajada com causas feministas. É um direito que você tem, ninguém está contestando isso.

Apesar de eu ainda esperar uma reação sua diante dos comentários daquele professor que desejou que a Rachel Sheherazade fosse estuprada ou de sites de esquerda chamando o Joaquim Barbosa de macaco... Mas sabemos bem porque esses aí não merecem muita atenção...


Continuando, seria um temor de que a sua filha venha a se "sujeitar aos ideais de uma sociedade patriarcal e machista", se tornando assim dona de casa quando crescer? Pergunto pois essa é uma raiva que as feministas têm, acham inaceitável que uma mulher cuide da casa, pensam que isso é degradante e ofensivo. O que eu acho exagero, não tem nada de degradante nisso, diria até que muito pelo contrário, é algo importante também cuidar da casa e da educação dos filhos. Não estou dizendo que a mulher seja obrigada a fazer isso, tampouco estou dizendo que o homem não possa ajudar, menos ainda estou condenando situações opostas onde a mulher trabalha fora e o homem cuida do lar. Não tem nada de errado em alguém estar cuidando do "forte", do lar.

É o caminho que cada um escolhe para a sua vida, embora sabemos que algumas vezes existem certos caminhos que devemos trilhar por falta de opção ou por uma determinada situação. Mas não vejo como uma condição cruel, Taís. Uma mulher se tornar dona de casa não é um destino fatídico. Você é que está exagerando, ao achar que a sua filha será segregada e não fará o que quer quando crescer, só pelo simples fato de hoje, com menos de três anos, gostar de rosa e de brincar de boneca.

Sinceramente... eu vou ser honesto aqui. Hoje em dia, boa parte da sociedade está com essa "aura iluminada" de diversidade de gênero. É o que todo mundo aplaude, todo mundo acha lindo, é a moda, é in, é revolucionário e admirável. Basta olhar na divulgação da mídia, nas novelas e em outros meios de comunicação. Tipo, tem agora um cantor(a) transformista, aquele tal de Pablo Vittar, que é enaltecido como um artista fenomenal, mas que só tem todos os holofotes por ser um sujeito que virou uma drag queen. Mesmo que sua música seja uma merda (o que eu acredito que seja). Aliás, falar mal de sua música é algo automaticamente considerado com homofóbico, mostrando como para o politicamente correto qualquer cantor não-heterossexual é indiscutivelmente perfeito e todo mundo deve adorar...


Com licença um poquinho...



Meus olhos! Esses óculos são uma porcaria!


Voltei. Essa foi pesada...

Mas é justamente essa a tendência hoje em dia. Qualquer coisa que seja heterossexual é considerada retrógrada, conservadora, sem graça; todo o restante é aplaudido. É um desejo pelo diferente, em romper com conceitos que também estão aí e também devem ser respeitados, mesmo que sejam considerados como "conservadores" por essa gente politicamente correta. Como li em algum lugar, chegamos a uma condição em que uma mulher que escolhe se transformar em homem é mais valorizada e aplaudida do que outra que escolhe ser dona de casa. Exatamente como a global parece pregar, como sendo um destino cruel e fatídico quando uma mulher se torna dona de casa.

Aí quando se trata de filhos, parece que essas pessoas de mente politicamente correta querem e muito que suas crianças sejam alternativas, que sejam diferentes. Com todo respeito, Taís... mas fico com a impressão de que você iria ficar muito feliz e realizada ao colocar uma foto em seu Instagram de sua filha brincando com um brinquedo não-feminino, como um carrinho ou aviãozinho, qualquer um que para os olhos da sociedade "hostil, conservadora e segregadora" é considerado brinquedo de menino.

Menina brincando de boneca? Isso não tem graça. Isso não conquista tantos likes e jóinhas no "Feice" ou "Insta" como uma menina brincando de Comandos em Ação...

Enfim, minha cara Taís Araújo. Eu acho que você perdeu uma boa oportunidade de ter ficado quietinha, isso sim. Repito, no final de seu texto deu pra sentir como se você estivesse saindo pela tangente, mas a explosão de revolta e consternação no início mostra o tipo de pensamento que você tem. Acho desnecessário ficar pedindo socorro e lamentando o fato de que sua filha curte bonecas, princesas e a cor rosa, não tem nada demais nisso. Acho um exagero de sua parte dizer que ela está se sujeitando a uma construção social cruel só por conta do tipo de brinquedo que ela gosta em tão tenra idade, acho muito precipitado imaginar que ao ninar uma boneca ela está tomando o rumo para um destino fatídico. Menos, Taís... Tem muita coisa mais importante, como a saúde e educação de sua filha.

De qualquer maneira, quem sou eu para querer dizer como você deve educar seus filhos, isso aí é contigo e seu marido. Cabe a vocês educá-los da maneira que acharem melhor. Mas façam isso na privacidade de seu lar, isso não é da conta de ninguém. Não tem necessidade de toda essa vontade de vir para as redes sociais para causar, para expressar sua opinião e com isso influenciar seus seguidores a pensar a mesma coisa. Se você acha errado uma menina brincar de boneca ou um menino brincar de carrinho, é o seu direito pensar assim. Mas corta essa de dizer que os pais que pensam diferente de você estão errados e assim prejudicando a formação de seus filhos, seguindo uma construção cruel e fatídica, como se estivessem fazendo uma maldade com sua própria prole.

Ah, e como saideira, minha ilustre Taís Araújo... se você acha tão errado que meninas brinquem de bonecas, gostaria de saber a sua opinião sobre o fato de você ter feito uma boneca sua há algum tempo atrás...


Ou será que era pra ser brinquedo de menino?

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

"Arte"?

O assunto do momento é mais um exemplo de que a arte é algo que cada vez mais não tem noção... e que os politicamente corretos e esquerdalhotários são o exemplo máximo de hipocrisia e parcialidade fundamentalista que só contribui para que eles sejam vistos da forma negativa por boa parte da sociedade decente, da qual este texugo faz parte. 

Tudo começou com um centro cultural do banco Santander no Rio Grande do Sul, que decidiu abrir uma exposição chamada Queermuseu. E nessa exposição foram colocadas inúmeras "obras de arte" controversas e chamativas, voltadas ao tema da diversidade sexual... E coloco entre aspas mesmo, pois tenho minhas dúvidas se devemos colocar essas coisas no mesmo patamar de uma Mona Lisa ou Rodin.

O grande causo de tudo isso é que a exposição foi cancelada, motivada por muitas críticas da sociedade em geral. Isso por conta justamente do seu conteúdo, considerado obsceno e incentivando práticas como zoofilia e até mesmo pedofilia. Como a tosqueira abaixo.


É isso mesmo que você viu... Criança viada. Seguindo a tendência de diversidade de gênero para crianças que nem fazem idéia ainda do que seja sexo.

Exemplos toscos não faltam, pois a mostra parece ter sido montada com "obras" escolhidas a dedo por mostrarem temas ofensivos contra os chamados conservadores. Pois, sabemos bem como é, hoje em dia se fala muito de igualdade, tem esse discurso de respeitar a opinião alheia, de tolerância e o escambau... mas parece que para o politicamente correto isso só vale para certos grupos, enquanto que a parcela classificada como conservadora e retrógrada da sociedade é criticada com todas as forças. E para ser taxado de conservador, basta que você tenha uma opinião diferente, como ser heterossexual ou católico.

Religião é um tema complicado... Acho que todas elas são parecidas em certos aspectos, acho que o que importa é que ela ajude aos seus fiéis a serem melhores pessoas, a terem valores positivos, ou mesmo fé. Independente da religião. Não discuto que a Igreja Católica tem algumas idéias que possam ser um pouco atrasadas para seu tempo... da mesma forma que outras religiões também (ninguém fala do Islamismo com sua postura machista, não é verdade?). Mas, precisa haver um pouco de respeito, um mínimo de consideração pelas pessoas que seguem determinada fé, seja ela qual for. 

É o que teoricamente os politicamente corretos que caminham orgulhosos em passeatas pela luta contra a intolerância religiosa deveriam defender. Mas, em vez disso, eles aplaudem algo como isso abaixo.


Ou seja, se um cartunista faz uma tirinha zoando o Maomé, vão dizer que o cara é um subversivo; mas, se um "artista" retrata Jesus dessa forma.

Lógico que não demorou para aparecer gente criticando as críticas, que se sentiram ofendidas com o levante popular contrário à exposição que levou ao seu fechamento. Tudo isso vindo de pseudo-artistas que apresentaram suas demonstrações ofensivas ali naquele espaço. Cheio de mimimi, citam uma "guinada à Idade Média", dizendo que isso é censura. Condenam os conservadores que não apreciam sua arte, acusando-os de intolerância.

Legal rapaziada... agora eu acho engraçado pra caralho o seguinte (perdão pelo palavreado): o meio artístico e politicamente correto em geral condena certos artistas por suas obras, por considerarem elas inapropriadas ou ofensivas. Tomo como exemplo o Monteiro Lobato, considerado por essa turma como um racista, por conta de suas histórias do Sítio do Pica-pau Amarelo, devido a ter a figura da Tia Anastácia, a empregada negra da fazenda.


Pois muito bem... Dizer que o Monteiro Lobato era um filho de uma puta de um racista, isso pode. É incentivado, é aplaudido.

Agora, vamos ver mais esse quadro da exposição do Santander?


Eu vou ser sincero com você... Eu achei essa pintura muito hilária! Acho que nunca vi coisa mais ridícula do que isso! Um grande desperdício de papel, tinta e espaço.

Vamos chegar mais perto...


Começo seguindo no tema do racismo. Será que os críticos de Monteiro Lobato acham algo perfeitamente aceitável um negro ali que está sendo enrabado ao mesmo tempo que chupa o pirulito do outro sujeito? Detalhe que os dois são brancos... Descendo ao nível de uma Gillette deitada, o cara lá está sendo duplamente fodido. 

Ninguém acha isso racista?

E esse quadro retrata também o tema da zoofilia, onde vemos a pessoa andrógina (não dá pra saber se é homem ou mulher) que está ali visivelmente violando a inocência do bichinho de estimação da residência, com a ajuda de outra pessoa. 

Vem cá, será que esses artistas acham isso natural? Tenho é pena de seus bichinhos de estimação!

O pior de tudo é o seguinte: essa mostra aí teve uso de dinheiro público, capturado pela famigerada Lei Rouanet. Enquanto escolas estão aí caindo aos pedaços, pessoas estão morrendo nos hospitais e sobrevivendo na guerra civil das grandes metrópoles, o dinheiro público é usado para bancar exposições como essa aí, fundamentadas na ofensa contra os "conservadores" e para massagear o ego dos politicamente corretos.


Mais uma vez, vemos a hipocrisia da maior parte da comunidade artística, dos politicamente corretos e da esquerda. Estão aí chorando por conta da "censura" de uma exposição bancada com o dinheiro público... mas promovem o boicote ao filme baseado na Lava Jato, criticam e desprezam escritores como Monteiro Lobato e que fecham os olhos para a censura que ocorre na Venezuela, Cuba e Coréia do Norte. 

Cito aqui algo que o comediante Danilo Gentili publicou em sua conta do Twitter, que retrata bem a realidade atual e o pensamento politicamente correto que leva à sociedade à decadência.


É bem por aí... A definição de politicamente correto não tem nada a ver com a opinião, gesto ou atitude que você tem, mas sim do lado em que você está. Se eu aqui, este simplório texugo heterossexual que não é favorável à esquerda, vier aqui e fizer uma piadinha de negro, eu corro o risco de ir preso; agora, se é um "artista" de pensamento provavelmente socialista que desenha um negro levando na bunda e chupando uma pica... aí é arte, é lindo, é aplaudido.

Sinceramente... esse planeta tá mais fudido que o negão ali desse quadro...

terça-feira, 5 de setembro de 2017

A Polêmica das Bicicletas

Estive vendo outro dia em um telejornal uma notícia sobre um protesto de ciclistas, condenando a morte de uma pessoa que estava andando de bicicleta e foi atingida por um carro em alta velocidade, cujo motorista ainda não parou para prestar socorro. Mais um episódio do tipo, consequência do trânsito caótico e da impunidade em nosso país, em que um motorista bêbado pode matar quantas pessoas quiser, e só precisa pagar uma fiança para ficar livre. Mais um exemplo de como o Brasil é realmente um país sofrível, onde nada funciona direito.


Enfim... Mas vendo tal reportagem, decidi escrever aqui um pouco sobre essa questão dos ciclistas. Aliás, escrevi sobre isso há anos, neste post aqui. E vemos que pouca coisa mudou... Como sempre, eu não vou na linha da maioria das pessoas e da mídia em geral, e procuro pensar aqui sob uma ótica diferente, tentando ver questões que são importantes sim, mas que são geralmente esquecidas.

Como de costume, venho aqui pra já explicar e deixar claro algumas coisas. Afinal de contas, hoje em dia a sociedade está muito bipolarizada, as pessoas ficam com uma postura radical de que só existem duas opiniões: a opinião delas, que é a certa, e a opinião dos outros, que é contrária. 


Assim, eu já digo aqui: não estou condenando os ciclistas, não estou dizendo que os motoristas de carro estão certos, não estou dizendo que todos os ciclistas são imprudentes, não estou falando que foi bem feito o cara ter sido atropelado, não estou defendendo aqueles que dirigem bêbados, não estou me opondo às bicicletas...

Acho que não esqueci de nada. Continuemos.

Correndo o risco de ser redundante, eu concordo que existe uma pouca proteção ao ciclista em nossas cidades, por conta de motoristas que não os respeitam. O sujeito em uma bicicleta, por mais que esteja com todos os equipamentos de segurança, se encontra em uma posição muito vulnerável em relação aos carros e demais veículos, de forma que qualquer erro pode ser fatal. E muitos motoristas abusam, jogando o carro em cima dos ciclistas, ignorando completamente seu espaço e com isso causando acidentes graves como nos acostumamos a ver. Um motorista que comete um crime desse deve ser punido de forma rigorosa.


Agora... ver tal assunto me faz pensar uma coisa...

Diante de um episódio desses, logo a sociedade se comove, criticando os motoristas imprudentes em seus carros, e reiniciam as discussões sobre os direitos do ciclista. Dizendo, por exemplo, que eles têm o direito de trafegar nas ruas, e os demais veículos devem respeitá-los.

Sem dúvida, os direitos dos ciclistas devem ser respeitados. Mas... e os seus deveres?

Esse é um ponto geralmente esquecido. Fala-se somente dos direitos, que é a parte mais fácil, mais cômoda, pois tipicamente esses direitos correspondem a coisas que são dadas para essas pessoas, dependem do esforço alheio e proporcionam algo que é favorável ao grupo que clama por esses direitos. Agora, os deveres são atitudes e ações que são de responsabilidade deste mesmo grupo, que devem ser realizados por eles mesmos, e que muitas vezes estão associados aos direitos de outras partes. A vida em sociedade depende que cada um perceba bem essas duas parcelas, tendo noção de quais são os seus direitos e até onde eles chegam, mas também tendo consciência de seus deveres, colocando-os em prática.


Só que ninguém... quase ninguém pensa assim.

Todo mundo só está preocupado com os seus direitos, e ignoram os seus deveres. É algo da sociedade mesmo, ainda mais a brasileira, onde vale a Lei de Gérson, onde todo mundo quer levar vantagem. Na hora de reclamar que seus direitos não estão sendo garantidos, as pessoas não perdem tempo. Porém, quando é para cumprir os seus deveres, desconversam, dizem que não sabiam ou se fazem de bobos. O mesmo é válido quando se trata de respeitar os direitos dos outros: todo mundo quer que seus direitos sejam assegurados, mas na hora de fazer a sua parte por conta dos direitos dos outros, ninguém se preocupa.

E é nessa linha que eu comento sobre a situação dos ciclistas. Pois, como acontece com outros grupos vitimizados pela sociedade (como negros, mulheres, não-heterossexuais, "di menor", idosos, moradores de comunidade, pobres e por aí vai), se fala muito de seus direitos, enquanto que quase nada de seus deveres.

Por exemplo. Fala-se que lugar de ciclista é na rua, que eles têm o direito de trafegar ali, que os motoristas de carros têm o dever de respeitar o seu espaço. Tudo bem, estou de acordo com isso, não questiono.


Observe apenas o seguinte: até o momento, só se falou do direito do ciclista e do dever dos outros.

Legal... Mas aí vamos continuar sobre essa questão do ciclista trafegar na rua. Se ele está conduzindo no mesmo espaço que os demais veículos, como carros, motos e ônibus, então eu acredito que as mesmas regras, deveres e obrigações que incidem sobre eles devem valer para os ciclistas também, certo?

Então me explica por que a grande maioria dos ciclistas, quando trafegando nas ruas, ignora o seu dever de respeitar as regras de trânsito e não param no sinal vermelho, desrespeitando o direito dos pedestres que estão atravessando as ruas?


Aposto que você já deve ter percebido isso. Eu mesmo já fui quase atropelado por bicicletas em alta velocidade, que não paravam no sinal vermelho e vinham costurando entre os pedestres que atravessavam pela faixa. 

Afinal de contas... Querem andar na rua, mas não querem respeitar as regras como os outros? Assim é moleza, né?

Aí vai aparecer algum "ixperto", possivelmente ciclista, que vai dizer "Ah, mas e se não tiver nenhum pedestre atravessando, não tem problema...".


Tem sim! Será que se o sujeito estiver em um carro, e não tiver nenhum pedestre, ele pode avançar? Claro que não! Digo mais uma vez, é obrigação do condutor do veículo, seja ele qual for, cumprir com as regras e os deveres, e isso inclui parar no sinal vermelho. 

Se vão procurar justificativas para defender a ultrapassagem do sinal vermelho, que tal então falarmos sobre outro pésimo hábito promovido por muitos ciclistas, que é trafegar na calçada?


E aí? Pode?

Cadê o respeito pelo direito do pedestre? Afinal de contas, na hora de criticar os motoristas de carro, dizem que lugar de bicicleta é na rua, mas na hora de falar algo sobre os ciclistas que andam pela calçada, ninguém fala nada, não tem essa história de "lugar de bicicleta é na rua", não é? Ou será que a bicicleta pode ir onde quiser?

Eu me divirto com a hipocrisia das pessoas... Muitos ciclistas criticam o desrespeito dos carros, que não levam em consideração que o cidadão em uma bicicleta está em uma posição mais vulnerável, que em um acidente o ciclista é quem vai levar a pior. Mas esses mesmos ciclistas ficam calados diante de situações como essa, em que os papéis se invertem, em que o ciclista passa a ser o personagem mais "forte" e o pedestre o mais vulnerável. Cansei de ver situações onde o transeunte era atingido por uma bicicleta, muitas vezes correndo em alta velocidade pela calçada, costurando no meio das pessoas...


Repito: todo mundo só se lembra de seus direitos... mas os direitos dos outros, que se fodam.

O que incentiva esse tipo de postura é a velha e manjada impunidade, a justiça frouxa e incompetente que conhecemos. A mesma que permite que um motorista beba, atropele e mate uma pessoa, e depois possa sair pela porta de delegacia após pagar a multa, é a mesma que tolera abusos e infrações cometidas pelos ciclistas. Se um sujeito está numa bicicleta e atropela uma pessoa, ao atravessar um sinal vermelho ou por estar trafegando na calçada, sabe o que vai acontecer?

Nada!

Até porque existe uma questão interessante: diferente dos automóveis, para os quais você precisa ter uma licença e onde existe uma placa que o identifica, para andar de bicicleta não existe nenhum tipo de registro. Se uma bicicleta te acerta, não tem como anotar placa e depois aplicar multa.


Penso que deveria haver algum tipo de registro sim. Imagino que isso iria coibir certas infrações e iria fazer com que os ciclistas estivessem mais atentos aos seus deveres. Evitaria que o cara andasse de forma inconsequente na calçada, que ultrapasse o sinal vermelho, até mesmo permitiria uma maior fiscalização quanto ao uso de equipamentos de segurança e quanto à manutenção da bicicleta. Afinal, imagina quantas por aí estão sem freio ou pneus carecas, o que pode contribuir para um acidente.

Repito mais uma vez: não estou dizendo que os ciclistas sejam todos criminosos! Eu estou ciente e concordo que eles merecem respeito nas ruas. Acontece que junto com os direitos, vêm os deveres, e ninguém fala muito deles. O respeito pelas regras deve ser de todas as partes: motoristas, ciclistas e pedestres. Acho ótimo que falem dos direitos dos ciclistas, que existam ações de conscientização pregando o respeito por eles, mas não basta isso. É necessário conscientizá-los também de seus deveres e de que devem respeitar os direitos dos outros também. 

sábado, 2 de setembro de 2017

O Sobrevivente - Parte 3

Agora é que vai começar a ficar legal! Seguimos aqui com mais esse clássico do Arnoldo, outro filme que tenta ser sério mas que acaba sendo é hilário, tamanha é o nível de tosqueira. Mas convenhamos, é algo muito melhor de se ver, se comparamos com os filmecos de hoje, tipo Crepúsculo, Divergente e 50 Tons de Cinza...


Parece que foi de sacanagem, mas parei a última postagem bem na hora em que Richards e seus amigos iam ser disparados pelos trenós a jato do programa O Sobrevivente. Finalmente a peleja vai começar.


Aí temos uma eternidade onde mostram os trenós deslizando de forma alucinada por um túnel, levando os três para a zona de jogo. Por algum motivo, me lembrei do Jamaica Abaixo de Zero neste momento.


Como esperado, quem mais se fode nessa é o Wally. O máximo de adrenalina que ele devia ter sentido antes disso foi quando ele tentou usar a versão de teste do Winrar além do prazo estipulado.


Terminada a longa jornada pelo tobogã subterrâneo, entrava em cena ali um moderno dispositivo high-tech para parar o trenó: uma rede de tênis. Mas uma puta rede, para aguentar o peso do Arnoldo, no topo de seus músculos.


Voltamos lá na sede de televisão... Mostrando como esses cortes que fazem no filme são meio sem noção, mostrando trechinhos pequenos um de cada vez. Você se lembra que Amber estava fuçando ali os vídeos proibidos da emissora, até que ela encontra a gravação de Richards no massacre, incluindo as versões original, editada para a televisão e com comentários do diretor.


Só que aí quem aparece é o Coisa, aquela mão da Família Addams, que tinha arrumado um bico de segurança, e pega a malandra com a boca na botija. Danou-se, Amber! E que brinco escroto você tem!


Voltamos lá para o palco, onde agora tem aquela hora onde iam sortear alguém da platéia para participar. Gugu escolhe ali um papelzinho e sorteia a dona abaixo, que chamarei de Zucrinéia, que fica ali muda ao ter finalmente ganho algo na vida.


Como de costume, tem aquele momento de alegria por ter sido sorteada, é quase como nos programas do Silvio Santos. Te juro, se esse puto começar a jogar aviõezinhos de nota de 50 reais pra platéia, mudo o nome dele de Gugu para Sílvio. Enfim, a jogada aqui é que ela deveria escolher um dos Sorrateiros para caçar os sobreviventes. E não precisa achar graça do penteado da loira ali atrás. Embora o filme teoricamente se passe no futuro, ele foi feito nos anos 80, então penteados bufantes eram moda naquela época.


Não tinha falado ainda, mas além da platéia assistindo no palco, haviam muitos telões pela cidade, onde a rapaziada podia fazer as suas apostas, sobre quem seria o Sorrateiro escolhido e quem mataria primeiro, além de jogar no Jogo do Bicho ou comprar uma Tele-Sena.


Dona Zucrinéia fica toda abafada, pois não sabe quem escolher, pois na verdade estava querendo assistir a gravação do programa da Ana Maria Braga e a colocaram ali por engano. Mas ela finalmente diz que gosta de homens carinhosos e educados. Realmente, dentre um bando de sujeitos chamados Sorrateiros, carinho e educação deve ser pré-requisito.


Mas pior que parece que sim. E assim entra em cena o primeiro Sorrateiro da noite: Sub-Zero!


Mas como? Não, peraí! Não tem nada a ver, não é o ninja azul do Mortal Kombat que está vindo aqui. E sim, eu sei que essa foi uma das piadas mais previsíveis e estúpidas aqui dessa sátira. Na verdade, aparece primeiro lá uma gostosinha com um rabo de cavalo meio escroto pra tocar um gongo...


... e aí aparece o verdadeiro Sub-Zero. Um chinês gordo e risonho com uma barbinha ridícula, que parece um monte de fiapo.


Esse cara aí é um daqueles que sempre fazia o papel de bandido chinês grandão nos filmes da época. Ele chegou a fazer o mordomo de outro filme do Arnoldo, O Último Grande Herói, que era sim muito tosco. Aqui, ele é um Sorrateiro que anda com um taco de hóquei e com uma taça de aço pra proteger suas bolas chinesas.


Lá na arena, depois do passeio de trenó os três ainda tinha que correr para a zona do jogo, sendo pressionados por alguns Hell's Angels de terceira categoria, juntamente com a platéia ali, tacando garrafa d'água, copo de cerveja e pilha na cabeça deles. Pra variar, o Wally já tropeça logo nos primeiros metros, mostrando que não tem preparo físico nem pra uma caminhada até a padaria.


Voltamos lá ao programa, onde descobrimos que aquele puto do Capitão Liberdade também trabalha como comentarista do show, fazendo ali uma visita surpresa no vestiário e derrubando o sabonete naquele ambiente cheio de bundas peludas e anabolizadas. O que acontece é que ele é um Sorrateiro aposentado, e agora fica ali tentando reviver os seus dias de glória dando seus pitacos na televisão. Tipo o Neto... porém, com mais dias de glória do que energúmeno corintiano.


Richards, Zé Pequeno e Wally finalmente entram no primeiro quadrante, e começam então a sentir um friozinho. No caso do quatro-olhos, pode ser uma frieira por conta da febre que ele está tendo.


Aí então aparece um jogador de hóquei. É o Sub-Zero, já partindo pro ataque. Pode isso, Arnaldo?


Sabemos que no hóquei é esporte de macho e não tem essa de falta. E o chinês ainda faz uma tripla, derrubando os amigos no chão. Um contra três, e ele ainda desce a porrada.


A pancadaria continua rolando solta, com Richards e Zé Pequeno sendo jogados de lado e espancados que nem cachorro de pobre. Quanto ao Wally, Sub-Zero usa seu taco pra deslizá-lo pelo chão como um disco de hóquei.


Lá vai ele, olho no lance!


Éééééééééééééééééééé... dos Sorrateiros!!!! Confira comigo no replay! E foi foi foi foi ele... Sub-Zero! O craque da camisa zero! E o Wally foi lá, balançou o capim no fundo do gol dos Sobreviventes!


O curioso é que, embora Sub-Zero seja chinês, ele grita um "banzai" depois de marcar o gol, que eu acredito ser uma comemoração nipônica. Lembro mais uma vez que eram os anos 80, e não ficaria surpreso de que os produtores do filme pensassem que japonês e chinês é tudo igual.

Como a Dona Zucrinéia tinha escolhido um Sorrateiro que estava dando porrada, ela iria ganhar um monte de prêmios, incluindo um liquidificador, um video-cassete quadrado e um jogo de tabuleiro do programa O Sobrevivente, onde ela poderia se divertir com seus netinhos com uma diversão inofensiva baseada em uma competição sangrenta.


Richards decide tomar as rédeas da situação, e corre para tirar o Wally do gol. Mas o Sub-Zero está ali na espreita, e prepara um disco de hóquei explosivo pra mandar aquele bombado de amarelo pra China.


KABOOM!!! Embora o Sub-Zero tenha dado uma risada, e com isso seus olhos se fecharam e ele perdeu a mira, a explosão havia sido suficiente pra jogar o Arnoldo longe.


O Zé Pequeno então vê que sobrou pra ele. Com o Wally dentro da jaula e Richards nocauteado, restava ao mano descer a porrada naquele chinês gordo cheio de sushi. Se bem que sushi é japonês... sei lá, descer a porrada naquele chinês gordo cheio de yakisoba.


Só que o Sub-Zero é parada dura, e vem de surpresa pra fatiar aquele negão.


Pro azar do china, Richards já está de pé. Precisamos lembrar que ele é o Arnoldo, e não vai ser uma mera explosãozinha de merda que vai derrubar ele. Sem perder tempo, ele vai pra ajudar o Zé Pequeno, dando um mega abraço por trás no Sub-Zero. Podia ter sido um pouco mais macho, dando um soco ou coisa parecida, mas ele preferiu boliná-lo pela retaguarda...


Eis que então Richards se dá conta de que tem uma cerca com arame farpado ali e tem uma idéia estilo Mortal Kombat, que seria adequada pra lidar com alguém chamado Sub-Zero. Sem perder tempo, ele arranca um pedaço de madeira preso no arame e sai correndo com ele.


Sub-Zero se emputece de vez. Como um bom homem carinhoso e educado, segundo a Dona Zucrinéia, ele saí deslizando ferozmente na direção de Richards falando um monte de palavrão em mandarim, louco pra fatiar sua cabeça fora e jogar hóquei com ela.


Mas Richards pula pro lado, estendendo o arame farpado no caminho...


... que corta através do pescoço de Sub-Zero. Fatality!


Richards olha pra câmera, dizendo que o Sub-Zero agora deve se chamar Zero à Esquerda, e que o Gugu podia enfiar aquele microfone escroto dele no rabo até que saísse pela boca. E veja que os filmes daquele tempo não tinham frescura, mostrando o chinês esticado no chão, enquanto uma lagoa de sangue jorrava de seu pescoço dilacerado.


Silêncio no palco, quando todos se dão conta que o carinhoso Sub-Zero foi pra vala. Azar pra Zucrinéia, que vai perder todos os prêmios que ganhou. Por sua vez, o Gugu fica todo sem jeito, pois a idéia de colocar aquele microfone no seu cagador não parecia uma má idéia, algo que ele podia experimentar, aproveitando que era a hora do intervalo comercial.


De volta na arena, Richards e Zé Pequeno vão lá pra salvar o coitado do Wally. Esse quatro-olhos só está arrumando problemas, eles podiam era ter deixado ele ali, daria menos trabalho.


O Gugu voltou ao seu escritório, enquanto está levando um esporro do patrocinador do programa, pois eles estavam planejando lançar uma figura de ação do Sub-Zero para o Natal, e que estava tudo se encaminhando para ser um fracasso pior que o cartucho de Atari do E.T. havia sido. E ele aproveita para retocar a maquiagem, com a ajuda do seu aspone bichona.


Voltamos ao programa, onde agora o sorteado é um sujeito estúpido de gravata borboleta, que chamarei de Leonard, que fica todo abafado na hora de escolher um próximo Sorrateiro para mandar para o necrotério... quer dizer, para o jogo. E, depois do jogo, para o necrotério.


A dúvida dele é entre dois Sorrateiros, Moto-Serra e Dínamo. Com nomes assim, dá pra imaginar o nível de ridículo que está vindo. Como ele não se decide, Gugu então dá por encerrada a questão e convoca os dois malucos para a parada. E, olhando agora... esse carinha não parece aquele sujeito que fazia o anúncio do Bombril?


O primeiro a aparecer é Moto-Serra, que era aquele maluco que já tinha dado aparecido antes. E pela cara de alucinado dele, parece que ele estava com vontade de soltar um barrão daqueles, mas foi interrompido pelo programa.


Como era de se esperar, o sujeito carrega uma moto-serra, e começa então a fazer a sua demonstração de bichisse, arrebentando algumas inocentes colunas de aço que estavam ali no palco, para a alegria da galera.


O Gugu já correu lá pro camarim, pra dar mais uma retocada no blush. A Janete, que está usando outro brinco ridículo que parece uma argola de cortina de banheiro, vem para dizer que a audiência subiu dez pontos e eles passaram o Faustão. E outra novidade que ela tem é que Amber, aquela garota que havia denunciado Richards, havia sido detida no arquivo de vídeos. Tal revelação faz o Gugu melar as calças de tanto êxtase.


E lá no palco, depois da apresentação do Moto-Serra, aparece uma cabeça gorda cantando ópera, flutuando ao redor de várias luzinhas de Natal.


Essa pôrra era o Dínamo, um gordo cheio de luzes picando de forma boiola e com um capacete de centurião romano, que dispara relâmpagos de suas mãos, e que faz uma demonstração semelhante à do Moto-Serra, mas muito mais gay.


Sinceramente... Dínamo é um dos personagens mais escrotos que eu já vi na vida em um filme. Puta merda, um gordo seboso cantor de ópera e que parece ter roubado seu guarda-roupa da produção do Ben-Hur. A galera vai ao delírio, mas eu acho essa pôrra a gota d'água.


O Gugu volta ao palco, para então anunciar uma surpresa, fruto de seu pensamento astuto e filho da puta. Sim, era Amber, trazida à força pelo Zangief, que aproveitou a deixa pra dar uma apalpada nos magumbos latinos dela.


Vou te dizer... Essa aí se fudeu mesmo. Tinha tudo para curtir umas férias no Havaí e por conta de ser tagarela vai ser lançada naquela porcaria de show, no meio de um monte de marmanjos suados.

De volta no quadrante, os três amigos estão correndo pra achar uma saída. Até que o Wally faz com que todos parem, pois ele tinha visto algo sensacional.


Não era nada demais, apenas uma antena parabólica, apontando para o centro da zona do jogo. Realmente, algo muito interessante, talvez o Wally tenha um desejo meio louco. Mas ele explica que essa antena pode indicar a localização de uma central de comunicação. Richards diz que essa é a coisa mais inútil que ele já escutou, e começa a se arrepender de ter tirado o nerd lá da gaiola ali atrás.


Voltando mais uma vez ao palco do show (essas constantes trocas de cenário me tiram do sério), Amber está já amarrada ao trenó, enquanto começam a dar uma falsa ficha criminal dela, dizendo que ela colou na prova de inglês, trepou com três caras numa festinha na fraternidade e ainda sendo tida como amante do Richards. Pela cara dela, talvez só essa última era invenção do programa.


Após outra troca de cenário, Wally explica para Richards que as antenas devem apontar para uma central de comunicações, que se comunica com os satélites da emissora, e assim transmitem para o mundo todo os seus programas. Se eles conseguissem encontrar essa central, poderiam passar o código de acesso para a resistência, para que assim os cretinos da ICS fossem desmascarados. Richards não entende, acha que aquilo era uma perda de tempo, que o negócio era matar todos os Sorrateiros e sair dali.


E eles precisavam se apressar, pois Moto-Serra e Dínamo estavam ali a caminho para trucidá-los. Detalhe para o carrinho escroto do Dínamo.


Richards e os outros continuam avançando, embora o Arnoldo está puto com toda essa idéia de antenas e satélite. E pra piorar, parece que alguém está chegando... Assim, ele se prepara para espancar o imbecil que estiver vindo.


Após aplicar uma chave de perna, ele derruba o intruso no chão e se prepara para afundar seu crânio com um murro...


... e aí ele se dá conta que era Amber, que parece ter ficado toda serelepe e de farol aceso com essa demonstração exacerbada de testosterona. Imagino que Richards deve ter ficado com mais vontade de bater ao ver que era ela.


Pra variar, Amber fica toda histérica, dizendo que mandaram ela pro jogo por conta de Richards, que era um absurdo estar ali, e outras reclamações em espanhol. Richards, puto dentro das calças, joga ela ali pra trás, pois além de não calar a boca a idiota ainda estava se expondo para as câmeras, dando assim a localização deles.


Anos 80, minha gente. Nessa época não haviam femi-nazis para achar que qualquer mísero empurrão é desrespeito pelas mulheres. Amber reclama mais ainda, dizendo que ainda estão dizendo que ela e Richards são namorados, algo que ela abominava mais do que a banda Rebelde.


Ele então responde, dizendo que se ela quisesse, poderiam romper o relacionamento ali mesmo, na frente das câmeras. E logo depois ele iria romper o pescoço dela.


O Wally então vê outra antena e sai correndo. Puta merda, será que o cara tem algum tipo de fetiche com antenas? Fudeu, eles estavam tentando se esconder ali, e o quatro-olhos estraga tudo mais uma vez.


O pior de tudo é que não demora... depois de sair do esconderijo, Richards escuta o barulho de moto...


... e lá vem o Moto-Serra pra acabar com a moleza.


Seguido do Dínamo, e seu carrinho Hot-Wheels escroto.


Na boa... Sei que começou outro momento de ação, mas a postagem já está ficando meio gigante. Acho melhor darmos uma pausa por aqui, e voltar depois direto na pancadaria que promete ser mais violenta que a do Sub-Zero.