quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Como Não Odiar os Correios? (III)

Mais uma vez... Eu estou ficando extremamente puto com os Correios. Prometo ser um pouco mais econômico na postagem, mas não posso prometer nada quanto aos adjetivos que eu vou usar aqui. Cara, como eu estou puto! Olha que detesto serviços públicos de forma geral, mas os Correios estão se superando.


Recentemente eu tenho começado a comprar algumas coisas no exterior. É a saída que encontramos, pois o Brasil é um país de merda, um shit hole atrasado em que não temos acesso ao que há de mais moderno no mundo. E quando temos, precisamos desembolsar uma fortuna em impostos, para sustentar a máquina pública que não faz pôrra nenhuma. Claro que ao trazer de fora existe o risco da Receita sacanear e taxar, são 60% de imposto sobre o valor total. Pagamos imposto até no frete... Mas ainda assim em muitos casos sai mais em conta. Ou muitas vezes são produtos que não temos aqui no Brasil, e só encontramos no exterior.

Acontece que trazer qualquer coisa de fora, se não for por uma empresa de courier, você precisará de uma boa dose de paciência, pois os Correios farão tudo para dificultar a sua vida e entregar seu pacote o mais lentamente possível.


Procure aí na Internet, em todo lugar tem gente reclamando. Eu mesmo já fiz dois posts sobre isso (aqui e aqui), de encomendas que solicitei no final do ano, e que tiveram grandes atrasos. Inclusive encomendas nacionais, levei 16 dias pra receber uma vinda do interior de São Paulo. 

Talvez alguns possam dizer que eu estou sendo chorão demais, que estou sendo impaciente. Sei que tem muita gente na Internet que é assim, que acha que a encomenda vai levar poucos dias pra chegar em casa e logo depois começa a espernear. Longe disso, eu não estou reclamando tanto pela demora, apesar de achar um absurdo que um pacote leve cinco dias pra viajar dos Estados Unidos pra cá e depois vinte dias pra vir de Curitiba pro Rio. Não é tanto pelos prazos, mas sim pela falta de informação, e o total descaso que esses filhos das putas têm com os seus clientes.

Como, por exemplo, dizer algo assim "olha, a encomenda ainda não chegou na unidade, e não sabemos onde ela está" ou "vai haver dificuldade para entregar na sua casa pois está em uma zona de risco, mesmo agente tendo entregue algo aí no dia anterior". Uma verdadeira falta de respeito, em que eles parecem não se preocuparem sobre onde estão nossas correspondências.

Enfim... o que me motivou a fazer mais uma postagem aqui é por ter percebido a nova tática dos Correios para tirar o deles da reta. Pois, afinal de contas, antes de atender bem aos clientes, eles querem se isentar de responsabilidades, principalmente na eventualidade quase que certa de atrasos ou extravios.

Pois muito bem, segue aí o caso da vez. Outra encomenda vinda dos Estados Unidos. Postada no dia 11 de janeiro e deixando a terra do Trump no dia 14 do mesmo mês.


Isso aí... Um mês e a encomenda ainda está a caminho, dos Estados Unidos até o Brasil. Alguém consegue entender?

Na boa... Eu acho que se eu viesse dirigindo não levaria tanto tempo... Sinceramente, vou até fazer a conta. Considerando que meu pacote saiu de Miami e chega no Brasil em São Paulo, a grosso modo seriam 10 mil quilômetros percorridos em terra firme.


Assuma uma velocidade média de 50 km/h, entre estradas de alta velocidade nos Estados Unidos e vias fudidas na América Latrina. Seriam necessárias 200 horas para fazer tal trajeto. Considerando que a cada dia você dirija por 10 horas, levariam 20 dias pra chegar em São Paulo. 

E a minha encomenda está há 30 dias a caminho do Brasil...

Logicamente que não está levando todo esse tempo, afinal a encomenda é aérea. Pra levar essa eternidade, apenas se estivesse vindo no avião do Lost e tivesse caído em uma ilha doida com um monte de gente maltrapilha e uma fumaça preta assassina. Como essa ilha fica no Pacífico, não é por isso...


Mas eu estou me dando conta do porquê... Percebi quando fui tentar abrir uma reclamação no site dos Correios e apareceu essa mensagem abaixo.


Tá explicado! Não entendeu?

Trata-se da provável malandragem dos canalhas dos Correios. Sabemos muito bem que não tem como uma encomenda levar um mês para vir de avião dos Estados Unidos ao Brasil. Em uma das minhas postagens anteriores, deu pra ver que leva em torno de cinco dias, o que na minha opinião é muito, considerando um vôo de oito horas, mas que está dentro do aceitável se considerarmos toda uma logística e organização dos aeroportos. Só que estamos falando de uma semana, e não um mês...

Porém, uma vez os Correios recebam a encomenda, começa então a contar o relógio, começa a valer o prazo que é de responsabilidade deles. Como é um pacote pequeno, ele vai pra Curitiba, onde passa pela fiscalização aduaneira, que com sorte, pode ser bem rápida caso a encomenda não seja taxada. Se fosse, provavelmente já teria chegado aqui o aviso de que eu teria que pagar. Aí, liberada da receita Federal, é o prazo de entrega até nossa residência.

Considere então uma encomenda pequena com rastreamento completo, aquelas do tipo prime que possuem código de rastreio iniciando por L. Veja a informação disponível no próprio site dos Correios.


Vejamos então... Uma vez liberada pela Receita, existe o prazo de 12 dias úteis para que seja tratada e entregue. Esse é teoricamente o compromisso que os Correios assumem com a gente.

A fiscalização, certamente que pode demorar... Embora não seja o comum. Repito, recebi encomendas recentes que não ficaram nem dois dias paradas na Receita. Mas conheço muitos casos em que esse processo demorou bastante, fruto da falta de pessoal para fiscalização aduaneira. Mas, nesses casos, os Correios se isentam da responsabilidade, pois essa parte não é com eles. Razão pela a qual a seta em branco ali em cima não tem prazo. Se o destinatário ficar puto, tem que reclamar com a Receita, os Correios lavam as mãos.

E, tá certo. É assim mesmo. Cada macaco no seu galho. 


Por essa razão, não me parece ser atraso na fiscalização, pois os Correios lançam a informação de quando a encomenda tenha sido recebida pela Receita. Não que eu ache que eles vão querer expor o mau trabalho dos fiscais (até porque não duvido que estejam em parceria), mas considerando que muitas encomendas não precisem de fiscalização rigorosa (devido ao baixo valor, por exemplo), era de se esperar que teriam informado que elas já chegaram ao Brasil.

Por que então parar a informação na seta em azul claro, que é a chegada ao Brasil em até oito dias úteis? O que os Correios ganhariam com isso?

Porque essa etapa não é de responsabilidade deles. A principal responsabilidade dos Correios é com a seta azul escura, que é o tratamento e entrega da correspondência. A vinda do exterior para cá depende do serviço lá de fora, que pode levar mais que oito dias úteis. Mas aí a culpa não é dos Correios, pois eles não tem controle sobre o processo.

Mas... era pra atrasar tanto assim? Repito, já recebi encomendas vindas dos Estados Unidos, que levaram cerca de cinco dias corridos para chegar ao Brasil. Passou um mês e continua a caminho?

Aí é que está a malandragem, ié ié!


Devido à sua grande incompetência, até os Correios sabem que não são capazes de cumprir os prazos. Ou por reconhecer falta de estrutura ou por preguiça mesmo, com o objetivo de fuder a população. Repito, tem muito funcionário público que parece ter múltiplos orgasmos ao dificultar a vida do povo, é uma sensação de que podem tornar as vidas dos outros mais difícil. E uma das formas é justamente isso: dificultar a entrega, deixar as pessoas ansiosas, impedir que elas aproveitem os bens que compraram fora. Certamente tem um bando de filho da puta que deve se divertir em saber que estamos aqui na espera, à mercê deles, esperando um raro momento de boa vontade em que venham a nos entregar o que é nosso, o que compramos.

Aí, como assegurar o não-cumprimento dos prazos sem assumir nenhum tipo de responsabilidade? É só jogar a culpa no envio do exterior!

A partir do momento em que o rastreio fica travado nessa informação de "objeto encaminhado para o Brasil", os Correios não têm nenhuma responsabilidade, o atraso não é com eles. Vão dizer que a culpa é do serviço lá de fora, que eles não podem fazer nada. Mesmo que a encomenda já esteja aqui no Brasil, mesmo sabendo que o atraso é por conta da lentidão deles. 

Mas como eles têm o controle do sistema... É só não atualizar a chegada da encomenda no Brasil... Aí o relógio fica congelado. A encomenda, que era pra estar aqui em casa depois de aproximadamente um mês, vai levar pelo menos dois. Tanto que eu não consegui criar a reclamação no site deles, justamente por conta daquela mensagem lá em cima. É a forma deles dizerem "não é nossa culpa". 

Quando na verdade são esses filhos das putas desgraçados que estão enrolando.

Sabe o mais engraçado? Se eu pesquiso pela mesma encomenda no site do serviço postal norte-americano, veja só a última informação que aparece.


Perceba que essa última informação indica que a encomenda chegou sim ao Brasil, e saiu do aeroporto de Guarulhos, com destino certamente à Curitiba.

Então por que os calhordas dos Correios não atualizam essa informação lá no rastreio, caralho? Os americanos lá não têm como saber disso, a não ser que vocês tenham informado, seus filhos das putas! 

Isso só comprova que é realmente algo de má fé. Só isso explica o fato de que lá no site do USPS já consta como encomenda recebida no Brasil (e assim deixando de ser responsabilidade deles) enquanto que no site nacional aparece que ela ainda está a caminho (e assim, teoricamente, sem a responsabilidade dos Correios). Ou seja, a minha encomenda está no limbo, e não posso reclamar com ninguém! Tenho que enfiar os dez dedos no rabo e rasgar! 

É muita putaria mesmo... Digo mais uma vez, tem que privatizar essa merda. É um verdadeiro descaso com a população. Claro que deve ter gente de bem dentro dos Correios, e sei que os carteiros que fazem as entregas sofrem muito... mas tem ali por trás uma verdadeira máfia de cretinos, de sanguessugas que estão preocupados apenas com o interesse próprio e estão pouco se fudendo para a população. É um serviço péssimo, horrível, sem o menor comprometimento com a qualidade. 

Depois eu volto aqui, talvez depois de um mês, para contar como que esse caso terminou...

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Urubu Filho da Puta

Faz tempo que eu não escrevo sobre futebol por aqui. Confesso que estou perdendo o interesse, a qualidade dos jogos por aqui é sofrível, dá pena gastar uma hora e meia na frente de uma televisão vendo vinte marmanjos fingindo que jogam, e pior de tudo, ganhando uma grana preta sem fazer muita coisa. Realmente, acho que estou chegando num estágio de só me interessar por Copa do Mundo.

Mas eu não poderia deixar de comentar sobre um fato recente, na semifinal entre o meu Botafogo e o Flamerda.


Sim... de novo essa merda de chororô.

Os dois times disputaram uma das semifinais da Taça Guanabara, o primeiro turno do estadual, que os flamenguistas dizem que não vale nada quando os outros ganham e comemoram como se fosse um título mundial quando eles vencem. O Flabosta ganhou, algo que já era esperado pois o Botafogo está com um time todo bagunçado, ainda tentando se reorganizar depois da saída de muitos jogadores no final do ano passado. Vide a estúpida eliminação na primeira fase da Copa do Brasil para o Aparecidense... é, nem eu faço idéia de que time seja esse.

Enfim, os mulambos fizeram dois a zero, o  Botafogo descontou e no final, naquela correria de tudo-ou-nada por parte do time alvinegro, os urubus marcaram o terceiro que selou a partida. Até aí, nada demais. Se não fosse o atacante flamenguista Vinícius Júnior, que repetiu aquele gesto escroto do chororô pra sacanear o time alvinegro.


Lógico que gerou confusão, os jogadores botafoguenses partiram pra cima do urubuzinho, que precisou ser protegido pelos seus companheiros. Honestamente, correndo o risco de parecer um babaca... mas eu acho que faltou alguém acertar uma banda nesse moleque pra ele aprender.

Aposto que rubro-negros que estiverem por aqui vão me sacanear, vão dizer que eu estou sendo sim um babaca. Aliás, é quase que unânime nos jornais e programas esportivos que os jogadores botafoguenses exageraram na reclamação, que o Vinícius Júnior não fez nada demais, que a provocação faz parte do futebol, e outras baboseiras.

Por que eu acho tudo isso uma babaquice?

Sabe por quê? Porque parece que só o Flamerda é que pode sacanear os outros assim! Quando são os outros que provocam, aí vem todo aquele papinho de "ah, tem que respeitar a instituição do Flamengo", "ah, isso aqui é Flamengo, tem que ter respeito", "ah, vocês ficam comemorando nossa derrota"...

Vão tomar no rabo!

Esse Vinícius Júnior, que é um moleque, que só na cabeça dos urubus joga bola, só tá demonstrando o tipo de caráter dos jogadores formados na Gávea, que são arrogantes e metidos, quando na verdade não passam de uns merdas. É aquele tipo de gente que come sardinha e quer arrotar caviar. Mostra que vagabundo, metido, convencido e mau esportista, o Flamengo forma em casa. Em vez de jogar bola, fica aí de viadagem... Tomara que os times de fora, que por algum motivo estão de olho nele, repensem a idéia de contratar um jogador que desde novo já demonstra uma falta de hombridade e espírito esportivo.

Quer comemorar, tem tantas formas melhores de fazer isso... Primeiro gol dele num clássico, poderia ter celebrado de uma forma mais legal, valorizando mais o próprio feito... mas preferiu ficar marcado pela provocação contra o adversário. É aquilo que costumo dizer, flamenguista antes de comemorar suas conquistas, quer sacanear e humilhar os adversários. 

Depois não sabem por que tem tanta gente que odeia esse time fuleiro. Um timinho de merda, que só levou ferro ano passado, só passou vergonha e ficou no cheirinho.


Toda essa babaquice do chororô, lembre que surgiu depois de um jogo em que o Botafogo foi descaradamente roubado, tudo para permitir a vitória dos mulambos. Algo que acontece sempre, toda hora esses putos estão ganhando com ajuda externa, não é à toa que a CBF não quer usar árbitro de vídeo aqui, pois isso iria cortar um monte de lances roubados para os mulambos. Tenho pena do Boa Vista, que vai fazer a final, pois se os times grandes daqui são garfados quando jogam contra o Flabosta, imagina um time pequeno do interior?

Pra completar, agora vai ter a final... como o Maracanã está entregue às baratas, a confederação carioca veio então querer combinar com o Botafogo para oferecer o Engenhão para o jogo. Sério, isso mesmo que você leu. Pelo menos a diretoria do alvinegro respondeu com um singelo dedo médio, que não ia ceder o estádio para um jogo do Flamengo, por conta daquela provocação desnecessária do Vinícius Júnior.

Logicamente que a imprensa esportiva, tomada em quase sua totalidade por simpatizantes do Flamerda, vieram criticar a decisão do Botafogo, dizendo que é infantilidade. Infantilidade coisa nenhuma! Isso aí é respeito próprio, pombas! Os filhos das putas vão lá e sacaneam o Botafogo, e agora querem o estádio emprestado pra jogar? Vão se fuder!

Vai lá jogar no seu estádio, Flamengo! Ah, é... vocês não têm estádio... 


Vai jogar no aterro então, seus merdas! Que tipo de time é esse, que se acha a seleção da Alemanha, e sequer tem um lugar pra jogar? Bando de idiotas!

Enfim... podem ficar aí rindo, seus otários. Pode a Globo ficar puxando saco desse time medíocre, podem os torcedores ficarem se achando os melhores, podem os jogadores bancarem os convencidos. Algo que eu aprendi é que quem chora por último chora pior... e a mulambada ainda vai nos dar muitas alegrias, com mais eliminações e derrotas vergonhosas, pra vermos o Vinícius Júnior e todo o plantel rubro-negro chorar de tristeza.

Afinal, nesse ano o Flamengo está na Libertadores, e sabemos muito bem o que significa isso...


sábado, 10 de fevereiro de 2018

Repensar seus conceitos?

Realmente, não tem mais volta. A sociedade de hoje foi tomada por completo pelo ideal politicamente correto, com seus valores bonitinhos, cobertos de glacê de framboesa e granulado de tuti-fruti. Muitas pessoas aí com seus conceitos paz e amor, repletos de consciência social, incentivados pela mídia e pelos formadores de opinião que querem que todos sigam a cartilha do bem. Emocionante, não acha?


Será que eu sou mesmo o único que acha isso uma palhaçada?

A causa dessa minha postagem de revolta é motivada por alguns "comerciais" recentes da Vivo, empresa de telecomunicações e serviços de celular, que foram ao ar na virada do ano. Coloco entre aspas pois entendo que um comercial de TV ou mesmo de Internet geralmente tem o objetivo de divulgar os produtos e serviços do anunciante, para convencer o público de seguir a marca. Mas essas produções da gigante de telecomunicações não mostram nada do que vendem nesses comerciais, nem mesmo uma pista, quem não conhece vai ficar se perguntando o que a Vivo faz.

Em vez disso, a Vivo veiculou propagandas para falar de preconceitos, como essa daí.


Cada cena segue a mesma premissa: mostra ali uma pessoa que faz parte de um dos grupos sociais que é acolhido pelos politicamente corretos, com algo que parece uma caixinha de pesquisa do Google. Nela, colocam uma frase de cunho preconceituoso, e depois abaixo aparece aquele texto que vemos no buscador, com um "você quis dizer" seguido de outros adjetivos que buscam valorizar tais grupos.

Na boa, fiz questão aqui de replicar os textos que eles colocam, entenda que a palavra dita preconceituosa em negrito é substituída pelas outras em itálico:
  • Mostra um cara pichando um prédio, com a frase "Grafite é sujeira. Você quis dizer expressão, criatividade ou arte?"
  • Aparece um portador de Síndrome de Dawn praticando ginástica olímpica, e surge a expressão "Você tem limitações. Você quis dizer talento, potencial ou futuro?"
  • Surge a moça tatuada de braços abertos afrontando a polícia, seguida do "Manifestação é baderna. Você quis dizer atitude, direito ou liberdade?"
  • Vemos uma mulher gorda de biquini cheia de pose, e colocam o "Foto de biquini é sem noção. Você quis dizer autoestima, segurança ou confiança?"
  • Mostram um baile funk, com a mulher dançando de forma provocante, aparecendo "Funk é indecência. Você quis dizer ritmo, mistura ou cultura?"
  • Pra fechar, aparece a garota muçulmana com pano na cabeça brincando num balanço, e aparece a caixa dizendo "No meu país você é negada. Você quis dizer acolhida, feliz ou bem-vinda?"
Tem outros textos também que aparecem em outro vídeo, mas esse eu não consegui achar na Internet. Mas que seguem a mesma linha, falando de que não é errado um casal não ter filhos, de que não tem nada demais em uma pessoa idosa ficar tirando selfie e criticando a opinião de que uma mulher bonita só consegue emprego ou promoção por ser bonita.

Vamos lá então... 

Cansei de falar aqui dos politicamente corretos. Como disse acima, a sociedade hoje é tomada por esse ideal. São pessoas que se acham as mais perfeitas e certinhas do mundo, com corações puros e mentalidade aberta para a solidariedade e compreensão das diferenças. Trata-se de uma parcela da população, cada vez maior, que promove uma quebra de paradigmas e uma suposta luta contra o preconceito.


Fala sério...

Repito pela enésima vez o que eu sempre digo aqui: sou contrário ao preconceito. Em todas as suas formas. Sem exceção. Se formos olhar para o significado prático da palavra, preconceito quer dizer algo como um "conceito prévio" que você faz de alguém ou de algo, baseado em alguma informação ou característica, que geralmente é superficial e injustificada, considerada de forma apressada e inconsequente, e que muitas vezes não tem nada a ver com o conceito que se cria. Ufa!

Sim, achar que um negro é marginal só porque ele é negro, é preconceito, é errado. Dizer que a mulher é inferior ao homem só porque é mulher é errado. Para citar alguns exemplos que são muito difundidos. Mas também é preconceito dizer que um negro é um ótimo jogador de basquete só porque ele é negro, ou dizer que a mulher será uma ótima mãe só por que é mulher. Ou dizer que um japonês é bom de matemática só porque ele é japonês ou afirmar que um morador de favela é do bem só porque ele é morador de favela. Tudo isso é preconceito. Tanto quando ele é feito para depreciar como quando para exaltar.

Mas para o politicamente correto, apenas alguns preconceitos são ruins e merecem ser combatidos. Outros, acabam sendo desprezados e deixados de lado. Isso quando não são na verdade promovidos e incentivados. É o preconceito "do bem", aquele que ninguém acha ruim...

É como também já falei várias vezes aqui, o que torna um determinado preconceito aceitável ou não muitas vezes é o locutor, é quem o promove. O William Waack não pode dizer "é coisa de preto"; mas petistas chamarem o Joaquim Barbosa de "macaco" não tem problema...


Na verdade, eu estive pensando um pouco mais sobre essa questão de preconceito... Depois de um pouco de reflexão, eu acho que chegou um momento de repensar os meus conceitos...

Digo o seguinte: preconceito existe sim. E todo mundo tem preconceito. Sem exceção.


Pronto, a sociedade politicamente correta se desespera! Pois os bonitinhos aí são puros como um floco de neve, com o coração perfeito e isento de preconceitos. Tudo gentezinha paz e amor, livre de pensamentos ruins... e que agora devem estar me xingando de filho da puta e desejando que eu morra por conta disso que acabei de falar...

Mas honestamente, vamos olhar o significado da palavra "preconceito", algo que eu acredito já ter comentado por aqui, mas que não custa repetir. Existem várias definições, todas elas muito semelhantes, que descrevem a palavrinha mágica que está na boca da Vivo e de todo mundo. Segundo o dicionário, preconceito pode ser:
  1. Conceito ou opinião formados antes de ter os conhecimentos necessários sobre um determinado assunto;
  2. Opinião ou sentimento desfavorável, concebido antecipadamente ou independente de experiência ou razão; prevenção;
  3. Superstição que obriga a certos atos ou impede que eles sejam praticados;
  4. Atitude emocionalmente condicionada, baseada em crença, opinião ou generalização, determinando simpatia ou antipatia para com indivíduos ou grupos (que é a definição "social").
Ou, falando de forma mais coloquial, preconceito pode ser entendido como um "pré-conceito", uma idéia prévia que você tem de alguém ou alguma coisa, baseada geralmente em aspectos, características ou circunstâncias que na prática não tem nada a ver com a idéia assumida. Como mencionei lá em cima.

Baseado nisso, repito que todas as pessoas são preconceituosas. Pois certamente todo mundo já passou por situações onde formou uma opinião a respeito de algo ou alguém sem um real conhecimento a fundo desse algo ou alguém. 

Quer ver um exemplo? Imagina você vai visitar um amigo, e então ele te oferece um bolo como esse aí abaixo.


Claro, se você é um desses tarados fitness que se alimenta apenas com clara de ovo, frango grelhado e shake de proteína, não precisa falar nada, pois sei que pra vocês qualquer comida assim é veneno. Não encham o saco e deixem as pessoas normais responderem.

O que passa pela sua cabeça ao ver esse bolo? Aposto que deu água na boca, não foi? Parece muito apetitoso, deve ter dado uma vontade de saborear uma bela mordida, a ponto de besuntar os beiços, não é?

Eu se eu dissesse que esse é um bolo de merda?

Não me refiro a bolo de merda por ser de má qualidade. Mas por ter na lista de ingredientes uma porção generosa de bosta de cavalo. 


Tá vendo? Esse é um exemplo de preconceito. Tá certo que eu exagerei, mas não tenho dúvidas que você entendeu o que eu quis dizer. Baseado na aparência, você assumiu que o bolo é gostoso, que tem um bom sabor. Mas tal conceito está errado, na hora em que você provar uma garfada iria se dar conta de que o gosto é ruim. Uma opinião concebida antecipadamente sem os conhecimentos necessários, justamente como a definição de preconceito diz acima.

E observe que vale para os dois lados, existe o preconceito positivo e negativo por assim dizer. Poderia ser um bolo com uma péssima aparência, como se tivesse sido cuspido, mas que na verdade tenha um gosto sensacional.


Por isso que digo que todo mundo é preconceituoso, pois o ser humano em muitas ocasiões se deixa levar por primeiras impressões ou por opiniões alheias, na hora de formar um determinado conceito sobre alguém ou alguma coisa. Claro que muitas vezes essas opiniões podem nascer baseadas em observação e pesquisa (por exemplo, ninguém precisa enfiar o dedo no fogo pra saber que ele queima), e não estou dizendo que uma primeira impressão ou a sugestão de outras pessoas sejam sempre erradas, e lógico que há situações em que formamos a opinião de forma imediata, sem uma avaliação aprofundada, e acertamos.

Em outras palavras, existem horas em que somos preconceituosos e chegamos ao conceito real sobre algo ou alguém.

Só que as pessoas politicamente corretas não aceitam isso. Repito, são criaturas que se acham perfeitas e plenas, que jamais teriam preconceito por ninguém. O problema é que esses politicamente corretos são um bando de hipócritas, pois eles sim são dotados de preconceitos, e daqueles realmente que são degradantes e nocivos, principalmente contra aqueles que pensam diferente deles, ou que na concepção deles oprimem os grupos sociais marginalizados e prejudicados de sempre... mesmo quando não há nenhum tipo de opressão. E também praticam o "preconceito positivo" de forma indiscriminada, em defesa desses mesmos grupos sociais marginalizados.


Como já falei... para essas pessoas politicamente corretas, preconceito é sempre algo ruim e condenável... apenas em determinadas situações e contra certas pessoas. Em outras, não tem problema, é o preconceito "do bem".

Tudo bem, podemos até dizer que existem diferentes formas de preconceito. Como falei ali em cima, existe o preconceito positivo e o negativo. Isso é pautado justamente na conclusão e observação que você faz, tem a ver com o conceito que você forma sobre algo ou alguém em relação ao real. Volto ao exemplo do bolo, ao ver aquela torna bonita e chamativa, temos um conceito positivo em relação ao seu sabor; agora, quando vemos aquela gororoba bagunçada, já passa a ser um conceito negativo. E em ambos os casos, podemos estar certos ou errados: o bolo bonito pode ser gostoso ou uma merda, e o bolo feio pode ser gostoso ou uma merda.

Preconceito é isso. Uma opinião formada previamente, e que pode estar certa ou errada. Algo que todos nós fazemos no dia-a-dia, muitas vezes sem perceber.

Novamente, os politicamente corretos vão discordar disso. Lógico, pois na cabeça deles o que se caracteriza como preconceito é apenas a opinião "supostamente" errada que é formada sobre determinados grupos sociais. Todo o restante, é aceito de forma natural. Não é preconceito.

Coloco o "supostamente" entre aspas, pois é assim mesmo, é algo que os politicamente corretos promovem com seus discursos de "tolerância" e "aceitação". Para eles, preconceito é quando um branco supostamente forma uma opinião negativa sobre um negro, pelo simples fato desse cidadão branco ter dito ou feito algo que pode na prática não ser racista, mas que, na interpretação dos defensores dos fracos e oprimidos, é algo equivalente a dar uma chibatada.

Já citei esse exemplo aqui: imagina um processo seletivo, onde no final temos dois candidatos, um branco e um negro. Terminada a última etapa, a empresa escolhe o branco.

Politicamente corretos vão se desesperar. Vai aparecer aí o Lázaro Ramos e a Taís Araújo difamando a empresa por ser racista, e ter dado a vaga para um branco em vez de um negro.


Mas, pôrra! Baseado em quê vocês vão afirmar isso? Será que é tão impossível assim que na hora da entrevista o candidato branco tenha se saído melhor que o negro? Será tão difícil que o currículo do branco tenha itens que o empregador considera necessários para o cargo, que o negro não tenha? Por que sempre que em uma situação em que o branco supera o negro, aparecem esses babacas aí dizendo que é racismo? Cacete, vão tomar dentro!

É como se o negro por definição fosse superior ao branco, e se ocorre alguma situação onde o branco o supere, é racismo. Combatem o suposto racismo com racismo declarado. Repito, é o preconceito "do bem"...

Não estou dizendo que não exista racismo. Não estou afirmando que seja impossível que o entrevistador seja preconceituoso e elimine o negro só por ele ser negro. Mas também é preconceito assumir que essa seria a única razão... É um conceito prévio que se faz do empregador, assumindo que ele seja racista pelo fato do negro não ter sido contratado. Independente de ser verdade ou não.

Acho que estou ficando um pouco redundante... Mas quero muito reforçar essa questão. Sei que é uma opinião muito forte, ninguém deve gostar de ser chamado de preconceituoso. Acontece que se pensamos de maneira fria, isso acaba acontecendo sim. E não é necessariamente uma coisa ruim. Muitas vezes, um determinado preconceito que formamos é pautado na auto-preservação, com o objetivo de sobrevivência.

Suponha a seguinte situação: você está caminhando na rua, e de repente você vê um pitbull correndo em sua direção. O que você iria fazer?


Aposto que muita gente aqui ficaria com medo, imaginando que o cachorro viesse a atacar. Agora, por que alguém pensaria isso? Não é de graça, não é à toa: sabemos muito bem que o pitbull é um cachorro forte, tem uma mordida pesada, e tende a ser agressivo em muitos casos. Além disso, existem muitos relatos de pessoas que foram atacadas por pitbulls. Com tudo isso, com base em todas essas informações e opiniões, acaba sendo natural que a maioria das pessoas forme um preconceito a respeito do pitbull que se aproxima, imaginando que ele venha a ser violento.

Mesmo que ele seja mansinho... Mesmo que o dono diga que ele não morde... Muita gente não iria arriscar.

Eis um caso de preconceito canino. De uma forma fria, avaliando sob um ponto de vista mais gramatical e do significado da palavra, é a mesma coisa quando vimos aquele bolo bonito ali em cima que na verdade era feito de merda.

"Ah, mas com as pessoas é diferente!" alguém vai dizer... Vamos lá então, e vou fazer questão de provocar polêmica.

Imagine que você está andando na rua, numa boa. Tipo, no centro do Rio de Janeiro, ou no calçadão em um domingo. Você está caminhando, quando então alguns metros na frente você percebe um grupo de adolescentes, negros, de bermuda e chinelo, alguns sem camisa, e que olham para você com atenção.


O que você faria?

Sei que vão me chamar de racista... Mas eu iria desviar, iria para a outra calçada se possível. Ou, caso não tivesse como me desviar, iria ficar atento, segurando com firmeza os meus pertences, provavelmente iria parar e deixar eles passarem, só dando as costas depois que eles estivessem longe.

Vão lá, politicamente corretos. Podem me chamar de racista.

Mas por que eu faria isso, da mesma forma que muitos fariam também (embora alguns possam não admitir)? Por segurança, como prevenção. Afinal de contas, a grande maioria dos furtos de rua é praticado por grupos que se enquadram exatamente na descrição acima. Dizer isso não é racismo, é estatística, é fato. Estou falando alguma mentira? Ou a maioria dos assaltos no centro do Rio é feita por brancos, loiros, de olhos azuis e vestidos com terno e gravata?


Antes que continuem a me chamar de racista, estou usando um exemplo bem comum. Afinal, esse é o exato estereótipo de pivete. Mas, eu vou praticar o mesmo preconceito auto-preservativo se eu vir um grupo suspeito composto apenas por brancos, vou fazer tudo igual.

Eu admito que eu posso estar cometendo um engano em algumas situações. Por exemplo, podem ser adolescentes de bem voltando da praia, nada demais. Mas eu posso também estar certo, e essa minha atitude pode evitar que eu seja assaltado. É sim um preconceito, mas que se trata de auto-preservação, não é racismo. Ou será que eu preciso ser politicamente correto e não me desviar dos adolescentes negros? Será então que eu sou obrigado a arriscar a minha segurança para que não pensem que eu sou racista?

Provavelmente os politicamente corretos vão dizer que sim. E se eu for assaltado, provavelmente será culpa minha e do capitalismo: afinal, na cabeça dos puristas de esquerda, o assaltante é induzido a assaltar por conta dos ideais maléficos capitalistas, que o faz desejar ter aquilo que ele não tem, e eu também sou responsável pois se tenho algo eu estaria induzindo a inveja nesse bandido... O ladrão não tem culpa, como aquela "filósofa" idiota petista disse, ao justificar a lógica de um assalto.


O mais engraçado de tudo é ver que esses socialistas do Leblon pensam isso mesmo. E fazem questão de divulgar isso em postagens e vídeos feitos em seus iPhones, enquanto tomam um latte na Starbucks em Manhattan...

Mas vamos fazer o seguinte. Vamos mudar um pouco os personagens. Vou agora criar uma nova historinha, e peço atenção especialmente daqueles que têm filhos.

Imagine que você está com seu cônjuge em um parquinho infantil, juntamente com sua prole. Para fins do exercício, considere que seja uma menina, toda feliz com seu vestidinho de princesa. Vocês estão sentados em um banco próximo, enquanto sua filha está lá nos brinquedos, junto com outras crianças. Tipo, brincando no escorregador, no balanço e naquelas barras para ficar subindo.

Aí você percebe um homem adulto, que está ali em pé próximo das crianças, observando-as. E em diversos momentos olhando para sua filha com atenção...


O que você faria?

Pois é, eu aposto que a imensa maioria das pessoas, tenham elas filhos ou não, ficaria preocupada com tal situação, se perguntando o que aquele homem estava fazendo ali. A primeira coisa que pensariam é que se trate de um pedófilo, de um abusador de crianças, não duvido que muitos pais iriam se levantar e buscar a sua filha, afastando-a do olhar do sujeito. Talvez até alguns mais extremos iriam lá tirar satisfação com o cara.

Nessa hora, alguém vai falar de preconceito? Duvido.

Em uma situação dessas, aí parece valer o sentimento de segurança e auto-preservação. É aceitável formar um "pré-conceito" do indivíduo, é admissível assumir que o cara é um pedófilo. Mesmo que não seja, pode ser o pai de uma das outras crianças, pode ser um pediatra que está observando o risco que elas estão correndo em certos brinquedos, pode até ser um pai que perdeu a sua filha por conta da violência e está ali com um sentimento de tristeza e nostalgia. Como pode ser sim um pedófilo, que está querendo ver as calcinhas das meninas, que se tiver a oportunidade até poderia fazer uma investida.

Só olhando pro cara, não tem como saber. Nenhum pedófilo anda por aí com uma placa pendurada no pescoço...

Por isso, ninguém vai arriscar, ninguém vai pagar pra ver, ninguém vai se preocupar em estar tendo um preconceito errado a respeito daquela pessoa, pois a segurança e bem-estar de sua filha é mais importante. Afinal de contas, um homem adulto, sozinho, em um parque infantil, observado crianças, é uma atitude suspeita, observada em muitas situações de crime de pedofilia. É algo que já vi até em redes sociais, pais e mestres dando conselhos para afastar os seus filhos dos olhares de gente suspeita assim, por se tratar de um típico comportamento de um molestador de crianças.

Agora, pergunto o seguinte: por que nessa situação não há problema em tomar uma atitude auto-preservadora por conta da possibilidade do homem ser um pedófilo, mas é inaceitável que alguém se desvie de um grupo de adolescentes negros sem camisa que podem ser pivetes?

Ambos os casos são de preconceito, de opiniões formadas a partir de características em geral externas e por conta de observação e sugestões alheias, e que buscam a segurança própria ou de entes queridos. Mas um deles é considerado como aceitável e outro é definido como racismo...

Alguém consegue me explicar?


Ou será que na mentalidade politicamente correta, o preconceito é aceitável em certas situações e em outras não? Será que se a pessoa se enquadrar em um determinado grupo social de interesse (negro, mulher, homossexual, pobre, etc), não pode ser vítima de preconceito?

Tá bom então... Repassemos pela história das criancinhas brincando no parque e aparece um adulto suspeito ali olhando. Mas, vamos fazer o seguinte: eu não tinha dito qual era a cor da pele dele, embora muitos provavelmente assumiram que era branco por conta da imagem que coloquei. Ou até mesmo por conta de preconceito, de achar que só existe pedófilo branco...

Me digam então como que seria, se o homem fosse negro?


Ih, aí a cabeça dos politicamente corretos entra em parafuso! Adoro fazer isso.

O grande problema da sociedade politicamente correta hoje em dia é enxergar racismo onde não há. Na verdade, o que define os conceitos de certo e errado para essa gente não são os conceitos em si, mas os personagens envolvidos na situação. Tomando o exemplo dos negros, existem horas que os politicamente corretos se interessam em levantar a bandeira do racismo, mas em outros momentos não. Depende de quem é o negro que está sofrendo esse racismo, e depende também de quem é a pessoa que está praticando o racismo.

No final, conta de que lado cada um está, vale mais a orientação política e social do "criminoso" e da "vítima". Não importa o que seja, os politicamente corretos sempre estarão defendendo os seus aliados, os seus semelhantes, independente de qual posição se encontre. Não há racismo quando este é praticado contra alguém que pense de maneira diferente, não há racismo quando este é praticado por alguém que seja politicamente correto.


Repito, todo mundo pediu a caveira do William Waack por conta do "é coisa de preto", pois ele representa a Globo, suposta inimiga da esquerda (apesar de ser sua aliada e grande defensora do politicamente correto). Mas ninguém se sensibiliza com o fato do Joaquim Barbosa ser chamado de "macaco" ou "preto de alma branca", pois ele foi o grande responsável pela punição ao mensalão do PT.

Mulheres feministas aplaudiram a punição ao Bolsonaro, por ele ter dito algo que na cabeça delas era machista, contra a Maria do Rosário, por acharem que ele incentivou a cultura do estupro. Afinal, ele é conservador, inimigo da esquerda liberal. Mas as mesmas mulheres, incluindo a Maria do Rosário que se diz defensora dos direitos femininos, ficaram caladas diante de declarações daquele professor sobre a jornalista Rachel Scheherazade, que desejou que ela fosse estuprada. Mas aí não tem problema, pois ele é professor de universidade federal, e ela uma crítica ferrenha da esquerda.

Pessoas dizerem que o Pablo Vittar é uma droga de cantor, ou mesmo chutarem o balde e dizer que ele não passa de uma bicha transformista que quer aparecer, isso é considerado intolerância, é homofobia, é falta de respeito. Por outro lado, o Lula chegar num evento em Pelotas e dizer que aquela cidade é famosa por exportar viado, ninguém se sentiu ofendido, pois é o Lula, o Lula pode tudo.

Enfim... o mundo está se tornando muito politicamente correto. E politicamente correto é hipócrita. Politicamente correto não é algo que classifica a atitude em si, mas sim quem a pratica. O politicamente correto está interessando em defender a sua agenda, a sua opinião, e aqueles que pensam diferente são considerados retrógrados, inimigos a serem derrotados.

E é nesse ponto que os comerciais da Vivo perdem a noção e a coerência. Pois suas mensagens são visivelmente parciais, olhando para apenas um dos lados das questões, tomando sempre o partido de determinados grupos. Ou então fechando os olhos para a realidade, ao fazer um esforço para defender grupos e coisas que são de simpatia da cartilha politicamente correta.

Por exemplo, dizer que funk não é indecência, mas sim cultura... Me perdoem, mas vão se fuder. Vejamos um "exemplo" da mais singela cultura que é o funk, nos versos de Valesca Popozuda em uma música chamada "Fiel é o Caralho!", em que tentei dar uma maneirada em algumas palavras...

Aí, sua encubada!
Você fala que é fiel
Fica cheia de gracinha
Mas eu já te dei o papo
Que a p(...) dele é minha
Falou que ia me pegar
Você vai tomar no c(...)!
É o bonde das amantes
Caçadoras de p(...)
 Fiel é o caralho!
Você é empregadinha
Lava, passa e cozinha
Mas a p(...) dele é minha!
Falou que ia me pegar
Você vai tomar no c(...)
É o bonde das amantes caçadoras de p(...)
Já saí com o alex
E já namorei o rodrigo
Mas no final da noite
Vou comer o seu marido
Você fica nervosa
Fica toda irritadinha
Mete o dedo no c(...)
Pois a p(...) dele é minha!
Fiel é o caralho

Realmente... cultura da mais alta qualidade... De quebra, deve ser outro hino das feministas. E esse ainda é um dos sucessos dela relativamente mais comportados.

Outra, é quando eles falam dos imigrantes serem bem-vindos. Da mesma forma que a maioria da sociedade politicamente correta, quando se fala de imigrante parece que a única coisa que pensam é nos sírios e demais muçulmanos. Não que eles não sejam dignos de nossa solidariedade, não é isso. Mas parece que eles são os refugiados com "pedigree", já que fogem de um país que está sendo bombardeado pelos Estados Unidos (e pela Rússia também, mas essa é convenientemente ignorada), e também pelo fato de governos europeus de direita e o Trump terem manifestado interesse por um maior controle nesse êxodo, limitando a quantidade de refugiados que entram em seus países.


Tudo isso associado a uma suposta xenofobia. Não nego que sim, existem pessoas xenófobas e que acabam sendo agressivas contra esses imigrantes. Mas também não podemos ser exagerados a ponto de achar que um maior controle de imigração seja xenofobia. É necessário sim um controle, para que não entrem mais imigrantes do que o país possa suportar, assim como para assegurar que as pessoas que estão entrando não sejam criminosas. Não tem nada de racismo nisso.

Mas para a Vivo e para os politicamente corretos, os imigrantes sírios são todos bonzinhos, são todos dignos de nossa pena e precisam ser aceitos de forma incondicional. Quem não aceitar isso, quem não se sensibilizar com a situação deles, é um filho da puta de um racista.

Agora... e os refugiados da Venezuela?

Engraçado... Esses aí quase não aparecem nas notícias, ninguém fala deles. Não vejo a Vivo colocando eles na propaganda, não vejo os grupos politicamente corretos se solidarizando com a situação dessas pessoas, não escuto ninguém criticando o que está acontecendo na Venezuela. Pode não ser uma guerra como na Síria, mas sem dúvida ali tá tudo péssimo. Mas sempre quando se fala de refugiados, os venezuelanos nunca são lembrados. Por que será?


Repito... existem refugiados com pedigree. Agora, se está fugindo da Venezuela, de Cuba ou da Coréia do Norte... aí não conta.

E assim segue para as outras propagandas, onde sempre é possível perceber uma certa parcialidade, juntamente com uma postura hipócrita dos politicamente corretos que curtiram os vídeos. Condenar a gordofobia, apenas quando a vítima é mulher, enquanto que homem gordo é esfomeado, desleixado e não se preocupa com a saúde. Dizem defender o direito de se manifestar, mas quando é passeata pedindo a prisão do Lula dizem que são reacionários, que são contrários à democracia, que são coxinhas golpistas. Defendem o grafite como demonstração cultural quando picham prédios alheios, mas o pichador e seus simpatizantes não querem ninguém sujando o muro de suas casas, e não falam de liberdade de expressão quando picham a estátua do Zumbi...

Enfim, a postagem está ficando grande. Mas acredito que deixei bem claro o meu ponto. Eu acho que sim, devemos rever os nossos conceitos de uma forma fria e plena. A começar por reconhecer que preconceito, no sentido real da palavra, é algo natural e que todos nós fazemos em determinadas oportunidades. Não é incomum formarmos opinião sobre alguém ou alguma coisa baseado em uma observação superficial e prematura, como mostrei nos vários exemplos acima. Vão haver situações de um preconceito mais positivo em relação à realidade, e em outras será um preconceito mais negativo em relação à verdade. Algumas vezes, estaremos certos; outras, estaremos errados. E em certas situações vamos conviver em formar um conceito prévio, mesmo que incorreto, quando a nossa segurança e bem-estar estão em jogo. Não há nada de errado nisso.

Logicamente, o preconceito difamatório, aquele que fazemos contra certas pessoas de forma negativa (ou seja, o conceito mais comum de "preconceito"), é algo que devemos combater. Não é justo, não é certo julgar alguém mal pela cor da sua pele, gênero, idade, orientação sexual, religião, nacionalidade ou qualquer outra característica assim, de graça. Entretanto, devemos combater todas as formas existentes desse tipo de preconceito, e não apenas aquelas que sejam as mais chamativas, aquelas que ficam bonitinhas no bloco do Fantástico ou no Facebook. Combater esse tipo de discriminação deve ser algo feito de forma plena, sem parcialidade e sem hipocrisia.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Apaixonite Aguda IV

Sou um texugo deprimente... Eu admito, tem horas que eu me olho no espelho e vejo um verdadeiro paspalho monocromático, que de quebra tem ainda um coração mole a ponto de sofrer apaixonite aguda quase que diariamente. Sei lá, acho que é o caminho para a demência, depois de tanto buscar uma companheira texuga e sempre quebrar a cara, aí eu acabo tendo esses meus momentos toscos de me apaixonar por coisas como capas de revista ou outdoors.


E o pior, depois ainda venho aqui pra compartilhar a minha vergonha...

Mas tudo bem, acho que um grande passo é aprender a rir de si mesmo, e achar graça de como são as coisas. Nesse aspecto, em diversas vezes eu já passei por casos de apaixonite aguda. Acredito que todo homem solteiro passa por isso, talvez até mesmo os acompanhados, embora eu ache que eles deveriam era focar e ter olhos apenas para as suas companheiras. Atire a primeira pedra o sujeito que nunca ficou ali encantando com a garota bonita que viu no vagão do metrô, lanchando na praça de alimentação do shopping ou caminhando pelos corredores da faculdade. 

Pra esclarecer, não estou me referindo à olhada sacana, à babada primitiva e ao contorcionismo de pescoço que a maioria dos homens fazem. Não é a isso que me refiro, estou dizendo aquelas situações onde ficamos genuinamente encantados por uma moça, não apenas pela sua beleza, mas pelo seu charme, pelo seu olhar doce ou risada contagiante. Quando falo de apaixonite aguda não significa putaria, mas sim algo mais comportado e respeitoso, uma admiração mesmo.

Provavelmente nessa hora serei chamado de machista pervertido pelas feministas, que consideram qualquer atitude de um homem como algo agressivo e opressor. E serei chamado de boiola e viado pelos homens, que acham que esse tipo de pensamento é coisa de fresco. Mas que se danem.


Já escrevi sobre isso aqui três vezes: na primeira, me derreti pela capa de uma revista feminina e por outdoor de loja de roupas; a segunda vez foi novamente por conta de uma capa de revista, dessa vez de saúde e boa forma; e na terceira eu fiquei extasiado por conta de cartazes de uma festa noturna com uma loira bem atraente pra chamar atenção.

E agora volto aqui para mais uma postagem semelhante... e que curiosamente tem o tema de ensino superior como pano de fundo.

Começou com uma andança pelo bairro de Botafogo. Que todos sabemos que é um bairro quase que de passagem, tanto que ali tem uma rua chamada Rua da Passagem. E que não é fácil passar por ali certas horas do dia, por conta das vias estreitas e com a contribuição de muitos colégios que geralmente bagunçam o trânsito. Estava eu lá num busão, que felizmente tinha ar condicionado, pensando na vida, a caminho de um médico se não me engano. Quando ele fez aquela curva para a direita depois da Pinheiro Machado, pra pegar a Muniz Barreto e seguir em direção à Zona Sul. O trânsito estava uma merda, e o coletivo vinha vagaroso pela rua, passando em frente da Facha, as Faculdades Integradas Hélio Alonso. 

E lá tem um mega outdoor como esse aí, convidando as pessoas para estudar, que é certamente pautado na questão das diferenças, trazendo ali supostos alunos de todos os gêneros, raças e estilos... e aí eu fiquei hipnotizado. 


No meio de todos aqueles rostos, me chamou a atenção a garota ali no meio entre os dois sujeitos de cabelo rastafári, que é a mais nova moda capilar masculina, junto com a barba exagerada. Caramba, fiquei congelado! Que sorriso meigo e marcante! Tudo bem que a loirinha à esquerda é simpática também, até mesmo a ruivinha lá na ponta tem o seu charme apesar do estilo alternativo, mas essa morena do meio é de deixar meu coração batendo mais forte.

Vale a pena aplicar um zoom na donzela.


Me apaixonei de verdade...

Passei por ali várias vezes ultimamente. E sempre me viro para admirar a doce e cativante mocinha, com seu olhar jovial e feliz, seu sorriso meigo e delicado, suas feições de princesa. Também já a vi em alguns cartazes colados atrás de ônibus, em uma versão reduzida do mesmo outdoor.

Eu sei que me cativo muito facilmente. Repito, não estou pensando bobagem. Eu sei que tem horas que estamos na rua e vemos uma mulher que chama a atenção por sua aparência, mas em geral é só aquele flerte rápido, que alguns minutos depois passa. Nesse caso não... Não sei como, dava pra perceber uma certa doçura nessa jovem, como se a sua expressão fosse bem transparente, demonstrando uma doçura e delicadeza que é cada vez mais raro nas mulheres hoje em dia.

Pior que eu sou tão tosco, e aí para essa postagem comecei a buscar por propagandas da Facha, até mesmo na página do Facebook. E pra minha surpresa e encanto, a simpática moça parece ter feito várias fotos de publicidade para a instituição.


Realmente uma gracinha! Ainda mais pelo fato que nessa foto podemos ver ela de corpo inteiro, e ao lado do sujeito acima fica a impressão de que ela deve ser baixinha, a menos que o cara seja da altura do Shaquille O'Neal. E mulher baixinha é algo que esse texugo acha ainda mais encantador.

Nessas horas quando vemos propagandas a primeira idéia que passa é de que quem está ali são atores e atrizes, que personificam algum personagem para a propaganda, no caso, representando estudantes de faculdade. É algo perfeitamente normal, muitas vezes chega a ser engraçado se dar conta que o cara que uma hora personifica um frentista de posto de gasolina e depois aparece outra hora como gerente de banco. E muitos deles ficando marcados, de forma positiva ou negativa, por conta de uma determinada propaganda. Por exemplo, o cara do Bombril, que não importa o que anunciava, sempre lembrava a audiência de palha de aço e lavar a louça... 


Acontece que nesse caso particular da propaganda da Facha não foi bem isso que fizeram. Como pode ser visto aqui nessa página deles, na verdade a faculdade convida alunos de verdade para fazer o material de publicidade. Algo que eu acho até legal, demonstra uma valorização do corpo discente que está ali cursando. Além disso, considerando que a instituição é bem reconhecida no campo de comunicação e marketing, serve como uma boa divulgação da qualidade do seu ensino quando eles próprios fazem a propaganda.

E, logicamente... deve sair mais barato do que contratar por fora, não é?

Com isso, podemos nos dar conta de que a mocinha simpática da propaganda é de fato aluna da faculdade, e se chama Ana Rita, um nome muito bonito por sinal. Tem até videozinho do making of, aqui.


Pois é... Mais uma vez esse pobre e estúpido texugo fica aqui nutrindo uma apaixonite sem futuro... Penso em como sou deprimente, me encantando com uma garota que simplesmente apareceu em um outdoor de faculdade. Como se eu fosse ter alguma chance, provavelmente uma moça como essa já tem um namorado muito mais bonito e interessante do que eu, e mesmo que não tivesse dificilmente iria pesar em dar uma chance para um texugo idiota...

Tem horas que é assim mesmo, fico nessa fossa e desânimo. Sei lá, deve ser o momento, tem horas que reflito um pouco sobre a vida, analisando o que fiz e o que farei, e bate essa sensação meio doída, ainda mais vendo amigos e colegas da minha idade construindo famílias, enquanto eu fico só quebrando a cara.

Mas, fazer o quê? Bola pra frente, e vamos ver se um dia eu paro com essa de ficar me apaixonando por capa de revista ou outdoor de propaganda, e encontro uma mulher que me valorize. Até lá, deixa eu ao menos admirar e me encantar com a mocinha da Facha.


Pelo menos até eles trocarem o outdoor...

sábado, 27 de janeiro de 2018

Super Amigos - Os Monstros Estão Chegando

Vamos aqui mais uma vez com um episódio de nossos grandes amigos de capa, os Super Amigos. Eu às vezes acho que é covardia fazer piada com uma animação que não tem a menor pretensão de ser sério e que beira o ridículo. Mas sem dúvida é engraçado ver como que conseguiram bolar uns desenhos hilários, com piadas prontas que me fazem duvidar se os produtores tinham mesmo a idéia de fazer uma série pra valer. Hoje é o dia da história Os Monstros Estão Chegando.


Cabem dois comentários antes de começar. Esse episódio foi sugestão de um leitor que acompanha o blog, uma das raras ocasiões que eu atendo pedidos. Mesmo porque o Lula poderia contar na sua mão quantos pedidos já chegaram no meu site. Mas é legal que tem gente curtindo aqui, e que eu não sou o único que leio meu blog.

E a outra coisa pra comentar é que esse é um daqueles episódios mais longos, de vinte minutos. Antes dos novos heróis como El Dorado e depois daqueles adolescentes escrotos, mas já com os Super Gêmeos. E com a presença do Aquaman...


Assim, se preparem para uma postagem meio grande, no estilo daquela do Falcão Azul. Mas vale a pena.

Começamos no centro espacial Kennedy, onde o narrador diz que está um ótimo tempo para o lançamento de um foguete que colocará o novo satélite da Globo no espaço. Acho que o sujeito tem um conceito meio absurdo de "ótimo tempo", ao vermos que o céu está todo encoberto e escuro, como se o furacão Irma estivesse vindo ali.


A contagem regressiva para o lançamento se aproxima do fim, embora eu não faça idéia como que o foguete vai subir se a plataforma o abraça daquele jeito.


Mas isso não parece incomodar os engenheiros da Nasa, posicionados ali com um alinhamento sincronizado de cabeças que só vi antes nas cartelas de Comandos em Ação.


O foguete é lançado, subindo em câmera lenta naquilo que imaginamos ser apenas mais uma operação de rotina para a agência espacial que já havia colocado o homem na Lua algumas vezes. O que poderia dar errado?


Logo aparece na tela uma mensagem de emergência, dizendo que o foguete não está com velocidade suficiente para alcançar a órbita. Nisso que dá confiar na gasolina comprada no Posto Ipiranga.


Vendo que o foguete provavelmente iria cair em alguma cidade ou outro lugar populoso, e temendo que o Trump achasse que tivesse sido um ataque do coreano gordinho, os caras decidem apertar o botão de auto-destruição, para assim evitar qualquer problema. Mas adivinha? O sistema também estava com defeito!


Puta merda, Nasa! Vocês já foram melhores...

E pra completar, a ponta do foguete (que mais parece o bico de uma cola Polar) explode, jogando longe o satélite genérico. Curioso observar como que em todos os desenhos os satélites têm esse formato, de uma bola cheia de anteninhas. E mais curioso ainda é o fato desse ser o design do Sputnik, primeiro satélite russo, mostrando que os desenhos da Hanna-Barbera não sabem nada de história da corrida espacial. Mesmo ela tendo acontecido há poucos anos atrás.


Sério... o desenho é de 1977, menos de dez anos depois do homem ter pisado na Lua... É curioso pensar que estamos falando de um desenho de 40 anos de idade, não acha?

Lá do outro lado da América, no Vale da Morte, o satélite finalmente encontra o chão, quicando como uma bola de praia e fazendo "boing", como você espera que um apetrecho espacial metálico faça ao cair no solo.


Não sei explicar porque, mas depois de quebrar começa então a sair uma radiação de dentro do satélite. Parece que na verdade a Nasa estava era querendo jogar lixo radioativo lá pro espaço sideral, isso sim!


E se tem uma coisa que os desenhos nos ensinaram é que quando algum ser vivo é atingido pela radiação...


... ele fica gigante e com sede de destruição. O Godzilla está aí pra comprovar.


Enquanto isso, na Sala de Justiça...


Nossos grandes amigos Zan e Jayna estão dando uma arrumada no armário para a limpeza de verão, quando encontram algumas tintas e pincéis, da época em que Zan queria pintar nu artístico mas só apareceram sujeitos querendo ficar pelados na frente dele. Quem estava usando aquela droga?


Claro, tinha que ser o Gleek, que está pintando um prato com bananas. Pois ele é um macaco, e não se interessa por nada além de bananas, como pensam os roteiristas sem originalidade... E nunca entendi porque os pintores precisam fazer esse joinha enquanto pintam.


E o acéfalo conseguiu a proeza de pintar na verdade é o seu dedo na frente das frutas. Mais uma demonstração do humor café com leite das animações da época.


Logo o alerta começa a tocar e o Batman liga a televisão. Nela, aparece um dos protagonistas do Chips, que conseguiu achar uma câmera no meio do deserto pra posar para essa chamada, dizendo que existem monstros gigantes passeando por ali e destruindo tudo, e vai sobrar pra ele, que é o patrulheiro do dia, limpar a zona toda.


Interessante ver como é a tecnologia no Super Amigos: o sujeito consegue fazer uma transmissão ao vivo como se estivesse em um iPhone, mas pra passar o áudio precisa de um walkie-talkie que parece ter sido roubado de um museu.

O Super-Homem diz que aquele era um assunto pra homens, dizendo que ele, Batman, Robin e Aquaman deveriam ir pra lá o mais rapidamente possível. Não sei de onde que ele está tirando que o Menino Prodígio podia ser considerado como homem, mas acho que o Batman não toparia ir em lugar nenhum sem seu puxa-saco juvenil...


Apesar da demonstração machista, a Mulher Maravilha e Jayna (que parece ter perdido metade de seu corpo por conta da preguiça do desenhista) não reclamam, talvez por nojinho de monstros. E Zan também parece não ter contestado muito o fato de que o Homem de Aço considerava o Robin mais homem que ele. Os três apenas concordam em ficar na Sala de Justiça, limpando as cortinas e fazendo a janta, enquanto os homens vão trabalhar.


Instantaneamente, os quatro chegam lá na região do chamado, e só encontram um monte de casas destruídas. Robin acha que foram os tais monstros gigantes que fizeram isso, mas o Batman manda ele se fuder, pois não tinha na região nenhum bicho daquele tamanho, e se tivesse eles não iriam perder tempo com uma favela. Provavelmente, aquela zorra ali tinha sido causada por flamenguistas depois de mais uma eliminação.


Logo eles escutam um urro e o Super-Homem se prontifica em ajudar, pois apenas ele tem a super-força necessária pra arrebentar algumas tábuas de madeira velhas. 


Atrás da tábua, está um capiau que fica puto por terem destruído a parede de seu barraco ali à toa. Aquele urro não era porque ele estava preso, mas sim poque estava com uma caganeira que borrou toda a sua cueca.


Ele explica então que um "largarto" gigante havia aparecido do nada e destruído a comunidade. O Batman o corrige, dizendo que "largarto" era a puta que pariu e que achava que aquele cara estava era bêbado. O Aquaman lembra que o carinha da Chips ainda estava perdido, e sugere que eles façam como a turma do Scooby Doo e se dividam para localizá-lo... Algo muito prudente quando existe a possibilidade de monstros gigantes por ali.


O Super-Homem, egoísta como só ele, decide ir sozinho pra dar uma vasculhada pelo deserto, dizendo para seus amigos pelo moderníssimo telefone que só encontrou areia. Só que de repente o chão começa a tremer.


E aparece uma minhoca gigante, saindo de dentro da terra. Por algum motivo me lembrei daquele filme tosco, O Ataque dos Vermes Malditos, que aliás acho que merecia aqui uma postagem. Se você não conhece... é outro filme doido pra cacete, daqueles da Sessão da Tarde, que é uma verdadeira piada.


Sem perder tempo, o Super-Homem pega na minhoca... 


E pare de pensar bobagem! Eu sei que essa frase pegou mal, mas é o diabo de uma minhoca, cacete!


Sem mais nem menos, a cena corta para um casal que está passeando de buggy no meio do deserto. Na verdade, imagino que o carinha estava pretendendo dar o golpe da gasolina que acabou pra ver se a mina iria topar alguma parada...


Só não esperava que outro minhocão aparecesse, estragando seus planos. Fico me perguntando por que essas minhocas tem essa boca dentuça...


Lá do alto, o Super-Homem percebe que apareceu outra minhoca, e assim ele se livra daquela, jogando lá embaixo sem nem olhar. Provavelmente vai cair em cima da cabana de alguém, mas o que a câmera não pega não fica na consciência do filho de Krypton.


A minhoca já está estuprando o buggy, enquanto que os adolescentes ficam ali sentados e gritando, em vez de simplesmente soltarem seus cintos e saírem dali. O Homem de Aço se pergunta então se valeria a pena salvar aqueles moleques mesmo, pois o mundo estava cheio de aborrescentes idiotas.


Mas ele é o herói do desenho... E além disso tava rolando uma aposta na Sala de Justiça sobre quem iria salvar mais pessoas nesse episódio, valendo dez pratas. Pensando nisso, o Super-Homem os salva do monstrengo, recomendando que eles fujam para a cidade. E que usem camisinha.


A outra minhoca se junta na briga, e o kriptoniano começa a dar umas voltas fora do foco da imagem, fazendo aquilo que se espera de um desenho para crianças...


... dando um "nó" das duas, embora ali pareça um mega cagalhão. Podia ter usado sua visão de calor pra fritar os vermes gigantes e acabar com tudo de uma vez, mas o Super-Homem quis ser bonzinho pra não arrumar problemas com o Ibama.


Enquanto isso, na Sala de Justiça... a Mulher Maravilha e os Super Gêmeos haviam encontrado as fotos eróticas que o Robin havia tirado para dar de presente para o Batman, o que deixa Jayna de calcinhas molhadas e o Zan desejando ter nascido cego.


A Mulher Maravilha tenta ser a adulta do recinto, e fica pesquisando no computador por uma explicação de todo esse incidente dos monstros. Como o roteiro do desenho estava ali no backup, rapidamente eles descobrem que um satélite havia caído e que levava uma carga radioativa. Ela diz que iria na Nasa pra ver se achava onde o satélite estava, e pede para que os Super Gêmeos fossem pra cama, pois já era hora da naninha, o que deixa Zan chateado, pois ele queria jogar videogame até tarde.


Vamos dar uma colher de chá para a Mulher Maravilha e não falar nada sobre o mapa do computador com uma seta e um puta alvo no meio do Vale da Morte, indicando onde o satélite havia caído.

Voltando lá no deserto, vemos que o Aquaman está fazendo a sua grande contribuição para a caça aos monstros, enquanto fica parado de boa, olhando para uma lagoa. Ou seria um lago?


Antes que ele conseguisse encontrar alguma coisa, uma lagosta gigante aparece ali do meio da lagoa (ou lago) e encontra ele. Essa é pra ele aprender a deixar de ser preguiçoso.  


Sabendo que no seco ele é um bosta, o Aquaman pula dentro da água pra tentar fugir dali, enquanto a lagosta (que por algum motivo tem um bigode igualzinho ao Leôncio do Pica-Pau) o persegue. Será que ele consegue escapar? 


Claro que não... Mesmo debaixo d'água, o Aquaman é um zero à esquerda.


Resta então ao herdeiro de Atlântida usar aquele seu poder de araque, pra se comunicar com os outros peixes para que eles possam ajudá-lo. De todos os Super Amigos, o Aquaman é sempre aquele que precisa da ajuda alheia pra se virar, até mesmo os Super Gêmeos conseguem ser mais independentes.


Ele tenta chamar alguns atuns pra ajudar, mas eles também ficaram monstruosos e por conta disso a telepatia marinha do Aquaman não surte efeito. E embora eu não curtisse muito a aula de Biologia, eu tenho a ligeira impressão que peixes não tem dentes, e muito menos caninos. E tampouco bigodinhos chineses fu-manchu.


Como se a situação dele já não estivesse suficientemente fudida, aparece então uma outra lagosta, que está com vontade de se vingar de suas irmãs que foram pra travessa das festinhas de grã-finos.


Aí... sem mais nem menos as duas lagostonas decidem brincar de Escravos de Jó, soltando o Aquaman. Puta merda, que cagada, hein? Tiveram que contar com a burrice dos crustáceos vitaminados para que a equipe da Sala de Justiça não ficasse desfalcada...


Enquanto isso, em outro canto do deserto, Batman e Robin caminham ali numa boa, pra fazer um exercício antes de pularem numa sauna. Faz todo o sentido fazer isso, em vez de usar o Bat-Jato que permitiria varrer um perímetro maior mais rapidamente e sem se expor ao calor do deserto.


Do nada, Robin dá um ataque, dizendo um "Santa Tartaruga" ao ver algo ali do lado. O que seria? Talvez era o Coringa soltando um barro atrás dum cactus, ou era o Charada vendendo pamonha. Ou talvez uma tartaruga mesmo.


Que nada... O susto do Robin foi ao ver várias bolhinhas de sabão ali no meio do deserto. O Batman taca um esporro no seu parceiro, pois não tinha motivo pra viadagem só por conta de algumas bolhas. Ele já tinha visto bolhas, quando tomavam banho de espuma juntos.


O Batman decide dar uma conferida naquelas bolhas, talvez seu Bat Identificador de Bolhas poderia dizer a origem daquela merda. Quando então Robin dá um grito estridente, após ser laçado por algo que parece ser a tromba de um elefante.


Eu disse tromba...

Simplesmente temos ali um caracol gigante, que conseguiu pegar o Menino Prodígio com sua antena. Curioso como a Dupla Dinâmica estava ali andando e não percebeu o bicharoco de quase dez metros de altura e que se move vagarosamente.


O Batman decide agir, e saca algo que lembra e muito um vibrador...


... mas que na verdade era um gancho, que ele deve usar para laçar o caracol, sei lá. Já desisti de entender os planos dos Super Amigos.


Não estou entendendo o que diabos o Homem Morcego quer fazer... Pois ele acaba pegando com seu Bat-Gancho em um tronco de árvore lá longe. Pra que isso?


Pra ficar se pendurando como o Tarzan... Na boa, era mais fácil ter sacado alguma arma pra atirar no caracol, mas assim ele não poderia fazer a manjada cena dele se balançando na Bat-Corda. Deve ser alguma obrigação contratual quando ele se alistou nos Super Amigos.


Com a elegância de uma ginasta romena, o Homem Morcego dá um mortal duplo carpado e pousa sobre o casco do caracol, que parece ter sido desenhado por um moleque de dois anos.


O Batman se equilibra sobre o molusco, graças aos Bat-Sapatos de Sucção, e diz que a única esperança para salvar seu parceiro seria se usasse o Bat-Absorvedor de Umidade. E eu não estou zoando, essa é a exata fala dele do desenho. O que será que esse puto não tem no seu Bat-Cinto de Utilidades?


O Bat-Absorvedor de Umidade nada mais é que uma garrafinha de lança-perfume, com a fragrância de sovaco de morcego depois da pelada, o que deve resolver o problema.


Dito e feito. Não sei se por conta da fumaceira ou pelo fedor, mas o pobre do caracol começa a passar mal e solta o Robin, que salta para o chão como uma gazela alegre.


Coitado do caracol, vai ficar fedendo à axila de morcego pelo resto do dia. Desesperado, o bichorongo sai se arrastando pra mergulhar na água, pra ver se assim se livra do futum.


Voltamos para a Nasa, onde a Mulher Maravilha está conversando com os engenheiros que lançaram o satélite. O chefe do programa espacial, que inexplicavelmente usa um capacete de obras que não tem nada a ver com engenharia de foguetes, explica que o satélite que eles fizeram era movido a energia nuclear, para que assim pudesse operar eternamente... pelo menos até o momento em que fosse desativado e retornasse para a atmosfera terrestre como uma bomba nuclear. E um dos efeitos possíveis seria transformar criaturas em monstros gigantes.


Ela pergunta onde que o satélite caiu, para ver se assim poderia recuperá-lo. Os engenheiros se perguntam se ela é idiota, pois afinal de contas todo mundo já estava sabendo pelo Cidade Alerta que haviam monstros gigantes no Vale da Morte. Mesmo assim, eles educadamente mostram pra ela o local no mapa onde o satélite caiu. Como a Mulher Maravilha tem miopia e é fresca demais pra usar óculos, ela precisa quase enfiar as fuças no monitor pra enxergar.


Sem perder tempo, ela se manda em seu avião invisível. Que segue a manjada sacada dos desenhos, onde tudo que é invisível aparece só com contornos em branco.


Após algumas horas de viagem, sem direito a lanchinho pois a amazona é fit, o alarme da aeronave começa a tocar, dizendo que há um elevado nível de radiação logo abaixo. O avião pode ser invisível, mas pelo menos os mostradores são coloridos, ia ficar difícil perceber uma luz vermelha se ela fosse invisível. Até porque se ela fosse invisível, não saberíamos se era vermelha, amarela ou cor-de-burro-quando-foge.


E era isso mesmo... alguns metros ali embaixo estava o satélite, rachado que nem um ovo podre. Prezando pela sua segurança, a Mulher Maravilha faz um rasante ali sobre o "inofensivo" apetrecho, vazando radiação pra todos os cantos.


Cara, me pergunto uma coisa: se o avião é invisível, como é que ele faz uma sombra ali embaixo?

Não deu outra... juntou a enorme radiação vinda do satélite com o fato dela estar nos seus dias, e aí bateu uma mega dor de cabeça que faz com que ela desmaie.


Normalmente, se o piloto de um avião perde os sentidos em pleno vôo, temos uma catástrofe. Mas aqui é um desenho animado bonzinho, e dessa forma a aeronave transparente da Mulher Maravilha simplesmente sai quicando tranquilamente pela areia, como se fosse de brinquedo.


Com a pancada, ela acorda do desmaio. E decide fazer a coisa mais prudente que se poderia imaginar: corre em direção ao satélite, pra levar um segundo banho de radiação. Parece que falta um pouco de inteligência pra essa besta da Mulher Maravilha...


Após sofrer a ação dos raios gama emanando da carcaça do Sputnik, a Mulher Maravilha cresce e vira uma besta verde. Stan Lee, se você queria uma desculpa pra processar a DC, a oportunidade é agora.


A cena corta então para uma base da Marinha no Vale da Morte... Algo que eu acho meio sem sentido, imaginar que a Marinha dos Estados Unidos investiu dinheiro dos contribuintes pra fazer uma base no meio do deserto, onde não tem uma poça de água.


O operador de radar fica desesperado, gritando para o seu comandante que tem um objeto gigante vindo na direção da base. E não era o comboio trazendo a cerveja do churrasco do fim de semana.


O vigia saca os seus binóculos pra ver que esbórnia é essa. E vemos que é a She-Hulk... quero dizer, a Mulher Maravilha monstrenga, que está vindo ali pra ensinar para praqueles soldadinhos o que é empoderamento feminino.


Os tanques de guerra, que aparentemente tem tudo a ver com a Marinha, cercam a criatura. Aliás, cometário paralelo: se a Mulher Maravilha ficou gigante, como é que as suas roupas acompanharam o seu tamanho? Dúvida cruel, desde os tempos do Hulk... embora confesso que não deveria ser muito agradável ver a periquita monstruosa de uma mutante verde e feiosa.


Logicamente que o tanque não é páreo pra Mulher Maravilha, que o chuta pra longe. Os soldados então tentam o apoio aéreo, com o helicóptero jogando alguns barbantes para amarrá-la. Já podemos imaginar que é uma péssima idéia.


Era de se esperar, a monstra começa a puxar as cordinhas, pra jogar o helicóptero para baixo. O piloto arrega, soltando os cabos e se mandando dali, afinal de contas ele não queria se alistar mesmo.


De volta na Sala de Justiça, os Super Gêmeos estavam ali assistindo ao Tela Quente quando aparece uma vinheta do plantão, falando de que uma base da Marinha estava sendo atacada por uma feminazi verde de seis metros de altura na TPM. Eles se dão conta de que ela parecia muito com a Mulher Maravilha, como se usar tiara fosse coisa da moda e pudesse ser outra pessoa.


Querendo fazer alguma coisa de útil no desenho os dois decidem ir para a base, e para isso ativam os seus poderes de transformação.


Pra mudar um pouco a irritante combinação águia e água, Jayna se transforma num falcão, que mais parece um pardal...


... enquanto que Zan por algum motivo vira um balanço de gelo. Mas pra quê isso?


Eu não entendi o motivo dessa transformação. Apenas fico aliviado pelo fato dele não ter se transformado em um picolé, ou essa cena em que o Gleek fica ali todo curvado poderia ficar meio imprópria pra criançada.


Mas na verdade o balanço era apenas uma cadeirinha, pra levar o símio junto com eles, que vai é ficar com a bunda gelada. Não sei por que cismam de levar esse macaco com eles, ele não serve pra nada! Deviam ter deixado ele numa gaiola com algumas bananas e um jornal pra não fazer sujeira.


De novo na base, a Mulher Maravilha Hulk continua tacando o zaralho, derrubando um muro de tijolos. Interessante como até agora ninguém na base decidiu usar a força bruta, podiam dar uns tiros naquele monstro e pronto.


Parece que alguém me escutou. Chega ali um outro tanque, extremamente mal desenhado, com um canhãozão vitaminado em riste, apontando para o céu como se tivesse tomado uma dose cavalar de Viagra.


Tá explicado o porquê desse tanque pseudo-erótico, quando vemos a pinta do comandante dele: um mané todo bombadão, usando uma camiseta regata estilo "mamãe sou forte" que dificilmente faz parte do uniforme militar, e que direciona o ataque olhando em um periscópio. Afinal de contas, é um tanque da Marinha, e faz todo sentido que ali exista um equipamento que você espera ver em um submarino.


Aliás... não faz o menor sentido.

Faz menos sentido ainda que o canhão não dispara um projétil, mas sim um raio laser. Me lembrei mais uma vez dos Comandos em Ação, onde no desenho todas as armas eram laser, com tiros em vermelho para os Joes e em azul para os Cobras. E que nunca acertavam ninguém, pior que os Stormtroopers.


Mas pra variar a arma futurista não surte nenhum efeito, só deixa a Mulher Maravilha mais puta ainda com essa demonstração de violência contra a mulher.


Os Super Gêmeos já estavam ali, surpresos ao ver a destruição causada por sua amiga. Tão surpresos que a camisa amarela do Gleek ficou roxa, sem nenhuma explicação.


Continuidade e coloração não parece ser o forte dessa geração de animadores...

Os dois decidem que é hora de agir, com o plano de levá-la para o deserto e longe da base. Para isso, vamos de novo para mais uma transformação em que Jayna vira algum bicho e Zan algum derivado de água...


Zan vira uma nevasca... que mais parece o redemoinho do Taz...


... enquanto que Jayna se transforma em um pterodáctilo, ainda mais tosco que o pardal que ela havia se transformado antes. Parece com a cara do Pato Donald, pombas!


Usando seu poder, Zan circunda a Mulher Maravilha monstro, fazendo com que ela pare. Afinal de contas, usando ali um biquini daqueles, ela deveria estar sentindo muito frio pra fazer qualquer coisa.


É a vez de Jayna pegar a monstruosidade para levá-la para longe. Mas em questão de segundos o plano dos irmãos vai pro espaço. Primeiro, porque a Mulher Maravilha pesa algumas toneladas, e Jayna se transformou em um pterodáctilo meio molenga. E depois, a radiação ainda estava forte, e assim eles começam a ser afetados também.


Pronto... os Super Gêmeos conseguiram piorar o problema, se transformando em monstrengos verdes também. Sensacional, conseguiram piorar o problema.


Gleek se desespera. Danou-se, agora que os seus donos haviam virado monstros, os outros Super-Amigos iriam mandar ele prum circo. 


A sorte da base da Marinha é que os três se cansam daquela merda, e decidem ir pra outro canto para espalhar o terror. Como se tivesse algo mais pra fazer num deserto.


Vamos deixar os Três Patetas caminhando lá para outro lugar pra arrumar confusão, e vamos voltar ao Vale da Morte, onde os demais Super Amigos se reencontram depois de terem contatos imediatos com os monstros gigantes, sem muito sucesso.


O Batman se emputece, que eles estavam ali perdendo tempo enfrentando aqueles bichos, era só avisar os turistas pra ficarem longe dali e irem pra Disneylândia que tava tudo tranquilo. O Super Homem rebate, dizendo que é obrigação deles enfrentar os monstros, mas desde que o Aquaman vá lá encarar as minhocas, pois ficar ali brigando com criaturas roliças estava pegando mal pra sua reputação.


O Homem Morcego manda o filho de Krypton tomar dentro, e decide dar uma olhada na televisão do seu Bat-Jato pra ver se já começou o jogo da tarde. Mas ele é surpreendido por uma chamada a cobrar interurbana.


Como ele tá cheio da grana, dá pra atender. E é o almirante da base naval do deserto, dizendo que eles foram atacados impiedosamente por três criaturas horrendas e fedidas. Como eles eram marinheiros acostumados a lutar nos mares, não tiveram nenhuma chance.


Logo aparece o videoteipe da chacina, mostrando a Mulher Maravilha e os Super Gêmeos monstruosos. Pra completar, o almirante diz que as minhocas gigantes estavam atacando a costa da California, e uma grande horda de moradores de São Francisco de orientação sexual duvidosa saiu correndo pra lá, ao ouvir que haviam "minhocas gigantes" por ali.


O Super Homem lembra ao Aquaman que é ele quem deve enfrentar as minhocas, mas vai acompanhá-lo só pra tirar umas fotos e colocar na comunidade do Feice dos Super-Amigos. Enquanto isso, Batman e Robin se candidatam a ir atrás dos monstros... Afinal de contas, essa era a deixa pro Batman descer a porrada nos Super Gêmeos sem correr o risco de aparecer algum defensor do ECA.


A cena corta para uma mina próxima, onde dois operários estão brincando de pique-pega enquanto estão carregando o vagão ali atrás com um pó branco misterioso.


E aí aparecem os Hulks, atraídos pela farinha. Devem estar loucos pra dar uma fungada no pó, bando de drogados!


Na hora H, a Dupla Dinâmica aparece em seu Bat-Jato. Era só mandar uns mísseis ali e pronto, tudo resolvido, e eles podiam voltar pra mansão Wayne a tempo de pegar o lanchinho da tarde do Alfred.


Mas em vez de tomar uma atitude definitiva, os dois decidem partir para uma abordagem menos letal e mais estúpida, a começar por se ejetarem do Bat-Jato que nem dois atletas de salto ornamental. E ao ver que os dois saem na mesma vertical, ficamos na dúvida se o Menino Prodígio estava sentado no colo do Homem Morcego... E se você percebeu bem, parece que eles se esqueceram de um pequeno detalhe, que foi colocar o pára-quedas.


Era pegadinha. Essa era a chance para o Batman testar o seu mais novo invento, o Bat-Pára-Quedas-Portátil, que cabe na sua carteira. Mais um produto das Organizações Wayne.


A Mulher Maravilha não está querendo dar colher de chá praqueles dois, que nos anos 60 faziam um monte de piadinhas na série de TV ridicularizando as mulheres. Com isso, ela decide pegar um vagão e jogar em cima deles.


Bom... você já imaginava. Recorrendo mais uma vez ao seu Bat-Cinto de Utilidades, o Homem Morcego saca um Bat-Maçarico para cortar uma porta no vagão. Parece um canivete suíço essa porcaria! E bobeando o cinto dele deve ter um Bat-Canivete-Suíço.


Enquanto isso, os Super Gêmeos decidem fazer arruaça num bondinho que os operários usavam pra ficar matando trabalho. Acontece que mesmo nessa forma monstruosa, os moleques são uns merdas e não conseguem fazer nada direito.


Por conta de um erro de continuidade crasso, o Batman está de volta ao Bat-Jato, reclamando que esse episódio já está perdendo a graça. Era melhor deixar os mineiros despencarem, pra assim acontecer algo de legal.


E não deu outra: com um característico "Snap" que mais parecia um elástico se rompendo, as cordas se arrebentam e os dois mineiros preguiçosos despencam para a morte certa.


Claro... pra resolver o problema, o Batman (que agora voltou à terra firme) saca mais uma de suas engenhocas loucas. Deve ser um Bat-Pegador-de-Bondinhos-Que-Caem... Até o Robin faz aquela cara de quem já não está mais surpreso com essa conveniência escrota.


Mas não, na verdade aquele era o Bat-Controle-Remoto do seu Bat-Jato, que inicia um vôo rasante em direção ao bonde. Sei lá, mas me parece que essa não é uma boa idéia.


Não sei como... mas desafiando todas as leis da Física o Batman consegue fisgar o bonde com um Bat-Gancho pendurado no seu Bat-Jato.


Enquanto isso... lá na California os minhocões já estão causando a maior zoeira na vizinhança do Charlie Harper.


O Super Homem está ali com o Aquaman e não perde a piada, dizendo que o Príncipe Submarino ia ter que pegar nas minhocas. Realmente, você é um pamonha, Super Homem. Fica aí zoando o Aquaman, mas lá em cima era você quem tava encoxando as minhocas.


Apesar das piadas, o Homem de Aço não quer perder a oportunidade de salvar o dia. Com isso, ele decide ir lá pegar nas minhocas de novo. Fica zoando, mas parece que curtiu pegar nos bichos, né?


Sim, eu sei... Tá bem pseudo-erótico esse desenho...


Vamos em frente... Depois de recolher todos os invertebrados, ele os leva para um passeio...


... jogando-os em uma caixa d'água. Acho um plano idiota, pois podemos ver que os minhocões já conseguem sair dali na maior facilidade.


Acontece que as minhocas gigantes já tinham escavado tudo por baixo da cidade, e assim com um mega tremor os prédios começam a afundar no chão. Acredite, os prédios estão tremendo, eu não ia gerar um GIF só por conta disso.


Se for o caso, balança a cabeça pra cima e pra baixo, pombas!

O Super-Homem se desespera, pois será o fim de São Francisco, e assim os Super Amigos não vão poder ser os convidados de honra da parada gay. Ele precisava pensar rápido em alguma coisa. E podia esquecer o Aquaman, que continuava lá no morro sem fazer pôrra nenhuma.


Aí então ele tem uma idéia: fazendo um rasante na praia, ele começa a trazer uma nuvem de areia de alguma forma atrás dele, e então ele voa para um dos buracos deixados pelas minhocas gigantes, levando a areia junto.


Realmente, algo que contraria totalmente as leis da Física... Com os buracos sendo preenchidos pela areia fina. Não faz o menor sentido, mas acredite que fica pior.


Pois ao encher a terra ali embaixo de areia, os prédios começam a subir, voltando para a sua posição de origem. Juntamente com um barulhinho que parece quando você pegava um cogumelo no Super Mario e ficava grandão. Puta merda, impossível isso! E de novo, não vou fazer um GIF animado, confia que os prédios ali embaixo estão subindo.


Após salvar São Francisco (e de alguma forma inexplicável ter conseguido sair debaixo da terra), o Homem de Aço recebe uma ligação no seu celular tijolão, que mais parece uma pedra. O toque personalizado do "nanananananananananananan, Batman!" indica que era o Homem Morcego. E aposto que você cantarolou a musiquinha na sua cabeça.


O morcegão diz que eles não conseguiram parar a Mulher Maravilha e os Super Gêmeos. Tudo bem que eles nem tentaram, mas o Super-Homem não precisava saber dessa. Assim, ele recomenda que todos voltem para a Sala de Justiça, para que todo mundo pudesse bater o ponto pra marcar a hora extra do dia, e também para consultar o computador para achar uma solução.


Depois de chegarem em casa, o Batman começa a digitar tudo no computador, enquanto o restante fica esperando. Passada meia hora de processamento e quinze minutos para imprimir a resposta numa impressora matricial (lembrem-se que estamos na década de 70), eles esperavam ter uma solução para reverter seus amigos à forma normal. Ou pelo menos a Mulher Maravilha, pra dar uma aliviada naquela festa de salsicha, já tava ficando meio desagradável só cueca ali dentro. Ainda mais cueca por cima da calça.


O plano era que o Super-Homem usasse a sua visão de raio X para reverter a polaridade da radiação do satélite, e assim gerando um antídoto para a monstruosidade. Algo que não faz o menor sentido, até mesmo o Aquaman que é uma besta não caiu nessa.


O computador sabe de tudo mesmo, pois logo depois ele fala que havia localizado o jato invisível da Mulher Maravilha, com uma mega fonte de radiação ao lado. Provavelmente era o tal satélite... que bastaria terem perguntado pra Nasa para saber onde estava. Enfim... era hora de ir lá no Vale da Morte e colocar o plano em prática.


Logo depois, o Super-Homem encontra o satélite. Ainda bem que ele é um alienígena a radiação não faz nada com ele, se fizesse os Super Amigos estavam lascados. Fazendo uma pose de metido, ele ativa a visão de raio X para ver se conseguia mudar a polaridade do efeito radioativo.


E aparentemente ele consegue. Deve ser, pois as ondinhas que eram amarelas ficaram azuis. Ou eles conseguiram um antídoto, ou uma radiação monstruosa ainda mais forte. E me expliquem como que os aparelhos internos do satélite aparecem através da carcaça. A não ser que o satélite seja de plástico.


Enquanto isso, numa estrada ali perto...


Encontramos o Pedro e o Bino dirigindo seu caminhão, levando um imenso carregamento de Havainas para exportação. Pra tentar economizar tempo, o Bino havia decidido pegar um atalho pelo deserto, onde poderia sentar a bota sem se preocupar com o limite de velocidade.


Como a gente já imaginava, estão lá os Super Monstros pra fazer uma recepção pra lá de desagradável. Foi dar uma de esperto pra cortar caminho? É uma cilada, Bino!


O Super-Homem chega na hora H com o satélite e decide usar os Super Gêmeos como cobaias do experimento. Se algo desse errado, ninguém iria sentir muito a falta deles mesmo. E observe que no estado monstruoso Zan conseguiu desenvolver uma monocelha de dar inveja.


Mas aí felizmente a radiação-antídoto funciona, não apenas revertendo os dois irmãos à forma original, mas também costurando as suas roupas rasgadas. Radiação da boa essa aí, cura monstruosidade e remenda os trapos!


Percebam que nesse episódio o filho de Krypton é quem está fazendo tudo, sem dúvida ele vai ficar com a maior parte da gorjeta por ter salvo o dia. Ele corre para fazer o mesmo com a Mulher Maravilha, que está ali fazendo levantamento de peso com o caminhão do Pedro e do Bino.


Pronto, a amazona voltou a ser como era antes. Sem perder tempo, o Homem de Aço pergunta se ela topa um rala e rola depois de terminar o episódio, já que ele a salvou de ser uma monstrenga fedida e verde.


Pra fechar a conta, só faltava terminar com os monstros de verdade. Querendo contribuir com alguma coisa, o Batman serrou o satélite ao meio, colocando metade no nariz do seu Bat-Jato...


... e a outra metade no nariz do avião invisível da Mulher Maravilha. Assim eles poderiam se dividir e usar o antídoto sobre os monstros.


O Super-Homem, que está com as outras duas metades do satélite, diz que é hora de agir, se eles corressem daria pra ver o BBB na televisão.


Bom, é isso mesmo que você leu... ou tinha um segundo satélite que ninguém viu, ou os roteiristas não sabem conceitos elementares da Matemática, como o fato de um inteiro ter apenas duas metades. Mas deixaremos esse detalhe aritmético de lado, pra terminar logo o post.


Aliás, um detalhe minucioso, que talvez você só possa perceber se ampliar a imagem: no Bat-Jato, estão a Dupla Dinâmica e os Super Gêmeos, enquanto que a Mulher Maravilha está sozinha no seu avião. Cacete, será que deixaram o Aquaman a pé no meio do deserto?

E aí, como esperado, os monstros que estavam ali fazendo zorra pelos cantos voltam ao tamanho normal, depois de serem atingidos pelas ondinhas azuis de radiação do bem.


Isso incluiu os minhocões, que haviam saído da caixa d'água e estavam escavando tudo de novo embaixo da cidade de São Francisco. Mas não tem problema, bastaria o Super-Homem fazer aquele truque idiota e incompreensível de arrastar areia pra dentro dos buracos que tudo ia ficar sussa.


De volta na Sala de Justiça, os heróis respiram aliviados, pois tudo havia acabado. A Mulher Maravilha está particularmente feliz, pois o efeito da radiação-antídoto fez ela perder os quilinhos extras mais rápido do que qualquer dieta milagrosa, e vai poder sensualizar na praia no verão.


Aí o Zan se dá conta que ninguém viu o Gleek, que também havia sido esquecido no deserto. Mas antes que ele pudesse pensar em ir no pet shop e comprar um novo macaco de estimação, ele se caga nas calças ao ver um Gleek gigante que aparece do nada.


Só que o boboca não percebe que aquilo ali era simplesmente uma projeção numa parede que o Gleek estava fazendo, ao ver um filme caseiro de quando ele havia viajado junto com o Bubbles e o macaco Tião.


Claro... um desenho dos Super Amigos nunca será um desenho dos Super Amigos se não tiver a manjada piadinha de encerramento com esse macaco idiota, complementada com as risadinhas dos heróis.

E chegamos ao final deste episódio. Bem interessante e curioso, ao colocar de certa forma alguns dos Super Amigos como os bandidos da história, embora logicamente após terem sido transformados em monstrengos. Sem dúvida hilário, imaginar um desenho de algumas décadas e que tinha tanta coisa sem o menor sentido, mas que dá para dar algumas boas gargalhadas.

Só digo o seguinte: acho que vai levar um tempo até eu fazer postagens de sátiras de episódios como esse aí. Esses são desenhos mais longos, de vinte minutos, tava mais acostumado a zoar aqueles mais curtinhos de dez. Além do fato da postagem ficar imensa, foram quase 150 imagens tiradas. Mas valeu a pena, vamos ver o próximo episódio dos Super Amigos que eu coloco por aqui.