quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Chora Mulambo!

Apenas para não deixar passar mais um dos fracassos rubro-negros...


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Pequeno Engenheiro (ou Arquiteto)

Como é bom voltar no tempo... Lembrar com nostalgia das coisas que eu fazia quando era criança, em especial das brincadeiras da época. Canso de dizer isso aqui, diversões totalmente diferentes das que a molecada tem hoje, que não largam o celular e o computador. O mais curioso é ver uma geração de pais e mães que cresceram na mesma época que eu, e tiveram acesso a tantos jogos e brinquedos mais legais, mais educativos e criativos, mas que por algum motivo não apresentam seus filhos às mesmas brincadeiras de antigamente.

Me senti agora um texugo gagá... 


Hoje eu venho pra falar de um brinquedo simpático que eu tive quando criança, talvez alguém se recorde ainda. A lembrança dessa postagem é o Pequeno Engenheiro.

Ou seria Pequeno Arquiteto?

Estou tentando puxar aqui pela memória, e confesso que imagino que aquele que eu tive (e que imagino que ainda esteja guardado aqui em algum lugar) não se chamava nem Pequeno Engenheiro ou Pequeno Arquiteto. Acho que era algo mais simples, como blocos de montar... Coloquei aqui esses nomes pois parecem ser aqueles que as pessoas reconhecem com maior facilidade. Curioso observar como há essa indefinição entre ser um pequeno arquiteto ou engenheiro...


Quem é da área sabe da "rivalidade" entre engenheiros e arquitetos. Tenho um amigo que é engenheiro, que sempre vem com a famosa piadinha de que "o arquiteto é o engenheiro que não conseguiu ser homem pra fazer engenharia", só para citar um exemplo. Enfim, só comento que os arquitetos geralmente são aqueles que têm algumas idéias meio absurdas, priorizando muito mais a estética do que a funcionalidade, que acabam dando trabalho para aqueles que vão ter que fazer o projeto em si, seja um engenheiro ou outro arquiteto. Mas, rixas e rivalidades à parte, ambas carreiras foram retratadas nesse brinquedo. Pois, quando o assunto é construir edifícios, tanto o arquiteto como o engenheiro (geralmente civil) acabam se envolvendo.

Vou ficar devendo o nome do original que eu tive, me lembro que vinha em uma caixa de madeira com uma tampa de deslizar, em que havia o adesivo com um menino e uma menina montando uma construção com os tijolinhos.

...

...


Ah, me lembrei! O que eu tinha se chamava Tijolinho Mágico! Durante a postagem estava procurando no Google outros nomes que ele teve, e acabei achando. Só que em vez de apagar tudo que já escrevi ali em cima de engenheiros e arquitetos (e para registrar a lembrança tardia), vou deixar o que escrevi. A caixa acima parece ser de uma versão bem anterior à que tive, mas que trazia o nome do brinquedo de minha infância. E um garoto que parece que vai se tornar um psicopata quando crescer...

Antes que venham me zoar e dizer que eu estava brincando de casinha, eu diria que o Tijolinho Mágico era uma diversão unisex, tanto para meninos como para meninas. Acho que, sem querer, vou acabar ganhando alguns pontos com os politicamente corretos, que condenam tanto a idéia de brinquedos de meninos ou de meninas. Esse aqui serve pra qualquer criança. Embora os pais "modernos" geralmente aplaudem muito mais a idéia de brinquedos geralmente de meninos serem usados por meninas e vice-versa, e não tanto aqueles que são naturalmente neutros...

Voltando ao que interessa, não tem realmente muito o que explicar do Tijolinho Mágico / Pequeno Arquiteto / Pequeno Engenheiro. Eram blocos de madeira, pintados para representar diferentes partes de uma construção, e com eles você podia montar o que quisesse. Poderia ser uma igreja, poderia ser uma escola, uma estação de trem, o relógio da torre do De Volta Para o Futuro, a Casa da Mãe Joana, o que desse na telha (com trocadilho, por favor).


Diferente do que ocorre num Lego, aqui não tinha nenhum tipo de encaixe, as peças ficavam apoiadas uma sobre as outras. Isso exigia um pouco mais de atenção e coordenação motora do pimpolho, para construir algo que ficasse de pé e não viesse abaixo, vítima da impiedosa lei da gravidade. De forma indireta, a criança aprendia certos conceitos como equilíbrio, em como usar telhados como forma de antepara para uma torre muito alta, ou mesmo praticar a arte da gambiarra. Dava assim ao brinquedo o toque educativo, sempre valorizado pelos pais e professores.

A imagem abaixo mostra bem as peças que vinham no que eu tinha (embora em quantidade diferente), elas inclusive retratam com muita fidelidade o estilo do brinquedo que eu tive, em que o bloquinho parecia em relevo, com uma pintura resistente. Há algumas versões mais recentes que têm um desenho um pouco diferente, com detalhes maiores e que confesso que parecem mais um adesivo do que pintados no bloco.


Pra montar as suas construções, vinham diferentes versões dos blocos, vamos usar aqui o sempre esquecido recurso da lista de marcadores para falar deles:
  • Os principais eram os blocos com as janelas duplas, que vinham em maior quantidade. Tinham o formato retangular, com duas janelinhas em formato clássico. Se me recordo bem, os que eu tive vinham nas cores vermelha e azul, porém um pouco mais escuras que as mostradas acima.
  • Tinha também os blocos com janela simples, que eram menores e com uma mesma janela em formato clássico. Eram mais raras na caixa que eu tive, acho que eram somente dois, e se me lembro bem eram na cor azul clara.
  • Um bem legal eram os relógios. Também em blocos retangulares, mas com a proposta de serem verticais, traziam duas janelinhas pequenininhas e um relógio de torre. Por algum motivo na minha caixa haviam vários relógios, acho que eram seis. E esses me lembro 100% que eram todos verdes.
  • Um detalhamento legal eram os arcos grandes. Também em formato retangular, com um arco com os mesmos tijolinhos, legal pra fazer pontes ou fazer um túnel. Também me lembro bem desses, vinham cinco na caixa que eu tive, três azuis e dois pretos.
  • As peças mais simples eram os arcos pequenos. Do mesmo tamanho dos blocos com uma janela, não tinha nenhuma pintura, trazendo um visual natural de madeira, com uma pequena abertura. Dava pra fazer pontes também ou representar entradas e coisas assim, até se a criança fizesse dava pra fazer os Arcos da Lapa. Vinham em grande quantidade na caixa que eu tive.
  • Para dar o arremate final, haviam os telhados pequenos. Vinham em madeira natural pintada inteiramente de vermelho, e serviam para fazer telhados (como esperado) ou até mesmo para bolar algumas rampas. Tinham tamanho pequeno de forma que cobriam metade dos blocos maiores, e assim podiam ser combinados aos pares para fazer um telhadão maior. Era a peça que tinha em maior quantidade na minha caixa, e que dava uma trabalheira para guardar.
  • Por fim, tinham os que chamarei de telhados verticais. O visual era o mesmo, madeira pintada de vermelho, mas eram triângulos isósceles. Se você não se lembra da aula de Geometria, tinham dois lados iguais, e bem maiores que a sua base, servindo assim como um telhado mais pontudo, muito usado para o relógio.
Com as peças dava pra fazer diferentes edifícios, a criatividade podia rolar solta para fazer o que quiser. Eu confesso que com a caixa que eu tinha, algumas vezes ficava um pouco frustrado por ter tantos relógios, seria mais legal ter, por exemplo, mais bloquinhos de uma janela, que daria pra variar um pouco mais as construções. Mas dava pra dar um jeito, como colocando alguns relógios virados pro chão, pra tentar assim bolar algumas construções mais interessantes. A idéia era mesmo deixar a criança inventar, tanto que não tinha nenhum tipo de instrução na caixa, no máximo os mais preguiçosos tentavam reproduzir o desenho da tampa.


O que eu costumava fazer com os Tijolinhos Mágicos era montar uma cidade para brincar com meus carrinhos. Tudo bem que não era uma escala muito parecida aos meus Matchbox (sim, na época o Hotwheels não tinha a popularidade de hoje), mas ficava legal pra me divertir com eles. Ou mesmo com os carrinhos de plástico da Gulliver que eu tinha também, que eram bem menores e mais próximos do tamanho dos prédios que eu fazia.


Claro que não eram apenas prédios... Os blocos de madeira muitas vezes eram usados para fazer circuitos, delineando a pista. Era uma solução muito mais eficiente do que sair desenhando no carpete com giz. Para a felicidade dos meus pais...

Algo interessante de se comentar é que parece que esse brinquedo ainda existe hoje em dia. Logicamente que o design foi bem atualizado, embora fique com a impressão de que agora usa-se um adesivo em vez de pintura direta sobre os bloquinhos de madeira. Mas uma sacada legal é que agora existem outros estilos de bloco, incluindo alguns sem janelas para fazer paredes simples e outros com desenhos de carros e motos para representar uma garagem. E aparentemente as caixas hoje vem com um porrilhão de peças.


Confesso que acho legal que esse seja um brinquedo que ainda perdure nos dias de hoje. Mostra como certas idéias bem boladas do passado ainda perduram.

Tem até versões para crianças pequenas, onde as peças na verdade são como almofadas de espuma. Evita o risco do molequinho engolir ou mesmo sair tacando as peças longe, causando um grande estrago na casa ou na cara de seus irmãos.


Sem dúvida uma diversão muito sadia, independente do nome como é conhecido. 

domingo, 3 de dezembro de 2017

Super Amigos - Vítimas do Vídeo


Faz tempo que eles não aparecem aqui, e vi que tinha essa sátira pronta aqui mas não havia publicado ainda. Chegou a hora de mais um episódio muito engraçado dos Super Amigos... Ou deveria dizer mais um episódio sem noção, a ponto de fazer com que os fãs dos heróis da DC se sintam ofendidos ao extremo. E este daqui vai ainda dar uma sacaneada bizarra nas pessoas que curtem jogos de video-game. Vamos então para mais uma zoação, com o capítulo Vítimas do Vídeo.

Pra começar com dois pés esquerdos, o narrador nos apresenta a um estranho planeta lá na puta que te pariu, que tem o formato de um cubo e segue uma órbita quadrada. Meio minuto de desenho e já estamos ofendendo toda a comunidade astronômica com uma tosqueira impossível como essa.


Bom, mas existe uma explicação para tal. Estamos falando do Mundo Bizarro, que é uma cópia mal-feita da Terra, onde tudo parece ser meio quadrado, e todas as pessoas são iguais ao Super-Homem e à Lois Lane, só que com feições quadradas, como um quadro do Picasso. Tudo está lá, até o Monte Rushmore, com direito a um rosto de cabeça para baixo.


Hilária é a cena onde um desses clones de número 99 vai lá na banca pra comprar o jornal de ontem, e o número 52 diz que é de graça... Só pro outro dizer que está muito caro e vai embora... Ah, o humor inocente da década de 80!


Observe que ali todo mundo parece ser analfabeto, incapaz de fazer concordância verbal como o Lula ou a Dilma. Como podemos ver no esconderijo secreto do Bizarro, o original, que é uma cópia distorcida da Sala de Justiça. Ou melhor, o "Seekret Hedawarters"... 


O puto está lá terminando de preparar mais um de seus planos infalíveis que sabemos que vai falhar, que aparentemente depende de uma máquina de fliperama curiosamente muito bem feita, pelo menos para os padrões do Planeta Bizarro. Só espero que ele tenha se dado conta que tal fliperama só vai funcionar aqui na Terra se aceitar moedas redondas, um conceito que ele não deve estar acostumado.


Hora de deixar esse planeta quadrado. Vamos dar uma olhada na Sala de Justiça de verdade e ver quem está de plantão para o episódio de hoje.


Lá estão o Super-Homem, a Mulher Maravilha e o Samurai. Estava quase na hora deles verem mais um capítulo da novela turca da Band, mas o alarme de problemas começa a apitar ali no computador, dizendo que um raio está vindo em direção à Sala de Justiça, vindo do Planeta Bizarro.


Usando sua super perspicácia, o Super-Homem imagina que deva ser alguma coisa que o Bizarro está aprontando. Sério? Vindo do Planeta Bizarro, pensei que era o Esqueleto quem estava disparando raios de lá...


Ignorando o teto, o tal raio caí então no meio da sala, para a surpresa dos três heróis, apesar do computador ter avisado...


... fazendo surgir a máquina de fliperama. Quem dera que as entregas dos Correios por aqui fossem assim tão rápidas.


O Samurai, querendo roubar o título de Capitão Óbvio do Homem de Aço, diz que aquilo parecia ser uma máquina de video-jogo. Sim, naquela época não se dizia videogame por aqui, existia essa tendência de aportuguesar as palavras vindas de fora. Por sua vez, a Mulher Maravilha já estava vendo que os dois iam ficar ali jogando a tarde toda e ela teria que fazer a janta sozinha.


Do nada, o Bizarro aparece ali do lado da máquina de fliper. Eu não sou um profundo conhecedor do universo DC, assim fiquem à vontade pra me corrigirem. Mas até onde eu sei o clone quadrado do Super Homem não tem poder de se teletransportar. Enfim, vamos considerar isso como liberdade poética do desenho da Hanna Barbera, pra nos livrar de uma viagem do Bizarro em uma nave quadrada.


Bizarro saca o controle remoto da máquina, que curiosamente tem botões redondos... E eu aqui reclamando que as coisas que ele usa não seguem o padrão de ângulos retos do seu planeta, como se alguém estivesse dando a mínima pra isso.


Temos então mais uma demonstração de total incompetência de nossos heróis, que ficam ali paradinhos sem fazer nada, esperando que Bizarro dê seguimento ao seu plano. Ninguém pensou em sair na porrada com o quadradão, e em questão de segundos o Super Homem é atingido por um raio e é tragado pela máquina, deixando apenas uma nuvem de purpurina...


... e o mesmo acontece com a Mulher Maravilha. Patético.


O Samurai, que parece ter um pouco mais de bolas do que os demais colegas, decide que é a hora de usar as suas habilidades marciais pra dar uns cascudos no Bizarro, como ele fazia com o molequinho gordo que praticava sumô infantil em seu colégio. E para fazer sua propaganda para os diretores do desenho, para mostrar que ele e os novos Super Amigos são muito melhores que os originais.


Como esperado... O Samurai é atingido pelo mesmo raio e é tragado pela máquina. Mostrando que os novos Super Amigos são tão merdas como os originais.


Depois dessa molezinha de ter capturado três heróis em menos de três minutos, o Bizarro saca uma moedinha octagonal pra jogar uma partida de videogame.


Tudo bem, eu não vou comentar nada sobre o fato do fliperama ser todo normal e mesmo assim aceitar trocados bizarros. Vamos em frente que essa piada já perdeu a graça faz tempo.

Esse então era o plano de Bizarro, usar uma máquina de fliperama pra capturar os Super Amigos e aprisioná-los dentro de um jogo de videogame. Sim, um plano bem bizarro. Surpreendente como que a resolução dessa máquina era tanta a ponto de ver todos os nossos amigos ali numa boa, eu esperava gráficos no melhor estilo do Atari, onde eles apareceriam como alguns amontados de pixels.


Pela cara de safado do Bizarro, ele deve ter configurado o videogame para uma partida de X-Man. E não me refiro a um jogo da rival Marvel, lembre-se que estamos na década de 80 e em termos de videogame havia só o Atari. Os fortes entenderão que esse jogo ao qual me refiro não tem nada a ver com heróis mutantes, mas sim com algo meio impublicável para esse horário. Se preza pela sua sanidade, não busque por ele no Google, depois não diga que não avisei.


Sério, se você for pesquisar a quantidade de jogos adultos que foram criados para o Atari, ficaria surpreso. Como um colega meu disse, não importa qual seja o novo gadget tecnológico que inventem, não demora pra que logo encontrem uma forma de usá-lo para sacanagem.

Continuando... Como Bizarro é obrigado a respeitar a censura do horário, ele coloca outro joguinho, um de nave. Curiosamente, a nave é invisível como o avião da Mulher Maravilha. Mais curiosamente, mesmo sendo invisível não vemos as pernas dela e do Samurai através das paredes da nave, teoricamente invisíveis. E mais curiosamente o Super Homem ficou de fora, embora houvesse espaço pra cacete ali dentro.


E logo começa uma chuva de asteróides do nada.


Sim, eles estavam dentro do clássico Asteroids. Fico me perguntando se a Atari ganhou algum jabá pela propaganda não autorizada de um de seus jogos.


Só que essa era uma versão para dois jogadores. Percebendo isso, o Super Homem, que gosta de ter sempre o high score pra digitar as iniciais ASS de zoação, já saí quebrando os asteróides que se aproximam.


Bizarro fica puto, pois está louco pra que uma dessas pedronas acerte os heróis. Mas acho que se esqueceram de avisar pra ele que no Asteroids você controla a nave, e não os asteróides.


Samurai está ainda mais aborrecido, pois ele está ali apenas de carona, enquanto a Mulher Maravilha ficava ali monopolizando o joystick e não deixava ele jogar. E ela ainda estava jogando mal pra caramba, baita duma zarolha que não conseguia acertar nada.


Eis que aparece uma puta nave do meio do nada, mandando chumbo grosso pra cima deles. Admito que estou meio enferrujado e não me lembro se no Asteroids tinha nave, mas enfim...


Talvez essa é a nave que Bizarro estava controlando afinal de contas. Embora me pergunto se ele também é telepata pra controlar a nave sem segurar nos controles. Ou então ele deu um pause pra dar uma mijada. Embora máquina de fliperama não tem pause.


Querendo fazer a sua boa ação do dia, o Super Homem vai lá pra deter os tiros da nave que estão para acertar seus amigos...


Boa ação kamikaze, isso sim.


A Mulher Maravilha fica horrorizada com a violência dos jogos, se perguntando por que as pessoas não podem brincar de coisas mais inofensivas como amarelinha ou pipa. O Samurai manda ela calar a boca, pois eles estão sem escudos e qualquer tirinho ali ia ser game over pra eles.


Pra completar, eles ainda estavam sem gasosa. Sorte que eles não estão jogando River Raid, ou já tinham perdido uma vida.


Vendo que a Mulher Maravilha é uma tarada e não vai largar o manche, o Samurai se cansa dessa esbórnia toda e decide fazer alguma coisa. Ele se concentra, acende um fósforo e solta uma bufa, entrando em chamas.


No formato de bola de fogo, ele corre pra frente da câmera, pra assim tentar assustar o Bizarro. Sei não, mas eu imagino que ele não vai acreditar que a máquina está pegando fogo.


Verdade... eu tinha me esquecido como que os vilões aqui são mais idiotas que os próprios Super Amigos.


Livres da ameaça de Bizarro, os dois heróis se mandam dali para encontrar o Super Homem que foi mandado pro raio que o parta. Só não sei como eles conseguiram fazer a nave se mover, se ela estava sem combustível. 


Bizarro então se dá conta de que caiu que nem um patinho no truque do japa. Mas tudo bem, ele já estava de saco cheio de jogo de nave, ele queria algo um pouco diferente agora pra passar o tempo.


Ele vai lá e aperta a chavinha de Game Select pra escolher outro jogo. E não vou comentar o fato de que, apesar dele ser todo quadradão, sua mão parece toda suave e normal nessa cena... É, eu comentei.


Aparece então na tela m labirinto... E eu acho que você já deve suspeitar qual será o próximo jogo. Ou melhor, a cópia bizarra do próximo jogo.


Nossos amigos são então teletransportados para o tal labirinto, inclusive o Super Homem que parece ter se recuperado da corça que levou daquela nave. Bom, na vida de videogame é assim mesmo, é só resetar que tudo fica tranquilo.


A Mulher Maravilha então se desespera ao ver algo se aproximando. O que foi, Mulher Maravilha? Você viu o Arnaldo Antunes correndo em sua direção só de cueca enquanto canta mais um "sucesso" dos Tribalistas?


Que nada, trata-se de uma mega bola gigante e amarela com uma boca imensa.


Sim, inventaram uma cópia horrível e tosca de nosso amigo Pac-Man. E em homenagem a esse desenho bizarro, eu fui procurar uma das capas mais sem noção do jogo que fizeram. Pra ver como beirar o ridículo não era exclusividade dos Super Amigos na época, os caras que faziam as capas de Atari também se superavam no absurdo. Aposto que você nunca imaginava ver o Pac-Man como um carinha cabeçudo e dentuço correndo de camisa regata e bermuda.


Agora sim faz um pouco mais de sentido. O Bizarro controla a bolota comilona enquanto que os Super Amigos fazem o papel dos fantasminhas. Acontece que essa é a versão com cheat, em que o Pac-Man tem poder infinito pra comer os fantasmas.

Mas mesmo assim o Super Homem decide botar o amarelão pra correr.


Apesar de quase errar uma curva, o Homem de Aço consegue pegar o irmão mais feio do Pac-Man e o ergue acima da cabeça, só pra mostrar pra todo mundo que ele é o fortão da parada. Podia ter dado um murro pra arrebentar o bicho logo de uma vez, mas preferiu alguma ação menos letal...


Mas o nosso amigo quadradão tem um truque na manga. Ele inicia então uma sequência de ⍐⍐⍗⍗⍇⍈⍇⍈BA pra ativar um segredo do jogo. Quem é das antigas sabe que esse é o código mais manjado da época do Nintendinho.


E com isso o Pac-Man fica verde e com poder de kryptonita. Era de se esperar, como sempre o Homem de Aço é colocado de quatro graças a essa pedra verde, mesmo considerando que se trata de uma kriptonita de videogame.


Assim, fica moleza para o monstrengo devorar o Super Homem. Percebam como pela segunda vez o filho de Krypton foi facilmente vencido nesse desenho, ele tá cada vez com menos moral, isso sim.


Mas pelo menos temos que dizer que no jogo do Bizarro ele vale 10.000 pontos! Como mostra o placar extremamente obsoleto. É foda, o filho da puta faz um puta fliperama de resolução quase real mas na hora de fazer o contador de pontos parece que se inspirou numa caixa registradora de outrora.


O Samurai e a Mulher Maravilha decidem então sair correndo. É o que eles sabem fazer de melhor, que nem naquele episódio dos dinossauros, lembra?


A Mulher Maravilha decide então usar um pouco de sua inteligência, se lembrando que seu laço mágico é inquebrável. Assim, ela poderia amarrá-lo em uma dos corredores para impedir a passagem do Pac-Man. Tudo bem que bastaria ele contornar o labirinto pra pegá-los pelo outro lado, mas vamos dar uma chance para a amazona que até agora não fez nada de útil aqui.


A rede é montada. Com o detalhe que, se você olhar o desenho, o laço é amarrado enquanto ela fica de braços cruzados sem fazer nada. Tem vida própria essa pôrra?


Só que aí o laço inquebrável da Mulher Maravilha... se quebra. Agora fudeu de vez, bora correr de novo.


E agora é a vez da Mulher Maravilha ser comida pelo Pac-Man. No bom sentido, não vamos pensar bobagem...


Sobrou só o japa, que ainda deu o azar de ficar em um beco sem saída. Mas aí ele olha ali pra parede alguma coisa, que ele imediatamente identifica como sendo um relé do computador que dá acesso aos controles do jogo. Embora mais pareça uma mera saída de ar, mas vamos fingir que acreditamos.


Assim, ele decide entrar em modo Taz-mania, virando um roda-moinho...


... se enfiando no buraco que leva para os circuitos da máquina de fliperama.


Ele então chega até a CPU do computador, onde temos fios que transmitem cargas elétricas bizarras em formato de cilindros e cocôzinhos de coelho, provocando um curto-circuito pra dar um tilt no fliperama.


Apesar de eu não entender como que uma corrente de ar possa provocar tudo isso num computador, é o suficiente pra máquina começar a fazer barulhos estranhos, deixando Bizarro todo cagado de medo.


Depois de tanto fuxicar na máquina, saí mais um daqueles raios que acerta o Bizarro em cheio, levando ele agora pra dentro do mundo de video-game, deixando também uma nuvem de purpurina no ar...


... trocando de lugar com os três Super Amigos, sãos e salvos do lado de fora.


O Samurai, que mais uma vez foi o cara que salvou o dia, termina com uma de suas frases de efeito, dizendo que um bom samurai não conhece apenas os costumes antigos do Japão, mas também os modernos. Ou ele devia trabalhar na Nintendo pra saber como consertar um jogo.


E agora a tarde será bem divertida, pois eles devem agora jogar uma partidinha de Doom, contra o coitado do Bizarro que está preso na máquina, clamando por misericórdia.


Realmente... Bizarro é a palavra que eu encontro pra descrever esse episódio. Finalzinho meio tosco, mas que acho que está à altura desse desenho. Tenho que admitir que apesar de uma historinha meio fraca, até que foi uma idéia legal de colocar o videogame (ou video-jogo) na parada, pelo menos deixou um pouco de lado aquelas de adolescentes idiotas arrumando confusão... Vamos ver o que eu arrumo para o próximo episódio dos Super Amigos.