quarta-feira, 21 de junho de 2017

As belas da Band II


Hoje me bateu um momento nostalgia, de ficar repassando alguns posts antigos aqui no site. Interessante ver como certas coisas mudaram, tanto no mundo em geral como na minha forma de escrever. Se você tem um blog, recomendo fazer o mesmo; caso não tenha, experimente fazer isso na sua página do Facebook, vendo o que você escrevia e curtia há alguns anos atrás. Posso apostar que muita gente vai acabar se surpreendendo ao ver como que tudo era diferente lá em, por exemplo, 2011, talvez até percebendo aquelas opiniões próprias que permanecem e quais mudaram.

Tipo, ia ser engraçado ver alguém que hoje fica com discurso politicamente correto se dar conta que lá atrás estava fazendo piadinha com gays, por exemplo. 

Eu particularmente vejo que não mudei muito. Continuo escrevendo sempre sobre assuntos polêmicos, e quase sempre com uma posição bem peculiar e destoante do senso comum da maioria; desde os primórdios tendo o grande prazer de destacar as hipocrisias e atitudes condenáveis do PT e do restante da esquerda; sempre trazendo a lembrança de tempos mais simples de minha infância, de clássicos de cinema insuperáveis, brincadeiras mais divertidas e menos frescura na sociedade; mais recentemente, em muitas oportunidades dedicando linhas a linhas para sátiras de filmes e desenhos, colocando em prática a minha veia de comediante; e em muitas vezes, me mijando de rir ao ver o Flamengo se dando mal.


Aproveito para dizer que finalmente os mulambos têm um estádio, pois o Maracanã nunca foi deles de verdade. O Flamerda agora manda os seus jogos naquele estádio na Ilha do Governador, onde o Botafogo jogou enquanto o Engenhão estava em obras... Isso, os urubus acabaram estragando a simpática "arena"... Mas nós nos divertimos ao ver que, menos de uma semana depois de sua inauguração, os flamerdalhos já perderam o seu primeiro título lá, ao serem derrotados pelo Atlético Mineiro na final da Copa do Brasil sub-20. Que seja a primeira de muitas derrotas do mais odiado do Brasil...

Estou me desviando do assunto, embora sempre é um prazer zoar os urubus... Era pra falar dos temas que costumo escrever aqui no site, voltemos.

E, claro... outro tema que sempre esteve por aqui foram as mulheres, embora ultimamente tenha até dado uma certa recaída na quantidade de posts assim... Sempre me deixando confuso, sempre misteriosas e encantadoras, sempre lamentando aqui a minha personalidade desajeitada com o sexo oposto, rendendo várias derrotas na vida amorosa. Provavelmente por isso, fazendo com que em diversas vezes eu viesse aqui, de forma quase que apelativa, dedicar uma postagem para falar sobre alguma personalidade que havia me chamado a atenção, ou inventando listas, coisas assim.


Eu sei, sou um texugo patético... 

Bom, e depois de fazer essa longa introdução (alías, outra coisa que eu sempre faço) e de trazer o tema "mulheres", comento que repassando os posts mais antigos me deparei com um que eu fiz lá em 2011, em que eu falava um pouco sobre as apresentadoras de telejornais da Rede Bandeirantes. Filhote de uma outra postagem mais antiga ainda, de 2009, em que não me limitei a uma única emissora e fiz uma lista das apresentadoras que na época eu considerava mais bonitas, nesta em questão eu realmente fiquei impressionado em como as jornalistas da Band, muito atraentes.

Acho que vale nesse momento fazer um pequeno parênteses... Ao contrário do meu blog, que tem mantido um estilo durante anos, a sociedade mudou muito de 2011 para cá. Piorou em muitos aspectos na minha opinião, com a escalada do "politicamente correto". As pessoas que seguem essa ideologia acabam sendo hiper-sensíveis a ponto de enxergar ofensas em uma mísera vírgula, qualquer comentário que elas julguem como sendo impróprio para um determinado grupo da sociedade é motivo para uma explosão desproporcional de raiva e ódio, promovendo uma postura que chega a ser agressiva.

E tenho a certeza que se um politicamente correto, ou mesmo uma feminista daquelas exageradas, veio aqui e leu a simples frase "as jornalistas da Band, muito atraentes", já deve estar me chamando de machista, tarado, estuprador (pois, afinal, na cabeça delas todo homem é um potencial estuprador), cretino, filho da puta, desgraçado, canalha e outros adjetivos menos amistosos.


Então, vamos lá dar uma breve pausa no assunto que eu gostaria de escrever aqui, mas que vou precisar explicar, uma vez que uma pessoa parece não ter mais direito de dizer ou pensar algo que fuja do estatuto do politicamente correto...

Quando eu falo de uma apresentadora de telejornal atraente, eu não estou sendo aqui superficial a ponto de elogiar apenas a sua aparência. Sim, eu sei que essa é a primeira coisa que se pensa, que quando se usa uma palavra como atraente a tendência é pensar apenas no físico. Como se, mesmo que fosse apenas com essa intenção, isso fosse algo ofensivo! No mundo politicamente correto hoje em dia, parece que é errado um homem dizer que uma mulher é bonita, pois isso seria uma objetificação da mulher. Lógico que tal revolta feminista não ocorre quando o elogio vem do Sr. Gray dos tons de cinza ou do metidinho do Bruno Gagliasso, ou de outros sujeitos que são elogiados pelas mulheres apenas por conta de sua aparência... Mostrando como a hipocrisia é o forte dessa turma.


Cara, estou com muito ódio no coração pelos politicamente corretos! Vamos tentar aqui recuperar o fio da meada.

Enfim, como eu até escrevi nas outras duas postagens, jornalistas de televisão me atraem muito devido a uma combinação de coisas. Não apenas por elas serem muito bonitas, mesmo tendo uma beleza mais discreta e natural, longe do visual exagerado de uma Panicat construída na base do bisturi e Whey Protein que a maioria dos homens curte. Mas também pelo fato de que essas jornalistas são geralmente muito elegantes e têm muita classe, além de serem pessoas cultas e inteligentes. O que torna pra mim uma mulher atraente não é só a sua silhueta, mas principalmente a sua inteligência e personalidade, além de sua vontade de ter uma boa vida profissional.


E as apresentadoras de telejornal esbanjam isso. Estão sempre elegantes, sem serem vulgares, sabem se expressar e dialogar sobre assuntos que não sejam apenas praia e academia. Como, por exemplo, escrevi aqui não tem muito tempo sobre a repórter Andréia Sadi da Globonews. Ela não é apenas uma mulher muito bonita, e também muito simpática (pelo menos na frente das câmeras), mas também demonstra um bom conhecimento dos assuntos que ela apresenta, com uma postura durante a entrevista muito natural, dando a certeza de que ela entende do assunto. Ela passa uma impressão muito positiva de que é uma mulher com quem se pode conversar, uma pessoa agradável com quem seria possível ter um relacionamento saudável e completo, algo que não seja apenas superficial como muitos "relacionamentos" que a maioria das pessoas se contenta.

Entendeu? Antes que venha alguém aqui me chamar de machista por simplesmente chamar uma jornalista de atraente, com as melhores intenções. 


Bom, depois dessa longa explicação, acho que podemos voltar à programação normal...

Como eu estava dizendo, naquela postagem eu comentei sobre várias apresentadoras de telejornal da Band, destacando como muitas delas não eram apenas muito belas, mas também muito elegantes e simpáticas, demonstrando inteligência e carisma. Curioso observar como o tempo passa, e diria que metade delas não continua na emissora, se transferindo para outras. Mais curioso ainda é como algumas dessas apresentadoras, que tinham o costume de sentar-se na bancada do Jornal da Band ao lado do Boechat, tendo assim um grande protagonismo apresentando o principal telejornal do canal, e hoje estão com atuações que, na minha opinião, não tem o mesmo destaque.


Por exemplo, Ticiana Villas Boas, sempre encantadora com seu sotaque baiano, agora apresenta reality show no SBT, quando não está aparecendo nas câmeras do aeroporto junto com o Joesley Batista da JBS, seu marido, quando ele se mandou para os EUA; a cuti-cuti Millena Machado está ali no Auto Esporte da Globo, que todo mundo assiste só para esperar a corrida de Formula 1 começar, e que é mais um daqueles programas que a rede do Plim-Plim insiste de manter na grade de domingo, como Globo Rural e Pequenas Empresas, Grandes Negócios, que estão associados a revistas da mesma corporação; a Izabella Camargo, com sua voz elegante que faz qualquer um se encantar, atua de vez em quando como moça do tempo no Bom Dia Brasil; Mariana Ferrão foi outra que também mudou completamente de ares, deixando a bancada do jornal do canal 7 (sim, estou usando a numeração de anos atrás aqui do Rio) para aparecer em um programa matinal na Globo, daqueles que falam de variedades, saúde e receitas, logo depois da Ana Maria Braga e antes da Fátima Bernardes... que também apresentam programas que falam de variedades, saúde e receitas.


Ana Maria Braga e Fátima Bernardes... realmente, as manhãs na Globo são de dar vontade de você ir lá bater um papo com o grande telefone branco no banheiro...


Faz parte da vida... Quando o assunto é rede de televisão, são poucos os exemplos de fidelidade absoluta, tanto no meio jornalístico como de entretenimento. Sei lá, pinta uma oportunidade melhor ali, ou a atual emissora não está sendo muito boa, e logo essas personalidades da TV buscam outro canal. E com isso, as posições por elas ocupadas são preenchidas por novas pessoas.

Quando o assunto é de apresentadoras dos tele-jornais da Bandeirantes, não foi diferente. E, felizmente, fomos assim apresentados à outras jornalistas igualmente belas, inteligentes e carismáticas, sobre as quais comento neste post... depois de uma introdução que parece um discurso do Fidel.

Começo falando da Paloma Tocci, que hoje é quem apresenta o Jornal da Band ao lado do Boechat. Ela é bem elegante mesmo e sempre simpática na apresentação das notícias, de vez em quando quebrando o galho na previsão do tempo. Diferente da Ticiana, ela tem um sotaque bem natural, e sempre mantendo a compostura quando o Boechat do nada decide interromper para comentar uma notícia antes dela apresentar a próxima.


Sem falar que, por algum motivo que eu não sei explicar, acho Paloma um nome lindo!

Outra que em algumas oportunidades está na bancada do jornal noturno da Band é Paula Valdez. Geralmente ela é escalada nos finais de semana, quando so titulares devem receber uma folga. Ela faz o estilo bem discreto, um pouco mais séria do que a Paloma, mas que de vez em quando nos agracia com um sorriso simpático quando apresenta uma reportagem mais light.


Uma outra apresentadora que acho muito carismática e encantadora é Laura Ferreira. Essa aqui mostra como a vida de repórter é dura, pois ela costuma apresentar o jornal da manhã na emissora, chamado Café com Jornal, e em diversas oportunidades a escuto no rádio bem cedo também. E fica por ali até de noite, quando apresenta a previsão do tempo no Jornal da Band. Embora sua participação seja bem reduzida, ela sem dúvida chama a atenção com seu sorriso e com suas roupas elegantes.


Vamos agora para o noticiário local. Aqui no Jornal do Rio sempre houveram umas apresentadoras muito gracinhas, era curioso como em geral as repórteres pareciam ser mais novas, mas mesmo assim extremamente profissionais. Muitas delas sumiram também, e hoje quem me chama a atenção aqui é Joana Treptow. Ela geralmente faz reportagens na rua, mas em algumas oportunidades apresentou o jornal. Dona de uma beleza exótica, loira de olhos claros, é portuguesa de nascimento e tem um charme indescritível. Pena que ela quase não aparece...


Joana merece mais algumas fotos aqui, até porque ela, por ser uma das mais novas aqui no elenco, frequenta mais as redes sociais. Sinceramente, ela é muito linda!



Por fim, não posso sair daqui sem falar de Kalinka Schutel. Outra que geralmente é repórter de campo, cobrindo na maior parte do tempo matérias esportivas mas que dificilmente a vejo. Dona de um par de olhos claros hipnotizantes, é mais um exemplo da beleza do Sul, lá de Santa Catarina e com esse nome provavelmente descendente de europeus. Não tem como não ficar hipnotizado com esses olhões verdes, sua elegância e sua simpatia ao apresentar as notícias.


E essa é minha lista atualizada das belas da Band. Provavelmente vai aparecer alguém discordando, com sempre. Todos são livres para opinar, desde que com respeito.

Enfim... Todas elas mulheres bonitas, simpáticas, inteligentes e ótimas profissionais no ramo jornalístico. Diferente de muitas mulheres que estão aí na mídia, essas são exemplos a serem seguidos, mostrando que, embora elas sejam indiscutivelmente belas, precisaram demonstrar profissionalismo e competência para chegarem onde chegaram, pois trata-se de uma carreira em que ninguém, seja homem ou mulher, se consolida apenas pela aparência.

Bom... pelo menos quando estamos falando de noticiário sério. Agora, se é um jornaleco de meia tigela, como essa tosqueira lá da distante Albânia, o que vale mesmo é a mulher ficar ali bonitinha e de blusa aberta pra ganhar audiência.


Bonito de se ver, sim... Mas, longe da elegância e profissionalismo que vemos nas belas da Band. 

sábado, 17 de junho de 2017

O "Homão" Nutella

Mais uma das postagens de desabafo e de revolta deste texugo. Eu acho que estou me tornando uma pessoa cada vez mais amarga, ficando muito puto com certas coisas, principalmente com as mudanças da sociedade. Tantas coisas estão mudando, transformando o mundo em um lugar mais chato e escroto de se viver, com os ideais novos aí de politicamente correto, de suposta igualdade entre as minorias, da frescurada da sociedade com certas coisas.


E hoje eu venho aqui pra falar sobre o novo tipo de homem que existe. O que as mulheres chamam hoje de "homão"... mas que na minha humilde opinião não passa de um verdadeiro homenzinho Nutella, pra não dizer outra coisa.

Geralmente minhas postagens são incentivadas por algo que eu observo. E nesse caso em particular foi por conta de anúncios que começaram a aparecer aqui pra mim ao consultar a Internet e as redes sociais. Sobre uma tal loja chamada Macholândia.


Pra começo de conversa, não quero que pensem aqui que estou fazendo uma crítica contra essa loja em particular. Antes que apareça algum Relações Públicas aqui me hostilizando, dizendo que estou difamando o estabelecimento. Poderia ser qualquer loja ou rede semelhante que por ventura entrasse sem pedir licença em meu computador para anunciar produtos de beleza para homens que eu jamais teria o interesse de usar. Tem várias, como Men's Market, Barba de Respeito, por aí vai. Citei a Macholândia pois ela foi quem motivou essa postagem, mas me refiro a todas essas lojas em geral. Na verdade, nem vou falar muito das lojas, mas muito mais desse novo visual que os homens estão adotando.

Enfim... Hoje em dia temos um monte de coisas novas, tendências que rapidamente se espalham pelos cantos, motivadas por algum novo traço ou moda da sociedade. E agora são essas lojas que fornecem esse tipo de produto. Tudo para atender um público masculino que está ficando cada vez mais preocupado com a aparência, adotando visuais ditados pelos meios de comunicação e pela mídia. Exatamente naquele estilo de cabelo arrumadinho, em geral com um mega topete cheio de gel e raspado dos lados, tipicamente acompanhado daquela barba volumosa que chega até o peito. Tem até alguns que cultivam um bigode longo, com direito àquela curvinha na ponta.

O que honestamente me remete aos vilões de desenho animado, tipo o Dick Vigarista.


Sempre fico curioso com as origens de certas coisas atualmente. Há algum tempo, iriam dizer que um cara assim era um fresco, que estava querendo chamar atenção. Mas, em algum momento, um sujeito se arrumou dessa forma e logo todos começaram a aplaudir, as mulheres começaram a ficar de calcinhas molhadas e a maioria dos homens começou a imitar, se tornando assim o estilo da moda.

Eu pessoalmente, acho escroto para caralho. Sim, não vou dosar as palavras, acho um visual estúpido, principalmente desses babacas que querem parecer um lenhador moderno, mas que a maior coisa que já cortou foi a cutícula do polegar.


Eu escrevo aqui a letrinha miúda: "aumente drasticamente suas habilidades em cortar madeira". Sério... Como se o simples fato de botar uma camisa xadrez, segurar um machado e deixar a barba crescer faz de você um lenhador.

Mas, enfim... Gosto não se discute...

O que acontece é que esse visual tosco não vem naturalmente. Para manter o cabelinho e a barbinha, o "man" precisa investir tempo e dinheiro, usando uma série de cosméticos. Faça como eu e dê uma olhada no site de uma dessas lojas, você verá ali uma lista de produtos dos mais diversos para uso masculino: além de shampoos todos especiais, incluindo aqueles destinados apenas para lavar a barba, tem loções, óleos, bálsamos (ou, seguindo a versão "chique" em inglês, balms), pomadas, hidratantes, cremes, educadores capilares...


Sério... Educador capilar, que diabos é isso?

Sinceramente, parece que foi-se o tempo em que o homem tinha no banheiro apenas shampoo, sabonete, desodorante e creme de barbear... Ou às vezes menos ainda, conheço gente que se virava apenas com sabonete e desodorante.

Bom... Essa é a realidade hoje em dia, os homens estão ficando vaidosos e passando quase o mesmo tempo no banheiro se arrumando como suas namoradas e esposas. Vai lá, digo de novo, gosto não se discute, se o cara quer seguir a moda e se estilizar assim, siga em frente. Repito, eu acho ridículo.


Não, eu não quero ter uma barba igual a sua, seu babaquara! Vai se fuder!

Mas... O grande problema é o seguinte. Como de costume, a sociedade atual tenta criar suas regrinhas e padrões que devem ser seguidos por todos. E, quando o assunto é como os homens se arrumam, é como se a sociedade estivesse dizendo que esse é o padrão masculino correto e que deve ser seguido. Ou seja, se o cara não tem esse estilo aí moderno, com o cabelo estiloso e eventualmente com a tal barba volumosa, ele é considerado um pária, um dejeto da sociedade que não merece nenhum tipo de atenção.

Não que a barba seja algo a ser desprezado. Na verdade, diria até que a barba é algo como um demonstrador de hombridade, de que o sujeito é homem de verdade. Tipo, como os seios são como a marca registrada de uma mulher, que fazem com que ela seja feminina. Tanto que quando o sujeito é adolescente e tem aquela cara lisinha, que nem bunda de bebê, é considerado que ele anda não amadureceu, que ainda é um menino e não um homem. Assim, nada contra a barba, que é algo de respeito.


O que eu acho meio escroto é que os homens ficaram todos vaidosos no cuidado da barba. Usam uma tesourinha de ponta fina para aparar os pêlos, depois lavam com um shampoo especial, e terminam passando óleos e bálsamos para arrumar e dar volume. Chegam no prédio, entram no elevador e vão lá dar aquela conferida no espelho pra ver se formato da barba está cool, se necessário dando aquele ajuste fino com um pente especial. E sempre que possível, precisam fazer aquela pose ali para destacar a barba, para que apareça para os outros.


Puta que pariu! Sinceramente, homem que é homem de verdade não usa pente nem pra pentear cabelo! Quanto mais pra pentear barba, pombas!

Barba que é barba é aquela que é, digamos... natural. Aquele amontoado de pêlos que cresce na cara quando estamos brigados com a Gillette. Seja no estilo barba cerrada, como de um cowboy daqueles filmes do Clint Eastwood, ou naquele visual de floresta onde a barba parece esconder algum bicho ou restos de comida, tipo o Brutus. Isso é barba de verdade.


Agora, na minha opinião, essas barbinhas estilizadas e moldadas a base de cremes e hidratantes, é coisa de fresco.

Mas torno a repetir, infelizmente a nossa sociedade é uma merda. São criadas essas modinhas e que todo mundo parece ser obrigado a seguí-las. Por que, você pergunta? Porque sim. Porque é o que alguém imbecil definiu que é assim que precisa ser, e todos então vão atrás dessa moda, para se enturmar e para ser bem visto. Quase como um bando de fanáticos religiosos, pessoas que não têm um pingo de autenticidade, nem um pouco de vontade própria para fazer o que gosta, vestir o que seja de sua preferência e se arrumar da forma como curte.

Construiu-se assim o novo estereótipo de homem ideal, o "homão moderno" como muitas mulheres costumam dizer. O homem que se veste com roupinha de grife, preferencialmente com calças justas e camisas xadrez, que tem o seu lado gourmet que faz comidinhas sofisticadas e fit, adepto da boa forma e frequentador de academias de cross-fit, que vai no manicure e pedicure para cortar unha, que só toma cerveja artesanal, que ostenta tatuagens sem sentido que ocupam o braço todo, que passa horas no hair stylist pra arrumar o cabelo... e que acumula uma coletânea de produtos de beleza para manter a sua barba moderna... Sim, esse parece ser o tipo de homem que as mulheres hoje curtem...


Só um comentário, que eu percebo nessas propagandas de lojas de produtos de barba, além de outras que colocam algum sujeito para vender o produto: por que sempre o cretino está olhando para a câmera com essa cara de mau, com uma das sobrancelhas abaixada? É pra querer parecer mais macho? Deve ser, pois quando você olha que o sujeito precisa usar quatro produtos para cuidar da barba, um deles com um conta-gotas que parece um vidro de Rinosoro, a última coisa que alguém vai pensar é que o cara é masculino...

Ou acaba mais é me lembrando das animações de hoje em dia... Onde por algum motivo os personagens sempre fazem essa jogada de sobrancelhas, uma pra cima e outra pra baixo.


Enfim, mas essa é a merda... Esse é o padrão de homem que as mulheres gostam. Acham que o cara assim é gato, é um "homão"... E eu aqui, este simplório texugo que já é feio pra burro e que se recusa a usar esses produtos de beleza "masculinos", fica agora com menos chance ainda de arrumar uma garota...


O pior é seguinte... Hoje em dia todo mundo vem com esse papo de compreensão com o próximo, de "vamos respeitar as diferenças", com uma idéia de que ninguém deve ser excluído ou sacaneado por ser diferente. Mas, na verdade essa história só vale para alguns, quando o assunto é o que está na moda ou o que a sociedade dita como o bonito e o ideal, não tem essa de respeitar as diferenças. Por exemplo, zoar um gordo não pode, é preconceito, é falta de respeito; mas se o mesmo gordo não adota um estilo de se vestir ou se arrumar que é ditado pela sociedade, parece que não há problema em dizer que ele não é um homem de verdade, que é um fraco que não consegue desenvolver uma barba volumosa ou um desleixado que não arruma o cabelo direito.

Eu já escutei muito. Como disse, sou um texugo que está longe de atender aos padrões de beleza impostos pela sociedade. Já escutei, e ainda escuto muito. Pelo simples fato de não cultivar um barbão, por não ter corpo de academia, por não me vestir como o mocinho da novela da Globo. Tem mulheres que olham pra mim com desprezo, que sequer se dirigem a palavra pra mim, pois eu sou do estilo considerado "feio" pela sociedade. Pra dizer que eu já escutei uma vez uma garota comentar pelas minhas costas com suas amigas que eu era horrível, completamente o oposto do Bruno Gagliasso.


Confesso uma coisa, pra mim ser considerado o completo oposto do Bruno Gagliasso é um elogio sem tamanho!

Essa é a sociedade de hoje em dia, esse é o tipo de homem valorizado, é o considerado o "homão". O que na minha opinião é na verdade o perfil de um moleque superficial, estúpido e fresco. O verdadeiro homem Nutella.


Não vou aqui cair na piadinha de citar o que seria o homem de verdade, o homem "raiz". Já cansamos de ver essas postagens no Facebook e no Whatsapp. Mas eu digo aqui uma coisa: o que faz um homem de verdade não é a sua aparência, não é a sua barba ou seu visual de lenhador. Tem muito mais coisa que torna um sujeito em um homem de verdade. É ser honesto, trabalhar duro. Respeitar as pessoas. Ser fiel à sua mulher, seja ela namorada, noiva ou esposa, cuidar dela e fazê-la feliz. Educar e ser um exemplo aos seus filhos.

Ser homem está muito mais em ter uma atitude de homem, do que em simplesmente cultivar uma barba peluda. Mas, se é isso que as mulheres querem...


Tá foda, meu amigo. Essa sociedade tá insuportável, já disse aqui que tem horas que eu gostaria de me enfiar numa caverna e deixar essa pôrra explodir. Tanta coisa estúpida, superficial e sem noção por aí... Como as mulheres bombadas de barriga trincada e toda a onda fitness, a frescura politicamente correta na televisão e cinema que se dói com qualquer bobagem, o monte de gente que defende a alimentação alternativa e supostamente saudável... e agora esse monte de barbudinhos metidos à besta, se achando mais homens que os outros só porque passam horas diante do espelho colocando bálsamo na barba.

Se são coisas assim que as pessoas valorizam, que continuem assim. Só mostra como a sociedade está ficando cada vez mais superficial...

sábado, 10 de junho de 2017

O Sobrevivente - Parte 1

Não resisti. Disse que eu ia levar tempo para fazer mais uma sátira de filmes, por conta do trabalho que dá. Mas eu sinceramente não via a hora de iniciar mais uma. Acho sensacional, fazer piada com filmes que marcaram a vida de muita gente lá na Sessão da Tarde, alguns bens ridículos que tornam até a criação das piadas muito fácil. Penso até em depois estudar aqui no site como criar uma página de referência, onde vocês possam acessar com maior facilidade as zoações que eu fiz. 

Precisava era pensar em um filme, para suceder o sensacional Comando para Matar do Arnold Schwarzenegger, clássico formador de caráter. Eu tinha até uma idéia em mente, mas honestamente pensava se não seria meio manjado demais. Mas, acho que foi mesmo a melhor opção, considerando também que foi uma das poucas sugestões para a nova produção a ser vítima de sátira. Nós vamos agora curtir com a cara do Arnoldo mais uma vez, nesse outro filme clássico dos anos 80, O Sobrevivente.


Era de se esperar... os filmes que o Arnoldão fazia na época eram sensacionais, com doses cavalares de testosterona e ação sem parar. E não podemos deixar de lado o humor sádico do mister Universo, com suas famosas one-liners, geralmente depois de acabar com um bandido. Estava aqui na dúvida entre fazer uma zoação com o Conan ou com o Vingador do Futuro (aquele, com a mulher de três peitos), mas acho que O Sobrevivente será mais legal. Vamos então começar!

O filme começa com uma introdução com um texto na tela, seguindo um modelo tipo Star Wars com sérias restrições orçamentárias. O ano é justamente 2017, que na época era visto como um futuro quase que apocalíptico onde havia falta de comida, petróleo e vários recursos. A censura também havia sido estabelecida, diversas formas de comunicação eram bloqueadas e todo mundo era obrigado a assistir a programação do Estado, que incluía uma mesa redonda entre professores de Humanas de universidades públicas, as transmissões do campeonato mundial de bocha e um programa de jogos chamado O Sobrevivente.


Em outras palavras, era quase como se o mundo tivesse se transformado em uma Venezuela...

Aí as letras são atropeladas por um helicóptero da guerra do Vietnã. Afinal, estamos em um futuro macabro, mas as aeronaves são ainda da década de 70.


E pilotando o helicóptero está o nosso amigo Arnoldo. Aqui nesse filme ele se chama Ben Richards, vamos chamar ele assim por enquanto. Ele faz parte da polícia, e está ali com uma tropa patrulhando a cidade, aproveitando também para passar o relatório do trânsito para o jornal da noite.


Através do moderníssimo monitor de tubo, ele encontra então um tumulto ali de manifestantes pedindo a prisão do Lula. Com o sensor do helicóptero, ele pode ver que o pessoal está todo desarmado, nenhum black bloc à vista. Se fosse uma manifestação do MST, provavelmente seria diferente.


A central diz então que não fazia diferença, que a ordem é mandar chumbo nos protestos, como forma de manutenção da democracia. O Arnoldão então manda o chefe dele se danar, que não vai atirar em gente inocente desarmada, principalmente aquelas que estão pedindo a prisão do "Nine". E que se ele não gostasse, que fosse chupar um prego.


O comandante então fala com o copiloto que era pra fuder com aquele bombado de sotaque engraçado, e assim ele seria promovido a piloto e ganharia um aumento. Na atual situação, faltando grana pra tudo, o carinha já saca a pistola pra assegurar a promoção, mas logo é dominado por Richards, que não vai se entregar tão fácil.


Os soldados que estão ali atrás partem para cima, pois havia agora também uma vaga pra copiloto, e um deles poderia ter a sorte de deixar de ser figurante ali nos fundos da aeronave e poderia segurar no manche. Os três agarram Richards por trás e começam a molestá-lo, parece que foram muito literais quando o comandante disse que era pra "fuder" o cara.


Só que o Arnoldo é espada, e parte pra porrada em todos eles. Incluindo o bigodinho com cara de trouxa que já estava quase de braguilha aberta. Fico pensando nesse sujeito, ao escrever seu currículo, vai ter como ponto alto de sua carreira como ator ter aparecido durante meio segundo levando um soco do Schwarzenegger.


Acontece que sair na porrada dentro de um helicóptero em pleno vôo é uma péssima idéia. E acaba sobrando para Richards, que quase despenca lá de cima. Felizmente para ele, os policiais preferem não empurrá-lo, mas sim trazer ele de volta. Podiam ter deixado ele cair, dizer que foi um acidente, mas parece que os guardinhas ali foram tomados por um lapso de humanidade.


Os poliça dizem então que ele vai se arrepender, que ele está fudido e vai pra cadeia por insubordinação. E o bigodinho acerta uma coronhada nas fuças do Arnoldo, que o deixa apagado e inconsciente. Estou vendo que o traseiro dele vai estar bastante ardido quando acordar...


Dezoito meses depois estamos em uma prisão, onde os presos ficam ali quebrando pedras. Afinal de contas, desde os primórdios da Humanidade que os prisioneiros são usados para fazer algo extremamente necessário para a sociedade como quebrar pedras. 


E essa prisão é controlada pelos soldados do Cobra. Já podemos imaginar o nível de qualidade do serviço...


Quem está ali é nosso chapa, o Arnoldo, que foi colocado em cana por não obedecer a ordem de fuzilar inocentes. Pra variar, temos aqui uma cena de demonstração de força igualzinha ao Comando para Matar. Só que em vez de estar levando uma árvore, ele carrega uma viga de aço maciço, que normalmente precisaria de um guindaste para ser transportada.


A grande sacada é que essa prisão não tem muro nem jaula. Estamos no futuro, e ali o que existia era uma "cerca" formada por vários aparelhos como esses aí. Cada preso tinha uma coleira com explosivo, e se o sujeito passasse por aquele perímetro com a luz vermelha, a bomba explodia e ele perdia a cabeça. Uma técnica de disciplina que havia surgido com o fim dos Direitos Humanos.


Naquele momento estavam chegando novos prisioneiros pro xilindró, depois de mais uma operação da Polícia Federal para a Lava-Jato. Assim, um dos Cobras vai lá pra digitar a senha de acesso para liberar o perímetro, usando um laptop extremamente moderno, de dar inveja ao MacAir.


Um prisioneiro babaquinha de óculos, que chamarei de Wally, chega ali atrás do oficial, com cara de quem não quer nada, mas na verdade tá lá conferindo a senha. Pelo estilo do sujeito, ele deve ter sido preso por trapacear no World of Warcraft.


O sujeito então manda ele dar no pé, que a senha ali não era da conta dele. Mas idiota era ele, quem mandou ficar ali digitando uma senha secreta, que garante que os presos não fujam, assim de forma tão displicente? Aposto que pra ver putaria ele devia ser mais discreto.


E por que usar óculos escuros dentro do recinto? Acho isso escroto pra cacete!

Na mesma hora, Richards então acerta um soco na cara dum negão ali do lado. Lembro que eram os anos 80, e não havia problema em se agredir um negro num filme, assim de graça.


Aí vira uma zona... Que nem briga de bar, começa com dois se estranhando e logo em seguida tá todo mundo caindo na porrada. 


Os Cobras começam então a atirar pra botar ordem na casa. Como disse, não tem mais Direitos Humanos, então não tem problema se rolar uma outra Carandiru. O problema é que os caras são vesgos e cegos, piores que um Stormtrooper, e não acertam em ninguém importante. Deve ser por conta dos óculos escuros, não devem estar enxergando nada ali dentro.


Na verdade a briga fazia parte de um plano de fuga, pois assim todo mundo podia sair pra porrada com os Cobras e tentar desativar a cerca sônica. Liderados logicamente por Richards, que já aparece ali pegando um pobre soldado Cobra e jogando do alto.


Pronto, já temos a mandatória cena do capanga caindo... E não temos nem dez minutos de filme.


E não, não farei o kill-count do Arnoldo nesse filme! Puta merda, deu uma trabalheira da outra vez... Além do fato de que dificilmente chegaremos à marca atingida no Comando para Matar.

O Wally e o negão, que chamarei de Cirilo e que estava ali por ter olhado as calcinhas da Maria Joaquina, estão também juntos com Richards, e a idéia era digitar o código pra assim todo mundo fugir dali. Mas ou o Wally já havia esquecido a senha ou algo estava impedindo ela de funcionar. 


Como o código não funciona, eles decidem ir pro lado de fora. Talvez o sinal da 3G do modem da Claro fique melhor ali, dentro do prédio não funcionava direito. Perceba que o Wally não está correndo, mas quase executando um passe de balé.


Os Cobras continuavam ali se defendendo. Não adiantava colocar a senha, pois o puto ali na maleta imediatamente dava um Ctrl+Alt+Del pra derrubar o acesso remoto de Wally e assim religar a cerca sônica. 


Até que uma hora o quatro-olhos aparentemente consegue, e as luzes verdes se acendem.


Aí um carinha, que chamarei de Frejat, fica todo animado ao ver que está tudo liberado. É agora, ele vai poder sair da prisão e ganhar a vida como cantor de MPB, vender alguns discos e ficar famoso. Seu companheiro, que usa doses cavalares de gel no cabelo e não vai ganhar nome por ser um mero figurante, não acredita que seria tão fácil assim, mas seu amigo não quer saber.


Sai que é tua Frejat! Tu vai conseguir, vai pra galera!


HEADSHOT!!!


Não teve jeito, a cerca ainda estava ligada, o cara foi afobado e assim perdeu a cabeça, literalmente. E o Cobra ali ganhou um fatality para sua coleção.


Richards só fica ali olhando... Embora no fundo ele pensa que será melhor assim, pois o mundo já está fudido demais pra ter mais um cantor de MPB na praça.


Por sua vez, o Cirilo fica puto com toda essa carnificina, por terem matado o seu chapa Frejat. Chega dessa esbórnia, agora ele não vai ser mais chamado de Cirilo, vai se chamar Zé Pequeno, pôrra! E ele pega o fuzil pra queimar o Cobra lá do computador.


Finalmente o Wally consegue desbloquear o perímetro. Ele guarda segredo, mas na verdade estava trocando o "5" por um "S", e por isso não estava conseguindo acertar a senha. No final das contas, o Frejat havia perdido a cabeça não por sua ansiedade, mas por conta dos oito graus de miopia do Wally.


É, acho que depois de fugir ele vai ter que ir lá conversar com a Kelly Key nas Óticas do Povo, morô?


Sei, piadinha estúpida e sem graça. E apelativa, só pra dar uma perfumada aqui na postagem, até agora tomada por marmanjos barbudos e suados... Continuemos, com a bandidada toda se mandando ali da prisão. Podiam ter esperado um pouco mais, pois em alguns dias o Gilmar Mendes provavelmente iria soltá-los.


De noite, estamos agora na cidade de Los Angeles. Afinal de contas, em todos os filmes pós-apocalípticos geralmente a cidade da California é a escolhida. Como é possível ver, realmente o futuro parece bem sombrio, ainda mais com o telão transmitindo o programa da Fátima Bernardes em horário nobre.


E outro programa que faz muito sucesso é o Sobrevivente, apresentado pelo figurão aí de baixo, Damon Killian. Mas que chamarei de Gugu Liberato. Podia chamar de Silvio Santos, mas acho que seria manjado demais, e o Sr. SBT é gente boa, diferente do seu filhote. O mais engraçado é que o anúncio mostra cenas que veremos no filme mais adiante, devem prever o futuro esses putos.


Zé Pequeno, Wally e Richards estão por ali, caminhando no meio do que parece ser a Urú de Los Angeles, até que um moleque de boina vermelha e camisa do Che Guevara perguntar se eles querem comprar um iPhone desbloqueado. Era a senha, na verdade o pivete era um amigo do negão, e que fazia parte da resistência.


Sim, nesses filmes pós-apocalípticos sempre tem uma resistência... Idéia pouco original, mas tá valendo.

A resistência é comandada por um velhote, que doravante chamarei de Matusalém. O coroa ia ali ajudar seus amigos a remover a coleira explosiva. Mesmo longe daquela cerca, sempre havia o risco daquela pôrra explodir caso eles passassem por uma porta de banco ou perto do micro-ondas.


Depois de tirar o aparato do pescoço do Wally e do Zé Pequeno, é a vez do Arnoldo, que senta na cadeira de dentista. Detalhe pra sua camiseta ridícula.


Mas o Matusalém diz que não estava muito a fim de ajudar. Pois ele era um ex-policial que havia prendido seus amigos e acabado com as suas músicas. Fala do filme mesmo, nada a ver reclamar de ter acabado com suas músicas. Mas o pessoal das antigas vai se dar conta que o sujeito ali é daquele grupo Fleetwood Mac, então a piadinha tinha sim algum sentido. Talvez um prelúdio de que em 2017 ninguém ia fazer idéia de quem era o Fleetwood Mac.


Começa então um diálogo em que Zé Pequeno diz que o bombado ali não faz parte da resistência, mas Wally lembra que graças a ele todos conseguiram fugir. Richards então passa um sermão, dizendo que todos ali estão sonhando alto demais com esse papo de resistência, que era história de viado que não ia dar em nada, e terminado dizendo pro Matusalém que era melhor tirar aquela merda do pescoço dele, antes que ele enfiasse aquele fósforo aceso pela sua bunda.


Na manhã seguinte, Zé Pequeno e Wally conseguem arrumar uma carona para que Richards vá para cidade, encontrar o seu irmão e assim seguir com a vida...


... só esqueceram de dizer que a carona ia ser oferecida pela Viação 1001. Se bem que tá mais pra zero à esquerda.


Vamos agora pra sede da ICS, que é a rede de televisão que domina tudo por ali, algo como uma Globo do futuro. E podemos ver que os caras não economizaram na arquitetura. Ou o departamento de cenografia não levou a sério a questão de proporções.


E uma multidão está ali pra aplaudir o Gugu, que aparentemente é a grande estrela da TV. Cheio de gente ali pra puxar o saco, tirar fotos e aplaudir o figurão. Só não tem ninguém tirando selfie, pois nos anos 80 não pensaram que a sociedade fosse descer tão baixo...


Logo na entrada, ele está passando ali e leva uma rasteira de um esfregão. Diz o ditado que se varrem os seus pés você não vai casar, o que aconteceria se passassem um esfregão todo molhado?


O velhinho ali que está limpando o chão fica todo sem graça, e pede mil desculpas. Era por conta da artrite que ele estava ali meio desajeitado com o esfregão. Uma verdadeira sacanagem, colocar um idoso ali pra ficar limpando o chão. Mas o Gugu é gente boa, diz que está tudo bem, que ele está fazendo um ótimo trabalho e será promovido.


Assim que ele entra no elevador, ele fala pra sua assistente Janete para promover aquele decrépito para consultor externo, e depois jogar ele debaixo de um ônibus, para aprender a nunca mais sujar os seus sapatos caros. E percebemos também que ele contratou o Zangief do Street Fighter pra ser o seu segurança.


Voltamos a acompanhar Richards. Ele se disfarçou de técnico da NET para assim encontrar o seu irmão, que mora em um puta arranha-céu. Acho que os escritores do roteiro desse filme imaginaram que no futuro todos os edifícios seriam monstros de oitenta andares...


Ele finalmente chega no apartamento de seu brother, mas ninguém responde. Algo inesperado, pois Richards sabia que ele era um bunda rachada que não trabalhava e ficava o dia inteiro em casa se masturbando.


Sem resposta, ele digita a dificílima senha 445566 para abrir a porta. Sim, estamos no futuro, e em vez de um detector de digitais ou algo mais sofisticado, pra abrir a porta basta tentar uma senha de seis números.


Richards então entra no apartamento, que está deserto. E para a sua surpresa, ele percebe que tudo está diferente, tem inclusive uma meia-calça largada ali, o que já faz com que ele pense que agora tem é uma irmã...


Alguns minutos depois, a porta de abre e um belo par de pernas com salto-alto entra no recinto. Mas não era o irmão de Matrix que virou um transsexual, era uma mulher de verdade, que começa a falar para os utensílios de casa.


Sim, é o futuro. Onde basta você falar "what else?" e a sua Nespresso prepara um cafezinho automaticamente. Se bem que essa cafeteira aí tá bem ultrapassada...


Ela também pede para ligar a TV no programa de ginástica do Capitão Liberdade, um bombado maluco de bigodinho e calça apertada. Puta que pariu, que coisa gay! Esse é tão escroto que não preciso nem bolar um nome pra zoar.


E somos apresentados à Amber, nova moradora do apartamento e que entrou na película dentro da cota latina. E que por algum motivo decide fazer exercício de lingerie, pra alegria da galera.


Entra em cena então a vinheta do Plantão da Globo, onde a repórter diz que Ben Richards, o sujeito que metralhou centenas de civis inocentes há cerca de dois anos, estava solto por aí. E era pra população ficar atenta e ligar para o Disque-Denúncia, caso o vissem.


Mas, peraí! O Arnoldo não atirou nos civis lá no início da postagem! Isso mesmo, não se trata de um erro de roteiro, essa é a sacada mesmo. Muito provavelmente os outros policiais seguiram com a ordem e Richards levou a culpa, depois de forjarem uma história.

Amber volta a fazer seus abdominais, pra ficar com a barriguinha sarada pro verão. E torno a ressaltar o fato que ela está fazendo ginástica de camisola, muito interessante. Por mais que eu me dê conta que esse par de pernas hoje deve estar meio flácido, pelo menos na época estavam muito bem.


Aí ele olha pra cima, e está lá o Arnoldo, que conseguiu a proeza de se barbear e não ficar com nenhuma cicatriz ou vermelhão.


Richards, ali ridículo de shortinho, cala a boca da mulher e pergunta se ela está pegando o irmão dele, ou se é mulher de vida fácil. Vai é ficar com a mão toda babada, isso sim.


Ela se desespera, diz que o apartamento é dela, se mudou fazia um mês. Segundo ela foi informada pelo síndico, o inquilino anterior havia sido levado embora para ser re-educado. Nem faço idéia do que seria "re-educação", mas pode apostar que ele não foi mandado para uma sala do primário pra aprender o ABC.


Na boa... Quando você compra uma casa nova, uma das primeiras coisas a se fazer é mudar a fechadura, principalmente se o morador anterior foi levado para ser re-educado. E essa estrupícia deixou a senha original, pombas?

Amber consegue se livrar e começa a gritar histericamente em espanglês (mistura de espanhol e inglês), dizendo que tem um bombadão assassino querendo estuprá-la ali dentro. Afinal de contas, quase dois anos no xadrez só vendo bunda peluda, é de se imaginar que o Arnoldão, depois de ver aquela latina de lingerie dando sopa, estava louco pra colocar seu frankfurter na Caverna do Dragão dela.


Só que não adianta fugir, Richards consegue dominá-la facilmente. E pela sua expressão, podemos imaginar que Amber ficou na verdade é impressionada com o físico do sujeito, e com isso ela sossega na gritaria.


E enquanto isso, a Capitão Liberdade fica ali se mostrando no seu programa... Caceta, que coisa escrota...


Voltamos para a sede da rede de televisão. Era hora do Gugu escolher algum criminoso encarcerado para colocar no seu programa. Essa era a idéia, os participantes eram sempre bandidos que caso conseguissem sobreviver, ganhariam a liberdade. Seus assistentes vão passando ali pela ficha dos "candidatos", entre eles um molequinho, acusado de ter feito cocô no sapato da mãe.


O assistente, que parece ter feito seu terno com uma toalha de mesa, diz que o Gugu está sendo muito exigente. Se não fosse um dos nomes que ele estava sugerindo, iam sobrar só os presos de Lava-Jato, e aí já viu que iria rolar algum esquema de corrupção que acabaria com a audiência. Detalhe para o pôster do que parece ser uma série chamada "O Barco do Ódio".


Gugu não quer saber, ele precisa de um participante que chame a atenção, para assim ganhar mais pontos de audiência e bater de vez o Domingão do Faustão. E em primeiro plano, vemos o Zangief, com direito a um guardanapo vermelho no pescoço, filando uma coxinha do prato do lanche de seu patrão.


O merdel ali oferece o lanche pro seu chefe, que descaradamente se levanta e o ignora. Um verdadeiro puto esse Gugu! A Janete, que não está preocupada em ganhar uns quilinhos já que está sem namorado há meses, se antecipa pra pegar um rolinho de salsicha.


O Gugu está quase desistindo... Sem um participante de peso, ele vai ter que voltar a apresentar a brincadeira da banheira, mas que depois da censura perdeu um pouco a graça depois que as modelos de biquini foram substituídas por sexagenárias. Ele vai ali, olhar pela persiana...


... e então fica excitado ao ver uma fita da fuga da prisão, com o Richards correndo. Me parece que esse Gugu gosta é de dar marcha-ré no quibe, pra ficar assim babando pelo bombado.


A expressão de todos na sala diz tudo. Parece que o Gugu, a Janete e o panaca com o prato ficaram todos melados de excitação ao ver o vídeo em câmera lenta do Arnoldo correndo. O aspone fica meio desanimado, não apenas por estar interessado em dar uns pegas na Janete, mas também por ver que seu chefe cagou para a pesquisa de bandidos que ele fez. E o Zangief está ali imaginando se ninguém vai comer o restante do lanche e ele poderia fazer a limpa.


A Janete, que ostenta um brinco incrivelmente ridículo, diz para o Gugu que não será possível colocar Richards no seu programa, pois ele é um preso militar. E em seguida ela engole de uma vez outro rolinho de salsicha, demonstrando que realmente está precisando arrumar um namorado.


Usando o seu moderníssimo telefone de mesa, mais uma das grandes maravilhas tecnológicas do século XXI, o Gugu liga para seus amigos no Congresso, para assim mexer alguns pauzinhos e trazer aquele bombado para seu programa. E o carinha do prato continua com a mesma cara de paisagem.


Acho que está na hora de dar uma pausa... Acho que vou quebrar o recorde de fotos mais uma vez, será? O filme ainda está meio devagar, mas na próxima as coisas começam a esquentar. Até lá!