quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Mais um vexame hilário

Simplesmente não dá... Não tem como evitar e não vir aqui para uma postagem curtinha em homenagem aos pobres mulambos, que acumularam mais uma eliminação em uma competição internacional depois de uma derrota vergonhosa em casa para um time de expressão praticamente nula no cenário mundial de futebol, chamado Palestino do Chile.


Já ouviu falar? Nem eu?

Mas o glorioso Palestino se junta à galeria dos clubes que calou a boca dos flamerdalhos arrogantes, que ficaram sentindo o cheirinho de mais uma eliminação, fazendo a alegria deste texugo e todos aqueles que desprezam esse time ridículo metido à besta e que não sabe que depois do cinco vem o seis.


Chora mulambada!

domingo, 25 de setembro de 2016

Choices: Stories You Play


Já comentei um pouco aqui em diversas vezes que eu gosto muito de ler. Sempre é interessante ler alguma história, uma boa leitura é um passatempo que me agrada. Só que desde mais novo, uma coisa geralmente me deixava um pouco injuriado quando eu pegava um livro, principalmente quando se tratava de alguma história: era o fato de ver muitas vezes o protagonista tomar algumas decisões estúpidas, ou dizer algo totalmente incoerente. Sempre tive essa postura de achar que eu poderia fazer algo diferente e assim chegar a um resultado melhor... Tudo bem que em uma boa história muitas vezes para atrair o leitor os personagens precisam fazer coisas que não são as que você faria, tudo para justificar algo da trama.

Talvez por isso em algumas situações a leitura dava mais espaço ao videogame. Apesar de existirem jogos com histórias bem lineares, pelo menos era legal ver que o bonequinho ou nave na televisão estava ali sob meu controle. 

Mas, eu confesso que muito disso mudou com os livros jogos. Aqueles livros onde em determinados momentos você tinha que escolher entre algumas opções, e assim guiando o rumo da história. Comecei quando garoto com os livros da série Escolha Sua Aventura, que inclusive ganharam um post aqui lá no longínquo 2009, que eu convido para que você dê uma olhada. Depois vieram os livros da série Aventuras Fantásticas, que eu preciso muito fazer um post aqui, falando dos meus prediletos. Começava a criar em mim o interesse pelos RPGs, que infelizmente não foi muito para frente já que foi difícil encontrar quem curtisse também, vide a febre dos videogames da época.


Mas o interesse por esse tipo de diversão, onde se faz escolhas e assim se controla a história, ainda permanece. E com a chegada dos smartphones e tablets, muitos desses jogos saíram por aí, um deles que me cativou demais, que foi o Cause of Death, também comentado neste post mais recente (mas mesmo assim de 2 anos atrás). Em muito por sua história policial empolgante, mas também graças a personagens muito bem construídos. Ele era a dupla de um outro jogo similar chamado Surviving High School, que já tinha o tema de historinha adolescente, mas mesmo assim interessante e divertido. Foram lançamentos da Electronic Arts e que durante alguns anos me divertiram bastante, até serem cancelados... Sim, tudo que é bom um dia acaba, mas consegui guardar aqui todos os episódios desse jogo em meu velho iPod que continua firme e forte. E esperava ansioso por uma eventual continuação deste joguinho empolgante, que não veio.

E aí então venho ao motivo dessa postagem...

Para contextualizar, boa parte da equipe que desenvolvia esses dois jogos formou uma nova empresa chamada Pixelberry e começou a criar seus próprios. Começando por um chamado High School Story, que vinha no estilo de simulador como inúmeros outros jogos, mas tentando trazer o toque de faça as suas escolhas. Inclusive trazia alguns personagens vindos do Surviving High School lançado anteriormente. Fizeram depois um bem similar, focado em estrelas de cinema, aparentemente no mesmo estilo de simulador. E recentemente, atenderam às preces de muitos órfãos dos jogos anteriores que fizeram sucesso, com o jogo Choices: Stories You Play.


Este jogo resgata muito bem o clima de jogo de escolhas, em que você vai guiando a história e acompanhando os protagonistas. Com um toque bem interessante: neste aplicativo, você tem três grandes tramas para escolher, de acordo com a sua preferência. Seguindo as atenções da empresa, que busca certamente um público mais jovem e em sua maioria do sexo feminino, há as histórias de romance, ambientadas no mesmo clima de high school visto nos jogos anteriores, chamada The Freshman (ou a Caloura). Mas há também uma linha de histórias no estilo de fantasia chamada The Crown and the Flame, com castelos, espadas e magia, para agradar aos fãs de Dungeons e Dragons, ou ao menos aqueles que como eu cresceram com os livrinhos de aventura de Steve Jackson e Ian Livingstone. E, para fechar, a terceira trama era bem influenciada pelo grande sucesso de Cause of Death, com as histórias de mistério policial de Most Wanted, onde mais uma vez você viria a acompanhar uma dupla de policiais buscando a solução de um crime.

Recentemente eles criaram uma quarta história, mas que segue a linha de romance também. Como eu já estava escrevendo aqui esse post antes do lançamento dela, deixarei por ora para uma próxima oportunidade. 

Bom, cabe comentar um pouco como o jogo em si funciona. Cada trama possui alguns livros, que vão sendo lançados periodicamente, conforme dito pela empresa. Hoje a série de romance já tem uma meia dúzia de títulos, a de fantasia recebeu recentemente a segunda parte de sua epopéia, enquanto que a série policial, minha favorita, está ainda no primeiro livro. Mas, é questão de tempo até recebermos a continuação. Você então escolhe um dos livros, e cada um tem um determinado número de capítulos, que você vai jogando em sequência. Infelizmente você não tem como escolher o capítulo que quer, uma vez terminado um você parte para o próximo. Mas os livros podem ser relidos quantas vezes você quiser.


Choices segue a premissa de uma história onde você deve tomar decisões. Como acontecia em Cause of Death, existem sistemas de pontuação, alguns deles que ficam visíveis na tela todo o tempo, outros que são mais escondidos, que servem para controlar o andamento da história. De acordo com as decisões que você vai tomando, você ganha pontos ou não, e com isso liberando inclusive algumas cenas especiais. Confesso que joguei mais o Most Wanted, onde já vi que, além de algumas escolhas que têm tempo limitado, com um reloginho contando, há aquelas que só são habilitadas se você conquistou uma certa quantidade de pontos, exigindo assim que você busque a opção correta. E há as opções especiais que dependem dos diamantes.

Aí é que entra a única parte meio chata do jogo...

Como de costume, muitos jogos hoje em dia têm seus sistemas "monetários", algum tipo de pontuação que você usa para fazer algumas coisas nos jogos. Esse "moeda" geralmente pode ser conseguida dentro do jogo de alguma forma, ou tem um sistema de tempo (por exemplo, após uma hora você ganha uma certa quantidade dessa "moeda"). E, logicamente, você pode adquirir mais usando dinheiro de verdade, e é aí que as empresas acabam garantindo o seu sustento.


E Choices não é muito diferente: o aplicativo é gratuito, mas ele envolve dois tipos de itens, as chaves e os diamantes. As chaves são usadas para você iniciar um novo capítulo, ou mesmo jogar novamente. Ou seja, mesmo que você esteja repetindo uma história, terá que usar uma chave para iniciar o capítulo. Você começa com duas chaves, o que em um primeiro momento pode dar um desespero. Mas, até que não é muito mal, pois tão logo você tenha usado todas, começa então um contador, e em 3 horas você ganha mais duas chaves e pode continuar jogando. Frustrante se você está empolgado com a história e quer continuar logo. Claro que você pode recorrer ao dinheiro para comprar chaves, mas na atual conjuntura vale mais a pena esperar...

Por sua vez, como disse acima os diamantes são usados durante o jogo para habilitar algumas opções especiais. Geralmente são escolhas que tornam seu trabalho mais fácil, ou mesmo que liberam algumas cenas adicionais, como flashbacks que ajudam a explicar melhor a história. Você começa na primeira vez que abre o aplicativo com algumas dezenas de diamantes, mas que dá para uma ou duas opções especiais. O chato é que, para ganhar diamantes, você deve completar um capítulo novo, ganhando um diamante...


Sim, unzinho só. E somente se o capítulo for novo, se você estiver jogando de novo não ganha nada. Considerando que cada história tem cerca de 15 capítulos, isso significa 15 diamantes que você pode adquirir gratuitamente. Quinze diamantes que dão pra uma única opção, com sorte. Se quiser mais, só comprando com seu dinheiro. Ao menos, as opções que foram "compradas" ficam à disposição pra sempre depois, mas mesmo assim...

Eu já venho nesse ponto destacando realmente o único ponto negativo de Choices, que é um sistema para ganhar diamantes que exige que você gaste seu dinheiro. Tudo bem que nada impede que você jogue sem diamantes, todas as histórias são possíveis de serem concluídas e bem em modo 0800. Mas é frustrante ver que certas opções não podem ser acessadas sem colocar a mão no bolso. Ainda mais considerando que cada opção não sai por menos de 10 diamantes, algumas por mais de 20, de forma que mesmo pagando você na prática não vai conseguir aproveitar muito. Deviam era colocar alguma forma de você ganhar diamantes mais facilmente... Tipo, assista um vídeo e ganhe 1 diamante, ou algo como jogando dias seguidos você poderia ganhar 5 diamantes... 

Vou dar um exemplo de frustração grande... Aviso que é um pequeno spoiler, mas que não afeta muito a história de Most Wanted. Se você não quer saber, passe pelos pontinhos. E adianto que pode colocar em dúvida a minha hombridade, mas corro o risco...

...

...

...

...

...

...

Na trama de Most Wanted, tem uma hora que você deve escolher se adota um cachorrinho que te ajuda em uma cena crítica contra o bandido, ou se você entrega ele para a carrocinha, onde sabe-se lá o que farão com ele. Com direito ao cãozinho ser todo meigo, e uma policial lamentar com uma carinha triste se você não fica com ele. É de deixar triste...


...

Qual foi? Sou um texugo e que gosto muito de meus amigos de quatro patas!

...

...

...

...

...

...

OK, passou o spolier, pode continuar lendo.

Eu entendo que as pessoas que trabalham numa empresa dessas precisam pagar o leite das crianças e as contas, mas eu sinceramente acho que hoje esse sistema ainda está muito falho. Dificulta até se você tem interesse em ler todas as histórias, fica impossível. Tanto que existem por aí muitos sites que dizem ter algum tipo de hack que habilita chaves e diamantes infinitos, mas cujos links de download logicamente ficam protegidos por mais uma daquelas pesquisas sem vergonha que pedem o seu número de celular para te mandar um monte de spam... Sim, eu confesso que tive a curiosidade de ver isso, até porque a imensa maioria de buscas pelo nome do jogo no Google retornam sites que alegam ter esse aplicativo para hackear o programa.

Mas, eu pessoalmente não acho legal, não acho correto esse tipo de crack pra burlar o jogo. Entendo até a frustração, e certamente a Pixelberry vai ter que pensar nisso. Tornando a aquisição pelo menos de diamantes mais fácil, isso acabaria tirando o espaço desses sujeitos que querem sacanear.

Enfim, mas voltando à mecânica do jogo, Choices mantém uma proposta simples. As opções são das mais diversas, algumas delas são inclusive responsáveis por liberar certas "conquistas". Tipo, se você descobrir o motivo do criminoso estar matando gente, ou se você conseguir salvar o refém sem nenhum machucado. Isso gera até um certo replay value na tentativa de desbloquear certas cenas. Há até escolhas que resultam em algo fatal, mas nesses casos geralmente se retorna para um ponto anterior na história para que você tente melhor sorte. E essas escolhas não podem ser feitas de qualquer maneira, é necessário prestar atenção na história para saber o que responder. Choices até traz uma pequena ajuda, pois em diversos momentos os textos aparecem em verde, indicando coisas que são importantes e devem ser memorizadas.


Curioso é que muitas das opções envolvem você escolher um tipo de roupa para usar, certamente mais uma das influências do "toque feminino" no desenvolvimento do jogo. Por exemplo, você pode escolher se a protagonista vai continuar com sua roupa normal, ou se coloca uma mais reveladora pra chamar a atenção de todos ao redor. Geralmente isso não muda apenas a imagem da personagem, mas também altera o andamento da história, algumas vezes até ajudando. A história de colégio parece trazer a maior flexibilidade, pois você tem como customizar a garota que estrela o jogo, escolhendo sua aparência, tipo de cabelo e roupas. Claro que nada muito mirabolante, não espere aqui algo como no The Sims, mas sem dúvida permite um certo nível de personalização do jogo...


E assim segue o jogo. Ao longo de um capítulo do livro você vai tomando as suas decisões, chegando ao final você pode seguir para o próximo capítulo ou tentar repetí-lo. Aqui, apenas na série de fantasia é que você pode ter uma certa idéia de o quanto você foi bem, pois é dado um resumo do que aconteceu, incluindo algumas decisões chaves e mesmo algumas pontuações.

Como disse, eu tenho jogado mais a série Most Wanted, devido às saudades de Cause of Death, sempre curti essas histórias policiais. Eu estou até dando uma olhada na série de fantasia, enquanto espero um novo capítulo com mais investigações, e posso dizer que também é interessante. Nele, há algo diferente como um sistema de aliados, onde você vai juntando soldados para ajudar em algum tipo de batalha final. Além da protagonista Kenna Rys, princesa de um reino que eu não me lembro que tem um temperamento forte no estilo de dar pancada, existe seu amigo de infância Dominic Hunter, que aos poucos vai ganhando poderes mágicos. Logicamente, há um certo clima entre os dois, dando o toque de romance da história...


Isso que talvez me deixou um pouco, digamos... sei lá, acho meio manjado demais a idéia de sempre colocar todo esse clima de paixão, assim tão logo de cara enquanto uma guerra está para ser travada. Honestamente, acho que The Crown & The Flame poderia manter-se no ritmo mais de aventura e fantasia, podia até trazer um pouco mais de romance um pouco mais adiante... Para jogadoras do sexo feminino, tudo bem, acredito que seja algo até que elas gostem, ainda mais por ter uma protagonista forte na história... Mas se Choices deseja atingir também o público masculino, precisa dar algo mais no estilo deles. Enfim... Isso não impacta o jogo e essa história de aventura em particular, que aos pouquinhos vai me chamando a atenção também, principalmente por possuir um sistema interessante, onde você deve acumular tropas e aliados para a batalha final.

Só mesmo a história de high school que por enquanto não me apeteceu...

Por sua vez, Most Wanted me chamou muito a atenção, que vale até um comentário mais detalhado. A história é ambientada em Los Angeles, e como já falei você acompanha uma dupla bem incomum de agentes da lei, uma idéia bem conhecida e várias vezes repetida, mas que sabemos que funciona bem. Na história de Cause of Death, se você se deu ao trabalho de ler a postagem que indiquei lá cima, a dupla era formada por Mal Fallon, detetive de San Francisco com instinto de policial e um pouco temperamental, e Natara Williams, investigadora do FBI e expert em avaliar o perfil de criminosos. Aqui, temos uma dupla igualmente bem elaborada, com estilos bem diferentes e até mesmo bem conflitantes, mais que os protagonistas do outro jogo


Você começa com o detetive da polícia de Los Angeles, ou a famosa LAPD, Dave Reyes. Ele é um dos melhores do distrito, e tem um jeito de galã de Hollywood, sempre envolvido com as pessoas famosas, é o cara que todo mundo conhece. Faz o tipo de smooth talker, que consegue usar sua lábia pra interrogar os suspeitos e para conseguir favores, procurando sempre manter o estilo. Costuma trabalhar sempre sozinho, mas para a missão que inicia o jogo ele vai ter que aceitar uma dupla.

E a sua companheira é Samantha Massey, que é uma U.S. Marshall vinda do Texas, que está em Los Angeles para capturar um fugitivo que matou o seu mentor, e que também está por trás do crime em Los Angeles. Ela já segue a linha de policial temperamental, que não leva desaforo pra casa e que se tiver que sair na porrada, não vai pensar duas vezes, mas que também tem um senso de justiça muito forte.

Não precisa dizer que as diferentes personalidades dos dois policiais constantemente entram em conflito, com Dave querendo resolver as coisas de forma mais controlada e política, para não fazer muito tumulto, enquanto que Sam não tem meias-palavras e gosta de resolver as coisas de forma direta. Inclusive em diversos momentos você é colocado diante de uma situação onde deve escolher quem vai tomar frente. Em geral qualquer uma das opções funciona, esse tipo de escolha serve apenas para que você escolha quem vai ganhar pontos para o seu score. A dica aqui é sempre ver aquele que está mais atrás na pontuação, pois o placar é importante para liberar certas opções.


A história é muito boa, com tudo que uma trama policial pede. Intrigas, ação, busca por pistas e interrogatório de suspeito, com várias reviravoltas inesperadas na história. Sem dúvida mais um jogo interessante e que consegue nos prender, com personagens muito bem elaborados. Pena mesmo que por enquanto a série policial está ainda no seu primeiro livro, enquanto as historinhas românticas saem que nem água... E também pena que o sistema com diamantes causa muita frustração por ser tão difícil desbloquear certas opções do jogo. Mas Choices Stories You Play promete melhorar e muito. Pelo menos pra mim, as histórias policial e de fantasia são sensacionais, muito bem boladas e empolgantes. Talvez eu volte aqui a escrever um pouco mais sobre esse jogo e os seus personagens, mas deixa eu primeiro terminar as histórias...

E Pixelberry... Vocês criaram um jogo muito legal. E todos sabem que leva tempo para fazer as histórias, isso todos os jogadores que vieram de seus antigos jogos sabem disso. Honestamente, eu não tenho problema quanto a esperar alguns dias para que saía um novo capítulo, acho que as pessoas em geral precisam perder a ansiedade nível Netflix para acabar com um dos livros do jogo em dois dias. Mas pelo menos vocês precisam dar uma repensada nesse sistema de diamantes... Torne mais fácil adquirí-los sem precisar gastar tanto dinheiro assim. Aposto que fazendo isso, vocês vão atrair mais jogadores, muitos deles que certamente não vão se incomodar em pagar eventualmente por esses itens. Vamos ver se eles escutam...

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Comando para Matar - Parte 3

Passadas as Olimpíadas e Paraolimpíadas, assim como o impeachment da Dilma, continuamos com a saga do Arnold Schwarzenegger para salvar a sua filha, neste clássico filme que canso de dizer que é um verdadeiro formador de caráter. Prevejo que farei uma sátira épica, batendo o recorde em termos de postagens e imagens, mas convenhamos, vale a pena. Precisamos registrar aqui grandes filmes do nosso amigo bombado da Áustria, deixando de lado certas aberrações que ele fez ao longo dos anos.


Quem imaginaria, que o mesmo cara que fez o Conan iria ficar grávido? Sem dúvida esse é um dos filmes mais sofríveis de se ver, ainda mais com o Arnoldo parecendo um traveco.

Recapitulando o último episódio (que você pode ver aqui), Matrix recebeu a missão de assassinar o presidente de Val Verde, para que o Hugo Chávez pudesse se tornar o chefão de lá, ou do contrário sua filha Jenny seria morta. Mas ele já conseguiu fugir do avião e estava atrás do bostelho do Sully, aquele baixinho tarado. E para isso, ele ia contar com a ajuda da comissária Cindy, que fica se perguntando que dia era esse, em que ela se via metida numa confusão estúpida dessas, algo que só acontece na Sessão da Tarde.


Sully estava lá, incorrigível como sempre ao dar aquela torcida de pescoço pra apreciar a bunda da loira que passava, enquanto caminhava para um restaurante cuja entrada mais parecia de um puteiro. Bom, imaginando a corja da qual ele faz parte, deve ser seu restaurante favorito.


E Cindy vai atrás dele. O plano, só para lembrar, era que ela tentasse atrair Sully lá pro canto onde o Arnoldo estava, para que assim ele pudesse arrancar tudo daquele bostinha a respeito da localização de sua filha. E provavelmente arrancar também seu saco no processo.


Acontece que ela é uma arregona. Pombas, não acreditou no Arnoldo, Cindy? A primeira coisa que ela faz é ir até um segurança, dizendo que tem um sujeito lá de dois metros que parece ter saído de uma quadra de cross-fit e que provavelmente estava com a intenção de violá-la que nem um viking no cio. Faz todo sentido, se um sujeito sequestra uma mulher com a intenção de estuprá-la, é natural que ele vai deixar ela solta para ir ali falar com um guarda...


Alheio a tudo isso, Sully está lá conversando com um sujeito de chapéu escroto, que chamarei de Sancho Pança. Sei lá o que eles estão tramando, mas o Sancho mostra que não consegue ser nem um pouco dissimulado na hora de passar um envelope para Sully. Sabe, se você quer passar algo escondido, não tire do bolso e mostre quase no alto pra todo mundo ver...


O guarda Belo, que estava lá no restaurante, decide dar uma conferida no perímetro pra ver se tem mesmo um bombadão por lá, ou se aquela mulher estava sob efeito de bebida e vendo coisas.


E realmente tinha um bombado lá, ela não estava alucinando sob o efeito de bolinhas. Aliás, excelente trabalho em se esconder, Arnoldo! Realmente, não dá na pinta que você está atrás da pilastra...


Vendo que ele é um merda e não vai dar conta de um cara daquele tamanho sozinho, o guarda Belo passa um Nextel para um de seus colegas, dizendo que precisa de ajuda para convidar um criador de caso e possível tarado a se dirigir para fora do recinto.


Azar o dele que o seu parceiro parece ser tão tarado quanto o Sully. O negão tava lá se engraçando com as duas moças (embora uma delas pareça o MacGyver de maquiagem), perguntando se elas queriam ver ele com o seu grande cassetete em ação.


Como comentário paralelo, fica difícil não perceber o japonês de camisa vermelha. Já falei, anos 80...

Sully está lá ainda. Depois de ter trocado algumas figurinhas da Copa com o Sancho Pança, ele volta então ao seu desejo incontrolável de arrumar uma mulher para um clássico "tchaka-tchaka", ele não vai aguentar se ficar um dia sem uma fuzarca. E logo ele percebe que aquela aeromoça que viu no aeroporto estava lá, que sorte!


Os seguranças estão chegando ali para dar umas porradas em Matrix. Se bem que, olhando a pinta deles... O negão tá ali cheio de malandragem, só pensando em se exibir para as minas, enquanto que o paspalho ali do lado parece que deveria estar limpando um banheiro. E lá atrás você pode ver uma menina inocente, curiosa em ver uma demonstração de violência policial gratuita. 


Matrix dá só aquela olhadinha escrota, pensando em quantos milésimos de segundo ele consegue apagar aqueles dois.


Sully está já quase se melando todo. Imaginando que Cindy ficou arrependida por não ter dado mole pra ele, que ela talvez tenha pensado duas vezes e ia topar em se deixar cavalgar, o pequeno tarado vai lá pra cima dela. É o que Sully gosta, de mulheres que correm atrás dele, algo que não deve acontecer sempre.


E na mesma hora começou a porradaria lá. Em dois segundos Matrix já estava nocauteando todos os guardinhas do shopping. A começar pelo negão metido, que vai economizar com pasta de dentes agora em diante.


Sully então percebe o fuzuê e se dá conta de que Matrix conseguiu sair do avião, por mais que isso possa parecer absurdo. Sim, aposto que você ainda não engoliu aquele lance de pular do avião durante a decolagem. Embora, por essa cara pareça que Sully está morrendo de tesão ao ver o corpo másculo e bombado de Matrix em ação, fazendo ele questionar a sua hombridade.


Fudeu, ele precisava avisar o Chávez o quanto antes para que dessem um jeito na Jenny. E como ele não tem um puto no bolso, ainda chega e passa a mão na bolsa de Cindy, pra pegar uma moeda para avisar o Chávez. 


Vendo que Sully está fugindo, Matrix deixa os guardinhas ali catando seus molares e dá um salto mortal para ir atrás dele...


... e logo chega na cabine telefônica onde o tampinha está tentando discar os números. E observe a loira que parece que foi passear usando um roupão de banho.


Matrix começa então a balançar a cabine para todos os lados, fazendo uma cara como se estivesse fazendo força pra dar uma cagada daquelas.


Aí então temos uma das cenas de macho do filme, de violência gratuita no melhor estilo do Arnoldo. O filho da mãe decide então arrancar a cabine telefônica do chão, com Sully e tudo!


MADEIRA!!!


Sério, essa cena é sensacional. Imagina só, arrancar uma pôrra duma cabine telefônica e tacá-la longe, com o bandido ali dentro! Essa é tão boa que precisei fazer um GIF. Melhor de tudo é a cara de psicótico que o Arnoldo faz, querendo agora arrancar a cabeça de Sully fora.


Chega então um porrilhão de guardas pra vir pra cima de Matrix, tentando fazer montinho. E com essa, o puto do Sully já se mandou, provavelmente correndo para uma J.C. Penney para comprar cuecas limpas depois de ser arremessado longe.


Matrix então faz um meia lua com soco forte e aplica um golpe especial que joga longe todos os guardas. Parece Streets of Rage essa merda! Detalhe pro loiro que perdeu o boné e foi dar um beijo na pilastra.


Perto dali, o Sancho Pança sai correndo com sua arma em punho, de quebra derrubando um típico adolescente dos anos 80, com sua jaqueta de couro vermelha. Tá na cara que esse capiau ali tem culpa no cartório, mas não entendi porque ele saiu ali correndo desesperado, podia ter ficado na dele lá no restaurante e não ia acontecer nada.


Ele vai lá, saca a sua arma de chumbinho...


... e BANG, leva um balaço no meio da pança. Pra aprender a não ser idiota. 


E de quebra ainda despenca lá do alto, pra deixar a sua marca no térreo. De novo, não faço idéia de quem era esse cara, o que ele estava fazendo no filme, só apareceu para se dar mal. Pelo menos nos agraciou com a manjada cena do bandido despencando, que sempre diverte a garotada.


Enquanto isso Matrix está descendo a porrada em todos os guardas. Acho que ele está extravasando a sua raiva, pois de nada ia adiantar descer o cacete em um monte de merdas de segurança de shopping comedores de rosquinhas.


Enquanto isso, Sully está fugindo que nem um frango assustado, com medo de ser espancado pelo Matrix. Para isso, ele sai dando porradas na porta do elevador, como se isso fosse fazê-las abrir mais rápido.


Até Cindy decide entrar na zona (no bom sentido, pois ela é uma moça de família), derrubando um guarda que estava apontando sua arma para Matrix. Com o jeito dela, provavelmente ainda pediu desculpas pra ele.


Sully está fugindo no elevador panorâmico. Realmente, uma excelente escolha... Nada como pegar um elevador que fica visível para todo o shopping e anda devagarinho quando se está em fuga.


Matrix decide então fazer uma loucura para dar trabalho para o dublê, rasgando um balão pendurando no teto...


... e depois voando como o Tarzan. Clássico.


Vendo que fudeu, Sully sai correndo do elevador, pra pegar seu carro e fugir dali. Fico pensando como esse filme teria terminado mais cedo se fosse feito hoje, pois a essa altura ele já teria passado um Zap-zap lá pro Chávez pra avisar tudo.


Matrix continua abrindo caminho pelo shopping, espancando todos os guardas de segurança. Na boa, deve ter uns oitenta guardas ali, e o nosso amigo Arnoldo bateu em todos eles. Com direito a um soco duplo escroto pra cacete.


Ele enfim chega ao estacionamento, e Sully quase passa com seu Porsche por cima dele. Ou Matrix tentou aplicar uma ombrada-voadora no pára-brisa que acabou saindo pela culatra. Sabemos bem que mesmo depois dele ser atropelado a quase cem por hora, não vai ter nenhum arranhão.


Não disse? Sem pestanejar, ele corre até o carro de Cindy e dá a partida, iniciando a perseguição automotiva da película. Afinal, filme de ação sem perseguição de carro não tem graça.


Não querendo sair no prejuízo de ficar sem o seu carro, Cindy sai correndo pelas escadas para encontrar Matrix na rua. Era a hora dela ter ficado quieta, deixar esse bombado maluco ir embora, mas a tonta vai lá atrás do Arnoldo. Como que ela tinha idéia de que ele tinha levado seu carro, vamos chamar de intuição feminina...


Ela então entra em sua costumeira fase histérica, reclamando que ela estava desesperada, que tinha sido assediada por um panaca, que ele tinha arrancado o banco fora, e depois ela se viu no meio de uma briga com tiroteio dentro dum shopping. Matrix está ali, fulo da vida, ainda pensando em como tudo isso teria sido mais fácil se ela tivesse ajudado, em vez de dedurá-lo para o guarda.


Seguimos com a perseguição. Não sei, vendo o carrinho genérico de Cindy e baseado no meu conhecimento de Need for Speed, era pro Sully estar se mandando longe em seu Porsche. A não ser que ele seja ruim de roda e não saiba passar marcha direito.


Por uma curiosa conveniência geográfica, o cenário da perseguição muda de uma metrópole para uma estrada deserta nas montanhas. Sei que na California há uma grande variedade de cenários, mas isso já é demais!


E aí começa a porradaria de carro, com Matrix se jogando contra Sully com toda a violência do mundo, arrebentando o carrinho que Cindy ainda estava pagando as prestações.


Muita atenção para essa imagem... Veja como a porta do carro do panaca já está toda arrebentada com essas porradas. Essa informação será crucial para algo mais adiante que vou comentar. Os fortes já sabem.


Sully finalmente usa um pouco os seus neurônios e decide usar a sua arma. Mal sabe ele que nesse filme todos os bandidos foram afetados pela famosa Síndrome de Stormtrooper, que faz com que eles não consigam acertar nenhuma bala no mocinho.


Matrix finalmente acerta uma boa porrada no Porsche de Sully...


... que acaba tombando. Um sofrimento grande para os amantes da boa engenharia automotiva alemã.


Matrix acaba perdendo o controle e acerta de frente um poste a toda velocidade. Sério, ele devia estar a mais de cento e cinquenta por hora!


Mesmo sem air bag e acho que mesmo sem sequer cinto de segurança, Matrix não sofre nenhum arranhão. Confesso que já está perdendo a graça... Ele voa por um desfiladeiro com uma caminhonete, pula de um avião durante a decolagem, é atropelado por um carro e acerta um poste, e nem um mísero corte? Tá jogando com God mode, pombas?


Sully por sua vez, por muito menos, está ali atordoado. Tudo bem que ele também foi jogado junto com uma cabine telefônica, mas agora apenas seu carro virou de lado, não era pra ele estar ali todo molengão. Matrix não perde tempo e decide dar uma fuçada nos bolsos do cretino, pra ver se ele tem algum trocado.


E acha a chave de um motel. Era de se esperar...


Começa então o interrogatório, onde Matrix pressiona Sully para dizer onde que está sua filha. O tampinha disse que não vai dizer nada, que a boca dele é um túmulo e não tem nada que o grandão possa fazer para convencê-lo a abrir o bico.


Matrix então pega Sully nos braços...


... e o leva para a beira de um precipício, para ensiná-lo um pouquinho sobre Isaac Newton e a Lei da Gravidade.


Eu não disse que Comando para Matar é um formador de caráter? Quer cena mais sensacional que o Arnoldo segurando um bandido de ponta-cabeça à beira de um precipício? E não um bandido qualquer, mas um tarado molestador de menores.

Sully se desespera, dizendo que ele jura pelo seu pinto que não sabe onde está Jenny. Vindo de um tarado, tal juramento parece então ser verdade... Ele completa, dizendo que o Cook, aquele negão mal encarado do início do filme, sabia onde encontrá-la. E eles tinham combinado de se encontrar logo mais para se divertir um pouco, e ele poderia levá-lo até o ponto de encontro.


Só que Matrix não é bobo... E diz que já sabe onde é, ele achou a chave do motel. Caberia uma explicação sobre o que Sully e Cook iam fazer juntos em um quarto de motel, mas deixaremos isso em aberto por enquanto, o pobre do Sully já está sofrendo demais pra judiarmos de sua masculinidade.


Matrix então se lembra que lá na outra postagem havia prometido que mataria Sully por último, pois ele era um cara legal, gente fina.


Sully diz que sim, e que como ele era o mocinho do filme, ia ser legal se Matrix cumprisse a promessa, para passar um bom exemplo para a criançada.


E Matrix então admite: "pois é, eu menti..."


... e lá vai!


E como o Coiote, Sully mergulha pelo precipício. Mas, diferente do Coiote, o final não será muito bonito para Sully lá embaixo. Animal! Essa é sem dúvida uma das melhores cenas dos filmes do Arnoldo, jogar um marginal do alto de um desfiladeiro, não tem como ser mais bárbaro do que isso. Bem que ele merecia...


Kill Count do Arnoldo = 3

Depois de despachar o Sully, Matrix volta para falar com Cindy, que diz que agora ele se deu mal, pois está sem carro. Apenas lembrando que quem saiu no prejuízo foi ela, aposto que seu seguro não cobre danos causados por um maluco bombado.


Usando toda a sutileza de um lorde inglês, Matrix vai lá conferir o Porsche de Sully, virando ele com a facilidade de quem abre uma gaveta.


Dentro do carro, Cindy pergunta o que aconteceu com o Sully. Aí vem umas das one-liners mais sensacionais do filme, que demonstra a frieza de uma zoada básica do Arnoldão. Tanto que, mesmo sutilmente diferentes, tanto a frase original em inglês como a tradução dublada são hilárias.


No original, Matrix diz "eu soltei ele", e na dublagem a frase é "ele foi embora". Hilário!

Os dois se mandam, para agora ir atrás do Cook. E lembram que eu falei para vocês guardarem a imagem da lateral do Porsche toda amassada? Em mais um erro de continuidade, ela está agora tão lisinha como a bunda de um bebê.


E assim chagamos a um bom momento para dar uma parada.