sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Rede Globo Manipuladora

Eu preciso fazer esse desabafo... Acho que eu estou ficando mais revoltado do que de costume, mas eu acho que não estou exagerando não. Eu até devo fazer essa postagem aqui no estilo de "conversa", como se eu estivesse aqui dialogando com alguém. No caso, com uma das maiores emissoras de televisão do Brasil, que faz uso de seu vasto poder e difusão para promover ideologias deturpadas da onda politicamente correta.


Tudo isso por conta do tema do momento: as exposições "artísticas" que estão rolando por aí, com quadros mostrando cabras sendo vítimas de zoofilia, crianças viadas, erotização de símbolos católicos e homens nus sendo tocados por crianças.

Vamos lá então...

Eu começo dizendo aqui minha visão sobre essas coisas: todo mundo tem um certo direito a gostar do que quiser. Ainda mais quando falamos de artes e outras coisas relacionadas à cultura. Uns vão gostar, outros nem tanto. É algo natural, gosto não se discute, pois cada pessoa tem os seus valores, as suas preferências e afinidade com determinadas coisas. Sempre defendi aqui essa liberdade, inclusive repudiando a forçação de barra que a sociedade em geral faz para que gostemos de certas coisas, vide as postagens dos Beatles e MPB. Opinião é nem o orifício retofuricular, cada um tem a sua.

Mas, mesmo assim eu acredito que existem certos limites. Existem alguns conceitos que devemos observar. 

Não vou entrar ainda neste momento nas questões legais, que representam barreiras que na minha visão podem e devem limitar certos tipos de demonstrações ditas culturais. Vou começar com uma questão associada aos diferentes níveis de opinião, dependendo de sua origem. Pode parecer confuso, mas vou explicar.


Penso que uma coisa é a opinião pessoal de um indivíduo. Até aí, tudo bem, é um direito que cada pessoa possui. Eu tenho aqui a minha opinião, é algo que eu formei baseado em minha observação, nos meus conceitos de certo e errado, nas minhas experiências de vida e no meu aprendizado. Da mesma forma, você tem a sua opinião, que pode ser exatamente igual à minha, ou pode ser totalmente contrária. Ou pode concordar e discordar em parte, pois entendo que a opinião sobre um determinado assunto nunca será tão binária, tão oito ou oitenta, como muitas pessoas radicais hoje em dia defendem (a velha bobagem do "nós" contra "eles", mote dos politicamente corretos e da esquerda em geral).

Agora, se chegamos aqui para um meio de comunicação, uma emissora de televisão... Aí essa história de opinião é um pouco diferente...


O que diabos eles estão vendo? Por que todo esse interesse em assistir uma tela verde? Eu hein!

Uma rede de televisão pode até ter uma certa postura, pode ter um determinado alinhamento ideológico. Mas eu acredito que uma rede de TV que se preze não pode adotar uma postura demasiadamente parcial, desprezando outras opiniões. Ela deve ser neutra, apresentar as notícias de forma isenta e direta, sem o objetivo de influenciar o telespectador a seguir uma determinada opinião. Principalmente se é uma emissora aberta, que as pessoas têm acesso de graça (ou praticamente de graça). É diferente de uma revista ou jornal, que o sujeito compra se quiser, embora mesmo nesses meios de comunicação é conveniente que exista uma certa imparcialidade, especialmente se o objetivo é atender à toda a população.

Até entendo que podem haver certos momentos em que a opinião pessoal de um jornalista ou apresentador tenha seu espaço, desde que seja deixado claro que aquela é a sua opinião individual, como a que mencionei acima. E até mesmo podem haver momentos em que o grupo de televisão expresse sim a sua opinião, uma vez mais deixando isso claro, como ocorre em um editorial ou em uma coluna com nome tipo "nossa opinião".

E é isso que me leva a falar da Rede Globo, dizendo que ela é manipuladora.

Convenhamos... Mesmo com a TV a cabo e o Netflix, o povão ainda assiste os canais abertos, e em sua grande maioria assistem à emissora do Plim-Plim. Ela faz parte da vida dos brasileiros, principalmente pelo fato de ser uma gigante, de poder ser assistida em qualquer lugar. O mais incrível é que lares que possuem acesso a outros canais dos mais diversos, por conta da NET ou SKY por exemplo, ainda dão audiência para a Rede Globo, assistindo seus programas.

Eu particularmente não vejo quase nada da Globo. Raramente assisto algum dos telejornais, em geral só aqueles aqui do Rio pela manhã, mais para saber da previsão do tempo e das condições do trânsito. Uma vez ou outra, arrisco assistir um Globo Esporte, mas só para ver os gols da noite anterior. Nem jogo de futebol eu assisto mais por ali, não dá pra aguentar mais o Galvão Bueno.


Mas a maioria da população assiste. O povão fica vidrado nas novelas. O povão escuta somente as notícias do Jornal Nacional. O povão se diverte vendo o Faustão, torcendo na Dança dos Famosos. O povão se emociona com os quadros apelativos do Luciano Huck ou se interessa com a intimidade dos globais no programa da Angélica. O povão acompanha com atenção as receitas da Ana Maria Braga e curte as entrevistas da Fátima Bernardes. O povão busca conhecimento ao assistir o Globo Repórter com suas reportagens incessantes sobre algum ecossistema e aprecia o "show da vida" apresentado no Fantástico com suas matérias diversas.

A Globo tem o carinho do povão. A população brasileira confia na Globo. O mínimo que ela poderia fazer seria fornecer conteúdo de qualidade... embora, qualidade é algo relativo: todos os programas acima pra mim são uma merda, verdadeiros baldes cheios de vômito encaroçado com catarro podre, não os assisto nem que me paguem, mas tem gente que adora.

Enfim, sem entrar no mérito da qualidade, a Globo deveria ao menos ser isenta e imparcial nas suas opiniões, adotando uma posição de neutralidade em seus programas. Como ela mesmo diz fazer.

Só que não é isso que acontece...


Eu não sei se é uma ideologia defendida pela emissora em todos os seus níveis, algo como seu lema, que vem lá de cima da cadeira do presidente. Ou trata-se da massificação da opinião pessoal de toda uma tropa de artistas e jornalistas, todos com um alinhamento de discurso muito forte. A questão é que cada vez mais a Globo se mostra como uma grande defensora e incentivadora do pensamento politicamente correto.

Aí, você já pode imaginar o que costuma vir deles...

Isso se mostrou muito forte recentemente, por conta das exposições de "arte". Mais uma vez, coloco entre aspas pois não considero como arte uma cabra sendo comida (no sentido bíblico da coisa) por dois tarados ou um sujeito peladão que todo mundo vai lá pra ficar tocando. Mas, tudo bem... vamos deixar a opinião pessoal de lado. Tem gente que deve gostar... acontece que tem gente que também não gosta. E tem gente que acha abusivo que esse tipo de demonstração seja apresentada de maneira tão livre para as crianças.

Mas aí então, vem você, Rede Globo. Emissora de grande penetração nos lares brasileiros, sempre no topo da audiência. Que se vangloria da imparcialidade, de se limitar a dar a notícia e de defender a liberdade de opinião e de expressão. Diante de um cenário como esse, em que a sociedade está dividida, parte a favor dessa "arte" e parte contra, o que você fez?


Vestiu a camisa do politicamente correto, e tentou de todas as formas se mostrar favorável a essas exposições. Em uma descarada demonstração de parcialidade, ao defender o peladão do MAM e a exposição da criança viada. Deu força a um discurso tolo, acusando aqueles que pensam diferente de você de serem defensores da censura.

Percebi isso em três programas, um atrás do outro. Não os assisti, mas vi a repercussão que teve na Internet. A curiosidade foi tanta que eu fui lá naquele tal de Globo Play pra assistir esses programas, para ver na íntegra os momentos destacados. Primeiro foi no Encontro da Fátima Bernardes, embora ela esteja de férias e aí era outra qualquer uma que estava apresentando, na sexta dia 6; depois, no sábado dia 7, teve novamente essa discussão no Altas Horas, daquele pústula do Serginho Groisman, que há décadas se acha o jovenzinho; e culminou com a apresentação no Fantástico no domingo dia 8 de outubro.

Essa inclusive, quase me fez vomitar...


Eu sinceramente penso muito em como é o discurso promovido pela esquerda politicamente correta diante dessa questão. Acusam a sociedade de estar querendo censura. Não é por aí. Em nenhum momento está sendo dito isso. Querem fazer uma exposição desse tipo, vão lá e façam. Certamente deve ter público que vai querer ver isso, vai ter gente que aprecia obras incentivando zoofilia ou que acham lindo um sujeito pelado no meio de uma sala.

Mas tem o seguinte: não sejam hipócritas! E, por favor, não envolvam as crianças.

Todas essas exposições possuem um apelo muito forte, são muito pesadas para uma criança pequena. Falar de diversidade de gênero, de transexualismo, homossexualidade e outras questões do tipo é algo impróprio para uma criancinha de menos de dez anos, que ainda nem tem noção das coisas, que não sabe ainda direito o que é a vida. Eu acho muito prematuro expor a criançada a tudo isso em uma idade tão jovem assim. Deixem elas crescerem um pouco mais, para que assim possam ser naturalmente apresentadas às questões de sexo, buscando assim a sua afinidade, se identificando com o comportamento que achem melhor para elas. Mas, repito: no seu momento certo. não querem respeitar a opinião de quem pensa diferente, tudo bem. Mas respeitem a inocência da infância, pelo menos isso.


Mas, não é o que aconteceu. A mostra Queer Museu tinha o claro objetivo de apresentar a questão de liberdade de gênero para as crianças. Escolas públicas recebiam folhetos para serem dados aos alunos, explicando ali as obras e falando daquelas atitudes que fogem do convencional. A demonstração no MAM, pela madrugada! Como que deixam uma criança de quatro ou cinco anos entrar ali, numa boa? Será que aquela menina que tocou o peladão, será que ela tem já uma consciência das coisas? Sinceramente...

Gostaria muito de comentar um pouco sobre os três programas da Globo, mostrando como que ela tem descaradamente uma agenda politicamente correta, com a intenção de doutrinar e manipular o povo. Começo com o programa da Fátima Bernardes. A apresentadora (que não sei quem é, mas que é sempre a suplente em praticamente todos os programas da Globo), recebe ali vários convidados. Entre eles, um casal de atores totalmente desconhecidos e até mesmo o Ed Motta, que parecia ali uma berinjela. O assunto era sobre nudez nas artes, incentivado pelo debate sobre a exposição do peladão do MAM. Eles já começam com um certo tom de deboche, quando o repórter vai entrevistar as pessoas nas ruas, e diz que "ali todo mundo pode falar, não tem censura".


Assim é que começa a construção para demonizar a opinião contrária: é pra já dizer que o programa é contrário a censura que está sendo "promovida" pelas outras pessoas. Mesmo sabendo que ninguém aqui está dizendo pra censurar. Mas ok... Apenas guardem isso, que o politicamente correto é supostamente contra a censura. Não vai demorar pra vermos que não é bem assim...

Aí então começa o "debate"... Acontece que esse "debate" possui apenas pessoas que defendem a exposição. Começam então os monólogos dos artistas, querendo dizer frases bonitas e de efeito para ganhar likes no "Feice", condenando o conservadorismo das pessoas que acham errado um homem nu sendo tocado por uma criança. Todos, sem exceção, expressam a mesma opinião politicamente correta. A atriz ali falando exaltada em defesa da exposição, o atorzinho dizendo que acha natural a nudez e que toma banho com a esposa e o filho pequeno, e o Ed Motta preocupado com a onda de conservadorismo. Todos, unânimes, dizendo que censura não pode. Chegando ao cúmulo da apresentadora dizer que a televisão está aí promover o debate, para que todas as opiniões sejam ouvidas, que a discussão é saudável...


Me desculpe... Vão chupar um prego! Promover debate, convidando apenas pessoas que pensam de acordo com um determinado ponto de vista? Onde está o debate nisso? Muito pelo contrário, ao colocar todo um grupo com a mesma opinião, passa uma imagem de que é consenso da sociedade, que todos pensam assim, que é o certo. Quem está ali assistindo e não tem uma opinião formada, vai acabar sendo induzido a pensar daquela forma.

Acontece que esse programa é gravado com um público... e os globais não estavam preparados para escutar a Dona Regina...


Ah, Dona Regina... você está de parabéns! A senhora foi entrevistada e deu um coice, destacando que o problema aqui não é a nudez na arte. A grande questão aqui é a exposição de uma criança a uma situação daquelas. Será que aquela menina estava preparada para isso? A Dona Regina expressou ali o que a maioria da sociedade pensa, que foi uma situação infeliz em que uma menina foi colocada aos olhos de todos, tocando um adulto completamente pelado.

Uma salva de palmas para a Dona Regina!


O que eu acho curioso é como a sociedade politicamente correta condena a exposição das crianças para determinadas coisas. Por exemplo, dizem que é errado fazer uma propaganda de televisão que use imagens de crianças, como aquela dos bichinhos da Parmalat; acham impróprio que toquem Anitta em festinha infantil, pois promove a sexualidade em suas músicas; acham errado que o MacDonald's coloque brinquedos no Mac Lanche Feliz, pois seria uma forma de manipulá-las; tentam proibir livros do Monteiro Lobato por acharem que incentiva o racismo...

Mas... tocar em um homem adulto nu, isso pode... Isso é apropriado para uma criança de quatro anos de idade.

Acontece que para as pessoas que têm valores, como a Dona Regina, não é por aí. Mesmo estando acompanhada da mãe, mesmo tendo uma placa avisando da nudez, trata-se de uma irresponsabilidade expor uma criança tão pequena, ainda sem muita noção do mundo, a algo dessa forma. Os artistinhas da Globo ficaram revoltados, olha só a expressão de ódio nos olhos da cidadã, que depois veio dizendo, em tom debochado, que todos têm direito a ter opinião... Mas certamente amaldiçoando a senhora que pensa diferente dela.


Agora, o mais revoltante é a hipocrisia desse povinho politicamente correto. Logo depois, colocaram a opinião de outras personalidades, incluindo Caetano Veloso, defendendo a "arte" e condenando a censura.

Sério, Caetano? Logo você, que cantava "É Proibido Proibir", vem dizer que censura é errado? Você, há alguns anos atrás, junto com a sua ex-esposa Paula Lavigne, lutou lá no STF para proibir a divulgação de bibliografias não-autorizadas, para impedir que um livro contando sua história fosse publicado?

Mas e aí? Censura naquela época podia? Ou será que tem a censura "de bem"? Me explica isso...


Aliás, vale a pena ressaltar mais uma hipocrisia do Caetano Veloso. Essa tal de Paula Lavigne, que foi casada com o cantor, tem uma diferença de idade imensa para ele. E lá atrás, ele com seus 40 anos teve relações sexuais com ela, que ainda era uma criança de 13 anos! Isso aí no meu dicionário se chama pedofilia...

Só que você não vê nenhuma ONG defensora dos Direitos Humanos ou do ECA criticando o Caetano por sua atitude. Por que será? Sei lá, talvez os politicamente corretos perdoem, pois era época de Tropicália e essas babaquices... parece que nesse contexto, não tem nada de pedofilia em um adulto de quarenta anos trepando com uma criança de treze...

Vamos então para o próximo programa... No dia seguinte, de noite tem aquele tal de Altas Horas, que é apresentado pelo Serginho "fala garoto" Groisman. De forma semelhante, nesse programa tem ali vários convidados que participam de discussões sobre diferentes assuntos, com a escalação de globais como Claudia Raia, Ney Latorraca, Viviane Araújo (cuja "destacável" contribuição para a sociedade é sambar e ser ex do Belo) e Marcelo Serrado, além da cantora Anitta (a mesma que os politicamente corretos dizem ser imprópria para menores). É mais um daqueles programas para tapar buraco, passa lá pelo final da noite ou início da madrugada, com o Serginho Groisman insistindo em querer parecer jovem, diante do público adolescente


Logo no início, veio um quadro com uma tal de Laura Muller, uma sexóloga que aparentemente é convidada constante no programa, que é aquela toda de rosa que parece um remédio pra indigestão. Aí vão aqueles papinhos dos mais toscos. muitas perguntas vindas da platéia, geralmente que começam com o manjado "um amigo(a) gosta de fazer isso". Tive a curiosidade de ver algumas das perguntas da molecada, teve uma menina perguntando se ter relações sexuais com frequência ajuda a melhorar crises de rinite...

Pombas! Puta merda! Pinga um Rinosoro e usa um lencinho de papel, sua tarada! Tava querendo arrumar desculpa pra montar numa mangueira?

Sério, eu me diverti bastante vendo o tipo de perguntas da molecada. Mas o melhor da noite certamente foi o sujeitinho abaixo, criticando o preconceito contra quem faz fio-terra e perguntando se o homem pode sentir prazer anal...


É, devia também estar perguntando pra um "amigo" também...

Mas enfim. Em um certo momento, a discussão começou logicamente a enveredar para a questão da arte, motivada pela pergunta de um dos músicos que estava ali no fundo do palco, sobre o ensino da sexualidade desde muito cedo, fato esse defendido pela sexóloga. Aí, os globais não perderam tempo, aproveitaram a deixa para promover a agenda politicamente correta, liderados pela Claudia Raia, criticando a revolta das pessoas contra o supostamente natural ato de uma menina menor de idade tocar um homem nu. Logicamente, deixando claro que eles ali são "contra" a censura.


Inclusive, um de seus argumentos foi dizer que a mãe da menina é responsável pela sua educação. Guarde bem isso.

Mais uma vez parecia ali que tudo estava tranquilo. Globais expondo ali a defesa ao MAM e ao peladão, e novamente o "debate" se mostrou de forma parcial, uma vez que todos ali embaixo, sem exceção, se mostravam solidários à causa. Todos achando lindo que uma menina de quatro anos fosse incentivada a tocar em um homem nu, que aquilo era arte, que as pessoas estavam sendo muito conservadoras ao censurar tal demonstração inocente.

Só que eles não combinaram com o Luiz Carlos, vocalista do grupo Raça Negra, que estava ali no fundo e decidiu se meter na conversa...


Ele seguiu o pensamento da Dona Regina, falando a sua opinião que coincide com a da maioria da população, em que achou errado uma criança ser exposta a tal coisa. Não era necessário forçar o contato físico, se quisesse ensinar sobre anatomia, que fizesse isso com palavras. Mas não tocando um estranho ali, diante de várias pessoas. Inclusive, ele jogou a pergunta no ar: e vai que ela fosse lá, de forma inocente, e pegasse nas partes íntimas dele? Já imaginaram?

Olha, eu não curto samba, pagode ou seja qual for o estilo musical do Raça Negra. Mas por conta da coragem de desmascarar essa bobagem politicamente correta na frente dos globais, ele merece uma salva de palmas também.


Logicamente que a turminha do Plim-Plim ficou tensa. Claudia Raia então partiu para o ataque, falando de forma forte e quase agressiva (afinal de contas, politicamente corretos respeitam bem a opinião dos outros), reforçando que ninguém pode interferir na educação que os pais dão para os seus filhos, que não dá pra chegar para uma mãe e dizer que o que ela está fazendo é errado.

Chegou ao ponto de partir para o deboche também, dizendo ser uma palhaçada que alguém se diga contrário ao que estava acontecendo, por ser um absurdo todo mundo se metendo na vida dos outros. Guarde bem isso também.


Pra completar, Ney Latorraca e Marcelo Serrado fizeram coro às palavras de Claudia Raia, destacando que é muito preocupante porque estão usando censura para calar a liberdade de expressão, e que o Estado não pode dizer o que o povo pode ou não pode ver ou fazer. Reforçam que ano que vem tem eleições, e que temem que ocorra um retrocesso promovido por grupos conservadores da sociedade que querem acabar com o que eles conquistaram.

Traduzindo o que os globais disseram: o Bolsonaro é feio!


Pois muito bem... Eu acho legal como que essa turma pensa sobre esses temas... Então, comecemos com o argumento da Claudia Raia, dizendo que ninguém deve dar palpite em como os pais devem educar seus filhos.

Me diga então, Claudia Raia... O que você tem a dizer sobre o "comunicado urgente" que o pessoal do sabão em pó Omo fez recentemente, perto do Dia das Crianças? Em que sugerem que os pais façam um "recall" de brincadeiras que reforcem "clichês" de gênero, incentivando que meninas brinquem com carrinhos e meninos troquem fraldas de bonecas.


Gostaria muito que você me explicasse aqui tudo isso, minha cara Claudia Raia. Por que devemos respeitar a opinião e não interferir na educação dos pais quando estes levam seus filhos para tocarem em um adulto inteiramente nu diante dos olhos de várias pessoas, mas não tem problema chamar de "clichê de gênero" quando estes dão um carrinho para seu filho ou uma boneca para sua filha? Eu sinceramente não consigo entender como em certos momentos a educação da criança é da conta única e exclusivamente de seus pais, mas em outros uma emissora, uma marca de sabão em pó e a sociedade em geral se acham no direito de criticar a forma como essas crianças estão sendo educadas pelos pais, acreditando que têm a liberdade de se meter na vida dos outros.

Não precisa responder, Claudia Raia. Eu já sei qual é a resposta...


Eu fico aqui me perguntando como que essas pessoas conseguem ser tão estúpidas assim. Torno a repetir, estamos falando de uma criança muito pequena, aquela menina ali do MAM tem quatro anos. Ela é ainda muito jovem, não tem noções das coisas da vida, e ser exposta assim a uma situação demasiadamente adulta, fará com que ela acho aquilo perfeitamente normal e natural. Mais uma vez digo, querem fazer uma exposição assim, com um sujeito pelado ali pra todo mundo ficar tocando, podem fazer à vontade. Mas é algo que deve ser restrito, crianças não podem ser expostas a isso, é muito exagero, é muito precoce. Só mesmo os politicamente corretos, com seus idéias de tuti-fruti, que acham isso lindo.

Você defende que a educação das crianças é de responsabilidade dos pais, Claudia Raia. Me explica então por que o museu lá de Porto Alegre se achou no direito de educar as crianças que visitam a exposição Queer Museu em excursão escolar sobre diversidade de gênero? Perguntaram para os pais se eles estavam de acordo que seus filhos fossem ver uma mostra com pinturas de cabras sendo estupradas, difamação de símbolos católicos e forte conotação não-heterossexual? Aí a palavra dos pais deixa de valer? Aí a responsabilidade pela educação da criança passa a ser da escola ou do Estado?


Deixa bem clara a hipocrisia dos politicamente corretos: os pais têm todo o direito de educar seus filhos... desde que eles os eduquem de acordo com a ideologia liberal politicamente correta. Pais que queiram educar seus filhos de uma forma mais conservadora, que queiram criar seus filhos como meninos e suas filhas como meninas... esses aí estão errados, estão sendo induzidos por clichês de gênero, e alguém precisa fazer alguma coisa para "salvar" essas crianças.

Comento mais o seguinte, minha cara Claudia Raia. Vamos fazer aqui um rápido exercício então. Vamos então assumir que seja algo perfeitamente natural e lindo que uma menina de quatro anos fique ali interagindo fisicamente com um homem adulto nu. Vamos então considerar que essa seja a forma que a mãe dela ache certo, que seja algo aceitável. Imagine que seja que nem aquele atorzinho lá do programa da Fátima Bernardes, que a mãe dessa menina incentive até que ela tome banho com ela e o marido.


Estamos falando de uma criança de quatro anos. Ela ainda não tem muita noção da vida, não tem ainda o discernimento sobre o que é certo e errado. Tudo para ela é ainda muito simples. Ela ainda não tem conceitos muito bem formados sobre a maldade. Não sou psicólogo, mas penso que o recado que acaba sendo dado para ela é que não tem nada demais em estar ali com um homem nu. "Ah, mas a mãe vai reforçar que ela deve estar acompanhada de algum familiar", dirão os politicamente corretos. Ótimo.

Agora, imagina a seguinte situação: um belo dia, essa menina vai visitar os tios. Tudo legal, tudo lindo, até que a tia precisa se ausentar para ir no mercado. Acontece que esse tio aí é um tarado, um fanático sexual e que se delicia vendo fotos de crianças na Internet... E ele fica sozinho com essa menina. Ele vem então e a convida para uma brincadeira, dizendo que vai fazer que nem o sujeito lá da exposição que ela foi com a mãe, se despindo totalmente na frente dela. Até que então ele a convida para tocá-lo...


Vou parando por aqui, pra não descer o nível... Mas você entendeu onde quero chegar.

Podem dizer que eu estou exagerando... Mas as estatísticas, aquelas mesmas que os politicamente corretos usam nas discussões em defesa do feminismo, atestam que a grande maioria dos crimes de violência sexual é realizada por pessoas próximas das vítimas. Amigos, vizinhos e familiares. Assim, não seria tão absurdo que um belo dia venhamos a ter uma notícia desse tipo, em que uma menina de uma família extremamente liberal, que hoje esteja aplaudindo a exposição onde crianças podem tocar um homem nu, seja abusada por um familiar próximo.

Aí sugiro irem lá conversar com a Claudia Raia quando isso acontecer...

Por fim, logo no dia seguinte a Globo viria então a dar continuidade ao tema. Mas, dessa vez eles iriam "lacrar". Afinal de contas, os dois programas acima têm dois complicadores. Primeiro, são programas gravados com uma platéia, em que poderia haver algum engraçadinho que pensasse de forma conservadora. E segundo, são programas transmitidos em horários de menor audiência. Afinal de contas, o Encontro passa durante a semana de manhã, quando muita gente está trabalhando ou arrumando a casa, e o Altas Horas passa praticamente na madrugada de sábado para domingo, quando muita gente está dormindo ou curtindo a noite.

A Globo precisava de um programa onde poderia apresentar a opinião de acordo com agenda politicamente correta de interesse, em um momento que pudesse atingir uma maior audiência e sem correr o risco de ter uma Dona Regina defendendo um ponto de vista diferente da emissora. E o Fantástico era a opção ideal: horário nobre de domingo, quando as famílias se reúnem em suas casas para se preparar para o início da semana, buscando diversão de "qualidade" ao assistir o "show da vida" apresentado de maneira unilateral no programa de variedades da rede do Plim-Plim.

O programa do domingo seguinte do Fantástico trouxe diferentes temas polêmicos, e o que comento aqui foi um iniciado com a chamada de intolerância. Veja se aguentar, pois eu pessoalmente tive ânsia de vômito.

A "reportagem" começa falando que o brasileiro em geral é preconceituoso, exibindo alguns resultados de uma pesquisa do Ibope. Embora não dissessem, ficava claro um recado de que esses preconceituosos correspondem à parcela conservadora da sociedade, enquanto quem é politicamente correto não se enquadra nisso. Falou-se do machismo, do racismo, da homofobia e até mesmo da gordofobia. Citam inclusive as "frases preconceituosas mais ouvidas", onde coincidentemente ou não, as três primeiras conseguem focar nos três grupos mais apreciados pelos politicamente corretos: a primeira frase seria "ela tem o cabelo ruim", que atende ao clamor contra o preconceito racial, "ela está vestida igual a uma vadia" para criticar o machismo e "pode ser gay, mas não precisa beijar em público" para mostrar que tem muito homofóbico.


Aí o casal de apresentadores propõe uma "reflexão" sobre o tema de intolerância, baseado em casos recentes. Coloco entre aspas, por que já sabemos que essa reflexão será tendenciosa a um dos lados.

O primeiro assunto retratado foi aquele onde traficantes de alguma favela mandaram os praticantes de umbanda a destruírem seus pertences religiosos, que é retratado como exemplo de perseguição religiosa. Depois, foi sobre a Queer Museu, a exposição da cabra e das crianças viadas, em que a apresentadora enfatiza que ela foi vetada pela prefeitura do Rio, por conter referências impróprias à símbolos religiosos (no caso, católicos), além da já conhecida apologia à pedofilia e à zoofilia. E depois fala de forma severa que as obras foram censuradas pelo Marcelo Crivella sem consultar a opinião pública.

Uma pequena pausa aqui. Primeiro, pra aplaudir o trocadalho do carilho do prefeito, em que disse que aquela exposição não seria exposta no MAR (Museu de Arte do Rio), só se fosse no fundo do mar. Não gosto dele, mas nessa ele mandou bem.


Segundo... Eu fico aqui um pouco curioso sobre esse comentário do Fantástico, só faltava ter colocado a palavra "censura" em letras garrafais e vermelhas ao citar na reportagem. Dizem como se o prefeito tivesse agido de forma ditatorial, proibindo uma exposição sem consultar o povo...

Fantástico... tenta fazer uma enquete aí, perguntando se o povo do Rio quer uma mostra com quadros com pessoas trepando com cabras, negros sendo enrabados, crianças viadas e ofensas à religião católica, e depois me diz se a população carioca queria mesmo essa exposição.

Só sejam um pouquinho decentes e não façam essa enquete dentro do Projac, por favor. Escutem o povo mesmo, vai lá na Central e conte pra gente a verdadeira opinião pública.

Vai ser que nem quando fizeram a pesquisa na Globonews se a população aprovava o porte de armas, logo depois do atentado de Las Vegas, em que a rede do Plim-Plim achou que ia convencer o povo de sua posição politicamente correta de ser contrária às armas (apesar de suas instalações e famosos contarem com segurança armada 24 horas por dia), mas levaram uma surra homérica.


Aí chamam então os entrevistados para comentar sobre as manifestações contra a Queer Museu, sendo acusada de promover blasfêmia. Começa com um professor de Direito Constitucional, que comenta sobre o direito à liberdade de expressão, algo que deve ser garantido a toda e qualquer pessoa, que pode ter a sua opinião própria, expressando-a como achar melhor. O sujeito até fala alguns pontos coerentes, mas logicamente dá algumas deixas favoráveis ao que a Globo defende.


Interessante que ele destaca que o limite é quando essa liberdade começa a infringir a lei. Como, por exemplo, infringir sofrimento deliberado a um animal...


... e também é vedado em uma exposição onde uma criança seja exposta à abuso sexual na frente dos outros.


Interessante, né? Mas vão dizer que a cabra não estava sofrendo, e que uma menina ser incentivada a tocar em um adulto nu não é abuso...

A Globo se prontifica em defender, dizendo que a menina estava acompanhada da mãe, que é cenógrafa, e que havia um aviso dizendo que tinha nudez. Ou seja, que aquilo não estava errado, que era aceitável... e que as pessoas que eram contra estavam promovendo o ódio de forma insensata e agressiva. O engraçado é que esses comentários são ditos em um tom severo, como quando você leva esporro da professora ou do chefe quando faz algo errado. Sinceramente, quem nesse momento da reportagem estivesse sem opinião formada, já iria começar a ser influenciado a pensar como os globais. 

Aí dão a palavra a um membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB...


Junta os Direitos Humanos com a OAB, nem precisa dizer que ele só falou bobagem... como defendendo que a criança tem o direito de acessar a cultura (como se houvesse algo de cultural em um cara com a biromba de fora), e que o fato da menina estar acompanhada pela sua mãe, que faz parte do meio artístico, comprova que não houve nenhum tipo de atentado aos direitos da criança naquela exposição.

Apenas comento o seguinte: esse advogado concorreu a deputado aqui no Rio. Adivinha o partido?


Pois é... mostra como a Globo é extremamente imparcial na escolha de seus entrevistados. E o mais engraçado é que mesmo com o PT chamando-a de golpista, a emissora sempre dá espaço pra esses vermelhos... Aliás, veja ali embaixo a quadrilha que ele apoiava: Dilma, Lindberg e Sérgio Cabral... Gente finíssima!

Voltam para o professor, que diz que todos os lados devem ser respeitados, tanto a família que não queira ver esse tipo de exposição, como também a família que queira, desde que não haja nada de cunho sexual. Dizendo que "não se deve impor aquilo que a gente acha que é certo"...

Diante desse comentário, os apresentadores do Fantástico continuam com o seu interesse de impor a ideologia que eles acham que é certa. E fazem isso expondo obras de arte clássicas em que existem pessoas nuas. Citam diversos nomes de quadros e esculturas que foram concebidas por grandes nomes da arte, que expõem a nudez.


Tudo bem... mas vamos combinar uma coisa: é muita prepotência comparar Wagner Schwatrz, o peladão do MAM, com Michelangelo... E repito: o problema aqui não é a questão do nu artístico. A questão que a sociedade de bem contesta é a exposição exagerada de uma criança pequena a algo daquele tipo, onde foi incentivada a tocar em um adulto nu. Volto àquela historinha que falei, passa uma mensagem para uma criança tão jovem de que a interação física com um adulto totalmente nu seja perfeitamente normal, correndo o risco de que ela interprete com a mesma naturalidade uma situação onde seja vítima de pedofilia.

Todo esse discurso aí é com a clara intenção de dizer o seguinte: se você é contra a performance do MAM, você é contra toda e qualquer obra de arte em que apareça algum corpo nu. Acusam os "inimigos" da liberdade de expressão de serem hipócritas. É muita cara de pau, que a Globo merece uma garrafinha de óleo de peroba por isso.


O Fantástico volta para a questão religiosa, destacando uma grande importância da arte sacra, pois ajuda os fiéis a formarem uma imagem visual daquilo que eles acreditam. Chamam ali um artista pra falar, pra defender que as demonstrações culturais e artísticas associadas à religião estão aí há muito tempo, e que nunca ninguém as criticou.

Muito bem, concordo... Agora, me diz o que tem de arte sacra nisso aqui.


O mais engraçadinho foi a apresentadora narrar as palavras do pintor desse quadro: "aquilo não é Jesus, é uma pintura. É minha cabeça. Ponto. Me sinto à vontade para pintar o que quiser". Eles afirmam então que esse quadro aí, onde deturpam a imagem de Jesus, não fere a crença religiosa, e que banir algo só por ser polêmico fere a liberdade de expressão.

Pois muito bem... Não me lembro de terem dito isso quando fizeram uma caricatura do Maomé no jornal francês Charlie Hebdo. Só me lembro de muita gente, que hoje defende uma pintura como essa aí de cima, dizendo que o fato deles terem sido mortos por terroristas foi o preço por terem desrespeitado os muçulmanos. Será que as pessoas podem pintar mesmo o que quiserem? Será que se eu fizer uma exposição em que coloque um quadro com um cruzamento do Maomé com um camelo, o Fantástico virá pra me defender também?

Esse papinho de luta contra intolerância religiosa é muito hilário. Ficam esses babacas aí dizendo que todas as religiões devem ser respeitadas, mas eu não vejo nenhuma comoção quando a intolerância é direcionada a algumas delas, em especial quando as vítimas são os seguidores das religiões cristã e judaica... Por que será? Por que pode-se fazer arte polêmica com cristãos e judeus, mas nunca com muçulmanos, umbandistas e outras religiões?

Mas vamos continuar um pouquinho mais com a matéria. Aí convocam uma psicóloga para falar do preconceito, para dar o "golpe de misericórdia" na parcela conservadora da população. Ela sai então bostejando um monte de coisas, dizendo que preconceito é uma forma primitiva de lidar com a diferença, que essas pessoas têm medo que seus valores desapareçam. Chamam também um outro barbudinho, dizendo que a intolerância religiosa só provoca sofrimento, condenando quando uma pessoa é limitada a exercer o direito de sua fé.


Engraçado... Fala-se tanto da perseguição religiosa... Mas só destacam quando as vítimas são de certas religiões. Ninguém deu muita atenção quando um clube israelita aqui do Rio foi pichado com símbolos nazistas. Nenhuma feminista politicamente correta ou religioso defensor da tolerância religiosa se pronunciou quando uma idosa cristã foi espancada, teve suas roupas arrancadas e foi arrastada nua pelas ruas de um vilarejo no Egito, por homens muçulmanos. Por que a sociedade só se comove quando ocorre intolerância contra algumas religiões, enquanto que contra outras, ninguém se pronuncia?

Quer condenar a intolerância religiosa... Perfeito. Mas condene todos os tipos, e não apenas aquelas que mais lhe interessam.

Voltando à questão das artes, tal matéria do Fantástico passou um recado bem veemente e direto: aqueles que criticam a exposição Queer Museu ou o nu do MAM são preconceituosos e intolerantes que não tem razão, conservadores que querem promover a censura das artes.

Aí chamam quem? Caetano! Pra falar mais uma vez que é contra a "censura" que está ocorrendo contra as artes.


Fala sério...

Vamos falar de censura então? Me diz aí, Caetano, vamos relembrar alguns casos...

Há alguns anos, movimentos favoráveis aos negros se revoltaram contra uma peça de teatro, acusando-a de ser racista, mesmo ela estando em cartaz por vários anos. Levaram para a justiça e conseguiram que a peça fosse cancelada...


Nesse mês mesmo, foi lançado um filme em uma mostra em Brasília, que fala sobre a escravidão. E sua diretora foi alvo de duras críticas de movimentos negros e da própria comunidade artística, que disse que seu filme não tinha direito de vir a público, pois a diretora, como branca, não podia fazer um filme falando da escravidão...

Em maio desse ano, um outro diretor fez um documentário sobre Olavo de Carvalho, um intelectual brasileiro que viveu nos Estados Unidos e que tinha uma visão conservadora. Sua obra viria a ser lançada em um festival em Pernambuco, e aí alguns diretores boicotaram a exposição por não concordarem com o tema do filme, por não quererem dividir espaço com uma obra que eles consideram inaceitável.

Diz aí Caetano... Por que em nenhum desses momentos você falou de censura? Por que não apareceram os globais aí defendendo a liberdade de expressão? Ou vocês acham que tá certo proibir essas demonstrações artísticas?


Isso mostra como no fundo esse papo de politicamente correto, de luta contra a censura e a intolerância é uma babaquice. É tudo fachada para a promoção de uma ideologia. Da mesma forma que esses paspalhos se dizem contra ditadura mas acreditam que na Venezuela, na Síria, em Cuba e na Coréia do Norte existem governos democráticos, quando o assunto é censura logo dizem que são contra... Embora fechem os olhos para as situações onde certos grupos são calados. É a "censura do bem", que é tolerada e mesmo incentivada, quando é para calar a boca de quem não segue a ideologia esquerdopata.

É o pensamento dos politicamente corretos, como todas as bestas que estavam nesses programas da Globo que eu citei: você tem direito a ter a sua opinião... desde que concorde com eles. Se a sua opinião é diferente, que venha a censura.

Honestamente, a Rede Globo faz um enorme desserviço para a sociedade ao agir assim. Com todo esse tamanho que ela tem, com toda a imensa difusão nos lares brasileiros, ela poderia promover um debate sadio e justo em seus programas. Existem pessoas que têm uma opinião formada, que não serão influenciadas facilmente; mas existem pessoas que podem não ter certeza ainda do que vão pensar, de que posição vão tomar, ou até mesmo que só tomem conhecimento do assunto no momento em que assistem ao programa. O correto aqui seria apresentar para essas pessoas somente os fatos, podendo até trazer pessoas para falarem suas opiniões a respeito...


Acontece que isso tem que ser feito sempre dando a oportunidade para ambos os lados da questão falarem. Coloca ali um cara a favor e um contra, permita que os dois possam apresentar seus pontos de vista, que possam ali discutir de forma adulta e sensata, para que o telespectador forme a sua opinião de maneira concreta e solidificada.

Agora, o que você fez, Rede Globo... foi vergonhoso.

Ficou evidente ali o objetivo de promover a agenda politicamente correta, estava claro como água que a emissora veio com o interesse em convencer os telespectadores de que a exposição do Queer Museu é arte da maior qualidade e que não há nada de condenável no artista nu do MAM, que ambas são demonstrações culturais que devem ser vistas por crianças, para terem acesso a questões importantes e para terem contato com as artes (no caso do peladão, o contato foi até demais). Ao colocar todos os convidados e entrevistados defendendo esse ponto de vista, a rede do Plim-Plim tenta construir uma narrativa onde tais coisas estão certas, não podendo ser questionadas. Se você criticar esse tipo de "arte", você é preconceituoso, você é intolerante, você é tomado pelo ódio e aprova a censura, você é um conservador atrasado que não está acompanhando o novo mundo...

É a Rede Globo, fazendo de tudo para manipular o povo... Eles sempre fizeram isso, ditando o que as pessoas devem gostar, o que elas devem fazer, o que elas devem assistir. Agora, tentam mais uma vez enfiar um monte de abobrinhas na nossa cabeça, com o objetivo de fazer uma lavagem cerebral e expandir ainda mais a mazela do politicamente correto, que leva a Humanidade a passos largos para a demência e estupidez total.


O que me deixa um pouco menos pessimista é que as pessoas estão começando a acordar. As pessoas estão começando a perder o medo de falar e contestar a mídia manipuladora, da qual os globais em sua maioria fazem parte. Vide o exemplo da Dona Regina e do vocalista do Raça Negra. As pessoas de bem estão de saco cheio, não aguentam mais essa ideologia artificial cheia de libertinagem, e estão defendendo seus valores, suas opiniões e seus pontos de vista. A mídia tradicional, pouco a pouco vai perdendo seu espaço, com o avanço da Internet, reduzindo assim o seu controle e poder de manipulação sobre a população. Ainda estamos longe, ainda tem muita gente alienada que molda seus valores pessoais em uma matéria do Fantástico... mas fica a esperança de que as pessoas abram seus olhos e não se deixem sujeitar a esses ideais estúpidos de uma minoria que é insignificante, mas que só aparece porque é escandalosa e por ter grandes meios de comunicação como a Rede Globo do seu lado.

sábado, 7 de outubro de 2017

O Sobrevivente - Parte 4

E aqui estamos de volta. Porradaria rolando solta em mais um dos sucessos do Arnold Schwarzenegger, em O Sobrevivente. Aliás, você sabia que esse filme é baseado em um livro do Stephen King, de mesmo nome? Mas que certamente não deveria ter o nível de testosterona exaltada como vemos em mais um dos filmes do Arnoldão...


Soou meio gay essa frase... e essa foto mais ainda. Vamos em frente.

Na última vez que estávamos aqui acompanhando o filme, neste post aqui, Richards e seus amigos estavam sendo emboscados pelos dois Sorrateiros mais estúpidos, Moto-Serra e Dínamo. Uma luta de dois contra quatro, embora só o Arnoldo e o Zé Pequeno sejam dignos de algum tipo de chance. Por isso, Moto-Serra já parte pra cima do negão pra fatiá-lo que nem uma mortadela, mas que dá um drible no motoqueiro maluco. 


Richards decide partir pra violência, e pega uma viga de aço largada ali no canto, pra fazer um strike na cabeça daquele maluco com serra.


SNIKT!


Só que não... A serra do Moto-Serra é foda pra caralho, e corta a viga como se fosse uma baguete. Só em filme mesmo, deve ser uma serra de Adamantium. Richards fica ali, só olhando a fumacinha e se dando conta que podia ter sido o seu pescoço.


Ali do lado, Dínamo parte pra cima do Wally e da Amber com seu carrinho de autorama, botando os dois pra correr. O gordão deu sorte, pois tinha conseguido separar o grupo, e ele ia correr atrás de um nerd molenga e de uma mulherzinha fracote, enquanto Moto-Serra tinha que se virar com Richards e Zé Pequeno. Baita dum cagão, isso sim!


Mas, apesar de estar perseguindo os dois competidores mais fracos e em um carro, Dínamo consegue se perder... É um merda mesmo!


Wally e Amber se escondem, para que o gordo cheio de luzes não os vejam. Acontece que o quatro-olhos então percebe algo que chama a sua atenção. E não estou falando do decote de Amber, por mais que isso parece ser o mais próximo que o Wally chegou de uma mulher, sem contar sua mãe.


Sim, você adivinhou: mais uma parabólica. Porém, diferente das outras que estavam apontando para a área de jogo, essa estava virada para cima. Ali era a tal central, por onde a emissora transmitia sua programação para o satélite para alienar o mundo todo. Wally então arrasta Amber para lá, para buscarem o código.


Richards e Zé Pequeno estão em outro canto, e aparentemente haviam despistado o Moto-Serra. O negão diz que eles precisavam encontrar Wally e a garota de bundinha empinada, mas o Arnoldo não está muito a fim, aqueles dois podiam se fuder que ele não dava a mínima. Só que antes que eles possam fazer alguma coisa, as luzes se acendem...


... e o Moto-Serra aparece de uma passagem secreta, vindo com tudo.


Em um gesto altruísta mas inexplicável, Zé Pequeno empurra Richards para o lado, para protegê-lo da serra...


... e ele acaba sendo atingido em cheio. O negão desaba no chão, xingando a puta da mãe do Moto-Serra de diversos adjetivos nem um pouco amistosos, enquanto atende aos padrões de filmes da época, em que o negro sempre é o primeiro a se dar mal.


Richards vai lá pra ajudar seu parça, puxando ele pelo pescoço. Acho que não ensinaram noções básicas de primeiros-socorros para ele, pois assim só está ajudando o Zé Pequeno a morrer mais rápido.


Moto-Serra vem de novo, mas o Arnoldo não é bobo, e dribla o ataque da serra do lunático. Mostrando para o Zé Pequeno o que ele deveria ter feito, em vez de tentar parar a serra com sua barriga.


Cansado de usar a sua serra, o Sorrateiro decide então brincar de Indiana Jones e usa um chicote com bolinhas na ponta. Realmente, uma arma mais efetiva do que uma moto-serra, parece que está querendo valorizar a luta esse puto.


Com extrema facilidade, ele laça o Richards como um bezerro, e vai agora partir pra brincar de rodeio.


Pobre do Arnoldo... sendo arrastado como um saco de batatas pelos cantos, coitado. Não tenho pena pela dor física, mas por estar fazendo o papel de babaca em pleno horário nobre.


Enquanto isso, lá no palco Leonard está ganhando diversos prêmios do Gugu, incluindo um grill do George Foreman, um aparador elétrico de pêlos de nariz, um aparelho de fax e uma figura de ação do Dínamo, com direito a luzinhas iguais a ele. E lá atrás está a ex-mulher do Leonard, que repentinamente ficou com vontade de reatar, após ver o paspalho ganhando tantos prêmios.


Richards se cansou de ficar sendo arrastado de um lado para o outro, tá na hora de outro momento Conan. Assim, depois de fazer mais uma volta no circuito, ele vê uma barra de ferro cravada no chão, e enrola a corda ao redor dela.


E aí a moto do Moto-Serra é travada, e ele faz um mortal quádruplo para a frente, como se estivesse no Road Rash.


Tá esticadão... Como moto não tem airbag e ele estava sem capacete, é fim da linha pro alucinado. Pra tristeza do Leonard, que vai ter que devolver seus prêmios.


Ali perto, Wally e Amber finalmente estão na central. Ele está ali orgásmico, pois finalmente vai poder usar seu intelecto para alguma coisa de útil, pra calar a boca daqueles outros anabolizados metidos. Amber, por sua vez, continua ali resmungando em espanhol, dizendo que eles tinham que se mandar dali.


Wally abre uma das caixas, onde se depara com um moderníssimo computador. Para entrar no sistema, ele precisava passar por um sistema de código hexagonal, que era fácil de decifrar mas levaria tempo.

Sério, que diabos é um sistema de código hexagonal? E se é fácil, por que demoraria tanto?

Richards vai lá olhar o defunto do Moto-Serra, feliz por ter derrubado mais um desses cornos. E então fica todo animado ao ver aquela serra ali, que seria ótima pra dilacerar aquele gordo de chapéu engraçado.


Pra surpresa de todos, Moto-Serra acorda e pega no cangote do Arnoldo, pra mostrar que ele está vivo e cheio de amor pra dar.


Começa então a peleja, para a alegria da galera que está assistindo tudo no telão lá no Maraca. 


Moto-Serra é muito forte, e começa então a forçar devagarinho a serra para cortar o pescoço de Richards. Depois que decepar aquele bombado de fala engraçada, ia cagar no seu pescoço que nem o Duke Nukem e jogar boliche com seu crânio.


Só que estamos falando do Arnold Schwarzenegger, que era mais forte ainda, pelo menos na época. E não seria um gordo oxigenado que iria derrubá-lo. Assim, jogando toda sua força, ele vai movendo a serra para o lado...


... até que ela esteja perigosamente entre as pernas do Moto-Serra.


O Arnoldo dá uma risadinha, e pergunta se o Moto-Serra está pronto para experimentar uma versão mais dolorosa de um cuecão.


E lá vai! Pela expressão do Sorrateiro, podemos ver que ele acabou de sofrer uma castração no estilo lenhador, com seus bagos sendo dilacerados sem dó nem piedade. 


Diante de tal cena barbárica, as idosas da platéia ficam extremamente chocadas com tamanha demonstração de violência gratuita. Todas, com exceção da vovó ali da esquerda, que havia acabado de ter uma idéia de uma nova receita pra fazer no almoço de domingão para seus netinhos: picadinho de linguiça com ovos. Dilícia!


Enquanto isso, Wally continua penando para decifrar o sistema fácil que ele havia dito. Pouco a pouco, ele vai encontrando os números e pede para que Amber os decore. Como que ele consegue digitar os números com um teclado que parece cheio de figurinhas, é um mistério.


Acontece que ali perto, aparecem uma luzinhas de Natal piscando. Já dá para imaginar quem é...


Finalmente ele consegue decifrar o código, e aparece uma mensagem "You Win" na tela, pedindo para que ele entrasse suas iniciais para colocar na tela do high score. O código é 18-24-61-B-17-17-4, que Amber teria que memorizar.


Acontece que pedir para uma chicana que mal fala inglês decorar os números era a pior coisa que Wally poderia pedir. Amber se enrola toda no final, confundindo dezessete com sete, e o quatro-olhos resmunga, se perguntando se ela havia estudado inglês na Open English.


Será que ainda existe essa Open English? Agora que tá cheio de aplicativo por aí pra aprender idioma, parece que eles sumiram do mapa. Uma pena, tinha até umas propagandas engraçadas, e volta e meia passava aquela com as gostosonas dançando o hit "the book is on the table".


"Êxito!"

Dínamo se cansa de ficar esperando, e decide mandar seus relâmpagos pra queimar aquele caxias. Podia ter feito isso antes deles descobrirem o código, mas seria esperar muito desse seboso escroto.


Os raios atingem Wally em cheio. Considerando que ele ainda estava tocando no computador, toda essa eletricidade ia não apenas matá-lo, mas também fritar toda a rede de comunicações. E esse é o fim da história para o nerd, que devia ter ficado em casa jogando CounterStrike.


Com o impacto, Amber é jogada para o lado, ficando nessa pose sedutora, com a bunda empinada pra cima. Pronto, era o suficiente para o Dínamo ficar excitado, ainda mais ele que tinha pinta de ser virgem.


O berro de Amber, ao ser apalpada pelo gordo, é tão alto que Richards escuta lá de longe. Ele poderia ter simplesmente a ignorado, mas por algum motivo ele decide ir lá. Talvez a vontade de espancar aquele gordo escroto do Dínamo era tanta que ele ia deixar de lado a raiva pela Amber.


E ele precisava correr, pois Dínamo já estava ali com as calças arriadas, só faltava arrumar alguma coisa pra segurar a banha e engatar a salsicha.


O Arnoldo então começa a chamar a atenção do Sorrateiro, xingando ele de tudo que tem direito: lâmpada gorda, rolha de vulcão, árvore de Natal, jóquei de elefante, chupeta de baleia, lona de circo, duas voltas na balança, suíno, botijão de gás e outras provocações adiposas.


Dínamo sempre ficava puto na época de escola quando davam esses apelidos pra ele, e por isso fica fulo com aquele babaca, que se acha só porque tem muque. Com isso, ele manda uns raios de tesão nos peitos de Amber, que a deixam tão extasiada que ela desmaia.


Se para ela o gordo tinha maneirado, Dínamo havia guardado os relâmpagos mais fuderosos pra queimar aquele musculoso. Era questão de honra, em nome de todos os gordinhos que eram zoados pelos seus colegas em forma, ele iria acabar com aquele tal de Richards, pra provar que pneuzinhos e peitinhos eram melhores do que barriga trincada e bíceps definido.


Acontece que ou muque é um mal condutor de eletricidade ou esses relâmpagos do Dínamo eram de araque, pois o Arnoldão continua ali firme e forte, como se nada tivesse acontecido. Ele não era um frouxo como o Wally, que morreu por tomar um choque elétrico.


Vendo que seu super-poder estava mais para super-piada, Dínamo entra no seu Hot-Wheels tamanho família, e decide partir pra força bruta. Destaco o detalhe que esse carro deve ser o primo menos famoso e mais feio da Super-Máquina, com as mesmas luzinhas de led vermelho na frente.


Enquanto isso, nos bastidores da rede de televisão, todo mundo está orgásmico com a ação de Dínamo. Até mesmo o Capitão Liberdade, desfilando seu estilo fashion com um terno feito de tecido de cobertor de hotel de aeroporto, aprova a idéia do Sorrateiro, com aquela expressão de "meu garoto".


O mais engraçado é que, apesar de estar em um carro, Dínamo não alcança Richards. Só pode ser o peso extra, disseram que o veículo só suportava até 150 quilos...


Enquanto isso, Amber está lá recuperando o fôlego, depois de ter encharcado até as meias. Pior que aquele sem-vergonha nem havia deixado o número!


Richards então tem uma idéia, e acelera o passo pra subir em um pequeno morro de entulho, para assim ficar longe do alcance do gordo. Afinal de contas, ele não seria tão burro pra tentar subir aquela pilha de lixo num carro, não é?


Sim... ele é burro pra isso. E lá vai o Dínamo, capotando morro abaixo.


O Sorrateiro está todo fudido, pra completar sua bateria estava acabando e ele ia ficar sem força. Bem feito, quem mandou ficar queimando energia com os raios orgásmicos na Amber? E pra completar, Richards estava ali, com uma viga de ferro enferrujada, que ficaria muito bem pra aterrar o Dínamo.


O Arnoldão só olha com aquela cara de desprezo, louco pra empalar aquele filho da puta que nem um porco no espeto. Certamente teremos agora outra cena de Conan.


Só que Richards parece ter amolecido. Em vez de dar cabo no gordo, ele simplesmente dá uma porrada no seu carro, dizendo que jamais iria matar uma pessoa indefesa. Mesmo um que era tão ridículo e escroto. O Dínamo se molha todo, sorte que estava sem energia ou ia levar um choque.


Pra surpresa do Gugu, a platéia toda começa a vaiar. Estava acontecendo o inesperado, o pessoal começava a ganhar simpatia pelo "vilão" do programa. Ou então todo mundo já estava cansado daquele ridículo do Dínamo, e queriam ver ele riscado do mapa.


Voltando ao camarote, o sistema de som chama por Fireball, que é o negão ali de cabelo zebrado, para que ele se apresente ao guarda-roupa, para ir para o campo de batalha. Perceba a expressão de tristeza das duas garotas, que devem ser suas piriguetes, já imaginando que nunca mais vão conseguir brincar de subir no pau-de-sebo com ele.


Destaque também para o ridículo ali atrás, com um terno de estampa de tigre. Puta merda, parece que adivinharam que em 2017 as roupas iam ser totalmente sem noção!

Richards e Amber voltam lá para onde deixaram o Zé Pequeno, que estava ali agonizando. Ele diz que já era, que já tinha comprado a fazenda. Amber explica que o Wally conseguiu o código, e o negão pede para que Richards a leve para um esconderijo da Resistência no quarto quadrante, onde vai encontrar o Matusalém. Antes de finalmente morrer, ele também pede para que Richards encontre seu computador e apague todo o histórico de internet e uma pasta de vinte terabytes chamada "trabalhos da faculdade".


Do nada, liga um telão ali do lado deles, e aparece o Gugu, todo cheio de prosa. Ele diz que a emissora estava desesperada, era a primeira vez que um Sobrevivente estava ali destruindo toda a concorrência, e ele queria ali ter uma conversinha particular com ele, pois tinha uma oferta irrecusável.


Conversa particular uma pinóia, pois está ali um galerão assistindo. Estão ali seu aspone, a Janete com outro de seus brincos escrotos, o mordomo viadinho que está ali admirando o colar da camerawoman com cara de sono. E também um panaca, que por algum motivo estava ali de cócoras e fazendo um depósito no Banco de Boston, bem no carpete do Gugu.


O apresentador faz então sua proposta indecente: ele poderia dar um jeitinho para que Richards saísse livre, e poderia ganhar o emprego como Sorrateiro, com direito a um salário milionário, carro esportivo, matrícula gratuita na Bodytech e se quisesse, poderia ainda levar Amber com ele.


Com toda a delicadeza e sutileza de um viking, Richards vai lá e arranca fora a câmera...


... e diz para o Gugu que vai pegar essa proposta e enfiar no rabo dele até sair pela boca, junto com uma tora de madeira que vai deixar ele tão arrombado como a bunda de um traveco da zona.


Num acesso de raiva, Richards taca a câmera longe. Nada a ver, qual a culpa da câmera, pombas? Destruindo uma moderníssima câmera VHS de algumas centenas de dólares? Detalhe para os faróis de Fusca que usaram pra iluminar.


Voltando para o palco, chegou a hora de chamar o próximo Sorrateiro da noite, o tal do Fireball. Dessa vez não teve essa babaquice de convidar alguém da platéia para dar palpite, o Gugu escolheu a dedo o campeão da última temporada. Nessa hora, sabemos que o necrotério já havia encomendado outro caixão.


Pra variar, ele precisa fazer ali seu showzinho. É como naqueles jogos de luta tipo o novo Street Fighter, precisa fazer ali uma introdução, com toda aquela pompa de "eu sou o foda". E pra isso, ele simplesmente fica disparando ali com seu lança-chamas. Grandes coisas...


No camarote, todo mundo está empolgado. Uma das minas do Fireball já arrumou outro sujeito, o bigodudo com outro terno ridículo, feito com pano de mesa. E observe que o Stan Lee está lá também.


Por sua vez, o Capitão Liberdade está ali isolado num canto, tomando seu cafezinho, com aquela sensação de que todo mundo esqueceu dele, apesar de seus dias de glória. E ele ali, apresentando programa de ginástica e sendo comentarista de um programa que era tão empolgante como as Olimpíadas do Faustão.


Para massagear seu ego, ele fica ali admirando um quadro que ele tem ali no vestiário, da época em que ele competia na WWF e era o campeão dos Sorrateiros, quando não tinha essa viadagem de moto-serra e lança-chamas, e eram apenas dois homens semi-nus no ringue se agarrando pra ganhar um cinturão dourado, em uma competição de macho de verdade.


Depois da demonstração afrescalhada, Fireball corre lá pro lado de fora, rodeado de fãs histéricos que querem um autógrafo ou tirar um selfie, e então ele pede um pouco de espaço, pois é a hora da decolagem.


E lá vai ele, usando seu jetpack de pobre e indo pra zona do jogo.


Voltando para o palco, o Gugu está lá com a Dona Efigênia, sua fã número 1. E como dessa vez o público não pôde escolher o Sorrateiro, ele então a convidava para uma brincadeira diferente, para que ela apostasse em quem iria ser o próximo a matar alguém. Uma pergunta inocente, que uma doce vovó como essa certamente iria ter o prazer de responder, dizendo que a próxima morte seria de Ben Richards.


O Gugu fica possesso, pois ele era um Sobrevivente, e ela tinha que escolher um Sorrateiro. Só que ela diz que escolhe quem quiser, o Estatuto do Idoso diz isso, e ela apostava que o próximo a matar alguém era o bombadão. Um verdadeiro filho de uma puta, segundo palavras dela mesma.


Embalado pelo pedido da velhota, um dos vagabundos lá na rua decide ir nessa também, colocando 200 paus que o Richards iria ser o próximo a apagar alguém. A galera ali do lado diz que não vale, provavelmente porque ninguém quer perder a grana.


E a banca coloca lá uma aposta de 100 pra 1. Será que eles são tão idiotas assim a ponto de colocar Richards como azarão? Não tem aposta mais fácil que essa, pombas!


De volta na área de jogo, Richards e Amber estão ali seguindo, ambos resmungando pra caramba. Ele, por conta dessa idéia escrota de procurar a Resistência, Matusalém é o caralho a quatro, era uma perda de tempo. E ela reclamando que era uma idiota, que tinha que ter ficado de bico calado, e essa hora eles estariam no Havaí. Richards concorda, a culpa era dela mesmo. Tava tudo certinho, ele tinha até aquela camisa havaiana escrota pra passar como um turista.


Rapidinho, eles escutam um barulho, e Amber se surpreende, apelando para o lado religioso exclamando "Jesus Cristo" ao ver alguém descendo do céu. Richards diz que não é ele não, que divindade nenhuma anda de jetpack e carrega um lança-chamas, e era hora deles correrem.


Sebo nas canelas, hora de correr pra longe, não é à toa que o nome do filme em inglês é The Running Man. E percebemos que Fireball é uma besta mesmo, pois em vez de usar seu jetpack pra alcançá-los, decide sair correndo atrás deles, só pra valorizar...


Depois de entrar numa fábrica, os dois tentam escapar, até serem surpreendidos por algo assustador. Seria o Dínamo colocando uma nova bateria em sua bunda?


Não, é o Fireball, sentando o dedo no seu lança-chamas, pra fazer um churrasquinho misto com os dois.


Nosso amigo Arnoldo cansa de ficar correndo, correr é coisa pra covarde. Chegou a hora de partir pra violência, e ele então se inspira em Double Dragon e pega um barril pra jogar na cabeça daquele negão esquentado, enquanto manda Amber fugir.


Fireball leva uns quatro barris nas fuças. Mas, a não ser que eles sejam feitos de plástico, o Sorrateiro aguenta todos eles numa boa. Nisso que dá confiar em itens cenográficos emprestados do programa do Chaves.


Vendo que jogar barris em cima do cara não vai ajudar nada, Richards percebe que tem um ali aberto, onde está escrito "gasolina", que poderia ter resultados bem explosivos, se o Fireball fosse estúpido o suficiente pra ligar seu lança-chamas. Mas, convenhamos que ninguém seria tão burro...


Ou não?


E aí a pôrra toda explode pelos ares. O que esse puto tava pensando? Aí é moleza pro Richards vencer, se os Sorrateiros são tão cretinos e idiotas assim.


Só que ou o cara é Jesus Cristo mesmo, ou tem pele de amianto. Pois, mesmo com a explosão e o fogaréu, Fireball caminha como se nada tivesse acontecido... Vai explicar. Lembrando que ele está carregando um tanque cheio de combustível de lança-chamas nas suas costas.


O Arnoldo percebe então uma caixa de sinalizadores, convenientemente esquecida ali perto, pegando um antes de sair correndo mais uma vez.


Não muito longe dali, Amber está caminhando calmamente, enquanto procura por Richards. Em outra cena reciclada do Comando para Matar, quando a filha do Arnoldo está naquele porão e começa a chamá-lo, em vez de ficar em silêncio. Já podemos imaginar que o bandidão vai encontrá-la.


Só que quem a encontra primeiro é o Esqueleto...


E logicamente ela dá um grito estridente, que deu pra escutar até no México...

Ali tinham três cadáveres, e cada um deles tinha ali aqueles colarzinhos tipo de militar, com seus nomes. Amber percebe então que aqueles três ali eram aqueles babacas que haviam ganho a última temporada, e que teoricamente estavam lá no Havaí curtindo com um monte de gostosonas. Mais uma mentira da emissora.


Quem aparece ali é Fireball, dizendo que eles eram na verdade os perdedores da última temporada do O Sobrevivente, e ela ia ter o mesmo destino. E não ia ter colher de chá, pois o negão não era um virgem tarado como Dínamo.


Temos então um puta close do lança-chamas de Fireball... me refiro à arma dele, seu mente-suja! É só ele dar um aperto no gatilho pra lançar o gás e Amber vai virar um burrito frito.


Só que... YOINK! Alguém aparece do nada e arranca fora a mangueirinha do gás dele.


Quem mais? É nosso chapa, o Arnoldo, chegando pra detonar mais um Sorrateiro, e acertando um chutão em Fireball que o joga longe.


O negão fica todo abafado, pois o seu gás está vazando pra todos os lados, como um gordo peidando depois de bater um pratão de feijoada.


Richards então dá uma risada enquanto acende o sinalizador, e pergunta pro Fireball se ele quer um fósforo.


Mais uma execução estilo Conan vindo por aí. E o filho da puta ainda joga o sinalizador ali bem na frente do saco do negão, pra começar o estrago pelos ovos!


E então temos quase como uma explosão nuclear, quando o gás entra em ignição, mandando o Fireball pra churrasqueira, esse aí não deu nem pro cheiro. Estou vendo que uma hora vão ter que encerrar o programa, por falta de Sorrateiros.


Pra fechar a postagem, que já está ficando quilométrica, não podemos deixar de lado a piadinha da vez, em que o Arnoldão diz que Fireball era muito cabeça-quente.


Essa foi horrível... vamos ficando por aqui, na próxima fechamos essa sátira. Até lá!.