segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Filmes de Natal

Então, chegou o Natal. Aquela época mágica em que as famílias celebram no nascimento de Jesus, com trocas de presentes, comidas típicas e passando o tempo com a família. Tudo bem que muitas vezes essas coisas acabam não sendo tão agradáveis assim... Afinal, imagina só aquela sensação de abrir um embrulho e ver aquela camisa amarela com detalhes em rosa que vai te dar trabalho para trocar na loja, ou passar o dia seguinte à ceia abraçado com o grande telefone branco do banheiro após exagerar na comilança ou ter que aturar as piadinhas manjadas do tiozão, com a clássica "esse pavê é pra vê ou pra comer?".


Pra mim, diria que o Natal perdeu muito do seu chamariz faz tempo. Acho que é a idade, já sou um texugo que acumulou alguns verões e tem mais pêlos brancos do que pretos. Agora as festividades natalinas são meio que indiferentes, é apenas a época de não esquecer de comprar algumas lembranças para familiares e amigos, aproveitar para comer panetone (por que não fazem em outras épocas do ano?) e dar uma relaxada do trabalho. Nesse ano pelo menos deu pra dar uma alargada no fim de semana, embora seja difícil curtir quando amanhã já tem que voltar à labuta.

Natal realmente é muito mais para as crianças e famílias grandes. Imagino se eu tivesse nessa altura encontrado uma texuga e já tivesse aqui uma cria de texuguinhos, talvez daria pra curtir mais. É festa família mesmo... E pra garotada é o grande barato, pois geralmente nessa época as crianças estão de férias e no Natal ganham vários presentes, muitos deles brinquedos. Sinceramente, é muito mais fácil ter uma animação com os embrulhos debaixo da árvore quando você imagina que terá ali um Comandos em Ação ou videogame, e não mais um par de meias ou pacote de cuecas.  


Mas no Natal tem algo que continua me alegrando. Tem outra coisa que marca essa época de festas, e que certamente muita gente curte: os clássicos filmes de Natal. Todo ano, sem exceção, vemos essas películas passando na TV, e por mais que possa parecer manjado e repetitivo, são filmes muito legais de ver.

E não me refiro àqueles filminhos babacas não! Tipo, Milagre na Rua 34, O Grinch e A Felicidade Não se Compra. Estou falando de filmes de verdade, em geral comédias mas até mesmo um certo filme de ação...

Como já faz tempo que eu não faço listas, e eu estou com preguiça, vamos lá para meus cinco filmes de Natal favoritos.


5 - Gremlins

Clássico da Sessão da Tarde (aliás, acho que todos eles são) em que temos o fofinho do Gizmo, mas que depois dá origem aos Gremlins, verdadeiros sacanas que fodem com toda uma cidadezinha do interior dos EUA. A cena do bar, em que eles fazem a maior zona, é hilária, em que aporrinham a gracinha da Phoebe Cates. 


E aposto que ao ver os Gremlins, a musiquinha tosca deles veio à sua cabeça!


Não minta! Também veio aqui na minha cabeça...




4 - Esqueceram de Mim

Outro filme manjado, em que o pequeno Kevin é esquecido em sua imensa mansão, e precisa defendê-la de dois ladrões extremamente azarados. Fora os momentos melodramáticos como a conversinha chocha com o velho da pá, o final em que o moleque monta aquele monte de armadilhas e sacaneia os bandidos vale a pena (e eu sei que essa cena aí abaixo é do segundo).


Penso como se fosse nos dias de hoje esse filme não funcionaria... Bastaria o Kevin passar um Zap pra sua mãe e pronto.




3 - Um Herói de Brinquedo

Depois de vários filmes de ação, o nosso amigo Arnoldo decidiu partir para as comédias, essa é mais uma delas. Mas até que funciona, mostrando o clima de desespero das festas, tudo para que o ex-Terminator (eu sei, foi um trocadilho escroto...) conseguisse dar o boneco do Turbo Man para seu filho chato.


Apesar do tema família, é um filme engraçado pra burro. Afinal, aqui você vai ver o Arnoldo dando um bico na cabeça de um Rei Mago em chamas, acertar um soco nas fuças de uma rena pra depois tomar uma cerveja com ela, e pra completar ele saindo na porrada contra um monte de Papais Noéis. 




2 - Férias Frustradas de Natal

Esse aqui é sensacional! Como disse, no Natal as pessoas pensam muito na alegria e nas coisas boas, mas se esquecem de todo o trabalho que dá montar a festa, sem falar das situações desagradáveis com a família. E é por isso que nosso amigo azarado Clark Grizwold passa nesse filme. Terceiro da série do Férias Frustradas original, em que as piadas eram mais engraçadas e bem boladas do que o novo apelativo que fizeram recentemente.


Tem de tudo: o primo que mora num trailer e limpa o vaso sanitário na rua, o cachorro que vomita debaixo da mesa, o gato que come as lâmpadas e é eletrocutado, o tio que simplesmente taca um cigarro na árvore e a queima... É de deixar a barriga doendo de tanto rir.


Aliás, uma curiosidade: sabia que o garoto que fazia o filho do Clark nesse filme é quem faz o Leonard no The Big Bang Theory?




1 - Duro de Matar

Dispensa comentários! John MacClane está ali na dele, para passar o Natal com sua família em Los Angeles, mas um bando de terroristas alemães aparecem para invadir o prédio e sequestrar todo mundo ali dentro, incluindo a sua esposa. Filmaço sensacional, com detalhe para os momentos hilários, como o sujeito sendo jogado da vidraça ou o clássico "agora eu tenho uma metralhadora, ho-ho-ho".


Realmente um grande filme natalino, que merece a primeira posição. Afinal de contas, o Natal só chega depois que o Hans Gruber despenca do Nakatomi Plaza.


terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Como não odiar os Correios?

Já começo aqui dizendo que eu estou puto. Muito puto. Por isso, não se surpreenda com a quantidade de palavrões e xingamentos que você verá logo mais. E dessa vez o culpado por isso é um dos piores e mais incompetentes serviços públicos de nosso país, os Correios. Dizem que é ruim em todos os países, cansei de ver piadinhas falando da baixa qualidade do US Postal Service, por exemplo. Mas eu diria que até mesmo o Newman do Seinfeld poderia ser considerado um excelente profissional, se  comparado com a escória que nós temos aqui.


Tenho certeza que não estou sozinho nessa, você deve compartilhar dessa minha opinião. Ainda mais nessa época mágica, entre a Black Friday e o Natal, quando naturalmente existe um maior fluxo de encomendas. Logicamente, não podemos esperar que os Correios adotem uma postura pró-ativa de se prepararem para essa época de pico, com contratações temporárias e horários estendidos para lidar com a alta demanda. Que se fodam os consumidores, esse é o lema. Foda-se se a pessoa está esperando um mês para receber aquela promoção que comprou na Black Friday, e foda-se a pessoa que está esperando chegar um presente a tempo do Natal.

Mas, antes fosse apenas isso. O problema é que os Correios conseguem piorar ainda mais o serviço, e parecem fazer de tudo para estressar e prejudicar a população, que fica a mercê de seu monopólio em território nacional.


O que motivou a minha postagem é que eu estou aqui cada vez mais fulo com uma demora inexplicável de algumas encomendas que eu estou esperando. Uma delas está vindo dos Estados Unidos, e outra está vindo do Brasil, do interior de São Paulo. E ontem eu fui agraciado com uma mensagem no sistema de rastreamento, daquelas que ninguém quer ver, para ambas.

Vou começar com a encomenda local. Comprinha bunda, produto de menos de 30 reais comprado no Mercado Livre. Pago no mesmo dia da compra, e foi postado no dia 5 desse mês, lá na cidade de Itaquaquecetuba, a qual nunca ouvi falar. Mas que na verdade não fica tão longe da capital, fica ali perto de Garulhos e Mogi das Cruzes, muito mais perto do que eu imaginava, esperava algo mais pro interior, quase Mato Grosso. 

Aí, você imagina: pombas, então será rápido, deve ir pra capital e depois pro Rio, ou até direto. Mas não. Logística é algo que você não vê nos Correios aparentemente. Pois a minha encomenda foi para a unidade de tratamento em Cajamar. Para aqueles que não fazem idéia da geografia paulista (como eu), segue o mapinha.


Isso mesmo... O Rio fica pra direita, pra leste. E a encomenda vai pra direção oposta!

E olha que quando eu comecei a escrever esse post, nem fazia idéia disso! Pensava que Itaquaquecetuba fosse mais longe, e Cajamar era no meio do caminho, mas não. Só me deixou ainda mais puto com os Correios do que eu já estava.

Mas vamos dar um desconto... Talvez Cajamar seja mesmo um centro de distribuição por onde todas as encomendas paulistas devem passar. Embora eu já tenha feito porrilhões de encomendas de cidades ainda mais no interior do estado que nunca passaram por ali. E, afinal de contas, foi coisa muito rápida, pois no dia 6 ela saiu de Itaquaquecetuba (uma vez que no dia 5 ela havia sido postada depois do horário de expediente), e já no dia 7 iniciou seu "longo" trajeto até o Rio de Janeiro.

Apenas como referência: em linha reta, são 55 quilômetros de Itaquaquecetuba até Cajamar, e dali são 379 quilômetros até o Rio, cerca de 6 vezes mais. Sabemos que a conta não é tão linear assim, mas suponhamos que deveria levar então 6 dias pra chegar aqui no Rio de Janeiro, lá pelo dia 13.

Bom, agora coloco o printscreen do rastreio.


Puta que pariu! Perceba que desde o dia 7 eu olhava ali no rastreio e não via pôrra nenhuma, nada era atualizado. Aí, hoje de manhã eu fui olhar no site e vejo uma atualização do dia 18 (onze dias depois de sair de Cajamar) e os filhos das putas dizem que o objeto ainda não chegou à unidade?!

Caralho! Vão tomar na bunda! Como assim não chegou na unidade? Tá vindo de jegue essa pôrra? 


Uma das coisas que me deixa mais fulo é que eu não consigo admitir uma resposta dessa. Repito, não tem como levar quase duas semanas para uma encomenda chegar praticamente da capital de São Paulo até aqui. Pela madrugada, de ônibus deve dar umas seis a oito horas, me explica como levam mais de dez dias e ainda não chegou? Não pode, não temo como ser tão lerdo assim...

Já ouvi dizer que esse tipo de mensagem costuma dizer que a encomenda pode até ter chegado já, mas que está "perdida" ali no centro de tratamento. 


Cara, vai se fuder! Como assim perdida? Então esse rastreio não serve de pôrra nenhuma, pois aparentemente os Correios não conseguem saber onde a minha maldita caixa se encontra. Que incompetência é essa? Que tipo de segurança nós podemos esperar de um serviço que não tem nenhum tipo de controle para saber se a encomenda deu baixa lá de um lugar ou se chegou em outro? Será então que esses calhordas chegam e descarregam as caixas de qualquer maneira, jogam ali num canto pra depois então se preocuparem em registrar a sua chegada?

Realmente, um "exemplo" de respeito ao consumidor.

Pior que já ouvi gente dizer que esse tipo de mensagem costuma preceder outra mais temida:


É foda... E tem gente que tem orgulho de ser brasileiro, de ter nascido e viver num prostíbulo de beira de rodoviária em que o cidadão não tem sequer o direito de receber uma encomenda.

O pior ainda é o seguinte, é saber que em muitas situações o ladrão é um carinha vestido de camisa amarela, bermuda azul e boné... tá cheio de casos de funcionários dos Correios que violam a correspondência alheia para roubar alguma coisa ali dentro, ou mesmo ela inteira. Mais uma demonstração de como esse serviço é uma merda, cheio de criminosos. Embora não se pode esperar muito de um antro liderado por sindicalistas, que adoram bostejar aí que "os Correios é do povo", enquanto mete na bunda do mesmo povo todos os dias com um atendimento desse naipe.


Na boa, se essa aí foi roubada, que se foda... Sinceramente. Como disse, é uma bobagem barata, nem rola de qualificar mal o vendedor do Mercado Livre que não tem nada a ver com isso. Compro outro, se realmente me der conta que me roubaram. Mas é foda, é uma putaria. Imagina só alguém ter comprado um produto mais caro e ser roubado dessa maneira? Ou pior ainda, pensa só uma pessoa enviar para um amigo ou familiar algo mais pessoal, tipo um presente, fotos de família ou coisa parecida, e ter bens de valor inestimável para sempre perdidos por conta de um bando de canalhas, bandidos e incompetentes?

E aí agora comento sobre a compra no exterior que eu fiz. Sem entrar em muitos detalhes sobre o que foi, mas agora estamos falando de uma encomenda de valor mais considerável, afinal de contas o dólar não está barato. O vendedor me passou o código de rastreio, e eu fui no site do USPS para ver como estava indo. Não vou tirar o printscreen aqui, pois a quantidade de informação é muita, todos os detalhes de por onde a encomenda passou são informados, tintim por tintim. E olha que o pessoal lá xinga muito o serviço de correios local... não têm nem idéia do que a gente passa por aqui.

Coloco apenas uma listinha, mostrando o caminho que ela fez:
  • Postada no dia 27/11, de tarde, em uma cidade chamada Valparaiso, no estado do Indiana;
  • No dia 28/11, chegou no centro de distribuição regional de Elk Village, Illinois, que fica um pouco depois de Chicago, a cerca de 95 quilômetros;
  • No dia 30/11, chegou ao aeroporto de Chicago, embarcando no mesmo dia;
  • Aí, no mesmo dia 30/11, fez uma escala em Miami, a 1917 quilômetros dali, saindo no mesmo dia para Guarulhos;
  • Por fim, chegou aqui no dia 01/12, depois de percorrer 6566 quilômetros.
Resumindo, foram cerca de 8500 quilômetros em quatro dias. Chegando em São Paulo, pertinho daqui do Rio. Acontece que todas as encomendas internacionais precisam passar pelo temido e famigerado centro de fiscalização de Curitiba...


Nessa hora não tem o que fazer, é esperar mesmo... Só chegou lá em Curitiba no dia 5/12. Ou seja, precisou de quatro dias para percorrer 340 quilômetros. Os mesmos quatro dias que levou para vir lá dos States pra cá, é mole?

Dá pra fazer uma brincadeira, vamos calcular a velocidade. Se eu fiz as contas corretamente, é como se lá fora ela estivesse com uma velocidade de aproximadamente 88 km/h e depois de chegar ao Brasil-il-il despencou para míseros 3,5 km/h.


Impressionante... Acho que nem o Rubinho consegue ser tão lento assim. 

Chegando em Curitiba, aí começa aquela apreensão da fiscalização aduaneira. Afinal de contas, os fiscais da Polícia Federal precisam garantir a ceia de Natal, e nada melhor do que taxar abusivamente a encomenda de pobres mortais que querem comprar algo no estrangeiro na black Friday. Já ouvi vários casos de encomendas que ficaram retidas mais de um mês, ou que receberam impostos de mais de 50% do valor da mercadoria, muitas vezes o suficiente para que o destinatário desista. Sei lá, acho que esses caras devem ter orgasmos ao fazer isso, ao ter aquela sensação de estarem fudendo alguém assim de graça...

Em todo caso, para a minha surpresa no mesmo dia 5 a encomenda foi liberada. Ufa, agora era só ver quanto tempo levaria para ela percorrer os 674 quilômetros que separam o centro de fiscalização de Curitiba da Cidade Maravilhosa. Pensando na velocidade sensacional de 3,5 quilômetros por hora, levariam uns oito dias mais ou menos pra chegar aqui, no mesmo dia 13 em que eu esperava receber a encomenda vinda da distante Itaquaquecetuba, eu estaria recebendo essa outra vinda da terra do Trump.

Mas como alegria de pobre dura pouco...


Sinceramente...


Puta merda! Vão tomar no meio do rabo, seus filhos das putas dos Correios! Pombas, como que essa droga demora para cacete! Mais uma vez, os merdéis não têm idéia de onde está, cambada de incompetente da pôrra!

Repito, levou quatro dias... QUATRO dias fudidos pra essa bagaça atravessar o hemisfério, e agora ela simplesmente desaparece por quase duas semanas aqui dentro do país? É realmente querer fazer a gente de palhaço, é uma vontade de prejudicar a vida de todo mundo sem mais nem menos.

E observe uma coisa: dá uma olhada nessas duas imagens que eu coloquei do rastreio, em especial veja ali a data da última atualização. Ambas no mesmo dia e horário! As duas encomendas, vindo de lugares distintos, tiveram a última atualização no dia 18 de dezembro, às 18:06! No mesmo minuto!


Me explica isso? Só me faz ter uma certeza maior de que ninguém nos Correios tem a menor idéia de onde essas encomendas estão, se ainda estão lá em Curitiba ou Cajamar, se foram roubadas, se a porta do caminhão abriu e elas caíram na estrada, se estão jogadas num banheiro lá do centro de distribuição de Benfica, nada. NÃO SABEM DE PÔRRA NENHUMA!!! Isso aí foi o filho da puta do estagiário lá, que mandaram escrever isso para todos os destinatários do Rio de Janeiro, só pra não dizerem que não atualizam o status do rastreio. Afinal de contas, eles estão pouco se fudendo se nossas encomendas vão chegar ou não. Vai tomar na bunda, seus cornos!

Sabe, e fico pensando o seguinte... Tudo bem, em meu caso é uma simples compra, algo que eu gosto. É como alguém comprar um livro, um videogame ou algo destinado ao seu lazer e distração. Não que esteja certo esperar essa eternidade toda nesses casos, mas também ninguém vai morrer se levar um pouco mais de tempo pra receber. Agora, eu fico imaginando pessoas que dependem dessas encomendas. Tipo, imagina um pintor que encomendou tintas para pintar seus quadros, ou o sujeito que tem uma oficina e comprou alguma peça ou ferramenta necessária para seu trabalho, ou uma professora que comprou um livro que vai usar em classe. Ou seja, situações onde a encomenda é aguardada por ser necessária para a profissão ou estudo da pessoa, algo que se atrasar vai prejudicar o seu negócio, vai fazer com que esse pequeno empresário perca um negócio ou cliente, vai prejudicar sua vida acdêmica. Ou mesmo todo o gasto se a encomenda extraviar, imagina só o transtorno?

E aí? Como que fica o prejuízo dessa pessoa, hein, seus filhos das putas dos Correios?

Por isso que esse país aqui é um atraso só. Nada aqui funciona direito. Pensar em toda essa dor de cabeça que somos obrigados a passar, tira todo o tesão de comprar algo fora. Você chega ali, procura na Internet uma loja de qualidade e que se preste a enviar para o Brasil (algo que é cada vez mais difícil, por conta das constantes perdas e atrasos homéricos), faz a sua encomenda e depois fica nesse chá de cadeira depois que ela cai num universo paralelo chamado Curitiba. Só aqui nessa merda mesmo, estamos na contra-mão do desenvolvimento, numa época onde se levam poucos dias pra uma caixinha viajar lá da puta que pariu até aqui e depois levar meses pra chegar na sua casa.


É muita pouca vergonha...

Tem mais que privatizar essa bosta dos Correios. Manda toda essa corja embora, cambada de vagabundo. Só assim pra essa droga melhorar.

Ou então a opção é buscar esses serviços para trazer encomendas de fora. Ouvi falar que tem alguns sites nos EUA que fazem isso, eles recebem lá mesmo e depois enviam por meio de um daqueles serviços rápidos, tipo Fedex ou DHL. Sai mais caro, é lógico. Mas ao pensar que dessa forma você terá a certeza de que sua encomenda chegará em sua casa dentro de um prazo aceitável, sem correr o risco dela simplesmente ser perdida e ninguém saber informar nada, talvez vale a pena.

Depois eu conto aqui o fechamento dessa história... Espero que com um desfecho positivo, em que eu receba as minhas encomendas em bom estado. Pois ainda tem isso, se não bastasse todo o atraso e a falta de informação, ainda precisa contar com o carinho e a boa vontade dos Correios para que as encomendas não sejam pisoteadas, chutadas, sentadas em cima e arremessadas numa parede, para destruir tudo que estiver ali dentro...


********** UPDATE **********

Só pra comentar que finalmente as encomendas chegaram... A que estava vindo de Itaquaquecetuba chegou aqui no dia 22 de dezembro, logo antes do Natal, depois de uma longa viagem de 16 dias. E o pacote vindo dos Estados Unidos apareceu aqui na minha casa apenas no dia 26 de dezembro. Puta merda, um mês inteiro pra chegar aqui, sendo 3/4 disso foi aqui dentro do Brasil.

Realmente, depender dos "Cúrreios" é foda...

sábado, 16 de dezembro de 2017

Mulambos bandidos


Nunca é demais lembrar essa quinta-feira, em que tivemos mais uma das derrotas vexaminosas e hilárias do Mais Odiado do Brasil, ao perder a final da Sulamericana em pleno Maracanã para o Independiente da Argentina. Nesse ano, o menguinho só se fudeu, ganhou apenas o campeonato estadual (roubado), aquele mesmo que eles menosprezam tanto quando um dos outros times cariocas vence. Fora isso, 2017 será lembrado como o ano em que o Flamerda levou várias vezes na rabeta.

Na Libertadores, que diziam que iam faturar fácil, que era só mera formalidade para ganhar o mundial, sequer passaram da fase de grupos, e ainda tiveram que engolir o meu Botafogo fazer uma campanha brilhante, considerando as limitações da equipe, e que conseguiu eliminar vários campeões do torneio; na Copa do Brasil, perderam a final nos pênaltis para o Cruzeiro, com direito a uma cobrança desperdiçada por aquele pipoqueiro do Diego; naquela Primeira Liga, mais uma vez perdeu nos pênaltis, dessa vez para o fraquíssimo Paraná; e nessa semana, protagonizou outro Maracanazzo, ao empatar com o Independiente, que havia ganho lá na Argentina. Até amistoso no início do ano esses mulambos perderam.


Mas, por mais que eu goste de falar aqui dos fracassos rubro-negros, meu foco aqui hoje é justamente nessa final da Sulamericana. Não no que aconteceu no campo, mas fora dele, em que ocorreram vários episódios de tumulto e violência.

Começou já na quarta-feira. Centenas de torcedores do Flamerdinha decidiram dar uma demonstração da hospitalidade tupiniquim, indo lá na frente do hotel onde o adversário estaria hospedado, pra fazer barulho e incomodar o sono dos jogadores. Logicamente, pouco se fudendo para as outras pessoas. Além da gritaria, os calhordas dispararam rojões contra o prédio e depois tentaram invadir, pra brigar com torcedores do clube argentino. 


O mais engraçado: na hora em que os babacas foram lá, o Independiente estava treinando no Engenhão. E depois eles foram para outro hotel em Copacabana. Só comprova que mulambo além de marginal é burro.

Mas o pior estava por vir no dia da partida. Antes do jogo, os urubus vagabundos promoveram uma arruaça no Maracanã. Dezenas, talvez centenas de bandidos sem ingresso invadiram o estádio, quebrando tudo, até lanchonete do Maraca foi saqueada por essa corja de criminosos. Rolou espancamento de torcedor argentino, cone de trânsito jogado contra o ônibus do Independiente, tudo que tinha direito, com a polícia repreendendo na base do cacete e do spray de pimenta.


E depois do jogo, era de se esperar que o Maracanã, naquele momento com a maior concentração de otários por metro quadrado na cidade, viria a presenciar novamente tumulto. Os urubus, ainda sentindo o supositório que levaram em suas bundas, partiram pro vandalismo. Vários carros foram depredados, trens da Super Via tiveram vidraças quebradas e a zorra rolou solta pela madrugada. 


Teve até torcedor flamenguista que foi atropelado, e mesmo desacordado e largado na rua, foi roubado por um outro rubro-negro.


Realmente, não é à toa que eles são chamados de urubus.

Pois muito bem... Eu vou tentar aqui não generalizar. Afinal de contas, haviam muitos torcedores que estavam ali só querendo assistir uma partida de futebol. Apesar do péssimo gosto em termos de time de futebol, não podemos aqui dizer que todo torcedor rubro-negro é bandido. Tem gente de bem ali no meio, sem sombra de dúvida, e que passou maus bocados nesse jogo por conta da violência.


Mas, que é uma pequena minoria... Eu não duvido.

Eu gosto de números e estatísticas, acho que elas acabam comprovando muita coisa. Vejo no meu círculo de amizades, considerando aqueles que curtem futebol, boa parte é de flamenguistas, diria que em torno de 70%. Destes, mais da metade demonstram um típico comportamento comum a muitos flamenguistas: a arrogância em se acharem superiores aos torcedores dos outros clubes, aliada com uma vontade imensa de agredir e ridicularizar estes adversários, que muitas vezes são tidos como inimigos. 

Estou falando sério. Tem gente que eu conhecia de época de faculdade que tinha ódio de mim por eu ser botafoguense. Principalmente depois de um jogo em que o alvi-negro vencia os urubus. 


Sei o que você pode estar pensando, mas a reação agressiva e odiosa vinha antes mesmo de eu falar qualquer coisa. E confesso que ao ver essa agressividade desnecessária e inexplicável, aí mesmo é que me dava vontade de zoar.

Essa é a postura que muitos flamenguistas têm. Na boa, flamenguista é igual a petista. É a mesma coisa: se acham superiores aos outros, ficam putos quando são roubados embora roubem muito mais, ficam revoltadinhos quando são zoados mas sacaneiam os outros sempre que podem, desprezam as conquistas dos outros enquanto acham que um carioquinha vale mais que qualquer coisa, além de encherem o saco pra cacete. E muitas vezes partindo para a agressão.

Sem falar que, convenhamos... o Flamerda surgiu com o objetivo de ser o time das massas, do povão. Ainda mais com o apoio da Rede Globo, que sempre enalteceu esse clube fedorento, sempre deu Ibope pra esses merdas. Não me resta dúvidas de que o time só tem uma grande torcida por conta de um incentivo artificial e forçado que é promovido pela rede do Plim-Plim e outros meios de comunicação. 


Isso faz com que as pessoas sejam naturalmente convencidas a torcerem pro Flabosta, alienados por conta da mídia que praticamente força a idéia de que o legal é ser Framengo. 

E com essa massificação sobre o povão... é natural também que o Flamerda faça muito sucesso entre a bandidagem. Não estou brincando, é só abrir o jornal na parte policial e é bem provável que você verá um marginal sendo jogado num camburão ou perfilado na delegacia usando o "manto".


Isso explica a baderna dessa quinta. Uma torcida que tem tanta gente arrogante, metida, agressiva e temperamental, com uma parte não tão desprezível assim de bandidos e vândalos, não é de se surpreender que provoque toda essa arruaça.

Agora fica é a expectativa para ver as consequências disso tudo...

Chega a ser engraçado ver como tem certos flamerdalhos que defendem agora veemente que o clube não tem nada a ver com isso, que os criminosos ali não eram torcedores. Aliás, esse é o mote repetido quase que religiosamente pelos jornalistas da Globo, tentando assim desvincular o time dos episódios ocorridos nessa semana. Postura totalmente diferente quando situações parecidas acontecem com outros clubes.

Por exemplo, lembra o tumulto que teve naquele jogo do Vasco em São Januário, contra o próprio Flamengo? Naquela ocasião, a opinião pública foi rígida, correndo atrás de qualquer coisa pra comprovar o envolvimento e a responsabilidade do cruz-maltino com o tumulto, todo um papinho de "paz nos estádios" e duras críticas à comissão técnica do clube. Tanto que o estádio foi interditado e o Vasco perdeu vários mandos de campo. A punição só não foi mais severa pois sabemos bem que o Eurico manda no futebol carioca...


Sinceramente... Eu não gosto de desejar o mal pra ninguém. Mas te digo, será muito bom para o futebol carioca e até mesmo para o próprio Vasco no dia que esse gângster criminoso bater as botas.

Agora... voltemos à praça de guerra que vimos no Maracanã, promovida pelos marginais rubro-negros. Aí não vemos todo esse rigor da mídia, não vemos ninguém aí pedindo punição severa para o Flabosta. Muito pelo contrário, é feito todo um esforço para dizer que o clube não tem nada a ver com isso, que apenas os arruaceiros (que, segundo a mídia, não são torcedores do Flamerda) é que devem ser responsabilizados, tudo é feito pra livrar o pescoço do time dos mulambos.

Sim, o clube tem que ser punido sim! Pois eles são sim responsáveis por tudo isso. O Flamerdinha promoveu esse clima de rivalidade, de guerra contra o Independiente, e com isso incentivou muita gente a fazer o que fez. Ou vai me dizer que os dirigentes e jogadores não gostaram da idéia da torcida ir lá incomodar o sono dos adversários? Fizeram de tudo para provocar, para maltratar e agredir. Felizmente, no final prevaleceu quem merecia ganhar.


Mas repito que o Flabosta merece uma punição severa por tudo isso. Pois é só assim que resolve. A partir do momento que os clubes (não apenas o rubro-negro) forem responsabilizados por atos covardes e criminosos promovidos pelas suas torcidas, aí vai haver uma atenção maior por parte dos dirigentes, para proibir as torcidas organizadas, para ter mais segurança nos estádios e um pouco mais de respeito pelos adversários. Coisas que o menguinho certamente não tem o interesse. 

O bom é que como a merda aconteceu em um jogo sob responsabilidade da confederação sulamericana, podemos esperar um pouco mais de rigor na punição, o que não seria visto se fosse em um torneio nacional, onde a Globo manda. Tomara que seja algo pesado, tipo perder o mando de campo por vinte jogos e ser banido por cinco anos de todas as competições da Conmebol, é o que esse time escroto merece...

Embora, banir o Flamerda da Libertadores tem seu lado chato. Pois sempre é hilário ver os mulambos serem eliminados de forma bizonha como estamos agradavelmente acostumados.


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Chora Mulambo!

Apenas para não deixar passar mais um dos fracassos rubro-negros...


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Pequeno Engenheiro (ou Arquiteto)

Como é bom voltar no tempo... Lembrar com nostalgia das coisas que eu fazia quando era criança, em especial das brincadeiras da época. Canso de dizer isso aqui, diversões totalmente diferentes das que a molecada tem hoje, que não largam o celular e o computador. O mais curioso é ver uma geração de pais e mães que cresceram na mesma época que eu, e tiveram acesso a tantos jogos e brinquedos mais legais, mais educativos e criativos, mas que por algum motivo não apresentam seus filhos às mesmas brincadeiras de antigamente.

Me senti agora um texugo gagá... 


Hoje eu venho pra falar de um brinquedo simpático que eu tive quando criança, talvez alguém se recorde ainda. A lembrança dessa postagem é o Pequeno Engenheiro.

Ou seria Pequeno Arquiteto?

Estou tentando puxar aqui pela memória, e confesso que imagino que aquele que eu tive (e que imagino que ainda esteja guardado aqui em algum lugar) não se chamava nem Pequeno Engenheiro ou Pequeno Arquiteto. Acho que era algo mais simples, como blocos de montar... Coloquei aqui esses nomes pois parecem ser aqueles que as pessoas reconhecem com maior facilidade. Curioso observar como há essa indefinição entre ser um pequeno arquiteto ou engenheiro...


Quem é da área sabe da "rivalidade" entre engenheiros e arquitetos. Tenho um amigo que é engenheiro, que sempre vem com a famosa piadinha de que "o arquiteto é o engenheiro que não conseguiu ser homem pra fazer engenharia", só para citar um exemplo. Enfim, só comento que os arquitetos geralmente são aqueles que têm algumas idéias meio absurdas, priorizando muito mais a estética do que a funcionalidade, que acabam dando trabalho para aqueles que vão ter que fazer o projeto em si, seja um engenheiro ou outro arquiteto. Mas, rixas e rivalidades à parte, ambas carreiras foram retratadas nesse brinquedo. Pois, quando o assunto é construir edifícios, tanto o arquiteto como o engenheiro (geralmente civil) acabam se envolvendo.

Vou ficar devendo o nome do original que eu tive, me lembro que vinha em uma caixa de madeira com uma tampa de deslizar, em que havia o adesivo com um menino e uma menina montando uma construção com os tijolinhos.

...

...


Ah, me lembrei! O que eu tinha se chamava Tijolinho Mágico! Durante a postagem estava procurando no Google outros nomes que ele teve, e acabei achando. Só que em vez de apagar tudo que já escrevi ali em cima de engenheiros e arquitetos (e para registrar a lembrança tardia), vou deixar o que escrevi. A caixa acima parece ser de uma versão bem anterior à que tive, mas que trazia o nome do brinquedo de minha infância. E um garoto que parece que vai se tornar um psicopata quando crescer...

Antes que venham me zoar e dizer que eu estava brincando de casinha, eu diria que o Tijolinho Mágico era uma diversão unisex, tanto para meninos como para meninas. Acho que, sem querer, vou acabar ganhando alguns pontos com os politicamente corretos, que condenam tanto a idéia de brinquedos de meninos ou de meninas. Esse aqui serve pra qualquer criança. Embora os pais "modernos" geralmente aplaudem muito mais a idéia de brinquedos geralmente de meninos serem usados por meninas e vice-versa, e não tanto aqueles que são naturalmente neutros...

Voltando ao que interessa, não tem realmente muito o que explicar do Tijolinho Mágico / Pequeno Arquiteto / Pequeno Engenheiro. Eram blocos de madeira, pintados para representar diferentes partes de uma construção, e com eles você podia montar o que quisesse. Poderia ser uma igreja, poderia ser uma escola, uma estação de trem, o relógio da torre do De Volta Para o Futuro, a Casa da Mãe Joana, o que desse na telha (com trocadilho, por favor).


Diferente do que ocorre num Lego, aqui não tinha nenhum tipo de encaixe, as peças ficavam apoiadas uma sobre as outras. Isso exigia um pouco mais de atenção e coordenação motora do pimpolho, para construir algo que ficasse de pé e não viesse abaixo, vítima da impiedosa lei da gravidade. De forma indireta, a criança aprendia certos conceitos como equilíbrio, em como usar telhados como forma de antepara para uma torre muito alta, ou mesmo praticar a arte da gambiarra. Dava assim ao brinquedo o toque educativo, sempre valorizado pelos pais e professores.

A imagem abaixo mostra bem as peças que vinham no que eu tinha (embora em quantidade diferente), elas inclusive retratam com muita fidelidade o estilo do brinquedo que eu tive, em que o bloquinho parecia em relevo, com uma pintura resistente. Há algumas versões mais recentes que têm um desenho um pouco diferente, com detalhes maiores e que confesso que parecem mais um adesivo do que pintados no bloco.


Pra montar as suas construções, vinham diferentes versões dos blocos, vamos usar aqui o sempre esquecido recurso da lista de marcadores para falar deles:
  • Os principais eram os blocos com as janelas duplas, que vinham em maior quantidade. Tinham o formato retangular, com duas janelinhas em formato clássico. Se me recordo bem, os que eu tive vinham nas cores vermelha e azul, porém um pouco mais escuras que as mostradas acima.
  • Tinha também os blocos com janela simples, que eram menores e com uma mesma janela em formato clássico. Eram mais raras na caixa que eu tive, acho que eram somente dois, e se me lembro bem eram na cor azul clara.
  • Um bem legal eram os relógios. Também em blocos retangulares, mas com a proposta de serem verticais, traziam duas janelinhas pequenininhas e um relógio de torre. Por algum motivo na minha caixa haviam vários relógios, acho que eram seis. E esses me lembro 100% que eram todos verdes.
  • Um detalhamento legal eram os arcos grandes. Também em formato retangular, com um arco com os mesmos tijolinhos, legal pra fazer pontes ou fazer um túnel. Também me lembro bem desses, vinham cinco na caixa que eu tive, três azuis e dois pretos.
  • As peças mais simples eram os arcos pequenos. Do mesmo tamanho dos blocos com uma janela, não tinha nenhuma pintura, trazendo um visual natural de madeira, com uma pequena abertura. Dava pra fazer pontes também ou representar entradas e coisas assim, até se a criança fizesse dava pra fazer os Arcos da Lapa. Vinham em grande quantidade na caixa que eu tive.
  • Para dar o arremate final, haviam os telhados pequenos. Vinham em madeira natural pintada inteiramente de vermelho, e serviam para fazer telhados (como esperado) ou até mesmo para bolar algumas rampas. Tinham tamanho pequeno de forma que cobriam metade dos blocos maiores, e assim podiam ser combinados aos pares para fazer um telhadão maior. Era a peça que tinha em maior quantidade na minha caixa, e que dava uma trabalheira para guardar.
  • Por fim, tinham os que chamarei de telhados verticais. O visual era o mesmo, madeira pintada de vermelho, mas eram triângulos isósceles. Se você não se lembra da aula de Geometria, tinham dois lados iguais, e bem maiores que a sua base, servindo assim como um telhado mais pontudo, muito usado para o relógio.
Com as peças dava pra fazer diferentes edifícios, a criatividade podia rolar solta para fazer o que quiser. Eu confesso que com a caixa que eu tinha, algumas vezes ficava um pouco frustrado por ter tantos relógios, seria mais legal ter, por exemplo, mais bloquinhos de uma janela, que daria pra variar um pouco mais as construções. Mas dava pra dar um jeito, como colocando alguns relógios virados pro chão, pra tentar assim bolar algumas construções mais interessantes. A idéia era mesmo deixar a criança inventar, tanto que não tinha nenhum tipo de instrução na caixa, no máximo os mais preguiçosos tentavam reproduzir o desenho da tampa.


O que eu costumava fazer com os Tijolinhos Mágicos era montar uma cidade para brincar com meus carrinhos. Tudo bem que não era uma escala muito parecida aos meus Matchbox (sim, na época o Hotwheels não tinha a popularidade de hoje), mas ficava legal pra me divertir com eles. Ou mesmo com os carrinhos de plástico da Gulliver que eu tinha também, que eram bem menores e mais próximos do tamanho dos prédios que eu fazia.


Claro que não eram apenas prédios... Os blocos de madeira muitas vezes eram usados para fazer circuitos, delineando a pista. Era uma solução muito mais eficiente do que sair desenhando no carpete com giz. Para a felicidade dos meus pais...

Algo interessante de se comentar é que parece que esse brinquedo ainda existe hoje em dia. Logicamente que o design foi bem atualizado, embora fique com a impressão de que agora usa-se um adesivo em vez de pintura direta sobre os bloquinhos de madeira. Mas uma sacada legal é que agora existem outros estilos de bloco, incluindo alguns sem janelas para fazer paredes simples e outros com desenhos de carros e motos para representar uma garagem. E aparentemente as caixas hoje vem com um porrilhão de peças.


Confesso que acho legal que esse seja um brinquedo que ainda perdure nos dias de hoje. Mostra como certas idéias bem boladas do passado ainda perduram.

Tem até versões para crianças pequenas, onde as peças na verdade são como almofadas de espuma. Evita o risco do molequinho engolir ou mesmo sair tacando as peças longe, causando um grande estrago na casa ou na cara de seus irmãos.


Sem dúvida uma diversão muito sadia, independente do nome como é conhecido.