quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

O caso do professor da UFRJ

Recentemente a Revista Época fez uma reportagem falando a respeito de um professor do departamento de Física da UFRJ, Adlène Hicheur. Até aí, você pode se perguntar o que esse sujeito fez para ser foco de algumas páginas da revista, seria por algum feito científico, ou por alguma outra coisa relacionada à educação? Mas na verdade a grande motivação era falar a respeito de como esse professor, nascido na Argélia e naturalizado na França, tinha um passado obscuro, com envolvimento com grupos terroristas.


A revista teve acesso a diversas mensagens dele com uma outra pessoa em um fórum frequentado por jihadistas, falando a respeito de uma série de ações que poderiam ser feitas na França, a princípio relacionadas com a Al Qaeda. Suas mensagens estavam sendo monitoradas pelo governo francês, até o momento em que Adlène começou a citar ações como executar assassinatos. Foi o suficiente para a polícia prendê-lo. Ele ficou preso por alguns anos, após receber em 2012 liberdade condicional, e em seguida tentou em vão recuperar seu emprego naquele centro de pesquisas nucleares na Suíça, onde ele foi proibido de pisar por alguns anos, devido ao seu passado.

Aí é que então ele decidiu vir para o Brasil para trabalhar como pesquisador, com direito ainda a uma bolsa de pesquisa. Está hoje como professor convidado na UFRJ, com um salário de 11 mil reais. Até então ele estava na surdina, mas os olhos da Polícia Federal caíram sobre ele depois de tomarem conhecimento de uma reportagem da CNN em uma mesquita carioca, realizada logo depois do atentado àquele jornal satírico francês, onde um sujeito bradou apoio ao atentado e tirou a blusa, mostrando uma camiseta do Estado Islâmico. Coincidência ou não, o professor citado acima frequenta a mesma mesquita, e nesse momento é que as autoridades daqui descobriram que há anos Adlène já estava aqui, apesar de todo o seu envolvimento com aquelas mensagens incitando terrorismo. 


Bom... Como esperado começaram a surgir vários comentários a respeito do assunto. E como já era esperado, muita gente defendendo o professor de passado suspeito. Não precisei correr muito pela minha página do Facebook para ver muitos colegas prestando solidariedade a ele. Aparecem muitos que são alunos ou ex-alunos da UFRJ, condenando as denúncias contra um membro de seu corpo docente, além dos já costumeiros esquerdistas de plantão, dizendo que é perseguição, que é xenofobia contra muçulmano, dizendo que é coisa da Globo e por aí vai.

E aí vamos pra minha opinião...

Eu não vou entrar aqui no mérito pessoal desse caso... Já tem muita gente aí olhando sob esse ponto de vista, dizendo que ele é gente boa, que está sendo injustiçado e etc. Só comento sobre como é fascinante o corporativismo em nosso país... Não importa o que um de seus semelhantes possa ter feito, sempre há uma postura incondicional de defendê-lo. Penso como deve ter muita gente que sequer o conhece, mas que defende Adlène pelo fato dele fazer parte da UFRJ, ou pelo fato dele ser um professor de Física. Como se o fato de um sujeito compartilhar a mesma instituição de ensino ou área de pesquisa já fosse por definição um certificado de idoneidade. Não é por aí, em minha opinião...

Aí falam a respeito de sua capacidade técnica, de que é um excelente pesquisador, blá blá blá. Tudo bem, em nenhum momento aqui eu vi alguém dizendo que o cara não sabe nada. Pode ser um ótimo professor, pode ter um conhecimento ímpar. Mas isso não é atestado de caráter, não define que a pessoa seja automaticamente de bem. Conheço muita gente aí com PhD que não vale a merda que caga. Pergunto para essas pessoas que estão defendendo o sujeito, levanto uma questão aqui para os professores e alunos da UFRJ que o apóiam: o Fernando Henrique Cardoso tem também uma vasta formação, chegou a lecionar aulas em universidades de renome mundial como Stanford e Cambridge... E aí, por conta disso podemos dizer que ele é gente fina? Podemos dizer que ele é decente?


Pode apostar que essas pessoas vão xingar o FHC de tudo que tem direito, dizer que ele entregou o Brasil pros gringos, dizer que ele prejudicou os pobres, etc. Seu currículo acadêmico não faria nenhuma diferença, diferente da postura que esses petralhas estão tendo com o argelino...

Me desculpe... Mas não é por aí. Eu estudei em faculdade pública, sei muito bem como que é a posição política ali dentro, sei muito bem o que é a lavagem cerebral comunista que tentam fazer nos alunos, fui hostilizado por professores e colegas que me viam como parte da burguesia por não concordar com os ideais do PT, tinha vagabundo ali que em vez de dar aula declamava sobre as coisas boas da esquerda. Ainda mais na UFRJ, onde esse tipo de influência "vermelha" é bem visível, só não é mais incisiva neste caso particular pois ocorreu com um professor das Exatas, se tivesse sido com alguém das Humanas... Nada me faz acreditar que essas pessoas que estão agora focando na excelência técnica e conhecimento do professor Adlène iriam ter a mesma postura se fosse um outro professor, igual ou mais capacitado do que ele, mas que tivesse em seu passado algo contrário aos seus ideais.

Por exemplo... Se fosse um professor americano que no passado trabalhou na CIA, já iriam querer expulsá-lo, dizendo que ele estava ali para espionar.

Deixando um pouco de lado a questão política, o ponto principal que quero comentar é a respeito do seguinte: parece que só agora as autoridades daqui do Brasil se deram conta do histórico desse professor, precisou um maluco gritar numa mesquita e uma revista procurar por informações da polícia francesa para verem que Adlène esteve preso por associação com organizações terroristas. O sujeito foi recebido em nosso país, cruzou aqui a nossa fronteira, recebeu um visto de trabalho e está aqui de forma legalizada e sendo pago por uma instituição pública, sem que em nenhum momento fosse feita uma devida investigação de seus antecedentes...


Esse é o ponto que eu quero focar aqui. Não venho aqui discutir o caso particular do professor, pois sabemos muito bem que as instituições envolvidas estão cegas pelo corporativismo de defendê-lo com unhas e dentes. Minha preocupação maior aqui é como não há nenhum tipo de segurança para se entrar em nosso país. Em nenhum momento nenhum órgão envolvido (sejam as instituições de pesquisa daqui que deram a bolsa, seja a UFRJ, seja a Polícia Federal) viu que Adlène foi condenado e esteve preso, e não por qualquer coisa, foi por crime de terrorismo. Não estou dizendo que ele deveria necessariamente ser barrado de entrar no país, mas pelo menos é um tipo de informação de seu passado que as autoridades deveriam estar cientes e levarem em conta na hora de permití-lo ficar no Brasil ou não. E no mínimo deveria haver algum tipo de controle sob suas ações... Afinal, da mesma forma que ele pode ter se arrependido e cortado qualquer vínculo com os demais frequentadores daquele site... ele também pode estar mantendo contato com eles ainda...

É um reflexo de nosso país que não tem nenhum tipo de lei anti-terrorismo, deixando tudo aqui sendo feito nas coxas. Em um país sério, nunca uma pessoa que esteve envolvida com ações terroristas (mesmo que tenha sido só incitação e planejamento) entraria assim tão facilmente, muitas vezes sequer entraria. Afinal, não foi à toa que Adlène escolheu o Brasil... Por que ele não tentou ir para a Alemanha, para a Inglaterra, para os Estados Unidos? Se ele étão interessado na sua pesquisa científica, sem dúvida nesses países ele teria acesso a uma estrutura muito superior que a que temos aqui... Será que foi por que o Brasil é um país acolhedor, por que o brasileiro é receptivo? Que nada... Escolheu o Brasil porque é um dos lugares mais fáceis de se entrar do mundo, onde não tem nenhum tipo de lei contra o terrorismo.

E sabem por que o nosso ilustríssimo governo não se mexe pra colocar isso em prática? Para proteger um "movimento social" parceiro...


Na boa... MST é um movimento terrorista. Uma organização que faz uso da violência para invadir as terras dos outros pra mim está longe de ser um movimento social. Um grupo armado, que se precisar matar para cumprir os seus objetivos, o fará sem pensar duas vezes. E que é ainda recebido livremente no Palácio do Planalto, me chega o líder dessa corja e fala abertamente nos microfones coisas como "pegar em armas e ir para as ruas", sendo ainda aplaudido pela nossa presidente. Se colocam aqui uma lei anti-terror como deve ser, o MST será um dos primeiros a ser enquadrado nela. Mas sabemos bem que Dilminha e companhia jamais vão querer prejudicar os seus aliados... Só nesse país mesmo...

Me preocupa bastante ao ver que temos nesse ano um evento de grande criticidade, que são as Olimpíadas. Ao contrário da Copa do Mundo, que é muito mais espalhada pelo país e que não traz pra cá tanta gente do planeta, a competição Olímpica é de muito maior porte, com um volume de pessoas muito grande em um espaço relativamente concentrado. Imagina a quantidade de pessoas que vai estar entrando aqui no Rio de Janeiro... Se houver o mesmo tipo de cuidado que houve durante a entrada de Adlène aqui no país, é certo que vai entrar muita gente perigosa, sem nenhum tipo de controle.

Principalmente depois que a nossa presidenta sancionou um decreto que isenta de visto qualquer estrangeiro que queira entrar no país, próximo ao período dos jogos. Mesmo que o turista não tenha nenhum ingresso comprado. Literalmente, a porteira será aberta mesmo. Soma-se isso a falta de uma regulamentação anti-terrorismo e órgãos extremamente incompetentes, sem nenhum tipo de verificação sobre o histórico dos visitantes.


Tenho seriamente um medo grande do que pode acontecer por aqui... Digo de novo, as Olimpíadas são muito diferentes em relação à Copa do Mundo. A cidade do Rio de Janeiro vai ficar abarrotada de gente. Já em condições normais as autoridades não conseguem garantir a segurança, é só dar um domingo de sol e vemos bandos praticando arrastões nas praias. Imagina a cidade com milhões de pessoas do mundo todo! Sinceramente eu desejo muito que eu "morda a língua" e me provem que estou errado... Mas vendo como um estrangeiro condenado por envolvimento com terrorismo entrou aqui numa boa (e ainda estão passando a mão na cabeça dele, defendendo-o), não ficaria surpreso que outros entrem, ou mesmo já tenham entrado no país, aguardando o momento em que todos os olhos do mundo estarão voltados para os Jogos Olímpicos aqui, para praticarem algum ato terrorista...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

O Novo Star Wars



O ano de 2015 já acabou, e nos 44 do segundo tempo nós tivemos talvez um de seus grandes marcos, pelo menos no mundo do entretenimento, com o lançamento do mais novo filme da saga Star Wars. O Episódio VII rapidamente se tornou o recordista do ano, mesmo tendo poucos dias para realizar essa façanha, prestes a se tornar o filme de maior faturamento da história. Faz até você pensar como que lançaram os três da nova trilogia e que não chegaram nem perto ao Despertar da Força. Parece que a antologia contando a história do Darth Vader não agradou muito...

O filme sem dúvida foi um estrondoso sucesso. Como de praxe, toda a franquia de Star Wars lucrou horrores, não apenas com o filme, mas com todos os produtos relacionados. É muito interessante como meses antes do lançamento da película já era possível ir em uma loja de brinquedos e encontrar todos os personagens, como já haviam livros, revistas, camisetas e outras coisas, antes mesmo de alguém ter visto a história. Como diria o sábio Yogurt, da sátira Tem um Louco Solto no Espaço, é com o merchandising que se ganha dinheiro com um filme.


Enfim... Decidi então dar a minha opinião a respeito do filme que tanto empolgou o público. Acho que já passamos um tempo relativamente suficiente em relação à estréia, de forma que quem queria ver certamente já viu, e quem não viu... Bom, o que está esperando? 

Por isso, que fique claro: se você não quer saber de spoilers do novo Star Wars, pare de ler agora! Estou falando sério, depois não venham me xingar aqui se eu contei alguma coisa. 

Quem não quer spoilers, pare de ler agora!!!

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Estou falando sério. Pra afugentar vou colocar essa foto horrenda.


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Bom... Para mim o filme foi sem dúvida bem legal mesmo. Embora tenha percebido muitos elementos que lembram o Episódio IV (tipo, o robôzinho com a mensagem, uma Estrela da Morte e etc), sem dúvida trouxe muitos momentos empolgantes, conseguindo dar uma boa continuidade aos episódios clássicos. Ver novos personagens que prometem se tornar tão icônicos como os clássicos que retornaram depois de tantos anos, com efeitos especiais sensacionais e até mesmo algumas pequenas doses de humor na medida certa para quebrar o gelo, sem dúvida valeu os mais de trinta reais que paguei para assistir no cinema. O mais incrível é ver que para os próximos anos teremos quase que um filme por ano, alguns contando histórias passadas, além do já tão aguardado Episódio VIII.

Quanto aos novos personagens, estava claro que havia o dedo da Disney para deixar o filme mais esperado do ano o mais politicamente correto possível, trazendo a protagonista mulher, além de dois heróis, um negro e outro hispânico. Houveram muitas críticas, principalmente contra o Finn, apesar de que já havíamos visto outros atores negros interpretando personagens, como o Samuel "Mother Fucker"L. Jackson. Mas aparentemente no final toda essa questão racial ficou de lado, pois os três se destacaram bem, cada um no seu "quadrado"... Poe faz o tipo desbocado, tudo pra ser um novo Han Solo, como pôde ser visto nas cenas que ele argumentava com o vilão Kylo Ren. Finn já segue na linha do sujeito mais boa praça, meio enrolado mas de boa índole. Sem falar que o cara era um Stormtrooper, sem dúvida é legal ver pra variar um cara num filme do Star Wars largando o lado dos bandidos e virando mocinho.


Quanto à Rey, ela é muito cuti-cuti! Sinceramente, já comentei aqui que a Natalie Portman era minha favorita na série, mas depois de ver a futura jedi, confesso que fico agora na dúvida.


Falando sério, Rey segue o mesmo caminho antes trilhado pela Princesa Léia e Padmé, mostrando ser uma mulher de personalidade forte, nada daquela donzela em perigo que fica esperando o príncipe encantado. Incrível é como ela conseguiu se tornar tão poderosa no uso da Força tão facilmente: o Anakin precisou passar anos treinando para conseguir empunhar um sabre de luz e mover objetos, e o Luke precisou de algumas horas ou dias lá com o mestre Yoda para ter algum tipo de controle. Rey por sua vez só precisou de alguns poucos minutos para já está controlando a mente dum guarda e levitando coisas.

Outro personagem novo que cativou foi o robôzinho BB-8. Confesso que antes de assistir o filme achei a idéia meio estranha, pois no final ele parecia uma bolota com a cabeça do R2-D2... Bom, ele é uma bolota com uma cabeça igual a do R2-D2. Mas ele conseguiu ser muito carismático e cativar o público. Uma tarefa que eu diria ser meio difícil na série de Star Wars, em que a hilária dupla R2-D2 e C-3PO já havia se estabelecido, com participação nos seis outros filmes. Mas bastou ele fazer um "jóinha" com o que parecia ser um isqueiro embutido para que se tornasse um dos personagens mais queridos do filme.


Uma coisa que eu fico pensando é de onde tiveram a idéia desse design de robô. Honestamente, eu nunca iria pensar em algo tão diferente como um robô que na verdade é uma grande bola com uma cabeça que fica ali apoiada. Tudo bem que há décadas atrás talvez o visual de "lata de lixo" do R2-D2 não era algo tão esperado, mas o BB-8 foi sem dúvida algo bem inovador no conceito tecnológico. Embora eu comecei a me perguntar o quanto seria viável, se seria mesmo possível a cabeça dele ficar ali certinha enquanto seu corpo em formato de bola saísse rolando pelos cantos.

Até eu descobrir isso daqui:


Faço dois comentários a respeito desse brinquedo simplesmente fantástico: primeiro, não ficaria surpreso que o design do BB-8 foi feito baseado nesse brinquedo, tudo orquestrado para fazer com que milhares de pessoas vissem o robôzinho na tela e ficassem com vontade de ter um igualzinho para brincar, em uma clara e indiscutível jogada de marketing; e segundo... funcionou muito bem, pois agora eu fiquei com vontade de comprar um desses!

O pior de tudo é ver que ele sai lá fora por 150 dólares, e por aqui você não encontra no Mercado Livre por menos de 1300 reais...

Do lado dos vilões, realmente o único de maior destaque é Kylo Ren. O mascarado de roupa preta e sabre de luz cheio de coisas ali gerou uma grande repercussão antes do lançamento do filme, a respeito de sua identidade. Lá atrás, Darth Vader surgiu como vilão e ninguém estava preocupado sobre quem ele era, quais as suas origens, só se sabia que ele era do Mal, para que depois fossemos descobrir no final do Império Contra-Ataca que ele era o pai de Luke. Por sua vez, no novo filme muita gente ficava se perguntando quem estaria por trás daquela máscara maneira... Com muita gente apostando que seria o próprio Luke Skywalker, ao ver que ele não aparecia no cartaz do filme e depois de um trailer que mostrava o vilão segurando o capacete de Vader, dizendo que iria continuar de onde ele tinha terminado.


Bom, nesse ponto eu confesso que fiquei um pouco decepcionado... Tudo bem que estamos falando só do primeiro filme dessa nova leva, o que dá muito tempo para desenvolverem melhor o personagem. Mas já começa que o cara só usa essa máscara pra ficar parecido com o Darth Vader, não dá nem uma hora de filme e ele mostra sua cara de emo. E vemos também que ele é meio explosivo, não faltam cenas em que ele solta a franga e sai quebrando tudo pelos cantos que nem uma bicha louca.

Sobre a sua identidade, também não houveram muito rodeios, talvez a maior revelação do filme: Kylo Ren era antes Ben Solo, filho de Han Solo e Léia. Ele foi treinado pelo Luke, mas acabou sendo seduzido pelo Lado Negro da Força, tornando-se o bandido. Aliás, motivo esse suficiente para fazer com que Luke também desse um chilique e desaparecesse.

Creio já ser momento de comentar a respeito dos personagens clássicos, e seguindo o fio da meada já podemos falar a respeito da participação do Luke Skywalker na película.


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É, não tem muito o que se falar... Vou ser sincero, fiquei o filme todo esperando quando é que ele ia dar as caras, e só apareceu nos últimos dez segundos do filme, um barbudo sem dizer nem uma palavra. Faz você pensar como que todo dia, você acorda cedo pra ir pro trabalho, enfrenta trânsito e o escambau, leva esporro do chefe, se aborrece com colegas chatos, come numa birosca escrota... E o sujeito em dez segundos sem fazer nada, só com uma viradinha, ganha mais do que você poderia acumular em quatro vidas...

Tanto que não faltaram piadinhas quanto ao final, em que Rey o encontra e entrega o seu antigo sabre de luz.


Essa foi hilária!

Aliás... Isso me faz pensar um pouco... Esse era o famoso sabre de luz que pertenceu a Anakin Skywalker, com o qual ele fez grandes proezas como trucidar um monte de jedizinhos ao se converter ao Lado Negro. No final do Episódio III vemos que Obi-Wan recolhe o sabre de luz azul que pertencia à ele, guardando-o até o momento em que encontra Luke. O rapaz fica com essa espada até o confronto contra Darth Vader no Episódio V, em que perde a sua mão juntamente com o sabre de luz... Ou seja, era de se esperar que esse sabre de luz estivesse perdido, lá no raio que o parta, naquela cidade flutuante. Para depois ele estar naquela caixinha da baixinha zoiúda do novo filme. Como que o encontraram?

Enfim, acho que já dediquei muitas linhas para um personagem que apareceu por dez segundos... Seguindo, temos Han Solo e Léia, estes que demonstram o peso da idade nesse filme. Aliás, muito se falou a respeito de como a atriz que interpreta Léia ficou velha, mas aí acho exagero... Pombas, as pessoas envelhecem, alguém imaginaria que depois de mais de 30 anos ela ainda estaria na mesma forma para usar o biquini dourado? Quero ver esses babaquinhas reclamando disso, para ver como eles vão ficar depois de três décadas, se ainda vão estar com a mesma aparência de hoje...


De qualquer forma, Léia deixou de ser princesa para se tornar uma general, enquanto Han aparentemente ficou um tempo casado com ela, até se separar e voltar a ser um contrabandista espacial, juntamente com seu inseparável amigo Chewbacca.

Sabe, aí eu preciso comentar a respeito desse tapete ambulante. Mas antes disso, deixa eu fazer uma rápida revisão da cronologia dos filmes, para ver quanto tempo se passou entre cada um deles (agradeço ao site Wookiepedia por isso):

  • Ano 0     - Ep. I - A Ameaça Fantasma
  • Ano 10   - Ep. II - O Ataque dos Clones (10 anos depois)
  • Ano 13   - Ep. III - A Vingança dos Sith (3 anos depois)
  • Ano 32   - Ep. IV - Uma Nova Esperança (17 anos depois)
  • Ano 35   - Ep. V - O Império Contra-Ataca (3 anos depois)
  • Ano 36   - Ep. VI - O Retorno do Jedi (1 ano depois)
  • Ano 66   - Ep. VII - O Despertar da Força (30 anos depois) 

Assim, podemos inclusive fazer algumas contas... Por exemplo, Luke e Léia nascem no Episódio III, assim sabemos que eles são "di menor" no primeiro filme da saga clássica, e teriam exatamente 53 anos no mais recente lançamento. Se imaginamos que Anakin tinha 10 anos quando começou a saga, ele chegou aos 46 anos após a luta final em O Retorno do Jedi.


Aí vamos analisar o seguinte: o puto do Chewbacca apareceu lá no Episódio III, inclusive ao lado de Yoda. Naquela época, já imagina-se que ele seria adulto, provavelmente não colocariam um bicho adolescente aí junto com um dos maiores mestres jedi. Com isso, desde a sua primeira aparição até o mais novo episódio, se passaram 53 anos! Tudo bem, ninguém sabe ao certo qual a expectativa de vida de um wookie, mas esperava que ele pelo menos apresentasse alguns cabelos brancos como seu amigo Han...

Por fim, temos os andróides, mas que possuem uma participação muito pequena, embora tivessem mais falas que o Luke. O C-3PO não mudou nada, a não ser por um inexplicável novo braço vermelho, enquanto que o R2-D2 fica no modo stand-by durante quase todo o filme, só se religando no final para mostrar o mapa.


Curioso como eles estiveram em todos os filmes... Espero que mantenham essa tradição da dupla robótica voltar no Episódio VIII.

Pra fechar a questão dos personagens, deve-se falar a respeito de mais outros dois. Começando pela grande, digamos... decepção, com a personagem sobre a qual mais se criou expectativas, que se mostraram infundadas. Sim, estou falando da Capitã Phasma.


Antes do lançamento, fizeram o maior auê sobre ela, com sua armadura Stormtrooper prateada e capa, além da grande novidade de que seria uma personagem feminina no lado do Mal. Todo mundo falando que ela seria foda, se tornaria mais icônica do que o Bobba Fett, feministas enaltecendo a sua força (esquecendo-se totalmente de Rey, essa sim que se destacou), o boneco dela se tornando uma raridade nas lojas.

Aí chega no filme, ela só tem algumas falas bobas, fica andando de lá pra cá... Até ser facilmente capturada no final e jogada num compactador de lixo. Puta merda! Não fez pôrra nenhuma! Se tivessem colocando um Stormtrooper normal não faria nenhuma diferença. Decepção total...

Por outro lado, aí tivemos um outro personagem que, na opinião de muitos, inclusive deste texugo aqui, teve muito mais destaque do que a capitã cromada acima, mesmo tendo uma participação quase tão curta como o Luke.


Sim! Estamos falando do Stormtrooper que naquela batalha num planeta todo cheio de árvores enfrenta Finn com uma pôrra duma arma fodona, que não sei como consegue rebater os golpes de um sabre de luz. Se por um lado a Capitã Phasma foi uma grande decepção, esse cara acabou tendo uma repercussão inesperada. Talvez pela arma que usa, talvez pelo fato de ter sido um dos únicos Stormtroopers em toda a série a não se acovardar e/ou errar tiros, o sujeito teve os seus 15 segundos de fama, até levar um balaço de alguém e virar estatística.

Sério... Nunca vi um personagem sem nome marcar presença dessa forma, principalmente num filme como Star Wars. Tanto que o pessoal não demorou para inventar um nome para ele: TR-8R. Para o bom entendedor, "traitor", a única fala dele, ao ver o Finn. Aposto que tem muita gente que sabe o nome fictício desse Stormtrooper, mas não faz idéia de como se chamam aquele gigante do Lado Negro que fica sentado na caverna ou a alienígena zoiúda.

E claro... Como não podia deixar de ser... O que não faltou foi piadinha com o TR-8R...


Sensacional!

Enfim... O filme sem dúvida agradou bastante. Foi muito legal a continuação da saga, que muitos esperavam estar encerrada. A trilogia antológica, com os episódios I ao III, não foi a que agradou mais, principalmente por estar meio "amarrada" com a história da trilogia clássica (apesar de terem havido muitos furos). Foi gerada uma grande expectativa, talvez até uma preocupação quanto à qualidade do Episódio VII, para que ele não viesse a ser um fiasco. E entendo que isso não ocorreu. Teve uma história boa, os personagens novos foram bem interessantes, deixando uma série de perguntas para os próximos filmes. Talvez a principal é sobre a origem de Rey, que muitos desconfiam ser filha de Luke Skywalker, embora eu ache que seria muito manjado, considerando a cena final. Quem sabe ela não seja filha de Han e Léia (explicaria por exemplo ela ter o DNA de piloto e saber manejar a Millenium Falcon) e irmã perdida de Kylo Ren? Ou talvez ela seja descendente até mesmo de outro personagem, há quem diga por exemplo que ela poderia ter algum tipo de relação com a família de Obi-Wan Kenobi.

Só o tempo dirá... Até lá, o que não vai faltar são teorias absurdas, brinquedos de todos os tipos e tamanhos, histórias escritas pelos fãs, videogames...

E piadinhas com o TR-8R.


domingo, 3 de janeiro de 2016

Vocabulário Moderno

Como você deve saber, sou muito observador a respeito de algumas pequenas coisas das pessoas, da sociedade e costumes. Diria até que eu possa ser visto como chato e cri-cri, aliás são alguns dos adjetivos que os outros costumam usar para me descrever. Mas sou assim mesmo, e não vou mudar para agradar aos outros. Acho que tem tanta gente com hábitos tão mais incômodos e até mesmo nocivos, dos quais ninguém reclama, e vão me empentelhar aqui por eu sempre comentar de maneira direta algumas coisas. Tem gente aí que fica fofocando segredos da vida alheia ou sujando o ar com fumaça de cigarro, e o escroto aqui é esse texugo falando sobre algo que o incomoda...

Enfim, o motivo da minha revolta hoje é a respeito de uma mania cada vez mais comum na sociedade, em especial quando o assunto são redes sociais e a comunicação: trata-se do costume que se tem agora em encurtar as palavras, criando assim vocábulos resumidos, ou mesmo criando palavras totalmente diferentes da original. Sabe-se lá o motivo, se é modinha mesmo ou se é preguiça... Mas ultimamente é o que mais se vê.

Como disse, a maioria tem a ver com as coisas de informática e redes sociais que você acessa na palma da mão no seu telefone ou tablet. O Facebook, site onipresente onde todo mundo fica compartilhando sua vida, virou "Face", ou então sua versão horripilantemente aportuguesada de "Feice"... Sim, com "ei", é de revirar o estômago, ridículo como a imensa maioria de seus usuários. O site de fotos Instagram virou "Insta". Antigamente tinha uns aloprados que chamavam o Orkut de "Orcut", e imagino que não seja por aversão às letras estrangeiras. Assim como eu já vi até alguns boçais chamando o Twitter de "Tuíter", assim com acento... 


E não precisa ser só coisa relacionada às redes não... Por exemplo, não se diz mais "fim de semana", agora depois da sexta-feira vem o "finde". Sim, "finde"... Outra, essa já um pouco mais antiga, do meu de colégio ainda, é o aniversário, que a rapaziada da hora chama sempre de "níver". Depois que você passa no vestibular, não se diz mais que você entrou na faculdade, mas sim na "facul". 

Mas o pior de todos é o nome estúpido que arrumaram para o Whatsapp... Chamar de "zap zap" é escroto para caralho!


Eu sei que desde os tempos do chat pelo IRC que as pessoas usam abreviaturas para simplificar a conversa. Tipo, usar "blz" em vez de "beleza", "tc" em vez de "teclar" e "tb"em vez de "também". Antigamente, com internet discada, tinha mesmo que economizar nas mensagens. Mesma coisa quando começaram os SMSs, que possuem um limite de caracteres, onde escrever uma frase muito longa esgotava o limite permitido. Até entendo nessas situações, mas que já ficaram para trás faz tempo...

E faz tempo mesmo... Alguém aqui ainda se lembra do mIRC?


Voltando... Mas o que se vê hoje em dia é algo exagerado. Pombas, com os pacotes imensos de dados e a comunicação por wi-fi, não há toda essa necessidade em escrever as palavras desse jeito. Sinceramente, chega a um ponto que você é visto como errado se escreve "Facebook" em vez de "Face". Pôrra, "face" pra mim é "rosto" em inglês, cacete!

Sinceramente, é a mania do brasileiro de aportuguesar as coisas e essa estupidez de fazer palavras curtas. Você vê até mesmo certos meios de comunicação, principalmente sites, que usam essas abreviações como "Insta". O que custa dizer o nome completo? Sério, alguém me explique de onde surgiu essa idéia, por que é tão difícil escrever "Instagram"? Ou "Facebook"? Parece que essas aí tá mais na linha da modinha, foi instituída pela sociedade como a maneira que as pessoas "cool" devem escrever. Se você escreve "Facebook", você é um nerd, um quadrado; agora, se você escreve "Face", você é "in", você é da hora...


Fala sério... Coisa de babaquinha. De gente assim eu quero distância.

O pior de tudo são as palavras escritas errado... Isso me dá um nojo, um asco. E não estou falando de erros comuns, como trocar "mas" por "mais". Estou falando de coisas estúpidas, com palavras que sequer existem. Por exemplo, as pessoas que têm a pachorra e a falta de noção de substituir a terminação "ão" por "aum". Por exemplo, não dizem "não", mas sim "naum". Incrível, eu acho isso muito escroto, parece que a pessoa não tem a capacidade de digitar o "~" antes do "a". Pior de tudo é que mesmo com o auto-corretor que se tem hoje nos celulares, tem filho da puta que me vai e adiciona o "naum" na lista de palavras reconhecidas para que possa escrever dessa maneira. Sério, eu teria vergonha de escrever assim. É de fazer o professor Pasquale ficar com vontade de enfiar a cara em sua própria bunda.


Eu não sei a necessidade que as pessoas têm de escrever dessa forma totalmente errada. De novo, eu até entendo certas abreviaturas, que na correria a gente pode usar para simplificar, como comentei acima. Mas tem algumas palavras que as pessoas escrevem em que o nível de esforço é o mesmo, não envolve nem o "trabalho" tão grande de segurar a tecla Shift para colocar um acento circunflexo. Por exemplo, eu já vi mais de uma vez pessoas escrevem "hoji" em vez de "hoje". Pelas barbas do camarão, por quê? A mesma quantidade de letras, será que é só para economizar alguns 0,0001 segundos apertando a tecla "i" que está mais perto do "j" do que o "e"? Ou é com o objetivo de escrever errado mesmo? Caralho! Onde já se viu?

E tem horas que eu me surpreendo, pois vejo as pessoas escreverem as palavras erradas, mas aparentemente tendo mais trabalho! Estou falando sério, pode parecer absurdo, mas não foram pouca as vezes que eu vi em comentários em sites vagabundo escrevendo "noês" em vez de "nós". Sério, peço solenemente que uma nobre alma consiga me explicar por que algum pé rapado escreve "noês". Vai ter o mesmo trabalho de colocar o acento (talvez até menos, pois dependendo do teclado o acento agudo nem precisa de Shift) e ainda coloca uma letra a mais... Na boa, isso mostra que no final das contas não é preguiça... É mesmo querer escrever de forma errada.

Pior que tenho vários conhecidos que escrevem assim, e é difícil aturar muitas vezes. Teve uma vez que eu estava falando com alguém pelo Whatsapp (sim, não pelo "zap zap"), e me chega o sujeito e escreve "eskeçe"...


Cara... Eu quase tive um treco. "Eskeçe"! Puta que pariu, será que esse sujeito nunca aprendeu que não se usa cedilha antes de "e"?!

Quer ver outra simplesmente absurda? Teve outra que eu vi, e não aguentei, na hora mesmo respondi ao sujeito que escreveu aquilo, perguntando se ele tinha algum problema de alfabetização, ou se era burro mesmo. Acha que eu fui grosso? E se eu te disser que o carinha, em vez de escrever "conheço"... Teve a capacidade de escrever "cunhessu".


Estou falando sério... "Cunhessu", assim mesmo, trocando todos os "o" por "u" e conseguindo escrever "ss" em vez de "ç". 

Trata-se de mais um dos retratos de nosso povo brasileiro, onde cada vez mais eu acabo admitindo infelizmente que o certo é o errado e o errado é o certo. Eu sempre procurei manter em todos os meus meios de comunicação, seja aqui neste blog, seja no trabalho e seja conversando digitalmente com meus amigos e conhecidos, um mínimo de boa escrita e respeito pelas regras de ortografia e gramática. E olha que não é fácil, pois eu odiava aquelas aulas de português, com aquele monte de regras e tempos verbais. Até hoje não sei direito pra que serve o pretérito mais que perfeito. Mas pelo menos um mínimo de organização sempre procuro. Só não consegui ainda me acostumar com as novas regras que inventaram... Apesar do corretor ortográfico aqui sempre xingar, eu ainda me vejo escrevendo "idéia" com acento.

Mas isso não chega aos pés dessas pessoas que escrevem deliberadamente de maneira errada. Pior de tudo, muitas vezes essa escrita distorcida e animalesca não é fruto de falta de ensino, é de propósito mesmo. O carinha que escreveu o "cunhessu" ali de cima, até pós-graduação tem. Digo que eu duvido que essas pessoas escrevam dessa forma em um ambiente profissional... Não só duvido, como espero, pelo bem da raça humana. Mas não é porque você está em um ambiente mais descontraído, entre amigos, que precisa escrever alguma atrocidade como "eskeçe"...

Estamos começando um novo ano... Embora eu ache meio babaquice, muita gente enxerga a virada como a oportunidade de mudar, de fazer algo diferente para seu próprio crescimento. Tipo, começar a ir na academia, ler mais, juntar as escovas de dentes com a namorada... Sabemos que toda essa conversa é balela, que vai ter um monte de inscrição na Bodytech que será cancelada em fevereiro, que o máximo de leitura que as pessoas vão ter será o caderno de esportes ou a revista Caras, e que vai ter muito casal de namorados se separando antes do 12 de junho... Mas seria bom, para a sociedade, para as pessoas, se pelo menos alguns tomassem vergonha na cara e começassem esse novo ano escrevendo direito, sem essas palavras inventadas, sem essas abreviações toscas...

Pra que assim a gente não seja obrigado a ler frases como "Mérmaum, eu naum cunhessu akela gateenha da fotu do Feice"...


Eu sei... Acho essa foto engraçada pra caramba!