domingo, 27 de outubro de 2013

Matemática Absurda

Eu tinha visto isso num jornalzinho daqueles que distribuem gratuitamente pelas ruas, achei um absurdo e tirei uma foto, mas acabei demorando para colocar aqui. São os dados de uma pesquisa, levantando quanto tempo o carioca gasta em média para chegar ao trabalho.


Não é sobre a pesquisa em si, mas sobre os números. Quando bati os olhos nas porcentagens, achei meio estranho... Vamos chamar uma calculadora para ver os números dessa pesquisa.

Se nós fizermos uma simples soma dessas porcentagens, fazendo 6,4 + 27,4 + 21 + 32,8 + 39,8 temos...

... 127,4 %

Como é que pode? Os filhos das putas não conseguem fazer uma pesquisa direito? Ou não ensinaram que numa pesquisa dessa não tem como você chegar a um total acima de 100% de votos, será que teve gente forjando a pesquisa?

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Botafogo Sempre


Infelizmente não deu... Simplesmente o Botafogo não entrou em campo ontem na partida das quartas-de-final da Copa do Brasil contra o sempre insuportável Flamengo. O alvinegro estava apático, repetindo atuações de desatenção absurda, e após dois gols cagados dos mulambos o time desandou de vez, sendo goleado por quatro a zero.

Impressionante como o Botafogo dá esses moles, principalmente contra timinhos pequenos e incompetentes como o Flamerda...

Logicamente que a vitória de ontem foi celebrada com êxtase pelos flamenguistas, que desde o apito final se comportaram como se espera de flamenguistas nessas horas: com arrogância e prepotência, nego já achando que são campeões da Copa do Brasil, e com a já conhecida cretinice e ódio pelos rivais, com as piadinhas de chororô, que foi um chocolate, que o Botafogo foi humilhado e é freguês. Flamenguista é assim mesmo, na sua imensa maioria, 99,99999% deles com essa postura escrota e babaca, a ponto de que parecem estar mais felizes pelo fato do Botafogo ter perdido do que pelo Flamengo ter ganho.

Foi o que eu tive que passar no trabalho, tendo que aturar um monte de flamenguistas lá me zoando e me sacaneando, o que é complicado quando se é o único botafoguense no escritório. Curioso é que quando o Flamerda perdeu o jogo pelo campeonato brasileiro alguns dias atrás mais da metade deles sequer deu as caras lá, e os que tiveram o mínimo de coragem vieram com papinho de que tinha sido sorte e que tinha sido roubado.

Como já citei aqui, essa é uma das razões pelas quais eu odeio o Flamengo. É um time de torcida arrogante, que sempre se acha, aquele tipo de gente que come sardinha e arrota caviar. Quando ganham, sempre dizem que o time é o melhor do mundo, que o adversário foi humilhado, que foi um show de bola, mesmo que tenham conquistado a vitória na base da cagada ou com ajuda do apito amigo, as formas com as quais os mulambos mais ganham. E quando perdem, sempre perdem porque o adversário teve sorte, nunca por ter sido superior ao time rubro-negro, ou dizem que foi roubado, e sempre nessas horas vão recorrer ao passado dizendo "ah, o Mengão ganhou o campeonato X tantas vezes", sempre menosprezando a vitória do outro time, principalmente se for um rival como Botafogo, Vasco ou Fluminense.

Aliás, percebe como os três grandes times do Rio têm com maior rival o Flamerda? Não é à toa, tem todos os motivos para ser o time mais escroto e odiado do estado, e quem sabe do país.

Eu só digo uma coisa: aqui é Botafogo sempre! Não importa o momento, esteja o Botafogo ganhando ou perdendo, a minha torcida sempre será pelo time da Estrela Solitária. Podem vir esses mulambos filhos das putas ficar me zoando o quando quiser, dizendo que Botafogo é time pequeno sem torcida, que quase não tem título. Eu prefiro muito mais torcer para um time por gostar de sua história gloriosa que menguinho nenhum teve. O Botafogo que teve craques de nome como Nilton Santos, Garrincha, Jairzinho, Gérson, Zagallo e tantos outros que trouxeram títulos para o clube e para o país, e não meros "jogadores de clube" que só passaram vergonha em Copas do Mundo.

Prefiro até mesmo fazer parte de uma minoria que não ocupa a maior parte do Maracanã, mas uma minoria que de fato se identifica com a história do Glorioso, que torce pelo clube por gostar dele, de sua história, ou mesmo que se identifica com o charmoso bairro da Zona Sul onde é sediado. Muito melhor que ser um mero "Maria vai com as outras" que só torce pro Flamengo porque a maioria torce pro Flamengo, que não tem originalidade para torcer para outro time, que veste a camisa apenas para não ser diferente dos outros. É muito fácil ser flamenguista, é muito cômodo...

Prefiro torcer para um time que pode não ter tantos títulos como os mulambos, mas que são títulos que foram merecidos, conquistados de forma justa e honesta, dentro das quatro linhas, com o esforço dos onze no gramado, liderados pelo técnico no banco e apoiados pela torcida. Muito melhor que ter canecos que foram erguidos depois de uma ajudinha do sujeito com o apito, com o apoio da rede do "Plim-Plim", uma coletânea de conquistas mais sujas do que uma história da Máfia.

Só digo uma coisa: não importa o que aconteça, aqui é Botafogo pra todo sempre! E vocês urubus podem esperar, a hora de vocês vai chegar, e vocês vão ter o que merecem!     

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Brasileiro, povinho nojento...

Sabe, eu sei que sou brasileiro, mas eu digo que tenho muita vergonha disso. Tenho vergonha pois o povo brasileiro é uma das raças mais escrotas, corruptas, aproveitadoras e malandras que já se viu. Claro que existem exceções, da qual eu e alguns poucos fazem parte, mas a verdade é que isso está cada vez mais raro hoje em dia. Mesmo com todos esses protestos recentes contra a corrupção, não me comovo com isso, sei que tudo isso está mais pra baderna, politicagem e estupidez.

Bom, o motivo que me fez ficar ainda mais enojado com o povo brasileiro foi ter visto um vídeo, onde três babaquaras de uma figa, um deles que parece o cruzamento de um anão com uma esfiha que é conhecido pelo apelido de Sonic e o estrupício com cara de que gosta de levar bolada no queixo e pinta de filho da puta que se denomina W, que tentam apresentar uma idéia para tomar refrigerante à vontade. Tudo isso se aproveitando da política das lanchonetes do Burger King, onde até 30 minutos após a compra o cliente tinha direito de encher seu copo de refrigerante quantas vezes quisesse na maquininha.

Tá aí os três marginais

Sim, essa é uma prática comum em países desenvolvidos, onde o povo é honesto e decente. Já vi isso nos Estados Unidos, onde num Subway você podia recarregar o refrigerante na máquina, e ninguém abusava. E já era prática até mesmo em alguns restaurantes por aqui, por exemplo no Outback o refrigerante é nesse esquema também, embora seja o garçom que traga os copos, podendo assim dar uma controlada.

Mas claro, fazendo isso aqui no Brasil não tinha como dar certo. O brasileiro é um povo criativo, tem várias idéias, mas sempre as usa pensando em levar vantagem, em passar a perna nos outros, com o velho jeitinho brasileiro que nos dá essa má fama. E os calhordinhas abusaram dessa fama.

No vídeo, o viado chega lá no balcão e confirma com a atendente a política da loja, e depois de ser confirmado que pode encher quantas vezes quiser, ele chama o amigo engomadinho sem apelido escroto que chega com um galão de água vazio.


Sim, um daqueles galões de 20 litros.

Aí eles começam então a fazer a festa, fazendo questão de colocar o refrigerante no copo e depois despejando no galão. Tudo isso diante da atendente do Bruger King desesperada e de alguns curiosos, rindo da situação e registrando em seus telefones. E toda a cena sendo filmada por um deles.

Chega então a hora em que ela trava a máquina e chama um segurança do shopping, e o mais revoltante é ver os babacas com aquele ar de "a gente sabe do regulamento", achando que não estão fazendo nada demais. Ainda tem a pachorra de continuar gravando para garantir a própria segurança, e me chega o viado com um discurso de advogado de porta de delegacia, dizendo que leu o regulamento, que sabe que o copo é instransferível e ele não deu para o amigo, e que na regra não há nada especificado sobre o que ele pode ou não pode fazer com o refrigerante depois que está no copo. Ele tem a audácia de dizer, com um sorriso escroto, de que o regulamento sequer diz que ele tenha que beber o refrigerante. Termina dizendo que se os seguranças fizerem alguma coisa, eles estariam errados.


Cara... Na boa... Se eu estivesse lá e presenciasse esse fato, eu chegaria e desceria a porrada nos três. Ia pegar o engomadinho e encher os cornos dele de porrada com um extintor de incêndio, pegaria aquele merdinha do Sonic e jogaria num incinerador junto com uma garrafa de álcool, e pegaria esse galão cheio de refrigerante e enfiaria na bunda desse canalha desse projeto de advogado de merda, ia tomar Pepsi pelo rabo até jorrar pela boca, seu desgraçado!

É por isso que esse país é assim. Desde cedo o povo aprende a querer levar vantagem, como dizem aqui no Rio, ser "ixpertos", embora parece que os três vagabundos são paulistas. Devem ser corintianos.  

Dá mesmo uma vergonha ver coisas assim. Mostra como nosso povo é malandro, depois me vem aí com essa palhaçada de luta contra a corrupção e tudo mais. Um povo que faz coisas como esses três filhos das putas, que acha um barato levar vantagem sobre os outros, não tem direito de reclamar que os políticos estão roubando, de que eles são corruptos e tudo mais. É o tipo de gente que não quer que a loja fique devendo cinco centavos, mas que fica calado quando erram no troco; que reclama do vizinho por ter sujado o corredor, mas que joga lixo na rua deliberadamente; que reclama quando está andando na rua e um carro atravessa o sinal vermelho, mas que quando está atrás do volante anda em alta velocidade e desrespeita leis do trânsito. Sempre com uma desculpa na ponta da língua, sempre com algum argumento para tentar justificar o que fez de errado.

E essa é outra razão pela qual eu odeio advogados, que provavelmente deve ser a profissão que o babaca do discurso inflamado deve querer seguir. Pessoas desalmadas, que procuram nos mínimos detalhes das leis e regras uma interpretação que possa justificar um ato eticamente reprovável. Ô raça escrota, advogado é realmente uma das piores coisas nesse mundo, só pensando em si mesmos, lucrando com a necessdiade dos outros e chegando ao ponto de vender a própria alma para garantir a inocência de seu cliente, mesmo que ele tenha mais crimes nas costas que os Irmãos Metralha. Tinha era que acabar com eles!

Me lembra daquele episódio dos Simpsons, onde o advogado Lionel Hutz imagina como seria o mundo ser a sua profissão.


Se quiser ver o vídeo, está logo abaixo. Caso tenha conta no Youtube, Google ou seja que for, peço que por favor dê uma nota negativa para esses putos. A não ser que concorde com essa vigarice: se concorda, então que vá pra casa do chapéu e saiba que graças a pessoas como você esse país é uma merda.


domingo, 13 de outubro de 2013

Chora urubu!

Estavam se achando, os mulambos só porque ganharam alguns joguinhos estavam pensando no projeto Tóquio 2014, achando que é questão de tempo de se classificarem pra Libertadores, e imaginando que ganharam fácil do Botafogo hoje... Bom, deu o que deu...





Chora mulambada!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Parabéns Mayara

Hoje é o aniversário da sempre encantadora Mayara Valentim, que já concorreu várias vezes nos concursos de musa de times de futebol, representando o meu Botafogo, e sendo injustamente pouco valorizada nessas disputas, onde aparentemente ser fã de carteirinha do clube não conta tanto, só falta daqui a pouco arrumarem pro próximo ano uma flamenguista para representar o alvi-negro.

E a Mayara já apareceu aqui em várias postagens, como aqui, nesse post também e por fim neste daqui.


Ela completa 24 aninhos, ainda com esse jeito doce de menina, super encantadora. Sério, acho ela muito lindinha, muito cuti-cuti, ainda mais com essa franjinha meiga. Mesmo eu normalmente não ser muito fã de piercings e tatuagens, para ela eu abro uma exceção, pois ficam muito bem nela. Uma pessoa super simpática, simples e charmosa.


E faço ainda aqui um comentário: na última postagem que fiz dela, foi justamente falando a respeito de um comentário que veio aqui, assinado por ela. No princípio eu fiquei na dúvida, não sabia se era ela mesmo, considerando que a Internet está cheio de desocupados que gostam de sacanear os outros, e estava ainda meio cético em acreditar, imaginando que podia ser um flamenguista puto com minhas postagens zoando o Framengo, querendo tirar uma com a minha cara. Complicado mesmo, na Internet já vi muita gente ser enganada, infelizmente o que mais tem é nego querendo se passar pelos outros, ainda mais eu que costumo ter mais azar do que o Bad Luck Brian.

Bom... Acontece que depois de acompanhar um pouco, depois de vários comentários trocados aqui e ter uma prova indiscutível, descobri que se tratava mesmo da Mayara todo esse tempo! Sim, ela mesmo de verdade! Imagina só minha surpresa!


Inacreditável! Quem diria? Sempre imaginei que esse blog aqui é um dos lugares menos visitados da Internet, com um público menor do que encontrado na conferência de democracia em Cuba, menos movimentado que convenção de estátuas, jamais poderia imaginar que uma personalidade, uma pessoa mais conhecida como a Mayara iria aparecer por aqui. E ainda comentar as postagens e querer conversar comigo!


Como eu coloquei em um dos comentários, às vezes dá vontade de dar um chute na quina da cama pra ver se é verdade ou se estou passando por uma fase de delírio total. E como quase arrebentei meu pé ao fazer isso e senti uma dor que doeu até a alma, caiu a ficha de que é verdade. Sem dúvida um prazer muito grande poder conversar com uma menina simpática e super legal, e que ainda por cima torce pro Botafogo. Comprovando ainda mais que a Mayara é uma menina super simpática, com uma personalidade muito legal, mostrando que é uma pessoa decente, que tem valores e incrivelmente doce e carinhosa!


Bom, então gostaria de deixar aqui meus parabéns para a Mayara, nessa data especial em que ela completa mais uma primavera. Muitas felicidades para você Mayara, muita saúde e sucesso. Desejo tudo de bom e que você realize todos os seus sonhos, certamente você merece! E fico muito feliz em poder conversar contigo, sempre será um prazer!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A Manipulação da Mídia e o Pobrismo

Esse post trata-se de um assunto que já tem algum tempo, mas que eu preferi dar uma breve segurada até que eu terminasse um outra postagem que eu estava fazendo, que tinha como protagonista a mesma pessoa dessa, no caso a cantora Anitta. Achei melhor falar primeiro da boa notícia de saber que ela, além de ser uma über gata, torce para o Botafogo, antes de comentar sobre essa questão polêmica na qual ela se envolveu alguns dias atrás.

A história foi a seguinte: ela estava fazendo um de seus shows no Espírito Santo, quando então alguém atirou uma latinha de cerveja na direção dela. Com isso, Anitta parou tudo e começou a dar um esporro em quem fosse que tivesse tacado a lata, usando um linguajar digno de um estivador (embora nada demais, mulher pode falar palavrão sim), perguntando onde estava o "mal-educado que jogou essa p%$$@ aqui?", completando depois com o comentário dizendo que seria "coisa de pobre". Segue o vídeo que saiu na mídia.



Pronto. No mundo digital então ninguém falou de outra coisa, foram vários posts furiosos no "Faice", inúmeros revoltados com seus "tuítes" condenando a cantora por tal comentário. Todos os "jornalistas" de programas de fofocas fazendo juízo dela, e em pouco tempo a poderosa se tornou a pessoa mais "non grata" nesse país.

Só que aí teve o seguinte... O vídeo que você viu ali em cima, que foi largamente difundido pelos cantos, é somente um pequeno trecho que foi cortado de um vídeo maior, onde ela estava brincando com seus fãs, tentando dar uma de comediante de stand-up depois que um ator foi até o palco para promover sua peça. Realmente latas haviam sido atiradas no palco, inclusive na primeira o próprio comediante que estava lá com ela deu uma sacaneada, e depois ela então fez a piada em todo o estilo de stand-up comedy, fazendo inclusive uma voz forçada para acentuar a zoação, e no final falando pra todos que era só uma brincadeira. Você pode ir neste link aqui que fala a respeito do ocorrido, inclusive com o vídeo completo, que reproduzo aqui em baixo (se quiser pular toda a parte da música e dos babacas dançando e ir direto para o momento, vá para o instante 1:50, a tempo de escutar o ator mandar também um "não taca coisa no palco não, c@$%^&*.). 



Bom, vamos então falar a respeito desse assunto, que mostra duas características muito marcantes de nossa cada vez mais decadente sociedade brasileira. A começar pela falta de vergonha na cara daqueles que se dizem jornalistas, que fazem toda essa arruaça e criam uma situação muito desagradável ao forjar uma notícia. Fica claro que foi uma editada de vídeo muquirana, mostrando somente uma pequena parte do ocorrido na prática, que aliada a um texto manipulador consegue criar uma notícia totalmente deturpada, que muitas pessoas de pouco ou nenhum senso crítico acreditam.

O "jornalismo" de celebridades tem muito disso, coisa baixa que vemos em programecos da televisão como TV Fama ou exemplos de desperdício de papel como a revista Caras.


Sempre foi assim, as notícias negativas, difamadoras, comprometedoras e chamativas é que ganham destaque nessas merdas, chamam mais a atenção do que falar de coisas normais ou corriqueiras. Tudo bem, não precisamos partir para o exagero de noticiar o cotidiano de tudo, como típicas pérolas do site Ego como "Fulano de tal é visto andando com camisa xadrez" ou "Siclana, a Coisinha da novela, na padaria comprando meia dúzia de pão francês". Mas bem que se podia falar a respeito de coisas mais naturais e relacionadas ao mundo das celebridades, mostrar por exemplo o sucesso que uma determinada peça de teatro está fazendo ou contar a trajetória difícil de uma personalidade até chegar na fama.

Acontece que o povo gosta de polêmica, gosta de fofocas e boatos. O povão quer ver as fotos de paparazzi de uma atriz dando pro amante, sem o conhecimento do marido; o povão quer ver o ator sendo parado na blitz da Lei Seca discutindo com o guarda; o povão quer ver a cantora bêbada, sentada de pernas abertas sem calcinha no carro; o povão quer ler sobre a frase que uma personalidade disse que foi considerada ofensiva. E por aí vai... 

E esses "jornalistas" dão ao povão o que eles querem. Tudo bem que tem muitas personalidades que dão munição de sobra pra mídia, é só pegar exemplos de cantores e atores que são extremamente polêmicos, que parecem que fazem questão de fazer essas merdas para aparecer nos tablóides e nos jornais. A "cantora"/"atriz" Miley Cirrus é um dos maiores exemplos na atualidade, com suas aparições bizarras e participando de situações absurdas, acho que nunca ninguém poderia imaginar que a cuti-cuti que fazia a Hannah Montana poderia virar um pesadelo pós-apocalíptico.



 Até o Ozzy se cagou nas calças depois de ver essa

Mas é realmente deprimente descer tão baixo a ponto de manipular a verdade só para criticar uma pessoa. Isso é inadmissível, se esses energúmenos se dizem jornalistas, deveriam ter compromisso com a verdade. Só que parece que o desejo de criar uma matéria polêmica, de ter os seus cinco minutos de fama por expor algo controverso para ganhar uma grana em cima falam mais alto. 

O pior de tudo é o seguinte: antes essa manipulação de notícias e fatos fosse apenas no mundo das celebridades, o grande problema é que ela ocorre também em todas as esferas da comunicação, em todos os tipos de fatos e histórias. É muito descarado, tem horas que você assiste a mesma notícia em telejornais diferentes e dá pra perceber claramente como muitas vezes se tenta dar a notícia de uma forma direcionada, destacando mais um determinado fato que interessa mais, alterando o papel de vítima e vilão da história ou induzindo o público a pensar de determinada forma. Às vezes uma tática tão sutil, como usar uma determinada palavra, mostrar uma foto de um determinado ângulo ou, como foi no caso da Anitta, mostrar somente a parte do vídeo que interessa, é suficiente para manipular a informação e passar uma idéia que não tem nada a ver com o que de fato aconteceu.


Eu já havia dito na outra postagem que falei da Anitta, que não curto as músicas dela, pelo menos enquanto ela estiver nessa fase de funk. Admito inclusive que ela estrelou aquele post muito mais pelos seus "atributos" que beiram a perfeição e pelo fato de torcer pelo meu Botafogo. Mas eu, não sei... Eu tenho uma certa percepção sobre as pessoas, consigo muitas vezes ver se alguém vale a pena ou não, se é uma pessoa de bem ou não. E por mais que possa ser exagero de minha parte, ou possa parecer que eu esteja me deixando influenciar pela aparência dela, eu não consigo perceber a Anitta como sendo uma pessoa que iria ter uma postura discriminatória, não consigo ver nela uma pessoa metida à besta e escrota. Como eu por exemplo vejo na Miley Cirrus, que só falta pendurar uma melancia no pescoço. Ela sem dúvida está sendo muito alvejada por pessoas que têm o interesse de manchar a sua vida, seja com uma intenção de atacar a sua pessoa ou somente com o objetivo de criar manchetes para jornalecos de quinta categoria. Afinal de contas, ela é uma personalidade em destaque hoje em dia.
 
Faço até questão de reproduzir aqui parte do texto que a cantora divulgou após essa polêmica, apenas parte pois nesse ponto a Anitta se parece comigo, escreve bastante. E para não dizerem que eu estou manipulando a informação e só colocando aqui o texto que me interessa, podem ver o texto na íntegra aqui, no mesmo site que vi o vídeo completo.


"Eu sempre pensei que o jornalista fosse um profissional de muita importância na sociedade. Na minha cabeça, eles exerciam um papel de extrema delicadeza: levar ao público informações sobre os fatos e acontecimentos.

Hoje em dia parece não funcionar mais assim. Com o aparecimento da internet, qualquer um se diz jornalista e distribui seus 'conteúdos' para o público.

Cada dia que passa eu me dou mais conta de que os valores de compromisso e responsabilidade com a verdade para com o espectador se perderam. (...)

A mídia tem o poder de transformar uma lebre em lobo… e vice versa. Simplesmente porque nós, como público, acreditamos que essas pessoas tem o papel de transmitir informações pra gente. E não de criar ou manipular notícias para que vendam mais.

Antes, quando leitora, eu acreditava em tudo. Hoje só acredito no que vejo com meus próprios olhos… e olhe lá.

A nossa cultura acostumou o povo a se interessar por aquilo que é ruim. Comparem o tempo em que uma catástrofe fica sendo falada na mídia, com o tempo em que se fala de ações humanitárias ou acontecimentos que acrescentam na nossa cultura, educação ou caráter (a não ser que tenha dinheiro envolvido). Portanto, é muito mais fácil pra um 'jornalista', vender matérias inventadas que falam sobre como eu faço coisas ruins com os outros, do que como o meu trabalho é um trabalho legal e sobre como eu trabalhei igual louca pra chegar onde cheguei. Ou das coisas que faço pelos fãs, pela minha família e pela minha equipe. E aí, tudo que eu falo ou faço é distorcido ou aumentado ao triplo para que gere mais interesse do público em acessar/comprar aquilo. E lá vai o povo ser enganado, como sempre, a troco de dinheiro. Quero deixar claro que não sou todos. Conheço jornalistas sérios e profissionais e não duvido que exista muito mais. (...)"

Olha, pode até ser que ela tenha precisado de ajuda de algum assessor de imprensa ou relações públicas para escrever esse texto, ou mesmo tenha sido tudo escrito por ela mesma, não importa. Mas só digo o seguinte: palmas para a postura da Anitta, falou tudo. Mostra que não é só porque ela canta funk e usa roupinhas provocantes que signifique que ela não tenha valores corretos. Mostra que ela parece ser sem dúvida uma pessoa correta e de bem.


Muitas pessoas que estão esbravejando comentários contra a cantora fazem inúmeras críticas contra ela e sua música, aproveitando a oportunidade deste momento onde surgiu essa notícia para criticar o trabalho. Já disse isso várias vezes e repito, quanto o assunto é preferência cultural, seja para música, cinema, literatura ou qualquer coisa, cada um tem a sua preferência, cada um possui estilos dos quais é fã e outros que condena. Ninguém é obrigado a gostar de uma determinada coisa, todo mundo é livre pra curtir aquilo que bem entender. Eu mesmo admito, não gosto de funk, as músicas da Anitta não me agradam, mas não é por isso que vou hostilizar a moça. 

Sim, quando o assunto é música tem muitos que eu critico e hostilizo sim, não tenho vergonha de admitir. Mas a causa da crítica não é só pelo fato de que eu não goste da música, sempre tenho alguma razão para isso. Critico por exemplo cantorezinhos de merda da MPB que se tornam estrelas de topo das paradas por inventarem palavras como um "shimbabaliê" da vida ou somente graças à postura exacerbadamente nacionalista de nossa mídia, ou bandas de desenho animado que são tidas como fenômenos da música não pela música que tocam mas pela jogada de marketing de ser um grupo "virtual", ou artistas que estão mais preocupados em aparecer em situações escandalosas ou ir para os palcos vestidos de forma bizarra e com isso ganham espaço nas rádios. Diferente do que as pessoas fazem, que por simplesmente não gostarem da música que ela canta, descarregam críticas e xingamentos.

Muito interessante é que, como poderia se esperar, boa parte dessas pessoas são os já conhecidos "filhos de Deus", os religiosos ferverosos que acham a música de Anitta subversiva, imprópria para menores, sempre aparecendo algum lesado dizendo coisas como "imagina só minha filhinha vendo isso!". As mesmas pessoas que criticam coisas como, por exemplo, desenhos como Simpsons e South Park, filmes do Stallone e do Chuck Norris, jogos como GTA e Duke Nukem, dizendo serem más influências para as crianças. Pessoas que parecem que de propósito ignoram o fato de que estes desenhos, estes filmes, estes jogos e da mesma forma músicas como a da Anitta são para adultos, e não crianças. Pessoas que em vez de educarem seus filhos para explicar que não devem reproduzir o que vêem nos filmes, que o que tem nos jogos é só uma brincadeira que deve se restringir ao computador, enfim, pessoas que parecem que não querem dedicar tempo para educar os seus filhos, deixando eles largados com seus videogames, televisão e celulares, e que depois querem proibir ou condenar aquilo que não é direcionado para os pimpolhos.


Claro, que as mesmas pessoas não criticam a putaria do Carnaval, os péssimos valores apresentados pelas novelas da Globo ou as músicas pseudo-eróticas ou que fazem apologia às drogas da MPB, todas elas apresentadas de forma gratuita na rede aberta para todos... Mas isso é assunto para outra hora...

De qualquer forma, permita-me agora direcionar o tom da conversa aqui para outra questão que observei no meio de toda essa grita contra a Anitta. Afinal de contas, declarações polêmicas estão por toda a parte, toda hora tem alguém falando alguma coisa mais chamativa, que tipicamente vai para aquelas páginas de "frases da semana" da Veja ou da Época. Mas por que o que foi dito pela cantora gerou tanta fúria, tanta revolta das pessoas? Por que isso gerou mais fúria do que aquele viado do Caetano Veloso apoiando os terroristas do Black Bloc, por exemplo? Por que a frase dela (reforçando novamente, apresentada de forma isolada fora do contexto real e induzindo idéias erradas) foi tida como preconceituosa, mais do que as inúmeras pérolas proferidas pelo animal do Lula, que entre outras falou coisas como "a crise é culpa de gente branca de olhos azuis" ou dizer que a mulher tem que ser submissa a homem por gostar dele? 


Isso ocorre pois, induzidos pelas notícias manipuladoras, essas pessoas interpretaram que a Anitta pensa que todo pobre é mal-educado... E aí então o povinho de merda explodiu em revolta...

Tudo isso porque o Brasil é uma nação onde a sociedade é tomada por uma, digamos... doença que podemos chamar de "pobrismo". O pobrismo é aquela postura adotada por muitos aqui, se destacando os nossos ilustríssimos políticos petralhotários e seus fãs ardorosos de camisas vermelhas do Che Guevara que apreciam exemplos de "democracia" como Cuba e Venezuela, onde parte-se do pressuposto que o pobre é tudo de bom, tudo relacionado à vida do pobre é o que há de melhor, que o pobre por definição sempre está certo, sempre é gente de bem e honesto. 

Aí quando alguém critica uma pessoa pobre, quando alguém diz alguma coisa que é interpretada como uma ofensa contra a pobreza... A sociedade se revolta.

Eu já falei um pouco a respeito disso nessta postagem aqui, onde comentei sobre o ódio exacerbado que se tem pela classe média, onde falei também muito da classe pobre, como ela é sempre tão defendida pela sociedade em geral e sobre como ela age muitas vezes de forma inconsequente, sem noção das prioridades e do que é importante, como aquela mulher que reclamava que o Bolsa-Família mal dava pra pagar uma calça pra filha de dezesseis anos, porque uma calça para uma jovem de dezesseis anos é mais de 300 reais. Inclusive naquele texto eu escrevi com todas as sílabas de que eu via que os pobres em sua imensa maioria não têm educação, sob um ponto de vista que eles por não serem suficientemente instruídos, por eles não terem noção de como a realidade é, se deixam ser influenciados e enganados pelos nossos políticos e suas esmolas assistencialistas, acabam sendo ingênuos e não percebem que eles são pobres porque é interesse dos governantes que se mantenha a pobreza. Pois a pobreza dá Ibope, seu voto é fácil de ser conquistado com um Bolsa-alguma-coisa, sua opinião é facilmente manipulada com as historinhas que eram contadas pelo Imperador Inácio I e pela presidenta dentuça. 


Essa é a cultura do pobrismo, que aplaude a pobreza, que a considera o que há de melhor em nosso país. O pobrismo assume que o pobre nunca é responsável pelo seu estado de pobreza, que a culpa é sempre da classe média, que retém mais capital do que tem direito, esse excedente que deveria ser por direito dos mais pobres. Mas que, apesar de viver em condições difíceis, o pobrismo defende que o pobre tenha direito a ter seus luxos, que aquele que sobrevive com salário mínimo tem todo direito de ostentar um iPhone, de assistir o Mengão numa TV de 80 polegadas, de comprar uma calça de mais de 300 reais para a filha de dezesseis anos. Convencida, deslumbrada e metida é a classe média se fizer o mesmo, o pobre pode. 

E isso que resulta da má interpretação que as pessoas fizeram do episódio da Anitta. Pois além de tudo isso, o pobrismo prega que o pobre é inimputável. O pobre está sempre certo, nunca errado. O pobre é sempre honesto, nunca mentiroso ou aproveitador. O pobre é sempre gente de bem, nunca é bandido ou marginal. E o pobre é sempre a finesse em pessoa, nunca é mal-educado. 

Da mesma forma que a Anitta, eu não estou dizendo que todo pobre é mal-educado. Mas, infelizmente, boa parte é. Me refiro agora mesmo à educação de saber se portar de forma educadas em um lugar, e não à instrução ou formação (embora também não seja o forte da classe pobre). Isso em grande parte pelos pobres não terem recebido determinada educação para certas coisas, ou mesmo por ignorarem e desprezarem solenemente uma postura educada, o que faz com que alguns deles achem perfeitamente normal atirar uma lata de cerveja em um palco. Podem falar o que quiser, estou só apontando um fato.

Embora a cantora estivesse naquele momento fazendo uma piada, improvisando como numa comédia stand-up diante daquela situação, fato é que teve gente que jogou lata mesmo em direção ao palco, e isso é sim um exemplo de falta de educação, diria até uma agressão. Se essa lata pega em alguém no palco ou na platéia, pode machucar. Está errado sim. Mas aí as pessoas preferem é condenar e criticar a Anitta, preferem dizer que ela é preconceituosa e dizer que ela acha que todo pobre é mal-educado. Se a lata pegasse na cabeça dela, cortasse o rosto dela, será que alguém iria falar alguma coisa? Será que alguém iria criticar o filho da mãe que tacou a lata? 

Talvez só se ele não fosse pobre. Sim, de novo o pobrismo faz com que o pobre seja sempre inocente, errado sempre é o "rico", mesmo que esse "rico" seja na verdade alguém de classe média. Se a Anitta levasse uma lata nas fuças, por definição não teria sido um pobre, teria sido um rico. É que nem quando morre alguém no morro: nunca o tiro veio da arma do traficante, sempre é da polícia, segundo os moradores da favela.  

E vou mais longe: a Anitta fez uma piada de pobre sim. E se tivesse sido outra pessoa, será que ia gerar essa polêmica toda? O Falabella no Sai de Baixo cansava de mandar essas piadas de pobre, por que ninguém pediu a cabeça dele? 

 
Parte disso também é pela própria "aura" de inocência que se põe sobre os pobres. A sociedade pobrista é tolerante, perdoa as falhas da classe mais pobre, com as mais diversas desculpas. De novo, pobre sempre é inocente, pobre pode fazer as coisas e ficar sem ser punido, porque ele é pobre. Se eu chegar e jogar um papel no chão, se eu levar meu cachorro pra praia, levo multa; mas, será que o pobre será multado se largar lixo na praia, será que o mendigo será multado se revirar lixeira atrás de lata de cerveja ou cagar na rua, será que o favelado será multado por despejar lixo na encosta do morro? Duvido!

Antes que venham a colocar palavras na minha boca, não estou sendo generalista. Não estou dizendo que todo pobre é mal-educado, e que não existam pessoas de melhor classe social que sejam mal-educadas. Mas eu acredito que seja um fato, seja algo que possa ser comprovado estatisticamente, que quanto mais pobre, maiores as chances de que a pessoa venha a ter um nível de educação mais baixo, novamente, em parte pelo fato de não ter tido acesso ao mesmo nível de instrução de classes em melhores condições, mas também graças à postura complacente pró-pobre de nossa sociedade que lhes confere o direito de serem mal-educados e ninguém poder dizer nada.

Apenas para comprovar isso, é só ver a teoria do 484. Quem mora no Rio, principalmente na Zona Sul, conhece o ônibus que faz o itinerário Olaria x Copacabana. Imagine um domingo de verão, 40 graus no Rio de Janeiro, lá pelas quatro ou cinco da tarde. Aí você vê 484 lotado como esse ônibus, cheio de gente pendurada nas janelas, batucando dentro do ônibus, gritando alto e mexendo com as pessoas na rua, atazanando a vida dos outros passageiros, muitas vezes criando problemas com a polícia que se vê obrigada a parar o coletivo e remover os mais baderneiros...


Pergunta: esse 484 está indo pra Copacabana ou Olaria?

Enfim, brincadeiras à parte, é realmente revoltante ver como uma mídia manipuladora aliada a uma sociedade hipócrita e estúpida resulta nesse episódio que fez a caveira de uma cantora inocente. Não gosta da música da Anitta, vai escutar outra coisa; acha que ela é um mau exemplo para seus filhos e filhas, então os proíba de ver (embora até parece que proibir, ainda mais hoje nos tempos de Internet, adianta alguma coisa). Agora, inventar bobagens a respeito dela só para justificar seu ódio por ela ou só para vender jornal, aí é uma puta sacanagem. Deixa a gatinha em paz, ela não fez mal pra ninguém...

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Starship Troopers - parte 1

Todo mundo tem os seus filmes favoritos. Uns gostam de clássicos da velha guarda, como O Vento Levou, tem aqueles que preferem produções cultuadas como O Poderoso Chefão, as séries famosas como Indiana Jones e Guerra nas Estrelas, e até mesmo as garotas bobas que se derretem pela saga Crepúsculo do vampicha. E nessa postagem eu vou falar de um dos meus favoritos, Starship Troopers.


Muitos podem estar torcendo o nariz, ou por não saber que filme é esse, ou até mesmo por não concordar comigo. Se você se enquadra no primeiro grupo e gosta de uma boa ação descompromissada entre humanos e alienígenas, recomendo fortemente ir na locadora ou assistir no Netflix; agora, se você se enquadra no segundo grupo, peço solenemente que vá pra puta que o pariu e aprenda a respeitar a opinião dos outros, pôrra!

Sério, outro dia eu estava com meus amigos e comentei a respeito desse filme, e veio um palhaço começando a me criticar, dizendo um monte de asneiras, como esse era um desperdício de rolo de filme, que era uma porcaria que tinha que ser banida. Um idiota que só assiste filmes europeus e fica se achando tão entendido do assunto como o Rubens Ewald Filho, e que acabava sendo tão pretensioso, arrogante e metido... Como o Rubens Ewald Filho.


Canso de dizer isso aqui, quando se trata de coisas como cinema, televisão, música e tudo mais, é muito o gosto pessoal, cada um tem a sua preferência. Mas tem pessoas que ditam o que é bom e ruim, críticos e mídia que enaltecem certas coisas e um monte de intelectuóides acreditam, como dizer que as novelas brasileiras são excelentes e incomparáveis obras de arte, que O Vento Levou é o melhor filme da história e os Beatles a melhor banda de todos os tempos.

Sério, eu tenho nojo de novela, não aguentei ver quinze minutos do Vento Levou e não suporto os Beatles. E esse é um direito que eu tenho, caralho! Eu vou gostar do que quiser, pôrra! E se eu gosto de Starship Troopers, é meu gosto, e se não gosta vai pra puta que o pariu tomar no meio do seu rabo!

...

Bom, chega de desabafo, foi mal pelo palvreado... Se tem uma coisa que não suporto é quando tentam me forçar a gostar disso ou daquilo, só porque tem que ser. Vamos voltar ao filme.

Esse filme foi lançado em 1997, baseado em um livro de algumas décadas atrás escrito por Robert Heinlein. Eu inclusive cheguei a ler esse livro algum tempo atrás, depois de ter visto o filme, é um livro diferente, tem uma visão bem fascista mesmo, embora concorde com muitas das opiniões que o autor passa na história, em termos principalmente de punição de bandidos e até mesmo um debate sobre um tema atual, que é a maioridade penal. O filme se baseia nesse livro, mas não inteiramente, muitos detalhes foram alterados. O próprio diretor disse que começou a ler o livro antes de criar o filme, mas parou no meio, ao não aguentar o exagero político que tomava as páginas.

O filme se passa em um futuro distante, onde a Terra se tornou bem diferente do que é hoje. Aparentemente não existem mais nações, mas sim uma Federação que manda na pôrra toda, e com uma série de regras rígidas. Fala-se muito no conceito de "cidadão" e "civil", sendo que o primeiro tem certas regalias perante os demais, porém pra se tornar um cidadão de fato seria necessário cumprir o serviço militar. E para o azar dos protagonistas, uma guerra se inicia.

Interessante como em diversos momentos no filme aparecem algo como se fossem propagandas da Federação, como uma propaganda militar onde até um pentelhinho decide se alistar.


Sim, isso mostra como esse filme chega a ser tosco em alguns momentos.

Essa guerra é contra uma raça de alienígenas de outro sistema, chamados simplesmente de Aracnídeos ou Bugs. Criaturas violentas que parecem insetos, como aranhas e moscas, e vivem no planeta de Klendathu. Interessante é que se passa uma idéia de que eles são monstros assassinos, mas como é dito em alguns momentos no filme, fica a impressão que eles estão se defendendo dos terráqueos, que nesse filme já dominam a prática de viagem espacial e colonizaram vários planetas. Sim, o filme volta e meia esconde alguns pequenos recados políticos, de forma mais reduzida que no livro.

E é mostrando essa guerra que o filme começa, já começa com uma cena de ação onde um exército de soldados da Federação parte para um combate contra os insetos, em uma cena que lembra aquele início do Dia D do Resgate do Soldado Ryan. Ou a hora do rush na estação da Central do metrô do Rio.


Que tem também um nível de violência à altura. Starship Troopers não é filme para gente de estômago fraco, toda hora que tem algum combate você podia esperar cabeças voando, membros sendo arrancados fora e tripas para todos os lados. Claro que é tudo efeito especial, alguns até forçados demais, mas mesmo assim chega a ser um pouco desesperador ver um cara ser cortado ao meio por uma aranha cheia de anabolizantes.

Aí voltamos no tempo, em uma época igualmente desesperadora...


Sim, a escola.

Somos apresentados ao herói do filme, Johnny Rico, morador da cidade de Buenos Aires, com toda a pinta de herói americano, mais que isso só se fosse o Capitão América. Embora é importante lembrar que nessa época não temos mais países, somente uma Federação que controla todo o planeta, e com isso os argentinos foram expulsos dali..

Não tem nem cinco minutos de filme e já estou gostando. Em plena Buenos Aires, não se vê nenhum latino na sala de Rico. Curioso que, no livro o herói embora tivesse o mesmo nome, era na verdade filipino. Fico me perguntando por que cargas d'água o autor foi escolher Filipinas, tanto país mais conhecido pra escolher. Mas enfim, o livro era dele...

Também somos apresentados aos amigos de Johnny, que vão participar ativamente da história. Temos o seu melhor amigo Carl, que gosta de umas piadinhas impróprias...


... e sim, é o Barney do How I Met Your Mother. Tá vendo como esse filme é maneiro?

Sem falar das garotas, a primeira é Carmen, namorada de Johnny e que tem o sonho de se tornar piloto de nave espacial. Embora pareça que tenha o desejo oculto de estrelar uma propaganda de creme dental, visto que em todas as cenas ela está com um sorrisão de mostrar até os dentes de siso. Não que eu reclame, é o que se tem de mais bonito nesse filme.


E temos também Dizzy, que nutre uma paixão incontrolável por Johnny e não vê a hora de ser cavalgada por ele. Sério,  no início do filme ela parece estar sempre no cio, embora Johnny a veja só como amiga e não queira nada com ela.


Interessante isso... Normalmente é o contrário. O cara fica gamado na garota, apaixonado por ela, fazendo tudo por ela... Até a hora de escutar um "acho bom sermos só amigos". É foda... Perdi a conta de quantas vezes escutei isso.

Embora seja até compreensível a escolha de Johnny. Dizzy não é feia, mas acho ela meio masculinizada demais, braços fortes e sem muitas curvas, enquanto que Carmen tem aquele jeitinho meigo e feminino, olhos lindos e um outro par de razões que deixaria o Charlie Harper de Two and a Half Men com as calças apertadas.


Essa foi de propósito, pois a Denise Richards, atriz que faz a Carmen, foi casada com o Charlie Sheen, que faz o Charlie. Ou melhor, fazia... Depois de ser substituído pelo Kelso do That 70's Show.

...

Chega desse momento TV Fama, e vamos voltar ao filme.

Todos eles estão cursando a aula do professor Rasczak, que parece o meu professor de História. Claro que o professor com quem tive aula tinha os dois braços, mas ele tinha esse mesmo ar agressivo e de filho da puta que o maneta aqui. Lembrem-se bem desse filho da puta, ele também vai ser importante no decorrer do filme, fazendo várias filhas das putagens.


Bom, não vou entrar muito nos detalhes desse início de filme, onde todos os garotos estão prestes a se formar, e com o objetivo de serem cidadãos decidem se alistar. Como disse, Carmen quer ser piloto de nave espacial, enquanto Carl deseja ingressar em alguma área de inteligência e telepatia, talvez para tentar convencer as garotas a levantarem a saia para ele. Johnny, babacão como ele, deseja ser piloto também para ficar juntinho com sua namorada. Só que para ser piloto, é necessário ser bom de matemática, e ele mal consegue resolver a tabuada de zero.


As próximas cenas mostram no que Johnny é bom. Temos depois a aula de Biologia, onde a professora é igual ao Stevie Wonder. Só que em vez de dissecar sapos, nessa aula eles precisam abrir um piolho gigante espacial, revirando as suas tripas gosmentas.


Não sei qual o intuito disso, o que se ganha ao aprender o que se tem dentro de um inseto do tamanho de uma roda de trator. Só sei que o Johnny parece se divertir ao ficar brincando com o que parece ser o reto do bicho, pra ser mais nojento só se ele enfiasse a língua no orifício retrofuricular do piolhão. A mesma língua que depois ele enfiaria na garganta de Carmen.


Pela cara dela, dá pra imaginar que ela escutou meu comentário, se perguntando porque ela deixa que Rico coloque as mesmas mãos, que agora estavam brincando com o ânus do piolho, dentro de sua calcinha. Claro, não demora para termos resultados bem desastrosos para Carmen, que sai correndo da sala vomitando, sendo inclusive zoada pela sua "rival" Dizzy.


Sério, sei que isso pode acontecer com qualquer um, que atire a primeira pedra que nunca vomitou, mas ver num filme uma atriz bonitinha chamando o Hugo assim em close (se fosse filme 3D daria pra ver os pedacinhos de comida voando) é um grande turn-off. Mas acredito que é a reação normal que uma garota teria diante disso, outra razão para eu ver que Dizzy é meio machão, pois da mesma forma que Johnny ela se diverte manipulando os intestinos do piolho espacial...

Além de ser bom pra ficar tirando as tripas de um inseto, Johnny também faz parte de um time de futebol americano indoor meio tosco, principalmente com essa roupinha laranja extremamente discreta. E é a disputa da final da escola deles com uma rival. Tudo no mesmo dia!


Até agora, Starship Troopers parece mesmo mais um daqueles filminhos adolescentes, com o atleta que tem a namorada bonitinha, mas que tem a outra garota que está de olho nele, e por aí vai. E nessa hora surge outro típico personagem para esse melodrama espacial.

Surge é uma palavra meio fraca demais. Podemos dizer que o maluco se joga na história, voando pela quadra e acertando um strike na torcida.


O nome do sujeito é Zander, um metido a galã que logo começa a dar em cima de Carmen. Não te disse, filminho adolescente, está formado o triângulo amoroso. E o pior é que a menina fica toda animadinha, ainda mais pelo fato de que ele é piloto. Pela cara de safado, dá pra ver que o sujeito se interessa por ela também, imaginando se os peitos dela são mesmo tão grandes assim ou se ela usa sutiã com enchimento.


Claro que isso deixa Johnny puto da vida. Mal o filme começou e ele já fez papel de merdel em matemática, e não tem a menor vontade de ganhar o apelido de corno manso.


Mas a verdade é que se ele se garantisse, não teria que ficar se preocupando, mas Johnny é um paspalho no final das contas. Logo ele leva um carrinho de Zander, que marca um touchdown e coloca seu time em vantagem nos últimos segundos. Tudo isso pra deixar ele ainda mais puto, de quebra fudendo com o time.

Tanto que a capitã da equipe, Dizzy, lhe dá uma porrada, falando pra deixar de ser uma mulherzinha e jogar que nem homem, pôrra!


Peraí! A mesma Dizzy joga futebol americano também? Mais uma razão pra achar que ela é sapata, esse é jogo de homem, mas ela está ali competindo de igual pra igual com os marmanjos. Ela deve é tomar uma vitamina de testosterona todas as manhãs isso sim. Só faltava chegar nessa cena e dar uma coçada no saco.

Logicamente, como Johnny é o herói do filme, o enredo pede que ele marque o touchdown da vitória, mesmo levando um tackle de Zander. Pra quem não sabe, tackle é quando o defensor pula e tenta derrubar o atacante do chão, visando as pernas dele.


Se bem que parece mais que Zander tentou enfiar sua cara na bunda de Johnny.

Aí é aquela euforia toda, e para marcar definitivamente seu território, Johnny abraça e beija Carmen, para mostrar praquele babaquara que ele era o dono dela. Sutil, ele podia baixar as calças e mijar ao redor dela que seria o mesmo. Embora dá pra perceber que Carmen dá uma olhadinha para Zander, dando a entender que o fato dele ser piloto conta bastante.


Coincidentemente, naquela noite seria também o baile de formatura. Parece que toda a ação do semestre ocorreu no último dia de aula. Vemos que parece que Johnny vive em uma família rica, todo cheio de mordomias, explicando o fato pelo qual ele precisa da ajuda da mamãe pra se vestir, enquanto ele faz aquela pose de "mamãe sou foda" pro espelho. Belos suspensórios, impressionante como no futuro não arrumaram uma forma menos ridícula para segurar as calças.


Mas enquanto sua mãe estava toda feliz pela formatura de seu filho, seu pai estava puto, por ter descoberto um folheto de alistamento militar debaixo da cama. Certamente ele devia estar ficando preocupado, pois esperava encontrar uma revista de mulher pelada e não um livreto sobre o serviço militar, o que podia estar indicando fortes tendências homoeróticas do seu filho, confirmando a sua suspeita depois que ele passou a cortar o cabelo no cabeleireiro. Mas no final das contas, Johnny diz que não é isso, e que estava se alistando por conta de seus amigos. Claro, no fundo por causa de Carmen, porque ela fica gostosa de uniforme.


Vamos agora pra festa de formatura, e embora estejamos no futuro é tudo a mesma coisa: todo mundo arrumadinho, alguma música besta do momento tocando, o pessoal enchendo os cornos e casais procurando a primeira oportunidade para transarem.


Falando nisso, Dizzy aproveita a primeira oportunidade em que Johnny e Carmen se separam pra puxá-lo pra dançar. E ela faz de tudo, provavelmente dizendo certas coisas no ouvido dele como o fato dela estar sem calcinha, de que ela tem em casa vários brinquedos de todas as bitolas e comprimentos imagináveis e fantasias eróticas com as quais podem se divertir por horas.


Johnny então dispensa Dizzy, dizendo que eles só são amigos e que tem que conversar com o seu professor de História, para ver se ele vai mesmo pro serviço militar. Claro, é a coisa sensata a se fazer quando uma garota vem com os hormônios à flor da pele. Sobra então pro Barney, quer dizer, pro Carl, jogar um charme na Dizzy.


Só que com essa cara de mico no cio ele não vai conseguir nada...

Depois de conversar com o Sr. Rasczak, Johnny procura sua namorada. E imagina só como ele deve ter se sentido ao ver ela toda bobinha e excitada conversando com o filho da puta daquele Zander. Esse que, sabendo que Carmen fica de calcinhas molhadas ao pensar em piloto, fez questão de aparecer usando um uniforme que pegou emprestado. Pior que isso, só se ele caísse de pára-quedas na cena.


É Johnny... Deve agora estar se arrependendo de não ter ficado dançando com a Dizzy. Dá até pra perceber o par de chifres nascendo em sua testa.

Carmen diz que ele não precisa ter ciúmes (tá certo...), e diz que seu pai não está em casa, então depois da festa eles podem ir pra casa dela e brincar um pouco. Nessa hora os mais pervertidos certamente aguardavam ansiosos por uma cena mais quente, onde poderiam ao menos ver os peitos de Denise Richards...


Mas aí pulamos para a cena onde Johnny, Carl e Carmen estão prestando juramento no serviço militar. Puta merda!


Os três amigos se inscrevem então, onde Carmen consegue ir para a Academia e treinar para ser piloto, Carl acaba pegando algo relacionado à inteligência militar, e pro Johnny que é o mais burro de todos sobra pra ir pra Infantaria, sugestivamente chamado pelo oficial de "moedor de carne", o que pode ter provocado pensamentos homoeróticos na cabeça de Johnny. Os três juram continuar serem amigos, e demonstram muita felicidade para alguém que está para encarar os piores três anos de suas vidas.


Pela cara do Barney... ou melhor, do Carl, ele deve estar apalpando a bunda de Carmen. E ela parece ter gostado...

E quem se fode mais é o Johnny, pois na infantaria não é moleza não. Ainda mais considerando que seu treinador é um facínora filho da puta e violento, o Sargento Zim, que segue todo o estereótipo de sargento mandão, tratando os recrutas da pior maneira possível. Comparado ao Sargento Zim, o Capitão Nascimento é uma moça...


E por alguma coincidência do destino, Johnny percebe então uma recruta que pediu transferência para a sua mesma unidade. Ninguém menos do que Dizzy! Cacete, isso já é preocupante, essa mulher é alucinada, decidindo se alistar na mesma unidade que Johnny. É muita vontade de dar pra ele, caceta!


Somos apresentados a outro personagem que vai participar bastante da história, o babaca do Ace, que logo se torna quase que um rival de Johnny. Um paspalho, com essa cara de bocó que parece que levou uma surra quando era criança, depois de ter tomado todas as cervejas do pai e ter caído de cabeça da escada.


Me lembrei de onde reconheço esse puto. Ele era o doidão daquela série Shasta McNasty.

...

Não sabe o que eu estou falando? Era uma série hilária de comédia, que tinha os três amigos que tentavam se tornar cantores de rap mas passavam pelos bocados mais absurdos, tinha até aquele anãozinho que só levava porrada e era jogado pelos cantos. Tinha até aquele episódio onde o cara que faz o Ace usava o anãozinho como boneco de ventríloquo pra faturar uma grana.


...

É, acho que eu era o único que via essa merda... Continuemos...

Começa então o treinamento, onde os recrutas precisam pular em cordas, se equilibrar em caminhos estreitos, pular por cima da lama e outras atividades bizarras. Ou seja, basicamente como se estivessem competindo nas Olimpíadas do Faustão.


Claro que tendo um instrutor como o Sargento Zim, não era vida fácil. Quem aprendeu isso da pior forma foi o babaca do Ace, que depois de questionar o porquê que eles tinham que aprender a mexer com facas, teve sua mão transpassada por um punhal arremessado com precisão milimétrica pelo sargento, que depois dá uma lição pra todos, dizendo que o próximo que ficar contestando seu treinamento vai levar uma facada dessas no meio de suas partes íntimas.


Temos então a pior cena do filme. A mais traumática, aquele que eu faço questão de virar os olhos ou avançar o filme pra não ver. Não se trata de uma cena onde costuram a mão do Ace ou onde vemos alguém sendo dilacerado por uma debulhadeira, é algo bem pior... A cena do banho...


Cara, por que fizeram isso? Precisava fazer uma cena onde todos os recrutas ficam ali pelados tomando uma chuveirada juntos, todos eles compartilhando os seus desejos íntimos pelos quais decidiram se alistar enquanto ficam com a brincadeira de quem derruba o sabonete? O mais bizarro é que homens e mulheres dividem o mesmo espaço, todos ali sem o menor pudor. Poderia ser algo até agradável, ver as recrutas moças "expondo as suas armas", mas as poucas mulheres são meio sem sal, e só o fato de ver que existem várias bundas cabeludas por ali, e provavelmente algum babaca brincando de pirocóptero é extremamente brochante...


O pior é que até a própria Dizzy aparece, arrancando a blusa de forma extremamente machona, quase como se fosse o Hulk Hogan, expondo os seus peitos que mais parecem uma tábua. Fala sério...

Vamos deixar os soldados da Infantaria tomando seu banho, e ver como está indo a gracinha da Carmen. Será que lá na Academia de Pilotos tem essa de banhos no mesmo espaço também?


Não, não foi dessa vez. Carmen está seguindo muito bem como piloto, como pode ser visto pelo seu sorriso constante. Ou ela pode estar feliz por ter se livrado do enjoado do Johnny, que ficava enchendo o saco mandando mensagens toda hora pra ela. Bem que ela podia cortar essa de sorriso Colgate, até a amiguinha dela já está puta da vida com essa atitude exagerada.

Mas toda essa excitação de Carmen é porque ela finalmente vai ingressar na equipe de uma nave, a Rodger Young, onde vai poder finalmente pilotar para tirar a sua carteira. Ou seja, nada mais do que a empolgação de uma adolescente para finalmente fazer seu exame de motorista e poder assim ter a sua independência.


Tomara que pra sorte dela o instrutor não seja ele, vai ser difícil não derrubar o café numa viagem espacial...


Se não entendeu, você precisa ver o clássico da Sessão da Tarde, Sem Licença Para Dirigir. E, aliás, esse cara era quem fazia o Tio Phil naquela série do Will Smith, Fresh Prince of Bel-Air. Continuando...

Acontece que, graças à sempre conveniente coincidência cósmica dos filmes, adivinha quem seria o instrutor de Carmen?


Coincidência minha bunda! Não sei quem é pior, Dizzy por ter se alistado na mesma unidade de Johnny pra ficar juntinho dele, ou esse pústula do Zander ter mexido os pauzinhos para que ele fosse o instrutor de Carmen, na esperança que ela fizesse o mesmo com ele. O pior é que ele admite no filme que fez isso, e a inocente Carmen fica toda bobinha, toda serelepe, dizendo que foi o destino, aposto que se fosse outro ela ficaria enojada, chamaria o Femen e iria exigir outro instrutor que não estivesse louco para aplicar uma prova oral.

Acontece que Carmen é doida no volante, e logo no início já faz um monte de barbeiragens, como quase se esquecer de tirar a mangueira da bomba de combustível e tirando um fino absurdo ao sair da garagem. Aposto que Zander deve ter se arrependido do plano de tentar treinar uma mulher perigosa na direção.


Bom, como não rolou uma cena de chuveiro com Carmen, vamos voltar lá pro quartel, pois não quero ficar vendo o casalzinho ali de cima todo cheio de brincadeiras. Lá a turma está brincando de paintball do futuro, onde em vez de tinta, são lasers que dão um choque nos bagos de quem é atingido. Chame isso de seleção natural, nada mais justo que fritar os ovos de recrutas incompetentes que mal sabem sobreviver numa brincadeira inocente, evitando assim que eles propaguem seu DNA de araque.


Rico tem uma atuação tão boa que logo é promovido pra chefe de esquadrão, ganhando assim um broche pra colocar na camisa. Veja só a pinta de novo de "mamãe sou foda" que ele fica fazendo, depois de colocar um acessório de roupa que é tipicamente usado por garotinhas em idade colegial.


Ele está tão feliz e animado que acaba até se reconciliando com Dizzy, que o ajudou a ganhar o broche. Mas ele já deixa claro que quer só que eles sejam amigos, e ela acaba aceitando mesmo que vai ter que procurar outro para explorar sua Caverna do Dragão. Essa eu roubei do Família da Pesada.


Mas o diretor do filme viu que esse era o momento perfeito pra fuder com a vida de Rico, bem quando chega um disquete pra ele com uma mensagem de Carmen. Claro que a turma fica toda excitada ao ver a namoradinha de Johnny, afinal de contas não tem muitas garotas bonitas e curvilíneas ali no quartel, o que significa muitas meias que vão ficar arruinadas, vítima de um bando de excitados. E pela cara dele também, talvez ela tenha preparado um strip-tease só pra ele, quem sabe?


Só que aí ela decide dizer que ela vai querer fazer carreira, e ficar no serviço para sempre, o que significa que não vai mais ter espaço para eles dois juntos. Tudo segue conforme manda o figurino, com Carmen dizendo aquelas frases típicas de "não é você, sou eu" e "espero que a gente possa ser amigos". Irônico como ele havia acabado de dizer isso para Dizzy, ela que sempre ficava de calcinhas molhadas e nas nuvens ao vê-lo.


É Johnny... Dureza... Sei como é... Deu até uma ponta de pena pelo Johnny, pois já estive nessa de fazer tudo por uma garota, e depois ser chutado pra friendzone. Pelo menos ele teve o apoio inesperado de Ace.


Embora pela cara de Ace o tipo de apoio sugerido foi ajudá-lo a enfiar aquele taco de sinuca na bunda do recruta calouro, pra ver se ele fala fino.

E nessas horas, depois que o seu coração é partido, nada funciona direito. Tanto que no dia seguinte Johnny teria que comandar o esquadrão em um exercício com munição de verdade.


Até que um babacão quase faz merda, por ele não ter conseguido colocar o capacete direito. Johnny decide ajudá-lo e pede para que ele tire o capacete, e como quando a maré de azar tá forte, não deu outra: alguém tropeça na própria perna, cai no chão, a arma dispara e...


HEADSHOT!!!

Graças a sua incompetência, Rico então leva uma punição, levando dez chibatadas por ter sido responsável pela morte de um soldado, recebendo até a solidariedade de Zim, que lhe entrega um pinto de boi pra morder, o que ele imaginaria que deixaria Johnny mais a vontade para levar as chicotadas em seu lombo. Interessante como estamos no futuro e se esperaria posturas mais civilizadas, mas a punição por um crime segue a etiqueta da Idade Média, na base do chicote. Ou então a sociedade do futuro é extremamente adepta ao sadomasoquismo.


Enquanto Johnny leva as chicotadas antes de ser impalado por um consolo tipo africano em sua punição, Zander e Carmen ficam flertando na nave. Claro que ele não perde tempo, começa a vir cheio de quintas intenções pra cima de Carmen, querendo ver como que os peitos dela se comportam na gravidade zero e perguntando se ela sabe guardar o foguete na garagem... E a Carmen bobinha que só ela, parece que vai acabar cedendo...


Só que aí soa o alarme...

"ALARME DE VIRGINDADE!!!"

Não esse alarme, mas sim um alarme de colisão. E aposto que você deve ter se lembrado do filme S.O.S. Tem um Louco Solto no Espaço. Trata-se de um mega cagalhoto espacial, lançado pelos insetos, que está prestes a atingir a nave.


Carmen faz uma manobra evasiva, e consegue se desviar do dejeto voador não-identificado, mas não sem acertar em cheio uma das partes da nave, justamente a área onde estava o telefone com o qual o ET e todos na nave poderiam ligar pra casa. Agora eles não podem avisar a Terra que tem um mega aerolito indo em direção ao planeta, e tampouco podem ligar pro Domino's e pedir uma pizza. Sem falar que a família de todo mundo que estava naquela parte da nave vai receber uma cartinha meio triste junto com uma bandeira dobrada, graças à barbeiragem de Carmen.


De volta ao quartel, Johnny decide então arregar do serviço militar. Puto por Carmen ter partido seu coração e ainda com dificuldades de se sentar depois da punição do dia anterior, ele agora só quer saber de voltar pra casa pra ficar jogando video-game online e vendo revista de mulher pelada. Dizzy tenta convencê-lo a ficar, mas como ela não é um jogo de video-game e não parece muito ser mulher não adianta, Rico está determinado a colocar o rabinho entre as pernas que nem um covarde e desistir.


Antes de ir, ele decide ligar o Skype para fazer uma ligação para seus pais, se arrependendo da decisão de tentar a carreira militar e perguntando se ainda tem espaço para ele em casa. Sua mãe fica toda contente, dizendo que vai fazer a torta de linguiça com farofa que ele gosta tanto, e seu pai diz que já tinha transformado seu quarto em uma sala de jogos, mas que ele será bem-vindo para dividir a casa do cachorro com o seu mais novo Rottweiler.


Mas logo a ligação é cortada abruptamente... Foda, depois que a Micro$oft comprou o Skype, fudeu tudo...

Johnny está então indo embora, prestes a deixar o quartel, quando então começa um tumulto, como se fosse um arrastão na praia de Copacabana... Nego correndo pelos cantos, ou deu meio-dia e é hora da bóia ou é uma turminha ouriçada pra mais uma chuveirada.


É guerra! Todo mundo se espreme diante de uma mega TV de plasma, onde o William Bonner noticia que um mega cagalhão espacial lançado pelos insetos riscou do mapa a cidade de Buenos Aires, o mesmo cagalhoto voador que Carmen havia se esquivado agora há pouco, que poderia ter destruído pelas armas da nave. Mostra como o diretor do filme deve odiar os argentinos.


Johnny então fica perplexo, juntamente com Dizzy. Estava já xingando o Bill Gates, mas o problema na ligação era que sua cidade natal, juntamente com seus pais, haviam sido formatados.


Ele então fica fulo, tomado por um sentimento de ódio por qualquer tipo de inseto que cruze seu caminho. Depois de pisar em meia dúzia de baratas e esquartejar um grilo, ele corre para o QG, pedindo que reconsiderem sua desistência. O Sargento Zim diz que só se ele assinar um documento atestando que ele é um Zé Ruela, um filhinho de papai mimado e que se ele fizer outra dessas viadagens será empalado por um mastro de bandeira, só depois de assinar que Zim o deixaria voltar.


Bom, foi declarada a guerra, agora não tinha mais volta. No Congresso, os deputados fizeram a votação para definir se eles mandariam uma frota estelar para chutar a bunda dos aracnídeos lá pra puta que pariu.


Foram 238 votos a favor da missão armada, com 54 votos a favor da aprovação do casamento gay, 41 votos pedindo um referendo popular para consultar sobre a maioridade penal e 13 votos pedindo pelo aumento de seus próprios salários, votos esses lançados pela bancada do Partido dos Trabalhadores.

A postagem está ficando bem longa, acho melhor parar por aqui e fazer essa primeira parte. Bem na hora do filme onde aparecem os comerciais, com as criancinhas pisoteando as baratas.


Que meigo... A garotada pisando nas baratas, sem dó nem piedade. Até mesmo a menina de vestido bege, com a delicadeza de sua botinha da Barbie e meia rosa, pisando nos insetos com a ferocidade de um viking.


Vou ficando por aqui. Em breve termino esse posto do filme.