sábado, 28 de fevereiro de 2015

Correspondência moderna

Estive outro dia vendo o site dos Correios, para consultar o número de rastreio de uma encomenda que estou esperando do exterior, para mais uma vez xingar meio mundo ao ver que o maldito site não atualiza a porcaria do status com a frequência que deveria. É impressionante como que num mundo tão informatizado, onde estamos todos conectados e a comunicação é tão simples, o site de rastreio só atualiza os dados depois que a encomenda chegou na sua casa...

De qualquer maneira, eu não vim aqui para falar da incompetência dos Correios, do qual só se salva mesmo as agências franqueadas, as quais eu procuro sempre usar quando preciso mandar alguma coisa, visto ser covardemente mais competente que as agências padrão. Por estar passando pelo site dos Correios nessa ocasião, uma hora aparece num daqueles banners de propagandas a imagem abaixo.


Bom, cabe fazer aqui uma certa confissão: sou um texugo que gosta muito de cachorros. Tenho um carinho muito especial pelos nossos amigos de quatro patas, e por algum motivo ao ver o cão acima, com esse olhar pidão e ainda com um texto como se fosse ele falando, me senti inclinado a clicar para ver o que se tratava.

Sim podem me zoar agora. Pode apostar que muita gente vai sacanear a minha moleza ao não resistir. Sei que caí direitinho, sem dúvida essa foi a jogada da propaganda para atrair na base da emoção principalmente os amantes de cachorros. Mas pelo menos tenho a certeza de que não sou o único...

O que acontece é que tal propaganda te leva a uma outra página, onde o mesmo cachorrinho com seus olhos de cachorro sem dono fica ali te olhando, enquanto o site fala a respeito de como deve ser a sua caixa de correio na sua casa para que você evite eventuais situações embaraçosas onde o seu cachorro possa atacar o carteiro, algo que eu sinceramente só vi acontecer em filmes e desenhos. 


Mas parece que isso deve ser mais comum do que pensamos, pelo menos em certos lugares onde ainda se vive em casas, algo fora da realidade deste texugo que sempre viveu em apartamentos na cidade grande. Fico me perguntando por que os cães agem assim somente com os carteiros de uma forma geral, por que não com outras pessoas, como a sogra que vai fazer uma visita ou o entregador de pizza. De qualquer maneira, sendo comum ou não, são dadas sugestões como cuidar de sua cerca ou grade, fechar sempre o portão e ter uma caixa de correios com as dimensões adequadas. Tudo para evitar que o cachorro ataque o pobre carteiro que está vindo te trazer uma correspondência.


Aí uma coisa me chamou a atenção, e não foi o desenho tosco do carteiro e tampouco o cachorro com uma pinta de mal-encarado que parece ter saído das entranhas do Inferno. Foi o fato de que são dadas todas as dimensões da caixa de correio, com detalhe até para o tamanho que a abertura deve ter, e que me fez imaginar por que diabos ela precisa ter 27 centímetros de largura? Não poderiam ter colocado um número redondo?

Tá, mas aí pergunto: quem diabos ainda envia carta hoje em dia?

Ok, tudo bem, eu posso aqui estar sendo meio radical demais... Talvez ainda tenham pessoas que mandam cartas, por algum motivo qualquer. Mas eu confesso que não consigo entender como esse hábito ainda persiste, considerando o grande avanço das comunicações que temos hoje em dia.

A sociedade está cada vez mais acostumada com a comunicação digital. Em questão de segundos podemos mandar um e-mail para uma pessoa em qualquer canto desse planeta, e pode ser uma mensagem como a gente quiser: pode ser uma carta de 20 páginas frente e verso das declarações de uma garota para seu namorado, pode ser uma lista de piadas de papagaio, pode ter megas de fotos da última viagem para o raio que o parta, o que for. Às vezes não precisa sequer de um e-mail, hoje com Whatsapp, Skype e outros aplicativos que podemos usar em nossos computadores, tablets e celulares, podemos nos comunicar com tanta facilidade com qualquer pessoa, o que ao meu ver dispensaria o uso de cartas.


Tudo bem, há quem possa dizer que cartas ainda são necessárias para certas coisas, como por exemplo para o envio de contas. Mas acho que mesmo assim é uma grande baboseira desnecessária. Pombas, você pode ir num caixa eletrônico e pagar a conta, ou a mesma pode ser enviada por e-mail e você faz o pagamento pelo site de seu banco. Eu por exemplo, tenho quase todas as minhas contas cadastradas em débito automático, e praticamente não recebe nada impresso, só algumas poucas contas que mesmo estando programadas para pagamento são enviadas. Isso sem entrar no mérito de outros serviços de pagamento online que existem. O próprio boleto, você não precisa recebê-lo, pode até imprimir desde o seu computador ou simplesmente entrar com seus dados no site de internet do seu banco e pronto. Uma facilidade só. Sem falar que as árvores agradecem.

Lógico que vão aparecer aqui os sociólogos de porta de ONG para dizer que eu estou sendo muito radical, e que muitas pessoas, principalmente de baixa renda, não têm acesso a toda essa inclusão digital para poder fazer tudo isso. Na boa, não ter acesso à inclusão digital é a minha bunda! Tá cheio de gente aí das classes C, D e E, que vive de Bolsa Família, que se vira com salário mínimo, que mora na "cumunidade" e que vive no aperto, mas que tem um celular de última geração pra ficar postando bobagens no "Feice" ou pra ficar mandando piadinha pelo "Zap-Zap". Usar a tecnologia pra coisa útil, ninguém se dá ao trabalho.


Outro motivo pelo qual eu não me incomodo com o fim das cartas é que pela comunicação digital temos maior privacidade. Pode parecer até engraçado o que eu estou dizendo, com todas essas neuras que as pessoas têm de investigação eletrônica e etc, tipo aquelas que aquele tal do Snowden acusou os EUA de estarem fazendo. Tudo bem, sabemos bem que quando surfamos na rede, é como um verdadeiro Big Brother, só ver as propagandas que aparecem nos sites: se você chega e pesquisa sobre um desentortador de banana, da próxima vez que você abrir o Google pode apostar que vão aparecer anúncios de desentortadores de banana. Sei que existe esse tipo de "invasão", mas não sejamos hipócritas também... Tá cheio de vagabundo aí que fica todo cheio de cagaço de que sua privacidade está sendo invadida, mas ao mesmo tempo vai lá no "Feice" colocar um monte de coisas sobre sua vida pessoal, só pra "tchurma" dar um joinha...

Quando falamos sobre a correspondência física, eu entendo que não há muita privacidade também, ou mesmo segurança. Isso porque, desde sair do remetente até chegar nas mãos do destinatário, a carta passa por muita gente, e ainda mais num país de merda como o nosso, às chances dessa carta ser extraviada ou danificada são grandes. É a razão pela qual eu cheguei no meu banco e cancelei todo o envio de correspondência, cadastrei tudo para ser acessado direto no site no banco. Vai que o envelope com meu extrato da conta cai nas mãos de outra pessoa? Ela vai ter tudo, saber quanto eu tenho na minha conta corrente, e até meu endereço. Sou sim, desconfiado.


Aconteceu certa vez aqui comigo, na época em que eu tinha decidido assinar uma revista, e antes que alguém venha falar alguma coisa, não, não era assinatura da Playboy. Era uma revista mensal, chegava sempre no início do mês, até que certo dia ela não apareceu. Passaram vários dias, cheguei até a ligar para a editora reclamando do fato, eles me mandaram um outro exemplar. Até que certo dia, indo na lixeira do andar para jogar fora um saco com os restos de comida do almoço, vi um mesmo exemplar da tal revista largado num canto. Tive a curiosidade de dar uma olhada, e na etiqueta colada na capa, pude ver o meu nome! Ou seja, certamente a revista havia sido entregue em outro apartamento do andar, e o morador deu uma de "mallandro" e ficou com a minha revista! Foi algo que me fez cancelar a assinatura: preferia ter o trabalho de ter que ir na banca do que ficar sendo roubado de maneira descarada.

Porém, se por um lado eu suponha que as cartas vão acabar se tornando cada vez mais raras, isso não significa menos trabalho para os correios, muito pelo contrário. O mesmo avanço tecnológico que mencionei colabora para um aumento sem precedentes de encomendas, como caixas e pacotes. Hoje em dia é tão fácil você comprar uma série de coisas sem ter que sair de casa, é só entrar num site e pronto. E não é apenas dentro do país, cada vez mais o brasileiro está comprando fora, seja em lojas de departamentos e outros lugares mais conhecidos, seja num eBay ou semelhantes, seja através de contato direto com alguém em outra parte do mundo ou mesmo com os chineses muambeiros que vendem as mais loucas parafernálias a preços absurdamente baratos.

Mas, claro... Seria tudo tão mais fácil se os malditos Correios aqui ajudassem...


Tudo bem, eu até posso entender que temos uma demanda cada vez maior de encomendas, e certamente não tem braço suficiente para lidar com tudo. Um carteiro, sei lá, consegue carregar na sua bolsa uma centena de cartas de papel, mas provavelmente só uns três ou quatro caixas, dependendo do tamanho. Começa a ser necessário o uso de algum tipo de veículo para dar conta de tudo, para poder carregar todo o volume de encomendas.

Acontece que a incompetência, descaso e falta de consideração dos Correios em geral supera o aceitável quando o assunto é entregar esse tipo de correspondência. Pôrra, se falta gente, vamos contratar, caralho! É simplesmente absurdo o nível de demora que as encomendas levam para chegar em sua casa, é um atraso que beira o ridículo. Cito um caso particular: encomendei certa vez algo daquele site chinês, alguma coisa de informática que custa oitocentas vezes mais caro aqui. A encomenda levou, acredite, quatro dias para chegar no Brasil. QUATRO DIAS!!! Atravessou o planeta inteiro em menos de uma semana!


Aí então ela chega na famigerada unidade de tratamento de Curitiba, para onde normalmente todas as encomendas internacionais vão. Não deve ser à toa que escolheram uma cidade que começa com "Cu", pois o que vemos na sequência é como mandar você enfiar os dez dedos no seu orifício retrofuricular e rasgar. Sabe quanto tempo levou para a maldita caixa sair de lá e ser entregue na pôrra da minha casa? Três meses! Sim, três meses! Me explica como é que uma encomenda leva quatro dias para percorrer quase 18.000 quilômetros e três meses para percorrer uma distância de 842 quilômetros, considerando as estradas do país (não em linha reta, que é 200 quilômetros a menos)? Uma distância que de carro você leva meio dia para percorrer...

Foda, meu amigo... É por isso que eu desisti de trazer pra cá uma noiva por encomenda da Rússia, pois a coitadinha ia morrer de fome lá nos Correios...


Isso se ela não fosse extraviada pelo caminho. Sim senhor, além de toda a demora na entrega, esses lugares onde deixam as encomendas não tem cara de ser muito seguro. Deve entrar vagabundo de qualquer canto ali, que deve dar uma olhada, aquela chacoalhada para ver se o que tem na caixa é de valor, e aí é só meter debaixo do braço e se mandar. Na boa, não duvido que deve ter muito roubo que ocorre dentro dos Correios... Ainda mais quando passam por uma vistoria da alfândega, onde muitas vezes abrem as encomendas. Vai me dizer que se o sujeito ver ali algo interessante, não vai dizer que a encomenda se perdeu e ficar com tudo?

Tenho uma velha amiga da época de adolescência, a gente fazia curso de inglês, muito gata ela por sinal. E certa vez no Facebook ela contou que o seu marido, que estava passando uma temporada na Escócia à trabalho, mandou uma caixa para ela com algumas lembranças. Nada muito caro não, aquelas típicas lembrancinhas que compramos para amigos e familiares em viagens. A caixa chegou, a mulher toda feliz, e o maridão perguntou se ela tinha gostado de um determinado presente, que ela disse que não tinha vindo! Foi só checar a caixa para ver que ela havia sido inspecionada pela alfândega. Claro, talvez a lembrança tenha criado pernas e pulado fora. E o pior é que você fala com os Correios e cagam na sua cabeça.


Por isso, eu sinceramente penso seriamente em, quando quero receber encomendas do exterior, em pagar um pouco mais caro (melhor, BEM mais caro) para usar um Fedex ou DHL da vida, que penso ser muito mais seguro e muitíssimo mais rápido.

Bom, agora é checar se o site de esposas russas por encomenda envia por DHL.


Sim, essa história da esposa russa foi só pra dar uma floreada aqui na postagem. Se bem quedo jeito que minha maré de azar com as mulheres parece mais um tsunami, estou vendo que daqui a pouco vou ter que apelar mesmo para importar uma mulher da Rússia ou de outra ex-república soviética para não morrer sozinho... Vamos continuando.

Não só a questão do roubo de mercadorias que é uma constante por aqui, mas também o grande volume de encomendas que são danificadas devido a um total desprezo por parte dos Correios. Você deve se lembrar daquele vídeo, em que uma vizinha de um dos centros de encomendas filmou a forma como os funcionários tratavam as caixas, com direito a nego chutando encomendas e as fazendo de bola de basquete.


É simplesmente foda! Você chega e está aguardando uma encomenda, muitas vezes nela vem algo relativamente frágil, e por conta de um bando de filhos das putas como esses você sai no prejuízo. Mesmo que a caixa tenha a palavra "FRÁGIL" escrita em letras garrafais, a impressão é que devem pegar justamente essas aí onde há algum item mais sensível e frágil e botam para um gordo sentar em cima. Cansei de receber caixas rasgadas, amassadas, até mesmo molhadas como se tivessem caído numa poça de lama.


É realmente de se admirar como que maltratam essas encomendas. Parece que os caras ficam putos por estarmos "dando trabalho" para eles, e então os carteiros e funcionários precisam estragar tudo, parece que sentem uma necessidade de prejudicar a encomenda da pessoa, pouco se preocupando se ali naquela encomenda está algo valioso ou frágil.

Claro que eu não estou aqui generalizando... Sei que, como ocorre em qualquer profissão, existem bons e maus funcionários. Mas é indiscutível como dá a impressão de que a maioria das pessoas menos qualificadas decide fazer um concurso para os Correios. Conto nos dedos das mãos quantas vezes eu tive que lidar com esse serviço e não me aborreci, quase sempre eu posso esperar que minha correspondência, em especial encomendas, vão no mínimo levar uma eternidade para chegar aqui em casa, isso se chegarem. Estou por exemplo aguardando uma encomenda agora que está parada vai completar dois meses. E não é só comigo, não acredito que seja azar. Olhe ao seu redor, converse com seus amigos, e posso apostar que boa parte deles já teve alguma encomenda extraviada ou danificada, que já teve dor de cabeça com essa turma.

Pra você ver como que é minha ira, onde o assunto começou lá com o cachorrinho dengoso do site dos Correios, veio então pra questão de quem ainda manda cartas, tudo isso sendo o estopim para eu desabafar aqui a respeito dessas merdas que ocorrem aqui nos Correios. Estou ciente de todos os problemas, de todas as dificuldades e falta de mão-de-obra para esse serviço, mas eu vou te contar, acho que aqui temos um dos piores serviços de correios de todo o mundo. Uma incompetência absurda, uma lerdeza inacreditável... Sério, é como se todo mundo que trabalha nos Correios é como esse nosso velho conhecido.


Enfim... Espero que um dia esses Correios tomem vergonha na cara, e melhorem o seu serviço para atender a população, que conta com que suas encomendas e correspondências cheguem a tempo e inteiras, com um mínimo de respeito. É difícil, ainda mais por se tratar de um serviço público... Mas a esperança é a última que morre.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Robocop - Parte 2

Vamos seguindo com a saga do policial do futuro, o nosso amigo Robocop. Mostrando mais uma vez como que nas décadas de 80 e 90 surgiram filmes icônicos, sensacionais e imbatíveis que dificilmente serão superados pelas produções de hoje. Mesmo sabendo que esses filmes conseguem chegar num nível de tosqueira absurdo, que faz com que zoações como essas que eu estou fazendo aqui não sejam difíceis...

No capítulo anterior (que você pode ver aqui) o policial Murphy acabou de ser fuzilado pela gangue do Clarence Boddicker. Apesar de estar com mais furos que uma estrada brasileira, o resgate chega e o leva para um hospital do SUS, onde vão tentar salvá-lo.


Já sabemos que ele não vai durar muito então...


E nessa hora Murphy começa a ter alguns flashbacks de sua vida, antes de caminhar em direção a forte luz branca no fim do túnel. E a primeira coisa que ele se lembra é de seu filho sentado a um metro da TV e assistindo aquele programa idiota que o herói fica girando a arma depois de liquidar o bandido.


Fica a pergunta de que porque diabos a família de Murphy tinha ali uma escultura com a cabeça de um veado de bronze.

Outra lembrança que vem em sua mente é a de sua amada esposa, vestida com um roupão rosa, no dia em que ele propôs que ela deixasse ele brincar na porta dos fundos. Para a sua surpresa, ela havia topado, mas só se Murphy deixasse ela fazer um fio-terra com ele.


Até então uma lastimável cena, na qual os dois se despediam dele no primeiro dia de trabalho para a polícia. Quem diria que era tchau pra sempre?


Enquanto isso, os médicos se dão conta que o estão perdendo, e chega a hora de dar aquelas porradas com a máquina de choque, para ver se conseguem reanimá-lo. Engraçado como o cara tá todo furado, com um buraco na cabeça, sem um braço, e ainda acham que vão conseguir trazer o cara de volta à vida. Mas tudo bem, vamos em frente, acho que eles precisam justificar o salário deles.


E nessa hora Murphy começa a se lembrar do fuzilamento, dos capangas atirando nele. Principalmente daquele puto do Motumbo, com sua risada escrota, e de metade da cara do Farofa, pois a outra metade ele não se lembrava direito.


O doutor então fala que graças à Dilma a conta de luz tá muito cara e que seria a última vez que ia dar o choque. Além disso, ele tinha um encontro marcado com uma de suas enfermeiras no almoxarifado do hospital para fazer um exame de garganta nela, e não ia perder mais tempo com aquele zé ruela ali.


E o último choque coincide com a lembrança do momento fatídico em que Clarence Boddicker acerta um tiro em sua cabeça.


Assim acaba a vida de Murphy...


...

E sim, eu tirei um printscreen de uma imagem com tudo preto. Realmente, tem horas que a minha estupidez me surpreende.

Bom, se Murphy tivesse morrido mesmo, nessa hora ele perderia todos os sentidos e deixaria de existir. Mas então do nada ele começa a ver uma interferência. Pombas, será que o Céu era ver uma imagem do canal 3 durante toda a sua eternidade?


Se você não entendeu a piadinha do canal 3, é porque certamente não pegou a época em que pra jogar videogame tínhamos que plugar aquela caixinha na antena do televisor e então colocar no canal 3, que não tinha nada, e mudá-la para a posição Jogo.


Logo aparece então um sujeito com uma chave de fenda, mexendo na cabeça de Murphy. O mais engraçado é que chega uma hora que ele parece ter apertado o parafuso demais, grita um "merda" e a visão de Murphy se apaga. Devem ter furado o olho dele. Imagina só a sensação de você recobrar a consciência e depois tudo fica apagado de novo, logo após alguém falar um "merda". Te juro, deve ser uma das piores coisas...


Acho que não precisava ter dito que essas imagens são do ponto de vista dele, se você não percebeu isso, é melhor parar por aqui e ir assistir algo mais fácil pro seu cérebro.

Em seguida Murphy começa a ver de novo e aparece uma mocinha que tem os óculos mais escrotos da face da Terra, pior que acho que se não fosse esse visual de libélula ela até seria jeitosinha. Ela diz que tá na hora de colocar a tela de LCD pra continuar o trabalho...


... e aparecem um quadriculadozinhos de batalha naval, até que depois aquele mesmo panaca chega lá com uma furadora pra aparafusar o negócio na cara de Murphy. Como que ele vai aparafusar com uma furadeira, é uma boa pergunta. Não me venha dizer que ele colocou alguma ferramenta para aparafusar, pois dá pra ver o tamanho da broca de furar concreto que o filho da puta tá usando. E me impressiona como que estão com toda essa tecnologia avançada e estão usando ferramentas que devem ter comprado na Sears.


Se você não sabia o que era a caixinha que era usada pra jogar videogame, imagino que também não faça idéia de que a Sears era uma loja de departamentos que desapareceu algumas décadas atrás... Momento nostalgia tá foda...

Mais uma vez ele é desligado, e quando volta à ativa, tem um monte de gente olhando pra ele. Bem na hora que está carregando a BIOS. Chega a ser engraçado conseguir ver agora com calma as linhas de comando que aparecem na visão dele, principalmente se formos imaginar o quanto a informática avançou nos últimos anos. Os mais nerds podem começar a se perguntar que versão de DOS ele está usando, e quanto de memória RAM foi instalado.


Quem aparece é Bob Morton, e juntamente com ele o puxa-saco do Johnson. A doutora fala que depois de muito esforço e dedicação dos médicos, o braço esquerdo conseguiu ser salvo, e assim eles poderiam manter um pouco mais de humanidade. Mas Morton fala que é o caralho, que deixar braço pôrra nenhuma, que até agora ele não entendeu porque tem que ter alguma coisa de humano naquele seu robô, seria muito mais fácil pegar todos aqueles pedaços de carne e jogar fora. A doutora fica sem graça, pois Murphy pode escutar tudo. Mas algum merdel ali fala que depois vão formatar o HD e apagar sua memória.


Acho bom mesmo... Certamente não seria interessante ter ali a imagem do Johnson enfiando a cara no seu nariz. O negão diz que no contrato de polícia, todo o corpo de Murphy pertence a OCP, e eles podem fazer o que quiser. Já tinham mandado a sua bunda para transplante e deram o seu pinto pro cachorro do vizinho, então tirar fora o braço não ia ser problema, eram mais pedaços que podiam jogar no caixão fechado que iam entregar pra mulher dele, pra fazer mais peso. E seguindo a premissa, imagino que aquele carinha ali deve ter arrumado uma serra circular pra tirar fora o braço de Murphy.


Mas convenhamos... O novo braço que vão arrumar pra ele parece ser foda. O pessoal então faz uma demonstração, quase quebrando os dedos da mão de Morton, e depois mostrando o dedo médio pra ele.


Mais uma desligada (uma hora vão acabar fritando os seus circuitos com esse liga-desliga), mas dessa vez é para uma ocasião totalmente desnecessária, pois é a virada de ano, todo mundo ali alegre e bêbado, loucos pra trepar com qualquer coisa que tenha um buraco ou objeto roliço.


Quem não perde tempo é a doutora quatro-olhos que, sabendo que nenhum dos homens ali vai querer ver o que ela tem nas calcinhas, vai lá dar um beijinho no nosso herói, para o delírio de todo mundo. O que ninguém sabe é que mais tarde, quando todo mundo tiver ido embora, ela volta pra instalar e testar o acessório vibratório destacável de alto desempenho que ela tinha projetado.


Por fim, na próxima religada, é o dia de sua inauguração, com toda a trupe da OCP presente, cabendo a Bob Morton as honras de tirar o plástico bolha de cima dele. Era oficial, o Robocop está lançado!


E todo mundo aplaude, com comentários do tipo "ele sabe andar sozinho", "que queixada!" ou "preferia o ED-209". Johnson, em mais um de seus momentos de puxa-saquismo, diz pro Robocop que ele é o melhor, o tal, o cara, o pica das galáxias, e que se ele estiver precisando de um pouco de WD-40, é só chama-lo.


Sem perder tempo, a turma da OCP chega então invadindo a delegacia do Hightower, trazendo um monte de apetrechos sem sentido, só pra dar aquela impressão de que é alguma coisa útil.


O curioso é observar certos detalhes na cena. Por exemplo, acho engraçado como a mesa do delegado fica ali no meio do salão, com o Hightower sentado num banquinho de bar. Também é um desafio interessante contar quantos ventiladores estão espalhados pelos cantos, em pleno futuro e a delegacia não tem uma pôrra dum ar condicionado. Além disso, posso não ser um profundo conhecedor do clima de Detroit, mas não imagino que lá faça tanto calor para que tenha tantos ventiladores assim. E o mais engraçado é lá na extrema direita, onde dá a impressão que tem um aviso dizendo que é proibido uma mãe segurar seu filho.

O Hightower fica puto, querendo saber que zorra é essa, e por que eles estavam trazendo aquelas tranqueiras todas pro precinto dele. Morton diz que não é da sua conta, que a OCP manda na polícia e eles podem usar a delegacia como quiser, até mesmo pra guardar muamba que o pessoal trouxe do Paraguai.


Sem cerimônia, Hightower diz que é o caralho, que vai tomar no cu e deixar de ser viado, que só porque Morton tava com uma merda dum ternozinho de bosta não dava a pôrra do direito dele sair entrando assim, que fosse guardar essas coisas lá na casa do caralho. Sim, com toda essa sutileza que só podemos ver nos filmes dos anos 80, onde palavrões eram proferidos a cada cinco minutos. Mas Hightower logo se cala, pois ele começa a escutar um barulho...


Thump... thump... thump... thump...


Não sei porque estou fazendo esse monte de onomatopéias... Mas eu acho que é para passar como que era o Robocop de antigamente, principalmente se você ainda não o viu. Das cenas do trailer da nova versão, me pareceu que ele é todo ágil, se mexendo com extrema velocidade, o que na minha opinião acho um certo exagero, tirando o charme do que é realmente um robô. Na versão original, o Robocop tem esse passo devagar, pesado, com essa pisada característica que faz todo mundo se cagar de medo.

Como os policiais não tem nada melhor pra fazer, todo mundo larga os seus postos e vão correndo atrás do Robocop, pra ver se conseguem pegar um autógrafo. Ou então tirar um selfie.


O Robocop chega então na sua jaula, onde a doutora quatro-olhos explica que ali é o cantinho dele, e que sempre que ele se sentir cansado pode sentar no trono e tirar uma pestana...


Não estou de sacanagem, ela fala mesmo que aquela cadeira é para ele descansar. Por que diabos um robô precisaria descansar, cacete?

Enquanto estão configurando a cadeira de massagem do Robocop, um dos aspones de Bob Morton explica que para que não o percam, instalaram um chip de localização em sua bunda, e com aquele moderno aparelho de GPS poderiam localizá-lo.


Sim, moderno... Dá pra ver que não passa de uma caixa de fósforos onde botaram uma luzinha vermelha no meio de pintaram algumas linhas em amarelo. É tão tosco, que dá pra ver como que a "tela" é marcada, como se tivessem usado uma faquinha pra fazer o relevo.

O aspone continua explicando então alguns dos outros detalhes, seguindo com a parte de alimentação. Ali no canto tinham colocado um troço com uma pasta processada de fígado com berinjela, que seria de fácil digestão para alimentar as poucas partes vivas que ainda restavam.


Ploft ploft ploft ploft...


Cara... Que nojento... Parece que a pôrra da máquina tá lá cagando no copo... Com esse barulhinho que mais parece uma série de peidinhos e essa textura bostenta, dá nojo imaginar que aquilo ali é de se comer. Além disso, seguindo a velha máxima, "tudo que entra tem que sair", às vezes me perguntava como é que o Robocop faria pra ir no banheiro...

E fica ainda mais nojento, pois Johnson pega ali o copo e fica comendo aquela pasta de merda, dizendo que parecia papinha de neném. Dilícia cremosa, de lambuzar os beiço.


Começa então a hora de calibrar o Robocop, como você precisa fazer quando instala um novo joystick em seu computador. A primeira é a configuração de mira, e a doutora quatro-olhos usa uma caneta Bic pra ajustar a alça de mira. E a foto abaixo é dois milésimos de segundo antes dela enfiar a mão na cara do aspone, que está no lugar errado na hora errada.


Depois então é hora de ajustar o áudio, para que ele possa reconhecer quando alguém estiver falando alto demais. E pra isso, a doutora pede pro aspone cantar o mais recente hit do Mc Gui.


Por fim, Morton pede que Robocop mencione as suas diretivas primárias, que são meio que as leis que ele precisa seguir: servir à confiança do povo, defender os inocentes e manter a lei. Acho meio simples demais, mas como aqui não temos a Skynet, acho que ele não vai se despirocar todo e se transformar num exterminador.


Claro que existe ainda uma diretiva quatro que é segredo. Ninguém contou pro Robocop, mas bastava ele fazer cima, cima, baixo, baixo, esquerda, direita, esquerda, direita, B e A na tela de início pra desbloquear.


Cheio de tesão pela sua nova criação, Morton fica tão excitado que tasca um beijão na doutora quatro-olhos, enfiando sua língua até a sua laringe.


Pobre Robocop... ali sentado na cadeira, pensando naquela noite de ano novo em que a doutora o cavalgou como um brinquedo de parque de diversões, e agora ela ali se deixando beijar por aquele mauricinho...


Continuando, os policiais então voltam pro trabalho, e chegou a hora deles praticarem tiro ao alvo, para assim evitarem de acertar civis inocentes. Ou pelo menos para acertar partes não-vitais que não venham a render um processo administrativo.


Lewis está lá, tentando descarregar um pouco de sua raiva, pois desde a morte de Murphy ela tem sido zoada pelos seus colegas, que a chamam de pé-frio por ter feito o seu parceiro ter morrido logo nas primeiras horas de trabalho. Chegou a um ponto que ninguém quer nem andar de elevador com ela.


Impressionante como mesmo com o alvo e meio metro de distância ela consegue acertar no braço...

Acontece que uma hora todo mundo começa a parar de atirar, pois estão escutando um esporro muito maior do que as pistolinhas que eles costumam usar. Será que alguém tava trapaceando pra fazer um high score?


Lá no outro extremo, eles podem ver aquele mãozão estranho segurando uma puta arma. Tenho que dizer, a arma do Robocop é da hora, quase como uma pequena metralhadora largando chumbo grosso.


E não pouparam no poder de fogo do bicho. Com um balaço ele já consegue abrir um rombo no meio do peito do alvo, e logo depois um tiro que se fosse numa pessoa normal teria explodido a cabeça.


Mais uma vez Morton está orgásmico com a performance de sua criação. Ele começava a imaginar que não tinha criado apenas um super policial, mas que poderia faturar muita grana com ações de marketing, tipo fazendo brinquedos e fantasias do Robocop pra garotada.


Depois de trucidar o alvo, de forma semelhante como que Murphy foi trucidado pelos capangas, ele faz um showzinho girando a arma no dedo antes de guardá-la.


Lewis então fica meio encucada, pois era exatamente aquele mesmo truque escroto que o Murphy estava fazendo para agradar o seu filho. Só tinha mesmo uma pessoa em toda a polícia que faria algo tão boçal e estúpido como aquilo, fazendo ela se perguntar quem seria aquele robô misterioso.


Tudo configurado, Morton então volta pro delegado Hightower, ordenando que ele mexesse aquela bunda negra e arrumasse um carro pro robô. Por sua vez, Hightower manda Morton ir sentar num quiabo, e se ele quisesse um carro que pegasse a chave que ele tacou longe.


Mas o Robocop é mais rápido, pegando a chave e se mandando, após proferir um sonoro "yoink".


E assim Robocop vai às ruas, nos dando chance de ficar ali cinco minutos vendo ele dirigindo seu carro enquanto ouvimos a músiquinha tema do filme.


Logo vemos então uma cena daquele mesmo programa humorístico que o Farofa tava vendo, com o sujeito de óculos e cara de babaquara sempre se engraçando ali com modelos gostosonas e com sua bordão "eu pago um dólar por isso". Parece que no futuro não deve ter muita variedade na televisão, mas parece não ser um problema, pois tal programa parece ter muitos fãs...


... como o Manuel ali, dono da mercearia, se mijando de rir enquanto a sua esposa Maria fica ali cuidando do trabalho, puta da vida por saber que seu marido curte aquele programa só pra ficar de olhos em garotas que tinham idade para ser suas netas.


Mesmo sendo tarde da noite, chega então um possível freguês, que chamarei de Brutus por razões óbvias, provavelmente querendo comprar uma Penthouse, uma garrafa de whisky e algumas camisinhas. Se bem que com essa pinta dá pra imaginar que ele parece estar querendo outra coisa. O mais engraçado é o aviso escrito num papelão no balcão de revistas dizendo "se você quer ler, compre!".


Percebendo a pinta do sujeito, a Maria descaradamente pega o monte de notas de cem largadas ali no balcão e as guarda. Mais sutil impossível. E que desenho escroto é aquele na porta ali atrás?


O Brutus então, como era de se esperar, na verdade era um assaltante, sacando uma metralhadora e gritando "perdeu, coroa!". Isso faz com que finalmente o Manuel largue a televisão e a Maria se borre toda.


Ele então aponta a arma pro Manuel e manda que ele abra a pôrra do cofre, ou então vai estourar seus miolos. E fico me imaginando por que o gajo tem ali um pôster de um cara fortão na sessão de ofertas do dia.


Maria, percebendo que o Brutus está distraído, aperta o botão do alarme silencioso, que o seu marido insistiu que era uma palhaçada, pois do que adianta um alarme que não faz barulho? Coisas de nosso amigo Manuel.


O portuga então se vê na pressão, e obedece o bandido. Só faltava ele se lembrar da senha 1, 2, 3, 4, 5.


Se você entendeu a piada, é porque conhece outro filme sensacional que dispensa apresentações. Agora, se você não entendeu, é porque deve usar a mesma senha na sua mala.


Eis que então chega o nosso amigo Robocop. Pombas, bom pra caralho esse alarme silencioso, é só apertar que em dez segundos não é só apenas a polícia que aparece, mas um policial robô.


O Brutus então se borra nas calças, não acreditando no que estava vendo, e proferindo um "me fode" em alto e bom som, e sem perder tempo começa a mandar chumbo contra o robô.


Metade das balas atinge o Robocop, mas ele tem blindagem nível quinze, e só iria deixar um chamuscado. e a outra metade o Brutus (que entre um tiro e outro repetia o "me fode") acertou nos produtos ali da mercearia, só pra aumentar o prejuízo do Manuel.


O Robocop então chega ali perto do Brutus, e como ele falou tantas vezes para que ele o fudesse, já começa entortando o cano da arma como se fosse um canudo de Toddynho.


Brutus tenta então sair correndo, mas o Robocop acerta então um soco no seu pomo-de-Adão, o suficiente para fazer com que seu pescoço dobre o suficiente para ver a sua própria bunda...


... e com a velocidade toda que ele estava correndo, o corpo continua indo até mergulhar na geladeira de iogurtes da mercearia. Bom que assim o defunto já ficaria geladinho.


O Manuel e a Maria olham assustados, sem saber se agradecem pela ajuda ou se saem correndo, imaginando que eles seriam os próximos.


O Robocop então agradece a cooperação dos dois, embora não tenham feito nada, e pergunta se eles vendem ali uma latinha econômica de Brasso, pra ele dar uma polida na lataria.


E a noite não termina... Não muito longe dali dois punks estão atacando uma mulher. Sim, embora fosse o futuro, lembre-se que esse é um filme da década de 80, quando punks eram sempre usados para representar a bandidagem das cidades. E pela cara do maluco da esquerda, dá pra ver que os dois estão querendo algo mais.


Logo eles conseguem segurá-la, e dizem que vão dar um corte de cabelo nela, pois aquela juba já tava fora de moda há quase meio século.


Aí o punk loiro fala pro seu amigo que eles podiam checar se o tapete combinava com as cortinas, pra eles cortarem a cabeleira ali embaixo também.


Sim, filmes dos anos 80 não eram nem um pouco sutis...

Eis que então chega um clarão de luz, para acabar com aquela esbórnia de estupro que estava prestes a ocorrer. E o bizarro é a sombra, juntamente com o thump-thump-thump, indicando que é o nosso amigo Robocop, defensor de moças que andam sozinhas em plena madrugada, que chegou ao seu resgate.


O robozão, que como eu deve ter um ódio por estupradores, já saca a sua arma, para dar um fim àquele punk imprestável...


... mas ele é mais rápido, colocando a mulher na sua frente, como um escudo humano, enquanto o outro fica ali rindo, sem perceber que é um alvo fácil.


Se lembrando de sua diretiva de proteger os inocentes, Robocop faz então sua mira com bastante cuidado...


BANG! Se bem que com essa arma fodona dele, tá mais pra um BAAAAANNNGGG!


Mas como assim? Será que o Robocop atirou na mulher?


Que nada, o nosso amigo robô-tira sabe como que é a anatomia de uma mulher, e naquele lugar que ele atirou não tinha nada... conseguindo assim acertar o cara no saco!


DICKSHOT!!!

Cara, essa é mais uma que prova como que nos filmes dos anos 80 não tinha frescura, nada de herói politicamente correto, nada de violência controlada. Claro que depois de muitas cenas que já vimos, essa aqui é fichinha, mas não por isso menos graficamente pesado, com o cara ali gritando depois de levar um teco nas suas partes íntimas. E vimos que a arminha do Robocop não é de brincadeira, então deve ter estourado as bolas e o pinto do punk.

Temendo que sua bolsa escrotal tenha o mesmo destino, o punk loiro se rende, dizendo que estava ali só de passagem pra ver um show do Guns N'Roses.


A loira, ainda sem acreditar no que tinha acontecido, fica então toda cheia de alegria, indo lá pra cima do Robocop querendo dar um beijo nele, e aparentemente ficando com as calcinhas encharcadas e louca pra dar pra ele.


E o Robocop então corta o barato dela, dizendo que em primeiro lugar seu acessório vibratório heavy-duty estava no laboratório, e depois dizendo que iria mandar ela para um hospício, pois uma mulher querer trepar com um robô só podia ser idéia de uma doida maníaca sexual.


O engraçado é que se estou bem lembrado da versão dublada, ele dizia algo como ligar não para um hospício, mas para uma instituição de doentes mentais (vulgo, hospício).

Mostrando que a criminalidade em uma noite de Detroit parece pior do que no Complexo do Alemão, alguns minutos mais tarde começa um sequestro na prefeitura. E não demora para que a SWAT chegue, juntamente com um monte de repórteres chatos querendo ver o que estava acontecendo.


Quem chega ali é o Robocop, cagando e andando pra fitinha amarela da polícia, mostrando que ninguém ali tá mandando naquela pôrra.


O repórter Vesgo tá lá no meio da ação policial e decide então entrevistar o Capitão Nascimento, que está ali pra acabar com o sequestro, nem que tenha que quebrar todo mundo ali. Mostra realmente como a mídia tem um agrande preocupação com a segurança pública, em vez de deixar ali o comandante trabalhar em paz, vai lá interrompê-lo só pra pegar umas palavrinhas sem noção.


Só que tão logo o robozão sai de seu carro, todo mundo ali larga os policiais. Afinal de contas, não é todo dia que aparece um homem de lata andando sozinho por ali.


Imagina só o que deve estar passando pela cabeça, ou pelos circuitos do Robocop... Um bando de gente desocupada, chata pra caralho ali fungando no cangote dele só pra tirar uma casquinha, como o negão enfiando sua Nikon em suas narinas ou a loirinha de blusa bufada quase dando com um microfone laranja ridículo em sua testa.


O Capitão Nascimento dá um esporro, dizendo que ele tava no meio de uma entrevista e essa chegada destrambelhada fez todo mundo se bagunçar. Mas o Robocop manda ele catar coquinho e tentar distrair o sequestrador, que ele vai dar um jeito nele.


Mesmo tendo a maior patente ali no quarteirão, Nascimento não vai desobedecer um robô policial, e então vai lá no auto-falante da polícia contar algumas piadas de papagaio, pra ver se assim distrai o sequestrador.


O bandido, que na verdade não passa de um servidor público desesperado, diz que piada de papagaio é muito escrota, e que ele quer um emprego em um dos ministérios da Dilma, onde vai poder desviar verba sem ninguém fazer nada com ele. Ou então que arrumassem um cargo numa das diretorias da Petrobras.


Enquanto estão enrolando o sequestrador, o Robocop já chegou lá no mesmo andar, pronto para dar cabo de mais um bandido, principalmente pelo fato dele ser um funcionário público de merda.


Ele então ativa a sua visão de calor, que permite que ele veja através da parece, localizando ali o bandido. Observem como que ele está todo amarelo, sinal que seu desodorante deve estar vencido e está suando até as canelas.


Puto da vida por estarem enrolando ele com piadas de papagaio, o sequestrador pegar então o prefeito e o leva pra janela, onde pretende estourar sua cabeça e aparecer assim nas machetes dos jornais. Tipo no Meia Hora, com uma foto sua com a chamada "o prefeito perde a cabeça em reunião tarde da noite" ou outra bobagem dessas.


Nisso, um mega estrondo abala a estrutura do prédio. É o Robocop, dando um abraço por trás pela parede no sequestrador e tirando ele dali.


Calma Robocop! Tá querendo estuprar o cara?


Sem cerimônia, em vez de algemar o sequestrador e levá-lo às autoridades para julgamento, o Robocop acerta um cruzado de direita na napa do calhorda...


... fazendo ele voar pela vidraça...


... e cair no meio-fio como um saco de batatas. Bons tempos nos quais a polícia podia descer o cacete e não tinha essa moleza de violência policial.


Os feitos do Robocop chamam tanta a atenção que na noite seguinte já está lá a Ana Maria Braga fazendo uma reportagem, logo depois de ter apresentado uma entrevista com o Louro José, revoltado com as piadas de papagaio que ficaram falando em rede nacional durante o sequestro, dizendo que ninguém tinha pena das aves.


E a matéria mostra o robozão ali em uma escola, enquanto as crianças ficam ali maravilhadas, não imaginando que aquilo ali era de verdade. E um repórter chato vai lá aporrinhar sua paciência, pedindo para que ele mande um recado para todos os meninos e meninas que estão assistindo na televisão.


"Comam suas verduras!"


É isso aí... Robocop, o amigo da garotada. Acho que depois dessa já podemos dar uma pausa aqui na história, já vimos bastante coisa e meus dedos estão cansados de tanto digitar. Fiquem espertos para a terceira parte do filme.