sexta-feira, 31 de maio de 2013

Apaixonite Aguda

Eu sou um texugo lastimável mesmo, eu admito. Lastimável por estar ainda solteiro, apanhando que nem cachorro de pobre e ainda acreditando em coisas como o romantismo, que cada vez mais percebo que está sendo extinto. Um texugo que é grande admirador da beleza feminina, que se derrete pelas curvas perfeitas e sensuais de uma mulher (estou parecendo o Nelson Rodrigues), que todo dia quando pega o metrô ou caminha na rua acaba se apaixonando por alguma garota bonita e simpática que cruza seu caminho.

Sim, sou patético mesmo...

E outro dia eu consegui descer a um nível mais baixo de desespero: estou me apaixonando por mulheres de outdoor! 

Tive que ir lá em Ipanema para pegar um exame médico, e depois teria que ir em Botafogo para entregar esse exame para meu médico. Algo que me exigiu que eu saísse do trabalho mais cedo para resolver essas pendengas de saúde, mas afinal de contas é para isso que eu fico até mais tarde outros dias. Ir em Ipanema é algo que não me agrada, é um povinho esnobe e metido à besta.

Enfim, fui lá pegar meu exame, lá perto daquele monumento em forma de pinto que tem perto da divisa com o Leblon. Depois de uma fila básica, pego um ônibus e em uma rara oportunidade consigo achar um lugar do lado direito, e fico ali no meu canto, a ver a paisagem urbana de um dos bairros mais convencidos da Zona Sul. Eis que o ônibus me para perto de uma banca de jornal, onde tem o anúncio de uma revista de mulher.


Caraca! Na hora eu me apaixonei pela moça na capa! Os belos cabelos castanhos quase ruivos, os olhos claros hipnotizantes, a roupa elegante... Fiquei pasmo! Pra minha sorte, tal anúncio era repetido em várias outras bancas.

Vim descobrir depois que a moça na capa é a atriz Fernanda Vasconcellos, aquela que fez aquela novela onde ela era um espírito. Tudo bem que sempre a achei bonitinha, mas isso mostra como uma ida ao cabeleireiro e a roupa certa pode deixar marmanjo de queixo caído.


Sensacional...

Enfim, o ônibus logo chegou em Copacabana, e talvez pelos criadores da revista acharem que os moradores do tradicional bairro não têm glamour, não vi nenhuma propaganda mais da tal revista. Mas chegando perto da esquina da Nossa Senhora com Constante Ramos, vi esse outdoor imenso, provavelmente de uma loja de roupas.


Caramba! Que mulher linda! Que olhar encantador, sensual, cabelos ruivos perfeitos... Sorte que o ônibus ficou parado no engarrafamento um tempo e pude apreciar a beleza quase que angelical da bela modelo.

Que depois de um certo esforço, descobri que se chama Cris Stamboroski (isso explica, deve ter descendência de russos). Tudo bem que descobrir isso deu uma certa broxada, pois parece que na foto que me encantou ela está na verdade de peruca, mas tudo bem, vamos fingir que é de verdade.


Só sei que nesse dia, voltei pra casa apaixonado...

Pode falar... Eu sou um grande dum merda, não é?   

quarta-feira, 29 de maio de 2013

2 Broke (and Hot) Girls

Embora eu não seja tão fanático por televisão, uma coisa que costumo assistir são séries de comédia que passam na TV a cabo. Sempre é uma distração legal, principalmente pelo fato de que muitas vezes essas séries podem ser assistidas de forma isolada, não sendo necessário acompanhar todos os episódios para entender um mínimo e se divertir. Até porque eu não tenho tempo para ficar acompanhando séries toda a semana, desde Lost acho que não tem nenhuma que acompanho de cabo a rabo.

Séries de comédia não faltam, principalmente nos canais da Sony e Warner. Indo desde de clássicos como Friends e Seinfeld até programas mais recentes como Big Bang Theory, Community e Two and a Half Men, sempre é uma boa pedida para dar umas gargalhadas.


E uma série que eu de vez em quando vejo é a tal de 2 Broke Girls, que conta a história de duas amigas, com pouca grana no bolso, e que trabalham como garçonetes em uma lanchonete para juntar um dinheiro e abrir o seu próprio negócio, uma loja de bolinhos que elas eventualmente conseguem inaugurar em episódios mais recentes. A morena Max é mais acostumada com a vida difícil, enquanto que a loirinha Caroline sempre viveu na mordomia e agora precisa trabalhar para se sustentar.

Claro, já deu para perceber o que me atraiu nessa série. As duas protagonistas são bem gatinhas, sem dúvida é bem agradável de vê-las desfilando na minha telinha. Com destaque para Max, interpretada pela atriz Kat Dennings, dona de um par de armas de destruição em massa...



Se bem que não podemos deixar a loirinha Beth Behrs de lado, ela também é bem charmosa e elegante.

  


Destaque que elas fizeram uma propaganda para o Super Bowl, onde fazem até pole dancing!




Sei que você quer ver o vídeo também...



Mas Kat Dennings é realmente muito gata! Eu sei, admito que sou um texugo que não resiste a um bom e recheado decote, e ela realmente está muito bem servida quanto a esse quesito. Não sei se são de verdade ou não, mas eu não me importo.

 

E para a minha felicidade (e de muitos meladores de cueca), Kat tem algumas fotos dela que vazaram na Internet, algumas delas onde ela totalmente de topless.



Sensacional! Essa é realmente uma série que vale a pena assistir...


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Chatos das Redes Sociais

Vivemos em uma era onde estamos rodeados pelas redes sociais. Temos o Twitter para pessoas que gostam de falar pouco, o Instagram para os sujeitos que acham que são fotógrafos só por saberem escolher um filtro de imagem qualquer, o LinkedIn que tem fins mais profissionais, sendo encabeçados pelo Facebook que tem tudo isso e mais um pouco. Milhões, talvez até bilhões de pessoas no mundo, todas elas conectadas por meio de seus computadores e celulares, acompanhando o que os amigos estão fazendo, onde eles estão indo, vendo fotos, jogando jogos, e por aí vai...

Eu até que me rendi a essas redes sociais, porém de forma relativamente controlada. Comecei lá com o Orkut, lembram dele? Deve estar hoje mais deserto do que a Câmara de Deputados na sexta-feira. Era legal para retomar contato com antigos colegas de colégio e outras pessoas com quem convivi durante minha vida. Hoje, já costumo olhar de vez em quando o Facebook, vejo como se fosse um e-mail, uma vez por dia no máximo, quando vejo. Não sou desses que fica olhando de hora em hora, que deixa a página aberta e configura o celular para notificar de todas as atualizações, sou um texugo muito ocupado, tenho coisas mais importantes para fazer...

Mas sabemos bem que existem tarados por Facebook e redes sociais, que não desgrudam nem um minuto. Tem gente que deve gastar umas duas horas diárias em redes sociais, o que é muito. E o pior é que usando de forma supérflua: eu até entendo, por exemplo, um sujeito desesperado por emprego ficar um tempão no LinkedIn procurando oportunidades, mas acho sem noção total as pessoas que passam todo esse tempo dando "Like" nos comentários dos amigos, colocando e vendo fotos, jogando Farmville e comentando a respeito de tudo. 

Junte esse excesso de tempo e pessoas nas redes sociais com uma futilidade cada vez maior da sociedade, e não demorou nem um pouco para começarem a surgir os tipos mais insuportáveis, criaturas que se caracterizam por fazer alguma coisa estúpida, idiota, revoltante e desnecessária. Tenho certeza de que você deve ter vários amigos assim, que fazem as coisas que eu vou comentar nesse post, e provavelmente já pensou, como eu, em excluí-los de sua lista de amigos.

Eu já fiz algum tempo atrás algumas postagens falando de alguns hábitos escrotos desse pessoal, como as pessoas que sentem aquela necessidade básica de sempre aparecer nas fotos, sempre posando ali paradas como manequins ao lado de alguma coisa, como forma de provar que estavam ali. Por exemplo, tenho uma amiga que foi para a Inglaterra, e colocou fotos da viagem, e em todas ela fazia questão de estar ali do lado. Acho desnecessário, desvia a atenção... Ou o uso exagerado das hashtags, com pessoas criando temas quilométricos como #quedialindodeprimaveraempindamonhangaba ou que as usam em sites que não as reconhece. 

Acredite, esses são apenas dois exemplos de coisas que me enchem o saco nas redes sociais. E com isso, decidi fazer uma pequena lista de alguns tipos que encontramos nessas redes e que são realmente insuportáveis, todos eles que ficam me aporrinhando aos montes.

Os incessantes convites de jogos

O que mais tem nas redes sociais são jogos. Farmville, Angry Birds, Candy Crush, e a lista não tem fim. Embora eu até curta jogar um joguinho desses de vez em quando e ache legal as disputas online, eu prefiro fazer isso em sites de jogos mesmo, tem vários na internet. E confesso que em um certo momento de minha vida eu cheguei a jogar alguns deles no Facebook, como o The Sims. Mas faz tempo, imagino que meu bonequinho se enforcou de tanta solidão e sem-teto invadiram a casa onde ele morava.


Acontece que nas redes sociais eles tornam o jogo social, com o objetivo obscuro de atrair mais jogadores. Aí criam "missões" onde você deve ter tantos amigos jogando para passar de fase ou outros truques, que resultam em inúmeros convites para jogos que eu não tenho interesse nenhum em jogar. Todos os dias me deparo com postagens como "Fulano precisa de mais moedas" ou "Siclano precisa de sua ajuda para completar a missão do resgate da princesa perneta".

Os jogadores viciados não têm noção, devem pegar toda sua lista de amigos e enviar convite para todos, sem se preocupar quais amigos de fato jogam e quais sequer entram mais no Facebook, e nessa acabam ajudando os criadores do jogo a ganhar mais jogadores. Deleto sem pensar duas vezes, não quero perder meu tempo brincando de fazendinha...


Pode chorar vaquinha... Na minha fazenda você viraria churrasco. 


Fotos da comida

Esse está cada vez mais comum. O cidadão vai lá almoçar ou jantar, e quando chega o prato a primeira coisa que faz não é colocar o guardanapo no colo ou pegar os talheres, mas sim sacar o celular e tirar uma foto da refeição para colocar nas redes sociais. Logicamente, depois de ter levado para o Instagram e ter aplicado um daqueles filtros automáticos, para dar um ar de classe e fingir que é um excelente fotógrafo, colocando também alguma frase de efeito como "olha meu jantar light".


Na boa, até aceito essa de tirar foto do prato em ocasiões especiais, como quando vamos jantar naquele lugar que só dá pra ir uma vez na vida ou mesmo nas férias. Mas está demais... Tem gente que tira foto de qualquer merda de prato do dia-a-dia, seja um mero macarrão com carne moída, seja um prato peão de arroz, feijão e farofa, seja um maldito Big Mac, qualquer coisa! Estou pouco me fudendo para o que você está comendo, cacete! Tenho amigos que postam todo dia a foto do jantar, tenha paciência! 

Só falta daqui a pouco ter gente tirando foto da comida depois de digerida...


As mina com duckface e os mano sem camisa

Nas redes sociais o que mais tem é foto sem noção... Mas se tem coisas que realmente dão nos nervos são esses dois tipos, as meninas que tiram fotos fazendo biquinho de pato e os rapazes que se acham os Misters Universo e ficam posando sem camisa, coisa que existe desde os tempos do Orkut.


Começando pelas garotas, qual a necessidade disso? Sério, como homem digo que é uma das coisas mais broxantes ver uma garota, por mais bonita que seja, fazendo um duckface. O que passa na cabeça delas? Sério, alguém me explique. Não consigo ver a intenção de fazer essa cara tosca. Elas parecem perceber que um sorriso natural é muito mais atraente e bonito do que imitar o Pato Donald. Muitas delas ainda fazem questão de passar aquele batom chamativo e arregalar os olhos, gerando assim uma visão que faria o Freddy Kruger se cagar nas calças.


E quanto aos sujeitos que gostam de exibir os seus músculos, com aquela pinta de que é machão e bad boy, só tenho uma coisa a dizer: passam o recado que são viados. Não consigo entender essa necessidade de se mostrar para os amigos sem camisa, parecem que querem passar a idéia de que são sarados e saudáveis. Essa de ficar se exibindo, mostrando o muque de frango de macumba, ficam pensando que vão deixar as garotas apaixonadas, mas pode apostar que eles acabam servindo de inspiração para os amigos que gostam de segurar no kibe.

Será que é tão difícil uma garota tirar uma foto com uma cara normal, ou um cara tirar uma foto com camisa?


Os compartilhadores do dia-a-dia

Com a chegada das redes sociais, uma coisa que se tem tornado cada vez mais comum é as pessoas compartilharem onde estão e/ou o que estão fazendo. Status e posts de Twitter com pérolas como "arrumando a casa" e "na academia" têm se tornado cada vez mais constantes, inclusive com aplicativos de celular que permitem que as pessoas façam um check-in em diversos lugares, compartilhando para todos os seus amigos onde eles se encontram...

Sério... Eu estou pouco me lixando de onde você está, caralho! Chegou na academia? FODA-SE!!! Está no cinema vendo Homem de Ferro com a namorada? FODA-SE!!! Está no aeroporto de Cumbica? FODA-SE!!! Deu check-in na balada de sexta-feira? FODA_SE!!!

As pessoas ficam se achando com se estivessem no Show de Truman, e que seus amigos estão interessados em tudo o que estão fazendo. Coisas de gente com problemas de ego, deve ser o tipo de pessoa que é tão insignificante para seus amigos, que nem a própria mãe se preocupa de onde foi, e que se quer fazer aparecer. Isso sem nem entrar no mérito da própria segurança.


E o engraçado é que ninguém coloca informações comprometedoras. Por exemplo, "fazendo exame de próstata" ou fazendo check-in na delegacia... Mas acho que vou morder a língua... Alguém já deve ter postado isso...


Os irritantes posts de "Bom Dia!"

Sério... Que diabos é isso? O que leva uma pobre alma a chegar, logo na primeira hora da manhã em que tem acesso à Internet, muitas vezes antes mesmo de chegar no trabalho, tomar café da manhã ou dar a barrigada matinal, e simplesmente escrever no seu status "bom dia"? 


Será que a pessoa está querendo dar bom dia a todos os seus amigos? Alguns até dão essa a impressão, colocando a manjada frase "Bom dia Facers", uma das coisas mais ridículas que se pode imaginar. Ou será que já ficou lelé da cuca a ponto de estar dando bom dia ao seu único e melhor amigo, o Facebook?

Mostra como muitas pessoas estão tão viciadas em redes sociais, que quando não tem nada a dizer, nada de útil para compartilhar com a sociedade, dizem coisas banais como "bom dia" só para não passar a oportunidade de dizer alguma coisa. É uma necessidade doentia de postar alguma coisa logo em que inicia o dia.


Os atletas e seus mapinhas

Essa vai novamente da linha das pessoas que têm a necessidade de compartilhar o que estão fazendo com Deus e o mundo. Ou melhor, com os seus amigos do Facebook e seguidores do Twitter. A diferença é que esses não se limitam a dizer onde estão ou o que estão fazendo, mas usam aqueles programinhas da Nike e similares para registrar suas atividades físicas, mostrando o mapa do percurso que fez correndo ou de bicicleta, dizendo ainda quantos quilômetros foram percorridos, em quanto tempo, quantas calorias gastou, quantos litros de suor pingou, o nível de odor de chulé depois da atividade e outras coisas irrelevantes. Logicamente, acompanhados de um comentário-saúde como "correr é tudo de bom", "quebrando meu recorde" ou "queimando as gordurinhas que ganhei no final de ano".


Mas uma vez, minha resposta para isso é: FODA-SE!!! Correu 832 quilômetros? FODA-SE!!! Percorreu toda a orla da Zona Sul de bicicleta? FODAS-SE!!! Bateu o recorde do Usain Bolt? FODA-SE!!!

Essa geração-saúde é tão convencida que me dá nos nervos, é uma razão pela qual não vou em academia. Tudo bem, é fundamental para quem está fazendo exercícios e querendo ficar em forma ter um acompanhamento das atividades, registrando seus tempos e estimativa de calorias gastas. Mas isso não precisa ser divulgado para os amigos. É como se essas pessoas quisessem se exibir mesmo, parecem que ficam malhando para mostrar para os outros, para dizer que percorreu tantos quilômetros ou queimou tantas calorias. Sem falar que deve ter nego que é competitivo, que se ver um colega andando mais que ele, vai fazer tudo para quebrar o recorde. E postar no Facebook depois.


Os divulgadores de correntes e mensagens

Isso aqui existe desde aquele tempo longínquo no qual as pessoas se comunicavam eletronicamente via e-mail. Minha caixa de entrada ficava cheia daquelas mensagens de correntes. Tinha de tudo: os amigos que mandavam as manjadas mensagens religiosas com dizeres de santos e tudo mais, as lendas urbanas como a história da agulha infectada com o vírus da AIDS colocada em bancos de cinema, os punheteiros mandando fotos de mulher pelada e os idiotas encaminhando aquelas correntes estúpidas, do tipo "envie essa mensagem para dez amigos em dez minutos e você terá sorte", "mande essa corrente para 15 amigos e veja uma animação legal" ou "encaminhe o e-mail para cinqüenta colegas ou seu pinto vai cair", essas coisas...

Sério, eu nunca repassei nenhuma corrente dessas, acredito que era pra eu ter morrido umas oitenta vezes, ter perdido todo meu dinheiro trinta vezes, juntamente com ter acumulado alguns séculos de azar. Ou então eu sou muito foda e consegui superar tudo isso! Queria saber se os idiotas que repassaram correntes de e-mail ganharam alguma coisa sequer.


Agora essa corja de imbecis está no Facebook também. Tudo graças ao maldito botão Share.

Na boa, tenho amigos que são bizarros... Abro minha página inicial e vejo quase 20 posts desse tipo em seguida, compartilhado pela mesma pessoa. Estou quase excluindo esse sujeito, de tão chato que é ver minha tela poluída daquelas imagens com frases de efeito, mensagens religiosas e outras baboseiras. Logicamente, acompanhado de comentários auto-afirmativos, como "Fato", "Amém" e "É isso aí". Ou suas variantes como "Fataço!!!", "Axé" ou "Eh issu aew".

Sem falar aqueles posts idiotas que acham que vão achar a cura para doenças e etc, somente com o poder dos Likes. Sério, eu não consigo acreditar que exista gente tão burra, retardada, idiota e sem noção que acha que simplesmente gostando de uma figurinha no "Feice" que vai ajudar a erradicar a fome no mundo, curar criancinhas doentes e etc.

Pode apostar que todos esses manés que ficam dando Like nesses posts não levantam a bunda da cadeira pra ajudar uma instituição de caridade de verdade.

E pra você ver como que os tempos mudam, antes os malandros tinham as correntes como forma de sair espalhando listas imensas de e-mails. Sim, você sabe muito bem que naquela época ao dar um Forward numa corrente você acabava enviando junto todos os e-mails das demais pessoas, no corpo do texto da mensagem. Até uma hora em que ele caísse em mãos erradas, e pronto: o cara teria uma vasta lista de endereços de e-mail para enviar spam ou mesmo aplicar fraudes. 

Hoje com o Facebook, quando o cara dá um Share, simplesmente a imagem aparece nas páginas dos outros, impedindo que o pilantra descubra perfis (embora nada impeça que uma pessoa mal intencionada fique surfando pelas listas de amigos). Qual a tática hoje? Inventam uma baboseira do tipo "escreva 9 nos comentários e veja o que acontece". E um monte de babaca cai nessas.


Os filósofos de araque

Sempre acredito que se você não tem nada a dizer, que fique de boca fechada. Mas muitas pessoas simplesmente não conseguem ficar de bico calado, precisam falar sobre qualquer coisa que lhes venha à cabeça, pessoas que não têm a capacidade de ficar em silêncio. Da mesma forma, tem gente que passam por um desespero por sentir o desejo incontrolável de postar alguma coisa nas redes sociais, mas não est[a fazendo nada, não tem nada a dizer, e já postou "bom dia" algumas horas atrás... Nessas horas, nada melhor do que recorrer a uma frase filosófica.


Tem também aqueles que, mesmo tendo algo a dizer, preferem fazer isso usando uma frase de efeito que foi proferida por alguma personalidade. Tudo para dar aquele ar de intelectualidade, de sofisticação. Coisas como "penso, logo existo" ou outras frases célebres de grandes personalidades, proferidas por pessoas que mal sabem o que elas significam. Ou então aqueles que escrevem devaneios da própria vida, muitas vezes acompanhadas das imagens de correntes acima.

Novamente, são pessoas sedentas por atenção, que poderiam ter aproveitado uma boa chance para ficarem quietas mas precisam falar alguma coisa. Como não dá para simplesmente colocar uma melancia no pescoço, é necessário fazer uso duma frase de efeito.

Eu enquadro nesse grupo também aqueles idiotas que escrevem frases soltas, com a intenção de atrair os amigos que querem ignorá-los. Como quando alguém chega e escreve no seu status "muito chateado...", na esperança que logo seus amigos vão ficar preocupados e perguntar o porquê, para chamar a atenção e se fazer de vítima. Como aqueles outros que chegam e escrevem "luto": é algo macabro, quando vejo algo assim logo penso que morreu alguém da família daquela pessoa, ou mesmo um amigo. Só que aí você olha nos comentários de outras pessoas que escreveram, preocupadas, e o mané responde "ah, estou de luto pelo time rival que foi eliminado"...

Sério, gente assim tinha que levar uma tijolada na cara.


Pessoas que gostam de seus próprios posts

Isso é algo que eu nunca entendi, exemplo de ego inflado. O sujeito vai lá, escreve qualquer baboseira, como um "bom dia" ou frase filosófica de efeito. Aí ele deve olhar para as palavras que acabou de escrever, admirar a frase que copiou de algum lugar, e então vai lá é clica no sinal de positivo, dando um Like no que acabou de escrever. Isso pra mim é como dar um high-five em si mesmo.


Na boa, esse é um tipo de gente que tinha que levar uma surra, tinha que ser colocado numa gaiola em praça pública para que a gente tacasse comidas podres neles, além de ser castrado para que seus genes não sejam espalhados. Se esse tipo de pessoa faz isso, deve ser que existem oportunidades onde ela escreve algo tão ruim, tão ruim que nem ela consegue gostar. E aí pergunto: pra quê escrever então, pôrra? Ou então são pessoas que se acham tão solitárias, que os amigos não suportam e fazem tudo para ignorá-las por completo, que se elas não derem um Like no próprio post, ninguém mais o fará.

Vejo que a idéia de gostar de seu próprio status ou comentário é como dar um tapinha nas próprias costas ou cumprimentar a si mesmo, parece aquele episódio do Mr. Bean que ele escreve um cartão de aniversário para ele mesmo. Deprimente...



Casais exageradamente românticos

Essa é outra coisa que me enche o saco... Provavelmente existe aí um fator de certa inveja, por eu estar solteiro e ter que ficar aturando demonstrações públicas de amor exageradas que me lembram como é uma merda estar solteiro e só quebrando a cara... 


Mas chega a ser realmente muito chato como certos casais fazem questão de compartilhar toda essa atração com seus amigos. Penso que o relacionamento entre um homem e uma mulher é algo íntimo, e que diz respeito aos dois somente, não é da conta de ninguém. Tem todos os traços básicos, como a foto de perfil onde o cara está com a garota e vice-versa, em alguns casos tem gente que ainda coloca seu nome como "Fulano e Siclana". Que exagero, pombas! É quase como um atestado para todos ao redor de que ele e ela estão juntos, e que ninguém tente fazer nada para se engraçar com eles. Quase como se estivessem mijando ao redor de seu cônjuge, para marcar território.

Tem também as declarações públicas de amor, para que todo mundo veja. Pode ser algo simples, como coloca no status um "ti amu Wandiscley, bjssss", que deve ser prontamente respondida pelo namorado com um joinha ou um comentário do tipo "também ti amu, Ludivânia!", ou algo mais extenso como aqueles que escrevem um soneto dedicado à beleza dos lóbulos das orelhas de sua amada. Coisas que não interessam para os amigos, familiares e mesmo inimigos do casal meloso.


Soma-se a isso as mensagens de corrente e posts apaixonados, como fotos bonitas, frases apaixonadas e por aí vai. E para aqueles que passam pelo casamento, puta merda... Fotos incessantes de tudo que se pode imaginar, pra quê álbum de fotos, se podem criar um álbum no Facebook pra isso? Daqui a pouco vai ter gente que só falta colocar fotos da noite de núpcias...


Realmente, existem muitos tipos enjoados nas redes sociais, cada um mais insuportável que o outro. O pior é que não sei se essas pessoas são assim mesmo chatas e incômodas por natureza própria ou seria uma consequência do uso das redes sociais, que tornam as pessoas mais insuportáveis e necessitadas de chamar a atenção.

Ou as duas coisas...

Só sei que eu já estou começando a perder a paciência com muitas pessoas no mundo real, sendo obrigado a conviver com sujeitos extremamente estúpidos, arrogantes, chatos e incômodos em me dia a dia, a ponto de querer ficar longe deles. Do jeito que está, vou ficar assim também no mundo virtual.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Bolsa-calça

Veja só esse vídeo que vi outro dia...


Puxa, como estou com peninha dessa senhora. Não tá dando pra comprar uma calça de R$300,00 para a filha de dezesseis anos... 

Isso mostra como que é nosso povinho. Inventaram esse Bolsa Família pra dar uma ajuda para as pessoas mais necessitadas, mais uma daquelas políticas assistencialistas de nosso governo vermelho. Todo mês esse pessoal recebe dinheiro de graça, pago com os impostos que o trabalhador de verdade paga para o Governo. Uma grana que deveria ser usada para ajudar no orçamento do dia a dia, para ajudar a comprar comida e etc.

Mas o povão não quer saber disso... Quer saber de comprar calça de R$300,00...

Na boa, se uma família pode se dar ao luxo de comprar uma calça de trezentas pratas, não deve estar passando necessidade. Se pode gastar todo esse dinheiro em uma calça, é porque não está precisando da ajuda do governo pra comprar comida...

Pôrra, eu que trabalho, dou duro todo mês, jamais iria gastar trezentos reais numa calça! Eu digo que até teria condições de fazer isso, mas não faço por dois motivos: primeiro porque é um absurdo gastar tudo isso com uma calça, só pra dizer que é de grife; segundo, porque eu sei o valor de trezentos reais, e sei que isso é muito para uma calça.

O interessante é ver que a mulher ganha esse benefício há oito anos. Quase uma década e fica contando com esse auxílio, com essa ajuda do governo. E ainda reclama do valor, dizendo que é pouco. Mas, procurar um trabalho, fazer algum esforço para aumentar a renda da família, isso não parece ser tão importante, né? Pelo menos, menos importante do que uma calça de trezentos reais.


É um retrato de nosso povo. Eu sou totalmente contra esse tipo de política assistencialista porque o brasileiro é preguiçoso, é esperto, é malandro. Uma política dessas deveria ser uma coisa temporária, uma ajuda para apoiar famílias que passam necessidade, para que essas pessoas mais humildes não passem fome. Um dinheiro extra que possa ser usado para coisas realmente importantes, como um auxílio para que elas possam melhorar de vida.

Mas não... O povão vê o Bolsa Família como uma graninha extra, uma verba adicional para gastar com bobagens, com calças de trezentos reais, "ixmartifones" e cachaça. É essa mania de priorizar coisas supérfluas, de querer ter mais do que deveria. É aquela de comer sardinha e querer arrotar caviar. Pessoas bitoladas, facilmente influenciadas pelo consumismo exagerado, aquele tipo que passa fome mas anda de celular novo e roupa de marca.

Melhor é a Dilma inventar um Bolsa-Calça, pra que as meninas de dezesseis anos possam comprar calças de mais de trezentos reais...

terça-feira, 21 de maio de 2013

The book is on the table

Certamente você já deve ter visto na televisão alguns comerciais do site Open English, que oferece cursos online para quem quer aprender a falar inglês. Uma idéia até interessante, certamente que não deve estar agradando aos cursos mais tradicionais, mas que é um retrato do mundo de hoje, onde a comunicação online está cada vez mais presente. Apesar de que hoje em dia, acredito que as pessoas vão acabar aprendendo inglês ainda mais rapidamente, mexendo em seus iPhones e jogando video-game.

Interessante como esse site surgiu na Venezuela, país onde certamente o inglês não deve ser o idioma mais bem visto, devido a toda a palhaçada anti-americana promovida pelo Hugo Chávez, que agora está junto com Sadam e Bin Laden no raio que o parta. E não demorou até que o site viesse a ser divulgado nos demais países da América do Sul, incluindo o Brasil. 


Um ponto de destaque está nas propagandas que são veiculadas na TV, que apelam para aquele humorzinho típico das propagandas, onde temos sempre alguma situação cotidiana, como uma entrevista ou um passeio de carro, com o galã que cursou a Open English e fala inglês perfeitamente e o babaquinha de cabelo pixaim que sempre se enrola e tenta dar uma de esperto, e que só sabe falar mesmo "the book is on the table".

Inclusive algo que descobri é que as propagandas brasileiras são iguais às latino-americanas, só mudando os atores, com um carequinha posando de sabe-tudo (que é inclusive o fundador do site) e um paspalho que parece ter sido figurante no Chapolin.


Tudo bem que o comercial, embora tente ser engraçado, tem aquela postura meio estereotipada, que pode até mesmo ser interpretada como preconceituosa. Afinal de contas, passa aquela idéia de que o cara que faz parte do site é o sujeito boa pinta, moderno e fodão, e a pessoa que não usa o tal do Open English é um babaca, atrasado e que nunca vai ser alguém na vida. Claro que tem gente que exagera, e se sente ofendido com qualquer coisa... Inclusive houve até gente que se revoltou contra algumas propagandas, onde se passava uma idéia debochada do formato tradicional de sala de aula, com a professora gorda e que fala mal, em comparação à loirinha com pinta de modelo que dava aula pelo computador.

Mas a verdadeira razão que me trouxe a fazer essa postagem foi algo que eu percebi em um dos comerciais mais recentes, onde o bobalhão decide investir na carreira de cantor de hip-hop e cantar sobre o maldito livro em cima da mesa. Se você não consegue imaginar que razão é essa, veja o vídeo abaixo.

Uma dica: a razão está usando uma blusa roxa...





É, meu amigo... Que movimento é esse da loirinha! Vale até um GIF...


E é interessante o que um pouco de pesquisa desesperada pela Internet não resolva, a ponto de me permitir identificar o nome da gracinha de peitos saltitantes, o que me faz perceber como que parece que um dos meus talentos é descobrir a identidade de beldades que aparecem por 10 segundos em uma propaganda de televisão. Ela se chama Stephanie Pessanha, e inclusive faz parte daquele programa de bosta da Record que já citei aqui. É hora de admirar algumas fotos dela...

 

Bem jeitosinha, sorriso muito lindo e parece ter mesmo uma grande habilidade para dançar. Sensacional! Ainda mais com essa saúde toda...


Confesso... Sou deprimente...

sábado, 18 de maio de 2013

Cozinhando com a DC

Você talvez se lembre de uma postagem que eu fiz a respeito do livro de receitas dos super-heróis da Marvel, não lembra? Se você não lembra, ou se não faz idéia do que eu estou falando, ou mesmo se você não acredita que Stan Lee teria permitido idéia tão absurda assim, sugiro dar uma olhada nessa postagem. Só aviso que você nunca mais vai enxergar os seus heróis favoritos da mesma forma...

Sim, esse livro de receitas da Marvel é uma das coisas mais absurdas que se pode pensar. Começa que chamar tal obra de livro de receitas é uma piada, ao ver certos pratos que são simplesmente estúpidos, que ensinam de tudo menos cozinhar. Se você olhou a postagem, deve ter visto, por exemplo, o Lanche do Pantera (com Batatinhas), uma receita que se resume a dizer para os leitores que peguem pão de forma e que coloquem um recheio no meio, juntamente com abrir um saco de batatas fritas industrializadas. Ou a receita do arroz fofinho daquele chinês de araque, que sugere que você vá no mercado e compre um arroz instantâneo. Assim, até eu seria um mestre cuca!


Sem falar que muitas das receitas são verdadeiros atentados à saúde, tem algumas delas que são capazes de provocar três infartos simultâneos em qualquer pessoa normal. Como aquela sobremesa de bananas enroladas em açúcar e bacon. Ou outras que perdiam a noção total: a mais incrível delas, a tal sopa vegetariana do Thor, cujo primeiro ingrediente era carne moída.

Bom, aí você imagina que as pessoas iriam aprender a lição, de que se tem uma mistura que dá merda é livro de receitas com super-heróis. Aí me vem a DC, que até o momento estava quietinha, e alguns anos mais tarde lança essa atrocidade, para sujar com a reputação do Super-Homem, Batman, Mulher Maravilha e outros.


Um detalhe interessante é que a DC certamente quis tomar proveito da situação para competir com a Marvel, ao destacar que esse é um livro de receitas saudável, ao contrário do que os heróis de Stan Lee fizeram no outro livro, com um desprezo total pela saúde dos pequenos leitores, apresentando pratos que só desceriam bem se você fosse um super-herói, com um super-intestino.

Ao contrário do livro da Marvel, que eu consegui achar um zip com todas as páginas, para este da DC tive que contar com as imagens tiradas da Internet. É uma pena, pois sem dúvida esse livro de receitas deve ter um monte de babaquices que vale a pena ver para rir um pouco.

Em todo caso, esse livro se difere de sua contra-parte da Marvel por parecer ser mais sério mesmo. O Homem-Aranha e seus amigos apresentavam receitas que eram ridículas, no máximo cinco linhas que não explicavam muito bem o que deveria ser feito, muitas vezes indicando para os pimpolhos ir no mercado comprar algo pronto. E muitas delas não passavam de desenhos, dando a impressão de serem meras invenções de um bando de desenhistas famintos e sem muitos dotes culinários. Por sua vez, os heróis da DC parecem ser mais preocupados em passar o recado de forma correta, em realmente ensinar para as crianças como cozinhar, ao mostrar por exemplo os nomes dos utensílios que eles vão ter que pegar emprestados de sua mãe...


... ou explicando os termos típicos da cozinha.


E em diversas oportunidades do livro somos apresentados a fotos verdadeiras dos pratos, algumas vezes fotos misturadas com os desenhos, é verdade, mas mostra que pelo menos alguém tentou preparar essas receitas uma vez na vida, embora pela qualidade visual dos mesmos duvido que tenha sido um molequinho de menos de dez anos quem os tenha montado. Cada receita vem com uma lista de ingredientes e também os utensílios de cozinha que você vai precisar, uma boa ajuda. Sempre acompanhado de instruções ilustradas: você vê que, ao contrário do livro da Marvel onde a receita é mínima e imagina-se que uma criança vai preparar um bolo lendo quatro linhas de texto e uma cabeça voando do Capitão América, os criadores do livro da DC se deram ao trabalho de desenhar algo como histórias em quadrinhos que mostram como que o prato deve ser feito.


E ao contrário da Marvel, veja pela foto acima que a Liga da Justiça parece não ter nada contra as cascas do pão de forma.

Com base nisso, você pode imaginar que esse livro parece ser mais sério... Mas acredite... Só parece.

Eu não sei o que leva ao pessoal que escreve esses livros fazer uso de um humor besta, do tipo dos Super Amigos, com aquelas piadinhas sem graça que tentam ser engraçadinhas. E esse livro está cheio delas, no mesmo nível da Marvel, algumas delas que são até piores, como você verá no restante do post.

Por exemplo, já me começam com o Super-Homem chegando na festinha de aniversário da Liga da Justiça segurando um bolo do tamanho de um pneu de ônibus, enquanto que seus amigos fazem uma farra ali embaixo.



Detalhe para a travessa que o Flash está segurando, que parece um monte de cocôs em taças, a Mulher Maravilha toda excitada ao ver o filho de Krypton trazendo um bolo, o Átomo pegando um biscoito Maria quase do tamanho dele e o Robin saindo de fininho: ou ele pegou alguma coisa sem autorização, ou soltou um peido e quer fugir da culpa.

Sem falar que graficamente certas coisas não ficam muito legais. Na postagem da Marvel você deve se lembrar de um lanchinho que era um pedaço de aipo coberto de manteiga de amendoim. Se não se lembra, ainda poupo o seu ckick, reproduzindo aqui novamente a figura a qual me refiro.


Sim, parece mais um cagalhão em cima do aipo. Por mais que manteiga de amendoim seja algo delicioso, graficamente não fica legal numa revista em quadrinhos, sempre que for desenhado será na verdade uma massa marrom que lembra um monte de bosta. Mas a DC conseguiu piorar...


É isso mesmo que você está vendo, parece mais um monstro de merda que deixa pegadas de biscoitos de pasta de amendoim pelo caminho.

Comediante também é o Arqueiro Verde, querendo apresentar o seu mix de frutas. Em vez de simplesmente usar uma faca, ele precisa usar o seu arco e flecha para partir as frutas em pedaços. Tudo bem, cada um usa a ferramenta que tem mais afinidade. Mas precisava pegar cinco crianças e pedir para que elas equilibrassem as frutas em suas cabeças?


Interessante como os heróis conseguiram arrumar uma maçã mutante, quase do tamanho da cabeça do moleque, que se curva como se estivesse sendo sodomizado por um consolo. Depois temos a menina, que sendo a mais frágil e delicada do grupo ficou incumbida de equilibrar uma fruta pequena como um abacaxi, que fica apoiado só na pontinha. Em seguida temos o nerd gordo puxa-saco do Super-Homem, que foi sacaneado pelos seus amigos e teve que segurar a banana, e que está praticamente sendo enrrabado pelo neguinho logo atrás, com um senso de moda sofrível ao usar uma camisa roxa e calça amarela. E no fim da fila, está o Príncipe Adam, equilibrando o que parece ser um ovo de avestruz.

"Puxa, eu queria ficar segurando a banana!"

Sim, Príncipe Adam... Nós sabemos... Continuando.

Aliás, eu imagino que o livro deve ter sido escrito por adolescentes pervertidos, que adoram piadas de conotação sexual e que se mijam de rir com qualquer coisa que mesmo discretamente possa ser entendido como sacanagem. Tipo aquele sujeito que vê alguém comendo uma salsicha ou qualquer outro alimento roliço e pensa que na verdade é um pinto, que dão risadinhas sacanas quando o professor de biologia começa a falar do sistema reprodutivo, que ficam todos corados quando alguém fala no número 69 e que ficam excitados quando vêem uma atriz com os peitos de fora na TV...


Isso explica a quantidade de piadinhas sobre bananas no livro, como o míssil de banana, que é prontamente laçado pela Mulher Maravilha.


Sim, é isso mesmo... Uma banana gigante e escamosa voando e a amazona, de pé na asa de seu caça invisível desgovernado, usa seu laço mágico para pegá-la... Que tipo de pessoa você acha que teria uma idéia dessas?


O pior é que tem uma outra piadinha infame sobre bananas, mas essa eu vou deixar pro final... Vamos seguindo em frente.

Na obra temos espaço também para receitas que tentam ser originais e bacanas, visualmente atraentes para os olhos das crianças. Você sabe, aquelas comidas todas estilosas, como pratos de restaurantes sofisticados, que ficam com toda aquela frescura para terem um visual que agrade aos olhos, mas que será desmontado segundos depois pelo consumidor faminto. No livro temos algumas receitas desse tipo, que sem dúvida estavam entre as favoritas da criançada, como os monstros de pão com manteiga de amendoim que o Lanterna Verde enfrenta.


Começo a suspeitar que o Lanterna Verde não gosta muito de manteiga de amendoim, ou teve um trauma de infância muito grande com a guloseima altamente calórica...E sim, ele usa seu anel para criar uma mandíbula e assim transformar os monstros de manteiga de amendoim em pedaços. Ou seja, Hal Jordan mandou um foda-se contra o código de conduta dos mocinhos e vai esquartejar os monstros que o ameaçam.

Mas o melhor de todos é o sanduíche disfarçado do Super-Homem. Por fora, parece ser um sanduba saudável, só com pão e alface, com direito a dois picles no topo. Sim, a idéia é parecer com o Clark Kent...


... mas que você abre, e por dentro tem um mega hamburger de carne, brilhando de gordura, com uma fatia de queijo bem gorduroso com o emblema do Super-Homem feito com uma porção generosa de catchup!


Faço um comentário a respeito desse sanduíche. Da próxima vez que você for comer um sanduíche, qualquer que seja, faça algo parecido, coloque uma fatia de queijo e desenhe alguma coisa com catchup. Não precisa ser o símbolo do Homem de Aço, pode ser uma linha reta, um quadrado, um círculo, o que você quiser.


Sim, pode sim, seus pivetes tarados!

Pois bem, depois disso feche o sanduíche, e logo em seguida o abra. Pode apostar que qualquer que seja o desenho que você tenha feito, você verá só um borrão vermelho de catchup, provavelmente misturado com a manteiga ou maionese que você tenha colocado no seu lanche. Com isso, fico me perguntando quem seria o idiota que iria perder tempo em ficar desenhando o S do Super-Homem. Não adianta, essa de fazer comida bonitinha nunca funciona...


Agora, gostei da idéia dos óculos de picles. Sério, assim fica muito mais fácil para tirar essa merda do sanduíche. Sem brincadeira, não tem coisa mais nojenta do que picles num sanduíche, quem teve essa idéia deveria levar uma surra de mangueira.

Aparentemente adivinhando que um garoto típico não tem muito interesse por picles e outros vegetais e legumes, como abobrinhas, couves e brócolis, os heróis da DC buscam também soluções criativas para incentivar a garotada a comer tais coisas deliciosas. Sim, lembre-se de que esse é um livro de receitas saudáveis, aqui não tem espaço para as guloseimas gordurosas que o pessoal da Marvel gosta, como o Banana in Blankets, aquela sobremesa "light" de bananas mergulhadas em açúcar e enroladas com bacon...


Fala sério, pôrra! Onde está a graça?

Enfim, se nós pegarmos então a idéia de fazer pratos criativos e vistosos e juntar com o interesse dos heróis da DC em convencer os seus fãs a comerem vegetais e legumes, temos então a sensacional idéia dos Robôs Vegetais!


Na boa, isso tá parecendo mais os Transformers. Sem falar que alguns deles são simplesmente aterrorizantes, como a criatura de brócolis com olhos de azeitona. Agora é que eu não vou nem chegar perto de um brócolis.

Melhor é a idéia do Comissário Gordo, quer dizer, Comissário Gordon. Sim, você está vendo mesmo o chefe de polícia de Gotham City falando com um pimentão, uma couve e um pepino, dizendo que a missão deles é se esconderem nos pratos das vítimas (vítimas essas, pessoas que jamais os comeram), disfarçados no meio das outras comidas. Disfarce esse que, pela imagem atrás dele, parece ser mesmo ir vestidos à milanesa, algo sem dúvida muito saudável... Quando eles forem descobertos, será tarde demais, e as pessoas passarão a apreciar a sua gostosura. Ou seja, uma missão kamikaze para os pobres vegetais rejeitados pela garotada.


É, acho que chegou a hora de aposentarem o Comissário Gordon, antes que ele comece a conversar com donuts ou discutir com seu café...

Fala sério, essa é uma tática velha, acredito que todas as mães fazem isso, escondendo essas coisas no meio de outras comidas, para convencer os seus filhos a comerem de forma mais saudável. Na boa, brócolis e couve pra mim não tem nada de agradável, são apenas agentes que potencializam o odor dos peidos de forma absurda! E acho que agir dessa forma é um mau exemplo, ensina para a criança que enganar e ludibriar os outros é certo. Não adianta, certas comidas só serão apreciadas anos mais tarde, quando a criança se tornar adulta e consciente de seus benefícios.


Mesmo que esses benefícios, no caso do brócolis, sejam mais direcionados para tornar seus peidos ainda mais fedidos.


Acho mais correto ensinar o que esses alimentos têm de bom, dizer que eles são bons pra saúde, nada a ver adotar essa prática dissimulada de esconder um brócolis no meio do purê de batata. Eu penso que é mais legal, mais saudável, usar até mesmo um incentivo como o Popeye com o seu espinafre.


Sim, você sabia que graças ao Popeye muitas crianças aprendem a gostar e comer espinafre? Tudo isso na expectativa de terem bíceps deformados de tão musculosos para encher de porrada os moleques barbudos que ficam mexendo com as meninas magricelas da escola...

Já estou me desviando do assunto, o Popeye não faz parte da Liga da Justiça.

Fato é que os autores do livro realmente tiveram uma preocupação em serem "politicamente corretos". Ou seria "nutricionalmente corretos"? São várias páginas dedicadas não somente aos cuidados na cozinha e a como manusear facas, fogões e outros instrumentos que jamais deveriam ser colocados na mão de uma criança, mas em também atentar para certas questões de caráter saudável. Confesso que tem realmente algumas dicas que são importantes, como quando o pequenino Átomo, em cima de um carrinho de compras, estuda detalhadamente o rótulo de um suco de maçã em lata, para ver se é mesmo suco ou outra dessas bebidas falsificadas, como Tang. Corre o único risco é de se cortar na lata e pegar tétano...


É algo até certamente louvável. Eu mesmo faço isso quando vou no supermercado. Depois de abolir os refrigerantes da minha dieta, comecei a deixar de lado as bebidas que dizem ser suco, e na verdade são apenas misturas de água, açúcar e produtos químicos. Por exemplo, num suco de uva você vai encontrar aromatizante artificial sabor uva e corante roxo. Hoje quando quero tomar suco de uva, prefiro recorrer a um desses daqui.


Olhando no rótulo, você pode ver que esse suco de uva, ao contrário de outras bebidas, tem apenas um ingrediente: suco de uva. É tão puro, que se tomar muito fica-se de porre!

Bom, estou me desviando novamente do assunto. E o pior, pra fazer propaganda 0800. Vamos voltando...

Mas nós sabemos muito bem que os heróis iriam estragar tudo de alguma forma. E isso se dá por meio desse textozinho abaixo...


Pára tudo! Como assim? Pra começo de conversa, eu não faço a menor idéia do que seja carob. Vamos olhar no dicionário, ou na Wikipedia.


É isso mesmo? Esses putos vão me sugerir para usarmos as sementes de uma planta doida, cujo nome em português é Alfarrobeira, da qual nunca ouvi falar, para substituir o chocolate? Vá pra puta que pariu! Com certeza deve ser a mesma coisa, esses super-heróis da Liga da Justiça ficam agora com essas viadagens de naturebas... Sem falar que uma semente dessas deve custar quarenta vezes mais do que chocolate.

Sem falar que algumas das receitas voltam a ser meio sem-noção, agora em termos de destruição do próprio livro. Sempre achei um crime livros e revistas que tinham aquelas coisas para serem recortadas, algo que só estava ali para fuder de vez com a publicação. Para uma raridade dessas, algo sem dúvida inaceitável...


Sim, depois de ensinar como fazer um sucrilhos saudável, é só seguir as instruções para recortar o livro e colar em uma jarra. Detalhe no rótulo, que é um sucrilhos sem lixo!

E seguindo nessa linha, podemos ver outra receita sensacional de tão absurda, um verdadeiro cúmulo da preguiça e da malandragem, estrelado pela heroína que anda por aí semi-nua Mulher Maravilha, que ainda faz a sua propaganda da tal Paradise Pop.


Sim, se você ampliar a imagem vai ver que ela tema a receita de um refrigerante saudável, que basicamente consiste em misturar água com gás e suco de frutas! Que furada, enganação pior do que essa só o H2OH!

Faço ainda mais um comentário: que cara tosca é essa, Mulher Maravilha? Sério, eu sei que as pessoas nunca tem rostos perfeitamente simétricos, mas aí exageraram. Os olhos estão muito diferentes, como se metade da cara dela estivesse paralisada, sei lá. Serão efeitos colaterais de tomar Paradise Pop? Me lembrou de alguém...


Como saideira, temos uma receita de torradas francesas com banana invisível, apresentada pelo Robin.


Confesso que tem até uma aparência apetitosa, deve ser algo legal para comer no café da manhã. Mas sem dúvida é curioso como inventaram esse nome de torrada com banana "invisível", parece ser mais uma daquelas piadinhas sem graça. Algo tão intrigante na receita que o próprio Homem Morcego decidiu dar uma averiguada usando uma Bat-Lupa, para ver se tem banana mesmo nessa torrada...


Pelas barbas do profeta! Com assim? Segundo o comentário do Menino Prodígio, o segredo é colocar a banana no Batman!!!


Bem que eu suspeitava que rolava uma pederastia lá na Bat-Caverna...

Aí fica difícil levar o livro a sério. Chega por hoje, preciso é arrumar esse livro completo em PDF ou os scans, imagina só a quantidade de outras piadas fálicas com bananas que deve ter nessa merda.