domingo, 31 de março de 2013

Páscoa rubro-negra

Nesse domingo de Páscoa, a torcida do Framengo ganhou um presentão, especialmente oferecido pelo poderosíssimo time do Audax Rio, uma equipe de grande expressão no futebol nacional... O presente foram dois ovos... quer dizer, dois gols. Um logo no início e outro no final do jogo, que praticamente selaram a eliminação do menguinho da Taça Rio.


É uma pena... Esperava tanto ver meu Fogão dar mais um sacode nessa mulambada! Mas estamos vendo que nem se classificar para a semifinal os urubus vão conseguir.

Chora mulambada!


Entrando em forma com a Marvel

Eu já havia feito uma postagem sobre o livro de receitas da Marvel, que certamente deve ter deixado muitos fãs extremamente desapontados em ver os seus heróis se sujeitando a algo tão ridículo como ensinar receitas cretinas para a criançada. Sério, eu estou rindo até agora com aquele livro, jamais poderia imaginar que alguém seria capaz de inventar coisa tão estúpida e absurda...

Até descobrir a existência do livro de exercícios e boa forma da Marvel...


Não faço idéia se esse livro veio antes ou depois do de receitas. Mas eu chutaria que essa publicação veio depois. Apesar de achar difícil que Stan Lee aprovaria pela segunda vez uma idéia tão absurda, imagino que no fundo a Marvel deve ter se sentido mal em incentivar a garotada a adotar uma dieta nada saudável no livro anterior. Você se lembra do "Bananas in Blankets", com pedaços de banana envoltos em açúcar e bacon? Pois é, não é de se surpreender que depois de alguns desses as crianças precisariam de exercícios. Pelo menos aquelas que tivessem sobrevivido a um infarto.

Da mesma forma que fiz com o livro de receitas, vamos passar pelos capítulos, e ver o quanto absurdo eles são, se pelo menos agora eles ensinam alguma coisa de útil. Recomendo clicar nas imagens, para ver em tamanho maior, pois os textos são hilários.

Uma coisa que não muda é o humor "Super-Amigos"... Em diversas páginas existem aquelas piadinhas toscas, típicas dos desenhos animados da época. Sério, pode até funcionar para as crianças, mas sem dúvida é algo que acaba com a reputação de super-heróis acostumados a lidar com os bandidos. Deve ser por isso que não convidaram o Wolverine para estampar as páginas do livro.


E de fato, mesmo a escolha dos personagens que vão apresentar cada capítulo muitas vezes segue alguma piadinha. Por exemplo, o primeiro capítulo é sobre o aquecimento, etapa fundamental antes de qualquer exercício, eles chamam o Tocha Humana para ensinar os exercícios.

"Entendeu? Aquecimento? Tocha Humana? Waka waka waka!"

Tudo bem, o aquecimento é importante sim. Posso não ser um atleta, mas pelo menos é legal ver que parece haver um certo bom senso por aqui, para que a garotada não parta logo para exercícios pesados sem estar com o corpo devidamente preparado, evitando lesões. Talvez a Marvel tenha arrumado um pouco de vergonha na cara e contratou a ajuda de um profissional.


Só faltou contratar um comediante profissional... Essa piadinha de furar o chão foi dose...

Bom, próximo capítulo é sobre alongamento. E se chamaram o Tocha Humana para o capítulo de aquecimento, para esse a escolha óbvia foi o Sr. Fantástico. Etapa importante também, mas nunca vi a necessidade de se esticar a mão para o alto que nem uma bicha ao fazer uma dobra de pernas!


E para comprovar que não estou questionando a hombridade de Reed Richards à toa, é só ver o nome do exercício abaixo...


Algo como se pendurar em uma vara prestigiosa... E na sequência dizem que se você não achar uma vara prestigiosa, pode ser uma vara plebéia... Puta merda, piadinha ridícula, o livro começou até com um certo conceito, mas estou vendo que daqui em diante deve ser ladeira abaixo.

O próximo é o Surfista Prateado, que sempre pra mim foi um clone do Homem de Gelo dos X-Men, a não ser por sua prancha de surf espacial. Ele vem para falar de exercícios de equilíbrio. Embora logo na abertura do capítulo me parece que ele vai ensinar como bancar uma odalisca...


Melhor pular para o próximo...

E quem vem agora é o favorito da garotada, o Homem-Aranha. Ele vem trazendo exercícios de agilidade, embora acho que jogaram para ele aquilo que não se encaixava em nenhum capítulo e disseram que é de agilidade. Com direito a sacanear o Super-Homem! E também a novamente ter que presenciar uma daquelas cabeças sem corpo flutuantes.


É outro que sai do livro com sua reputação com as mulheres ameaçada... Pombas, Peter Parker! Você arruma um exercício meio gay no qual parece que você está se preparando para ser enrrabado, e ainda o nomeia como "The Little Miss Muffet"? 


A lição seguinte é focada em esportes, trazendo Namor para falar de natação e o Motoqueiro Fantasma para falar de exercícios de bicicleta. Embora nenhum dos exercícios cite uma piscina...


... ou uma bicicleta. Sem falar que esse Motoqueiro Fantasma parece que cagou nas calças.


Depois vem o Hulk, para falar como ficar forte. Era esperado mesmo que o verdão viesse a erguer pesos, mas ele poderia ter sido desenhado sem a cara de um vagabundo bêbado molestador de crianças, não acha?


Vamos seguindo, pois ainda tem vários heróis para pagar mico nas páginas do livro. E o próximo da fila é o Thor, o metrosexual com capacete de asinhas. Você deve se lembrar da postagem do livro de receitas que ele era o mais fanfarrão de todos, com a sua sopa vegetariana com carne, então não é surpresa ver que em vez de ensinar algum exercício útil ele fica pulando corda que nem uma menininha do primário.


Aí me aparece no próximo capítulo um negão, conhecido como Power Man (nome original...). Puta merda, quem é esse cretino? Outro herói coadjuvante do qual nunca ouvimos falar? E ele vem para falar de exercícios de força, desbancando até mesmo o Hulk. Sem brincadeira, os caras ainda acabam com a reputação do verdão, dizendo que ele é mais fraco que um negão que ninguém conhece...


Bom, deixando o Power Man de lado, o próximo capítulo é da Mulher Invisível. E talvez ela traga o capítulo mais inútil de todo livro. Com todo respeito, mas imagino que o público-alvo da Marvel seja de garotos, concorda comigo? Então, colocar uma parte do livro com a Mulher-Invisível e seus exercícios de emagrecimento, juntamente com uma tabela de calorias (que não inclui coisas como o Banana in Blankets e o milk-shake de amendoim do outro livro), certamente não deve ser uma boa idéia...


... tá, já entendi... A molecada não vai se interessar pelos exercícios, mas apenas em ver Sue Storm em poses interessantes.

Para fechar com a participação do Quarteto Fantástico, faltava só o Coisa, que vem também com o objetivo de ajudar a turma a emagrecer e tonificar os seus músculos, para remover os pneuzinhos indesejáveis (ou, no caso de você ser que nem o Coisa, os pedregulhozinhos indesejáveis).


Agora, me explique como sentar dessa forma e ficar balançando até se sentir enjoado vai ajudar nisso? E por que diabos tem outra cabeça voando?

Mais um capítulo que certamente será solenemente ignorado pelos garotos... Pôrra, que diabos eles estavam pensando em uma seção sobre beleza? Meninos em idade escolar não querem saber de ficar bonitos, querem é jogar bola, brigar e comer meleca. Tudo bem que hoje os garotos estão se tornando bichinhas afeminadas, como Justin Biebers, Luans Santanas e as moçoilas do One Direction, mas o livro é de antes disso.


E quem diabos é Medusa? E como que um exercício de puxar os cabelos ajuda na beleza capilar? Caraca, muito sem noção esse livro, já não estou me aguentando...

E, acreditem... fica pior. Inventaram um capítulo de lições de relaxamento, estrelado por ninguém mais do que J.J. Jameson. Sim, o chefe do Peter Parker. É como chamar o Stallone para dar uma aula de atuação ou o Lula para ensinar o que é ser honesto.


Pausa para entender esse exercício.

...

...

...

Não entendi do que se trata. Você entendeu?

E para finalizar, vem os exercícios para fazer em duplas. Vocês devem estar sentindo falta do Capitão América, que ainda não apareceu no livro, não é? Assim como o Homem-de-Ferro, mas sabemos que Tony Stark é um grande filho da puta, que sabe que tem uma coisa que a mulherada curte mais que boa forma é dinheiro e poder. Então, pra que perder tempo pagando esse mico num livro de exercícios?


Então, restou ao Capitão América fazer dupla com outro super-herói de araque desconhecido, o tal do Falcon, que nada mais é que outro negão genérico, igualzinho ao Power Man. E os dois ainda me vem e ficam de bichice...


Sinceramente, esse livro é até menos cretino do que o outro de receitas, mas ainda dá muitas pisadas de bola com esses exemplos de exercícios doidos.

quarta-feira, 27 de março de 2013

O comentário da Mayara

Não acredito que estou fazendo um posto a respeito disso, mas confesso que fiquei um pouco encucado nos últimos dias. Tenho a consciência que esse blog aqui é menos visitado do que churrascaria em uma vizinhança de vegetarianos, mas eu fiquei bem surpreso quando outro dia vi que haviam comentários a serem moderados, em uma postagem relativamente antiga...

Tratava-se de uma postagem onde eu falava de uma garota linda, simpática, sensacional e botafoguense, conhecida por disputar várias vezes votações de musa de time de futebol (sendo sempre injustamente derrotada) chamada Mayara Valentim. Uma mineirinha encantadora, com seus tenros vinte e poucos aninhos, que cativou o coração deste pobre texugo. 


Gata, né?

Agora, imagina a  minha surpresa ao chegar um belo dia, ver que tem comentários novos a serem moderados, e me deparo com isso daqui:

"meu amor,eu nao tinha visto o seu post quando vc postou!antes tarde do que nunca ne???vim aqui agradecer do fundo do meu coraçao todo carinho que vc me passou!!!quero muito conhecer voce!meu facebook e mayara valentim,e por favor,me add para mantermos contato!beijos da may"

Cara...


E agora meu amigo? Ela acabou colocando um comentário similar também neste post daqui, onde eu zoava o Flamerda. E me deixou pensando muito a respeito disso...

Claro, a minha primeira impressão é que não passa de algo que um filho de uma puta dum trollador colocou. A internet está cheia de gente desocupada, cujos únicos objetivos e escrever "First" em comentários e sacanear sites alheios, e não duvidaria que deve ter sido algum babaca (provavelmente flamenguista) que viu a postagem que fiz sobre a Mayara e quis zoar comigo.


Provavelmente deve ter sido isso... Melhor eu parar por aqui e deixar de lado esse post desnecessário. Pra quê perder tempo com um babaquara que quis me sacanear se passando pela verdadeira Mayara?

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Bem... E se for de verdade? E se foi mesmo a botafoguense mais linda de todos os tempos que durante uma surfada na internet achou meu blog, ficou feliz com minha postagem e escreveu aquele comentário?


Caramba, se for mesmo verdade? Estaria este solitário texugo à vontade de divulgar a sua identidade secreta para entrar em contato via rede social com uma gata sensacional torcedora do meu time de coração?

Vou fazer então o seguinte, vamos ver se é pra valer. Vamos ver se é você mesmo, Mayara, quem mandou aquele recadinho pra mim. Peço só que você não fique chateada pela minha dúvida, mas acho que você entende que na internet tá cheio de sacanas, e que não seria difícil um mulambo vir aqui me zoar...

Eu já sei qual a página de Facebook da Mayara: nada muito difícil de achar, convenhamos, afinal de contas personalidades no Facebook são facilmente encontradas. Se é você mesmo quem escreveu aqui, Mayara, e você está mesmo a fim de me conhecer, então tire uma foto sua segurando uma placa ou cartaz, dizendo algo como "quero conhecer o texugo", que aí na mesma hora eu te adiciono e a gente se conhece! Que tal?

A probabilidade é que eu devo ter feita uma das postagens mais esdrúxulas de toda a minha história, e vou pagar um mico maior do que o King Kong aqui...

... mas se for verdade, mando meu chefe pastar e saio correndo que nem um alucinado pra Juiz de Fora, pra conhecer a lindíssima Mayara...


segunda-feira, 25 de março de 2013

Bizarrices no laboratório

Tive outro dia que fazer alguns exames, pedidos pelo meu médico. Aqueles exames mais comuns, nada muito grave, como o exame de sangue e dessa vez, infelizmente, tive que fazer também o exame de urina. Infelizmente pois é toda uma trabalheira para coletar a urina logo de manhã, como já comentei algum tempo atrás nesse post aqui. Pelo menos, não precisei fazer exame de fezes, o mais desagradável de todos, já tem um bom tempo que não preciso coletar as minhas necessidades para um médico examinar.

Aliás, parei para pensar agora numa coisa: você consegue imaginar profissão pior do que trabalhar em um laboratório médico? Tendo que passar o dia abrindo potes plásticos contendo mijo ou bosta, e ter que ficar olhando no microscópio? Me faz avaliar o meu emprego, e ver que não é tão ruim assim...


Caraca, acho que nunca vi uma estátua tão sem noção! O médico ali segurando uma lata enquanto o molequinho tá cagando! Continuemos...

Enfim, eu já havia comentado no post mencionado toda a trabalheira que dá se preparar para esses exames enjoados (faz parte da técnica "vale a pena ver de novo", para trazer de volta alguns posts da época que o blog tinha 3 visitas mensais). Mas o que me levou a falar novamente sobre esse tema foi testemunhar o tipo de pessoas que a gente precisa aturar quando vamos fazer um exame desses. Sinceramente, acho que eu estou ficando cada vez mais anti-social, sem a menor vontade de conviver com gente bizarra, continuando assim eu vou acabar me mandando pro nada e me esconder em uma caverna...

Por exemplo, um tipo muito comum nesses laboratórios são aquelas pessoas que não tem nenhuma vergonha de sair por aí mostrando as suas necessidades. Como eu comentei na outra postagem, nessas horas o mais indicado é pegar um saco plástico que não seja transparente para transportar o pote com o material, é mais discreto. Qualquer um serve, de preferência um de farmácia ou de mercado. E se você está com dificuldades de arrumar um saco plástico desses, devido a toda essa nova onda de consciência ambiental que está tirando de circulação as sacolas plásticas (uma babaquice, pois de nada adianta reduzir a produção de sacolas plásticas se a sociedade polui o meio ambiente de 2864 outras maneiras), serve até uma daquelas sacolas de papelão, tipo de lojas de roupa. Afinal de contas, não é muito agradável sair por aí, carregando um pote com urina ou fezes, é o mínimo de consideração que podemos ter pelos demais transeuntes, poupando-os de ver aquilo que você normalmente faz no vaso de seu banheiro.


Mas, nesse dia eu tive o desprazer de presenciar um sujeito que aparentemente não via problema nisso. Era um velho (laboratório tá cheio de gente velha), que estava na minha frente na fila, segurando um pote com sua amostra de urina. Sim, totalmente exposto! Estava lá, aquele potinho plástico cheio até a boca com aquela mijada amarela, repousando no balcão, enquanto o velho assinava a papelada. Fala sério! Ainda bem pelo menos que não era um exame de fezes...

Outro tipo comum é o idiota que não segue as regras do preparo. Sabe como é, certos exames exigem que você, por exemplo, fique de jejum por 8 ou 12 horas. Uma vez já vi um metido a gostosão, que quando indagado pela funcionária se ele tinha feito jejum, ele disse que tinha ficado sem comer sim... Mas que tinha bebido cerveja. E ficou todo puto, pois a mulher não deixou ele fazer o exame, dizendo que ele tinha que estar sóbrio... Deve ser muita vontade de levar uma picada...

Aliás, você sabia que para o exame de sangue não basta apenas estar de jejum? Quando fui preencher a ficha, a enfermeira perguntou primeiro se eu tinha ficado de jejum por 12 horas, e depois da minha resposta afirmativa, mandou essa:


"Você está com total abstinência de sexo nas últimas 48 horas?"

Sério, naquela hora, pensei: quem dera que fossem apenas 48 horas de abstinência...


Passado o momento Forever Alone, outro tipo de pessoa que vemos é a senhora de idade que fala pelos cotovelos. Nunca falha, você pode ter certeza de que você vai encontrar um desses espécimes em salas de espera de laboratórios e médicos. Sabe, até posso entender que pode ser uma pessoa solitária querendo conversar, é aceitável... Mas certamente poderia ser outro assunto diferente de coisas como que cirurgias ela fez, do que morreu suas amigas e parentes ou sobre os médicos com quem ela se consultou na última semana. Pior quando então tem duas dessas numa mesma sala... Sério, nessas horas, quando estamos aguardando médico ou para fazer um exame, a pior coisa é ficar escutando essas coisas negativas de doenças e outros assuntos médicos. Que falasse de novela, cacete, é menos deprimente... Sorte que aonde quer que eu vá, levo um MP3 para me isolar do mundo.

Ah, outro tipo que me diverte são os apressadinhos e estressados com fila... É muito comum que quando a gente vá em um laboratório ou clínica para fazer um exame, existem diferentes salas, para diferentes exames. Com isso, pode ser que alguém que chegou depois de você seja atendido antes, por estar fazendo um exame diferente que o seu. Algo perfeitamente compreensível para o ser humano comum, mas não para aqueles babacas apressados, que querem sempre levar vantagem.

Uma vez eu fui o pivô de uma situação dessas, quando eu cheguei na sala de espera e após poucos minutos fui chamado para fazer o exame, e tinha um desses cocô-boys (que devia ser aprendiz de advogado de Ipanema) que se levantou, dizendo que era absurdo eu estar furando na frente dele. Veio ainda reclamar comigo, deixei ele ali bostejando... Esse tipo de gentinha eu gosto é de ficar longe.

E pra fechar, um dos tipos mais bizarros e engraçados são os esfomeados! Como ao fazer o exame de sangue a pessoa fica de jejum, é muito comum que os laboratórios tenham um lugar onde se dá alguma coisa para comer. Normalmente com um café ou chocolate quente, e até uns biscoitos e bolos, para que as pessoas possam forrar o estômago depois de ficar meio dia sem comer nada... Mas é só pra dar aquela enganada na fome, e mesmo assim tem umas pessoas totalmente sem noção, que acham que podem fazer ali o seu café da manhã! Já vi de tudo, desde gente que pedia uma montanha de biscoitos até aqueles que reclamavam que o café da manhã era muito mixuruca!


Ainda bem que não é sempre que eu faço exames... Difícil aturar essa "fauna" peculiar que habita os laboratórios...

sábado, 23 de março de 2013

Vagão Novo do Metrô


Eu sei, esses vagões novos do Metrô Rio já estão em operação há um bom tempo, e falar sobre eles agora seria como fazer só hoje uma postagem falando daquela eliminação homérica do Menguinho na Libertadores, quando nos 47 do segundo tempo o Emelec virou e eliminou os mulambos. Aliás, como sempre é bom rir do Flamengo, quem quiser pode vir aqui para divertir um pouco.

Enfim, os vagões novos do metrô estão operando, já tem vários desses trens chineses andando pelos trilhos da Linha 2. Tudo bem que eles têm um visual mais moderno, um ar condicionado mais possante, e é bem legal aquele mostrador das estações que tem em cima das portas. Mas, no fundo, no fundo... Eu não suporto muito esses novos trens.

Podem achar que eu estou sendo chato, de que é implicância de minha parte, que só reclamo de tudo. Mas realmente tem algumas coisas nesses trens novos que me enchem o saco, e juro que isso não é influenciado pela crescente raiva que eu nutro pelo Metrô Rio, ainda mais depois de terem fechado algumas estações para a mal-planejada criação da Linha 4, como eu mencionei nesta postagem. Aliás, é interessante como que pularam a Linha 3... Ou simplesmente desistiram dela.


Bom, a primeira coisa que eu odeio nesses novos vagões é o fato de que todos os bancos são de lado. Tudo bem, eu até entendo que essa disposição é mais interessante para que haja um melhor fluxo de pessoas, além de ampliar um pouco mais a capacidade do vagão. Mas esses bancos de lado são uma merda, todas as vezes que eu peguei esse trem novo eu ia em pé, mesmo havendo lugares vazios.

Sabe por quê? Porque sentando num desses bancos, você fica virado para o corredor, onde provavelmente alguém vai ficar plantado na sua frente, principalmente se o vagão estiver cheio. Então, você já viu... Terá que aguentar um saco bem na altura da sua cara, ou vai ter que ficar de frente para uma bunda.


Claro que não uma bunda como essa... Será certamente a bunda de um outro cara, ou aquela buzanfa e suada de uma empregada doméstica acima do peso bem na suas fuças. Melhor ficar de pé mesmo, obrigado.

Acontece que ficar de pé traz outra coisa insuportável: os pegadores. Essas argolas têm a intenção de ajudar as pessoas de menor estatura a conseguirem se segurar, sem precisar ficar na ponta dos pés para agarrar as barras de apoio penduradas no teto. Mas acontece que essas argolas são fixas, não é como vemos em alguns ônibus onde elas correm pelas barras, podendo ser assim tiradas do caminho. Várias vezes eu fui despercebido e dei uma cabeçada numa pôrra dessas.

Tem uma outra coisa que é bem complicada, e já escutei várias pessoas reclamando, que é o volume dos alto-falantes internos do trem. É um esporro de doer os ouvidos, principalmente a buzina quando as portas estão fechando, mesmo com fone de ouvido não tem como não escutar. Não tem necessidade, eu sei que tem muita gente distraída que não percebe que chegou na estação ou que entra no vagão da Linha 2 sentido Pavuna quando queria pegar o Linha 1 para Saens Peña (impressionante como tem gente burra que é incapaz de olhar a pôrra do letreiro em cima da porta), mas não precisava explodir os tímpanos dos passageiros.  


Mas a coisa que mais me emputece é o fato de que os vagões são conectados... Eu sei que isso ajuda as pessoas a se deslocarem para vagões mais vazios, mas mesmo assim...

Você deve se lembrar de um post que fiz algum tempo atrás, falando dos malditos passageiros que cismam em se espremer pelo meio do caminho, indo de uma ponta até a outra do vagão para ficar mais perto de uma determinada porta, economizando assim um imenso tempo precioso de menos de 10 segundos. Um tipo de gente que acho insuportável, me revolta ver como as pessoas são tão exageradamente apressadas sem a menor necessidade, como se economizar alguns poucos segundos fosse fazer a diferença.

Bom, acontece que agora com os vagões interconectados, esses apressadinhos podem agora soltar orgasmos de alegria pois podem se deslocar de uma ponta até a outra do vagão. Pra quê perder alguns segundos andando na plataforma antes de embarcar ou depois de desembarcar, se agora eles podem atravessar todo o trem? Claro, abrindo caminho pelas pessoas que estão na frente, não importando se está cheio.

Mas o pior de tudo no Metrô Rio independe de ser nos trens novos ou antigos. O pior mesmo são as pessoas, já disse que esse é o meio de transporte com a maior concentração de gente mal-educada por metro quadrado, parece um monte de animais. Tem mais é que descer a porrada nessa corja!


quarta-feira, 20 de março de 2013

Socialismo não funciona

Eu sou um texugo apolítico, não tenho simpatia por nenhum tipo de partido ou de político, pra mim é tudo farinha do mesmo saco. Ou melhor, bosta da mesma privada. Mas uma coisa que eu realmente não acredito é na idéia de socialismo, que é tão defendida pelos partidos de esquerda. Isso não significa que eu seja de direita, mas não acredito nessa proposta de igualdade proposta pelos socialistas, não só por não acreditar que isso funcione, mas pelo fato também que isso é usado por esses políticos vermelhos em prol de seus interesses apenas, um bando de hipócritas que dizem defender a igualdade de todos, mas que não abrem mão de seus salários exorbitantes, de suas regalias como auxílio-terno e outras vantagens absurdas, enquanto que o povo que os elegeu passa fome, sofre com a saúde e não tem acesso à educação.

Para ilustrar isso, estou replicando aqui um texto que vi na internet, muito interessante, que mostra como que essa idéia de socialismo pode ser muito bonita, justa e correta na teoria, mas que na prática não funciona.

                                                                                                    

Um professor de economia em uma universidade americana disse que nunca havia reprovado um só aluno, até que certa vez reprovou uma classe inteira.

Esta classe em particular havia insistido que o socialismo realmente funcionava: com um governo assistencialista intermediando a riqueza ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.

O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas." Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas'. Todos receberão as mesmas notas, o que significa que em teoria ninguém será reprovado, assim como também ninguém receberá um "A".

Após calculada a média da primeira prova todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Já aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D". Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um "F". As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram aquela disciplina... Para sua total surpresa.

O professor explicou: "o experimento socialista falhou porque quando a recompensa é grande o esforço pelo sucesso individual é grande. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros para dar aos que não batalharam por elas, então ninguém mais vai tentar ou querer fazer seu melhor. Tão simples quanto isso."

1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade do mais rico;
2. Para cada um recebendo sem ter de trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;
3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa;
4. Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividí-la;
5. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.
  

domingo, 17 de março de 2013

Deve ser verdade...

Estava navegando agora há pouco e percebi essa mensagem no canto da tela...


Eu vi direito, ou está escrito 20:55 da tarde?!


Ainda tem a pachorra de dizer que não é piada. E o pior é que o prêmio é um Mini Cooper...

sexta-feira, 15 de março de 2013

Abaixo o cavalheirismo e o romantismo?

Estava outro dia vendo televisão, algo que ultimamente tem sido cada vez mais raro, em função da correria do dia-a-dia. Falo sério, acho que a última vez que liguei aqui a TV foi para assistir mais uma vez o menguinho levar uma corça do meu Fogão...

Sim, nunca perco essa oportunidade de zoar os mulambos.

Continuando, era o Dia Internacional da Mulher, e estava uma hora vendo um programa na GloboNews, onde algumas mulheres estavam comentando sobre essa data. E foi no exato momento onde uma psicóloga/sexóloga estava falando a respeito de questões como cavalheirismo e romantismo. Na verdade, esculachando os dois. Em resumo, a mulher vinha dizendo que o cavalheirismo é algo péssimo e que agride as mulheres, enquanto que o romantismo é algo que está saindo de cena. Se você quiser, pode ver a entrevista neste link daqui.

Na boa... Eu sei que muitos aqui vão achar que estou de sacanagem, levando em conta o histórico de postagens que de vez em quando (entenda-se com relativa frequência) que faço aqui com fotos de mulheres. Mas acredito que já comentei que sou um texugo cavalheiro e romântico, do tipo que abre as portas para as mulheres e gosta de mandar flores para a mulher amada. E ver tal entrevista foi como uma voadora de dois pés no meio do saco.


Mas, o pior de tudo... É que até faz um pouco de sentido... E aí é como eu dar um chute no meu próprio saco. Mesmo que isso seja humanamente impossível.

Vamos por partes, começando com o cavalheirismo. Eu sempre pensei que ser cavalheiro era algo que as mulheres gostassem, que fosse um traço masculino que elas valorizassem. Pequenos gestos que entendo como tratar com certo carinho, como abrir a porta do carro e ajudar a mulher a descer, segurar a porta de algum lugar para que ela passe, deixar ela ir primeiro quando estiverem subindo uma escada, e ir na frente dela quando estiverem descendo...


Sim, é isso mesmo, quando um cavalheiro vai descer uma escada com uma mulher, ele vai na frente, pois caso ela se desequilibre e tenda a cair, ele estará lá para segurá-la. São poucos que sabem dessa. Agora você sabe, e como os G.I.Joes falam, saber é metade da batalha.

Acontece que segundo a sexóloga, agir com cavalheirismo acaba sendo na verdade uma forma de subjugar a mulher, algo nocivo! Pôrra, que idéia! Na minha opinião é o contrário, quando um homem age como cavalheiro é uma forma de valorizar e respeitar a mulher. Algo que eu vejo que se aplica não somente à companheira, como a esposa ou namorada, mas à qualquer mulher, uma forma de ser legal com elas. Mas acontece que parece que hoje em dia não é bem assim. Tudo isso imagino que por causa do fato que as mulheres estão ganhando cada vez mais espaço na sociedade e diminuindo as diferenças com os homens.

Não me leve a mal, acho legal que as mulheres ganhem cada vez mais o seu espaço e que não tenhamos mais diferenças. Até algum tempo atrás a sociedade via a mulher como um ser inferior, sem direito a voto e que devia se relegar somente ao trabalho de casa, enquanto que o homem ia trabalhar. Babaquice, a mulher tem direito ao seu espaço sim, tendo todo o direito, por exemplo, de buscar a sua realização profissional e ter um emprego. Até porque, do jeito que o Brasil está hoje em dia, quanto mais dinheiro se traz pra casa, melhor. 

Só que aí eu acho que muitas mulheres exageram, o que puxa essa questão contra o cavalheirismo. Usando palavras da própria psicóloga, o cavalheirismo traria uma idéia de que a mulher é incompetente. Ela até acerta ao dizer que gentileza é algo que pode e deve vir dos dois lados, mas acho  uma estupidez pensar dessa forma, que o cavalheirismo é nocivo para as mulheres, que é algo que as oprime e as agride...


Por exemplo, vamos pegar a situação de abrir a porta do carro. Eu penso que, se eu estou lá dirigindo o meu carro, acompanhando de minha namorada/noiva/esposa, e estaciono, acho um gesto educado e carinhoso que eu vá até o lado do carona, abra a porta, estenda minha mão para ela e a ajude a descer. Em nenhum momento eu estou enxergando ela como incompetente, não estou pensando que ela não tem a capacidade de abrir uma porcaria duma maçaneta. Só estou querendo ser educado, por que se enxergam as coisas sempre da pior maneira possível?   

Na boa, se as mulheres pensam dessa forma, pra mim é complexo de inferioridade. O cara vai lá, tenta ser cavalheiro, e a mulher fica pensando que ele acha que ela é inferior.


Mas é engraçado como tem horas que as mulheres acabam entrando em contradição quanto a esse assunto. Por exemplo, as mulheres modernas não gostam que o cara pague pelo jantar, elas insistem em dividir a conta (embora muitas no fundo preferem quando o cara pague, mas não admitem isso), sob o argumento de que ela não é uma pobre coitada e que não precisa ser sustentada pelo homem. Agora, se depois o encontro acaba em um motel, muitas delas acham que o cara é quem tem que pagar a conta...

Tive certa vez um encontro que foi mais ou menos assim (exceto a parte do motel, não sou de cair matando logo de primeira), em que fomos lanchar e eu insisti em pagar a conta toda. E ela ficou aborrecida, dava pra ver na cara dela que ela estava se sentindo subjugada. Pombas, só por causa de um agrado inocente, só porque paguei o lanche dela? Ficou ainda falando que ela era independente desde os 18 anos, quando saiu de casa, e por aí foi. Nem preciso dizer que não houve um segundo encontro...

Seguindo no assunto, depois a psicóloga/sexóloga (fico pensando o que se estuda num curso desses...) dizendo que o amor romântico deve desaparecer para melhorar os relacionamentos. Destacando ainda que, felizmente que o romantismo está saindo de cena. Posso dizer que nessa hora de entrevista, deu vontade de ou trocar de canal ou de, constatando que sou um texugo romântico, me jogar na linha do trem.

Todo esse argumento dela é baseado na teoria de que hoje as pessoas buscam cada vez mais a individualidade, procuram olhar para si mesmas e dar atenção aos seus interesses, algo impossível de ser alcançado com o romantismo, que prega a união entre duas pessoas. Outra estupidez, na minha humilde opinião... É possível ter individualidade e ter um relacionamento romântico ao mesmo tempo.


Eu sei que existem pessoas que são exageradamente românticas... Eu mesmo confesso que eu costumava ser. E essas pessoas realmente acabam sendo possessivas e melosas demais, achando que a vida deve ser vivida a dois somente. Mas não é verdade, cada pessoa é um indivíduo, com os seus desejos, anseios, medos, preferências e etc. Vão haver momentos em que o casal não estará junto, por haverem diferenças, é utópico imaginar um casal precise viver 120% do tempo junto, que cada minuto longe de sua cara-metade é um sofrimento terrível. Lembra aquele filme Endiabrado, na hora que o Brendan Fraser acaba virando um sujeito exageradamente romântico e chorão, ser assim não rola...


Aliás, falando desse filme eu me lembro da participação da Elizabeth Hurley como o diabo, toda hora com uma roupinha mais exótica, retratando quase todos os fetiches dos homens. E com aquele sotaque britânico...


Bem... Continuando...

Mas eu penso que o romantismo não é somente essa convivência a dois constante. O romantismo pra mim é uma possível característica dos momentos a dois, uma forma de falar e fazer as coisas, pequenos gestos de carinho quando o casal está junto. Isso depende do relacionamento, da personalidade das pessoas: conheço casais que estão juntos há um bom tempo, mas que o romantismo é uma parcela mínima, já que os dois acham uma babaquice. Um relacionamento à maneira deles, onde existem outras coisas que substituem atos românticos.

Não sei se eu estou sendo claro, vou tentar mais uma vez. O romantismo é uma maneira de encarar o relacionamento, ao fazer certas coisas românticas, como escrever um poema para a mulher amada, mandar flores em uma data especial, ou mesmo em um dia qualquer, assistir a um belo pôr-do-sol da praia, ligar pra ela para saber como ela está... Indo desde a pequenas coisas do dia a dia ou mesmo alguns gestos mais grandiosos em certas oportunidades, para demonstrar o quanto você gosta dela.

Até os brutos podem ser românticos

Pergunto: coisas assim devem ser mesmo extintas? Devemos estar felizes pelo fato de que o romantismo está cada vez menos presente em nossas vidas?

O mais curioso é ver a mulher se exaltando de felicidade em dizer que uma das coisas que o fim do romantismo levaria junto (dando a entender que é algo que ela gosta) a exigência de exclusividade, dando espaço ao que ela chama de "amores múltiplos"...

Ou seja: libertinagem total, uma filosofia de Tribalistas de "não sou de ninguém, sou de todo mundo".


Mais uma vez discordo em gênero, número e grau dessa velha. Não acho certo, pra mim isso é putaria rolando solta. Seria extinguir também com conceitos como fidelidade, ao imaginar que é totalmente normal que a pessoa tenha relacionamentos amorosos com várias outras ao mesmo tempo. Eu não consigo me ver numa situação dessas, acho uma falta de respeito. Mesmo se fosse eu a ter várias namoradas ao mesmo tempo, é algo que não me entra na cabeça, por mais que possam pensar que eu seja doido. 

Eu até entendo uma questão mais, digamos... instintiva dessa poligamia, algo que eu acho que já comentei aqui. Se formos analisar de forma fria, é até compreensível que o homem tenha uma tendência à poligamia, como uma forma de difundir o seu DNA o máximo possível. Não quer dizer que eu aprovo isso, estou falando somente sob um ponto de vista mais científico. Da mesma forma que é até compreensível que a mulher seja mais seletiva quanto à escolha de seu parceiro, já que ela tem um período fértil mais curto, buscando assim os melhores parceiros de forma a gerar um descendente geneticamente melhor. Claro que isso é mais aplicado ao Reino Animal, quando falamos de seres humanos, criaturas dotadas de sentimentos, esse aspecto acaba ficando em segundo plano... No meu ponto de vista, um homem e uma mulher não ficam juntos com o único objetivo de perpetuar a espécie, há muito mais envolvido.
 
É algo que eu volta e meia penso, pois embora eu acredite no romantismo e o considere algo legal em um relacionamento, fato é que ele está mesmo desaparecendo aos poucos. Retrato de uma sociedade cada vez mais superficial, onde são os sentimentos por uma pessoa que acabam ficando em segundo plano, em relação ao prazer próprio. Ou busca pela individualidade, como a sexóloga diz.

O mais curioso de tudo é que se você for perguntar para as mulheres, posso dizer que 90% delas sempre vem dizendo que querem um cara que seja romântico, que iriam adorar um cara que aparecesse na porta delas com um buquê de flores ou que declamasse um soneto em sua homenagem. Dizem que querem isso, pois na prática a imensa maioria delas não dá valor a essas coisas, a não ser que as flores sejam entregues pelo Brad Pitt ou o poema seja lido pelo Gianechini. Ou seja, no final das contas, o que vale é a aparência em primeiro lugar, sendo tão superficiais quanto dizem que os homens são.

Acontece que a maioria dos caras bonitões acaba sendo bem superficial também, afinal de contas eles são extremamente visados pelas mulheres, pros galãs não tem tempo ruim. Aí quando é fácil conseguir uma mulher, pra que se preocupar em ser legal, honesto, fiel e romântico? Se a garota com quem estiver ficar incomodada, a fila anda e logo aparece outra pra ficar no lugar. E aquela que foi dispensada vai ficar por aí, choramingando, se sentindo pior do que a mosca do cocô do cavalo do bandido, e dizendo que homem não presta...

Só coloquei ela porque a achei gatinha.

Cansei de falar sobre isso aqui, as pessoas vêem os relacionamentos de forma cada vez mais superficial e descompromissada. Homens e mulheres vão para as baladas para se pegarem, bailes funk são verdadeiros antros de putaria quase como motéis comunitários, com as popozudas esfregando suas bundas no colo de rapazes no cio, chega Carnaval e é aquela beijação desenfreada por todos os cantos, como se fosse uma competição para ver quem vai comer ou ser comida mais... Em uma sociedade dessas, não é surpresa que o romantismo esteja cada vez menos presente.

Aí é algo que até me desanima bastante... Realmente é uma tendência que coisas como o cavalheirismo e o romantismo sejam cada vez menos importantes para um relacionamento, é algo que eu já venho observando há tempos. A minha geração, na qual já apresenta uma igualdade mais forte entre os sexos masculino e feminino, já traz essa conduta com uma certa presença, provavelmente responsável pelo fato de mesmo depois de inúmeras tentativas eu ainda estar solteiro, logicamente se somando ao fato de que eu não tenho a boa pinta de galã de novela da Globo. É algo que eu percebo faz tempo, como certas atitudes não são valorizadas, sendo até muitas vezes mal vistas, sempre perdendo espaço para o sujeito boa pinta, que tem o carro do ano, bronzeado em dia e boa lábia.

Tem momentos que eu começo a me perguntar se não seria melhor eu "ir com a maré" e deixar de ser babaca, largando de vez essa de ser cavalheiro com as mulheres, de ser romântico com a garota que eu estiver gostando. Só quebrei a cara agindo dessa maneira, perdi a conta de quantas garotas vinham dizer que queriam um cara que as respeitasse e dez segundos depois estavam travando um duelo de línguas com o bad boy mulherengo na faculdade, ou mulheres solteiras que lamentavam não ter ninguém que as escutasse e que acabavam se derretendo por ratos de praia que só valorizam seus corpos e as querem de boca fechada, ou moças que diziam que adorariam ser tratadas com romantismo e se permitiam ser enganadas e usadas por cafajestes interesseiros. Eu olho ao meu redor e vejo como é tão raro ver um cara superficial, falso, sacana e pilantra solteiro, enquanto que os caras que tentam ser legais, educados, atenciosos e cavalheiros ficam na merda... Fico mesmo com vontade de mudar, mas no final eu acabo percebendo que eu já estaria começando com o pé esquerdo, não sendo honesto comigo mesmo.

Agora, é interessante observar como que parece ser algo cultural, em particular algo presente mais na mulher ocidental. Tenho um amigo (parecido comigo, no aspecto de ser um sujeito cavalheiro e desprovido da aparência que é normalmente valorizada) que certa vez fez um desses passeios de mochileiro pela Europa, e no grupo haviam duas garotas russas. E ele me contou já inúmeras vezes como ficou surpreso em perceber como as duas tinham uma visão inteiramente diferente, parecendo valorizar mais gestos carinhosos, parecendo não serem tão superficiais. Uma teoria defendida por outro amigo, esse que trabalha com aqueles jipes que fazem excursão pela cidade e que acabou conhecendo uma garota da Romênia que era muito mais feminina do que muitas brasileiras, dando toda a impressão de valorizar mais um homem que as respeite, que as trate com respeito. Fico pensando se isso não é uma consequência de sociedades muito mais machistas, como ocorre em países de cultura mais tradicional, como no Leste Europeu. Embora isso possa parecer algo escroto de minha parte, eu vejo que mulheres de lugares assim parecem ainda ter certos valores por coisas como cavalheirismo e romantismo, não tendo sido influenciadas pelas más consequências inerentes da igualdade entre sexos, que na minha opinião estragou muito as mulheres.

É, meu amigo, já disse isso e digo de novo... Acho que vou procurar uma namorada na Rússia, Ucrânia ou da região...


Bom, falando sério, acho que essa é infelizmente uma realidade cada vez mais presente em nossa sociedade. E me dá uma certa revolta ver como tem tanta gente teoricamente bem informada, como essa psicóloga, que aplaude essa nova tendência, que incentiva a extinção do cavalheirismo e do romantismo. Fica aquele sentimento triste de que fica cada vez mais difícil para pessoas como eu, que acredita nessas coisas. O exagero de certas mulheres em querer estar em pé de igualdade em tudo com os homens e uma sociedade que valoriza a superficialidade e falta de compromisso tem causado essas mudanças drásticas em como os relacionamentos são, e parece ser um caminho sem volta...

Resta agora eu ver quanto tempo eu aguento, por quanto tempo mais eu vou insistir em ser assim do jeito que sou, até mudar de vez e me tornar um cafajeste superficial, interesseiro e mulherengo, que parece ser mesmo o tipo mais valorizado pelas mulheres hoje em dia...

Ou quanto tempo eu vou levar para fazer minhas malas e ir procurar uma namorada lá numa ex-república soviética!

terça-feira, 12 de março de 2013

Produtos do cinema e televisão

Ah, a propaganda é a alma do negócio... Para onde quer que olhemos, estamos rodeados de inúmeras propagandas e comerciais que nos tentam vender diferentes produtos, indo desde aquelas coisas que são realmente originais, úteis e interessantes e chegando até aqueles trastes que só vão ocupar espaço em nossos armários e gastar nosso dinheiro...

Acontece que dificilmente vamos poder comprar uma cerveja Duff ou uma bigorna Acme... Afinal de contas, esses são alguns de muitos produtos de faz-de-conta, que vemos em filmes, séries e desenhos. Alguns deles muito originais, e outros muito engraçados, com comerciais bizarros e memoráveis.

Para dar umas gargalhadas e relembrar, vamos ver uma lista de alguns produtos do cinema e televisão. Não coloquei em nenhuma ordem específica, apenas tentando manter apenas um produto por filme...


Soul Glo
Um Príncipe em Nova Iorque

Um grande clássico da sessão da tarde, no qual Eddie Murphy fazia o príncipe da nação de Zamunda, que decide ir para os EUA. E lá somos apresentados a essa gororoba, que deixa os mano com o cabelo todo enroladinho...



Sunblock 5000
Robocop

Os filmes do Robocop sempre se caracterizavam pelas propagandas durante a história, e o Sunblock 5000 era um dos mais engraçados, com a mulher toda de azul, para curtir um solzinho. Bizarro era o aviso "uso contínuo vai provocar câncer de pele"...



Mapple
Simpsons

Nos Simpsons há várias referências a produtos reais, mas uma das que achei mais engraçadas e originais foi a Mapple, parodiando a toda poderosa Apple. Uma cópia perfeita, com os MyPods e o símbolo da maçã com duas mordidas.



Magnavolt
Robocop 2

"Ah, mas você não disse um produto por filme?", você pode estar se perguntando... Mas esse daqui é do Robocop 2. O super carrão do futuro com um sistema anti-furto definitivo, ou como o próprio comercial diz, uma resposta letal, com uma verdadeira cadeira elétrica que frita o ladrão. Com o detalhe que não descarrega a bateria...


Sex Panther
O Âncora

Muito hilário esse filme, e um dos amigos do Will Farrell usa essa colônia, ilegal em 9 países e feita com restos de panteras, mas que praticamente tem cheiro de gasolina. Engraçado é o slogan do produto "60% of the time, works everytime".



Oceanic Airlines
Lost

Durante a febre de Lost, os produtores fizeram todo um marketing ao redor da fictícia Oceanic Airlines, incluindo um site que falava que a companhia havia interrompido operações depois do acidente com o vôo 815 e outros Easter Eggs, como propagandas em meios de comunicação. Ainda iria preferir viajar de Oceanic do que de Webjet...


Pizza Planet
Filmes da Pixar

Aqui o toque interessante é ainda mais original... Em praticamente todos os filmes da Pixar podemos encontrar essa van de entrega de pizzas, praticamente um Easter Egg em todas as animações recentes. Muito bem bolado.



Coffee Bucks
Scrubs

Na comédia de médicos Scrubs, temos aqui esse clone do Star Bucks. Onde quer que você fosse, como na cafeteria no hospital ou na rua, era possível ver os copinhos de café dessa rede, exatamente como acontece com o Star Bucks, tropece e você acha uma loja deles.



Stay Puft Marshmallows
Os Caça-Fantasmas

Como não se lembrar do simpático monstro de marshmallow gigante desse clássico dos anos 80? Era baseado também em uma marca de doces fictícia, com o carinha vesido com roupa de marinheiro.



Acme
Todos os desenhos da Warner

Não podemos ter uma lista de empresas fictícias do cinema e televisão sem a famosa Acme, sempre presente nos desenhos do Pernalonga e companhia. Fabricando de tudo, como bigornas, dinamites, pílulas de terremoto, kits de tornado, entre outras coisas. Certamente se mantém na ativa graças ao seu cliente mais assíduo, o Coiote.