sábado, 9 de março de 2013

Cagando no trabalho


Para começar, desculpe por não ter arrumado um título menos direto do que esse, mas a criatividade é algo que flutua muito aqui na cabeça deste texugo, e tem horas que fico mesmo sem idéias. É só tomar como base o assunto que me trouxe a escrever aqui para ver como estou precisando mesmo fazer alguns textos um pouco melhores. Talvez tenha sido até mesmo uma inspiração devido ao último post.

Estive outro dia no trabalho, indo para o banheiro escovar os dentes. Trata-se de um banheiro relativamente grande, que é dividido entre as empresas do andar. Uma das piores idéias que se poderia imaginar, pois parece que as pessoas se aproveitam deste fato para serem extremamente porcas! Sério, não tem coisa mais repugnante do que banheiro público, tem dias que prefiro passar a tarde inteira com bafo do almoço do que chegar perto do banheiro de nosso andar. Algum dia ainda vou escrever sobre esse assunto, destacando algumas das bizarrices que já pude presenciar, tão nojentas a ponto de me perguntar se essas pessoas são tão imundas assim em casa também...

Pois bem, a situação é que eu fui escovar os dentes, e infelizmente para a saúde bucal, as pias ficam bem em frente das casinhas, onde a turma vai lá normalmente para soltar um barro. Felizmente, apenas uma delas estava ocupada, onde era possível ver até os pés do cara cagando lá dentro.  

Comecei então a árdua tarefa de escovar a arcada dentária, algo que para um texugo dentuço como eu é uma missão bem demorada. Escovar, bochechar, passar fio dental, mais um bochecho com Listerine, e depois de alguns minutos dei como concluída a limpeza oral. E ainda fui tirar uma água do joelho, lavando as mãos depois (algo que muitas pessoas não fazem).

E o cidadão continuava ali cagando...

O pior era que o sujeito parecia ser bem silencioso, pois em uma situação dessas se espera alguns efeitos sonoros, como o rasgar do papel higiênico, o "tchbloft" de um submarino sendo lançado em alto mar ou até mesmo aqueles peidinhos que acompanham o cortejo. Nem mesmo o barulho de um telefone celular, ou uma cantoria para disfarçar os trabalhos. Começava a imaginar se o cara não tinha morrido ali, de calças arriadas, sentado no vaso e com a bunda cagada.


Sem me preocupar mais com a questão sai do banheiro, e por uma daquelas coincidências da vida, o meu celular tocou. Era uma ligação particular, as quais tenho o costume de atender longe dos ouvidos curiosos dos companheiros de trabalho, sempre interessados mais em saber da vida alheia do que cuidar de suas vidas estúpidas. Por essa razão, acabei ficando ali no corredor, perto do banheiro.

Foi uma ligação longa... E embora ache que questões da minha vida pessoal também não sejam muito da conta das pessoas que passam aqui no blog, nesse caso não era nada demais, na verdade era uma ligação de um filho da puta de um marceneiro que estava fazendo uma estante para minha casa, e que estava criando problemas para entregar na data combinada. Na boa, difícil arrumar gente séria pra fazer um serviço de maneira bem-feita por aqui. Terminada a ligação, pude ver que foram quase dez minutos discutindo com o corno do marceneiro.

E o cara continuava aparentemente cagando, já que nenhuma alma viva tinha saído pela porta do banheiro.

Fique até curioso... Voltei ao banheiro, e o cara continuava ali. Agora, um pouco mais sonoro, dando para escutar o esfrega-esfrega do papel higiênico. Fiz uma conta rápida na minha cabeça, o cretino devia estar há mais de 20 minutos ali para soltar o Robinho na piscina. Isso me levou a pensar...

Não sei se eu sou o único, mas eu sempre tive um intestino relativamente regular, o que me leva a diariamente ir no banheiro quase que religiosamente no mesmo horário pela manhã. E costuma ser a única vez, a não ser em situações especiais onde a comilança foi exagerada ou quando estou doente e parecendo mais uma planta.

Tudo bem que ninguém é obrigado a ter um intestino regular como eu, e podem ocorrer situações onde a pessoa se veja forçada, durante o expediente, a dar um pulo no banheiro para mandar um Sedex para as Tartarugas Ninja. Mas acho que o pessoal exagera, pois toda hora que vou no banheiro, sempre tem alguém lá na casinha borrando a porcelana, pelo menos um sujeito fabricando churros na casinha, como se as pessoas já tivessem se condicionado a fazer suas necessidades naquele horário. É muito cagão por metro quadrado...

Não vejam em meu argumento uma postura workaholic... Não estou criticando o fato do cara ir fabricar um boneco de argila sem braço e perna no horário do serviço, prejudicando assim as tarefas da labuta, embora isso muitas vezes não impeça o cidadão estar ali sentado no vaso passando e-mails e fazendo fone conferências. Mas não duvido que muita gente deixa para ir na casa do Pedrinho no horário de serviço para matar alguns minutos do trabalho... Uma grande sujeira (com trocadilho, por favor).


Minutos que podem se tornar horas. Como no caso que observei, tem algumas pessoas que realmente devem se sentir reis e rainhas por estarem sentados no trono, levando uma eternidade para jogar a âncora no fundo do mar. Pombas, é só chegar ali, arriar as calças, sentar no vaso e despachar o deputado, precisa de tanto tempo assim? Mas tem gente que fica ali um tempão... Lendo jornal, jogando no celular ou pensando na morte da bezerra, sei lá. Principalmente se tem aquele chuveirinho, aí é que aqueles de preferência sexual duvidosa demoram bastante, aproveitando ao máximo o esguicho concentrado na flor de oríba...

Me lembro de um colega que trabalhava na minha antiga empresa, que era conhecido como "cagão". O cara chegava no trabalho, e alguns minutos depois colocava o jornal debaixo do braço e ia fabricar uns churros, ficando ali quase meia hora. Só nessa brincadeira, o sujeito já passava das 9 sem ter feito nada de produtivo, além de ter praticado rapel sentado na privada. Aí depois do almoço havia tempo para mais uma obra de argila, aquilo que segundo palavras dele era pra abrir espaço para a comida que ele tinha acabado de comer. Que merda (com trocadilho, por favor), mas é muita bosta para uma pessoa só. Não é possível que alguém precise cagar tanto, ainda mais demorando desse jeito... Parece um cavalo, como já diria o Oatmeal.


Já que estamos na merda mesmo (novamente, com trocadilho), não dá pra deixar de comentar como essa turma é porca pra cacete. O que tem de gente que, depois de cagar, não tem a mínima consideração de puxar a descarga, largam ali o trambolho no vaso. A única coisa que fazem é baixar a tampa, parece que para esconder a prova do crime. Costumo dizer, os homens geralmente não abaixam a tampa do vaso, o que inclusive gera uma série de discussões por parte das mulheres (que provavelmente será tema de outro post). A não ser que tenham algo a esconder...

Fica a dica: se você for em um banheiro público e ver a privada com a tampa baixada, esteja preparado para uma surpresa.

Tipo um cocô mutante querendo arrancar fora suas bolas

E para minha infelicidade, já tive o desprazer de ver várias surpresas, indo desde a casos mais brandos como somente a porcelana no vaso borrada, até casos nojentos como ver o torpedo ali, todo inchado depois de ficar um tempão submerso, ou a vez que parecia que a bunda do cara tinha explodido, devido às marcas por todos os lados do vaso.

Cacete, estou realmente descendo o nível em termos de porcaria...

Mas é realmente desagradável chegar em um banheiro e ver que ainda tem lá restos de uma barrigada lá no vaso. Por que as pessoas não puxam a descarga direito? Pôrra, se a primeira não foi suficiente, espere a caixa d'água encher e faça outra vez, será que é tão difícil? Tenham um mínimo de consideração pelas outras pessoas que vão usar o banheiro depois, certamente esses porcaldos não gostariam de chegar lá e dar de cara com uma criatura marrom olhando pra eles, não é?

Até comentei lá em cima, fico pensando se essas pessoas são porcas assim nas suas casas também. Sinceramente, eu acho que não. Acho que quando elas vão cagar em seus vasos, puxam a descarga direitinho, não emporcalham nada, não fazem artes como entupir a privada e se mandar. Afinal de contas, é a privada da casa deles, deixar um cagalhão ali dormindo dentro do vaso significa que depois quando ele ou outro familiar for usar o toalete, será obrigado a presenciar aquele cagalhão. Largar a bosta ali significa que o banheiro dessa pessoa vai ficar fedendo, entupir a privada significa que ela terá que desentupir...

Só que em um banheiro público, pra quê ter essa preocupação? Será outra pessoa que vai ver o cagalhão largado lá, serão outras pessoas que vão ter que lidar com o mau cheiro, será o cara da limpeza quem vai ter que desentupir. E tudo isso muitas vezes com a garantia do anonimato, afinal de contas se o cara der a sorte em estar sozinho, ele pode sair de fininho e não ser culpado pela emporcalhada. É a postura egoísta, que se fodam os outros. Logicamente, essas pessoas porcas vão chiar pra caralho, se elas chegarem na casinha, levantarem a tampa e encontrarem uma cobra boiando na água...

Por essa e outras é que cada vez mais eu perco a fé na sociedade... Se as pessoas não têm a capacidade de usar um banheiro público com um mínimo de decência, higiene e consideração pelos outros, não podemos esperar muita coisa de boa...

Nenhum comentário: