segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Top 10 G.I.Joes

Bons tempos... Uma das coisas que me dá satisfação de ter sido criança nas décadas de 80 e 90, além da filmografia formadora de caráter, eram brincar com os Comandos em Ação. Toda uma geração de garotos passou dias se divertindo com os soldados de 3 e 3/4 de polegadas (quem usa polegadas afinal?), com seus montes de armas e veículos, que sempre eram pedidos pelos pimpolhos em diversas oportunidades, como aniversário, Natal e por ter tirado notas boas na escola. Pra dizer que quando eu era pequeno, eu preferia ganhar um boneco dos Comandos em Ação na Páscoa, em vez de ovos de chocolate.

Sim, bons tempos que dificilmente voltam... Ainda mais na atual sociedade, onde os Comandos em Ação seriam vistos como brinquedos subversivos, por incitarem violência. E se os pais forem petistas, dar um boneco desses seria algo inaceitável, pois seriam enaltecer o imperialismo bélico norte-americano...

Ainda tenho aqui meus bonecos do G.I.Joe, cheguei a dar uma olhada neles outro dia, guardados em duas caixas no meu armário. E sim, vamos começar a chamá-los pelo nome de verdade, pois Comandos em Ação parece mais uma daquelas traduções pífias estilo Sessão da Tarde. Logicamente, alguns de meus velhos companheiros de batalhas da infância estão meio estropiados como soldado veterano de guerra: alguns com a pintura um pouco gasta (um que inclusive ficou "careca", com uma mega falha no topo da cabeça), outros com as pernas moles de mal ficar em pé, enquanto dois deles desejando ainda terem as duas pernas, precisando de muletas. E, claro, muitos com os polegares quebrados...


Era o maior temor de todo moleque... Como esses bonecos tinha os polegares tão frágeis, era só de tentar colocar uma arma na mão deles e CLECK, lá se ia o dedo. Não tinha jeito, podia até pedir ajuda pros pais pra passar Super Bonder, que não segurava. Aí só restava ou colar para sempre uma arma na mão mutilada do boneco ou colocar ele no assento do motorista do jipe. Embora, seria meio difícil segurar no volante sem os polegares...

Toda essa nostalgia me instigou a fazer uma postagem a respeito deles. E faz tempo que eu não faço listas. Com isso, decidi listar aqui os meus 10 G.I.Joes prediletos. Curioso foi que eu comecei a escrever esse post tem alguns meses, larguei ele aqui nos Rascunhos como outros, e vendo em um blog bem legar algo igual me fez relembrar dessa idéia. O site que eu menciono é o Blog do Amer, vale a pena dar uma conferida lá, principalmente nas duas postagens dos G.I.Joes que ele fez, aqui e aqui

E o último agradecimento é ao site YoJoe, que tem toda uma lista de tudo que já foi lançado de G.I.Joes. É de lá que vieram as fotos, pois os meus realmente não estão em um estado muito legal para tal...

Fiz um esforço aqui para só colocar aqueles que eu de fato tive... Não vou aqui trazer à tona muitas das minhas frustrações, como nunca ter tido um Comandante Cobra.



10 - Flash

Esse aqui não está na lista só por ser muito legal mesmo, mas até por uma questão nostálgica, pois juntamente com Rock N' Roll (aquele barbudo loiro), foi o primeiro Comandos em Ação que eu ganhei. Fazia parte da série original que começou com tudo, quando ainda tinha os movimentos mais limitados dos braços. E o mais legal de tudo é que tinha uma arma laser, o que para mim era fantástico! Tudo bem que no desenho animado parecia que todas as armas eram laser (logicamente com cores diferentes para os mocinhos e bandidos e que nunca acertavam), mas nos brinquedos ele era o único. 

Tudo bem que ele tinha uma baita cara de panaca, como se estivesse constantemente com dor de barriga. Além disso, naquela época muitos bonecos compartilhavam o mesmo modelo de cabeça, só com uma cor diferente, de forma que o sujeito com o morteiro era o irmão gêmeo loiro dele. Mas nos primórdios, quando a minha coleção se resumia a meia dúzia de Comandos e um Cobra, ele era sempre o que se destacava.



9 - Eels

Uma coisa eu tenho que dizer, embora iria ficar implícito nessa postagem: os Cobras sempre eram mais legais do que os Comandos. Tanto que em muitas vezes mudava alguns deles de lado, colocando-os juntamente com os mocinhos, ou até mesmo algumas vezes eu colocava os Cobras como os vencedores das batalhas. E o Eels mostra o porque disso. Esse fazia parte das muitas tropas de infantaria, as quais normalmente existiriam aos montes, mas pelas regras universais dos pais para brinquedos, em geral todo mundo só tinha um. Quantas vezes eu já não escutei na loja de brinquedos o clássico "você já tem um igual a esse!"...

O Eels era o mergulhador dos Cobras, com direito a pé de pato e arpão, o que não poderia ser muito útil quando a maioria das minhas batalhas era em terra firme. Tinha gente que costumava jogar ele na banheira ou no tanque, mas eu não arriscava molhar meus bonecos. Mas a imaginação voa solta, de forma que muitas vezes a mochila propulsora virava um jet-pack, e colocando uma arminha diferente na mão dele, o cara tacava o terror.



8 - Cobra Commander Armor

Você viu ali em cima como uma de minhas maiores frustrações foi nunca ter tido um Comandante Cobra. Não é de todo verdade, pois eu tive uma de suas inúmeras versões (é fato, se você olhar, verá que quase todo ano era lançada uma nova versão dele), essa daí onde ele tem a armadura de combate. Mas eu confesso que eu preferia muito mais o clássico, aquele do capacete, que aparecia nos desenhos sempre se fudendo e jogando a culpa no Destro. Admito que quando o ganhei, meus pais disseram que era o Comandante Cobra, e quando eu o desembrulhei, fiquei desanimado ao ver que não era a versão que eu esperava.

Enfim, mas como dizem, quem não tem cão caça com gato. E na ausência da versão clássica, esse Comandante Cobra atendeu muito bem, tanto que comecei a gostar dele. Temos que admitir que tinha um visual mais imponente e ameaçador, quase como um Darth Vader, tanto que eu sempre inventava uma desculpa de que ele havia sido quase mortalmente ferido em uma batalha e precisou de uma roupa high-tech para poder sobreviver. Faltava só um sabre de luz para ganhar um processo de plágio do George Lucas.



7 - Big Boa

Em algum momento no passado, alguém por algum motivo teve a "brilhante" idéia de transformar um dos ícones do cinema dos anos 80 em boneco de G.I.Joe. Estamos falando simplesmente do "Garanhão Italiano", o Rocky Balboa. Vai explicar por que... Em todo caso, não sei dizer se pro bem ou pro mal, essa idéia não viu a luz do dia, porém um Cobra que foi criado para ser o inimigo do Rocky acabou sendo lançado, o sujeito aí de cima chamado Big Boa, que é o personal trainer dos bandidos, e luta boxe, e tem esse visual doido que parece ter saído dum filme do Mad Max.

Cara, por mais que um boxeador no campo de batalha parecia uma idéia estúpida, vou dizer que eu achava o maior barato, pois o Big Boa era aquele dos inimigos que dava trabalho, dando porrada em todo mundo, até chegar o Sargento Braço Forte pra dar início a uma peleja entre os dois, normalmente vencida pelo bigodudo, mas não sem ter derramado muito suor e sangue. Além disso, volta e meia eu colocava essas luvas de boxe nos outros comandos, pra eles darem porrada nos soldados dos Cobras. Muito legal esse...



6 - Beach Head

Talvez esse carinha não seja muito conhecido por muitos. E confesso que eu não me lembrava muito dele nos desenhos. Mas aparentemente ele tinha até um certo destaque nas histórias originais, assim como nas minhas brincadeiras. Chamado por mim pela tradução literal de Cabeça de Praia, por mais imbecil que poderia ser alguém se chamar assim, ele era sempre um dos Joes de destaque nas batalhas, muito disso pelo seu visual maneiro e pela sua metralhadora.

Apesar de ele ter toda a pinta de soldado, admito que muitas vezes ele bancava era o ninja, devido a sua bala-clava. Diria que, excluindo a série original, este era um dos poucos Joes que tinha um visual relativamente mais verdadeiro, sem aquelas cores berrantes e armas psicodélicas que os outros costumavam ter. Bem legal esse.



5 - Storm Shadow

Claro que o famoso ninja dos Cobras não poderia faltar aqui na lista. Storm Shadow sempre tinha um lugar de destaque nas minhas brincadeiras, e apesar das constantes lutas, principalmente contra o seu rival Snake Eyes, ele sobreviveu inclusive com os polegares inteiros. Bons tempos em que os ninjas não eram tão exageradamente divulgados assim, a febre dos assassinos mascarados só veio a tomar mais força depois do Sub-Zero e do Scorpion do Mortal Kombat, mas pra mim desde moleque já tinha ninja dando porrada em todo mundo.

Curioso era que Storm Shadow era um dos bandidos que sempre acabava se voltando para o lado dos mocinhos nas minhas brincadeiras, normalmente depois de uma intensa luta com Snake Eyes os dois se davam conta que eram páreo duro um pro outro, e juntavam forças. Isso mesmo antes de eu ler as histórias em quadrinhos e mesmo antes de alguém ter tido a idéia do filme, onde vemos que os dois ninjas compartilhavam de um passado. 



4 - Barbecue

É algo a se falar a respeito dos G.I.Joes: criavam todo e qualquer tipo de soldado, pra fazer qualquer mínima coisa no campo de batalha. Logicamente, tudo isso aliado a um ou dois episódios do desenho para dar destaque a um determinado personagem, para fazer com que a criança enchesse o saco dos pais até que ganhasse o boneco. Anos 80, e o merchandising infantil era cruel, como já faziam os Transformers e o He-Man. Mas digo que Barbecue nunca foi um desses que eu quis muito ter, ganhei em um aniversário, e no princípio não sabia como aquele sujeito vestido de laranja iria se encaixar no campo de batalhas. Afinal, quem precisa de um bombeiro?

Mas tudo mudou quando certa vez me compraram um kit que vinha com várias armas adicionais, e havia ali uma metralhadora fodona, que logo se tornou a arma preferida do meu Barbecue. Fora a cor berrante, que certamente não ajudava para ele se camuflar, ele tinha um visual bem maneiro, ainda mais por ser um dos poucos Joes mascarados, de forma que assim não tinha uma cara de bunda como a grande maioria. E o mais legal é que ele vinha ainda com um machado, e não tem algo mais maneiro do que um soldado com um machado, pra rachar a cabeça dos inimigos.



3 - Snake Eyes

Claro que Snake Eyes não poderia faltar aqui na lista. Preferido por 10 entre 10 fãs da série, aqui no Brasil o nosso herói mudo foi muito sacaneado, como eu comentei há muito tempo atrás neste post aqui (antigo mesmo, escrevi em 2009), sendo colocado como um dos bandidos, só porque ele era todo preto. Sua primeira versão virou Cobra Invasor, e durante muito tempo foi visto por mim como um dos bandidos mesmo. Por sua vez, a segunda versão, que aparece na foto acima, foi chamada de Cobra Comandante Negro. Felizmente, nessa época já passavam os desenhos aqui e eu sabia que ele na verdade era o Snake Eyes, um dos protagonistas do desenho e o mais maneiro dos G.I.Joes na minha opinião.

Cara, não tem nada mais legal do que um ninja que é também usa metralhadoras e armas de fogo, e que tem esse visual que parece ser um elmo de cavaleiro medieval. Só achava meio escroto era esse cachorro branco. Snake Eyes era o fodão, sempre salvava o dia, e nunca era derrotado por ninguém. Foram épicas as lutas com Storm Shadow, com os dois se pendurando pelas estantes e armários de casa, deslizando por barbantes que ficavam pendurados numa planta até o pé da mesa da mesa de centro.



2 - Techno Viper

Eu sei que olhando assim, você pode estar se perguntando por que esse sujeito aí está aqui no topo da lista. Ainda mais com essa roupa roxa. Mas, por algum motivo, eu tinha uma grande simpatia pelo Techno Viper que eu não sei explicar. Pode ser a arma muito maneira, pode ser o fato de que ele tinha algumas ferramentas, ou talvez por ele ter o visual de um Storm Trooper.

O que acontece era que o Techno Viper era um que fazia parte de meu time de elite, juntamente com o próximo da lista. Me lembro até hoje, em que eu comecei a fazer brincadeiras no estilo Comando para Matar, onde uma dupla de mercenários acabava com a raça de um mega exército, que incluía Joes e Cobras. E a dupla precisava de um cara mais crânio, papel preenchido muito bem pelo Techno Viper, que sempre usava a cabeça para resolver os problemas. E ele ainda pegava a Scarlett! 



1 - Viper

A outra metade da dupla de mercenários da maioria das minhas brincadeiras, Viper era mais um mero soldado de infantaria, que foi inventado para substituir aqueles soldadinhos muquiranas que usavam um lenço na cara. Você poderia até pensar que eu iria usá-lo para representar o Comandante Cobra original (afinal, o capacete é parecido), mas ele acabou virando um dos principais protagonistas dos meus combates.

Enquanto o Techno Viper era o mais metódico e calculista, o Viper era o mais agressivo e violento, resolvendo tudo na base do tiro. Metade do kit de armas que eu falei acima acabou ficando com ele, e me surpreendo como que seus polegares ainda estão intactos. Confesso que eu muitas vezes me imaginava como sendo o Viper, tanto que ele era o meu preferido. E enquanto o seu parceiro pegava a Scarlett, nosso amigo Viper era doidão pela Sparta, aquela agente secreta. Lembre-se que, se compararmos as duas, Sparta era até mais feminina, enquanto que a Scarlett tinha cabelo curto e a mesma cara do Flash...

E essa é a minha lista de G.I.Joes preferidos. Sei que todo mundo vai ter opiniões diferentes, fiquem à vontade para comentar sobre os que você mais gosta. Só respeite a minha lista, faz favor. Fico pensando agora em fazer uma lista daqueles que eu nunca tive e sempre quis ter, mas acho que isso só vai me fazer ficar lamentando o passado...

sábado, 24 de outubro de 2015

Super Amigos - A Síndrome de Krypton

Sim, eu sei que estou bem sumido... Foram semanas meio complicadas por aqui, vou dizer que o setembro de 2015 ficará para sempre marcado para mim de uma forma muito triste... E depois dizem que agosto é o mês de desgosto. Assuntos particulares, que como costumo fazer, não entro em muitos detalhes aqui, pois como o nome sugere, são assuntos particulares. E também acho que não rola aborrecer os poucos e fiéis visitantes aqui do blog menos acessado da internet com bobagens da minha vida. Vida que segue...

E para voltar com a corda toda, lá vamos nós para mais um daqueles episódios toscos dos nossos amigos, os Super Amigos. Sempre tem uns que são de deixar a barriga doendo de tanto rir, e esse é um deles, chamado a Síndrome de Krypton, onde vamos ter uma idéia bem no padrão de futuro alternativo e desvio pelas tangentes, como no De Volta Para o Futuro, em homenagem ao 21 de outubro de 2015 que passou nessa semana.


Sempre me perguntei porque nessa telinha de título parece que todos os heróis estão voando, embora só o Super-Homem, protagonista do episódio de hoje, tem esse super-poder. Mas que seja...

E já começamos num fuzuê, onde uma nave da Comlurb que estava levando todas as pedras de kryptonita encontradas na praia de Copacabana depois da virada de ano. Seguindo a velha política de jogar a sujeira para debaixo do tapete, a idéia é jogar a kryptonita em um puta buraco negro, tão possante que é capaz de sugar uma porrada de planetas como se fossem bolinhas de gude.


Só que a nave da Comlurb está na merda, quase sendo sugada pelo buraco negro. Claro, era de se esperar, pois afinal buracos negros sugam tudo que está por perto. Mas, felizmente para eles, o Super-Homem e a Mulher Maravilha estão lá para ajudar.


Eu disse que os alienígenas eram da Comlurb, todos eles laranjas como uma cenoura, comandados pelo Papai Smurf.


O Super-Homem, que nesse episódio está usando o seu ridículo Super-Móvel, comenta com a Mulher Maravilha que eles estavam bem distantes da civilização, e se eles largassem a nave da Comlurb ninguém ia fazer falta. Mas a Mulher Maravilha diz que eles não podem fazer isso, pois os aliens disseram que só iriam pagar pelo resgate depois. 


O Super-Homem diz então que restam poucos segundos até que todos sejam sugados pelo buraco negro, e decide então ativar o nitro de seu Super-Móvel pra salvar a galera. Só que se ele ficar ali de punho fechado sem segurar na alavanca de nitro não vai ajudar muito, parece tão ridículo como um mímico de esquina.


Verdade seja dita... se você tiver uma mente meio suja, vai imaginar que na verdade o Homem de Aço está se auto-satisfazendo. Ou então que ele está estuprando o Johnny 5. E se você não sabe quem é o Johnny 5, procura no Google, e vê se aquele aparelho ali não parece com a cara do robô em curto-circuito mais querido da Sessão da Tarde.

Enfim, claro que os Super Amigos conseguem salvar a nave, tanto que o Papai Smurf fica orgásmico por estarem salvos, e que agora é hora de todo mundo fazer smurf-smurf com a Smurfette.


Só que nem tudo são flores. Depois de salvar a nave o Super-Homem havia dado com os cornos em um poste espacial e ficou desacordado, sendo assim tragado pelo buraco negro. Já era...


Engraçado nessa cena são duas coisas: primeiro, a Mulher Maravilha comenta de forma desinteressada que não se podia fazer nada. Na minha opinião uma postura muito fria quando um de seus amigos está na direção da morte certa. E a segunda é, por que diabos essa nave do Super-Homem tem esses bracinhos ridículos?

Bom, como todos os desenhos animados nos ensinaram, ao atravessar um buraco negro se passa para outra dimensão ou coisa parecida. Como se no final das contas buracos negros fossem como estações de teleporte.


O Super-Homem então fica perdido, imaginando o que significa aquela placa que ele viu ali atrás dizendo "Gramacho" e ficando chateado pois seu celular da Claro não está pegando sinal, assim ele não pode usar o Waze pra encontrar de volta o caminho pra chegar em casa. Mas parece que ele está mais perto de casa do que imagina.


Sim, trata-se do planeta Krypton, de onde o Super-Homem veio. Embora pareça ser igualzinho à Terra...


Temos então um close oftalmológico da cara do Homem de Aço, enquanto ele se pergunta como que ele conseguiu parar ali perto de seu planeta de origem, bem antes dele ir pro espaço (sei que não fez nenhum sentido essa frase, mas você entendeu). Mais uma das conveniências dos desenhos animados.


Não sei até que ponto você conhece a história do Super-Homem, mas o que lhe dá os poderes fuderosos é a energia do nosso sol amarelo, mas diante do sol vermelho de seu planeta ele não passa de um babaca com capa e a cueca por cima da calça. É por isso que nesse desenho inventaram o Super-Móvel, ou ele iria ficar boiando no espaço como um monte de bosta.


O Super-Homem pousa então no meio da rua, sorte dele que não tem nenhum guarda lá pra passar o lápis. E é curioso como os kryptonianos ali parecem super receptivos com a chegada de um estranho, mesmo ele com uma pinta de alucinado e sem noções básicas de vestimenta. E o mais engraçado é o Falcon lá atrás com duas mulheres de vida fácil, mostrando que a profissão mais antiga também tem a sua contraparte no restante da Galáxia.


O casal chega lá e dá as boas vindas para o Super-Homem, perguntando de onde que ele era, e se ele sabia que estava usando a cueca da maneira errada. Ainda meio desorientado, o Homem de Aço pergunta para eles que ano eles estavam, e o mané responde que eles estavam no ano 5752.8.


Cara, puta que pariu! Como assim, 5752.8?! Ponto oito!? Que pôrra é essa? Desde quando se conta os anos com decimal, cacete! Bizarro.

O mais bizarro é como o Super-Homem, só ao saber o ano em que se encontram, já sabe dizer que tem menos de uma hora até o sol vermelho engolir o planeta de Krypton. Sinceramente, eu desisto de entender como que os kryptonianos calculam o tempo...


Perto dali, no congresso de Krypton, encontramos Jor-El, que é o pai do Super-Homem, e que está prestes a fazer uma declaração forte a respeito do destino de seu planeta. Mas antes ele precisa que alguém conserte a televisão. Para um povo avançado, é meio engraçado como que eles ainda não inventaram a TV flat...


Depois que alguém descobre que faltava só apertar o botão ON/OFF, Jor-El diz que o sol está cada vez maior e logo vai engolir o planeta Krypton inteiro. Todo mundo ali está fudido, vai virar churrasquinho a não ser que eles façam uma evacuação imediata.


Os demais membros do congresso, que se vestem com macacões coloridos que por algum motivo estúpido possuem formas geométricas estampadas, caem na gargalhada, dizendo que aquele é o truque mais velho da história, que isso aí é só desculpa para que Jor-El fique em seu planeta sozinho e possa sair andando pelado pelos cantos ao som de Welcome to The Jungle. Para não deixar os sujeitos sem nome, os chamarei de Velho Círculo e Dr. Quadrado.


Nisso então o Super-Homem invade a sessão, dizendo que aquilo tudo era verdade, que todo mundo ali iria se dar mal se não o escutassem. Perceba que Jor-El fica assustado com a intromissão de um estranho, vestido como se fosse um transformista da zona, ainda mais com aquela capinha escrota.


O Dr. Quadrado manda então os dois se fuderem, que aquilo era uma palhaçada, conversa pra boi dormir. O máximo de evacuação que iria rolar nas próximas horas seria quando ele fosse no banheiro liberar o Mandela. E vejam que o Professor Xavier dos X-Men também faz parte do congresso kryptoniano.


Jor-El fica então confuso, ao ver que aquele estranho de cueca por cima da calça parecia muito familiar. Em especial por conta do topetinho escroto igual ao dele. O Super-Homem, por sua vez, parece demonstrar uma tranquilidade muito fria ao estar finalmente com o pai que nunca viu, que havia o disparado em um foguete para o raio que o parta.


Pouco tempo depois, como era esperado começa a zona toda, com Krypton começando a cair aos pedaços. Provavelmente nessa hora ao Dr. Quadrado deve estar sentado no trono, se borrando de medo e se ameaçando por não ter escutado Jor-El.


Já imaginando que o pior estava por vir, Jor-El decide então colocar o seu filho único, Kal-El, em um foguete, para mandá-lo para a Terra onde se tornaria mais forte que todos os outros homens, podendo assim escravizar o planeta ou pegar a mulherada toda. Ele viria a se tornar o Super-Homem.


Sabe, uma pausa aqui. Vendo a história da origem do Homem de Aço, fico me perguntando por que diabos Jor-El não fez uma nave maior para que ele, sua esposa e seu filho conseguissem fugir? Afinal de contas, não vi nenhuma necessidade dele bancar o almirante japonês e afundar junto com o navio, podia ter um pouquinho mais de auto-preservação e pensar em toda a sua família. Sei lá, talvez a profissão de cientista kryptoniano não dava muito dinheiro e só deu pra fazer um foguete tamanho P.

E vendo a cara de débil do pequeno Kal-El, me admira como Jor-El não largou o bebê e se mandou ele mesmo. Ou pelo menos tivesse apontado o foguete para o sol, acabando assim com ele.


O Super-Homem fica ali, com peninha... Está vendo ele mesmo prestes a ser disparado por um foguete para a Terra, enquanto seus pais vão virar torrada passada do ponto, mostrando que aquela teoria do paradoxo do Dr. Brown não é muito verdadeira.


Eis que então acende uma lâmpada em sua cabeça, e ele bola um plano para salvar Krypton. E nos damos conta que ele não faz idéia de como funciona essa história de alterar o passado, que pode provocar mudanças drásticas no futuro.


É, ele não teve o mesmo conselho que o Homer teve do Vovô Simpson, no dia em que ele se casou. 


"Se alguma vez viajar de volta no tempo, não pise em nada! Porque mesmo uma mínima mudança pode alterar o futuro de um modo que nem imagina!"

O plano brilhante do Super-Homem consiste em voar na direção do sol vermelho, talvez em uma missão suicida pra explodir a pôrra toda. Mas não, sabemos que não vamos ter essa sorte. Interessante como parece ser tão simples voar para dentro de uma estrela, a mais de dez bilhões de graus de temperatura... Tipo Bangu em pleno verão.


Pergunto: por que, com mil trovões, a nave do Super-Homem tem pisca-pisca e luz de freio?

Uma vez lá dentro, ele então decide pegar a fonte de força anti-matéria de seu Super-Móvel e jogar no meio do sol, onde iria reagir com sua matéria e impedir a expansão que engoliria Krypton. Sim, são essas as palavras usadas no desenho.


Eu não tirava boas notas em física, mas não me parece que misturar matéria e anti-matéria venha a ter resultados muito seguros. Sei lá... Mas o que sei é que se o Super-Homem se desfaz da fonte de força de sua nave ridícula, como é que ela continua voando?

Restando poucos segundos até a pôrra todo explodir, ele se manda...


... E o sol explode. Mas a explosão só faz com que ele se afaste de Krypton.


E assim Krypton está a salvo. Pelo menos até que o fato do sol ter sido mandado pra puta que pariu cause um inverno colossal que venha a transformar todos em picolé.


Jor-El fica todo satisfeito, feliz que não vai ter que disparar seu filho Kal-El pelo espaço. Embora a cara dele dê a impressão que não está tão satisfeito assim, pois agora ele vai ter que pensar em economizar para a faculdade de seu pimpolho.


Com a sensação de dever cumprido, o Super-Homem vai de volta até o mesmo buraco negro, retornando assim para seu tempo e realidade. Como disse, nada mais que uma passagem de teletransporte, parece aquele do Pac-Man.


Tudo certo, nosso herói então chega de volta na Terra, imaginando se vai pra casa pra dar uma super-barrigada, ou se passaria na casa da Lois Lane pra ver se ela estava interessada em brincar de esconder a linguiça, essas coisas que casais de namorados sem noção gostam de fazer.


Só que o Super-Homem então fica surpreso com alguma coisa. Será que ele tinha borrado as calças? Ou teria visto com sua super-visão que a Lois Lane estava fumando o cachimbo da paz do Chefe Apache?


Não, na verdade era o Palácio de Justiça, todo destruído, cheio de crateras fumegantes e caindo aos pedaços. Como ele sabia que os Super Gêmeos estavam na colônia de férias e o Gleek no veterinário, aquilo certamente não era uma traquinagem dos jovens super-heróis.


Ele entra então no recinto, dizendo que se aquilo ali era o resultado de uma festa homo-erótica promovida pelo Aquaman e pelo El Dorado, que os dois iam ter que arrumar tudo. E ai deles se ele achasse algum viado escondido...


Bom, quase isso... Quem aparece então no meio dos escombros é o Robin.


O pior de tudo é que o Menino Prodígio parece não reconhecer o Super-Homem, inclusive dizendo que iria se render. E pela expressão de surpresa do Homem de Aço, parece que o Robin está sem as calças, com um salame enfiado no fiofó.


Robin então explica que a Legião do Mal havia escravizado todos no planeta, e havia destruído todos os Super-Amigos, como exceção dele. Provavelmente pelo fato dos vilões saberem que o Robin é um mero nada e não ofereceria perigo, não valendo nem o preço da bala. O Super-Homem retruca, dizendo que aquilo devia ser uma trollagem, pois quando ele tinha ido ajudar a nave da Comlurb, todos estavam bem. O Robin então fala que ele está falando merda, que nunca viu a cara do Homem de Aço pintada, e que ele não era um Super-Amigo.


Nisso então o Super-Homem se dá conta do que aconteceu. Conforme o Vovô Simpson sempre dizia, se você alterar alguma coisa no passado, isso muda o futuro. Ao salvar Krypton, Jor-El nunca o enviou para a Terra, logo o Super-Homem nunca havia existido, resultando nesse presente alternativo onde os Super-Amigos foram trucidados e a Legião do Mal triunfou.


Bom, se eu me lembro bem de como toda a coisa de viagem no tempo funciona, pra começo de conversa era para o Super-Homem começar a sumir gradualmente, como quase aconteceu com o Marty McFly quando ele atrapalhou o encontro de seus pais em 1955. Mas ele continua inteiro. Acho que ninguém prestou muita atenção na teoria do paradoxo do Dr. Brown.

E interessante é ver que, lá no fundo, o Super-Homem se sente meio arrogante, ao se dar conta que a peça fundamental para garantir a segurança do planeta é ele mesmo.

Se dando conta de que fez merda, o Homem de Aço dá um tapinha no ombro de Robin, dizendo "there, there" como o Sheldon faz, e diz que tudo vai ficar bem, que ele vai corrigir tudo e logo ele estará de volta com o Batman para que eles possam fazer suas morceguices juntos.


O Super-Homem então vai com sua nave bizonha novamente para o mesmo buraco negro, e que convenientemente o envia para a mesma época. Sério, esse buraco negro tá mais pra portal mesmo...


Sem perder muito tempo, ele já corre de volta para o sol, para tentar tirar a anti-matéria que ele havia largado...


Desculpe, mas preciso dissertar um pouco sobre isso. Será que não era para ele chegar ali e ver ele mesmo largando lá a anti-matéria? Afinal de contas, ele a princípio voltou para o mesmo instante no tempo que ele havia voltado antes. Na verdade, nesse momento provavelmente o outro Super-Homem que havia viajado antes no tempo (que chamarei de Super-Homem 1) deveria estar lá em Krypton, falando com seu pai, logo não tendo ainda colocado a anti-matéria lá. E mesmo que esse outro Super-Homem (que seria o Super-Homem 2) tivesse esperado, as chances seriam muito grandes que ele esbarasse com o Super-Homem 1, aí sim gerando um puta paradoxo.


Mas isso seria complicado demais, então vamos seguir em frente.

Bom, dessa vez finalmente o Super-Homem sente alguma coisa por estar entrando em uma estrela incandescente, tendo uma mega enxaqueca que torna difícil pilotar o Super-Móvel. Assim, ele só tem três segundos para encontrar o cilindro de anti-matéria.


TRÊS SEGUNDOS!?!? Como assim, caralho? Tem algum contador, algum cronômetro que fala quanto tempo resta para que ele possa chegar em uma merda dum cilindro? Por que não dez segundos, ou 0.8 segundos? Vai se danar, ultrapassa a fronteira do ridículo...

Sete segundos depois, finalmente o Super-Homem acha o cilindro de anti-matéria, colocando de volta em sua nave. Dessa forma, nada vai impedir a expansão do sol e a destruição de Krypton. 


Mesmo sabendo tudo que vai acontecer, o idiota do Homem de Aço vai lá de volta no laboratório de seu pai, apenas para se certificar de que ele seria mandado para a Terra. Seria engraçado se ele tropeçasse em um fio e explodisse o foguete.


E o mais curioso é que Jor-El não está lá ao lado do foguete, para se despedir de seu filho. Provavelmente ele decidiu aproveitar os seus últimos momentos de vida para um pouco de diversão marital com sua esposa.


Não querendo correr o risco de ter a cena de sua mãe tocando a flauta de Jor-El como última lembrança de seus pais, e se dando conta de que em poucos segundos tudo irá pelos ares, o Super-Homem se manda, derrubando uma coluna sem querer, o que faz com que o laboratório despenque e eles morram soterrados.


Somos então agraciados com uma cena do Super-Homem pulando que nem uma zebra prenha para entrar em seu Super-Móvel...


... e Krypton vai então para o beleléu, como era esperado.


Mais uma vez, o Super-Homem atravessa o buraco negro com a mesma naturalidade que uma pessoa entra e sai de um elevador.


Mas dessa vez, ele encontra a Mulher Maravilha e a nave da Comlurb aguardando por eles. Interessante como da outra vez ele não se deu conta desse pequeno detalhe, não tendo estranhado pelo fato das naves não estarem ali.


A Mulher Maravilha então o recebe, dizendo que ela tinha tentado de tudo para salvá-lo, mas não havia conseguido. O Super Homem manda ela se fuder, dizendo que ela tinha deixado o rádio ligado e havia escutado que ela disse que não podia fazer nada. 


O Papai Smurf então não entende o porquê de todo esse fuzuê, pois o Super-Homem tinha ficado dentro do buraco negro por poucos segundos...


E o Super-Homem manda o Papai Smurf tomar no rabo, dizendo que esse bordão de "poucos segundos" era dele, e que tinha sido poucos segundos pôrra nenhuma, pra ele tinha demorado pra caramba.


Sim, mais um desses episódios que chega a ser engraçado de tão ridículo. Pena que ele não dura somente poucos segundos...