quarta-feira, 5 de outubro de 2016

O Rio na merda

Tivemos as eleições para prefeito neste último fim de semana. Como acontece a cada dois anos, vou lá, puto dentro das calças, perder boa parte do meu domingo para exercer o meu direito obrigatório de escolher quem serão os novos filhos das putas que vão ficar mamando nas tetas do Estado sem fazer pôrra nenhuma pela população que os elege. Sempre me dá enjôo ter que fazer parte de uma democracia estúpida onde somos forçados a votar mesmo quando não acreditamos em ninguém. E isso se fez mostrar aqui no Rio de Janeiro, onde tivemos uma das piores eleições que eu tenho conhecimento, e teremos um segundo turno sofrível...


Crivella, o bispo, já era tido como certo, disparado na liderança. Restava ver quem iria ficar em segundo, se seria o filhote do Eduardo Paes, o tal do Pedro Paulo, se seria o discreto Osório para quem devo agradecer pelo transporte público sofrível, se seria o filho do Bolsonaro, em quem votei por ver como a opção menos pior, e até mesmo se seria a jararaca da Jandira Ferghali. Acontece que para contribuir para meu desprezo, quem foi para o segundo turno foi o Marcelo Freixo, o ídolo da esquerdinha caviar da Zona Sul, que gosta de defender o socialismo calçando tênis da Nike e falando no seu iPhone.

Sinceramente... Só seria pior se fosse a jararaca quem tivesse passado...


Embora isso já fosse esperado, eu já imaginava que o Frouxo ia continuar no processo. Uma das principais razões é que no final das contas ele, a Jandira e o Molon já estavam desde o início arquitetando a passagem de pelo menos um deles para o segundo turno. Tudo farinha do mesmo saco, tudo um bando de cretinos vermelhos que uniram seus esforços para garantir alguém da esquerda pra enfrentar o bispo. Não duvido, por exemplo, que a Jandira deve ter falado pros seus eleitores "não votem em mim, votem no Freixo", quando ela começou a perceber que o quadrúpede do PSOL tinha mais chances. Algo que os outros candidatos mais da direita não fizeram (e dificilmente fariam, considerando as suas diferenças), o que abriu caminho para o Frouxo.

Algo que me chamou muito a atenção nessas eleições é quando olhamos para como foi o mapa das zonas eleitorais. Basicamente, se formos olhar para cada região da cidade, como esse site aqui da Globo apresenta, podemos observar algo muito curioso. A escolha de cores não foi muito feliz, tem esse azul-esverdeado ou verde-azulado que não sabemos se todas são mesmo regiões onde o Crivella ganhou, mas o que me interessa são aquelas em roxo ou lilás, onde o Freixo se destacou.


O interessante é ver como que o Freixo ganhou em quase toda a Zona Sul. Regiões como Copacabana, Ipanema, Botafogo, Laranjeiras, Flamengo... os eleitores de tais bairros, considerados pela própria esquerda como antros "da zelite" deram seus votos para o candidato do PSOL.

Muito curioso mesmo... Afinal de contas, os esquerdopatas adoram arrotar que na Zona Sul só tem burguês golpista, que são pessoas que odeiam os pobres e que têm condição de morar num bairro nobre por oprimirem o pobre. 

Na prática, existem duas explicações para isso: pra começar, o Rio de Janeiro é uma cidade repleta de funcionalismo público. Se você for pegar só Petrobras, Eletrobras e Correios, somadas com universidades públicas de grande porte como UFRJ e UERJ, já dá pra juntar um monte de funcionários, professores e alunos que seguem a doutrina do martelinho com foice. Em outras palavras, muita gente que se permite levar uma lavagem cerebral a partir do momento que ingressam em tais instituições, e que passam a acreditar no Lula e em outras baboseiras. Um bando de analfabetos políticos que seguramente votariam no Freixo.


A outra razão é que aqui no Rio, especialmente na Zona Sul, temos a proliferação de um tipo de gente cada vez mais comum, e que não vejo termo melhor para descrever como o pessoal dessa comunidade de Facebook bolou, o socialista de iPhone. Ou seja, aquele sujeito que mora bem, muitas vezes ainda sob as asas dos pais, que tem tudo o de melhor, como celular de última geração, roupas da moda e carro importado, que frequenta lugares como Starbucks e McDonald's, que viaja de férias para os EUA e a Europa... E que fica aí se vestindo de vermelho e bradando ódio ao capitalismo. Uma corja cada vez mais comum, e que logicamente vive em tais bairros nobres onde o Freixo ganhou.

Exatamente como esse carinha comentou lá na própria comunidade, que retrata bem o típico eleitor do PSOL.


Melhor impossível.

Sinceramente me dá vontade de dizer algumas coisinhas pra esses camaradas dessas regiões nobres aqui do Rio. Por exemplo, já que eles têm tanta consciência social, já que eles defendem tanto o socialismo, bem que eles podiam socializar um pouco os seus salários (ou mesmo mesadas) com os mais necessitados, ou talvez compartilhar alguns cômodos de seus imensos apartamentos da Atlântica ou da Vieira Souto com uma família de sem-teto, quem sabe até mesmo doar alguns de seus bens caríssimos para os mais pobres. Se vocês gostam tanto do Freixo, então que comecem a agir de acordo com os ideais socialistas que ele e seu partido defendem.

Enfim, fato é que aqui no Rio estamos mesmo fudidos... Ter que escolher entre o Crivella ou o Freixo é dureza. Fico com uma grande vontade de anular o meu voto, ao ver que nenhum desses dois me representa, talvez só venha a votar no bispo caso exista o perigo real do Frouxo ganhar as eleições, pois não tem como deixar esse retrógrado e marginal vencer...

Só que não consigo deixar de pensar que estamos na mesma situação daquele episódio do South Park, onde tinham que escolher o novo mascote da escola...


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