domingo, 6 de novembro de 2016

Comando para Matar - Parte 4

Sim, estamos de volta com esse filme antológico dos anos 80, estrelado pelo Arnold Schwarzenegger. A pancadaria continua, enquanto ele abre caminho para resgatar a sua filha. Estamos já chegando na metade do filme, estou vendo que vou bater mesmo um recorde e chegar em pelo menos seis partes ao todo. Mas esse filme bem que merece.


Não, esse não é um post sobre o jogo Contra. Apenas o coloquei para mostrar como que o clássico jogo de videogame foi sem dúvida baseado numa cópia do Matrix do Comando para Matar e do Rambo (e também copiaram o Alien, falta de originalidade da pôrra). Pena que só formos ver Schwarzenegger e Stallone juntos alguns muitos anos mais tarde, nos Mercenários, imagina como seria incrível uma produção reunindo essa turma na época?

Na última parte (que pode ser vista aqui), ele deu cabo do Sully, jogando ele do alto de um penhasco. Um final adequado para o tampinha tarado que encheu o nosso saco durante boa parte do filme. Enquanto dirige, Matrix então explica para Cindy com maiores detalhes tudo que aconteceu (algo que se ele tivesse feito antes ia facilitar muito), mostrando inclusive uma foto de Jenny em sua carteira, juntamente com um cartão fidelidade da Associação de Rifles. Cindy olha a foto, mas não comenta nada que ela parece ser filha do padeiro.


Jenny está lá com os capangas, o Hugo Chávez e o Bennett. Após um enjoado passeio de barco, eles chegam até a ilha de Lost, onde o ditador sul-americano tem uma mega mansão fortificada. Como os chefões de cartel de drogas normalmente têm. Deve ser menos chamativo do que ter um bunker subterrâneo, acho que todo mundo vai ignorar uma mansão imensa que qualquer um pode ver do alto no meio de uma ilha deserta e cheia de mato. Mas vocês sabem como são os vilões, com sua mania de grandeza...


Os dois bandidos então a levam para um dos quartos, onde vemos o péssimo gosto do Chávez para decoração, onde sequer tem uma cadeira para ela sentar. Bennett diz para ela ficar quietinha, que se ela se comportar ganharia uma tigela de Cremogema pela manhã, antes de ser degolada.


Jenny senta no canto em prantos, pois não tem coisa que ela odeie mais do que mingau de Cremogema.


De volta à terra firme, Matrix chega com Cindy no motel. Mas não pense bobagem, o nosso chapa Arnoldo não está pensando em uma parada para que sua nova amiga conheça seu frankfurter. Na verdade aquele motel era o lugar onde o agora finado Sully ia encontrar Cook, o negão que apareceu lá no início do filme matando toda aquela gente. E ainda estou pensando sobre qual era a idéia dos dois se encontrarem sozinhos em um motel...


Os dois entram no quarto, se preparando para verem cenas de revirar o estômago, considerando que Sully era um pervertido de quinta categoria. E por algum motivo, sempre achei que essa porta parecia uma caixa de fita K7, quem é desse tempo se lembra como era.


Eles começam então a brincar de Scooby-Doo e procuram por pistas que possam indicar qualquer coisa a respeito do paradeiro de Jenny. Apenas digo que vendo o tipo de criatura que era o Sully, teria sido mais higiênico se os dois tivessem colocado algumas luvas para evitar de tocar em algo indesejável. Principalmente o Arnoldo, que está ali revirando as cuecas do tarado tampinha.


Bom... graças ao princípio da conveniência de Hollywood, naquele exato momento o Cook estava chegando lá. E eu sempre achei curioso, para não dizer escroto, o fato de que ele só desliga os faróis de seu carro depois de já ter saído dele. Deve achar que é estiloso, embora não tenha ninguém ali olhando para perceber essa tosqueira.


Depois de revirar todas as roupas de Sully, eles escutam uma batida na porta. Cindy já pensa que danou-se, mas Matrix tem um plano, pedindo para que ela desarrume a cama, enquanto ele ia lá ligar o chuveiro.


E depois o malandrão do Arnoldo vai lá e quase arranca a blusa de Cindy! Puta merda, feministas devem estar agora pedindo a cabeça do Governator. Talvez ele quisesse dar uma olhada no material, mas a idéia era que ela fingisse que estava ali se divertindo com Sully, para enganar Cook. Pela cara de Cindy, parece que ela perdeu os seus peitos em algum lugar...


Cindy vai lá abrir a porta, enquanto Matrix está escondido. Cook olha com aquela cara de quem está com prisão de ventre, se perguntando que esbórnia era essa, que ele esperava ser recebido pelo Sully vestido com roupa de couro, e não uma moça com um decote imperceptível.


Cook entra ali amarradão, não quer saber de pedir licença, e chama pelo Sully, dizendo que ele não achou aquele brinquedo erótico no sex shop que ele tanto queria. Claro, é o que conseguiríamos ver se esse abajur não tivesse aparecido na frente, ou se eu tivesse sido um pouquinho mais competente pra tirar a imagem.


O Arnoldo chega ali atrás, todo maroto, e dá uma cutucada no ombro do negão...


... e depois acerta um cruzado de esquerda nas fuças do Cook, que cai longe que nem um saco de batatas.


Mais uma peleja começa, com o negão tentando trapacear e puxar seu trezoitão, mas Matrix diz que agora era hora da porradaria, e usar arma era roubar. Que ele lutasse que nem homem, pôrra! E na tentativa de desarmá-lo, acabaram estourando ali algumas garrafas de cerveja e o pote de vaselina de estimação que o Sully sempre levava em suas viagens.


Cook então diz que tudo bem, que ele vai pra porrada mesmo, que ele é um boina-verde e que vai ensinar a Matrix que deve respeitar as minorias ou ia denunciá-lo por racismo. Acrescento também que esse sujeito estava junto com o Schwarzenegger no Predador, era aquele mano com a metralhadora fodona que destruía quinze hectares de floresta naquela cena do início. E comento também que a dublagem ficou muito mais legal, com aquela voz grossa típica de negão que sempre usavam nos filmes da época; no original, o ator fala fino como o Justin Bieber depois de um exame de toque. 


Em resposta à provocação, Matrix acerta outro direto nas fuças de Cook. Nada de muito papo, o negócio era dar porrada, pouco se fudendo para que os grupos de defesa dos negros iam falar. Afinal, ele já tinha quase arrancado a cabeça do Seu Jorge lá no avião e ninguém falou nada.


Cindy está lá se escondendo, embora esse esconderijo não pareça proteger muito, qualquer erro de cálculo e ia sobrar uma porrada na cara dela. E nos damos conta como o arquiteto que fez esse quarto não se ligou muito em manter uma distância uniforme entre os pauzinhos, veja como o da esquerda tá todo deslocado pro lado, para a alegria de quem tem TOC.


A pancadaria continua... Me surpreende que mesmo depois de alguns tiros e toda essa baderna não apareceu ninguém para ver o que estava acontecendo ali. Bom, afinal de contas, é um motel... Acho que o dono está pouco se fudendo (com trocadilho, por favor) sobre o que acontece ali nos quartos, principalmente se são dois trogloditas se agarrando.


Cook está todo cheio de medo, aquele papo de boina-verde não assustou o Matrix e agora ele não passava de um mero cueca-marrom. Por sorte, ele havia caído perto de sua arma, agora ele conseguia equilibrar o embate. 


Só que Matrix sabe lutar capoeira, e acerta um chute no estilo do Blanka no meio da pança do Cook, jogando ele longe pra caramba...


... a ponto dele voar por uma daquelas portas que colocam entre os quartos, desabando no meio do apartamento do vizinho, onde uma mulher de vida fácil estava brincando de fio-terra com um loiro com cara de boçal.


Deixa eu fazer aqui uma observação. É comum muitas vezes quartos de hotel terem essa porta que fica entre dois apartamentos, algo que é tipicamente usado quando um grupo grande quer se hospedar, em geral uma família. Numa situação normal, essa porta fica fechada à chave, sendo liberada por alguém do estabelecimento. Mas, eu fico me perguntando o seguinte: estamos falando de um motel, onde se imagina que vai ter um casal que vai ficar no quarto. Pra quê então teria uma porta dessas? Em qual condição teriam pessoas que iriam querer deixar os quartos ali conectados entre si? Só se fosse um grupinho festeiro querendo fazer uma suruba.

Ainda meio trêbado com o monte de porrada que levou, Cook consegue finalmente ficar de pé, e aponta a arma para Matrix. Agora fudeu, a não ser que o Arnoldão tenha peito de aço pra refletir a bala.


Sem se preocupar com as crianças na sala, Cook profere um sonoro "vai se fuder", mas aí sua arma dá um sonoro click. Era de se imaginar, já estava sem munição... Ah, as conveniências cinematográficas!


Matrix então responde com um infantil "vai se fuder você!" e continua com a porradaria, sem dó nem piedade...


... jogando o negão em cima da mesa, tudo isso na frente do casal que foi interrompido durante o rala e rola.


Um rápido comentário sobre algo que percebi ao fazer essa sátira, e aposto que você que já viu o filme também não deve ter visto antes. Percebeu ali a câmera montada do lado da cama? Caralho, o casal tava ali gravando um pornô caseiro, pra depois colocar no Xvideos! Puta merda...

O carinha ali está todo horrorizado com a violência desenfreada, ou pode ser a ardência causada pelo objeto roliço em sua porta dos fundos. A moça, ostentando um par de bazingas naturalmente siliconadas, parece estar é com tesão do musculoso com sotaque engraçado, muito mais másculo que aquele paspalho magricela chorão.


Matrix parte então para a grosseria nível 10, acertando um soco tão forte no saco do Cook, a ponto que suas bolas fossem parar no esôfago, fazendo com que ele falasse fino por uma semana. Lembrando que no original esse negão já tinha voz fina, daria pra trabalhar de soprano numa ópera. Essa é aquela cena que até quem tá assistindo sente dor.


E aí então, é a hora do fechamento: SHORYUKEN!!!


Cook então voa que nem um saco de lixo... Isso é karma, meu amigo. O cara lá no início matou um monte de gente, estava tendo agora o que merecia. Sorte que o chão é de carpete, e assim ele não vai se machucar muito na aterrissagem.


Mas, o que houve, Cindy? Por que essa cara de que está segurando o vômito? 


Ah, tá... Tá certo. Me esqueci de que o Cook teve a infelicidade de cair em cima de um pé de mesa que tinha ali no chão, sendo assim empalado que nem uma alcatra no espeto.


Matrix chega lá pra tentar saber algo sobre a localização de sua filha, mas dando um puxão na gravata de Cook não ajuda muito, que só responde "graaarrrbbbhhh..." e depois apaga.


Kill Count do Arnoldo = 4

Mais um que bateu as botas... Sem a menor cerimônia, o nosso camarada Arnoldo vai lá fuçar os bolsos do moribundo, pra ver se acha uma bala Juquinha. Pois, sempre depois de matar um boina-verde, ele gosta de mascar uma bala Juquinha.


Volta então a busca por pistas, para ver se tem algo que ajude a localizar Jenny. Que azar, Cook teoricamente sabia onde ela estava, mas Matrix havia matado ele sem querer querendo... Só faltava ele ter a sorte da menina estar escondida no porta-malas esse tempo todo.


Cindy então acha um recibo no porta-luvas de combustível para aeronaves, que ela reconhece pois está tirando brevê de piloto. Mais uma das coincidências cinematográficas, só mesmo num filme para que a aeromoça em quem o panariço do Sully se engraçou ter conhecimento dessas coisas. Vendo o endereço, Matrix imagina que o Chávez deve ter um avião escondido em um armazém por ali perto.


Com um plano em mente, Matrix sugere que eles levem o carro do Cook, pois ele não vai precisar mais. Mais uma frase de efeito do filme. E, fico imaginando como deve estar o casal lá do quarto vizinho, se aquela porradaria toda esfriou o "romance" ou se eles já retornaram para os trabalhos.


Em cinco segundos, eles chegam então no tal armazém, e Matrix parece reconhecer que era o lugar onde ele estava mais cedo, quando acordou do tranquilizante. Interessante como o Arnoldo consegue perceber a fachada de um lugar que ele só viu por dentro, mas vamos deixar isso de lado. Ele deve ter a visão além do alcance que nem o Lion dos Thundercats.


Com a facilidade de quem abre uma porta de geladeira, Matrix arrebenta o cadeado do portão. Mais interessante é como não tem sequer um vigia num lugar desses, permitindo assim que os dois entrem numa boa.


Matrix manda que Cindy se esconda ali num canto, enquanto ele vai tentar subir um pouco na vida, escalando o cano para invadir sorrateiramente o armazém.


Nada melhor para isso do que arrancar fora uma folha metálica da parede e jogá-la lá embaixo, para fazer ainda mais barulho. O Arnoldo tá brincando com o perigo, ou já tem idéia de que os bandidos ali devem ser uns bostas. Ou talvez eles só entendam barulhos em espanhol, sei lá.


Olhando ali dentro, ele então vê que acertou em cheio, pois o armazém está repleto de latinos e armamentos ultrapassados da guerra do Vietnã, dando a entender que eram mesmo os soldadinhos do Chávez. Quem sabe ele não estava por ali também?


Mas depois de olhar por todos os lados, nem sinal de Chávez, Bennett ou mesmo de Jenny. Faltava só dar uma olhada num escritório ali num canto, talvez eles estivessem lá.


Só que não, só tinha ali um chicano genérico brincando de mapa. Chamarei ele de Valdéz, outro nome típico de personagem hispânico nos filmes dessa época.


Antes mesmo de que possa dizer um "ay caramba", Matrix acerta um soco na cara, um cruzado na barriga e uma joelhada no nariz do Valdéz. Mas, honestamente, nada a ponto de matar o coitado, que vai só acordar no dia seguinte com uma mega enxaqueca. Assim, não vamos atualizar a contagem de mortes do Arnoldo por enquanto.


Isso pode ser comprovado pelo fato dele ter escondido o cara num armário. Se ele estivesse morto, certamente Matrix o deixaria ali mesmo. Pois ele não gosta de esconder defunto, era como um cartão de visita escrito "Matrix esteve aqui".


Depois de garantir que a costa tá livre, ele vai lá chamar a Cindy pela janela, ajudando-a a entrar. E com isso, aproveitando pra dar uma pegada nas coxas dela.


Matrix então diz que não tem nenhum personagem principal do elenco naquele armazém, só um monte de figurantes de origem latina que não valiam o esforço. Nem mesmo tinha ali o tal avião que era citado no recibo. Ou seja, bem provável que estavam ali perdendo o seu tempo num armazém de merda.


Novamente em modo de busca por pistas, o grandalhão percebe então o mapa e vê algumas coordenadas, que indicavam para uma ilha no meio do nada, Tava na pinta que ali era o lugar onde Jenny estava... Tá, nada dizia isso, mas parece que o Arnoldo já tinha olhado no script.



Cindy encontra também a foto de um hidro-avião, embora ela chama de "avião anfíbio". Até onde eu sei, anfíbio é o termo que a gente usa para um veículo que se locomove na terra e na água, o que não se aplica nesse caso na minha humilde opinião. Mas, como é ela quem está tirando brevê de piloto... Da mesma forma inexplicável, Matrix também deduz que esse avião era o que Chávez usaria para chegar na ilha. Claro que isso tá mais pra foto genérica de um avião qualquer que você encontra num livro, mas tudo bem.


Sabemos que na prática o vilão foi pra lá de barco... De alguma forma, Cindy olha o recibo e pelo tipo de combustível descobre que sim, era combustível de avião anfíbio, como se fosse fazer alguma diferença o tipo de combustível para um avião anfíbio ou avião aéreo. E descobre também onde o avião está, nas docas perto dali.


Dessa forma extremamente conveniente, em dez minutos Matrix já sabia agora onde estava sua filha. Mas, antes de ir buscá-la, era hora de fazer compras.


Sim, parece uma idéia estúpida, ainda mais vinda de um marmanjo como o Arnold Schwarzenegger. Mas, você verá na próxima postagem o tipo de comprinhas que ele estava querendo fazer, antes de ir lá na ilha chutar a bunda de uns terroristas.

Um comentário:

Ciro Lira disse...

Genial essas sátiras! No aguardo da parte em que ele fala "Let off some steam,Bennett."