Continuamos seguindo com a série animada de Azur Lane, jogo das meninas-navio que saem na porrada entre si e contra alienígenas cheias de tentáculos. Confesso que não esperava que chegaria tão longe assim, dá um trabalho do cão fazer uma sátira de uma série inteira, e ainda restam mais três episódios sem contar com este aqui. Mesmo sabendo que a maioria dos poucos visitantes não deve estar dando a mínima para isso aqui, eu sou um texugo teimoso e vou até o fim.
... até ela ser atingida pela explosão e ser salva de cair em um buraco negro psicodélico por Javelin e Laffey, em uma manobra digna de filmes de ação por conta da falta de bom senso. Mas se acontece nos filmes, por que não um desenho? Basta só torcer para o pessoal do Missão Impossível não processá-las por plágio.
Ayanami acorda e percebe que está em uma cama no que deveria ser uma enfermaria. Bom, na verdade nem podemos dizer se aquilo ali era mesmo uma enfermaria, pois só vemos uma cama meio chinfrim e um cabide desproporcional. Se fosse mesmo uma enfermaria, deveria ter alguma bolsa de soro pendurado, um medidor de batimentos do lado e uma comadre debaixo da cama.
Mas provavelmente ela imaginou isso ao perceber suas mãos e braços cheios de curativos, alguém certamente tinha cuidado de seus ferimentos. E também esse alguém provavelmente roubou seu sutiã, de forma que vemos seu decote nessa tomada desnecessária, feita especialmente para os meladores de cueca que assistem.
Do nada surge uma voz, dizendo que ela não tem como fugir. É a estreia da porta-aviões britânica Ark Royal, que parece que voltou da feira onde comprou algumas maçãs. Não muitas, pois o pessoal da base fez o L e a comida está cada dia mais cara.
Ayanami pergunta se ali era a base da Azur Lane, e Ark Royal responde com um "dããã". Afinal de contas, não tinha nenhuma orelhuda com rabo de fora andando por ali. E ela joga uma maçã para a japinha, sem dizer que ela estava cheia de bicho.
Um pequeno comentário, que aqueles que jogam já sabem: Ark Royal tem uma paixonite aguda por destróieres, não sei explicar o motivo mas ela sempre fica excitada ao ver uma menina-navio pequena como Ayanami. Deve ter alguma coisa a ver com o porta-aviões de verdade, que talvez sempre era escoltado por destróieres, sei lá. Mas a grande verdade é que Ayanami corre perigo de ser bolinada por uma tarada com um saco de maçãs.
Enfim, de fato estamos na base de Azur Lane, depois daquele combate frenético dos últimos episódios. Hora de colocar tudo em dia e descansar um pouco.
Só que nem tudo são flores... Neste momento, na sala de comando, Laffey e Javelin estão levando uma comida de rabo por conta de sua ação arriscada e sem sentido no combate, em que elas largaram suas posições para resgatar uma inimiga que ia cair num buraco. Onde já se viu, ficar salvando os inimigos?
Belfast se apresenta, dizendo que a culpa na verdade era dela. Afinal de contas, as duas ainda eram pirralhas que não sabem de nada, e ela estava como a responsável. Só que ela não admite que havia ordenado as duas salvarem Ayanami, né?
Aí Cleveland diz que a punição das duas será cuidar da prisioneira. Algo que era muito importante, para assegurar não só que ela não conseguiria fugir, mas que também receberia todo o tratamento necessário por conta da convenção de Genebra. Isso incluía cuidar dos ferimentos, fazer comida, lavar roupa e limpar o banheiro da cela.
Mas como assim, que diabos de punição é essa? As duas destróieres ficam felizes com a missão de cuidar de sua amiguinha. Bem, na verdade apenas Javelin fica feliz. Laffey está pensando por que a galinha atravessou a rua.
Depois de despachar as pimpolhas, as adultas começam a tomar o chazinho da tarde com biscoito Maria. Embora Prince of Wales discordasse da "punição" frouxa que foi dada para Javelin e Laffey, ela sabia que tinham coisas mais importantes para se preocupar...
... que era o caso daquela pôrra de cubo mágico preto, que estava brilhando como se fosse alguma coisa do demônio. Provavelmente ele tinha alguma coisa a ver com algum projeto secreto das Sirens, ou era só uma pegadinha de 1º de abril para distrai-las do que fosse realmente importante.
Hornet acrescenta que também deveria ter algo a ver com sua irmã Enterprise, lembrando que a tonta havia tocado o cubo preto e provavelmente pegou alguma doença ou praga por conta disso. Era uma explicação pra ela ter ficado tão maluca e poderosa durante o combate.
Belfast explica que Enterprise tinha sido mandada para enfermaria, onde fez todos os exames necessários e desnecessários, e não encontraram nada de anormal. Só viram que o colesterol dela estava nas alturas, depois de ter se acostumado a comer muito por conta da insistência de Belfast. Isso não teria acontecido se ela seguisse comendo aquelas barrinhas de ração com gosto de terra, pelo menos aquilo não tinha gordura.
Cleveland diz que sempre soube que Enterprise era a mais poderosa da esquadra... mas, naquele dia, quando ela estava com os olhos brilhando, ela havia sentido medo. Era como se ela estivesse possuída pelo demônio, o que faz Hornet pensar se vão ter que chamar um exorcista pra tirar o encosto de sua irmã.
Falando na dita cuja, ela está no alto do relógio da torre, acompanhada da brisa dramática do Ryu do Street Fighter mais uma vez. Enterprise fica refletindo sobre tudo que aconteceu no combate, incapaz de se lembrar do que fez com clareza. Era como se tivesse entornado um goró e feito um monte de coisas que jamais faria sóbria. Ela fica se perguntando se não corre o risco de alguém ter filmado e colocado no YouTube ou TikTok.
De repente alguém a chama lá debaixo. Era Vestal, navio de reparos e que sempre ficava preocupada com Enterprise, ainda mais agora. Ela pergunta se a porta-aviões estava se sentindo bem, que era perigoso ficar no alto de uma torre depois de ter feito uma colonoscopia. Mostrando que aproveitaram que Enterprise estava desacordada para fazer um monte de exames que ela estava enrolando pra fazer.
Puta da vida por terem feito um exame tão invasivo sem sua aprovação, Enterprise nem responde Vestal. Em vez disso, fica olhando para o longe, percebendo como toda aquela beleza do oceano, como sua irmã Yorktown dizia, não passava de cascata. Os mares eram lugar de guerra, de porrada, tiro e bomba, e ficava cada vez mais claro que elas, meninas-navio de todas as facções, tinham apenas um destino: lutar.
Bom, vamos deixar Enterprise quieta e ver o que as destróieres estão fazendo. Javelin não consegue esconder a felicidade de que finalmente vai ter a chance de ser amiguinha de Ayanami, prometendo mostrar um monte de coisas legais na base. Pois é, esse tratamento de prisioneiro de guerra está muito molezinha. Laffey, por sua vez, está pensando apenas na hora em que vai poder cochilar um pouco, pra variar.
Ayanami não entende bulhufas. Pelo que haviam contato para ela na escolinha de destróieres do Sakura Empire, prisioneiros de guerra ficavam com uma bola de ferro acorrentada no pé e tinham que quebrar pedras o dia inteiro. Não fazia o menor sentido que suas inimigas a estivessem levando para fazer compras.
E faz menos sentido ainda que Ayanami não tenha simplesmente saído correndo dali. Talvez seja a curiosidade de ver se tem alguma coisa em liquidação.
Do nada, ela sente algo batendo em seu pé. Era uma bola de baseball. Afinal de contas, era o que se esperaria em uma base naval...
Sim, apesar de estar rolando uma guerra violenta contra o Crimson Axis e Enterprise ter se transformado em uma super-sayajin psicopata, todo mundo só quer se divertir, jogando bola para passar o tempo até a próxima batalha.
Aliás, a que está no meio com a luva de baseball é a porta-aviões Bogue, que no jogo aparece jogando uma bola. Fico me perguntando por que ela em especial tem esse fanatismo todo pelo esporte.
Começam a aparecer outras destróieres para ver Ayanami... ah, esquece. Não vou ficar falando o nome de todas elas, pois só vão aparecer nessa cena, falando que ela era legal pra caramba por ter se arriscado a salvar suas amigas do Sakura Empire. Todas as cinco são irmãs de uma mesma classe, e são conhecidas como "Little Beavers", o que seria "pequenos castores".
Tá, elas não são conhecidas dessa forma por parecem castores... e muito menos se trata de alguma referência pseudo-pornográfica (se você pensou isso, vá lavar seu cérebro com detergente). Esse foi o apelido dado ao Esquadrão de Destróieres 23 da marinha americana na Segunda Guerra, que participou de vários combates. E as meninas-navio acima representam justamente os navios Foote, Spence, Charles Ausburne, Thatcher e Aulick da figura acima.
É, acabei dando os nomes delas... continuemos. Mas antes de seguir, veja que toda essa cena cheia de destróieres estava sendo observada de longe por Ark Royal.
Depois de caminhar um pouco, elas chegam na loja da Akashi. Mas, como assim? Ela não era uma prisioneira também? Se não se lembra, foi lá atrás nos episódios 5 e 6 em que ela foi resgatada, e não demorou para abrir sua lojinha e extorquir a turma toda.
Ayanami pergunta que esbórnia era essa. Afinal de contas, Akashi era também do Sakura Empire, o que diabos ela estava fazendo ali numa base do Azur Lane. E ela responde secamente: merchandising.
Se você entendeu a piada, parabéns. Você é uma pessoa culta que assistiu "SOS Tem um Louco Solto no Espaço". Que, por incrível que pareça, vai ter uma continuação sendo lançada ano que vem.
E essa é a grande verdade. Akashi decidiu abrir uma lojinha na base para vender seus produtos de qualidade duvidosa e artigos importados pela Shein e Ali Express. O melhor de tudo é que ninguém sabia o quanto Akashi era uma vigarista, faturando alto com aquelas meninas-navio tapadas. Tipo Long Island, que estava comprando um kit de montar do Enterprise de verdade.
Depois de extorquir duzentas pratas de Long Island por um kit que vem sem as instruções, Akashi decide ser um pouco mais séria e conta para Ayanami tudo que viu naquele dia, em que Akagi estava de conluio com uma Siren lésbica. E temia pelo pior, pois provavelmente ela estava sendo usada por aquela criatura cheia de tentáculos.
Não percebendo o momento de reflexão de Ayanami, logo Javelin e Laffey aparecem na frente dela, perguntando qual das canecas iria querer pra tomar suquinho de laranja.
Hora de mudar um pouco de ares... Vamos para o Sakura Empire, onde o sol está se pondo e as destróieres amiguinhas de Ayanami estão lamentando que ela foi sequestrada, provavelmente estaria sendo torturada e passando fome. Zuikaku está com elas, também chateada por não ter conseguido salvá-la, era tudo sua culpa.
Com todo aquele chororô, Shigure se emputece, dizendo que não era culpa de ninguém, e que tudo ia ficar bem. Afinal de contas, Azur Lane não tem perma-death como no Kancolle, e não importa quantas vezes alguém afunde, na próxima fase todas elas estão curadas.
Vamos então na grande árvore de cerejeira, que é a base do Sakura Empire. Poderiam ter feito uma base normal, mas as japonesas preferiram fazer uma casa na árvore como se fosse crianças.
Quem está lá é Nagato, líder das forças orientais, juntamente com sua irmã Mutsu e sua guardiã, a destróier Kawakaze. Por algum motivo, elas estão com seus canhões e equipamentos de navegação, mesmo estando a alguns quilômetros do mar. E vendo como elas são pirralhas, deve explicar porque a base fica numa casa da árvore.
Deve ser pra dar uma assustada em Shoukaku, que veio direto da clínica do SUS onde ficou algumas horas só pra colocarem uma faixa em seu braço quebrado. Ela explica que a missão foi uma droga, que levaram uma coça da Azur Lane, que ainda estava com o cubo mágico preto, e de quebra tinham perdido Akagi e Ayanami havia sido capturada.
Nagato fala que Kaga está puta da vida e decidida em seguir com o projeto Orochi, daquele mega navio alienígena que estava sendo construído na caverna, embora tanto ela como Shoukaku acham que a ideia é muito arriscada, poderia trazer mais problemas do que imaginavam.
E Mutsu fica só olhando a sua irmã, sem entender nada que está acontecendo...
Pequena pausa para um comentário: quem assistiu a sátira que fiz de Kantai Collection ou ao menos viu as postagens que fiz do jogo, deve se lembrar que lá no jogo "rival" Nagato e Mutsu também exercem um papel de liderança, talvez por representarem os encouraçados japoneses mais poderosos no início da guerra (ou seja, excluindo o Yamato, que nem existe ainda no jogo Azul Lane). Mas o que mais me chama a atenção é que como aqui decidiram fazer as duas meninas-navio relacionadas como se fossem pirralhas. Não apenas foge completamente de um "padrão" comum que vemos, onde as garotas que representam encouraçados são adultas (e geralmente bem dotadas), mas também não faz o menor sentido que a líder do Sakura Empire seja uma pentelha com orelhas de gato que ainda deve usar fraldas...
Sei lá, pra mim não funciona. E só por isso, vai aí uma fotinho da Mutsu de Kantai Collection, que é irresistível de linda.
Numa área por ali, encontramos ares um pouco mais descontraídos com as alemãs do Iron Blood. Além de Prinz Eugen, que está de costas, vemos sua irmã Admiral Hipper e as destróieres Z23 e Z1 fazendo um lanchinho no pôr-do-sol, como se tudo estivesse de boas.
Z23, que tem cara de ser uma CDF, reflete que o combate tinha causado um grande impacto no Sakura Empire, com muitas meninas-navio feridas e a estrutura de comando abalada, especialmente por conta de Akagi estar desaparecida. Todo aquele caos poderia ser uma boa oportunidade para o Iron Blood ajudá-las e com isso se beneficiar da situação.
Prinz Eugen, que está uma vez mais comendo os espetinhos de sushi da forma mais erótica possível, dá uma zoada em Z23, dizendo que ela estava sendo bem ousada e sinistra, querendo se aproveitar que suas aliadas estavam na merda para atacá-las. E faz questão de lembrar que quando um certo bigodinho tentou fazer isso com os russos, se deu mal.
Z23, que passarei a chamar de Nimi que é seu apelido no jogo, manda Prinz Eugen enfiar aquele espeto no rabo, que ela não era uma filha da puta que ia trair suas aliadas.
Prinz Eugen diz que estava só brincando, pois sabe que no fundo ela quer resgatar sua amiguinha Ayanami. Nimi diz que não tem nada a ver, diferente daquelas outras destróieres inimigas ela não tinha essa bobagem de amizade. Além disso, ela queria mais que Ayanami fosse pro espaço, pois Nimi era uma das personagens iniciais nas versões internacional e chinesa de Azur Lane, mas aí colocaram Ayanami em seu lugar na versão japonesa e até hoje ela está fula com isso.
Interrompendo o papo com forte sotaque chucrute, quem aparece é a destróier japonesa Hatsuharu, trazendo alguns docinhos pra suas amiguinhas alemãs saborearem depois de comerem os espetinhos de vegetais e sushi.
Só que ela se desespera do nada. Por que será? Talvez ela derrubou a bandeja no chão e está pensando no esporro que vai levar, ou se deu conta que tinha deixado o fogão ligado?
Puta merda, coitada da Hatsuharu, pois era algo bem pior: era a tarada da Prinz Eugen, passando a mão em sua bunda e tentando descobrir de onde vinha o rabo de gato que ela tinha. Não adianta, quando a alemã aparece, pode apostar que vai ter putaria...
Vamos voltar para o outro lado do mundo, onde provavelmente a Azur Lane está se organizando para continuar o combate... não, esquece. Me esqueci que a guerra é só de vez em quando...
Pois é. Por mais ridículo que pareça, com toda a merdarama acontecendo, depois de uma batalha tensa e difícil, vemos as meninas-navio inglesas jogando golfe. E, claro, todas elas puxando o saco da rainha Queen Elizabeth, mesmo depois dela ter mandado três bolas na água e estar vinte pontos acima do par.
Ela fica se perguntando o que diabos aquelas depravadas das Sirens estavam querendo. Afinal de contas, se fosse pra conquistar ou destruir o mundo, elas certamente tinham o potencial para fazer isso em segundos. Por que então que elas estavam se aliando ao Crimson Axis e rendendo com uma guerra que não termina? E também tinha a questão daquela plebeia da Enterprise, que ficou super-poderosa e ninguém soube dizer como que isso aconteceu. Ela queria respostas, e por ser rainha alguém ia ter que dar um jeito de explicar.
Hood, que tinha acabado de isolar a sua bola de golfe que estava a cinco centímetros do buraco para não ganhar de Queen Elizabeth (afinal, ninguém pode ganhar da rainha), comenta que Illustrious havia percebido algo em Enterprise quando elas chegaram na base. Queen Elizabeth responde que ela suspeitava desde o princípio, e por isso ela teve a brilhante ideia de ter escalado Belfast para ficar de olho na porta-aviões americana.
E justamente Belfast está conversando com Illustrious a respeito de Enterprise, onde entendem que ela é muito poderosa, mas no fundo tem um lado vulnerável, e por isso correu o risco de "explodir" naquele conflito. Se por um lado aquilo trouxe ainda mais poder, certamente tinha afetado seu espírito. E somente Enterprise conseguiria enfrentar isso, sozinha.
Pois é, as duas tirando o delas da reta...
Voltamos a turminha da Javelin, que segue com seu dia de passeio com Laffey e Ayanami. Esta não está entendendo nada e já estava com saudades do xadrez, mas a inglesinha sapeca diz que tá cedo ainda, e elas iriam pra cidade pra comer e passear. Em outras palavras, fazer turismo na base.
Até que encosta um Uber do lado delas: era Illustrious, que depois de tomar o chá da manhã com Belfast, estava levando Unicorn para tomar vacina contra sarampo. E sim, esse carro pode bater a duzentos por hora e certamente Illustrious não vai sentir nada, graças ao imenso par de airbags que carrega.
As três pentelhas conseguem descolar uma carona para ir até a cidade. Javelin está extasiada como sempre, acho que ela faz essa cara até quando está fazendo força no vaso. Ayanami continua sem entender nada, parece que aquele pessoal não sabia o significado da palavra "prisioneira". E Laffey, para variar, está com sono.
No final das contas, era dia de feira, e assim elas passeiam no meio de um monte de barracas onde se vende de tudo. Pra variar, tem um monte de pintos amarelinhos no caixa. Veja que Unicorn acabou se safando de tomar uma injeção na bunda, indo acompanhar suas amiguinhas no passeio.
E elas ainda conseguem ir na confeitaria Colombo pra comer algumas panquecas com morango e chantilly, disfrutando o sabor de um doce gostoso. Bom, exceto Laffey, que deglutiu a panqueca inteira numa abocanhada só, como se fosse um tubarão.
Pra completar, ela percebe que Ayanami tá pensando na morte da bezerra... e YOINK! Apesar da cara constante de sono, Laffey é rápida pra dar uma garfada pra roubar um pedaço da panqueca da vizinha.
Essa tinha sido a gota d'água, Ayanami diz que ninguém mete a mão em seu prato e fica vivo pra contar a história. Laffey se levanta e diz que vai comer o que ela quiser, que aquela orelhuda ficasse na dela. E aí começa a peleja, com as duas brigando com garfo e faca, para o desespero de Javelin, que diz que elas precisam se comportar.
Laffey passou metade da série sem querer enfrentar Ayanami... precisou apenas da motivação de filar boia pra deixar de lado aquela frescura de pacifismo e ser amiguinha.
E quem continua "stalkeando" as meninas? Sério, o que tem na cabeça do pessoal que faz esse desenho, a ponto de transformar Ark Royal praticamente em uma tarada que curte admirar destróieres?
A excitação é tanta que o nariz dela começa a sangrar, que é uma das piadinhas manjadas de desenhos japoneses, em que sangue jorrando pelas narinas indica que a pessoa está super excitada. Como você provavelmente deve estar, ao ver Illustrious chupando um sorvete e o decote absurdo de Belfast.
Puta merda, o que será que tem na água que essas garotas inglesas tomam, pra ficarem com esses magumbos gigantes?
O dia continua... e de noite, como não tem nada melhor pra fazer, elas estão comendo de novo. Sei lá, acho que navegar pelos mares deve gastar muitas calorias e as meninas-navio precisam fazer refeições a cada duas horas. Javelin pergunta como que é o restaurante do Sakura Empire, e Ayanami diz que é a mesma coisa que ali, só que tem cheiro de peixe podre.
Do nada, alguém solta um gritinho. É Glowworm, que estava cortando umas cenouras pra fazer uma salada, e acabou se machucando com o facão. Como se precisasse usar essa faca gigante pra cortar alguns legumes. Se bem que não tem nenhum sanguinho, acho que ela está é de frecura.
Quem brota do chão com a cena é Ark Royal, correndo pra acudir uma pequena destróier em apuros. Tudo estava tranquilo, ela iria chupar o dedo de Glowworm pra sarar o dodói. Que era apenas uma desculpa esfarrapada, pois a porta-aviões tarada só estava pensando em abusar da baixinha de forma impublicável para esse horário.
Mas Glowworm responde na base da violência, dando uma cabeçada na cara de Ark Royal, deixando ela desacordada. Essa é uma piadinha baseada na história real do destróier inglês Glowworm, que se você leu a minha postagem sobre colisões de navios deve se lembrar: enfrentando o cruzador alemão Admiral Hipper, o pequenino navio inglês lutou bravamente até o ponto em que seu capitão ordenou uma manobra ousada para dar uma porrada no cruzador alemão.
Por isso que a Glowworm de Azur Lane tenta resolver tudo na pancada. Mais uma curiosa e bem-elaborada referência histórica do desenho.
A noite vai chegando, hora das meninas irem dormir. Mas antes passamos no quarto de Enterprise, que está terminando de comer sua ração enquanto reflete sobre aquela misteriosa transformação pela qual ela passou. Ou então está pensando em algo menos importante, como com quantos paus se faz uma canoa...
Do outro lado do Pacífico, também de noite (já falei dessa inconsistência de fuso horário), Kaga está naquele esconderijo onde estavam construindo aquele navio alienígena. A porta-aviões está ainda de luto por sua irmã, e Observer está ali atrás, com uma cara safada de quem está pensando em enfiar alguns tentáculos onde não deveria.
Enquanto se posiciona estrategicamente atrás de Kaga, Observer começa a convencê-la de que o navio Orochi está pronto, e que leva a energia espiritual de muitas batalhas e de navios de guerra. Incluindo a de Akagi. Se Kaga queria mesmo honrar sua irmã, estava na hora de soltar aquele mega-navio contra a Azur Lane, pra acabar com a guerra de uma vez por todas.
Chega de espiar, antes que ocorra alguma cena hentai de embrulhar o estômago. Voltemos para a base de Azur Lane, onde Ayanami está dormindo no quarto de suas novas amiguinhas. Ela ainda não conseguiu entender essa ideia de ser prisioneira de guerra mas ter passeio no parque, lanchinho e festa de pijama.
Só de sacanagem, ela decide experimentar a tal política prisional daquela base maluca: depois de se vestir, ela simplesmente sai andando pela porta da frente. Mais fácil que isso, só os presos das penitenciárias brasileiras com direito à saidinha.
Pro azar dela, Enterprise também está de pé. Era pra sair uma pancadaria, onde a porta-aviões iria algemar a fujona e colocar ela numa cela de meio metro quadrado... Mas ela apenas brinca com Ayanami, e pergunta por que ela não está conseguindo dormir.
Ayanami diz que está confusa... pois sempre disseram que a Azur Lane era inimiga, mas ela estava sendo tratada tão bem, com carinho e atenção. E assim ela fica se perguntando por que existe aquela guerra entre meninas-navio que são tão parecidas. Por mais que estivesse confusa sobre tudo, uma coisa era certa: ela não queria lutar. E Enterprise diz o mesmo.
Enterprise deixa a destróier sozinha, e ela vai para aquele mesmo penhasco do primeiro episódio, para olhar para o mar, ainda sem saber o que deveria fazer. Será que ela deveria aproveitar a deixa e fugir de volta para o Sakura Empire? Ou talvez ela devesse virar a casaca e se aliar à Azur Lane? Ou então se esconder em algum canto, pra ficar comendo biscoito e jogando videogame?
Do nada, aparece aquele unicórnio de pelúcia escroto, como no primeiro episódio, e agarra o pé dela. Parece que esse bicho tem complexo de Haroldo do Calvin, embora seja um brinquedo acha que é de verdade.
E quem está ali, como no primeiro episódio, são Javelin, Laffey e Unicorn. Elas estão felizes por estarem finalmente com sua amiguinha Ayanami. E Unicorn agradece (de novo) por ela ter encontrado o Uchan, que estava fugindo mais uma vez. Tem que botar uma coleira nesse bicho.
Ayanami diz que não fez nada para ser agradecida. Pois naquele primeiro encontro delas ela na verdade era uma espião que estava infiltrada na base, pra ajudar no ataque daquele dia. Não tinha sido um primeiro encontro da melhor maneira...
Javelin então repete as mesmas falas do primeiro episódio, em uma clara jogada de reencenar aquele momento em que elas se conheceram pela primeira vez, dizendo que estava encantada com a vista e apresentando Laffey e Unicorn.
Dessa vez, em vez de fugir... Ayanami sorri e se apresenta. E quem disse que não tem como corrigir os erros do passado?
E depois dessa cena fofinha e tocante, chegamos ao final do episódio, que provavelmente marca o início do fim do conflito entre as duas facções. O que será que está vindo por aí?















































































Comentários