Sei que estou um pouco atrasado no assunto, mas eu não me preocupo em chegar um pouco depois para falar de um tema que ganhou repercussão. Não estou atrás de aplausos ou "jóinhas" para aparecer, mas sim para falar o que penso a respeito. Algo que pode demandar algum tempo de reflexão, de avaliar as repercussões posteriores ao assunto em si. E dessa vez será de novo um tema polêmico, que sei que vai atrair os "anônimos" que gostam de arrotar prepotência e me ofender gratuitamente: é hora de falar do comercial das Havaianas.
Já se foi o tempo em que a repercussão de uma propaganda era motivada por conta de sua criatividade e originalidade. Principalmente aqui no Brasil, onde tivemos vários exemplos de comerciais que marcaram época, com as piadinhas engraçadas e momentos memoráveis. Quem não se lembra da tartaruga da Brahma, o tio da Sukita, o carinha da Bombril, os limões da Pepsi Twist, e tantos outros personagens que fizeram sucesso há alguns anos? Era tempo de produções bem boladas e que conquistaram o público, como as criancinhas vestidas de bichos no comercial da Parmalat, as formiguinhas da Philco e o cachorrinho-linguiça da Cofap, que ainda estão nas lembranças de quem viveu aquele tempo bom. Sem falar nas frases e jingles que caíram na boca do povo, como "não é assim, uma Brastemp", "os nossos japoneses são mais criativos que os outros", "pergunta lá no posto Ipiranga" e "o tempo passa, o tempo voa, e a poupança Bamerindus continua numa boa".
Bons tempos em que as propagandas eram apenas isso: alguns segundos ou poucos minutos de criatividade, com o objetivo de chamar a atenção do público e vender alguma coisa ou serviço para as pessoas. Bons tempos que, infelizmente, não voltam mais...
Isso porque hoje em dia o interesse em "lacrar" fala muito mais alto. Propagandas viraram espaços para transmitir mensagens de sinalização de virtude e de politicamente correto, de forma subliminar ou mesmo de maneira descarada. O que menos importa é falar do produto em si, a prioridade fica mesmo em chamar a atenção e passar algum recado para a sociedade. Vide exemplos que eu citei aqui no passado, como a propaganda do Volkswagen Polo que parecia mais interessada em mostrar a vida amorosa do casal gay do que falar do carro em si, o comercial do Banco do Brasil que mostrava uma imagem da sociedade composta somente por pessoas fora do padrão odiado pelos politicamente corretos (ou seja, brancos heterossexuais e conservadores) e a campanha do Burger King que não falava de hamburger mas sim de como criancinhas enxergam que é LGBT, só para citar alguns casos.
E tivemos um exemplo recente disso, em uma recente propaganda das Havaianas. Que era inclusive uma empresa que fazia algumas bem-boladas no passado... mas que tomou a decisão de politizar a venda de chinelos.
A tal propaganda tem a atriz Fernanda Torres em um cenário na praia, falando do que fazer no novo ano que se aproxima. E o que causou a polêmica é que ela já começa o comercial dizendo que não quer que você (o espectador) comece 2026 com o pé direito. E justamente isso que gerou a grande repercussão negativa com motivação política, vinda por apoiadores da direita que entenderam que a mensagem oculta no comercial era justamente dizer que a direita é ruim, motivada pela disputa política que teremos no ano que vem, com as eleições e o ambiente altamente polarizado.
Alguns provavelmente vão dizer que o comentário da Fernanda Torres no comercial é inofensivo, deslegitimando os críticos e acusando-os de exagero. Que se trata apenas de uma brincadeira com o dito popular de "começar com o pé direito" estar associado a algo bom e positivo, tentando destacar que ela diz para começar o ano com os dois pés. Seria apenas uma propaganda normal e inofensiva, sem mensagens subliminares e sem motivação política.
Mas... seria mesmo?
É fato que hoje estamos vivendo sob um regime de governo comunista, comandado por um cretino doentio que está destruindo o país, cuja característica "menos ruim" é que se trata do maior corrupto de todos os tempos, pois cabem muitos adjetivos piores para o "nove dedos". O Brasil vai de mal a pior, apesar dos números forjados e fantasiosos divulgados pelo "Ministério da Verdade", antes conhecido como IBGE. Vamos terminar com gastos da ordem de centenas de bilhões, mas que foram declarados como gastos "fora do limite de gastos" para não resultar em crime de responsabilidade fiscal. Sem falar da roubalheira descarada, vide o caso recente do INSS e as tramóias do Lulinha (que daqui a pouco o Lula vai dizer que não conhece). E, claro... como é comum em um regime comunista, tudo que acontece de errado é estabelecido como culpa do Bolsonaro; afinal de contas, parece valer para o Lularápio o ditado "a culpa é minha e eu boto em quem eu quiser".
E nem preciso entrar no mérito de falar do todo-poderoso Xandão... que deturpou todas as leis imagináveis, criou um novo paradigma jurídico onde um indivíduo pode ser vítima, promotor e juiz ao mesmo tempo, e que vem trabalhando de todas as formas para destruir os inimigos políticos do atual desgoverno. Vide o julgamento patético e totalmente parcial em que ele decidiu pela prisão do Bolsonaro... algo que já sabia que aconteceria desde o dia em que ele ganhou as eleições lá em 2018.
Enfim, voltemos ao caso da propaganda da Havaianas.
Se tem uma coisa que os comunistas "de verdade" sabem fazer é colocar suas táticas de poder em prática. É só olhar um pouco para trás, revisar a História de forma imparcial e crítica, para observar que a doutrina socialista/comunista se organiza para controlar três pilares da sociedade de um determinado país que queira conquistar, pilares esses que têm muita força para influenciar e formar as opiniões das pessoas.
Para estabelecer um regime de esquerda, é necessário tomar a academia: o controle do que será ensinado nas escolas e universidades permite doutrinar a mente de crianças e adolescentes, ensinando somente aquilo que precisam saber para que, ao completarem 18 anos e começarem a votar, sejam seduzidas pelos ideias comunistas de "igualdade" e de "defesa do povo".
Também é necessário controlar a imprensa: afinal de contas, é necessário filtrar as notícias que devem chegar à população, divulgar os números forjados pelo governo como verdadeiros, passar a ideia de que tudo está bom e é graças ao Estado, chamando "especialistas" para dizerem que "sim, você vai pagar mais imposto, mas veja por que isso é bom".
E o terceiro pilar é o da comunicação e entretenimento. Aí entra em cena a "cultura": filmes, séries, livros, artes em geral, tudo precisa ser feito como forma de doutrinar a população, colaborar em transmitir uma imagem positiva dos aliados e denegrir os inimigos. E isso inclui a ressignificação das palavras, as mensagens subliminares e o uso descarado da propaganda para fins políticos.
Sei que vai aparecer alguém aqui dizendo que estou falando bobagem. Não estou. Estou simplesmente falando dos fatos, é mais do que sabido que a esquerda comunista investe muito na guerra cultural por saber do poder de influência que estes três pilares da sociedade possuem. E podemos usar a própria propaganda das Havaianas para mostrar isso.
A começar com a própria atriz que atua na propaganda. É de notório conhecimento que ela é de esquerda, que comemorou a vitória do Lula em 2022 e que se posiciona favorável ao governo. Só isso já cria uma grande suspeita sobre uma neutralidade dela, ainda mais com a frase "não comece com o pé direito", que estou certo que ela disse com prazer.
Talvez possa surgir algum comentário dizendo que ela é uma profissional, que não iria deixar a sua posição política influenciar no seu trabalho. Bom, quem acredita nisso deve ser muito ingênuo, pois vemos com frequência como que pessoas do entretenimento gostam muito de se posicionar politicamente. E não apenas isso: exigem que seus colegas de profissão façam o mesmo. E ai de quem ousar não seguir o pensamento vermelho da maioria, será cancelamento na certa. Volto à questão da guerra cultural, o comunismo sabe da importância de usar personalidades famosas em prol de sua causa, pois tem muita gente que será influenciada pelo seu ídolo da televisão ou da música.
Alguém pode alegar que a escolha dela foi somente por conta do filme "Ainda estou aqui". Sim, provavelmente foi uma das razões: afinal de contas, esse filme é um exemplo claro do controle do entretenimento que a esquerda promove para vencer na guerra cultural. Veja como ultimamente só se faz filme sobre o regime militar, em uma clara tentativa de falar mal daquele período e alegar que "corremos o risco" de ter presenciado isso de novo, com aquela historinha tosca de "gópi" do 8 de janeiro. Filmes que ganham uma gorda verba de incentivo governamental, diga-se de passagem.
A escolha foi estratégica: às vésperas de um ano eleitoral, fazer uma propaganda com uma atriz que é indiscutivelmente aliada do governo e que fez um filme criticando o período de ditadura militar, deixa clara a intenção de algum tipo de mensagem subliminar. Só não percebe isso quem é ignorante... ou quem quer enganar os ignorantes.
Tem ainda um outro ponto necessário para destacar, que é sobre o posicionamento dos donos da empresa. As Havaianas são conhecidas assim, mas pouca gente sabe que se trata da marca de um produto e não o nome da empresa, que na verdade se chama Alpargatas. E aí é que devemos ser frios e críticos ao analisar a informação disponível no próprio site, na parte de acionistas...
Deixo o print pois sabe-se lá o que pode mudar... ainda mais em ano eleitoral.
Perceba que tem dois acionistas majoritários. Um deles é o grupo Itaúsa, que está associado ao banco Itaú. Um dos grandes bancos que puxa o saco do governo: afinal de contas, junte os juros altos com o endividamento das pessoas, os grandes bancos nunca lucraram tanto. Só por curiosidade: o mesmo Itaú que é dono da Alpargatas foi quem mais lucrou, se olharmos o comparativo entre o 3º trimestre de 2025 e 2024.
Soma-se a isso todo um empenho do governo em tributar os pequenos bancos e fintechs, como Nubank e Mercado Pago. Aqueles que caíram no gosto do povo pelas suas facilidades e menores custos, não há dúvidas que os "bancões" estão aplaudindo o Lula por meterem mais impostos nesses seus concorrentes. Afinal de contas, principalmente aqui no Brasil há muito essa defesa do "prejudicar o concorrente para que eu não tenha que me esforçar mais".
Dessa forma, grandes bancos como o Itaú, percebendo o quanto o governo do PT está fudendo a economia e o povo e enquanto isso ajudá-los a ganhar mais dinheiro, não tenha dúvidas que eles vão ficar satisfeitos com o nove-dedos seguindo no poder.
Apenas para apimentar mais esse angu, vale lembrar também o caso de uma escritora, uma das herdeiras do ecossistema que caracteriza o grupo Itaúsa, fez uma doação generosa para a campanha de Lula em 2022, conforme mostra essa reportagem. "Apenas" 150 mil reais, uma das maiores contribuições individuais no período.
Mas deve ser apenas uma coincidência, né? Isso não quer dizer que tenha gente graúda no Itaú que apoie o PT, não é verdade?
Se apenas a participação do Itaú no controle da Alpargatas/Havaianas já gera uma série de questionamentos interessantes, fica ainda melhor quando a gente busca mais informações sobre o tal Cambuhy Alpa Holding Ltda, o segundo maior acionista da empresa que produz os chinelos (não precisa confiar no meu link, faça você mesmo a busca por essa empresa, são dados públicos). Basta ver os nomes dos sócios da holding bilionária para perceber algo muito curioso...
Ué... quer dizer então que essa é uma empresa da família Moreira Salles. Que é a família do Walter Salles (cujo nome de batismo é Walther, com "h"), diretor de cinema que assinou o mesmo "Ainda estou aqui", com a mesma Fernanda Torres do comercial das Havaianas! E que juntamente com seu irmão João, doou cerca de 2 milhões para campanhas de esquerda em 2022.
Pois é... mas deve ser tudo coincidência, né? O fato de ser uma atriz, declaradamente de esquerda, fazendo propaganda de um chinelo, que é produto de uma empresa controlada por um banco, que está quebrando recordes de lucro graças ao atual governo, e por uma família bilionária, cujo membro mais famoso dirigiu um filme de cunho político com a mesma atriz e que também doou milhões para a campanhas de esquerda, incluindo a frase "não comece 2026 com o pé direito", ano esse que será de eleições...
Ah, mas é claro que não tem nenhuma motivação política nisso tudo, né? Tudo não passa de um monte de coincidências, só isso...
Afinal de contas, o Brasil é um país onde temos essas meras coincidências que n]ao querem dizer nada, ainda mais quando diz respeito à política. Como na tentativa de assassinato do Bolsonaro em 2018: era apenas uma coincidência que Adélio era filiado ao PSOL, coincidência também que ele tinha vários celulares mesmo sendo um ajudante de pedreiro. Coincidência que no mesmo dia teve um registro de visita dele na Câmara dos Deputados, para visitar o gabinete de algum deputado que, por coincidência, não se sabe. Também foi uma simples coincidência que tinha uma trupe de advogados de alto preço prontos para embarcar em um jatinho para defender o Adélio. E também era apenas uma coincidência que um certo deputado do PSOL que ganhou as eleições optou por abrir mão do mandato para "fugir" para a Europa. Coincidentemente, o mesmo deputado que tinha dado uma cusparada na cara do mesmo Bolsonaro na votação do impeachment da Dilma.
Só coincidências, gente... não tem nada de suspeito ou de estranho nisso tudo, e certamente não tem nada de suspeito no comercial das Havaianas...
Enfim, independente da motivação real por trás da propaganda (que, se foi política, jamais a Fernanda Torres e as Havaianas vão admitir), gerou-se uma fúria de pessoas da direita, que perceberam a mensagem subliminar por trás do "não comece 2026 com o pé direito". Começou então uma campanha promovendo o boicote ao chinelo, gente gravando vídeo nas redes sociais jogando fora suas Havaianas, fazendo críticas à marca e sugerindo que as pessoas não comprem o produto.
Pessoalmente, eu tenho uma opinião bem formada sobre essa ideia de boicote: acho que não faz muito sentido e não gera resultados práticos e definitivos. Primeiro, geralmente esse tipo de iniciativa vai impactar de forma mais imediata aqueles que estão "por baixo" no organograma da empresa, como o cara que vende na loja (e que muitas vezes até discorda da motivação política do comercial). Aqueles que estão no topo da empresa, e que certamente têm alguma voz para determinar o posicionamento ideológico da companhia, vão sentir só uma cosquinha. Só se for uma empresa muito pequena que esse tipo de má repercussão vai causar algum tipo de consequência.
Por exemplo, é fato que as ações da Alpargatas apresentaram uma queda de valor por conta do boicote, cerca de 150 milhões. Mas foi algo repentino e que logo se recuperou no dia seguinte, acabaram ganhando 400 milhões, o suficiente para superar o prejuízo e ainda lucrar mais.
Claro que essa recuperação certamente teve a influência dos esquerdinhas desmiolados, que foram comprar Havaianas logo depois da direita promover o boicote, muitos destes por terem sido ordenados por algum influenciador ou artistinha comunista. E como se trata de chinelos, as Havaianas saem no lucro, já que cada esquerdista precisa comprar dois pares de chinelo para calçar as patas...
A segunda razão pela a qual eu não concordo muito com o boicote é que ele acaba sendo sempre uma iniciativa comunitária. Ou seja, aparece um grupo de pessoas que propõe esse tipo de ação por conta de um motivo qualquer (justificado ou não), e aí um monte de pessoas acompanha, muitas vezes de forma cega, sem levar em conta seus próprios interesses e necessidades. Na minha opinião, cada um é livre para consumir ou deixar de consumir o que quiser, pelas suas próprias razões, e não por ser convencido a fazer isso por terceiros. Quem submete o seu livre arbítrio aos outros está abrindo mão do seu direito de fazer o que quer, está abrindo mão de sua liberdade. Sejam aqueles que vão deixar de comprar para acompanhar o boicote, sejam aqueles que vão comprar só de birra para contestar o boicote.
Eu, por exemplo, detesto as Havaianas, e nunca comprei ou pretendo comprar. Mas não é por conta da propaganda tosca da Fernanda Torres. Nunca gostei desse chinelo, incomoda muito e não fica bem no pé, ainda mais com aquela tira de borracha que machuca bastante. Já não sou muito de usar chinelo, e nas raras ocasiões eu prefiro outras marcas de longe, que proporcionam maior conforto. Pois na minha cabeça a escolha por esta ou aquela marca de chinelo vai ser muito influenciada pelo conforto, antes de qualquer outra coisa.
O que não significa que seja errado você não comprar Havaianas por outro motivo qualquer, incluindo devido à propaganda com mensagem política subliminar.
E mesmo que considere que seja válido que essa decisão seja motivada por ideologia política, eu sinceramente acho que muitas vezes isso não faz muito sentido: afinal de contas, mesmo que seja sabido que a Alpargatas tem donos que pendem para a esquerda, não significa que 100% da corporação seja assim. Claro que existem empresas que são exigentes quando ao seu posicionamento ideológico e de seus funcionários; mas a medida que a empresa cresce, isso se torna mais difícil de controlar, e é esperado que tenha funcionários que sigam os mais diversos espectros políticos.
Por exemplo, acha que não tem nenhum esquerdista trabalhando na Havan?
Isso me fez lembrar de uma postagem em que falei de um jogo de cartas baseado no Titanic, que muitos jogadores deixaram de comprar e promoveram um boicote à empresa que o produz por conta de um dos responsáveis pelo lançamento do jogo ser supostamente um supremacista branco, onde falei que era muita estupidez basear a compra ou não do jogo somente devido a isso. Acho uma babaquice que você se prive de algo que você curte só porque tem um indivíduo na empresa que produzi esse algo que pensa alguma coisa que você não concorda. Trouxe até o debate de que os revoltadinhos que promoveram o boicote não teriam nunca como garantir que jamais compraram um jogo de uma empresa onde ninguém tinha "telhado de vidro" e todos sejam alinhados com seus ideais politicamente corretos. Isso é impossível.
Mas, repito: por mais que eu não concorde com a ideia de fazer um boicote à marca, as pessoas são livres para fazerem isso, se assim desejam.
E aí é que trago um ponto para reflexão quando a esse episódio das Havaianas. Pois assim que nomes da direita foram às redes sociais para incentivar a luta contra os chinelos de borracha, vieram um monte de babacas de esquerda criticando a iniciativa de boicote, que aquilo era uma estupidez, uma reação exagerada e desproporcional. E, como disse acima, muitos até incentivando que seus seguidores fossem comprar Havaianas.
Mas tem uma coisa que eu acho muito interessante... esquerdista criticando boicote a uma empresa? Algo que eles sempre fizeram?
Por que nessas horas os defensores das Havaianas não falavam que boicote era uma estupidez, uma reação exagerada e desproporcional? Por que dizem que boicotar uma empresa é errado, quando defendiam boicote à Havan, Coco Bambu, Madero e outras lojas com donos "bolsonaristas"? Será que seriam casos de boicotes "do bem"?
Repito: o sujeito pode achar válida a ideia de boicote contra uma empresa devido a motivos políticos ou ideológicos, sejam eles assumidos publicamente ou transmitidos de forma dissimulada. Agora, a partir do momento que defende o boicote somente nas situações que é contra seus inimigos políticos, não passa de hipocrisia descarada. Que é uma das definições que mais se aplica à turminha "do bem" da esquerda.
Para tomar um exemplo recente, onde a reação dos esquerdopatas foi bem diferente, podemos lembrar de uma campanha nos EUA da empresa American Eagle, estrelada pela atriz Sydney Sweeney.
Também teve joguinho de palavras, com a expressão "has great jeans" soando como se estivesse dizendo que ela tem genes bons. E também foi uma propaganda com uma atriz cujo posicionamento político é conhecido: Sydney é registrada como republicana, do partido do Trump, embora não divulgue isso tão abertamente, como a Fernanda Torres faz ao subir em carro de som em defesa do Lula.
Só que nesse caso não pode. Aí a turminha progressista não acha correto, insinua que a propaganda promove eugenia, supremacia branca e nazismo. Pedem a cabeça da atriz, dizendo que ela fez apologia ao racismo e a padrões estéticos inaceitáveis e politicamente incorretos: afinal de contas, para o pessoal raivoso da esquerda, incomoda muito que uma mulher branca, loira, de olhos azuis, conservadora sem tatuagem e franjinha Rivotril seja considerada bonita.
Nesse caso, promover boicote à marca e à atriz foi considerado correto. Mas os mesmos que defendem isso vão dizer que não tem motivos para boicotar as Havaianas. Por que será?
Claro, não deve ter nada a ver com questões políticas ou ideológicas, né?
Enfim, esse episódio das Havaianas mostra mais uma vez dois aspectos que fazem parte da esquerda brasileira, que é o investimento na guerra cultural e sua costumeira hipocrisia. Não adianta, nada me convence que essa propaganda não tenha sido pensada com um propósito político e eleitoreiro, como disse são MUITAS coincidências para desconsiderar essa possibilidade.
Tanto que até o momento, uma semana depois da polêmica, não vimos nenhum posicionamento das Havaianas ou da Fernanda Torres (diferentemente do caso da American Eagle, que logo depois se pronunciou a respeito). Até agora, apenas o silêncio de ambas as partes. E como diz o ditado, "quem cala, consente". Se realmente não tivesse uma agenda política por trás da mensagem subliminar, esperaria alguma explicação ou comentário sobre o ocorrido. Pelo menos por parte da empresa, que entendo que seja aquela quem tem mais a perder; por parte da Fernanda Torres, como ela é assumidamente de esquerda, não acredito que ela viria dar explicações para os seus inimigos.
Digo novamente, isso mostra o regime em que vivemos: comunismo é baseado em vários fundamentos, e um deles é a propaganda, que é usada tanto para criar narrativas mentirosas que sejam favoráveis aos interesses do partido, como também para doutrinar e influenciar as mentes mais fracas e ignorantes (algo que temos de sobra nesse país). Sem falar que a propaganda é uma "arma" muito poderosa para a desconstrução de ideias e valores, outro dos objetivos dos esquerdistas para atingir o controle da sociedade.
Afinal de contas, deve incomodar muito a existência de expressões como "começar com o pé direito", pois isso pode gerar uma associação de que "direita" é algo bom. Um conceito que nada tem a ver com política, tem origens na Roma Antiga e é motivado por superstição. Só que mesmo uma expressão milenar pode ser alvo de comunistas, que sabem que o controle social vem pela linguagem. Só não percebe isso quem é ignorante. Ou quem sabe que essa é a intenção, mas vai dizer que isso é invenção, pois no final das contas está trabalhando, de forma consciente ou inconsciente, para que esse tipo de ideologia seja consolidada.













Comentários
Só falta você admitir que esse é o tipo de recurso que pessoas como você adotam. Mas sabemos bem que outra das táticas que vocês gostam é o famoso "acuse-os daquilo que você faz", não é?