quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Kancolle 8 - Eu Não Sou um Hotel!

Eu continuo insistindo com isso aqui, não é? Novo ano e vamos em frente, com as meninas-navio seguindo em sua saga, depois de um episódio com muitas batalhas e ansiedade. Seguindo a premissa que eu começo a perceber, devemos ter aqui hoje um capítulo mais light, sem muito tiroteio, pra dar uma aliviada no clima tenso. Certamente não chegará ao nível do torneio do melhor curry, mas tá valendo.


E podemos esperar, pela imagem acima, que teremos uma nova garota no desenho.

Começamos com a Unidade Móvel 5, com Kongou liderando suas amigas, embora Fubuki ainda seja a capitã. Elas estavam voltando da operação MO, onde conseguiram um relativo sucesso, afundando um porta-aviões Abissal e danificando outro.


Mas, em vez de voltar todo o caminho até a base, elas iriam para um posto avançado na ilha de Truk. Aqui, os produtores não se deram ao trabalho de bolar um nome fictício, pois Truk era mesmo o nome de uma ilha usada pelos japoneses, que ficava no meio do Pacífico, uma de suas principais bases fora do Japão. 


O uso dessa base vinha mesmo a calhar, pois era mais perto da zona de operação. Algo que Shoukaku estava certamente muita agradecida. Afinal, você se lembra que ela foi fortemente danificada na batalha anterior, e ali ela poderia curar seus machucados. E provavelmente arrumar roupas novas, pra substituir aquelas que estavam todas rasgadas.


Kongou está na frente, pois antes da missão Mutsu havia passado para ela as coordenadas da ilha de Truk, para onde outras esquadras estariam indo também. Era importante pois haviam planos para a continuação daquela mega-operação FS. Além disso, elas iriam conhecer uma menina-navio super especial naquela ilha.


Ah, Mutsu... Duvido que ela seja mais especial do que você, ainda mais com essa piscadinha sedutora...


As garotas chegam na praia, que está deserta como se fosse a ilha de Lost (pra variar, sempre que aparece uma ilha, lembro do Lost). Me pergunto o que elas fizeram com todo o equipamento que carregam. Ou jogaram no mar, ou Kantai Collection funciona meio como um Changeman, onde elas fazem uma dancinha tosca e as armas surgem de uma outra dimensão para se conectarem aos seus corpos.


Kitakami começa a passar mal, por conta do calor tropical exagerado. Afinal de contas, estamos numa ilha no meio do Pacífico, a sensação deve ser como estar num bloco de carnaval nas ruas do Rio. Ooi diz que elas podem ficar ali na sombra, pra tomar uma aguinha de coco e curtir a paisagem pitoresca de mãos dadas...


Só que ela primeiro tinha que combinar com a serpente, que aparece ali pra pedir um trocado, deixando Ooi assustada. Era esperado, essa aí desde o início deixou claro que curte mais brincar com uma aranha do que chegar perto de uma cobra.


Eu sei... essa foi péssima. Fubuki prefere ignorar os gritos de Ooichi e a minha piada sem graça, e começa a se perguntar se aquela era mesmo a ilha certa, ou elas havia errado a última curva, algo meio difícil quando você está no meio de um oceano e não tem curva. Mas Kongou diz pra ficar tranquila, tudo tava sussa, era o lugar certo... provavelmente.


Fubuki se desespera. Como assim, provavelmente? E se ali não fosse a base delas? Shoukaku machucada, Kitakami passando mal, Ooi com medo da cobra e ela com vontade de ir no banheiro. Nem que a vaca tussa que Fubuki ia fazer as suas necessidades ali atrás de uma moita.


Mas logo elas percebem que não estão sozinhas... e chega uma garota, com uma sombrinha daquelas que vemos em restaurantes japoneses de sushi.


Senhoras e senhores, essa é a nova personagem do desenho, Yamato. Isso mesmo, a menina-navio que representa o maior encouraçado já construído, o navio que inaugurou as postagens do tema naval aqui no blog, aquele mesmo que me inspirou também no assunto depois de tanto assistir Patrulha Estelar.


E sem dúvida aquela que tem o maior par de bazongas do desenho. Puta merda! Acho que saquei, quanto maior o calibre dos canhões do navio de verdade, maior o tamanho do sutiã da menina-navio. Por isso que as destróieres são magrinhas...

Depois de uma rápida caminhada, Yamato leva as meninas para a base, escondida no meio do mato. Era um posto avançado destinado a auxiliar nas operações contra os Abissais, e tinha toda a estrutura para suportar boa parte da esquadra, que já estava ali há algum tempo.


Escutamos aquelas risadinhas enjoadas... Claro, eram Mutsuki e Yuudachi, que também haviam vindo para a base de Truk, e ficam contentes por encontrar a sua amiguinha, que conta como elas haviam trabalhado em equipe e derrotado os Abissais. Achei que a gente ia se livrar dessas pirralhas nesse episódio...


Yamato comenta que Zuikaku já havia levado Shoukaku para os reparos, mas elas podiam entrar para fazer o reabastecimento. Entenda como reabastecimento o ato de encher a pança. E, cacetada... que par de magumbos... 


Ela as leva para a sala de jantar, toda chique e cheia de pompa, com direito a guardanapo de pano dobradinho em formato de chapéu. Coisa de grã-fino mesmo, eu estou acostumado a comer em restaurante onde o guardanapo parece que é de plástico e vem naqueles potes de alumínio, quando tem.


Claro... falou em comida, encontramos Akagi... que não teve o mínimo de educação em esperar as outras, e já tava devorando um mega bifão à cavalo do tamanho de roda de caminhão, com uma pilha de arroz e um copinho de água pra ajudar a descer o rango.


Fubuki fica toda encantada... É, quando você chega perto de seu ídolo, ela pode estar com a cara toda besuntada de gordura e devorando um naco de carne mal-passada, você deve ficar vendo estrelas. Kongou diz que é melhor elas irem logo comer, antes que Akagi limpe a cozinha.


Yamato diz que elas terão que esperar a próxima fornada, mas logo vão servir os aperitivos. Enquanto isso, elas podiam se refrescar tomando um pouco de ramune da casa. Ramune? Que diabos é isso? Na verdade, não passa de um refrigerante em uma garrafinha meio diferente, coisa de japonês.


Sei lá qual o gosto disso aí... mas passou no controle de qualidade de Kongou. Embora acho que a garrafinha dela tava batizada.


Depois de molhar o bico, era a hora da refeição. Yamato saca um daqueles sininhos, que o pessoal de alta classe usa pra chamar os serventes...


... que, no caso de Kantai Collection, são aquelas fadinhas com roupa de empregada francesa. Acho que no desenho essas criaturinhas são na verdade escravas das meninas-navio, isso sim. Uma hora estão pilotando os aviões, na outra estão servindo a mesa. Devem também lavar o banheiro e passar roupa.


Pois é... embora não seja a competição de curry, estou vendo outro episódio com foco gastronômico. Yamato convida suas novas amigas a experimentar o primeiro prato, uma sopa de berinjela escaldante, muito apropriada para um clima tropical.


As meninas não conseguem acreditar... Elas estavam acostumadas com a base, onde era tudo tão simples, tão precário, parecia mais uma escola de quinta categoria, em que o almoço era um grude daqueles de presídio. Mas a base de Truk era de outro mundo, aquilo ali parecia muito mais um hotel cinco estrelas.


Hotel? Trivago!


Merda... é só falar em hotel que esse pleura aparece...

Então, para a surpresa de todas, Yamato dá um chilique e grita "eu não sou um hotel!!!". Como assim?


Mas ela logo pede desculpas e pede licença pois tem algumas coisas pra fazer. Jeitosinha a Yamato, temos que dizer. Claro, não chega aos pés da Mutsu, mas este texugo curtiu ela também.


Perto dali, Shoukaku e Zuikaku estavam na piscina de águas termais, para se recuperarem de seus ferimentos. Shoukaku, que também está no time das "bem dotadas", diz que havia sido legal elas duas combaterem juntas, mas provavelmente elas iam ser realocadas para suas esquadras de origem. Além disso, ela comenta que Akagi e Kaga estavam ali na base também, o que deixa Zuikaku sem muito ânimo. Embora no fundo ela queria que Kaga fizesse outro coelhinho de toalha pra ela.


Ali na base de Truk também tinha uma sala de comando, onde Nagato e Mutsu estavam refletindo sobre a última missão que não tinha sido lá essas coisas. Realmente, os Abissais haviam descoberto os seus planos e se prepararam. Embora a missão houvesse corrido bem, Shoukaku havia ficado muito danificada, e certamente não poderia participar da próxima missão. Segundo Nagato, havia sido uma vitória tática, mas também uma derrota estratégica.


Momento da realidade: esse foi mesmo o veredicto para os japoneses depois da Batalha do Mar de Coral. Embora não houvessem conquistado as ilhas, eles haviam conseguido de certa forma vencer os americanos: afinal de contas, um porta-aviões leve afundado contra um porta-aviões grande americano perdido, era sim uma certa vitória. Mas os japoneses ficaram sem dois de seus maiores porta-aviões, por conta dos danos do Shokaku e das muitas perdas de pilotos do Zuikaku. Isso impediu que eles usassem esses porta-aviões em uma operação seguinte, que seria crucial para o destino da guerra. Mas isso é assunto para outra hora. Agora, era momento das meninas-navio relaxarem um pouco em uma ilha tropical...


Reencontramos as três destróieres, depois de baterem um banquete responsa. Quero ver que é que vai ficar com dor de barriga na manhã seguinte. Yuudachi diz que as camas dos quartos eram mega confortáveis, e Mutsuki fica feliz pois estava cansada de dormir num treliche. Fubuki também está super alegre, mas não consegue deixar de se perguntar do porquê daquele lugar ser tão chique, e também qual era a história por trás da Yamato.


Akagi e Kaga, que estão ali com elas, dizem que Yamato era simplesmente a menina-navio mais poderosa que existia, e por isso ficava ali em segredo para que os Abissais não soubessem dela. Algumas pessoas diziam que ela tinha armas ultra poderosas, com canhões de 46 centímetros.


Que era mesmo o calibre dos canhões do Yamato de verdade, os maiores já embarcados num navio de guerra. Tão fuderosos que certamente iriam partir os Abissais ao meio. Ou, como Yuudachi diria, iria fazer poi poi poi com eles.


Além disso, as duas porta-aviões dizem que, por sua existência ser tão secreta, Yamato nunca havia sido enviada em nenhuma missão com outras meninas-navio. Sequer havia saído aos mares ainda. Algo que tem a ver com a verdadeira história do Yamato, que sempre foi meio que escondido pelos japoneses, nunca se expondo em combates.


De repente, quem aparece ali é Zuikaku e Shoukaku, voltando do banho e indo jantar. E ao cruzar com sua rival Kaga, Zuikaku já fica toda abafada.


Kaga também não está com uma cara muito amistosa... Mesmo assim, Akagi tenta deixar o clima mais ameno, dizendo estar feliz por Shoukaku ter se recuperado, e as parabenizando pela missão em que afundaram um porta-aviões Abissal. Tudo isso pra não contar pra elas que não tinha restado nem mais um farelo de comida lá no restaurante.


Zuikaku aproveita a deixa, e diz que ela é a fodona, a maioral, que mostrou que conseguia cumprir as missões com a mesma eficiência do que o Grupo de Porta-Aviões 1.


Kaga manda ela catar coquinho... Elas não tinham feito nada demais, e se o Grupo de Porta-Aviões 1 estivesse ali, provavelmente as duas embarcações inimigas teriam sido afundadas e ninguém sairia ferida. Pra que Zuikaku deixasse de ser metida e arrogante, que de maioral ela só tinha era o ego. Na cara! Zuikaku fica puta da vida, e diz que ela não sabe de nada, e que iria enfiar uma flecha na bunda dela, pra ver o que era bom pra tosse.


Akagi pede para que as duas se acalmem... e Kaga decide encerrar a discussão, fazendo um cafuné na cabeça de Zuikaku, e dizendo que ela havia feito um bom trabalho. Algo que provavelmente iria deixar a jovem porta-aviões ainda mais fula.


Passado o momento tenso, as meninas vão para o quarto, que realmente é digno de um hotel estrelado, com direito a uma cama king size para cada uma. Acho que é melhor deixá-las à vontade, pois provavelmente elas vão fazer uma festinha de pijama com briga de almofadas, e alguém que passe por aqui pode pensar bobagem.


Mas na verdade Fubuki fica ali pensando em Yamato, especialmente na hora em que ela gritou que não era um hotel. Ela conseguia entender a situação da encouraçada, impossibilitada de ir ao oceano, uma situação que Fubuki já havia passado quando não tinha prática... e ela sabia em como era frustrante para uma menina-navio não poder navegar. Afinal, um navio que não navega é algo tão inútil como um carro que fica sempre parado na garagem.


E parecia ser isso mesmo... pois naquele momento Yamato estava lá na praia, olhando para o mar... e vemos que ela parece ter se confundido com as suas meias, veja como uma é muito maior que a outra.


Começa o dia seguinte... E numa ilha tropical em um dia de sol, as meninas decidem aproveitar para descansar um pouco. Shimakaze, por exemplo, decide pegar uma onda no mar, mostrando que sim, um navio pode praticar surfe. Só mesmo Kantai Collection para permitir uma frase tão absurda dessas.


Ooi está ali olhando a destróier surfista, emburrada como sempre, acho que essa aí deve ter nascido de cabeça pra baixo, sei lá. Ou talvez seja pelo fato de ter que usar um biquini que a mãe dela comprou que parece ter sido feito na década de 20, sendo assim zoada por suas colegas.


Bom, quem conhece desenho japonês, ainda mais um recheado de garotas como Kantai Collection, sabe que tem aquelas horas em que se apela de forma descarada para atrair os meladores de cueca, colocando as personagens com pouca roupa. Essa é a premissa do momento, expor ali as meninas-navio em biquinis sumários como o de Kitakami, pra deixar os marmanjos babando... e Ooichi também.


Mas vamos lá, por mais que seja apelativo, vamos seguindo aqui. Pelo menos as meninas mais novinhas, como a 6ª Divisão de Destróieres, estão vestidas de forma mais comportada, com maiôs que parecem roupa de escola, e que aparentemente levam seus nomes escritos ali. Acho justo, imagina só na hora de colocar na máquina de lavar, ia ficar difícil saber de quem é cada maiô. Inazuma está chorando (pra variar), pois a areia é muito quente e a água é muito molhada, Akatsuki falando mais uma vez que elas devem se portar como damas, e Hibiki olhando meio curiosa para um canto...


A curiosidade da baixinha é motivada por Atago e Takao, correndo pela praia sem mais nem menos, só como desculpa para saírem "quicando", como se fossem as salva-vidas o Baywatch. Sério, olhando a foto dá pra escutar um "boing boing".


Não que seja desagradável ver a Takao assim, mostrando mais pele... Sensacional.

Ooi está querendo aproveitar a deixa pra levar Kitakami para outro canto, pra que assim elas possam passar óleo umas nas outras e talvez fazer um pouco de topless. Mas Kitakami parece curiosa também em observar as diferentes formas mamárias por ali, surpresa em como algumas tinham peitos tão grandes. Ooichi, que usa enchimento dentro do sutiã, diz que tamanho não é documento, e o fato de serem maiores não os tornam melhores.


Pra jogar todo o argumento dela por terra, chega a Yamato, que veste um biquini tão sensacional que me fez esquecer do meu nome, junto com as três protagonistas. Tá vendo como maior muitas vezes é melhor, Ooi?


Fubuki e suas amigas estavam tentando convidar Yamato para dar um mergulho e curtir um pouco. Mas a encouraçada era muito travada, era como se tivesse medo de água, e tenta arrumar um monte de desculpa, como dizendo que ela já havia almoçado e poderia passar mal. E caraca, que globos, ela vai acabar arrumando uma lordose por conta desse busto avantajado.


Na verdade, todo aquele papo de nadar um pouquinho era cascata... pois o que Fubuki queria mesmo era convencê-la a vestir seu equipamento e navegar um pouco, pra ver como era. As quatro poderiam fazer uma expedição, procurar por bauxita no meio do oceano, sem ninguém ficar sabendo.


Só que subitamente quem aparece ali é Nagato, que também está trajando um biquini extremamente revelador. Pôrra, que é isso, meu amigo? Enfim... a navio secretária taca um esporro nelas, dizendo que Yamato era muito importante para as missões, e a ordem era dela ficar ali na base escondida, pra Abissal nenhum ver.


Sabe... nessa hora eu só consigo pensar em como será a Mutsu de biquini...


Fubuki reclama, dizendo que não era justo, Yamato merecia uma chance... mas Nagato era irredutível, e manda a encouraçada se vestir e voltar para a base. E diz também pra Fubuki não ficar se metendo onde não devia. Enquanto isso, eu continuo na expectativa de ver Mutsu de biquini.


De noite, Fubuki fica ali pensativa... Realmente não era justo, uma menina-navio como Yamato não ter direito de navegar, e ter que ficar ali só cuidando da base como se fosse a gerente de um hotel. Provavelmente ela deveria obedecer as ordens de Nagato, mas no fundo ela queria pensar uma forma de levar sua mais nova amiga aos mares, nem que fosse escondido.


Do nada, ela escuta alguns passos lá embaixo, que a assustam. Mas não era um pervertido querendo fuçar as janelas, era Yamato, indo mais uma vez para a praia pra admirar o luar. Era a deixa que Fubuki precisava.


Depois de se vestir, ela vai ao encontro de Yamato, que confessa que tinha muita vontade de ir pra água, nem que fosse um pouquinho. Mas ordens eram ordens, Nagato mandava ali na base e ela tinha que obedecer. Mas Fubuki insiste, não faria muito mal elas navegarem só um pouquinho, e ela a ajudaria.


Sim, Fubuki... realmente é uma excelente idéia. Você que mal parava em pé, vai ensinar uma encouraçada a navegar. Vamos ver.

Yamato decide tentar... e veste o seu equipamento, repleto de mega canhões grandes para cacete como no Yamato de verdade. E com direito a uma sombrinha, pra se proteger dos raios da lua.


Até aí tranquilo, ninguém está olhando. Fubuki a ajuda a entrar na água e dar os seus primeiros passos. Por mais que seja ridícula a idéia de andar na água, mas vamos dar uma colher de chá. Acontece que depois de cinco metros, o estômago de Yamato solta um mega rugido, e ela diz que ficou cheia de fome.


Pois é... Yamato é tão esfomeada como Akagi. Essa é uma das referências jogo/realidade, pois um navio tão grande como ela consumia muito combustível e rápido. Provavelmente era outro motivo pelo o qual Yamato tinha que ficar na base, pois qualquer mero deslocamento já deixava ela com fome, e aí tinha que bater um pratão de arroz pra recuperar as energias.


E basta o cheiro de comida pra Akagi aparecer pra também pra encher a pança.


Vendo a enrascada que arrumou, Fubuki chama suas amigas Mutsuki e Yuudachi, pra ajudar com a comida, ela sozinha não daria conta. A ponto delas terem que usar um caldeirão pra fazer o arroz, desses que se alimenta as tropas, e um remo pra servir.


Ih, sujou! Do nada, Nagato aparece, puta da vida ao ver Yamato comendo que nem uma louca. E manda Fubuki vir com ela, pois era hora de levar uma comida de rabo.


Cabisbaixa, ela a acompanha para a sala de comando, onde a Mutsu está também (e ainda quero ver ela de biquini). Ela explica que Yamato tem um equipamento muito pesado, e dessa forma qualquer operação em alto-mar, por menor que seja, consumia muito de suas energias. Nagato diz que Yamato era muito importante, e elas não podiam correr o risco dela ser danificada. Mesmo que isso significasse que ela não ganharia XP de combate. Agora, era a hora do castigo, por ter desobedecido uma ordem.


A punição parecia ser algo bem estúpido: passar um pente fino na areia. Isso aí tem mais cara de trote com calouro.


Não sei porque, mas me lembrei do SOS Tem Um Louco Solto no Espaço, naquela hora em que mandam os bandidos passarem um pente fino do deserto.


Na verdade, Nagato havia ordenado que Fubuki fosse catar mariscos na praia, pra assim repor um pouco do monte de comida que Yamato havia devorado no dia anterior. Pessoalmente, prefiro passar fome do que comer essas lesmas gosmentas, que mais parecem uma escarrada dentro de uma concha.


Depois de horas ali cavando na areia, quem aparece é Yamato. Se engana quem pensa que ela veio pra zoar a destróier, ou pra brincar de baldinho na praia. Ela estava ali pra ajudar Fubuki a recolher os mariscos, pois se sentia um pouco culpada pela punição. Ou talvez seja porque ela está com fome, e quanto mais rápido Fubuki terminar, mais cedo os moluscos vão pra panela e depois pro prato.


É a hora do momento tenro do episódio. Yamato agradece a preocupação de Fubuki, e admite que ela, como uma menina-navio, tinha muita vontade de ir ao oceano. Mas afinal, tudo tinha o seu momento, e por enquanto ela não podia sair aos mares... Assim, ela devia levantar a cabeça e fazer o seu melhor, mesmo que fosse em terra firme.


Vamos deixar as duas catando conchinhas em paz... Que tal dar um pulinho na casa de banho? Lá encontramos Nagato, que está curtindo as águas termais numa boa.


Enquanto eu cato o meu queixo ali do chão depois de ver esse über decote aquático de Nagato (e lamentando que não era a Mutsu), nos damos conta de que as meninas-navio parecem não usar essas piscinas apenas para reparos, mas também para relaxar. Afinal de contas, já estamos no oitavo episódio e Nagato sequer saiu ao mar, pombas!

De repente, um ruído faz com que ela acorde. Era o Alvin, o esquilo, que pensou ter visto um par de nozes gigantes que poderia alimentá-lo durante todo o inverno.


Fudeu... Conhecendo Nagato, ela deve pegar o roedor tarado e virá-lo ao avesso, pra depois jogá-lo numa fogueira pra agonizar até virar cinzas. Sorte que não tem nenhum fiscal do Ibama pra presenciar esse crime contra a fauna nativa da ilha de Truk.


Mas, olha só... quem diria que a encouraçada séria e ranzinza tinha um ponto fraco por bichinhos peludos? Nagato fica toda boba, esfregando o Alvin no seu rosto em um inesperado momento estilo Felícia, dizendo que vai abraçar e apertar o esquilo cuti-cuti até ele explodir.


Do nada, ela se desespera e solta o bicho, que sai voando. Não, ela não fez isso depois do Alvin ter cagado na palma de suas mãos, mas porque havia escutado uma voz a chamando.


Era Mutsu... que ainda não apareceu de biquini e agora bem que podia ter chegado ali enrolada numa toalha. Mas não, ela só estava ali pra saber se Nagato estava gostando do banho. A navio-secretária pergunta se ela escutou alguma coisa, e Mutsu diz que não. Melhor assim, pois ela não estava falando com ninguém, e que a deixasse tomar seu banho em paz.


Se Nagato mandou a deixarem em paz, melhor nos mandarmos, antes que sobre pra gente. Vamos lá na sala de jantar, onde Yamato convida suas amigas a mais uma refeição. Dessa vez era uma omelete de mariscos, com os cumprimentos de Fubuki, que havia passado a manhã toda recolhendo aquelas lesmas fedidas.


Perceba que pra Akagi uma omelete não basta... dois segundos depois ela já havia raspado o prato, e provavelmente iria espancar as menininhas ao seu lado pra filar a comida delas.


Yamato saca mais uma vez o seu sininho, pra chamar a sobremesa. E puta merda... que magumbos ela tem, meu amigo!


Apesar da comilança, Fubuki fica ainda meio triste, ao ver todas as demais meninas-navio pensando que Yamato era apenas a gerente de um hotel. Ela tinha que pensar em algum plano para levá-la ao mar. Acho que ficar de castigo catando mariscos não fez ela aprender a sua lição...


De tarde, é mais uma oportunidade para as garotas irem para a praia... Encontramos a 6ª Divisão de Destróieres se divertindo na areia. Claro, como elas são meninas-navio, não iriam fazer um castelinho de areia, mas sim um navio de areia, que mais parece o Titanic.


Fubuki está na sombra, sentada na areia. Mas não é porque ela se esqueceu de passar o protetor solar, mas sim por estar mais um vez em seus momentos de depressão. Pelo menos dessa vez não é por sua causa, mas sim por pensar em Yamato, que não pode sair da terra firme.


Pouco se lixando pros problemas de Yamato, Mutsuki e Yuudachi chamam por Fubuki, pra ela vir brincar no tronco com elas. A brincadeira era ver quem conseguia se equilibrar em cima de um tronco, e Mutsuki já mostrava que tinha o equilíbrio de um saci bêbado.


Por algum motivo, essa brincadeira havia feito Fubuki ter uma idéia, se mandando dali apesar de suas amigas a chamarem.


A destróier se veste e vai buscar Yamato... que já deve estar ficando de saco cheio dessas idéias doidas de Fubuki, era muito mais prático ficar ali cuidando do hotel... quer dizer, da base. Mas a baixinha tinha um plano.


Depois de uma caminhada no meio do mato, elas finalmente chegam na praia, onde Fubuki havia deixado um bote, feito com madeira e pneus que ela tinha achado num ferro-velho. Assim, ela poderia bancar a rebocadora, levando Yamato pra um passeio, sem gastar combustível.


Eu não sei... mas como de costume, eu acho que esse plano de Fubuki não vai funcionar. Será que ela sozinha será capaz de rebocar Yamato?


Claro que não... Por mais que ela fizesse força, não tinha conseguido puxar a encouraçada nem um metro. No máximo ela deve ter soltado um pum e borrado as calcinhas.


Quem aparece então são Mutsuki e Yuudachi. Elas haviam suspeitado que Fubuki estava aprontando alguma traquinagem, e elas queriam ajudar. A única coisa que elas não tinham era uma roupa íntima sobressalente para ela trocar aquela que ficou com a marca de freada.


Realmente, a união faz a força. As três destróieres finalmente conseguem puxar o barco onde estava Yamato, que finalmente poderia navegar sem gastar uma penca de combustível.


Cara... minha cabeça está fundindo... é isso mesmo? Um navio dentro de um barco?


Enfim, vamos continuando. Ao menos Yamato está se divertindo. Afinal, ela deve estar se sentindo a rainha da cocada preta, sentadinha numa carruagem como uma princesa enquanto suas lacaias a carregam. Se bem que não é carruagem, mas sim um barquinho que parece peça de cenário do Chaves.


As meninas decidem mostrar alguns truques para a encouraçada, como a formação em diamante. Referência ao jogo, essa é uma forma de organizar as meninas-navio para o combate, de uma maneira que garante maior proteção contra ataques aéreos. Mas, esse diamante tá quebrado, pois faltava uma pra ficar na retaguarda de Yamato.


Eu me ofereço, se precisam de alguém pra essa posição!


Eu sei... essa foi péssima. Ainda bem que as garotas estão bem distraídas e não escutaram a minha frase de caminhoneiro.


Mas logo Yamato pega alguma coisa em seu radar... Isso mesmo que você leu. Do jeito que ela cobre sua orelha e parece escutar com atenção, o radar aqui é como se fosse um ouvido de morcego. Ela havia identificado quatro contatos não muito longe dali, em alta velocidade.


Eram aviões Abissais que estavam de patrulha. Agora danou-se, não só os inimigos iriam descobrir a existência de uma menina-navio super-poderosa como Yamato, como até poderiam aproveitar a deixa pra afundá-la.


E elas não podiam fazer muita coisa, pois não tinham nenhuma porta-aviões pra atacar os inimigos, que estavam longe demais para serem atingidos pelos seus míseros canhõezinhos anti-aéreos. Tudo isso faz com que Fubuki comece a pensar no esporro que vai levar de Nagato.


Mas nessa hora Yamato se prontifica, já com todo o seu armamento a postos. Repito, eu não consigo entender de onde elas tiram esse equipamento todo. Quando era na base, beleza. Você se lembra do primeiro episódio, aquela instalação onde as peças eram montadas nas meninas-navio. Mas aqui e encouraçada estava sem nada, em cima do barquinho. De onde ela tirou essas mega canhões, pombas?


Yamato se posiciona, apontando os seus canhões para o alto, carregados com uma tal de munição do tipo 3. Preparar, apontar, FOGO!!! E temos um puta esporro, digno do armamento do encouraçado mais poderoso que já navegou nos sete mares.


E tá explicado o que era essa munição Tipo 3: eram projéteis anti-aéreos explosivos, como uma granada de fragmentação, que simplesmente desintegram os quatro percevejos Abissais pro raio que o parta.


As meninas ficam boquiabertas... Nunca haviam visto tanto poder de fogo, e percebem que as pistolinhas que elas tinham pareciam mais estalinhos. Mutsuki então se dá conta que o disparo era tão alto que provavelmente todo mundo na ilha deve ter escutado, o que significava mais uma bronca que levariam da Nagato.


Falando nela, era de se esperar que ela havia percebido a algazarra. Juntamente com Mutsu, ela percebe o ocorrido, mas em parte parece aliviada que os aviões inimigos haviam sido abatidos antes de chegarem perto da base.


Na postagem original, eu havia dissertado um pouco sobre o tamanho real das garotas, se elas tinham a estatura de um ser humano ou eram gigantes como um navio. Acho que ao ver uma mega âncora ali do lado leva à conclusão que elas são de estatura normal mesmo... ou seria uma âncora do tamanho de um prédio.

Mas, e quanto aos canhões de 46 centímetros de Yamato? Se tinham mesmo esse tamanho, então ela não teria como ser da estatura de um ser humano... Perguntas e mais perguntas... Melhor deixar isso de lado.

Vendo que já tinham aprontado demais, as meninas decidem levar Yamato de volta. Apesar do manequim de modelo, a encouraçada era muito pesada, possivelmente por conta do conteúdo em seu sutiã, de forma que a viagem de volta deixa as pobres destróieres exaustas.


Pra completar... Nagato chega. Hora do esporro...


Yamato tenta assumir a culpa, dizendo que a idéia tinha sido dela. Mas a navio-secretária consegue reconhecer um plano tosco de Fubuki de longe. Mas isso não importava, na verdade ela só tinha chegado ali pra dizer que a bóia estava servida.


Voltando à questão do tamanho... mas se Yamato é uma gigante, puta merda! Imagina só o tamanho daquele barco de madeira! Não pode ser, elas devem ser do tamanho normal mesmo. E prometo não divagar mais sobre isso.

Fubuki fica aliviada... finalmente seu plano havia dado certo... Ou pelo menos Nagato estava sendo compreensiva com elas, afinal de contas se não fosse a insistência de levar Yamato ao mar, provavelmente os Abissais teriam descoberto a base. Então, pode relaxar Fubuki, você não vai ter que catar mariscos na praia amanhã de novo. A não ser que você curta brincar com aquelas melecas gosmentas.


Tudo sussa, Mutsu está ali esperando, feliz que sua irmã tenha perdoado as meninas. E também está ali com um amiguinho que Nagato conhece bem.


Mutsu decide dar uma zoada na sua irmã, abraçando o Alvin como ela havia feito horas atrás na casa de banho. Escutou nada, uma pinóia! Caramba... agora me apaixonei mesmo... e Mutsu conseguiu ser muito mais fofinha e graciosa do que Nagato, isso sim.


Isso mesmo, Nagato, fica vermelha de vergonha mesmo! Fica aí fazendo essa pose de machona, mas na verdade tem o coração mole. E Mutsu é muito mais linda que você, sua emburrada! Ela é tão linda que até aparecem coraçõezinhos ao seu redor, tem como ser mais encantadora?


Pra variar, terminamos o episódio de hoje no lugar mais frequentado, a sala de jantar, onde Yamato serve mais um de seus mega banquetes, com uma carne assada que está tão mal-passada que se apertar ela muge.


Kongou se prepara para lamber os beiços, dizendo que esse havia sido o melhor episódio de todos. Se dependesse dela, ela ficaria ali pra sempre no hotel Yamato. E digo que essa pelo menos, por ser nascida na Inglaterra, eu entendo que use garfo e faca.


Mas Yamato a corrige, dizendo que ela não é um hotel, mas sim a menina-navio da classe Yamato. E se a chamasse de hotel mais uma vez, ela iria mostrar como que canhões de 46 centímetros podiam fazer um belo estrago naquela carinha dela.


Fim de papo em mais um dos episódios engraçadinhos, comprovando a minha lógica até o momento, de que os capítulos pares tendem a ser mais lights. Mas antes de ir, acho que vale a pena comentar um pouco sobre essa idéia do "Hotel Yamato", que acredite, é outra referência histórica.

Para os padrões dos encouraçados japoneses da época, o Yamato tinha uma série de facilidades sofisticadas e nunca antes vistas. Por exemplo, as refeições eram preparadas por um exército de cozinheiros civis que ficava a bordo (talvez por isso a quantidade de banquetes aqui no desenho), e tinha até ar-condicionado dentro do navio. Pra completar, o Yamato quase nunca foi ao combate, passando a maior parte do tempo nos portos. Por isso a piadinha do hotel.

E pra terminar... Como que nesse episódio a Mutsu não apareceu de biquini?! Pombas! Esperei tanto por isso, e acho que ela foi a única (com exceção de Kongou e das porta-aviões) que não desfilou sua beleza em trajes de banho. Sacanagem...

Ainda bem que tem um monte de panacas como eu que não resistem à ela, e alguns deles com bastante habilidade de desenho para colocar no papel aquilo que desejamos tanto.


Eu sei... sou patético... até o próximo episódio.

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