sexta-feira, 20 de julho de 2018

Kancolle 3 - A Operação de Captura da Ilha W

Depois de uma longa pausa por conta da Copa do Mundo, continuamos aqui acompanhando as meninas-navio em mais um capítulo da série Kantai Collection. Fico sempre me perguntando como que eu cheguei a conhecer esse desenho, e como me motivei a escrever as postagens aqui. Sério, embora eu esteja publicando com um certo espaçamento, a empolgação e ânimo estão surpreendentes, tá quase uma linha de produção isso aqui. E agora nós vamos para um episódio que será bem marcante, espere e verá.


Aliás, a partir deste terceiro capítulo começamos a ver como o desenho parece ter uma certa influência da história real. Uma grande influência, além do fato das garotas representarem navios de guerra que existiram de verdade. Aqui, temos pela frente um episódio que é baseado em uma operação de verdade realizada pela marinha japonesa. 

Cabe um pouquinho de história... A tal "Ilha W" corresponde a uma ilha chamada Wake, que fica no meio do Pacífico onde os americanos tinham uma base, e que foi atacada logo depois do bombardeio a Pearl Harbor, sendo dominada pelos nipônicos alguns dias depois. E aqui em Kantai Collection, a história se repete. Reforçando mais uma vez a idéia de que os Abissais devem ser os americanos.

E quem tiver a curiosidade de pesquisar um pouco mais sobre essa batalha... provavelmente vai suspeitar de algo que deve acontecer... mas não vou falar agora, pra não criar um spoiler, ainda mais que imagino que deve ter gente conhecendo a série por aqui.

O episódio começa com a secretária Nagato lendo os planos de uma missão, entregues pelo comandante... que não passa de um tímido covarde que nem aparece de costas. Eram os planos para a invasão da ilha W, e ela já sabia que navios ia convocar para a missão.


Logicamente que Fubuki está nessa parada... e como sempre, ela demonstra sua falta de preparo por conta de todo o nervosismo. Mas suas amiguinhas Yuudachi e Mutsuki dizem que não tem problema, que a apresentação da missão era algo simples, só escutar e dizer "sim senhor" e tava resolvido.


Várias outras meninas estão ali, incluindo as irmãs Sendai, Jintsuu e Naka, além de outras figurantes que não vamos nos aborrecer em decorar os nomes. Já tem um porrilhão de meninas-navio pra acompanharmos nessa história.


Quem também está é Kisaragi, a irmã de Mutsuki. Aí começa aquele momento meloso entre irmãs, que ficam felizes por estarem em uma missão juntas, embora em grupos distintos. 


A porta se abre e as meninas param com a algazarra. Afinal de contas, era Nagato quem chegava ali, com sua expressão séria e firme. Mais firme que a sua comissão de frente. E com ela vinha a doce e linda Mutsu, em um dos raros momentos que ela não está com seu sorriso delicado.


Toda essa seriedade tem motivo: Nagato explica que o ataque à base inimiga tinha sido um sucesso, mas não era momento de celebrar, pois haviam boatos de que os Abissais poderiam contra-atacar em breve (exatamente como os americanos fizeram na guerra de verdade), e assim elas não podiam bobear.


Assim, pra garantir a segurança do distrito, o comandante estava planejando capturar a Ilha W, onde os Abissais tinham uma base de torpedeiros, através de uma operação noturna. E Mutsu, mesmo sem dizer uma palavra e ficar parada como uma estátua, é linda demais.


Claro... ninguém esperava que Sendai ia ficar orgásmica ao saber que o combate seria de noite... Personagem mais unidimensional, impossível.


Seguimos então para a lanchonete, onde mais uma vez Fubuki está cabisbaixa, porque está preocupada com o ataque surpresa de noite, por não estar pronta para isso. Suas amigas já começam a desistir de animá-la, pois qualquer coisinha parece ser suficiente para deixar a novata toda desesperada.


Aí aparecem aquelas quatro destróieres baixinhas, Inazuma, Ikazuchi, Akatsuki e Hibiki, que parecem ser tão inseparáveis como os sobrinhos do Pato Donald. Inazuma, que é a mais amiguinha, diz que elas ficaram sabendo da missão noturna, e assim haviam trazido algumas amoras para Fubuki comer. 


Eu também não entendi... mas as pirralhinhas dizem que amoras fazem bem pra vista, e isso ia ajudá-las a enxergar melhor à noite. Nunca soube das propriedades oftalmológicas das amoras, mas vamos fingir que acreditamos pra não gerar confusão.


Quem também aparece para dar uma força é Atago, que chega ali usando roupas para variar um pouco, e está junto com sua irmã Takao (lembre-se, roupas combinando indicam parentesco). Perceba como as duas menininas ali do lado ficam impressionadas com o tamanho dos balões da loirinha sapeca, provavelmente se perguntando quando vão receber upgrade parecido.


A loira tinha também um presente para Fubuki, que serviria de proteção. A pobrezinha olha meio torto, pois ela ainda não tinha idade pra essas coisas. Sem falar que, fora o comandante, não havia nenhum garoto num raio de quinhentos quilômetros.


Takao, que na minha opinião é muito mais bonita e charmosa do que Atago, ainda mais com aquela meia-calça pra lá de sensual, explica que aquilo era um amuleto de boa sorte, pra evitar que ela fosse atingida por mísseis inimigos (piadinha de duplo sentido essa...). E ela ainda dá uma risadinha, dizendo que Atago é uma pervertida que geralmente se esquece de usar esse amuleto de propósito pra ser atingida pelos mísseis, o que deixa a loirinha envergonhada.


Parece que aquele era o momento de todo mundo puxar o saco da Fubuki, talvez se deram conta que ela é a personagem principal e assim todas as meninas querem agradá-la para terem mais tempo na telinha. Dessa vez é Mamiya, dona do café, que traz uma banana split jumbo para a destróier, pois ela está em fase de crescimento e nada melhor que uma sobremesa engordante para ter uma saúde de ferro.


Quem tinha pago aquela sobremesa era Tone, dizendo que era importante ter uma boa refeição antes da batalha. Provavelmente por garantia, pois aquela poderia ser a última...


Apesar de todos esses mimos, Fubuki ainda fica com essa cara de bunda... Yuudachi não entende, queria ela ser assim tão paparicada pelas outras, ganhando amuletos e sobremesas de grátis. Poi.


Agora é a vez das irmãs-namoradas Ooi e Kitakami. Esta deseja boa sorte pra Fubuki em sua missão, e fica impressionada com a quantidade de presentes que ela havia ganho. Ooichi, verde de inveja por ver alguém ganhar mais presentes do que sua queridinha irmã, diz que aquilo eram só agrados que as outras garotas estavam fazendo, pois todo mundo estava apostando que Fubuki ia afundar na batalha. Tipo, eram presentes de pena, que todo mundo ia recolher se elas batesse as botas. Ou âncoras, sei lá.


E ela passa para a agressão, pois ainda está puta que Kitakami teve que dedicar um tempo precioso em que elas poderiam estar juntas namorando, para ensinar para Fubuki como disparar torpedos. Sem mais nem menos, ela acerta um tapão na testa da novata, pra ver se ela acerta pelo menos um nos inimigos.


Na boa... Já disse isso e repito: essa Ooichi é muito escrota! Vai tomar banho, fica agredindo as outras de graça. Logo com a Fubuki, que começa a chorar depois da pancada. Tadinha! Depois de tudo isso, ela diz que vai lá treinar mais um pouco, pra não fazer feio.


Mutsuki tem outro de seus momentos maternos, dizendo que Fubuki está sim pronta para a batalha, ela já havia treinado muito naqueles dias. Agora, ela precisava descansar pra não ficar esgotada. Além disso, a gente já teve que aturar um episódio inteiro dela treinando, e se repetirem tudo de novo a galera vai desistir de continuar assistindo.


De longe, Kisaragi olha para a postura protetora de sua irmã e fica feliz... Só não sei como ela conseguiu ver algo de olhos fechados.


De noite, as meninas relaxam depois de uma tarde descansando e se preparando para a batalha. Nesse momento, Fubuki agradece o encorajamento de Mutsuki, que explica que tudo isso era graças ao que sua irmã havia ensinado. Embora Mutsuki fosse teoricamente a mais velha da família, Kisaragi havia sido a primeira menina-navio da classe a entrar em serviço, e desde então ela a ensinava sobre tudo. 


Temos o momento de flash-back, que fica visível pois o desenho fica desbotado como um filme velho, em que Mutsuki conta de como ela ficou com medo em sua primeira batalha, ainda mais por ter sido danificada, chorando que nem um bebezinho no meio do mar.


Com isso, Kisaragi começou a tomar conta de Mutsuki para que ela se sentisse confortável e segura. E isso incluía ensiná-la a fazer tarefas básicas, como tomar banho sem se esquecer de lavar atrás das orelhas e como manusear talheres. Por isso ela admirava Kisaragi tanto, pois ela era muito carinhosa e se preocupava com os outros.


Temos então um momento meigo entre Mutsuki e Fubuki, que diz que ela era igual a sua irmã. Mutsuki havia sido a primeira pessoa que Fubuki havia conhecido, e desde então ela sempre a havia apoiado e a ajudado, sendo assim eternamente grata. 


Oh, que lindo! Mas Yuudachi fica poi-ta com tudo isso, se sentindo excluída. Que poi-rra era essa? Ela havia ajudado Fubuki também, poi-mbas!


Mas todo esse nervosinho logo passa, e Yuudachi fica triste. Poi. E Fubuki fica toda abafada, querendo se justificar, dizendo que não era bem isso, veja bem... Mas ela já havia falado tudo, não tinha mais volta. E assim elas passam a noite, tentando acalmar os ânimos.


Dia seguinte, de manhã cedo, Mutsuki acaba acordando e se dá conta de que Fubuki é uma safada duma mentirosa, pois lá vai ela mais uma vez pra treinar. Tudo bem, se ela ficasse com sono durante a batalha, não era sua culpa.


De qualquer maneira, Fubuki precisava ao menos melhorar a sua mira. Afinal de contas, não faz muito sentido um navio de guerra que não consegue fazer algo básico como acertar os inimigos, não é? Mas apesar de todo o esforço, Fubuki não consegue nem acertar o alvo sem querer.


Uma voz chama a sua atenção, e vemos que Akagi está também de pé, curiosa com a insistência de Fubuki em acordar cedo pra praticar. A destróier explica que todo mundo está ajudando ela, todo mundo dando dicas e tudo mais, e ela não queria ser uma decepção... Embora estivesse longe de ser minimamente boa.


Akagi pede então para que Fubuki a observe. A porta-aviões pega uma flecha, respira fundo e fecha os olhos...


... e lá vai a flecha que se transforma em um avião de combate...


... metralhando o alvo em cheio.


Fubuki fica toda impressionada, mesmo se percebemos que a demonstração de Akagi só reforce o quanto ela é ruim. Pombas, a arqueira havia conseguido atingir o alvo de olhos fechados, e Fubuki não conseguiria acertar uma baleia de olhos abertos.


Temos então o momento de lição de vida, em que Akagi compartilha com a novata um ditado de biscoito de sorte que diz "atire com verdade e você nunca vai errar", ou algo assim. Ela explica que Fubuki havia treinado bastante, e assim ela não precisava ter medo, era só ter confiança em si mesma e que ela saberia exatamente o que fazer. Todo aquele esforço e dedicação iam valer a pena.


Pausa para um breve momento para refletir sobre a diferença entre as animações japonesas e as ocidentais. Por mais que possa parecer piegas, você pode perceber como os desenhos lá do Japão procuram passar mensagens decentes e de grande valor para as crianças. Nesse caso, reforçando como treinar e se preparar para algo era o caminho para conseguir ter sucesso. Não é coisa só do Kantai Collection, mas algo que você percebe nas animações japas desde sempre.

Enquanto isso, a criançada na terra do Trump tinha que aprender suas lições de moral com gente como ele.


Tipo num episódio que ele dizia que não era legal dar cabeçada nas coisas... Pois é... vamos voltar ao que interessa...

Fubuki agradece os ensinamentos de sua ídolo, mas aí se dá conta de uma coisa: se Akagi era tão boa assim, por que ela estava acordada de manhã cedo também? Afinal, ela não precisava treinar tanto assim, e sequer ia pra missão. Aí ela olha lá pro porto...


... e dedura tudo, dizendo que Mutsuki estava preocupada com Fubuki, e assim havia pedido para que a porta-aviões lhe desses alguns conselhos. Temos então outro momento "ohhh", em que Fubuki lamenta que Mutsuki tenha que se preocupar tanto com ela, e jamais será capaz de retribuí-la. Mutsuki por sua vez diz que apenas queria ser como sua irmã, cuidar dos outros como Kisaragi havia feito.


Akagi vê que é hora de outra lição de moral... Não era necessário ninguém fazer nada para retribuir, bastava dizer o que pensava e sentia. Palavras como "obrigado" e "eu te amo" eram suficientes. Afinal de contas, a vida era pra ser vivida plenamente, ainda mais elas que eram navios de guerra, que um dia poderiam afundar e tudo estaria acabado. Assim, nenhuma delas devia ter medo de expressar os seus sentimentos, de fazer com que os outros soubessem o que sentiam.


Mais uma vez, temos sim uma lição de moral bem profunda, mostrando que embora tão desconhecido, Kantai Collection ao menos tenta ser bem correto e passar uma mensagem legal para quem assiste. E ela termina com uma frase bem forte que eu reproduzo: "para nós, meninas-navio, o amanhã é um luxo, mas nunca garantido".


Para o bom entendedor... já podemos imaginar algo que deve acontecer nesse episódio com alguma das garotas.

Fubuki e Mutsuki entendem o recado, e assim elas se aproximam para dizer o quanto ambas estão agradecidas por serem amigas e que se amam muito. Mais uma vez, a pobrezinha da Yuudachi ficou de fora do momento emocionante e tenro...


Chegou o grande momento. Os Esquadrões Torpedeiros 3 e 4 estavam a postos na plataforma mecanizada, para vestirem seus equipamentos e dar um chute na bunda dos Abissais dentuços.


Antes do lançamento, Mutsuki chega toda tímida para conversar com sua irmã Kisaragi, provavelmente para colocar em prática tudo aquilo que ela havia aprendido com Akagi, dizendo o que sentia. Kisaragi fica feliz, imaginando o que se trata, mas elas certamente iam ter tempo de sobra para conversar depois do combate.


Na boa... Me deu um calafrio agora...


No centro de comando, Nagato dá as ordens para as meninas, que era hora de ir para o combate. E eu fico me perguntando porque a doçura da Mutsu fica sempre nessa pose com os braços assim cruzados. Talvez é uma forma de ajudar a segurar as suas maravilhosas bazingas...


Depois desse comentário tosco, somos levados ao campo de batalha, onde podemos ver que alguém está usando binóculos para monitorar a atividade dos Abissais em sua base na ilha W, que mais parecem baleias na época de acasalamento.


Na verdade era Naka simplesmente usando suas mãos como se fossem binóculos... Embora parece que para as meninas-navio a brincadeira funciona, é como se elas tivessem como ampliar o alcance da sua visão dessa forma. Sem dúvida, mais tosco do que meu comentário sobre o desejado conteúdo do sutiã de Mutsu...


O plano era o seguinte: o Esquadrão Torpedeiro 3 ia ficar atrás da moita... ou melhor, atrás dos pedregulhos, e quando a noite chegasse elas iriam atrair os Abissais para fora. Isso iria dar espaço para que o Esquadrão Torpedeiro 4 atacasse a base desprotegida, tacando o zaralho ali e conquistando a ilha.


Enquanto esperavam, o ideal seria patrulhar a área. Assim Jintsuu pega um hidro-avião que ela havia emprestado do seu irmão, e o prepara para uma missão de reconhecimento e patrulha.


Aviãozinho esse que é pilotado por uma daquelas fadinhas, que parecem ser da família do Pequeno Polegar e sequer conseguem roupas do tamanho certo.


A capitã ordena também que as destróieres façam uma patrulha marítima ao redor da base, entrando em contato se vissem algo de anormal e estranho. Como a Preta Gil pegando um bronze de topless junto com a Tati-Quebra-Barraco.


Enquanto esperam, Mutsuki decide continuar com os seus agradecimentos e declarações, e dessa vez ela diz para Yuudachi que a ama muito. Mas a loirinha fica desesperada, porque ela não era como a Ooi, e não curtia essas coisas de mulher com mulher. Poi.


Mas Mutsuki explica que não era isso... Ela apenas estava dizendo que Yuudachi era sua amiga há tanto tempo, e nunca tinha tido a oportunidade de dizer o quanto ela era especial, e que estava agradecida por sua companhia... mesmo sabendo que ela era muito bagunceira, e só ficava falando Poi toda hora.


De repente, Fubuki quebra o silêncio, pois ela havia observado algo. Ainda bem que tinha alguém de fato em patrulha, enquanto Mutsuki e Yuudachi jogavam conversa fora.


O que estava vindo ali era um avião Abissal. Que mais parece um piolho dentuço com um puta canhão na barriga.


As cruzadores ficam surpresas, pois os relatos haviam informado de que não tinham aviões na base. Provavelmente os aviões de reconhecimento, que estavam demorando muito para voltar, haviam sido abatidos. Fim da linha pras fadinhas... E Naka se assusta, ao olhar pelos seus "binóculos" e ver que tem uma esquadra de cruzadores Abissais a caminho.


Elas transmitem a mensagem para a base, dizendo que há navios inimigos na área. Mutsu diz que agora não tinha jeito, o ataque surpresa tinha ido pro beleléu... ainda assim eram poucos inimigos, que provavelmente os dois esquadrões poderiam derrotar. Mas Nagato prefere não arriscar, ordenando que o Esquadrão Torpedeiro 3 bata em retirada.


Assim, as meninas saem em fuga, para evitar problemas. Provavelmente Sendai lamenta o fato de que a noite ainda não havia caído, e não vai ter batalha noturna naquele dia. Mas aí Jintsuu fica surpresa, pois parece que elas têm companhia.


Agora fudeu. Isso explicava os aviões, pois tem dois porta-aviões Abissais ali perto. Alguém certamente tinha feito uma cagada grande quanto a essas informações, ou os monstrengos decifraram as ligações interurbanas das meninas e se prepararam. E temos que dizer mais uma vez, bolaram uns bicharocos bem nojentos: os porta-aviões simplesmente abrem o bocão e lançam suas aeronaves feiosas.


Cercadas, as meninas-navio tentam se defender com o fogo anti-aéreo. Mas são muitos bichos voando, parece aquele monte de moscas que geralmente ficam zanzando em cima de pão-doce na padaria.


No distrito, Nagato ordena que o Esquadrão Torpedeiro 4 vá em apoio das outras meninas. Mutsu fica tensa, pois aquilo não iria adiantar de muita coisa contra porta-aviões... mas sua irmã emburrada diz que talvez exista uma opção que pode resolver. Chega de segredos, conta logo pra Mutsu pra ela não ficar tristinha, pôxa!


O outro grupo chega, liderado pelas cruzadores Tama, Kuma e Yuubari e três destróieres, entre elas Kisaragi. Apenas como comentário paralelo, Kuma e Tama na teoria são irmãs de Ooichi e Kitakami, mas por algum motivo usam roupas diferentes daquele uniforme verde. Talvez por razões de estilo.


Mas elas só vão conseguir lidar com os cruzadores inimigos, enquanto que o Esquadrão Torpedeiro 3 continua ali em maus lençóis, debaixo do fogo aéreo. Mutsuki fica com medo, e pede para que Fubuki prometa que elas vão voltar para a base sãs e salvas. Como se dependesse somente delas.


Jintsuu, apesar de ser toda meiga e cuti-cuti, diz que agora é a hora do pau, de encher os Abissais de porrada. E pra isso ela dispara seus torpedos, pra sodomizar aqueles monstros bocudos cuspidores de aviões.


Só que os Abissais voadores não são burros... e conseguem metralhar os torpedos antes que eles cheguem perto dos porta-aviões. Não tem jeito, com seus míseros canhõezinhos as garotas jamais vão conseguir atingi-los. Agora, realmente danou-se...


E parece que a primeira a ser afundada será justamente Mutsuki. Era esperado, afinal de contas ela foi quase que a personagem principal nesse episódio, e seria bem dramático ela perecer antes de ter aquela conversa com sua irmã Kisaragi.


Não foi dessa vez... Até que enfim Fubuki decide fazer alguma coisa direito, e acerta um tiraço bem no meio da cara do percevejo dentuço, salvando a sua amiga de ser afundada.


Tomada pela adrenalina do momento, a novata se lembra dos ensinamentos de Akagi, de atirar com a verdade e assim não errar, disparando seus torpedos pra destruir aquele porta-aviões inimigo de uma vez por todas.


E não é que ela acertou? Estava já me preparando para mais um daqueles momentos "só que não"... mas o bicho levou a pior ao ser estuprado por uma salva de torpedos. Acontece que ainda não era o suficiente para afundá-lo, ainda tinha alguns HPs de sobra.


As demais meninas-navio decidem então fazer o mesmo. Ora, se a Fubuki que era um zero à esquerda havia acertado, por que elas não?


KABOOM!!! Já era, o porta-aviões Abissal explode numa bola de fogo. Mas ainda tem outro ali, e elas foram meio desesperadas a ponto de lançar todos os torpedos restantes em um único alvo que já estava arrebentado. Isso aí é falta de estratégia, se tivessem tido aula com o Capitão Nascimento isso não ia acontecer.


Então... lá da puta que pariu são disparados tiros anti-aéreos explosivos. Algo como uma bala que depois de um tempo se dividia em vários projéteis, tipo aqueles tiros especiais que tinha no Super Contra. Mas, afinal... quem havia atirado?


Era a Segunda Frota, composta pelas quatro irmãs Kongou, embora na tomada só vemos duas delas. Elas estavam ali perto fazendo uma expedição (outra das missões que tem no jogo) e foram lá pra ajudar com reforços.


Com a ajuda de quatro encouraçadas, o porta-aviões restante leva uma surra, sendo reduzido a um monte de bosta fumegante, enquanto que os outros se mandaram dali pra salvar as suas carcaças.


Parece que está tudo beleza... Kisaragi olha para o horizonte, com a certeza de que sua irmã Mutsuki estava bem depois da chegada dos reforços. Tudo estava tranquilo agora, e todas elas poderiam voltar para a segurança da base, pra comer uma taça de banana split depois.


Porém... ali atrás, vinha um avião Abissal todo arrebentado, disposto a estragar o final feliz do episódio.


Do nada, o bicho não aguenta e explode, mas a tempo de lançar a sua bomba, que mais parece um pedaço de carvão queimado. E essa bomba viaja velozmente...


... na direção de Kisaragi.


Na mosca, sem chance para a destróier.


Pausa nas piadas, para comentar sobre esse triste momento do desenho. Essa é outra diferença entre os desenhos ocidentais e orientais. Enquanto em produções estadounidenses como G.I. Joe ninguém acerta um mísero tiro, nem de raspão, aqui nos desenhos japoneses não há nenhum tipo de dedos para colocar cenas como essa, em que um dos personagens morre de forma trágica. Tudo bem que Kantai Collection não parece ser um desenho feito originalmente para crianças, mas mesmo assim, aposto que muita gente foi pega de surpresa...


Ou talvez não. Dava pra perceber em certos momentos que alguém iria afundar. O discurso de Akagi, por exemplo, dava a nítida certeza de que algo ruim ia acontecer. E no momento em que Mutsuki e Kisaragi iam conversar, mas precisaram deixar para depois por conta da missão, eu já tinha me dado conta que uma das duas iria partir. Kisaragi foi a escolhida, e agora ela vai descansar para sempre no fundo do mar.


Alias, lembra lá no início que eu falei que o desenho começa a seguir a história? Na vida real, na verdadeira batalha pela captura pela ilha de Wake, o destróier Kisaragi foi de fato afundado. Isso provavelmente deixa uma certa dúvida e talvez angústia sobre o que deve acontecer nos próximos.

Lembre-se: o Japão perdeu a guerra...

De volta à base, o Esquadrão Torpedeiro 3 chega e as meninas são recebidas com aplausos, por terem conseguido vencer a batalha. E por Fubuki não ter estragado tudo. A felicidade delas provavelmente esconde o fato de que algumas delas devem ter perdido uma grana ao terem apostado que Fubuki ia afundar.


Ela agradece o apoio, e diz que isso só aconteceu por conta dos presentes que ganhou. E na próxima, ela queria ganhar um iPod e o mais novo CD do Luan Santana.


Mutsuki olha para os lados, procurando por sua irmã. Teoricamente, era para o Esquadrão Torpedeiro 4 já ter chegado, e assim ela pergunta onde elas estavam. E agora, quem vai ter a coragem pra dar a notícia?


Tone é pega de surpresa, e diz que elas ainda não chegaram, pois iam dar uma parada no mercado antes pra comprar biscoito polvilho... Parece que ela não consegue ter forças para dizer a verdade para a baixinha.


Mutsuki sai correndo na direção do cais, pois ali é de onde ter a melhor vista, e ela queria ser a primeira a receber Kisaragi, pra dar-lhe um abraço e dizer o quanto ela é importante.


Tone e Jintsuu a observam... A capitã diz que não havia dito ainda a verdade, pois ainda havia esperança de que Kisaragi fosse encontrada, e como dizem, a esperança é a última que morre. Tone concorda, a esperança era mesmo a última a morrer, só antes dela tinha sido a vez de Kisaragi.


Nagato precisa então dar a notícia para o comandante. Apesar das buscas, Kisaragi não havia sido encontrada, afundando após um ataque surpresa de um avião solitário. E ela também não tinha estômago para partir o coração de Mutsuki.  Pra variar, o comandante não dá nenhum pio.


Fim do episódio. Um bem melancólico, temos que dizer, enquanto Mutsuki fica ali no penhasco esperando por sua irmã que nunca vai voltar, com a companhia de Fubuki. Eu vim aqui com a intenção de fazer uma zoada de leve em Kantai Collection, mas admito que eu tinha a certeza de que esse capítulo teria seu momento mais pesado. Sei lá, os criadores do desenho conseguiram criar alguns personagens bem cativantes (embora existam alguns bem bobos), e justamente a relação entre as irmãs foi muito bem moldada aqui, construída de forma a fazer o telespectador gostar das duas e aí depois dar esse pesado baque.


Vamos ver o que nos espera no próximo. Mas, como eu disse: parece que o desenho tenta ser fiel à história real, e sabendo que os japoneses levaram uma corça dos americanos na Segunda Guerra, dá pra esperar o pior. Embora, acredito que os japas não iam fazer um desenho em que eles perdessem no fim, será?

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