domingo, 25 de fevereiro de 2018

Questão Cabeluda

Eu sinceramente estou perdendo a fé na sociedade. Não tem jeito, estamos indo a largas passadas para uma decadência total. São valores tão absurdos, tão estúpidos, que eu fico me perguntando se podemos chegar mais baixo. E acabo sempre me surpreendendo em como os imbecis politicamente corretos estão conseguindo estragar tudo.

Hoje tenho que agradecer a sempre inútil Fátima Bernardes pela postagem. Ela me faz pensar em tempos nos quais as manhãs na TV aberta eram mais agradáveis, em que tinha desenhos animados e programas infantis. Agora, ao ligar na Globo de manhã temos que aturar criaturas como essa aí.


Vamos explicar, pra quem não está acompanhando. Em mais um programa pautado na agenda politicamente correta (que você pode ver aqui, se tiver estômago), a ex-apresentadora do Jornal Nacional veio para falar de preconceitos no trabalho. Usou como gancho o fato de que uma exigência da Polícia Militar sobre estatura mínima havia sido derrubada pela Alerj. Logicamente usando todo um discurso de que era uma injustiça não permitir que uma pessoa mais baixa ser policial, de que era preconceito física, citando outros exemplos (como que uma pessoa muito alta não pode ser piloto).

Sério, Fátima Bernardes... vai chupar um prego!


Cada profissão ou emprego tem as suas características, e muitas vezes existem sim exigências físicas. Não é uma questão de competência, como ela tentou induzir o telespectador a pensar, para passar a idéia de que se uma empresa ou instituição não considera determinado indivíduo para uma função é uma injustiça. Já estou vendo que logo vai surgir aí, incentivada pela Globo, toda uma aura de valorização dos baixinhos, vão inventar a categoria de modelo short size e promover uma luta contra a baixofobia.

Vamos fazer uma rápida análise sobre essa questão, já que não é o foco principal da minha revolta. Repito, é natural que existam certas exigências de caráter físico para certas profissões. Retomemos o exemplo do piloto: é de certa forma compreensível que um piloto comercial tenha uma altura limite, quando pensamos que a cabine de um avião é um espaço apertado, onde um sujeito de 2 metros ou mais teria dificuldade para se ajustar e mesmo para se movimentar em uma emergência. Se for piloto militar, tem ainda a exigência da vista, o cara não pode usar óculos por motivos óbvios, pois precisa lidar com vários instrumentos e em um combate a visão é fundamental. No caso da polícia, penso que pode ser algo relacionado também à movimentação, pois uma pessoa baixa normalmente tem uma pernada menor, e isso pode prejudicar o deslocamento em uma situação de risco.


Não adianta, politicamente corretos. Existem sim exigências físicas que são necessárias para certas situações. Mais um exemplo, pra ser bombeiro: o sujeito não pode ser obeso e fora de forma, pois o bombeiro precisa se mover rapidamente, precisa de resistência física que certamente uma pessoa mais gordinha não terá. Não dá pro cara ser fraco também, pois bombeiros precisam carregar uma série de equipamentos, e muitas vezes até vítimas.

Não há nada de errado nisso... Não se trata de preconceito, não se trata de julgar a competência da pessoa pelo seu físico. Parem com essa ladainha.

Agora... só mais um parênteses. Pois eu não posso deixar passar uma oportunidade de enfiar o dedo na cara do politicamente correto, demonstrando a sua hipocrisia. Isso é algo que me diverte, desmascarar essa mentalidade estúpida que pensa apenas em manipular os outros.

Então, tudo bem, Fátima Bernardes e demais politicamente corretos. Vamos então considerar que vocês têm razão, ao dizer que é injusto julgar a competência profissional de uma pessoa por algum aspecto físico, como a estatura.

Agora me explica por que vocês acharam inaceitável o fato de que haviam dubladores brancos que trabalharam na tradução do filme Pantera Negra?


Vem cá... mas vocês não disseram que é errado dizer se alguém pode ou não trabalhar em determinada coisa por conta de um aspecto físico como a estatura, que é uma injustiça que não leva em conta a competência da pessoa? Então por que vocês acham errado que um dublador trabalhe em um determinado filme por conta de um aspecto físico como a cor da pele? Nessa situação não é injustiça que não se esteja levando em conta a competência do dublador?

Pois é... É interessante como os politicamente corretos mudam o tom do discurso com tanta facilidade.

Vamos voltar ao programa da Fátima Bernardes, que seguiu na sua intenção descarada de convencer a audiência de que tá errado que a pessoa seja escolhida ou não pela estatura. Mesmo com a presença de uma mulher de Recursos Humanos, que destaca que existem sim algumas exigências para certas profissões, citando o exemplo da comissária de bordo, que se for baixinha não iria conseguir fechar o compartimento de bagagem. E pra escapar dessa, o programa levou ao argumento da "boa aparência"...


Pronto. Aí a Fafá Bernardes encontrou o tema que precisava, pois assim seria possível levar a conversa para o tema da discriminação.

Honestamente, vamos com calma nesse ponto. Tudo bem que o termo "boa aparência" pode ser mau entendido, é uma coisa muito subjetiva. Não é necessariamente algo racista, como muitas pessoas gostam de dizer, associado que seja sinônimo de branco. Eu penso que é errado usar esse tipo de termo, pois a aparência ser boa ou não é algo subjetivo. Tem gente que acha que a Gracyanne Barbosa tem boa aparência, eu acho que ela parece um cavalo anabolizado. É algo muito pessoal, e realmente não deve ser argumento para uma pessoa ser contratada ou não. E assim não é critério para uma pessoa ser contratada ou não.

Embora, na minha opinião... o empregador contrata quem ele quiser. Se o cara quiser contratar uma secretária loira em vez de morena, por exemplo, é o direito dele. Se ele priorizar cor do cabelo em vez de competência, azar o dele. Sei que muita gente pode achar essa minha visão preconceituosa, mas na boa... quem pode provar? Desde que o cara não diga expressamente para a candidata morena que "só contrato secretária loira", na hora do processo seletivo ele pode dispensá-la sem dar muita explicação.


"Ah, mas eu tenho melhor capacitação do que a outra candidata!", ela pode dizer. Foda-se! O empregador contrata quem ele quiser. Da mesmo forma que ele deve arcar com as consequências dessa sua escolha. Se a candidata loira for incompetente, quem se dará mal é o empregador...

Enfim, é a minha visão. Mas repito, chegar em uma oportunidade de emprego e escrever que a pessoa precisa ter boa aparência, isso eu discordo. Mais uma vez, é colocar um subjetivismo nos critérios, que não tem nada a ver.

Acontece que a aparência (assim, sem o "boa" na frente) é algo que deve ser levado em conta em uma contratação sim. Pois as empresas têm e sempre terão certos preceitos e características que podem estar associados à aparência ou outro aspecto físico, que estão relacionados com a imagem e missão delas. E muitas vezes, isso deve transparecer na aparência dos empregados, especialmente se eles lidam com os clientes e o público. Nesses casos, não há nada de errado em contratar pessoas que tenham uma aparência, seja ela física ou do jeito de se vestir, que sejam de certa forma adequadas ao negócio e/ou imagem da empresa.

Por exemplo, se você vai numa academia e pede um personal trainer para ajudá-lo a ficar em forma, e vem alguém como o sujeito abaixo...


Aí, será que você vai sentir firmeza? Será que vai acreditar que o camarada ali vai ser capaz de treiná-lo para fazer exercícios e ficar em forma?

Esse é o ponto. Certos empregos exigem sim uma postura e aparência adequadas. Existem empresas formais, onde você terá que usar terno e gravata para trabalhar, não importa se isso se enquadre no seu estilo ou não. Se não curte usar tal indumentária, vá procurar outro emprego. Por sua vez, existem também outros empregos que são mais flexíveis quanto à aparência, embora exijam certas características. Por exemplo, no telemarketing, a pessoa se vestir com formalismo não interessa tanto, pois esse trabalhador lida com os clientes de forma remota, por telefone. Não importa se a pessoa é alta ou baixa, gorda ou magra, preta ou branca (como no caso dos dubladores do Pantera Negra), o que conta mais é que tenham uma boa voz, que saibam falar de maneira clara e que tenham até certos dotes de convencimento para conseguir vender.

Não estou defendendo o telemarketing. Eu acho uma das coisas mais estúpidas do mundo. Cito apenas como um exemplo em que a aparência não é crítica, embora existam sim aspectos da pessoa que devem ser avaliados. Tipo, você contrataria ele pra ficar ligando para as pessoas?


Aí, vamos finalmente falar do tema do post, parando com esses devaneios. Pois, na hora em que a conversa no programa da Fátima Bernardes começou a ir para a linha da aparência e de comentar sobre supostos casos de preconceito na hora de arrumar um emprego, ela comenta que havia uma pessoa na platéia que coincidentemente havia passado por uma situação desse tipo, sendo então convidada para falar. Nessa hora é que o Brasil é apresentado à Yasmin.


Tá, coincidência dela estar lá na audiência... Conta outra, Globo.

Pronto, após ganhar os seus cinco minutos de fama, ela partiu para o manjado discurso vitimista, dizendo que tinha a certeza de que havia sido reprovada em processos seletivos por conta de seu cabelo, e também por conta da cor da pele. Ela sabia que essas eram as razões, embora eu duvido que algum entrevistador tenha dito isso na lata assim. Por conta disso, ela deu o seu "grito de liberdade" e "assumiu" o seu cabelo, pra abrir o próprio negócio.

Logicamente, tudo isso debaixo de aplausos da platéia alienada, e com elogios dos demais participantes, dizendo que ela é linda. E com uma série de comentários para incentivar a luta de classes (tipo, falar da "elite branca da Zona Sul").

Por onde eu começo...

Eu fico enojado com esse vitimismo besta. Pior de tudo é ver esses artistinhas de merda da Globo querendo dar lição de moral, tipo dizendo que se interessam por empresas que tenham uma "mentalidade inclusiva", criticando os supostos preconceitos contra negros, cabelos, tatuagens e gordos. Acho engraçado o seguinte, em todas essas situações as vítimas assumem que eram as mais qualificadas para a vaga, e que sempre são discriminados na hora de uma entrevista.


Vamos lá, Yasmin...

Primeira coisa que eu vou comentar, é que quando vejo um cabelão desses, eu fico me perguntando como deve ser o dia-a-dia de alguém assim. Caraca, pra lavar esse cabelo deve gastar uma garrafa de shampoo a cada três dias! Pra entrar num elevador, se der um azar o cabelo pode prender na porta. E pra dormir, deve ter que ser sempre de barriga pra cima, se virar de lado pode morrer sufocada.

Me lembrou do Corra que a Polícia Vem Aí.


Eu acho que isso aí na verdade é um grande problema de auto-estima. Ainda mais hoje em dia, as pessoas querem aparecer, querem ganhar jóinha no Feice, querem que todo mundo pare o que está fazendo para vê-las. Não tem necessidade... É um desejo em ser diferente que chega a ser doentio. Pois se ela tivesse um cabelo menos exótico, não iria chamar a atenção, não iria ser convidada para ficar choramingando no programa da Fátima Bernardes.


Essa turma gosta de criticar o preconceito, mas muitas vezes se esquecem que elas também são preconceituosas. Yasmin, minha cara... como você pode provar que em todas as entrevistas que você foi, você não passou por causa do seu cabelo, ou da cor da sua pele, ou do tamanho das suas unhas? Você consegue comprovar isso? Duvido! E sabe por quê? Porque em muitas ocasiões você não conquistou a vaga por não ter os requisitos necessários, ou por não ter vasta experiência no negócio, ou por não se enquadrar no perfil da empresa.

Sim. Perfil da empresa. Repito, cada empresa tem a sua imagem, os seus valores. E com isso tem o direito de escolher alguém que esteja alinhado com o perfil esperado. Existem aquelas que possuem uma imagem mais sóbria e recatada, e se quiser trabalhar ali você precisa "dançar conforme a música". Não pense que vai chegar ali de dreadlock e tatuagem em todo o corpo, ou com esse cabelão da Yasmin, que não vai rolar. Não é preconceito, é direito da empresa em manter a sua imagem.

Quer arrumar emprego, Yasmin? Vai concorrer a uma vaga em um lugar onde um visual exótico como o seu seja adequado, ou mesmo incentivado. Vai mandar o seu currículo pra quele Chili Beans, onde os vendedores possuem visuais alternativos, lá alguém como você que mais parece o Sideshow Bob vai se encaixar perfeitamente.


Eu sinceramente estou ficando cansado... O vitimismo exagerado de pessoas como a Yasmin me deixam enjoado. Qualquer situação na qual eles se vejam como prejudicados, sempre jogam a carta do racismo, se colocando em um pedestal de moralidade. Como ela fez, ao postar um textão pra atacar aqueles que a criticam, chamando-os de preconceituosos quando na verdade essas pessoas estão criticando é a sua atitude chorona e infantil. Veja um trecho que ela escreveu:
"E finalmente enxergar claramente que o problema não está em mim, não está na minha pele, não está no meu cabelo, não está em meus traços. O problema vem dentro de você, ser humano limitado, cheio de padrões pré-estabelecidos sobre mim, com base apenas na minha aparência.
Eu sou mais do que você vê, sou fruto da resistência e da luta de muitos. Sou fruto do sangue, do choro e do suor dos meus ancestrais. Sou aquela que causa desconforto aos seus olhos por estar em lugares que na teoria seriam seus."
Yasmin... reveja os seus conceitos. Não sou eu quem tenho problemas, eu estou com a consciência limpa, estou certo de que eu não estou falando nada demais. Não estou criticando você por ser negra. Não estou criticando o seu cabelo, embora ache algo desnecessário que só tem o objetivo de chamar a atenção. Estou criticando essa sua postura vitimista, de se achar a perfeita e de que se não consegue um emprego, é por conta do preconceito. Na verdade, o problema está na sua cabeça sim, ao pensar dessa forma, ao enxergar preconceito onde muitas vezes não há.

Você, juntamente com os politicamente corretos, são os limitados nessa história. Limitados pois são os que mais possuem padrões pré-estabelecidos na hora de julgar as pessoas. É o que vocês fazem, ao definir de forma unilateral e indiscutível de que toda e qualquer situação em que um negro seja minimamente prejudicado ou superado, seja racismo. É o que vocês fazem ao assumir que todo o negro é vítima de preconceito 24 horas por dia. É o que vocês fazem ao dizer que os brancos são todos racistas. É o que vocês fazem ao dizer que todo homem é um potencial estuprador. É o que vocês fazem ao dizer que quem não é de esquerda é um fascista ou nazista. E assim por diante.

Honestamente, acho que esse cabelo todo está afetando a sua inteligência. Deixe esse vitimismo e agressividade de lado, e pare de encher o nosso saco, Yasmin!


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