quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Navios de Guerra - Enterprise

Não achei que fosse ter disposição pra continuar com essa série, mas parece que eu tomei gosto pela coisa, apesar de ainda me perguntar se os leitores aqui do blog gostaram. Enfim, como a opinião alheia (ou a ausência dela) nunca me desmotivou de escrever aqui, vamos para mais uma postagem focada em navios de guerra. Mantendo ainda o foco na Segunda Grande Guerra, hoje é dia de falar de um navio norte-americano, o Enterprise.


E podem parar por aqui aqueles que acham que eu me confundi e deveria estar falando da nave do Jornada das Estrelas! Primeiro, porque eu não curto muito a série do Capitão Kirk e do Spock. E segundo, existiu sim um navio de guerra chamado Enterprise. Na verdade, vários... Mas eu vou falar aqui é do porta-aviões que lutou na década de 40 no Pacífico.

Como falei na postagem do Yamato, uma das grandes reviravoltas do combate naval durante a Segunda Guerra foi o uso intensivo de força aérea nas batalhas. Isso motivou o surgimento de uma nova classe de embarcações, os porta-aviões, que na verdade eram como aeroportos flutuantes, sendo capazes de lançar aeronaves de combate, tipicamente de pequeno porte. Tal novidade viria a ser decisiva na guerra, principalmente quando falamos das batalhas travadas no Pacífico, no meio do mar. E o Enterprise foi um dos primeiros navios desse tipo construídos pelos Estados Unidos.

Vale a pena aqui uma rápida história sobre os antecessores do Enterprise, até porque acho que não haverá aqui outra oportunidade para falar deles. No início, todos os países estavam fazendo experimentos para colocar em prática a idéia do porta-aviões. Na verdade, já em algumas ocasiões no início do século XX alguns navios tentaram lançar aviões, e aos poucos a idéia começou a vingar. Uma primeira saída usada pelos EUA foi converter outros tipos de embarcação em porta-aviões. Não sei se por praticidade ou preguiça mesmo...


Começou com o Langley (o em primeiro plano na foto acima), que era originalmente um navio carvoeiro e que foi o primeiro porta-aviões americano, seguindo então o Lexington e o Saratoga, convertidos de cruzadores de guerra que tiveram seus lançamentos cancelados, são aqueles outros dois ali em cima com a puta chaminé, sendo o Saratoga o do meio com uma faixa preta. Depois veio o pequeno Ranger, este que foi o primeiro construído de fato como porta-aviões pelos Estados Unidos. Estes foram os predecessores da classe Yorktown, a primeira de grandes embarcações desse tipo, da qual o Enterprise fazia parte.

Foram ao todo três navios da família. O Yorktown (CV-5) foi o primeiro deles, seguido pelo Enterprise (CV-6), ambos lançados em 1936. Antes que perguntem, essa sigla "CV" era usada para denominar os porta-aviões na marinha norte-americana. O irmão mais novo, o Hornet (CV-8), veio ao mar alguns anos mais tarde, em 1940. Interessante observar que, originalmente era pra ser só os dois primeiros, por conta das limitações do Tratado de Washington, um acordo que limitava a tonelagem máxima de cada marinha. Isso fez que fosse projetado um outro porta-aviões, similar à essa classe, mas um pouco menor, para não passar desse limite. Esse navio seria o Wasp, que era o CV-7. Com o fim do tratado em 1937, aí decidiram fazer mais um, e assim nasceu o Hornet. Por isso que a numeração deles não foi sequencial...


A classe Yorktown tinha a intenção de ser uma referência da esquadra, como porta-aviões principais. Tinham cerca de 230 metros de comprimento e um convés de vôo com aproximadamente 30 metros de largura. Suas caldeiras permitiam que o navio atingisse uma velocidade de 32 nós, equivalente a quase 40 quilômetros por hora, deslocando todo um peso de até 26 mil toneladas quando totalmente carregado. Cada navio carregava uma série de canhões, alguns de pequeno calibre pra atirar em outros navios e uma maior parte de anti-aéreos, mas a sua principal arma eram os seus 90 aviões. 

Dessa forma, foram navios muito bem projetados, levando em conta o aprendizado das classes anteriores. Tinham boa velocidade, operavam um número elevado de aviões e lidavam bem com o mau tempo, algo fundamental no teatro de operações do Pacífico. Mas que tinham uma certa fragilidade quando o assunto era blindagem contra torpedos...

Apesar de ser uma classe de navios, aqui eu vou me resumir ao Enterprise, pois tem muito que se falar dele. E eu falo sério... Pois o sem-vergonha foi simplesmente o navio que mais participou de batalhas durante a Segunda Guerra. E sobreviveu a todas elas para contar a história.


Sua jornada começou praticamente junto com o início da guerra no Pacífico. Pra falar a verdade, o Enterprise ficava baseado em Pearl Harbor, principal porto dos Estados Unidos no Pacífico, mas ele conseguiu se safar do ataque surpresa japonês por ter tido a felicidade de realizar uma missão de transportar aviões para uma base em uma ilha não muito longe dali. Se não fosse isso, provavelmente a carreira dele teria sido bem mais curta... Mas ele também não conseguiu contribuir muito na defesa da ilha, apesar de seus aviões terem afundado um submarino japonês.

Sinceramente, nunca imaginava que era possível um avião afundar um submarino... Talvez os caras estavam na superfície, não sei...

Após os EUA entrarem oficialmente na guerra, o Enterprise seguiu com algumas missões de pouca expressão no Pacífico, atacando algumas bases em ilhas controladas pelos japoneses. A primeira ação de maior destaque foi na operação conhecida como o Doolittle Raid, no início de 1942. Como forma de vingança contra o ataque a Pearl Harbor, os yankees decidiram levar bombardeiros em porta-aviões para bombardear Tóquio. O Enterprise participou dessa missão, levando aviões de caça que serviram de escolta para os bombardeiros que decolaram do seu irmão Hornet.


Mas a primeira grande batalha da qual o "Big E" participaria seria algumas semanas depois. Era a Batalha de Midway, e cabe aqui um pouquinho de história sobre esse embate épico, considerado por muitos como uma das mais fantásticas batalhas navais da guerra, e indiscutivelmente o ponto em que começou a reviravolta no combate no Pacífico. Midway era uma ilha no meio do Pacífico, mas relativamente próxima do Havaí, onde os americanos tinham a sua base de operações. Estava nos planos dos japoneses dominar essa ilha, o que expandiria de forma considerável seu domínio na região e que colocaria o Japão em uma posição extremamente favorável para atacar as ilhas havaianas de forma sucessiva. Depois dali, era chegar na costa Oeste...

Ou seja, se os japas conseguissem dominar essa ilhazinha, hoje a California possivelmente se chamaria "Califolnia", né?

A sorte é que os norte-americanos interceptaram as comunicações dos japoneses e conseguiram assim se preparar. Mesmo assim, era muito evidente a diferença de forças ali, pois os japoneses haviam colocado quatro de seus principais porta-aviões, juntamente com vários couraçados e cruzadores, uma esquadra de dar inveja. Por sua vez, os EUA conseguiram mobilizar o Enterprise e seus dois irmãos, incluindo o Yorktown que havia acabado de participar da batalha do Mar de Coral alguns dias antes, na qual o Lexington foi afundado. E era o principal, esses porta-aviões contavam apenas com o apoio de alguns cruzadores, já que os couraçados estavam lá se recuperando em Pearl Harbor.


E não é que os americanos conseguiram vencer, apesar de estarem em tamanha inferioridade numérica?

Os quatro porta-aviões japoneses foram pro beleléu, três deles por conta dos ataques promovidos pelas esquadrilhas lançadas do Enterprise, que ainda conseguiram mandar um cruzador para o fundo do mar. Foi uma vitória fantástica, embora seja necessário destacar que o Yorktown afundou. Mas ele não sucumbiu facilmente: depois de sofrer um pesado ataque, as equipes de emergência conseguiram deixar ele operacional, para ser mais uma vez atacado de forma implacável. Tanto que os japoneses achavam que tinham afundado ele na primeira vez, e nessa segunda era outro porta-aviões.


Apesar de tudo, ele não afundou e foram feitas tentativas de salvá-lo, talvez rebocando ele para algum lugar. Mas um submarino japonês veio pra terminar o serviço, e assim o Yorktown se foi...

A guerra continuava... Nos próximos meses o Enterprise participou de algumas batalhas, e continuou servindo bem à marinha norte-americana. Na batalha das Ilhas Salomão, por exemplo, os seus aviões afundaram o porta-aviões leve Ryujo. Apesar do Enterprise ter ter sido bem avariado, o navio continuou na boa e contribuiu para as outras operações no Sul do Pacífico.


Alguns meses mais tarde, na Batalha de Santa Cruz, o Enterprise sofreu mais uma vez com um monte de bombas japonesas que causaram grandes estragos. Mas mesmo assim ele sobreviveu mais uma vez. Por outro lado, o Hornet não teve a mesma sorte, sofrendo um bombardeio mais pesado a ponto de perder toda a energia elétrica e assim ficar incapaz de operar seus aviões, além de ter sido atingido na ponte de comando por um kamikaze. Tentaram salvá-lo também, mas logo veio outro ataque japonês que fudeu tudo de vez. Sem chances de ser recuperado, os americanos decidiram afundar o pobre Hornet...


É isso mesmo que você leu. Era comum que as marinhas fizessem isso, quando viam que o navio estava tão arrebentado a ponto de não ter jeito, perda total mesmo, era comum que ele fosse afundado. Praticamente uma eutanásia da embarcação... Acontece que nem isso conseguiram, alguns destróieres lançaram torpedos nele mas o Hornet continuou inteiro. Até que então eles se mandaram dali, pois estavam chegando alguns navios japas, e estes sim conseguiram mandar o porta-aviões para o fundo do mar.

Nesse momento, olha só a situação: o Enterprise era o único porta-aviões americano em operação no Pacífico (o Wasp havia sido afundado também alguns meses antes). Além dele, tinha apenas o velho Saratoga, que estava eternamente sofrendo reparos, passava mais tempo no porto do que na água...

Justamente por essa razão, o Enterprise precisou ser rapidamente reparado, inclusive muitos desses consertos foram feitos em alto-mar, enquanto ele navegava para a próxima batalha. Não era à toa que os japoneses diziam que ele era um navio fantasma, pois tantas vezes eles tinham pensado que o Enterprise havia afundado, e lá estava ele de novo, firme e forte.


Foram mais operações ao longo do ano de 1943, que incluíram o afundamento do couraçado japonês Hiei e outras embarcações nipônicas. Nessa época, novos porta-aviões norte-americanos entraram em operação, e o "Big E" ganhou umas merecidas férias, para reparos e modernização.

No ano seguinte o Enterprise participou de várias outras operações, auxiliando desembarques em ilhas que estavam sob controle dos japoneses, e também combateu na primeira batalha nas Filipinas, onde juntamente com outros porta-aviões colaborou para o afundamento de três dos japoneses. Além disso, ele marcou seu nome como o primeiro porta-aviões a lançar suas aeronaves de noite. Até então, os vôos eram sempre diurnos, possivelmente por conta da visibilidade... ou talvez pelo fato dos pilotos terem medo de escuro.

Piadas à parte, pensa que na época os aviões eram bem mais simples que hoje... Imagina só voar no meio do mar, tudo escuro acima e abaixo, sem nenhum tipo de recurso eletrônico como temos hoje, devia ser foda mesmo.


A guerra já ia chegando ao seu final... Depois da Batalha do Golfo de Leyte, onde vários navios japoneses foram atacados e afundados com a contribuição do Enterprise, ele continuou ajudando em vários desembarques, incluindo na famosa Iwo Jima (aquela da bandeira). Foram várias missões, mas o Enterprise também quase se deu mal após sofrer o ataque de um kamikaze. Reparos foram feitos, mas quando ele voltou aos mares, tacaram a bomba atômica em Nagasaki e assim a guerra acabou.

Ufa! Realmente o Enterprise foi um navio que lutou e muito na guerra. Foram 20 batalhas ao todo, além de várias premiações honrosas ao longo de sua história na Segunda Grande Guerra, que fez dele o navio mais condecorado no conflito, incluindo honras presidenciais devido aos seus feitos heróicos.

Mas se você acha que sua atuação parou por aí, está enganado... Provavelmente por ter sido um navio tão famoso, ele então participou depois da guerra de uma missão verdadeiramente nobre, que era levar de volta para os EUA os soldados que haviam participado na guerra na Europa. Pode parece meio estúpido, usar um porta-aviões para esse feito... Mas imagina que ele tinha um puta espaço ali dentro pra acomodar aviões, o que parecia ser uma opção lógica para transportar o máximo de gente. Foram três viagens, levando mais de 10 mil veteranos de volta pra casa.


Muito legal mesmo... Só que toda história chega ao seu fim. E com o Enterprise não seria diferente... Embora tenha sido um fim que eu considero injusto, nem um pouco digno da relevância dele para a marinha norte-americana.

No final já haviam porrilhões de novos porta-aviões operando, e outros tantos que estavam sendo construídos. Como dá pra ver na foto abaixo, onde ele está ali ancorado ao lado de uma embarcação mais moderna. Assim, estava bem claro que o Enterprise estava com seus dias contatos, afinal de contas ele era relativamente antigo e não tinha muito como modernizá-lo. Em 1947 o Enterprise foi então finalmente desativado, e esperou o seu destino.


Na época, alguns navios da marinha norte-americana estavam sendo preservados como museus, uma iniciativa interessante para lembrar os acontecimentos da Segunda Guerra e os muitos combatentes que participaram dela. Alguns encouraçados foram escolhidos para esse fim, incluindo em geral alguns mais novos e até mesmo outros mais veteranos. Tomo como exemplo o Texas, que era de bem antes da guerra, tendo sido lançado ao mar em 1912, e que se tornou um navio-museu graças aos esforços dos habitantes do estado de mesmo nome. Um navio antigo desses, que não teve uma participação exemplar, mas que mesmo assim ainda está preservado até hoje. Outros navios, incluindo couraçados e outros porta-aviões mais recentes da Segunda Guerra, também viraram museus, após alguns anos de serviço ou na reserva.

Era de se esperar que o "Big E", com seu histórico heróico, viesse a ter o mesmo final feliz. Mas... não foi bem assim...

O que acontece é que aparentemente era necessário que alguma organização comprasse o navio da marinha, não era algo feito assim de graça. Por um lado, até se entende, pois estamos falando de dinheiro público sendo usado para manter um velho navio de guerra. Mas, considerando toda a história do Enterprise, eu imagino que poderia ter sido feita uma exceção. Foram feitas várias tentativas de juntar o dinheiro necessário, mas não foi suficiente... E o Enterprise, o navio mais condecorado da marinha norte-americana, foi vendido para o ferro-velho em 1958 para ser depenado e virar sucata...


Pessoalmente eu acho que foi uma grande sacanagem. Tantos outros navios foram preservados, e que fizeram bem menos que o Enterprise. Deviam ter feito um esforço maior, acho que valia a pena. Trata-se de guardar um legado para as gerações futuras, seria uma justa homenagem ao velho navio que tanto fez pelo país. Imaginar que o mais vitorioso porta-aviões da Segunda Guerra deve ter se transformado em garfos, torradeiras, pára-choques de carro e caixas de correio... Só guardaram algumas poucas coisas que faziam parte dele, como um sino e a placa que tinha o seu nome, que hoje está em um parque...

O maior legado do Enterprise eu penso que foi o seu nome, e não demorou para que o seu sucessor fosse lançado aos mares. Com sua construção iniciada na época em que o velho "Big E" virou sucata, o novo Enterprise foi o primeiro porta-aviões nuclear da marinha norte-americana, tendo servido em diversas operações, incluindo a Guerra da Coréia, do Vietnã e no Iraque. E ele também teve sua participação em Hollywood, era o porta-aviões do clássico Top Gun.


Mas... adivinha? Apesar de tudo, ele está fadado a ter o mesmo destino de seu xará mais velho! Sério, o Enterprise foi desativado em 2012, sendo o primeiro porta-aviões nuclear a ser desligado da marinha. Mais uma vez, foram feitas algumas iniciativas em transformá-lo em navio museu, porém o custo disso seria astronômico, sem falar que estamos falando de um navio que tinha algo bem inofensivo como reatores nucleares ali dentro... Na verdade, atualmente ele está ainda meio que guardado, pois estão avaliando a forma mais responsável de se livrar dele, depois de meio século servindo ao Tio Sam.


Em todo caso, já estão planejando fazer um novo Enterprise, também nuclear, previsto para entrar em operação lá por 2025.


E pode apostar que lá pelo ano 3000 ele será desativado, desmontado e vendido como sucata, como seus predecessores!

Cabe falar que o nome Enterprise viria a ser usado em outras oportunidades também. Não me refiro necessariamente à nave do Star Trek, já disse que eu não curto muito essas histórias, sou mais da linha do Star Wars. E não vim aqui pra falar de ficção científica, vamos focar nos Enterprises de verdade, para lembrar que também houve um ônibus espacial com o mesmo nome, que foi na verdade o primeiro deles. Curioso observar como o motivo do nome foi justamente porque milhares de fãs histéricos do Capitão Kirk mandaram um abaixo assinado para o presidente dos Estados Unidos, para fazer com que a NASA o batizasse dessa forma.

Acontece que esse Enterprise jamais foi para o espaço, servindo apenas para a realização de testes ainda dentro da atmosfera terrestre. Ou seja, um ônibus espacial que não vai para o espaço... Tudo bem que teve todo um objetivo, era realmente necessário fazer todos os testes para que depois as próximas naves funcionassem. Mas mesmo assim, é bem brochante... Imaginar que nem motor ele tinha, era preciso colocar ele num avião.


Curioso ver como que havia uma idéia de adaptá-lo para vôo espacial, mas viram que seria mais barato construir um ônibus espacial do zero. Outra possibilidade para que o Enterprise viesse a entrar de fato em operação veio de forma um pouco melancólica, após a explosão da Challenger... Mas já estavam construindo um novo ônibus espacial...

Pelo menos esse Enterprise não virou sucata, parece que o pessoal da NASA teve um pouquinho mais de consideração... ou talvez o custo era menor que preservar um porta-aviões. Hoje, ele está em um museu. Curiosamente, um navio-museu que é o Intrepid, um dos porta-aviões que sucedeu o Enterprise na Segunda Guerra, mas que teve uma sobre-vida até a década de 60 e hoje está em New York em exposição.


Imagina só... se tivesse preservado lá o Enterprise, o porta-aviões... E talvez hoje a gente teria o ônibus espacial Enterprise lá no porta-aviões Enterprise!

2 comentários:

Ciro Lira disse...

Muito interessante suas postagens sobre os navios. Justo dar continuidade. Aposto que o Enterprise seria o Super Trunfo do baralho!

Texugo disse...

Obrigado pela visita, Ciro.

Provavelmente seria sim, com todo esse histórico ele certamente merecia ser o Super Trunfo. Seria destino melhor do que ter virado sucata...