sábado, 16 de setembro de 2017

Doutrinação de Gênero Infantil

Realmente, tá ficando difícil aturar esse mundo novo. Eu sinceramente fico surpreso na velocidade como que surgem idéias das mais escabrosas e absurdas, resultado de uma nova sociedade com seus conceitos totalmente sem noção, que parecem que inventam só pra chocar aos mais "conservadores", aqueles que não entendem certos ideais modernos. Perdoem-me o palavreado, mas tá foda!

Senão bastasse aquela situação da exposição do Santander, onde os "entendidos" acham perfeitamente natural expor para as crianças dois sujeitos comendo uma cabra (no sentido bíblico) e que consideram aceitável estátuas de Cristo com unha postiça de esmalte vermelho e hóstias com palavras de cunho sexual, nessa semana fomos agraciados com outra pérola da diversidade de gênero, tão fortemente defendida pelo mesmo grupinho politicamente correto de sempre. 


Lembrando que "politicamente correto" deixou de ter qualquer coisa a ver com as atitudes, mas sim caracteriza o grupo da sociedade que engloba os esquerdistas, as feministas, os defensores dos pobres, os negros, os homossexuais, transexuais e todas as trocentas definições de gênero que existem hoje.

Pois muito bem... Quem veio agora "lacrar" nas redes sociais foi a artista global Taís Araújo. Ela colocou um textão no seu perfil no Instagram para chorar as mágoas a respeito das preferências de sua filha de quase três anos. Coloco o texto na íntegra pra você ler, para que fique registrado antes que ela apague (como os politicamente corretos costumam fazer depois da repercussão negativa), grifando alguns trechos que me chamaram atenção...

Tenho uma filha de 2 anos e oito meses que ama rosa, enlouquece com princesas, brinca de mãe e filho o dia todo e chora quando entra numa loja de brinquedos querendo ferro e tábua de passar! Socorro! Confesso que, cada vez que vejo esse movimento todo dela, me arrepio da cabeça aos pés. Parece piada que minha filha aja de maneira tão contrária a tudo que eu acredito; mais ainda, de maneira contrária a tudo que prego no meu dia a dia, a tudo que acredito que seja uma construção social das mais cruéis que segregam meninas e traçam pra elas um único e fatídico destino, a tudo que fuja do roteiro traçado por essa construção que seja carregado de culpa e julgamentos! Não acredito que existam brinquedos de menina ou de menino. Quando minha filha nasceu, não comprei um brinquedo. Bom, ela tinha um irmão de 3 anos, a casa já estava cheia de brinquedos e ela não precisava de nada além daqueles. Assim ela ficou, sem brinquedos novos até completar um ano, se não me engano. Foi ali que chegaram as primeiras bonecas, não sei quem deu, não me lembro, mas me lembro com perfeição quando ela, com um ano de idade, pegou uma boneca no colo e ninou. Fiquei muito espantada, mas sabia que ela estava reproduzindo o que fazíamos com ela, mas e as princesas? Pode ser influência das amiguinhas. E a cor rosa? E a predileção por saias e saias que rodem? E a paixão por panelinhas e fogão? E o ferro e a tábua de passar, minha gente?! Acredito que seja tudo repetição do que ela vê à sua volta, mas ela também vê (e muito) outras coisas... até pq quando senti esse movimento, a minha primeira ação foi apresentar a ela outras opções, para que ela pudesse perceber que além do mundo de fadas, bonecas, saias, panelinhas e princesas existe muita coisa legal com que ela também pode brincar. Não adianta, ela gosta desse mundo, esse é o mundo de brincadeiras que ela escolheu pra chamar de seu. Eu, como mãe, acredito que devo continuar dando opções para que ela sempre saiba que pode sim ser o que quiser: astronauta, bailarina, bombeira, princesa, médica, fada, engenheira, cozinheira, professora, princesa, passadeira... não importa, o que importa é ela conquistar a liberdade de ser o que ela quiser.

Sinceramente... Eu até pensei em dar uma colher de chá para a atriz, considerando o final do texto, em que ela parece demonstrar uma aceitação de que sua filha tem a liberdade de ser o que quiser... Mas, aí eu volto lá pro início, para o "socorro!"... e vejo que no fundo fica bem clara qual é a visão que Taís Araújo tem sobre a questão de gênero para as crianças, incluindo para sua filha.

Me imagino aqui conversando com a Taís. É um exercício legal, imaginar que estou aqui dialogando com ela, expondo a minha opinião, e logicamente rebatendo as críticas que eu estaria recebendo dela.

Minha cara Taís... Me diga, pra começo de conversa, o porquê do "socorro" que você exclamou. Me explique o porquê desses arrepios ao ver que a sua filha se interessa por brinquedos como bonecas. Será que você teria a mesma surpresa, a mesma decepção e consternação se a sua filhinha amasse azul, enlouquecesse com Comandos em Ação e brincasse de polícia e ladrão todos os dias?

Provavelmente o tom de seu post seria diferente... Certamente você não diria "socorro"...


Eu acho incrível como que hoje exista essa neura toda de gênero para crianças. O pior de tudo, não parece ter limite: repito, a filha de Taís Araújo não tem nem três anos, já existe uma preocupação exagerada sobre a diversidade de gênero em quem está acabando de largar a fralda pra fazer cocô no penico.

Como eu disse ali em cima, hoje essa diversidade de gênero perdeu o controle. Vai fazer um novo cadastro no Facebook, por exemplo, e abra a lista para dizer qual é o seu. Se foi há muito tempo a listinha curta, ou mesmo com duas bolinhas de seleção, com as opções "homem" ou "mulher". Agora, tem mais de 50 gêneros. Cinquenta! Tem agênero, gênero fluido, cis homem, gênero variante, não-binário, pangênero, tem até os que dizem que não tem gênero. E a cada dia, parece que inventam algum novo, para representar uma parcela específica que não se identifica com nenhuma das outras dezenas de gêneros.


Se é difícil para um adulto entender... imagina para uma criança que mal sabe o ABC?

Voltando... eu realmente acho interessante ver a sua reação, Taís. Gostaria de entender melhor o que você acredita que é certo. Posso estar enganado, mas pelo o que eu entendi, você acha errado que uma menina se interesse por brincadeiras de menina.

Certa vez eu escrevi sobre isso aqui. Lá eu falei muito sobre o amadurecimento de uma criança, que é quando ela se torna adolescente e passa por uma série de transformações em seu corpo, associadas ao seu gênero (digo gênero de verdade, biológico, cromossomo XX ou XY). E é nesse momento que o menino percebe que é homem, e a menina que é mulher. É quando começa o interesse sexual, em geral pelo sexo oposto (pronto, agora muita gente vai me xingar), ou mesmo pelo mesmo sexo. Pode ser que esse adolescente venha então a mudar a sua definição e escolher um dos cinquenta gêneros que existe hoje.

Na boa... não tem problema. Se é o que esse adolescente quer, vá em frente.

Agora, antes de atingir a maturidade, acho prematuro, até mesmo arriscado e perigoso, trazer essa discussão de diversidade de gênero. Eu acho uma fase em que essa criança ainda não tem um discernimento e consciência que permitam tomar certas decisões. Se um pimpolho de seis anos é considerado como incapaz e imaturo para dirigir um carro, para escolher uma profissão ou para votar, como que acham que ele pode decidir se é bissexual ou transgênero?


Me diga Taís, com todo o respeito: você acha que a sua filha já tem o discernimento para saber se ela quer ser uma mulher heterossexual, ou se vai preferir virar homossexual, ou mesmo se transformar em homem?

Posso estar exagerando, me antecipando demais... Talvez você tenha falado apenas na questão das brincadeiras mesmo, Taís. Mas mesmo assim, eu não entendo essa revolta que você tem sobre a sua filha gostar de coisas que são tipicamente de meninas. Por que você não aceita isso? Me explique por que você não acredita que seja aceitável uma menina brincar de boneca ou se vestir de princesa. Por que você considera isso algo cruel?

Em nenhum momento estou dizendo aqui que uma menina só possa brincar com brinquedos de menina. Da mesma forma que não estou dizendo que meninos só podem brincar com brinquedos de menino. Leia o outro post que eu fiz onde falo disso. E essa distinção existe sim, Taís. Goste ou não, é o que acontece, existem brinquedos que são mais direcionados para determinado sexo, da mesma forma que existem aqueles que são mais indicados para uma determinada idade. Repito, a criança ainda é muito nova, não tem maturidade para identificar uma vasta variedade de gêneros, e é natural que ela venha a se interessar por brinquedos desenvolvidos para o seu gênero de nascença.

Mas isso parece ser inaceitável pra você, não é, Taís?

A liberdade que a sua filha tem direito de escolher brincar com o que quiser, de querer se vestir da forma que quiser e de escolher a cor favorita que quiser, é algo que deve ser respeitado sim. Inclusive quando ela quiser brincar de boneca, se vestir de princesa e gostar de rosa. E isso não significa que ela esteja seguindo por uma construção social cruel. Ainda me pergunto sobre o que seria isso, Taís. O que você vê como tão nocivo e absurdo, que pode acontecer com uma menina se ela preferir brincadeiras de menina?


Logicamente que eu percebo muito bem a sua opinião e orientação ideológica, Taís. Você é de longe um exemplo de pessoa politizada pela causa das mulheres e dos negros. Percebe-se isso, ao ver como você faz questão de usar cabelo afro, provavelmente como forma de auto-afirmação de raça, e por estar sempre engajada com causas feministas. É um direito que você tem, ninguém está contestando isso.

Apesar de eu ainda esperar uma reação sua diante dos comentários daquele professor que desejou que a Rachel Sheherazade fosse estuprada ou de sites de esquerda chamando o Joaquim Barbosa de macaco... Mas sabemos bem porque esses aí não merecem muita atenção...


Continuando, seria um temor de que a sua filha venha a se "sujeitar aos ideais de uma sociedade patriarcal e machista", se tornando assim dona de casa quando crescer? Pergunto pois essa é uma raiva que as feministas têm, acham inaceitável que uma mulher cuide da casa, pensam que isso é degradante e ofensivo. O que eu acho exagero, não tem nada de degradante nisso, diria até que muito pelo contrário, é algo importante também cuidar da casa e da educação dos filhos. Não estou dizendo que a mulher seja obrigada a fazer isso, tampouco estou dizendo que o homem não possa ajudar, menos ainda estou condenando situações opostas onde a mulher trabalha fora e o homem cuida do lar. Não tem nada de errado em alguém estar cuidando do "forte", do lar.

É o caminho que cada um escolhe para a sua vida, embora sabemos que algumas vezes existem certos caminhos que devemos trilhar por falta de opção ou por uma determinada situação. Mas não vejo como uma condição cruel, Taís. Uma mulher se tornar dona de casa não é um destino fatídico. Você é que está exagerando, ao achar que a sua filha será segregada e não fará o que quer quando crescer, só pelo simples fato de hoje, com menos de três anos, gostar de rosa e de brincar de boneca.

Sinceramente... eu vou ser honesto aqui. Hoje em dia, boa parte da sociedade está com essa "aura iluminada" de diversidade de gênero. É o que todo mundo aplaude, todo mundo acha lindo, é a moda, é in, é revolucionário e admirável. Basta olhar na divulgação da mídia, nas novelas e em outros meios de comunicação. Tipo, tem agora um cantor(a) transformista, aquele tal de Pablo Vittar, que é enaltecido como um artista fenomenal, mas que só tem todos os holofotes por ser um sujeito que virou uma drag queen. Mesmo que sua música seja uma merda (o que eu acredito que seja). Aliás, falar mal de sua música é algo automaticamente considerado com homofóbico, mostrando como para o politicamente correto qualquer cantor não-heterossexual é indiscutivelmente perfeito e todo mundo deve adorar...


Com licença um poquinho...



Meus olhos! Esses óculos são uma porcaria!


Voltei. Essa foi pesada...

Mas é justamente essa a tendência hoje em dia. Qualquer coisa que seja heterossexual é considerada retrógrada, conservadora, sem graça; todo o restante é aplaudido. É um desejo pelo diferente, em romper com conceitos que também estão aí e também devem ser respeitados, mesmo que sejam considerados como "conservadores" por essa gente politicamente correta. Como li em algum lugar, chegamos a uma condição em que uma mulher que escolhe se transformar em homem é mais valorizada e aplaudida do que outra que escolhe ser dona de casa. Exatamente como a global parece pregar, como sendo um destino cruel e fatídico quando uma mulher se torna dona de casa.

Aí quando se trata de filhos, parece que essas pessoas de mente politicamente correta querem e muito que suas crianças sejam alternativas, que sejam diferentes. Com todo respeito, Taís... mas fico com a impressão de que você iria ficar muito feliz e realizada ao colocar uma foto em seu Instagram de sua filha brincando com um brinquedo não-feminino, como um carrinho ou aviãozinho, qualquer um que para os olhos da sociedade "hostil, conservadora e segregadora" é considerado brinquedo de menino.

Menina brincando de boneca? Isso não tem graça. Isso não conquista tantos likes e jóinhas no "Feice" ou "Insta" como uma menina brincando de Comandos em Ação...

Enfim, minha cara Taís Araújo. Eu acho que você perdeu uma boa oportunidade de ter ficado quietinha, isso sim. Repito, no final de seu texto deu pra sentir como se você estivesse saindo pela tangente, mas a explosão de revolta e consternação no início mostra o tipo de pensamento que você tem. Acho desnecessário ficar pedindo socorro e lamentando o fato de que sua filha curte bonecas, princesas e a cor rosa, não tem nada demais nisso. Acho um exagero de sua parte dizer que ela está se sujeitando a uma construção social cruel só por conta do tipo de brinquedo que ela gosta em tão tenra idade, acho muito precipitado imaginar que ao ninar uma boneca ela está tomando o rumo para um destino fatídico. Menos, Taís... Tem muita coisa mais importante, como a saúde e educação de sua filha.

De qualquer maneira, quem sou eu para querer dizer como você deve educar seus filhos, isso aí é contigo e seu marido. Cabe a vocês educá-los da maneira que acharem melhor. Mas façam isso na privacidade de seu lar, isso não é da conta de ninguém. Não tem necessidade de toda essa vontade de vir para as redes sociais para causar, para expressar sua opinião e com isso influenciar seus seguidores a pensar a mesma coisa. Se você acha errado uma menina brincar de boneca ou um menino brincar de carrinho, é o seu direito pensar assim. Mas corta essa de dizer que os pais que pensam diferente de você estão errados e assim prejudicando a formação de seus filhos, seguindo uma construção cruel e fatídica, como se estivessem fazendo uma maldade com sua própria prole.

Ah, e como saideira, minha ilustre Taís Araújo... se você acha tão errado que meninas brinquem de bonecas, gostaria de saber a sua opinião sobre o fato de você ter feito uma boneca sua há algum tempo atrás...


Ou será que era pra ser brinquedo de menino?

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