quinta-feira, 3 de agosto de 2017

RPM

Estou engrenando nos posts de nostalgia. Sempre é bom lembrar de épocas mais tranquilas, quando eu não tinha que trabalhar e a minha única obrigação era estudar e tirar boas notas, podendo ficar brincando de tarde de Comandos em Ação e jogando jogos de tabuleiro ou mesmo de videogame. Apesar de eu ter crescido na época áurea das diversões eletrônicas, eu sempre tive uma queda por esses jogos, guardados em suas caixas de papelão, junto com seus tabuleiros, dados, cartas e peças plásticas. Seguindo a linha da nostalgia, venho aqui pra falar de um lançamento da Grow, o jogo de corrida RPM.


Eu comentei brevemente dele quando fiz o post do Carga Máxima aqui, com o qual fazia o grupo de meus jogos favoritos. Aliás, o desafio ainda está lançado, e quem tiver esse jogo mas não se interessa mais por ele, eu aceito os caminhõezinhos! 

Mas hoje vamos falar do RPM, que como o título de caminhoneiro que antes falei, trazia também pecinhas plásticas mais estilizadas, no formato de carrinhos de Fórmula 1. Outro jogo bem legal, com o qual me divertia à beça.


Como já dá pra imaginar, cada pessoa escolhia um carrinho, e o objetivo era vencer a corrida. Acontece que uma novidade é que aqui não se usavam dados, mas sim algumas cartas. Era um sistema interessante, pois você abria uma carta (não me lembro se você tirava de uma pilha embaralhada ou se escolhia ao acaso), e aí cada carta tinha algumas bolotas coloridas. Assim, de acordo com as cores cada carrinho andava alguns espaços no mapa. Por exemplo, se você tirasse uma carta com três bolotas vermelhas, duas amarelas e uma azul, o carrinho vermelho andava três espaços, o amarelo dois e o azul um.


Tinham também cartas especiais, mas que confesso que não me lembro como que funcionavam. Algumas tinham umas estrelas, devia ser algum tipo de bônus, e outras tinham ali os carros desenhados. Na verdade um carro inteiro e metade do outro carro, acho que era pra dizer quem era a equipe de quem. Infelizmente, esse foi outro dos jogos dados pelos meus pais, assim sequer tenho como futucar o manual de instruções pra explicar o que acontecia.


Esse sistema de cartas dava uma dinâmica mais legal ao jogo, sem ter aquela chatice de alternar turnos um de cada vez. Tinham algumas outras sacadas também, como a derrapagem. Tampouco me lembro os detalhes, mas nas curvas tinham ali números, sendo 5 na parte mais interna e 7 na mais externa. Se me lembro bem tinha a ver com a quantidade de casas que você estava andando, assim se você fosse pela parte mais interna e tirasse mais que cinco, você derrapava pra fora. Havia também o risco de colisão, pois se você andasse muitas casas e não tivesse como se desviar (se estou com boa memória, só dava pra trocar de pista uma vez por turno), aí você batia na bunda no colega e tinha que esperar algumas rodadas pra seguir.


Sem dúvida era um jogo divertido. E como eu já comentei havia o toque especial dos carrinhos de corrida. Muito bem feitinhos, embora fossem na prática aquelas típicas lembrancinhas de aniversário que eram compradas a granel. 


Aliás, diga-se de passagem que o mapa era muito bem feito, com detalhes dos boxes, dos veículos de resgate e até mesmo um helicóptero. Confesso que muitas vezes eu deixava o rigor do jogo de lado, montava ali o mapa em cima de minha cama e ficava brincando de corrida com os carrinhos, tamanho era o detalhamento da pista. Algumas vezes até trazia outros carrinhos de brinquedo de minha coleção para completar mais o grid. 


Muito legal mesmo... Só que RPM foi outro que se foi para sempre, dado para outras crianças sortudas na mesma leva em que o Carga Máxima e outros jogos foram dados. Também era minha intenção "salvar" os carrinhos deste jogo, mas eu fui pego enquanto tentava livrar os caminhões como eu havia contado no outro post...

O curioso é que, em alguma oportunidade alguns anos mais tarde, não sei como mas acabei tomando posse de um carrinho igual aos usados em RPM, porém um pouco maior. Deve ter sido em uma festa de criança, talvez até como brinde de Kinder Ovo, não me lembro como foi. O que posso dizer é que esse aí está comigo até hoje!


RPM era um jogo bem legal mesmo... Certas vezes eu até jogava ele sozinho, tamanha era a diversão, só pra poder ter seis carros no grid. Sim, era difícil pra mim ter outros cinco amigos que queriam jogar jogos assim, a maioria só curtia videogame... Vamos ver se me lembro de outros títulos da época, pra matar saudades...

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