quinta-feira, 27 de abril de 2017

Idiotas sem Glúten

Tem horas que eu passo por alguma situações inusitadas, momentos em que me fazem pensar sobre algumas coisas curiosas da sociedade de hoje em dia. Geralmente algo que me tira do sério, que me faz pensar como que as pessoas estão escrotas hoje em dia e como seria bom morar em uma ilha isolada longe da civilização. E o causo de hoje aconteceu nessa última semana, enquanto eu estava em um restaurante para almoçar, cujo protagonista é aquele que hoje é considerado como um vilão: o glúten.


No intervalo do almoço eu costumo muitas vezes ir sozinho. Quando vou com mais pessoas, é sempre aquela canseira: começa com a dificuldade para se escolher um lugar, pois cada um tem as suas preferências, dos lugares que gosta ou que não suporta ir; depois é aquela dificuldade para achar uma mesa para que todos possam se sentar juntos, uma estupidez pois com um grupo grande a tendência é que a conversa vai se dividir em grupinhos menores baseado na proximidade do lugar em que se sentam; tem também a necessidade de ser educado e esperar que todos terminem, de forma que é um tempo considerável aguardando aquele que fica ruminando a comida ou que pede um cafezinho; e por fim a hora de pagar, que incomoda principalmente quando o restaurante é a la carte e a conta é da mesa, onde tem que ficar atento para que nenhum esperto que pediu o prato mais caro tente motivar uma divisão por igual da conta...

Por isso curto mais ir almoçar sozinho. É a melhor coisa, pois consigo almoçar relativamente rápido, o que me dá tempo para voltar ao escritório para dar uma descansada até completar a uma hora para bater o cartão e iniciar o turno da tarde. Pode parecer bobagem, mas aqueles quinze a vinte minutos coçando o saco, dando uma olhada num 9gag, jogado algum joguinho no celular ou simplesmente ficar sentado olhando pro teto com uma música no ouvido é suficiente para dar uma boa relaxada e aumentar a produtividade na labuta.

Estou começando a divagar... Pois bem, nesse dia fui almoçar sozinho, mas por algum motivo eu acabei indo em um horário onde tinha bastante gente. Outra coisa que eu odeio, almoçar no horário do rush, quando eu posso ir mais cedo ou mais tarde eu prefiro, para evitar a muvuca. Algo meio difícil, pois lá tentam sempre forçar que a gente vá almoçar no horário de 12:00 até 13:00. E já estava lá na fila para pagar. O sujeito do caixa me chama e vou ali, quando então um panaca vem e corta na minha frente. Um panaca nos padrões modernos, com aquele cabelinho escroto cheio de gel e raspado do lado, aquela barba fashion afrescalhada e a camisa justa para evidenciar o muque moldado na base do whey protein e do treino na academia. E que veio com aquela voz afeminada para o caixa:


"Ai, esse brownie aqui que você me deu tem glúten!"

Na boa... Falei há pouco tempo daquela propaganda da Old Spice, que dizia que o homem homem é uma espécie em extinção. E aquele panariço era um exemplo disso, em como a marmanjada está ficando extremamente fresca.

Antes que venham a me chamar de intolerante (embora imagino que já me chamem mesmo), deixemos de lado a postura Roberta Close do sujeito. Foquemos então em como o filho da puta não tinha nem um pouco de educação, ao cortar na minha frente enquanto eu estava sendo atendido, sem nem pedir licença. Falta de educação é uma dessas coisas que independe do gênero ou orientação sexual. Só isso já havia sido suficiente para me deixar puto...

O cara que estava atrás do balcão ficou meio abafado, possivelmente por ele ter informado ao putinho que o tal brownie ali vendido no caixa não continha glúten. Ele foi lá chamar a outra moça que atendia na fila, e dessa forma o atendimento ficou interrompido para que os dois pudessem ali ler a letra miúda e tentar justificar o fato. Consegui até escutar uma hora o cara cochichando para sua colega que alguma fulana havia dito que aquele brownie não tinha glúten. Parecia que naquela situação o restaurante ia sair na pior... Sem muita opção, o atendente pediu desculpas, dizendo que achava que aquele doce não era feito com glúten, e assim devolveu o dinheiro do bostelho.

Não satisfeito em já ter causado um estardalhaço por bobagem, o metidinho ainda deu aquele sorriso amarelo, típico das pessoas que conquistam essas vitórias insignificantes na vida, olhando para a fila de forma triunfante e dizendo:


"Minha alimentação é saudável, sem glúten!"

Sinceramente. Deu vontade de respondê-lo com um sonoro "FODA-SE"!


Bom, e por que eu trouxe aqui essa ocasião para o blog? Quem lê isso aqui faz algum tempo sabe que eu costumo muitas vezes narrar algum fato ocorrido comigo, e baseado nele começo a pensar sobre um determinado assunto e depois venho aqui pra desabafar. Dessa vez não será diferente, e volto aqui a falar da tal onde de alimentação "saudável" que tomou conta da sociedade.

Eu aposto que você, meu caro leitor, deve conhecer pelo menos uma pessoa que tem uma grande neurose com alimentação saudável. Uso mesmo a palavra "neurose" pois me parece caso de doença. São aquelas pessoas que ficam toda hora falando a respeito de alimentação, comentando sobre o que faz bem ou não, descrevendo sua dieta e rotina alimentar, criticando a refeição alheia e assim por diante. Quase na totalidade do tempo estão falando disso; a não ser que sejam também (e geralmente são) adeptos do fitness e da boa forma, e nesse caso o assunto de alimentação saudável divide tempo com tópicos como academia, quantidade de séries, barriga trincada, tantos quilos, treino e assim por diante. Pessoas que parecem que não tem outro assunto pra falar...


Aliás, perceberam como recentemente o linguajar até mudou? Antes se falava que ia praticar exercícios, fazer ginástica ou musculação; agora, é moda dizer que é treino. Tipo, "vou na academia treinar".

Puta que pariu! Só um breve parênteses sobre isso, porque não estou me aguentando. Vamos recorrer ao nosso amigo, o dicionário Aurélio.


Segundo ele, "treino" é a ação de treinar, que corresponde a se preparar para a execução de alguma atividade. Por exemplo, o jogador de futebol treina para o jogo, o aluno treina com os exercícios para fazer uma boa prova, o boxeador treina para a luta, o futuro motorista treina para o exame de direção, o astronauta treina para amissão espacial. Existe um objetivo, uma finalidade, uma ação que será realizada de forma melhor após treinar.

Assim, não faz o menor sentido o cidadão dizer que vai na academia treinar, pura e simplesmente. Treinar para o quê? A não ser que ele vá participar de alguma competição esportiva, como uma dessas corridas que fazem por aí, até estaria ok. Mas, chamar de "treino" o simples ato de realizar uma atividade física, eu acho uma incoerência. Pra não dizer babaquice.


Embora a loira aí de cima treinando dá uma alegrada na galera. Me pergunto para o que ela está treinando...

Sim, foi apelação colocar essa imagem. Admito.

Voltando, pois o assunto aqui não é sobre exercícios, mas sim sobre a suposta alimentação saudável, que inclui, entre diversas recomendações, uma dieta que exclui o glúten, que é quem motivou a postagem.

Mas afinal, o que é glúten? É hora de um pouquinho de cultura...


O glúten na prática é o resultado da combinação de diversas proteínas, tipicamente encontradas em cereais como o trigo. Formalmente falando, o glúten é formado por duas proteínas, chamadas gliadina e glutelina. Elas, quando combinadas por meio de pontes de hidrogênio (que são criadas após misturar o trigo com a água), garantem certas propriedades como viscosidade e elasticidade para a massa. Por essa razão que a massa feita com farinha de trigo, para a confecção de bolos e pães, fica fofinha após a adição de fermento, graças a bolhas de ar que são formadas e a essas características do glúten, que fazem que a massa possa ser moldada, mantenha uma certa consistência mas que possa ser partida em pedaços.

Por si só, o glúten não é um elemento nocivo, é algo perfeitamente natural. Logicamente que o glúten está associado a alimentos que contém trigo, e que geralmente são alimentos dotados de outras substâncias, como fermento, que podem contribuir para que você engorde. São alimentos que, consumidos em demasia, deixam aquela sensação pesada de se estar cheio. Tipo, imagina bater três pães franceses, pra ver se você não vai se sentir pesado. Ou mesmo o caso de certos bolos e biscoitos, que possuem também açúcar na sua composição, que sabemos que vai contribuir para a engorda.


Mas na verdade o glúten tem uma série de benefícios. Pelo o que eu estudei (tipo, neste site), ele ajuda o intestino a funcionar, colabora no controle de coisas como glicemia, ajuda na absorção de vitaminas e minerais, e contribui para o sistema imunológico. Claro, considerando que seja consumido de forma moderada, como qualquer outra coisa que comemos.

Agora... Existem pessoas que possuem uma condição específica de intolerância ao glúten. Melhor dizendo, não é bem uma simples intolerância, mas sim uma condição chamada doença celíaca, onde o organismo da pessoa enxerga o glúten como um agente nocivo. O sistema imunológico parte pra porrada contra essas moléculas de glúten, e aí sobra para o intestino do paciente. O resultado é que a capacidade de absorção dessas proteínas fica comprometida, além consequências como dores e diarréia pro sujeito. Tal doença é relativamente rara, atingindo cerca de 1% da população mundial, segundo dito no mesmo site.


Pessoas nessa condição devem realmente evitar alimentos que contenham glúten, e de alguma forma incluir na sua dieta algo que consiga compensar alguns dos benefícios associados. Hoje em dia existem diferentes linhas de alimentos em que essa proteína não está presente na composição, destinados especialmente para pessoas com doença celíaca. Bem mais caros e difíceis de se achar, diga-se de passagem.

Agora, o que acontece é que ultimamente, junto com essa onda "fit" exagerada, muitas pessoas começaram a pregar um ódio total ao glúten, como o babaquara do brownie do restaurante...

Não sei exatamente quando começou a cruzada contra o glúten. Provavelmente alguma blogueira desocupada que se acha entendida no assunto, que acha que sabe tudo sobre alimentação saudável e nutrição. Começaram então a dizer que o glúten é ruim, desprezando os benefícios de seu consumo, dizendo que ele é responsável pelo aumento de peso, além de responsabilizá-lo pelo aumento de colesterol, dores de cabeça e por supostamente tornar mais difícil para que as mulheres engravidem. Outro malefício sempre citado é que o glúten aumenta a tendência à flatulência.

Falando em linguajar mais coloquial, faz peidar muito. O que para alguns pode ser considerado não como um malefício, mas sim com algo hilário...


As críticas ao glúten são tão severas que chegam a dizer que ele causa até problemas de caráter psicológico para a pessoa, como depressão, agressividade, alterações súbitas de humor e falta de concentração! Ou seja, se o cara come muito pão vai se tornar agressivo e pode agredir alguém. Fala sério!

Puta merda... Me lembrei de um episódio recente do South Park, onde inventavam que o consumo de glúten fazia seu pinto sair voando...


O pior de tudo é que esses malefícios são geralmente apresentados por gente sem nenhum tipo de referência médica. São pessoas que se baseiam em "artigos" escritos por "autoridades" do assunto e que propagam essas idéias em seus blogs, canais de Youtube e redes sociais. Em geral, todos eles dizendo que o glúten faz mal, que deve ser completamente cortado da alimentação. Como se fosse um veneno. Exatamente como fazem com a lactose, por exemplo.

Eu não tenho aqui uma experiência no assunto, e diferente do que esses "entendidos" em nutrição espalham por aí, não vou aqui dizer necessariamente nada sobre se o glúten deve ser consumido ou não. Eu entendo que essa é uma avaliação que cada pessoa deve fazer com seu próprio médico ou nutricionista, baseado nas particularidades de seu organismo. Cada indivíduo é único, existem pessoas que podem ter a tal doença celíaca ou mesmo alguma outra condição médica, para as quais o consumo de glúten deve ser minimizado ou mesmo excluído de fato; para outras, ele pode ser até algo necessário, importante para combater uma determinada enfermidade ou mesmo para melhorar a saúde; e para outras, o glúten pode ser algo simplesmente normal, nada nocivo nem tampouco fundamental. Repito, cada pessoa tem as suas próprias características, e sua dieta deve ser avaliada e debatida com seu médico ou alguém que realmente entenda do assunto, e não baseada no que está escrito em um blog, seja o meu ou de qualquer outra pessoa.


E é por isso que acho uma grande idiotice como que existem certas pessoas que promovem um ódio ao glúten, influenciadas por esses inúmeros sites que se dizem entendedores do assunto e que ditam as dietas da moda.

Como escrevi ali em cima, acho que precisamos separar as coisas. Repito mais uma vez, o glúten é apenas um dos vários componentes de diversos alimentos. Na verdade, você não vai no mercado e compra um saco de um quilo de glúten. Ele é apenas uma parte da composição de várias comidas, somente mais um ingrediente. Não sei, penso que muitas vezes esse papo de que "glúten engorda" na verdade acaba sendo motivado pelo fato dos alimentos em que ele se encontra possuam um elevado valor calórico e/ou grande quantidade de açúcares. Não necessariamente por conta do glúten em si. E o consumo em exagero destes outros componentes tem sim grande influência no ganho de peso.

Por exemplo, vamos avaliar aqui os ingredientes de um biscoito Chocolícia.


Olhando na embalagem, você vai encontrar a seguinte lista de ingredientes: farinha de trigo enriquecida com ferro e acido fólico, açúcar, gordura vegetal hidrogenada, cacau, gordura vegetal, açúcar invertido, sal, massa de cacau, chocolate, leite em pó desnatado, corante caramelo III, aromatizantes, fermentos químicos: bicarbonato de sódio, fosfato monocálcio e bicarbonato de amônio e emulsificante lecitina de soja.

E pra completar, o aviso em letras garrafais: CONTÉM GLÚTEN.

Veja que ele tem de tudo, tem diferentes tipos de gorduras e açúcares (pra ver que ele tem o açúcar e um tal de açúcar invertido que nem faço idéia). Baseado na tabela nutricional que vem no pacote, se um sujeito bate um pacote inteiro desse biscoito, já terá consumido nessa brincadeira quase 50% da quantidade de gorduras recomendada para um dia. Seguindo nesse ritmo, ele vai deixar de estar em forma e vai virar uma forma... de bola.


Mas... parece que o que torna esse lanche engordante é o "contém glúten" na embalagem...

Como o cretino lá da minha história do restaurante. Puta merda, fica lá com nojinho por que o brownie tinha glúten... Mas e o chocolate, o açúcar, os prováveis conservantes, umidificantes, anabolizantes e outros "antes" presentes? E vai me dizer que o que faz mal é o glúten? Sem falar que o tão temido glúten certamente seria encontrado na farofa, no bife à milanesa e em várias outras coisas que ele provavelmente colocou em seu prato no almoço. Mas, parecia que só o glúten da sobremesa é que faz mal... Na boa, devia ter mandado o cara a merda mesmo...

Se a preocupação sobre o consumo de glúten é com a obesidade, penso que ela é que nem desastre aéreo: raramente é uma coisa só que é responsável, costuma ser a conjunção de diversos fatores. Alguns deles que sequer estão relacionados ao que se come, por exemplo, a prática ou não de atividade física tem um papel importante na forma física. Por isso que é, na minha visão, completamente insensato culpar o glúten pelo aumento de peso. Ele pode até contribuir, juntamente com outros elementos presentes na alimentação, para que você ganhe uns quilinhos, mas dificilmente é o único culpado disso.

Pombas, se fosse assim, daria pra ficar sentado no sofá coçando, enchendo os cornos de bobagens cheias de açúcar e gordura, mas livres glúten, sem o menor risco de engordar.


Mas, não adianta. Para essas pessoas acéfalas, glúten é veneno e deve ser cortado 100% da alimentação.

Aliás, diria até que essas pessoas acabam sendo "vítimas" fáceis da indústria da propaganda enganosa... Que os rótulos de comida trazem informações incompletas e de forma insuficiente, nós já sabemos. Eles são feitos com a intenção de convencer o consumidor a comprar a mercadoria, mesmo que seja de forma descarada e malandra, só mesmo quem leva a sério vai ler a letrinha miúda. Em geral as pessoas se deixam levar pelas figuras atraentes, pelos textos chamativos tipo "leve 3, pague 2" ou coisa parecida. Acreditar que o objetivo principal do rótulo é apresentar a informação nutricional é muita ingenuidade.

Aí... pensando no público de alimentação saudável, é só colocar aquelas palavrinhas-chave, como "sem glúten", "orgânico", "sem lactose" e assim por diante. Não importa o que seja, pode ser um pedaço de argila ou de bosta, se colocar ali que não tem glúten, vai ter nego que vai comprar, independente do preço, facilmente seduzido pela suposta idéia de estar comprando um alimento supostamente mais saudável...


Uma coisa interessante a se comentar é justamente essa questão do consumo de alimentos sem glúten. Como disse acima, existem as pessoas com doença celíaca, que realmente precisam de uma dieta especial, com alimentos completamente livres de glúten. Um grupo que é minoria, repito que estatísticas mencionam que cerca de 1% da população tem essa condição. Ou seja, não é todo mundo que vai precisar a princípio de alimentos sem glúten, ainda mais considerando o seu evidente maior preço. Com isso, os mercados muito provavelmente vão ter um estoque bem limitado desses produtos, destinados para os doentes celíacos.

Só que aí, começa a aparecer um monte de Zé Mané e Joana Banana, que depois de verem o programa da Bela Gil ou ler uma postagem no "Feice" dizendo que o glúten é veneno, vão lá no mercado e compram os produtos sem glúten. E como a onda de alimentação saudável é avassaladora, a quantidade de pessoas que vai comprar será maior.


Ou seja: por conta de um bando de babacas que ficam aí acreditando em "entendidos" de nutrição, as pessoas com doença celíaca correm o risco de que não tenha comida sem glúten suficiente para eles.

Digo até mais: eu fico me perguntando se esses naturebas aí, que teoricamente não possuem nenhum tipo de problema médico relacionado ao glúten, ao forçar uma alimentação que o exclui por completo, se isso não acaba resultando em problemas. Tipo, desenvolvendo uma intolerância de fato ao glúten, que tenha efeitos nocivos caso eles venham a consumir em um determinado momento.

Falo sério... Eu não sou médico, e não tenho certeza se isso é possível. Mas, comento que certa vez vi uma conhecida, totalmente da onda fit que cortou por completo o açúcar de sua dieta, passar muito mal a ponto de vomitar depois de comer um brigadeiro em uma festinha infantil. Repito, um brigadeiro, unzinho só! Como se seu corpo tivesse sido re-educado para não aceitar mais nenhum tipo de açúcar. Não me surpreenderia ser a mesma coisa com o glúten...


Em outras palavras, é como se essa onda de repúdio ao glúten acabe tendo uma consequência séria para essas pessoas, fazendo com que elas fiquem doentes de verdade. Sei lá, talvez até esses alucinados queiram isso, podem achar que é o certo. Como essa conhecida, que ao contar a história da vomitada por conta de um singelo brigadeiro, fala com orgulho, contente, pois parece que é um "atestado" de que seu corpo é saudável por recusar todo e qualquer tipo de açúcar...

É uma loucura... Hoje em dia esse assunto de alimentação saudável dá pano pra manga, gera muitas discussões entre aqueles que seguem cegamente as dietas da moda do "Feice" e do YouTube e os demais, meros mortais que supostamente só comem porcaria. Repito, não tem nada demais em se ter uma alimentação saudável, acho até algo legal e louvável, que deve ser sim incentivado. Mas não acho correta essa alimentação pseudo-saudável, baseada em pessoas que não conhecem profundamente do assunto, e que não levam em conta as particularidades de cada indivíduo. Cada um tem suas próprias características, e sua alimentação deve  considerá-las para que a pessoa tenha saúde de fato.

Talvez apareça alguém aqui me xingando... Pois geralmente os adeptos dessas dietas alternativas da internet também são intolerantes contra aqueles que não concordam com eles. Para esses aí, me despeço pedindo ajuda pro nosso amigo Esqueleto, que tem um recado para a turminha que odeia glúten e que queira me encher o saco.


2 comentários:

Lis Emilsdóttir disse...

oi! gente do céu, eu ri à beça da definição dos panacas modernos, e seus cabelinhos e barbinhas afrescalhadas, é bem isso kkkkkkkkk

Tipo assim eu já tive uma fase assim, mas depois caiu a ficha e vi o tanto que eu estava sendo idiota. Hoje eu sou vegetariana, mas por questões mais sérias mesmo.

Eu não aguento essa gentinha modernosa cheia de frescurite, que quando não tem problema, arranja, deve ser só pra se sentir "o diferentão", iiiihhhhh canseira! Prontofalei.

Dorei seu blog! XD

Texugo disse...

Obrigado pela visita, Lis!

Como eu disse, não há nenhum problema em uma pessoa ter um determinado tipo de alimentação, desde que tenha motivos sérios, que tenha a orientação de um médico ou nutricionista.

Que seja algo que parta da própria pessoa, que ela prefira ter uma determinada dieta por algum motivo particular. Mas que, logicamente, tenha debatido isso com pessoas que entendem do assunto, para que não venha a ter problemas no futuro. Não tem problema, acho válido isso sim.

Agora, o absurdo é bem essas pessoas, como você definiu bem, modernosas, que parece que buscam problemas e ficam aí se sujeitando a dietas da moda só pra postar no "feice"... Odiar glúten só porque leu em um blog de uma qualquer uma aí que se acha a entendida do assunto. Aí é idiotice.