quinta-feira, 16 de março de 2017

Diversidade de Gênero

Venho aqui falar sobre outro tema polêmico, já espero que muita gente vai ficar puta comigo e me chamar de um monte de coisas... Mas é algo que eu venho pensando ultimamente, em como a nossa sociedade tem mudado de maneira significativa em uma série de aspectos. Alguns, eu até entendo e reconheço como algo bom, como o grande avanço da tecnologia, que é capaz de trazer coisas realmente úteis nos campos de pesquisa, saúde e educação, e não apenas para que você tire uma foto pra colocar no "Insta" ou pra postar alguma futilidade no "Feice". Outras, por sua vez, me fazem pensar como que as gerações estão diferentes, vendo como crianças falam de certos assuntos mais cabeludos em uma idade que na minha época eu estava mais preocupado em brincar de carrinho e as meninas de boneca. Mas, tem um assunto, um tema que mudou muito nos últimos anos que ainda me dá um nó na cabeça, que é toda a questão de gênero.


Podem me chamar de conservador... Mas eu, assim como muitas pessoas, faço parte de uma geração que entende que existem apenas dois gêneros: homem e mulher. Antes que venham a me xingar de homofóbico e o caralho a quatro, não estou dizendo que homossexuais e afins estão errados. Na boa, se o cara gosta de dar a bunda e sentir uma barba roçando no seu pescoço ou se a mulher curte mais uma luta de aranhas, é problemas deles. Façam o que quiserem. Mas, na minha concepção isso não muda o fato de que são respectivamente dois homens ou duas mulheres juntos. Mesmo para o caso dos transgêneros, que fazem mudanças físicas em seus corpos.

Acontece que hoje em dia a sociedade enxerga isso de outra forma...

Sei que é um tema polêmico, e com a "polícia politicamente correta" sondando por aí, não duvido que possa ser mal interpretado. Vamos por partes então.

De novo, eu entendo que a palavra "gênero" se refere ao sexo da pessoa, e não necessariamente à sua orientação sexual. Vejo como algo muito mais na linha biológica, sem entrar no mérito da personalidade ou preferências pessoais. O ser humano é um animal, um mamífero, que pode ter gênero feminino ou masculino, caracterizado pelo seu mapa genético, toda aquela questão dos cromossomos XX ou XY que a gente aprendeu na escola. Logicamente que exitem casos raros em que a pessoa tem algum tipo de condição médica que faz com que ela seja uma mistura desses dois gêneros sob o ponto de vista biológico, é o caso de um hermafrodita. Mas tratemos isso como uma exceção neste momento.


Isso é o que eu entendo como gênero. Homem ou mulher. Até aí tranquilo? Acredito que não ofendi ninguém ainda, pois estou falando sob um ponto de vista biológico...

E esses gêneros diferentes existem, ainda olhando por meio de uma ótica exclusivamente biológica, para a simples função de procriação, para perpetuar a espécie. Usando um linguajar de jardim de infância, para que o papai possa colocar uma sementinha na barriga da mamãe, pra que depois de nove meses venha a nascer um bebezinho. É como funciona, é impossível, sob o ponto de vista biológico, que dois indivíduos do sexo masculino venham a gerar um outro, e tampouco se forem dois indivíduos do sexo feminino. Não tem como.

Por mais que possa ser um exemplo polêmico, é mais ou menos como aquele Levy Fidelix, candidato à presidência algum tempo atrás, disse em um debate: "aparelho excretor não reproduz". Salvo o objetivo meio exagerado e cunho ofensivo da declaração, convenhamos que ele disse uma verdade, se consideramos como funciona o corpo humano. Se a idéia é pensar em reprodução, pela "porta dos fundos" jamais vai sair uma gravidez, independente de ser homem com homem ou homem com mulher.


Só um comentário paralelo: esse Levy Fidelix não parece um figurante dos programas do Chaves?

Eu sei que estou simplificando muito, que os seres humanos são dotados de sentimentos, que o relacionamento também tem o seu objetivo de prazer, etc e etc. Mas, estou começando a falar apenas considerando a questão mais biológica, onde aqui eu acredito que todos nós estamos concordando, pois se tratam de características comuns na grande maioria dos seres vivos, de reprodução sexuada, em que é necessária a combinação de duas células, uma masculina e outra feminina, pra gerar um novo ser vivo. Concordam?

É como eu vejo. A pessoa pode ser homem ou pode ser mulher. Mais uma vez, pra que não venham a me acusar de nada: falando sob uma ótica biológica. Vou colocar de novo, em maiúsculas, pra deixar claro: BIOLÓGICA.

Bom, agora vamos falar da orientação sexual, que é outra coisa...

Pois muito bem. Mais uma vez, peço pra que tentem entender o que eu digo. Na minha opinião, o mais natural é que o relacionamento venha a ocorrer entre um homem e uma mulher...


Não disse que é a única coisa certa! Calma, pombas! Abaixem as tochas e as foices!

Quando eu falo natural, eu me refiro ao que é mais comum, o que geralmente se observa. Pois, afinal de contas, gostem ou não, a imensa maioria das pessoas é heterossexual, uma vez que o que normalmente se imagina é que um homem e uma mulher vão ter um relacionamento, e um dos frutos desse relacionamento serão seus filhos. Filhos esses que em geral (mas não somente) chegam depois de toda uma relação... você sabe. Como diria o Sheldon, depois do coito.


E que, pelas razões que mencionei acima, razões essas de cunho biológico, fazem com que essa criança só venha a ser gerada a partir da fusão das células masculina e feminina, a partir da fusão do espermatozóide e do óvulo.

Mas esse tipo de relacionamento, embora seja o mais comum, não é a único. E aí é que entra a diversidade de orientação sexual, um termo que eu acho um pouco mais correto do que diversidade de gênero, apenas por motivos de vocabulário.

A orientação sexual é algo do indivíduo, ao meu ver. Por mais que naturalmente um cara venha a querer se relacionar com uma mulher e vice-versa, por um motivo ou motivos quaisquer o sujeito pode preferir se relacionar sexualmente com outro homem. E o mesmo vale para a mulher. Sem falar das outras orientações possíveis: o indivíduo pode ser bissexual e curtir homens e mulheres, por exemplo. E também podendo ir para uma outra linha, não necessariamente associada ao tipo de relacionamento, mas sim com a sua própria aparência. São os indivíduos que, também por um motivo ou motivos em particular, não se sentem confortáveis com a aparência do gênero que têm, buscando assim uma modificação visual para se parecer com o outro. São os homens que passam a parecer mulheres e vice-versa, alguns fazendo isso apenas na forma de se vestir, outros indo mais longe ao ponto de fazer alguma operação para troca de sexo. E mesmo esses transgêneros, eu entendo que podem ter diferentes orientações: por exemplo, o cara pode ter mudado de sexo para ter a aparência de uma mulher e tem interesse por homens, ou até mesmo esse mesmo transgênero pode gostar de se relacionar com mulheres. Essa é a diversidade de orientação sexual que vemos.


Peço um pouco de paciência aqui. Não estou em nenhum momento criticando pessoas que sejam assim. Não estou dizendo que é errado, que é doença. Estou na verdade tentando aqui elaborar um raciocínio para debater sobre esse assunto delicado. Eu sei que mais adiante vou comentar algumas coisas que muita gente não vai gostar, mas em nenhum momento é algo que direi por conta de achar errado uma pessoa ser homossexual ou por ter mudado de sexo.

Eu entendo aqui o seguinte: cada pessoa é livre para ter a sua própria vida, para ter a sua própria orientação sexual. Como disse acima, se o cara curte mais estar com outro homem, vá em frente; se a mulher prefere estar com outra mulher, vá em frente; se o sujeito deseja se vestir como uma mulher, ou se a cidadã quer fazer uma operação pois se sente como um homem, fiquem à vontade. Se é algo que vai fazer essa pessoa se sentir bem, se sentir feliz e realizada, não tem porque não fazer...

Estamos bem até aqui? Mais uma vez, reforço que não estou criticando o grupo LGBT, todos têm o direito de fazer o que quiserem com suas vidas.

Bom, agora é que eu imagino que vou entrar na parte mais delicada...

O grande problema que vejo não é a homossexualidade e afins por si só. De novo, repito: não tenho problema nenhum com isso. Mas, o que eu acho um pouco chato, e na verdade muito incômodo, é uma postura promovida pela sociedade politicamente correta (ela, mais uma vez), que coloca um olhar muito exagerado sobre essas questões de orientação sexual e gênero. Um exagero que faz parecer que a sociedade valorize e incentive mais a orientação sexual que foge do padrão heterossexual mais comum, como se fosse algo a ser celebrado e enaltecido em detrimento dos demais relacionamentos. Isso sem dúvida é resultado da ideologia politicamente correta que temos hoje em dia, que adora uma historinha padrão Fantástico em que minorias sejam protagonistas.

Quer ver um exemplo? Cito o caso daquela apresentadora de programa esportivo da Globo, a Fernanda Gentil.


Ela já estava na mídia há algum tempo, apresentando Globo Esporte e Esporte Espetacular. E, como seu sobrenome sugere, sempre com uma simpatia e gentileza que são relativamente raras no meio televisivo na minha opinião. Ainda mais quando se trata da Globo, onde temos exemplos como Luciano Huck, Angélica, Faustão, Fátima Bernardes e outros que me fazem sentir náuseas com as suas posturas metidas e babacas. Por sua vez, a Fernanda Gentil sempre foi uma apresentadora agradável de se ver, uma pessoa que você percebe que é cativante, legal e bem positiva. Pelo menos na minha humilde opinião.

Acontece que nunca deram muita bola pra ela, haviam apresentadores esportivos que recebiam maior atenção... Acho que só naquela vez que ela se emocionou ao falar da eliminação do Brasil na Copa, mas como essa repercussão veio nos meios de comunicação da Globo, que adora essas coisas pra comover a população, não podemos considerar muito. Fernanda era apenas mais uma apresentadora, sem muito destaque fora da mídia esportiva. Aí, aconteceu uma grande reviravolta: ela terminou o casamento que tinha com um empresário e praticamente um mês depois assumiu o namoro com uma mulher, e consequentemente a sua homossexualidade.

Foi o suficiente para ela ganhar um enorme destaque na mídia, toda hora se fala dela. Outro dia estava almoçando e estava ela lá no programa da Fátima Bernardes (não falando nada relacionado a esporte, diga-se de passagem). Diria que teve uma época que era quase toda semana que tinha uma matéria em algum site falando dela, mostrando o seu relacionamento com a outra cidadã. Parece até que se esqueceram que ela é repórter, ninguém mais preocupado com a sua atuação jornalística, mas sim sobre o fato dela ser lésbica, sobre a sua vida de casal de mesmo sexo.


Isso é o que de certa forma me incomoda. Não é o relacionamento homo-afetivo em si, se ela está feliz com outra mulher, bom pra ela. O que me dá nos nervos é que um relacionamento como esse ganha uma enorme repercussão e valorização na sociedade por si só, deixando até de lado outras questões que são mais importantes. No caso dela, que é uma repórter, a sua própria atuação profissional. Para muitas pessoas, ela é mais reconhecida como gay do que como uma repórter. Algo que eu acho até injusto com ela, como disse acima, para mim ela é profissionalmente muito boa no meio do jornalismo esportivo. Porém, hoje ela está mais para "Fernanda Gentil, homossexual" do que para "Fernanda Gentil, repórter".

O que me deixa curioso é como a sociedade age hoje em dia, com uma grande preocupação em enaltecer de forma exagerada as minorias, como se elas fossem mais "certas" do que a maioria. Mais uma vez, não me interpretem mal, não estou dizendo que os gays, lésbicas e transgêneros são errados; mas tampouco penso que os heterossexuais estão errados. Vale o mesmo para outros grupos sociais defendidos pelos politicamente corretos, para os quais já se praticam muitas ações, algumas até mesmo amparadas por leis, que se mostram extremamente parciais, favorecendo este ou aquele grupo por conta de um aspecto como raça ou gênero.

Cito dois exemplos que falo muito aqui. Primeiro, em relação a brancos e negros. Na cabeça do politicamente correto, para o negro tudo e para o branco nada. O negro tem direito à cota na universidade e a ter a sua "cultura" protegida, como vimos naquele episódio do turbante. Preconceito, só existe contra o negro, e não é possível o contrário. Se um branco chamar um negro de "macaco", vai preso; se um negro chamar um branco de "leite azedo", fica por isso mesmo. Qualquer coisinha em que possa ser interpretada injustiça contra o negro é motivo de revolta.


Sério, tenho um colega negro, defensor ferrenho de sua raça, que diz que é preconceito o fato das peças brancas no xadrez se moverem antes das pretas! Verdade! Esse é o ponto ao qual chegamos, onde nem um inocente jogo de tabuleiro escapa da acusação de racismo.

Segundo, tem até a ver com essa questão de gênero, que é em relação à homens e mulheres. Na cabeça do politicamente correto e das feministas exageradas, para a mulher tudo e para o homem nada. Existe lei de feminicídio, que torna a pena mais severa quando a vítima é uma mulher, dando uma clara impressão que sua vida vale mais que a do homem. Reclamam que as mulheres ganham menos que os homens, que precisa ser tudo igual, mas não acham nada demais que elas se aposentem mais cedo. Sobre assédio então, só de dizer que uma mulher é bonita o cara pode ser acusado de violência sexual, enquanto que as mulheres ficam aí sonhando com um Sr. Gray e compartilham pelo "Zapzap" fotos íntimas do bombadão da academia.

E agora é a mesma coisa com aqueles que tem uma orientação sexual que não seja heterossexual.

Na boa, estamos chegando em uma situação em que é um péssimo negócio ser um homem branco adulto e heterossexual...


Certamente alguém vai dizer: "Ah, mas essas minorias foram e são muito oprimidas! Então elas precisam ser compensadas, elas merecem mais direitos".

Bom... Pessoas assim gostam muito de se defender atrás da Declaração de Direitos Humanos. Mas, parece que nessas horas de defender mais direitos para as minorias elas preferem convenientemente se esquecer daquela história de que "todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos".

Como já falei várias vezes, não estou negando o fato de que essas minorias sofreram e ainda sofram preconceito. E tampouco penso que não devem ser tomadas ações que busquem eliminar as diferenças entre pessoas de diferentes raças, sexos ou outra definição qualquer. Porém, não acho certo que isso ocorra por meio de um favorecimento a esses grupos, dando maiores direitos para eles. Acaba dando espaço para malandros que querem levar vantagem, sem falar nas reações exageradamente sensíveis da sociedade politicamente correta. Não está certo, se querem igualdade, então que todos sejam tratados de igual maneira. Favorecer um grupo da sociedade, mesmo que seja uma minoria, não deixa de ser discriminação...

Tomo novamente o exemplo da rivalidade entre brancos e negros. Vão lá e estipulam uma política de cotas, que supostamente vai eliminar as diferenças entre as duas raças ao entrar na faculdade. Vamos por enquanto ignorar o fato de que o negro em geral tem maior dificuldade para entrar na faculdade não por ser negro, mas por ser muitas vezes pobre e ter que cursar uma escola pública com baixa qualidade de ensino. Assim, vamos por ora não considerar que nessas escolas também tem alunos brancos e pobres, que são ignorados pelas cotas e aparentemente não merecem uma chance.

Tá bom, vamos botar as cotas para eliminar as diferenças. Mas, me diga: por quanto tempo temos que fazer essa política de cotas? Quando que vamos poder dizer que as diferenças acabaram, que os negros foram compensados pelos anos de escravidão, e poderemos assim extinguir as cotas, que teoricamente deixariam de ser necessárias em um mundo igualitário?


Ah, ninguém pensou nisso, né?

Essa super-valorização e proteção exagerada conferidas às minorias, entre elas os grupos LGBT, é algo que não concordo, que acho desnecessário. Como costumo dizer, a sociedade em geral está se ofendendo por qualquer coisinha, qualquer postura que possa ser interpretada como homofóbica vira motivo pra explosão e gritaria. E depois dizem que na verdade são os outros que se ofendem sem necessidade com os homossexuais e afins. Parece que todos são obrigados a aceitar a diversidade de gênero, concordem ou não.

Acontece que tem muitos gays, lésbicas e transgêneros, juntamente com heterossexuais defensores do politicamente correto, que não parecem aceitar qualquer coisa que evidencie a heterossexualidade, que refira ao homem e à mulher, que remeta para hábitos e costumes que estão aí há muito tempo e que são praticados pela maioria, concordem ou não. Parece que para eles, a idéia de um casal de homem com mulher ou a idéia de uma família tradicional com pai, mãe e filhos é ultrapassada e ofensiva para as minorias.

Não entendeu? Deixa eu explicar...

Vamos começar falando da intolerância contra homossexuais, que o politicamente correto condena sempre que pode. Talvez você se lembre, há cerca de dois anos a Boticário fez uma propaganda bem inusitada para o Dia dos Namorados, em que quatro casais apareciam trocando presentes, sendo que dois deles eram homossexuais, um com dois homens e outro com duas mulheres. Eu inclusive escrevi a respeito desse comercial (vale a pena ler, desde então eu já demonstrava minha ira pelo politicamente correto). Muitas pessoas acharam errado, consideraram ofensivo que uma propaganda estivesse mostrando assim de forma deliberada a relação homo-afetiva, algo que algumas delas não consideravam como adequado para se apresentar dessa forma. Comentários tipo "como vou explicar isso para meus filhos?" foram usados para criticar a loja de perfumes.


Claro que essa reação gerou uma resposta imediata e extremamente severa de parte da sociedade. Diria que não foi da maioria, mas de uma minoria que grita muito alto e que tem a mídia e os meios de comunicação sempre ao seu lado, por estes geralmente defenderem o politicamente correto (como falei lá em cima, adoram historinha estilo Fantástico). Começou assim uma cruzada em defesa da Boticário, gente dizendo que aquilo era lindo, que o relacionamento homo-afetivo devia ser celebrado, que tinha que ser aplaudido, que quem não gostava era um mero conservador com valores errados e que deveria se envergonhar por ser tão intolerante.

Em outras palavras, os críticos da propaganda não tinham direito de reclamar, se eles se sentiam ofendidos com dois homens ou duas mulheres juntos, eles tinham que engolir.

Legal...

Então vamos pegar outra propaganda. Você deve já ter visto os anúncios do desodorante Old Spice, aquele que faz uns comerciais bizarros com aquele negão careca bombado que fazia o Julius no Todo Mundo Odeia o Chris. Aliás, propagandas que são hilárias de toscas, com o maluco ali berrando que nem um alucinado


Pois muito bem, certa vez fizeram uma propaganda logo no início em que diziam que estavam lançando o desodorante do homem homem. Assim, duas vezes mesmo, se referindo ao homem de verdade, dizendo ser uma espécie em extinção e que esse desodorante era para eles. Aquele que vinha com as "partículas de cabra macho" e que mostrava os sujeitos agindo no estilo Conan, tipo dando voadora em coqueiro e acendendo vela com lança-chamas. Coloco aqui abaixo pra você ver.


Aí, sabe o que aconteceu? Muitas pessoas, principalmente homens gays, se sentiram ofendidos com tal comercial, alegando que ele é homofóbico. Não aceitaram o discurso de "cabra macho", de que a propaganda passa uma idéia de que ser gay é algo errado (embora eu não veja nada dizendo isso). Dizem que a Old Spice assim incentiva a segregação, e provavelmente muitos aí, revoltados com isso, promoveram o boicote a tal marca. Diferente do que aconteceu no caso da Boticário, em que os críticos da propaganda foram chamados de intolerantes, aqui os críticos da Old Spice não se enxergam da mesma forma, na cabeça deles intolerantes são os criadores do comercial.

Ou seja, nesse caso os críticos da propaganda tinham todo o direito de reclamar, eles puderam se sentir ofendidos com as partículas de "cabra macho".


Sabe... Eu adoro ver como essas pessoas aí promovem de forma tão descarada tratamentos diferentes para a mesma situação.

Afinal de contas, nos dois episódios tivemos um comercial de televisão que foi considerado ofensivo para parte da sociedade. A mesma coisa, sem tirar nem pôr. Mas para os politicamente corretos apenas os homossexuais têm o direito de se sentirem ofendidos com a Old Spice; os heterossexuais, por sua vez, não têm o direito de se sentirem ofendidos com a Boticário.

Interessante é ver os argumentos que defendem essa postura parcial. Vi em alguns outros blogs, como este daqui que comenta justamente do comercial "ofensivo" do Old Spice, dizendo que o homossexual "levanta a sua bandeira sem agredir ou desrespeitar o espaço do hétero", chega até ao ponto de insistir com a postura discriminatória ao dizer que o gay tem o direito de ter orgulho de ser gay, mas que o heterossexual não tem direito de dizer que tem orgulho de ser heterossexual. Diz que tal argumento é irônico e preconceituoso.

Desculpe, mas tenho que colocar aquele maluco de novo...


Sinceramente, não concordo com esse tipo de argumento. Pra começar, dizer que o homossexual respeita o espaço do heterossexual é uma tolice. Trata-se na verdade de um "generalismo positivo", em que se assume que por definição qualquer pessoa que seja gay é correta e sempre respeitará o espaço dos outros. Exatamente como quando dizem que todo morador de favela é gente de bem, sem exceção. Me desculpe, mas generalismos não funcionam, principalmente quando são usados de forma conveniente para proteger e legitimar um determinado grupo.

Por exemplo, será que o autor desse blog que eu indiquei e toda a sociedade politicamente correta iriam aceitar numa boa se eu dissesse que o heterossexual levanta a sua bandeira sem agredir ou desrespeitar os gays?

Claro que não... Tá arriscado até que eles promovam novamente um generalismo, só que agora negativo, dizendo que todo heterossexual é também homofóbico. Da mesma forma que tem muita gente que diz que todo branco é racista e todo homem é um estuprador em potencial...


Eu penso que não podemos generalizar, para nenhum dos lados. Não estou dizendo que não existam heterossexuais que sejam homofóbicos, claro que existe. Mas também temos que deixar de ser ingênuos e idiotas a ponto de imaginar que todos os gays, lésbicas e afins defendem a sua orientação sexual sem agredir ou desrespeitar os outros. Diria até que, considerando a atual conjuntura da sociedade, é muito mais fácil que os LGBTs cometam agressões e desrespeitem os outros do que os heterossexuais.

Sabe por quê? Porque existem leis que combatem a homofobia. Porque a sociedade em geral, a mídia e os politicamente corretos estão aí vigilantes na defesa das minorias, entre elas os homossexuais. Eles podem fazer o que quiserem, se aparecer alguém criticando basta gritar "homofobia" que vai aparecer um monte de gente ao redor, com celulares nas mãos para registrar o crime de intolerância.

Por exemplo, vou contar um caso que presenciei. E que, por mais absurdo que possa parecer, eu já havia visto algo parecido há algum tempo e inclusive o citei na postagem da Boticário acima. Certa vez eu estava caminhando no calçadão de Copacabana, e decidi dar uma paradinha num quiosque pra dar uma descansada e tomar uma água. Fiquei ali, relaxando e observando a vida praiana naquele dia de verão, e me dei conta que ali na areia tinha um casal. Um casal heterossexual, e cabe ressaltar a beleza da garota com seu corpo invejável e o biquini que chamava a atenção.


Aí sabe como são os casais apaixonados... Estavam ali, sentados na areia, conversando numa boa, até que então começa uma troca de carícias, um beijinho aqui, outro beijinho ali, e alguns minutos mais tarde os dois estavam já com algumas ações um pouco mais "calientes". Mas, mesmo assim, ainda muito comportadas, tipo uma mãozinha boba aqui e ali, de forma rápida e discreta. Tudo bem que numa hora a mão do sujeito meio que saiu invadindo o biquini da moça, mas ainda assim de forma bem dissimulada.

Puta merda, daqui a pouco vão pensar que eu sou um voyeur...

Mas digo que logo desviei o olhar, não é legal ficar encarando, embora muitas pessoas ali ao meu redor comentavam a respeito. Alguns desses comentários criticando a "indecência" do casal. Não demorou muito e passou ali uma dupla de guardas-municipais, e uma moça relativamente nova os chamou pra dedurar a troca de carinhos que estava acontecendo ali perto. Prontamente os GMs foram lá e deram uma chamada de atenção no casal, provavelmente dizendo que tinham que parar ou podiam ser multados por atentado ao pudor.


Eu estava lá e achei meio absurdo, e o mais engraçado foi escutar aquela mulher que denunciou o "crime" dizer que aquilo era inaceitável, que era muito abuso daqueles dois ali estarem fazendo sexo na praia (!?). Repito, eles estavam apenas trocando algumas carícias, da forma que aquela escrota estava falando parecia que a garota lá tava vigorosamente subindo e descendo no pau-de-sebo.

O mais engraçado de tudo é que, ao me levantar para ir embora, consegui olhar um pouco mais pra reclamona, e percebi que ela estava ali na mesa com alguns amigos, e de mãos dadas com uma outra sujeita.

Tá certo... Provavelmente ela era lésbica... E se sentiu ofendida com a demonstração de afeto de um casal heterossexual. Ainda bem que os homossexuais realmente levantam a sua bandeira sem agredir e desrespeitar os outros...

E o mais legal é pensar o seguinte: imaginar que na mesma praia de Copacabana fazem todo ano a Parada do Orgulho Gay, em que ali você vai ver um monte de bundas peludas em fio-dental, lésbicas abusando do direito de andar sem camisa e casais homossexuais fazendo exames mútuos de amígdalas com suas língua, e não vai rolar nenhuma denúncia de atentado ao pudor. Se eu chegar e agir da mesma forma que aquela moça ali em cima e chamar a atenção de dois gays trocando carícias, aí quem vai levar esporro sou eu, vou ser acusado de homofobia...


Digo mais uma vez que eu não tenho nada contra o relacionamento homossexual ou troca de sexo em si. Repito isso aqui várias vezes antes que venham me chamar de homofóbico. As pessoas são livres para terem o tipo de relacionamento que queiram. Só acho que não precisamos colocar os gays, lésbicas e transgêneros em um pedestal debaixo de uma aura celestial, conferindo o status de algo a ser admirado e ovacionado por toda a sociedade. Não há necessidade para isso, não tem nada que justifique esse enaltecimento exagerado.

Mesmo considerando que tais pessoas sofrem sim preconceito. Acho muito errado usar o preconceito como motivo para que uma minoria seja favorecida, vai contra o conceito de igualdade que geralmente os defensores dos grupos LGBT defendem. Ou dizem defender.

Digo "dizem defender" não apenas pelo fato de que suas opiniões sejam mais fundamentadas no favorecimento das minorias em vez da real igualdade. Mas também pelo fato de que essa defesa ferrenha acaba muitas vezes sendo deixada de lado quando a pessoa faz parte do lado "errado" da sociedade. O lado que não está com o politicamente correto, que não concorda com a forma de pensar sensível e revoltada da pessoas, que não segue os ideais da esquerda e não concorda com a Rede Globo. Não importa se você faça parte de uma minoria, se você não estiver do lado "certo", esses mesmos politicamente corretos que dizem defender os homossexuais, mulheres e negros vão ignorá-lo, vão ficar caladinhos diante de qualquer agressão que você sofra ou vão até mesmo agredí-lo eles mesmos.


Exatamente como o Danilo Gentili comentou em um vídeo recente, que pode ser visto aqui. Usando outro termo de autoria dele, é a "indignação seletiva", que faz com que a sociedade politicamente correta só se sinta incomodada quando a minoria faz parte de determinados grupos sociais ou tenha determinada afinidade política.

Por exemplo, chamar o Jean Willys de viado ou bicha louca é considerado homofobia, mas fazer a mesma coisa com o  Gabeira, que criticava o PT e defendeu o impeachment, é tolerado; se é uma mulher do Leblon dizendo para um funcionário negro do mercado pra ele voltar pra senzala, é racismo e ela tem que ser presa, mas os comunistas chamarem o Joaquim Barbosa de macaco e outras atrocidades, não tem problema; Michel Temer dizer que as mulheres sabem da economia pois fazem as compras da casa gerou a revolta das feministas, mas nenhuma delas se incomodou quando o Lula falou das mulheres de grelo duro, nenhuma delas se pronunciou quando aquele professor imbecil desejou que a jornalista Rachel Sheherazade fosse estuprada, e bobeando acharam graça quando chamaram a Marcela Temer de "recatada e do lar".

Assim é fácil...

Bom, deixa eu colocar essa questão do politicamente correto um pouco de lado, pois é algo que me deixa muito puto e saio escrevendo aos montes, me desviando do tema da diversidade de gênero. Correndo o risco de ser repetitivo, em nenhum momento estou dizendo ser contra homossexuais, bissexuais, transexuais e outras definições correlatas. Digo de novo, cada um é livre para assumir a orientação sexual que desejar, não importando se ela implica mudanças físicas ou não. O indivíduo tem a total liberdade de seguir o rumo que quiser, de mudar de opinião... Se é algo que ele quer, que o fará feliz, ninguém pode criticar.

Mas há uma questão que me deixa um pouco encucado, onde não vejo muito cabimento falarmos de liberdade para escolher a orientação. É quando falamos de crianças...


Pronto, eu sei que vão começar a me xingar de novo, que a polícia do politicamente correto vai aparecer descendo a porrada e me chamando de homofóbico. Mas, me deixem ao menos explicar, pombas!

Eu tenho as minhas dúvidas e ressalvas quanto a essa liberdade de escolha de orientação sexual de uma criança. Volto para a questão biológica para expressar meu argumento aqui. Da mesma forma que eu considero indiscutível que, sob um ponto de vista biológico, o ser humano se divide em sexo masculino e feminino, também entendo que existe uma coisa que podemos chamar como amadurecimento sexual. É a puberdade, quando os hormônios feminino e masculino começam a influenciar o corpo humano. O garoto começa a crescer barba, a garota começa a desenvolver seios, coisas assim. Como conta aquele episódio dos Simpsons, do coelhinho Fuzzy, quando a turma do Bart assiste um vídeo de educação sexual.


De uma forma geral, eu entendo que neste momento, em que os hormônios começam a atuar, é que o adolescente em geral começa a iniciar o seu interesse sexual. Até então, o indivíduo era ainda uma criança, dependendo da idade sem sequer a capacidade de se reproduzir ainda. Essa transição logicamente não é instantânea, por exemplo não quer dizer que a menina só vai começar a despertar o seu interesse sexual depois de ter a sua primeira menstruação e se tornar mocinha, tampouco quer dizer que o garoto só vai ficar de "barraca armada" a partir de certa idade... Varia pra cada um, mas é algo que vai geralmente acontecer na adolescência...

Pelo menos é como eu entendo, foi assim quando este texugo atingiu a puberdade. Eu sei que hoje as crianças estão muito mais precoces e começam a despertar o interesse mais cedo. Podem zoar, mas sou de um tempo em os garotos compravam a sua primeira Playboy para finalmente conhecer como que é o corpo de uma mulher lá pelos dezessete ou dezoito anos. Hoje, moleque de menos de dez anos já assistiram horas e horas de Xvideos e Pornhub...


Sinceramente, eu tinha que retornar com essa foto que usei há muito tempo atrás. Eu acho hilária a pose toda abafada do gordinho ali, enquanto a mulher está provavelmente assinando bem em cima de sua própria bunda na foto da revista.

Enfim, mesmo não sendo a filosofia da época em que cresci, até procuro ser razoável e não questionar a liberdade de escolha de orientação sexual de pré-adolescentes como os dois malandrinhos acima, que devem ter calos nas mãos depois de "descascar a banana" de forma tão intensa. Como disse, o amadurecimento hoje é mais cedo, e esse pré-adolescente, da mesma forma que um adulto, tem a liberdade de seguir a orientação que quiser. Acho meio cedo, mas em todo caso, é algo aceitável a partir do momento em que se chegou em uma idade em que o interesse pelo relacionamento com alguém surja.

Quando eu digo que acho sem muito cabimento é quando estamos falando de crianças mesmo. Tipo, com menos de dez anos. Falar de sexo e diversidade de gênero nessa idade, eu acho cedo demais.


Puta merda, nessa idade a criança está ainda numa fase de crescimento. É época de estudar na escola, de brincar com os amigos, de viver a sua infância. Namoro, só se for aquela coisa inocente de escolinha, que os pais acham lindo e encantador. Nesse momento da vida, normalmente as crianças não estão pensando ainda em relacionamento, mas sim em brincar e se divertir. Geralmente, até se observando aqui uma certa separação, com meninos brincando em um canto e meninas no outro. Mas não por haver algum tipo de segregação, apenas pelo fato da afinidade de brincadeiras e diversões. Tipo, os meninos brincando de carrinho e as meninas de boneca.

Pronto, eu imagino que essa última frase, para mim tão inocente, deve ter gerado a ira dos politicamente corretos... Principalmente das feministas, que vão berrar "como assim, menina não pode brincar de carrinho?!"

Vamos por partes, minha gente... Não estou dizendo que um menino não possa brincar de boneca ou que uma menina não possa brincar de carrinho. Apenas comento sobre o que é mais comum. Se você colocar, por exemplo, cem meninos dentro de uma loja de brinquedos, eu entendo que a maioria vai pegar brinquedos que são criados para o público alvo masculino. Gostem ou não, é isso que vai acontecer. Pode ser algo genético, uma tendência que cada um, menino ou menina, acaba seguindo por conta de seus traços particulares. Diria até com uma influência do próprio brinquedo, como cores da embalagem que acabam agradando mais aos garotos ou às garotas. Naturalmente, sem influência externa, acaba acontecendo dos meninos se interessarem por brinquedos de meninos e das meninas se interessarem pelos brinquedos das meninas. Exceções, logicamente vão ocorrer, mas sem dúvida em menor número.


Algo que é visto como inaceitável pela trupe dos politicamente corretos... Bonito para eles é quando o menino brinca de boneca e a menina de carrinho. Pois, para eles, tudo que as minorias são e fazem é visto como o correto.  Claro, se você está do lado certo da sociedade.

Provavelmente você se lembra do episódio da Luciana Genro, outra dessas esquerdistas que enchem o saco. Chegava o Dia das Crianças e seu sobrinho pediu um carrinho. E ela vai lá, como uma grande representante da forma politicamente correta de se pensar, e deu um carrinho de bebê de brinquedo para ele.


Claro que boa parte da sociedade curtiu, provavelmente dizendo "óóóóó" e achando lindo o fato da integrante do Partido Socialista do Leblon ter demonstrado a forma "muderna" de se presentear uma criança, sem se deixar levar pelos padrões de uma sociedade machista, capitalista e racista. Afinal, para o politicamente correto, devemos celebrar quando um menino brinca com um brinquedo de menina e nunca o contrário. Apareceu até gente dizendo que ao brincar com o carrinho de bebê, o sobrinho dela será um excelente pai... em mais um generalismo estúpido, como se apenas o menino que brinca de boneca fosse se tornar um bom pai quando crescer. Conheço muitos pais que quando jovens brincavam de Forte Apache e jogavam Mortal Kombat que são hoje excelentes pais...

Por sua vez, algumas pessoas criticaram a postura da postagem, questionando inclusive a exposição do garoto que sequer é filho dela, usada apenas com o interesse claro de "passar o recado" de que ela aprova a idéia de meninos brincarem com brinquedos de meninas e vice-versa. Afinal de contas, fica clara a intenção de atacar o conservadorismo, de gerar polêmica sobre um assunto que ia incomodar. A Luciana Genro ainda veio tentar se justificar, dizendo que o garoto havia pedido sim um carrinho de boneca... Algo que eu pessoalmente não acredito, ou ela já teria dito desde o início que ele havia pedido um carrinho de boneca.

Mas, vamos deixar a explicação dela de lado. Pergunto: por que a sociedade acha tão encantador quando uma cena como essa acontece? Por que é visto como mais aceitável quando o garoto se interessa por brinquedos de menina, do que quando ele prefere brincar com brinquedos de menino? Por que é tão mais aplaudido quando uma garota brinca com brinquedos de menino e não o contrário?


Eu sinceramente não entendo como que a sociedade de hoje funciona... Sério mesmo, estou cada vez mais com vontade de desistir.

Como disse, trata-se de uma sociedade que enxerga de forma opressora quando alguém, sejam os pais e familiares ou mesmo os fabricantes de brinquedos, tenta apresentar à criança brinquedos ou qualquer outra coisa que geralmente esteja associado ao seu gênero de nascimento. Por exemplo, existem alguns anormais que acham um absurdo inaceitável se os pais pintam o quanto do bebê menino de azul, pois assim estariam influenciando ele a ser um menino, seria um desrespeito à ideologia de gênero que dita que o menino pode se tornar menina... Um papo de que o gênero é uma "construção social", e que os pais não podem promover ações que forcem a criança a seguir o gênero que nasceu.

Agora, a sociedade acha lindo quando o menino ganha um brinquedo de menina. Aí não tem problema, não é errado forçar com que a criança adote um gênero diferente...

Repito mais uma vez: gênero para mim é algo biológico. O que eu até entendo que seja construído ao longo da vida é a orientação sexual, mas gênero não é assim. A criança nasce, ou é menino ou menina. Não tem o que inventar. Depois, no futuro, se ela vai querer se relacionar com pessoas do mesmo sexo, se vai querer mudar completamente seu corpo, é outra coisa. Pombas, daqui a pouco os médicos vão fazer um ultrassom e não vão poder mais dizer se é um menino ou uma menina, pois os seus pais politicamente corretos podem se sentir ofendidos.


Me desculpa, mas... Caralho! Tá, minha filha, não é uma menina dentro da sua pança, é um ornitorrinco beiçudo!


Não sei, eu simplesmente não acho muito válida essa questão de que uma criança tão jovem seja capaz de decidir sua orientação sexual. Acho muito cedo, acho que o menino ou a menina não têm ainda discernimento e responsabilidade para tomar uma decisão tão radical, com consequências muito fortes, quando é ainda tão novo. Digo mais uma vez, nessa idade a criança deve ali viver a sua infância, deve estudar, receber a educação dos pais e da escola para ser uma pessoa de bem, ter valores corretos. Entre eles até mesmo a tolerância com aqueles que são diferentes. Repito, em nenhum momento estou aqui defendendo o preconceito, não estou dizendo que as minorias devem ser oprimidas.

Apenas questiono a questão de que uma criança, lá com menos de dez anos por exemplo, e que segundo a sociedade não tem ainda nessa idade a maturidade e responsabilidade para dirigir um automóvel, para votar em uma eleição, para assistir um programa de televisão com cenas adultas ou para começar a trabalhar, mas que de acordo com a mesma sociedade tem total liberdade e direito de decidir que quer mudar de sexo.


Digo mais uma coisa, sobre a questão dos brinquedos: eu penso que não há nada de errado em um menino brincar com brinquedos de menina ou vice-versa. Como disse, eu enxergo que isso não é o mais comum, mas não estou dizendo que seja errado. Desde que seja algo que parta naturalmente da criança. O que eu acho absurdo são os pais politicamente corretos tentarem impor aos seus filhos um gênero diferente em relação ao do nascimento, por se acharem modernos e concordarem com a ideologia de gênero. Algo que, pelo que vejo em certas reportagens, acaba se tornando mais comum, com meninos se transforando em meninas e vice-versa por conta de incentivo dos pais, antes de completar dois dígitos de idade.

Enfim, vejo que eu mais uma vez estou escrevendo aqui um puta textão, acho que vocês já devem estar de saco cheio. Mas é que eu sinceramente fico com uma grande vontade de desabafar, de colocar para fora aqui um pouco da minha consternação com a postura da sociedade atualmente. Uma sociedade que parece promover uma segregação, ao defender uma idéia de que a minoria é mais correta e merece mais, e que a maioria precisa se curvar e aceitar essa ideologia. O politicamente correto age assim, buscando sempre promover uma luta entre os que pensam como eles e os que não concordam, estes que por definição são chamados de preconceituosos e intolerantes.

Eu sei que se trata de um tema polêmico, e que o mundo mudou bastante nos últimos anos. Repito uma vez mais, em nenhum momento estou dizendo que a diversidade de gênero seja algo errado, não estou aqui dizendo que eles tenham menos direitos que o restante da sociedade heterossexual. Mas por outro lado, não acho que eles mereçam ter mais direitos que os outros. A igualdade deve ser promovida em seu verdadeiro significado, e não por meio de uma ideologia parcial e que deseja favorecer apenas aqueles que interessam para o politicamente correto. O homossexual ou transsexual tem todo o direito de ser assim, de ter orgulho de ser dessa forma; da mesma forma que o heterossexual também tem o direito de ser como é e de ter orgulho por isso. Todos, com os mesmos direitos.

2 comentários:

Lis Emilsdóttir disse...

Oi! :D É a primeira vez que estou comentando aqui, apesar de ter começado seguir seu blog há mais tempo. Você escreve muito bem, parabéns!

Gostei muito.

Ah, e não liga pra galera do politicamente correto não. Eu também já enfrentei eles, já tentaram me sabotar, enfim... Resisti. o/



Texugo disse...

Obrigado pela visita, e também pelos elogios Lis.

Confesso que até me surpreendi, pois imaginei que o primeiro comentário nessa postagem seria pedindo a minha cabeça, legal ver mais uma pessoa seguindo aqui.

Realmente, é preciso ter paciência com os politicamente corretos... Chega a ser engraçado como que eles são tão radicais, com aquela idéia de "você está do meu lado ou é racista?".