sábado, 11 de fevereiro de 2017

Senzala x Casa Grande

Esse acontecimento tem um tempinho, mas eu me sinto na obrigação de comentar a respeito disso. Principalmente porque me revolta profundamente como que a sociedade está ficando escrota, ainda mais quando é para defender as minorias. Uma verdadeira hipocrisia vinda de pessoas que se dizem contrárias ao preconceito, mas que agem de forma extremamente preconceituosa, e ainda têm o aval da sociedade, por fazerem parte de um grupo idolatrado e protegido pela mesma.

Bom, tudo começou com um dos vestibulares mais disputados do Brasil, e no curso de medicina, que também é bem concorrido. Saíram as notas, e o 1º lugar foi de uma garota chamada Bruna Sena, essa aí da foto abaixo. Uma garota negra, pobre e aluna de escola pública. Ou seja, trazendo todos os ingredientes para notícias, logicamente pautadas no enaltecimento do fato dela ter conseguido a primeira posição em um dos vestibulares mais difíceis mesmo fazendo parte de um grupo oprimido. Pra completar, a própria Bruna ainda nos deu o "prazer" de proferir uma frase bem direta e na minha opinião agressiva:


"A casa-grande surta quando a senzala vira médica"

Sério...

E lá vamos nós para mais um post polêmico, no qual comento sobre a questão do racismo.

Sabe, eu queria muito que essa criança (pois ela é sim uma criança de 17 anos, que não sabe nada da vida) viesse aqui em meu blog, só pra me explicar uma coisa: qual foi a intenção de dizer tal declaração?

Puta merda... Eu fico revoltado pra cacete em como essas pessoas são estúpidas! Sim, estou chamando-a de estúpida, pois pra mim chegar assim de graça e falar tal asneira não tem cabimento, não tem nenhum propósito prático. Só serve para provocar os outros, é uma mera demonstração de ódio generalista contra seus semelhantes. Sinceramente, uma atitude que não contribui em nada, que só incentiva ainda mais a segregação racial entre brancos e negros.


A casa-grande surta... Pombas. Na boa, Bruna. Você está se achando o último biscoito do pacote... Até publicarem essa matéria (que você pode ver aqui, apesar de eu não curtir muito divulgar o Foice de São Paulo), você era uma mera ninguém, apenas uma candidata entre milhares. Usando os seus termos, praticamente ninguém na casa-grande ou mesmo na senzala sabia de sua existência, não ligava para o que você fazia ou deixava de fazer. Passou no vestibular, e continuou assim. Ninguém surtou, ninguém ficou puto... Todo mundo vivendo as suas vidas, de boa.

Bom, e então foram fazer uma matéria contigo. Por mais que no fundo eu tenha as minhas dúvidas, algo que ocorreu como mero praxe, uma típica matéria anual que devem fazer com algum estudante que passou em primeiro na Fuvest. Tipo aquelas reportagens que sempre fazem do sujeito que chegou atrasado no ENEM ou sobre a fulana que deixou para a última hora para fazer as compras de Natal. Uma matéria que ia lá, aparecer nos jornais, garantir os seus dois minutos de fama, e pronto. E, sem causar nenhum tipo de repercussão negativa, sem gerar polêmica. Sem ninguém da casa-grande surtando por ver ali uma matéria sobre você ter passado no vestibular. Talvez mesmo sem ninguém da senzala comemorando também. 

Aí você vai e fala uma babaquice dessas... Uma frase sem noção, com o objetivo de fazer a casa-grande surtar e toda a sociedade comentar... Sem necessidade.


Sério, Bruna. Eu realmente gostaria muito que você viesse aqui e comentasse. Que você viesse aqui falar qual foi a motivação de dizer isso, o que você esperava ganhar com isso?

Já escrevi aqui muitas vezes sobre essa questão de preconceito. E como de costume, sempre deixo muito clara a minha posição de ser contra o preconceito. Mas contra todo e qualquer tipo de preconceito. Diferente de muitas pessoas, que só se comovem diante de algumas vítimas. O racismo deve ser combatido em todas as suas formas, não apenas de brancos contra negros mas também incluindo o preconceito de negros contra brancos.


Sim, isso mesmo que você leu. Preconceito de negros contra brancos. Como mostra essa declaração da garota.

Ao dizer que a "casa-grande surta quando a senzala vira médica", Bruna teve uma postura preconceituosa. Isso por conta de usar um termo pejorativo para se referir às pessoas brancas, e ao generalizar que todas essas pessoas tenham se sentido incomodadas pelo fato dela, aluna negra de escola pública, ter passado no vestibular. Na minha cabeça, isso é preconceito.

Você quer posar que tem consciência social, Bruna... Mas ao falar algo assim preconceituoso, você acaba perdendo a razão. De novo, pergunto por que fazer isso? Por que provocar dessa forma? 

Ah, mas claro. Eu já ia me esquecendo... Acontece que para a sociedade em geral, preconceito só existe contra alguns grupos, como contra os negros. Se uma pessoa negra é vítima de preconceito, isso gera revolta; se é um branco, não tem problema. Aliás, nem precisa ser branco. Chamar um negro de preto, dá cadeia; mas, e chamar um japonês de amarelo? É normal, é aceitável? Ou só é errado remeter uma raça a uma cor quando é contra os negros? Tá certo isso? Parece que sim, pois nunca vi as autoridades agirem em defesa de vítimas de racismo que não sejam negras.


Tudo bem, já sei o que vão dizer: "ah, mas os negros sofreram muito com a escravidão, eles foram açoitados durante boa parte da história, e existe ainda muito racismo hoje em dia...". Sim, eu concordo. Em nenhum momento eu estou negando aqui o passado escravocrata de nosso país, e tampouco estou dizendo que isso não tenha influência no fato de que ainda hoje muitos negros são pobres. São fatos, não há como negar. 

Aliás, cabe fazer um breve parênteses, algo que eu não devo ter comentado aqui. Ok, no Brasil os negros foram escravizados. Mas... Sabemos bem que esses negros não estavam aqui já, eles foram trazidos da África, em navios negreiros, trazidos de fato como mercadorias para serem vendidas aqui em terras brasileiras. Acontece que na África não era só chegar ali e achar um monte de negros soltos e jogá-los no navio. Esses escravos eram muitas vezes "comprados" lá na África, vendidos por (agora a "senzala" vai surtar) outros negros. Sim! Negros eram capturados, escravizados e vendidos por outros negros. Tribos eram capturadas por indivíduos da mesma cor de pele, e esses coitados que eram capturados depois eram vendidos para os europeus.


Acontece que não vemos ninguém se lembrando disso. Nenhuma entidade aí de defesa dos negros parece querer admitir que houve também escravidão entre negros. Aliás, escravos e escravizadores não se limitam a uma determinada raça, vai lá estudar um pouco da história européia e você verá que houveram situações onde a escravidão ocorria entre brancos (por exemplo, nas regiões onde hoje estão as ex-repúblicas soviéticas) e até mesmo casos de negros escravizando brancos, como os mouros fizeram na Península Ibérica.

Digo isso apenas para nos darmos conta que a escravidão ocorreu (e ainda ocorre) de diferentes formas, não podemos achar que o período escravocrata ocorrido aqui no Brasil seja o único exemplo. Não estou negando que tenha acontecido, tampouco estou menosprezando o fato de que ele é muito recente e ainda tem influência na situação vivida pelos negros de hoje, e que maior igualdade de fato deve ser promovida.

Mas eu entendo que isso não dá direito aos negros para serem preconceituosos contra os brancos. Igualdade não existe junto com revanchismo.

Repito, a frase da Bruna é apenas um exemplo de como os negros podem sim ser racistas, diria até que muito mais que os brancos. Digo isso pois essas pessoas muitas vezes adotam uma postura de generalizar os outros, achando que todo branco é racista. São negros racistas acusando todos os brancos de serem racistas, e ainda tendo o respaldo da sociedade, que parece achar lindo quando um negro é agressivo e preconceituoso contra um branco. 

Não está certo... Repito, se querem tanto a igualdade, se querem tanto acabar com o preconceito... é uma grande hipocrisia quando acabam fazendo e dizendo coisas que são preconceituosas.

Cito até um fato que apareceu nas redes sociais recentemente, mostrando como que os negros podem sim ser muito preconceituosos. Aliás, é um caso que me apresentou a mais uma palavra do vocabulário escroto dos politicamente corretos de hoje em dia, que é a "apropriação cultural". Foi algo que aconteceu com uma mulher branca, que estava ali usando um turbante na cabeça. E isso provocou um certo incômodo de outras mulheres, porém negras, até que uma veio dizer que a moça não podia usar turbante por que era branca.


Acontece que ela usava tal indumentária pois não tinha cabelos, devido ao tratamento de um câncer.

Você vê só? Gostaria que a Bruna comentasse a respeito disso também, se ela concorda que a casa-grande não pode usar turbante, que isso seria apropriação cultural de uma moda da senzala.

Realmente tá muito foda essa sociedade... Me desculpe, mas apropriação cultural é o caralho! Vai pra puta que pariu, pôrra! Deixa as pessoas terem o direito de usarem o que quiserem, pombas! Uma verdadeira infantilidade, de ficar achando que um determinado tipo de roupa ou corte de cabelo é exclusiva de determinada raça.


Eu estava pra escrever um post intitulado "Cabelo Afro", onde eu ia falar um pouco sobre isso, sobre essa idéia mesquinha e estúpida de achar que certas vestimentas ou cortes de cabelo são exclusivos de uns, de que usar um afro é "afirmação de raça". Aliás, na própria reportagem citada, fala-se que Bruna "orgulha-se do cabelo crespo". Pombas, que diferença faz? Onde isso é motivo de orgulho? Só porque você é negra, deve usar cabelo crespo? Sinceramente, uma pessoa que acha necessário ter um tipo de penteado ou usar um tipo de roupa para ter orgulho de quem é, na verdade não passa de uma pessoa insegura, ou que tenha uma necessidade enorme de aparecer, de ir com a modinha...

Quer usar cabelo crespo? Usa então! Não importa se é negro ou branco. 

É bem interessante ler um pouco mais da matéria, que vejo outras declarações no mínimo curiosas a respeito desse fato. E o mais engraçado é que, ao ver a história de Bruna, no final das contas acabamos tendo mais uma prova de que a política de cotas em universidades é algo desnecessário. Afinal, ela conseguiu ficar em primeiro lugar, mesmo sendo negra e aluna de escola pública. Por mais que ela defenda as cotas, no final das contas ela não precisou delas para passar no vestibular.

Sabe por que? Por que ela se preparou. 


Como diz a reportagem, desde pequena ela tirava 9 ou 10. Já se dedicava desde cedo aos estudos. O bom desempenho escolar ajudou a conseguir uma bolsa, para complementar a sua formação e se preparar melhor para o vestibular. E contou ainda com o apoio de familiares e amigos, que financiaram um cursinho de matemática. 

Lembra quando eu escrevi sobre uma palavra muito odiada pelos esquerdistas, politicamente corretos e defensores de cotas? A palavra é meritocracia. O ato de conseguir algo pelo seu esforço, pelo mérito, contando algumas vezes sim com a ajuda e apoio de outros, por que não? Pois ter a oportunidade não quer dizer que você vai automaticamente conseguir, é mérito seu aproveitar da melhor forma essas oportunidades que se tem, juntamente com o esforço próprio. Algo que os esquerdopatas não aceitam. Inclusive coloquei lá a postagem de uma mulher, dizendo que meritocracia é falácia, que é algo que incentiva a segregação, que é injusto, e assim vai...


Mas ora... A Bruna ficou em primeiro lugar, não foi? E conquistou isso graças ao seu empenho, à sua dedicação aos estudos ao longo de anos. Tendo ali o apoio de sua família e amigos, ajudando com cursinho, coisas assim. E que chegou ao primeiro lugar após fazer uma boa prova, tirar uma nota exemplar que a colocou no topo da classificação.

Caramba! Isso é um indiscutível exemplo de uma conquista graças à meritocracia!

E agora? Vou convidar aqui para comentar em meu blog também a Fernanda Orsomarzo, a juíza que escreveu o post do Facebook que coloquei na outra postagem, e que disse que meritocracia é falácia, que afirma que o mérito de ter passado numa faculdade de Direito não foi dela. Gostaria de saber, Fernanda, se a sua opinião é a mesma em relação à Bruna, se você acha que não foi mérito dela ter passado em primeiro na USP em medicina.

Cara, como eu adoro dá nó na cabeça dessas pessoas!


Repito, sou a favor da meritocracia. E Bruna teve sim seu mérito por ter passado em um dos vestibulares mais difíceis do Brasil, com uma relação de cerca de 75 candidatos por vaga. Ela se esforçou, se dedicou bastante para isso. Teve sim ajuda, não podemos nos esquecer. Mas, também é mérito da pessoa saber aproveitar bem essa ajuda que recebe. Por exemplo, não ia adiantar nada se pagassem o cursinho e ela ficasse de bobeira na sala. Conseguiu assim, por mérito próprio, ficar em primeiro lugar, para depois virar a "estrela" da reportagem aqui citada.

Apenas comprova que se a pessoa se dedica, ela pode conquistar o que quiser. Logicamente, vão existir pessoas que "largam atrás", por virem de uma família mais humilde e com isso não terem acesso a um ensino de qualidade, de ter recursos para fazer um cursinho preparatório, por exemplo. Mas isso não torna impossível, sem dúvida será necessário um esforço maior, que compensará lá na frente.

Sinceramente, teria sido muito mais legal, muito mais nobre por parte da Bruna, se ela tivesse aproveitado os seus cinco minutos de fama para incentivar outras pessoas como ela, de mostrar como que é possível passar num vestibular se você se dedica, mesmo quando existem muitas dificuldades no caminho. Seria algo a ser aplaudido, se ela tivesse um pouco mais de bom senso e consideração, servindo de exemplo positivo para muitas outras pessoas que querem entrar numa universidade, mostrando que não precisa de um empurrãozinho de política de cotas caso você estude e se esforce.


Acontece que ela preferiu colocar lenha na fogueira na luta entre raças. Ela achou mais válido alfinetar os brancos da casa-grande, provocá-los de forma infantil e preconceituosa... Em resumo, semear o ódio e a discórdia entre brancos e negros. Realmente, me faz pensar o tipo de profissional que ela será daqui alguns anos, quando se formar, tendo essa postura infantil e revanchista.

Será que quando vier um paciente branco, vai jogar na cara que a casa-grande estaria pedindo ajuda para a senzala? Ou será que ela, quando se formar médica, vai atender apenas os negros?

Perdi a conta de quantas vezes eu critiquei aqui a política de cotas, outra coisa que a Bruna defende abertamente. Acho um absurdo, algo estúpido. Puta que pariu, eu queria entender o que há de errado com o processo de vestibular, o que há de injusto. Todos fazem a mesma prova, todos têm o mesmo tempo, e a correção é feita de forma igual para todos.

Aí vão dizer: "ah, mas os negros são mais pobres, e precisam cursar colégio público... E as escolas públicas não são tão boas, assim eles chegam no vestibular em condições inferiores aos brancos que estudaram em escola particular".

Começo dizendo que essa é mais uma demonstração de preconceito. Pois afirma que todos os brancos são ricos e vão para escola particular, enquanto que todos os negros são pobres e vão para escola pública. Eu sei que essa turma, que engloba politicamente corretos e defensores das "causas sociais" adoram uma bipolaridade, pois ela torna mais fácil defender seus ideais retrógrados e parciais. Mas, convenhamos, é muita estupidez achar que não existem brancos que são pobres também. E que estarão igualmente pouco preparados como outros negros de escola pública.


A única diferença é que não tem cota pra aluno branco, pobre e aluno de escola pública... 

Bruna diz que as cotas devem existir pois "não há como concorrer de igual para igual quando não se tem oportunidades de vida iguais". Sinceramente... Um argumento como esse me faz questionar como que ela passou em primeiro, pois afirmar que as cotas proporcionam uma oportunidade igual para brancos e negros é uma asneira.

As cotas forçam uma igualdade de resultado. Não importa como tenham sido as notas, mesmo não faz nenhuma diferença sobre as oportunidades de vida de cada candidato. Elas determinam de forma artificial que as vagas sejam distribuídas de forma igual, metade para brancos e metade para negros. Como diria o Capitão Fábio, agora é fifty-fifty.


Em nenhum momento está se dando oportunidades iguais para ambas as partes ao implementar a política de cotas. Pois seus defensores, de forma muito conveniente, se esquecem que o vestibular é apenas uma pequena parte do processo que leva um aluno para a faculdade. Existe uma outra parcela, muito mais significativa, que é justamente o ensino fundamental, onde existe sim a diferença. As escolas públicas estão muito atrás das particulares, principalmente devido à postura negligente de nossos governantes em relação ao ensino. Se queremos dar oportunidades iguais para alunos dessas escolas, independente da cor de suas peles, a solução não está em cotas, mas sim em investir na melhoria do ensino público para que eles cheguem lá no vestibular com uma melhor preparação.

Acontece que ninguém aí se preocupa com isso... Afinal, isso dá trabalho... E demora pra ver os resultados. Muito mais interessante é dar uma canetada e ainda posar de engajado na defesa dos negros... E repito: a política de cotas não promove igualdade. Promove é a segregação racial, pois determina um favorecimento a algumas pessoas por conta da cor de sua pele.

Bom, estou de saco cheio de ficar falando desse assunto, e de ficar dando moral pra essa Bruna. Me dá nos nervos esse vitimismo que muitos negros promovem, juntamente com uma postura preconceituosa contra os brancos. Não nego que existe ainda racismo de brancos contra negros, e que é algo que deve ser combatido. Mas a medida que se tomam ações para combater essa vertente racista, o mesmo não é feito para combater o preconceito de negros contra brancos. Parece na verdade ser algo até incentivado, algo que é aplaudido pela mídia e pela sociedade. Algo que inclusive motiva a continuidade do racismo de brancos contra negros, revoltados com o favorecimento e proteção que eles recebem hoje em dia.

Em outras palavras, um círculo vicioso que tem a tendência de piorar com o passar do tempo...

3 comentários:

Arne Krogdahl disse...

Paia demais; acabou ferindo o orgulho dos negros.

Anônimo disse...

Olá, gosto muito do seu senso crítico. Sou eu que um tempo atrás, no outro post sobre cotas, disse que ia trazer informações a respeito. Bom, tenho me ocupado muito com estudo sobre psicologia. Lá nós também estudamos a questão das cotas. Além do histórico, o que se toma como base é a quantidade para fazer um equilíbrio que promove benefício em várias áreas sociais. Estou dizendo que, em proporção, há um dsbalança para os negros principalmente na questão de remuneração e cargos, e isso é bem nítido sem precisar de uma pesquisa. Contudo, gostaria que, no próximo post a respeito, se houve, se analisasse artigos sobre cotas em sites como SCIELO, de faculdade e Google acadêmicos... Em dados do IBGE, por exemplo, sobre a educação e trabalho, fazendo um comparativo com negros e brancos. Também pesquisar a questão histórica do racismo no Brasil, que é um "racismo velado", mantendo-se em parte, pela desproporção de classes, onde, na maioria, os negros são os mais desfavorecidos. Cabe tomar este comentário apenas como base para a pesquisa de dados poupáveis. Também fui contra a questão de cotas, até estudar um pouquinho mais sobre as proporções e consequências. Quando buscar algo, vai saber do que estou falando.

Texugo disse...

Anônimo, em nenhum momento eu estou negando o fato de que os negros são desfavorecidos aqui no Brasil. Eu sempre reforço esse ponto, embora muitas vezes as pessoas prefiram ignorar isso e me chamar de preconceituoso.

Tenho aqui minha opinião, e mesmo ao ler mais sobre o assunto (acredite ou não, eu leio sim), nada me convence de que as cotas para negros sejam positivas. As cotas não resolvem o problema da educação fundamental precária de nosso país, que prejudica o aprendizado da parcela mais pobre da sociedade, incluindo negros e brancos também.

Ou você acha que a educação aqui é exemplar? Que o fato de haver menos negros nas universidades é por conta de um processo de vestibular supostamente preconceituoso?

As cotas acabam sendo apenas uma solução que "fica bem na foto"...

Em nenhum momento elas estão dando oportunidades iguais, pois promovem o favorecimento de um indivíduo por conta da cor de sua pele. Exatamente como a sociedade acusa os brancos de agirem contra os negros. Agora, só porque se favorece um grupo menos favorecido, não tem problema praticar preconceito?

Eu aqui sou favorável a que seja feito algo em prol de toda a sociedade. Tipo, investimento em educação para todos. Isso é que consegue resolver de forma estável e definitiva problemas como desigualdade social. Política de cotas é um "atalho" para agradar apenas parte da população, sob a alegação de estar fazendo justiça social.