quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Por que odeiam o videogame?

Vamos parar um pouco com as postagens revoltadas com as coisas que acontecem hoje em dia, acho que já está na hora de escrever aqui sobre coisas mais legais e descontraídas. Sei que as notícias todos os dias trazem algo para nos tirar do sério, mas é melhor deixarmos isso um pouco de lado, pra relaxar e ver o lado bom da vida.

Como eu já expressei aqui em diversos momentos, curto bastante os jogos de videogame. Desde pequeno eu tive acesso a essas diversões eletrônicas, começando lá com o Atari e depois passando por vários consoles. Hoje fico nos jogos aqui em meu computador, mas muito mais por conta da praticidade e de não ter muito espaço para montar um Xbox ou Playstation. Embora eu tenha os meus estilos preferidos, até tem momentos que eu tento jogar algo diferente. Mas acabo sempre voltando para jogos de corrida ou tiro, títulos focados mais em estratégia como RPGs e alguns de simulação, e de vez em quando um jogo de luta, mais do estilo Streets of Rage de dar porrada em um monte de bandidos. E, com os celulares de hoje em dia, ainda acabo me rendendo àqueles joguinhos de 5 minutos para passar o tempo enquanto estou no metrô, na sala de espera do médico ou aguardando por alguma coisa...

Sem dúvida, os videogames vieram para ficar.


Mas... Sabemos bem que os jogos eletrônicos, amados por muitos, também são odiados e criticados por outros, e que não são tão poucos assim. Ainda mais com a onda politicamente correta (lá vou eu de novo...) que temos hoje em dia.

Sempre me perguntei por que disso tudo. Eu acho que um jogo de videogame é tão inocente como qualquer outra brincadeira. Alguns vão falar de certos riscos aos quais uma pessoa, principalmente se for uma criança, estará sujeita ao jogar videogame... Mas, riscos existem em qualquer brincadeira, se você for jogar bola pode torcer o pé ou esfolar o joelho, por exemplo. Tudo na vida tem seus lados positivos e negativos, tudo tem o seu risco de causar algum problema, tudo pode ser usado para o bem ou para o mal. Acontece que certas pessoas parecem enxergar apenas coisas ruins a respeito de um jogo eletrônico, muitas vezes influenciadas por uma ótica distorcida e parcial.


Bom, eu penso que uma das principais motivações que levam a esses doidos criticarem tanto os videogames é a tão temida violência. Trata-se de um tema muito abordado, principalmente quando temos o lançamento de um título um pouco mais controverso, como um GTA ou um Mortal Kombat. Costuma ser matéria obrigatória nos jornais e sites, mostrando sempre a criança empolgada com o lançamento, a entrevista com os pais que ficam inseguros e a declaração de um "entendido" do assunto, tipicamente criticando o título e os videogames em geral. Tais pessoas defendem que os jogos incentivam a violência, que induzem as crianças a cometer crimes e levar uma vida de valores errados. 

Tais comentários são ainda mais inflamados após algum episódio criminoso de, sei lá, um tiroteio em uma escola, onde se descobre que o bandido curtia jogar Doom, por exemplo. 

Aí começa o coro dizendo que o jogo foi responsável pela matança...


Vamos por partes. Existem sim jogos que são violentos. Tomo como exemplo um dos meus jogos de luta favoritos, o Mortal Kombat, onde é normal o cara dar um gancho que arranca a cabeça ou usar um machado pra fatiar o adversário no meio. Tudo com doses cavalares de sangue jorrando e membros decapitados.

Violento, sim. Tão violento como alguns filmes, como até mesmo alguns livros. Impróprio? Para algumas pessoas talvez. Mas não necessariamente para todas. Não é um jogo para uma criança de cinco anos, mas para um adulto, mesmo para um adolescente com um mínimo de bom senso, não tem tanto problema assim. Pois uma pessoa com um mínimo de bom senso sabe que aquilo é apenas um jogo, apenas uma distração, não é algo pra se fazer na vida real.


Acontece que na cabeça de certas pessoas, não é assim. Para elas, um jogo desses transforma a pessoa em um assassino, incentiva que ela se torne violenta e agressiva. Uma visão de que o jogo venha a ter esse poder de moldar a personalidade do sujeito, e se for um jogo agressivo a tendência é que a pessoa fique agressiva também.

Sinceramente... Seguindo essa lógica se eu jogar muito o Flight Simulator eu vou me transformar em um piloto de companhia aérea, se eu for viciado em Sim City serei o melhor prefeito do mundo, se eu for fera no FIFA Soccer vou garantir a minha vaga na seleção... Se fosse assim, pra que fazer faculdade de medicina? Era só treinar bem naquele jogo Operação (que não era videogame) pra ser um médico, pombas!


Eu não digo que não possam haver casos em que tal influência ocorra. Mas eu penso que isso não é culpa do videogame em si, mas sim é causado pela personalidade da pessoa antes mesmo de pegar no controle. Ela pode ter algum tipo de distúrbio psicológico que faça com que jogar um Mortal Kombat, por exemplo, faça com que ela se torne violenta. Não sou psicólogo, mas existem pessoas que são sim facilmente influenciadas, não apenas por um jogo como por qualquer coisa, pode ser influenciada pelos amigos, pela televisão, etc.

Mas digo de novo: a causa não reside no jogo em si, mas em uma característica própria da pessoa. O videogame seria como um elemento que acaba contribuindo para que em um casos desse o sujeito seja violento, mas é algo que ocorre por conta de outros fatores que o tornam mais suscetível a uma consequência como essas.

Por exemplo, todo mundo sabe que existem pessoas que tem vício de jogo. Falo de jogos de azar, tipo roleta, caça-níqueis, aquelas coisa de cassino. É uma situação onde o sujeito não tem auto-controle, e quando entra em um lugar desses vai acabar perdendo até a sua cueca por não saber parar.


Trata-se de um distúrbio que o indivíduo tem, que certamente faz que não seja indicado para ele sequer entrar em um cassino. Mas, isso não quer dizer que todos são assim, não é um comportamento maciço da maioria. Mesmo que o tal cassino tente motivar as pessoas a jogar mais, aqueles que tem auto-controle não se deixarão influenciar por isso. Mesma coisa em um jogo eletrônico. Sei que tem certos jogos que possuem algo que tenta viciar os jogadores (ainda mais com esses jogos de celular, que exigem jogar várias vezes ao dia), mas um jogador sensato e que tenha controle não vai se sujeitar a tal vício, o videogame não será algo que venha a lhe causar mal.

Volto ainda para o caso do crime que mencionei acima. Quando se descobre que o criminoso curtia jogar um jogo violento, sempre esses politicamente corretos responsabilizam o tal jogo pelo crime, como se fosse o agente motivador. Pode até ser verdade em alguns casos, eu não vou ser aqui generalista a ponto de dizer que isso jamais aconteceria; por outro lado, temos que considerar a existência de diferentes outros cenários. Por exemplo, o cara podia ser já um homicida, por outros motivos quaisquer (por drogas, por apanhar dos pais, seja o que for), e seu interesse por um jogo como Doom veio depois, devido a um desejo de sair atirando que já existia desde antes ele iniciar a sua primeira partida.


O que eu quero dizer é que culpar os jogos pela violência é algo que não tem nada a ver. Eles podem sim influenciar algumas pessoas que já tenham uma certa predisposição à violência, mas tenho a certeza que para cada caso em que isso ocorra vamos ter dezenas de milhares de casos de pessoas que jogam o mesmo jogo violento e não apresentam nenhum traço de agressividade em suas personalidades.

Na boa, como um cara uma vez comentou: se os jogos fossem tão influentes assim, toda uma geração que cresceu jogando Pac-Man estaria agora andando em labirintos escuros, comendo pastilhas e pílulas enquanto foge de fantasmas...


Reforço apenas o seguinte: claro que existem jogos que podem ser impróprios para determinados públicos. Da mesma forma que um filme como American Pie ou um livro como O Cortiço não são recomendados para uma criança de menos de dez anos, um jogo como GTA não é indicado para uma criança da mesma idade. 

Embora eu até comento uma coisa aqui: em se tratando de uma criança, deve sempre existir o papel dos pais para educá-la, para ensinar o que é certo ou errado. Se os pais têm uma postura responsável, eu diria que existiriam até certos jogos que poderiam ser jogados sem problema, sem nenhum risco para que a criança seja mal influenciada, até mesmo se a classificação indicativa não permita jovens com sua idade. 


Por exemplo, vamos mudar um pouco o jogo de luta para o Street Fighter. Só pra deixarmos de lado os Fatalities, mas ainda assim sendo um jogo onde existe uma certa violência. Muitos "entendidos" vão dizer que mesmo assim é um jogo perigoso, que isso vai incentivar a criança a sair dando porrada nos seus coleguinhas, e assim deve ser proibido de um público mais novo.

Acontece que, se são pais responsáveis, eles podem chegar e ter uma conversa com o pimpolho para explicar que aquilo é apenas uma brincadeira, que os socos, chutes e Shoryukens ficam ali dentro da televisão e não devem ser praticados na vida real. Eu enxergo isso como educar a criança, dizendo o que é certo. E, logicamente, repreendendo e punindo qualquer comportamento errado. Por exemplo, se mesmo assim o garoto der uma porrada no seu irmãozinho por conta do jogo, os pais vão colocar ele de castigo, para que assim ele entenda que agiu errado.


Sei que a paternidade não é tão simples assim, ainda mais considerando que eu sou um texugo sem nenhuma prole (e muito provavelmente assim será por muito tempo). Mas eu penso que a disciplina e a educação são responsáveis em ensinar as crianças sobre o que pode ou não ser feito, algo que vai ajudar em sua formação e evitar que ela seja mal influenciada seja pelo o que for. Claro que cada criança é diferente, e cada família precisa se adaptar e tomar a atitude adequada para os pirralhos. Um garoto de dez anos de uma determinada família pode ter um gênio mais calmo que não venha a ser prejudicado por um jogo de luta, enquanto que outra família de uma criança de mesma idade enxerga que ele não teria ainda maturidade para tal diversão eletrônica. 

Acontece é que hoje em dia muitos pais não se dedicam tanto à educação de seus próprios filhos. É mais fácil largá-los com babás que muitas vezes não estão nem aí, ou então deixar eles entretidos com televisão, celulares e videogames... E aí assim, sem nenhum tipo de orientação sobre o que é certo ou errado, pode acontecer dessa criança se expor a algo impróprio, como um jogo inadequado para sua idade por exemplo. Culpa do jogo? Não, culpa dos pais que não prestaram atenção e que não educaram essa criança de maneira adequada.

Deixando um pouco a questão da violência de lado, outras vertentes criticam os impactos negativos que o jogo pode ter na saúde da pessoa, tanto do ponto de vista físico como mental. Tais comentários costumam afirmar que os videogames são responsáveis pelas pessoas terem uma vida sedentária e assim engordarem, fala-se também de como prejudicam a vista. E até sob o ponto de vista psicológico, onde podem causar ansiedade, perda de concentração e isolamento social. Chega até ao ponto culpar o videogame por problemas conjugais, com muitas esposas e namoradas reclamando de seus maridos e namorados, por eles jogarem demais.


Mais uma vez, eu acho que essas pessoas acabam pegando alguns casos onde isso ocorre e tomam como regra. Não é por aí. Vamos começar com a questão de saúde, sobre o sedentarismo. Sim, ao jogar o jogo a pessoa provavelmente estará sentada em uma cadeira ou poltrona, sem nenhum tipo de exercício físico considerável. A não ser que esteja jogando algo no Wii.

Acontece que se formos parar para pensar em outras atividades, a pessoa vai ficar também parada em algumas delas. Ninguém fala mal de jogar xadrez, por exemplo. Mas, em uma partida os jogadores ficarão ali sentados por muito tempo, algo que também é sedentário. Ler um livro, geralmente você estará sentado enquanto lê, mas ninguém aparece aqui dizendo que leitura faz mal pra saúde e te faz engordar. Isso sem falar no trabalho: dependendo da profissão, serão em média oito horas sentado em uma cadeira. Mas ninguém fala muito disso.

Eu sempre condenei aqui os exageros, não importando se pra mais ou pra menos. Assim, se a gente for considerar essas atividades que eu mencionei, todas elas serão sedentárias caso sejam realizadas durante um período de tempo excessivo. Todas elas, e não apenas jogar videogame. Na minha cabeça, sob o ponto de vista físico é mais sedentário alguém ficar lendo durante três horas do que jogando um jogo por uma hora, pela simples questão da diferença de tempo.


O mesmo vale para a questão da vista: por que jogar uma partida de videogame durante uma hora é visto como algo prejudicial para os olhos, mas ficar vendo oito episódios seguidos de sua série favorita no Netflix num computador e 30 centímetros de sua cara não tem problema? 

O que precisa acontecer é ter um limite. Eu até entendo as críticas, mas elas se baseiam na hipótese de que qualquer pessoa que jogue videogame o fará durante um tempo demasiadamente elevado. Acontece que nem todos são assim, não se pode generalizar. Se a pessoa realiza uma atividade dessas de forma controlada, eu não vejo como isso pode ser nocivo. Tudo em exagero faz mal, é o que penso. 

Até mesmo coisas que são tidas como saudáveis. Por exemplo, para essas pessoas é errado que alguém fique jogando videogame durante quatro horas seguidas. Tudo bem, concordo, é tempo demais para ficar jogando, confesso que eu nem aguentaria tudo isso. Agora, se é uma pessoa fazendo musculação por quatro horas seguidas, não tem problema? Por que ninguém fala nada? Pior, ainda vai aparecer gente aplaudindo, dizendo que é fit, que é saudável... Eu pessoalmente acho que também é um exagero, e que também pode trazer consequências ruins para essa pessoa... Consequências essas que serão diferentes de quatro horas de videogame, mas ainda assim ruins.


Agora, fala-se muito a respeito dos problemas mais psicológicos. Aqui, nem vou me alongar muito, pois na minha opinião a mente da pessoa é algo muito complicado, muito particular. Novamente, digo que podem sim haver casos em que o videogame venha a desenvolver uma postura anti-social, ansiedade e outros problemas da cabeça, mas não podemos achar que vai acontecer com todos. E, como no caso da violência, temos que separar bem a pessoa que já tem uma predisposição a algum traço de personalidade violenta por conta de outras razões, que não o videogame. Falar de psicologia é muito complicado, pois cada um é único, e assumir uma hipótese generalista num campo como esse me parece ser algo incoerente e até mesmo perigoso

Exemplo, culpa-se muito o videogame por causar falta de atenção nas crianças. Pode até ser verdade em algumas situações. Mas, a criança pode ser distraída já por natureza, por conta de outras coisas. O videogame pode contribuir, mas não necessariamente ser a causa, como os politicamente corretos tanto defendem. Até porque, em outros casos o efeito é até contrário, jogar videogame pode até ajudar a criança a se concentrar mais. De novo, estamos aí já entrando numa esfera muito pessoal, pois cada um tem a sua personalidade, e as consequências do videogame e de qualquer outra coisa serão diferentes para cada indivíduo.


Digo novamente, é uma questão de limites, principalmente no caso de uma criança, para a qual esses limites devem ser impostos pelos seus pais. Eu me lembro, quando era um texuguinho pequeno, que o videogame só ficava disponível no fim de semana. Era montado no sábado de manhã e domingo antes da janta já estava de volta a sua caixa, justamente para não ter risco de atrapalhar a hora do sono para a aula de segunda. E na época de provas mesmo no fim de semana ele ficava guardado. Claro que na época eu achava isso uma droga... Mas é assim que tem que ser, se um dia eu tiver filhos provavelmente faria da mesma forma. Trata-se de educação, primeiro deve vir a obrigação e depois a diversão, e mesmo esta tem os seus limites.

Agora, não é culpa do videogame se os pais largam de mão, se deixam ali a criança ter o seu Xbox montado eternamente no seu quarto, permitindo que fique todos os dias jogando até de madrugada. 

Digo até o seguinte: alguns jogos podem inclusive contribuir para algumas características e traços de personalidade positivos de uma criança, mesmo de uma pessoa adulta. Afinal de contas, não podemos generalizar dizendo que todos os jogos eletrônicos são repletos de violência e pancadaria. Existem muitos jogos que incentivam o raciocínio, forçam que o jogador tenha que pensar para fazer a sua jogada. Tá cheio de jogo que envolve uma aplicação divertida de alguma disciplina escolar, como matemática, por exemplo. Ainda mais hoje em dia com os celulares, existem muitos joguinhos aí, como Sudoku e 2048, que não vejo nada de nocivo.


Mesmo os jogos mais de ação, vejo que eles contribuem para tornar o raciocínio mais rápido. Considere o mundo corporativo de hoje, onde cada vez mais deseja-se um profissional que tenha uma resposta rápida, que seja capaz de realizar multi-tarefas... São habilidades que determinados jogos ajudam a desenvolver.

Até podemos considerar a interação com outras pessoas. Hoje em dia existem muitos jogos online, em que milhares de pessoas jogam ao mesmo tempo, muitos deles que são colaborativos, onde o grupo deve trabalhar em conjunto para realizar missões. Se o sujeito for anti-social, certamente não vai longe em um jogo desses, será necessário que ele aprenda a trabalhar em equipe, que saiba qual é o seu papel no grupo. Tipo, imagina um RPG desses: se o cara é um healer, ele tem a função de curar os seus companheiros na batalha, e deve assumir esse papel. Ninguém vai querer jogar com um cara que numa situação dessas fique ali curando só a si mesmo.

Claro, não estou dizendo que um jogo desses substitua a interação real com outras pessoas. Ainda mais quando se fala de uma criança, que precisa se expor a outras atividades. Mas também não podemos ser extremistas na outra direção, dizendo que um jogador de videogame será um anti-social que sempre terá problemas pra se relacionar com outras pessoas...

Correndo o risco de ser repetitivo, acho que tudo se resume a evitar os exageros. Eu até entendo um pouco a preocupação de certas pessoas com a má influência que os jogos de videogame podem causar. Mas na minha opinião eu vejo que essas pessoas estão tomando alguns casos localizados como verdades absolutas, sem um mínimo de senso crítico para perceber que a responsabilidade não é do videogame em si, mas da forma como ele é usado.

É como um carro. É insensato dizer que os carros matam pessoas. O que acontece é que um carro, com uma pessoa irresponsável no volante, que não respeite os limites, pode resultar em uma tragédia. 


Acontece que a maioria das pessoas não pensa dessa forma. Sei que toda hora reclamo disso, mas a sociedade hoje em dia está com essa postura de politicamente correto ao extremo, cheia de viadagem e mimimi. E algumas coisas são tidas quase como demoníacas, como inaceitáveis por supostamente serem nocivas para a sociedade, por corromperem os bons costumes modernos que existem na cabeça dessas criaturas chatas. São desocupados que ficam encontrando problemas em qualquer coisa que não gostam, fazendo de tudo para proibir o que acham que é impróprio ou incorreto para a sociedade. Principalmente se a PPC (polícia políticamente correta) achar que algo ali pode ser ofensivo para alguma minoria ou para a sociedade hiper-sensível.

Só pra citar um exemplo que eu presenciei, associado ao videogame. Uma colega do trabalho tem um filho adolescente, e estava outro dia comentando sobre algo horrível que aconteceu, quando ela entrou no quarto do garoto e viu ele jogando algo subversivo e criminoso em seu computador. Sabe o que causou a revolta dela?


O garoto estava jogando um jogo de estratégia da Segunda Guerra Mundial e tinha ali um tanque com a "suástica". Aí a mulher achou que o jogo estava transformando seu filho em nazista...


Sério, né? Vai tomar no cu... Pra começar, muito provavelmente ela confundiu a suástica nazista com a cruz-de-ferro como da foto aqui mostrada, símbolo usado até hoje pelas forças armadas alemãs. E depois... Pombas, só porque ele estava ali jogando com um tanque alemão não quer dizer que o cara vai virar nazista. Acho que temos que lembrar que sim, houve uma Segunda Guerra Mundial, e sim, os alemães participaram dela. Por acaso a gente então precisa banir os chucrutes de jogos (e também de livros e filmes), para ofender as mentes sensíveis da sociedade atual?

Ou talvez a gente deva cagar na cabeça da História, e substituir as "suásticas" dos alemães por carinhas felizes? Ou coelhinhos felpudos?

Não tem nada a ver... Os politicamente corretos de hoje em dia são assim, enxergando com olhos de ódio qualquer coisa que possa vagamente ser ofensiva na mente fresca deles. Pra essas pessoas, o videogame é algo que só faz mal, que incentiva guerras, violência física, palavreado chulo, transgressão da lei e objetificação das mulheres.


É, essa é outra razão que leva esse pessoal a ficar com raiva dos jogos. Claro que existem jogadores de ambos os sexos (e de todas as orientações sexuais, diga-se de passagem, antes que venham a me chamar de homofóbico por nada)... Mas é bem evidente que jogar videogame é uma atividade mais buscada pelos homens. E é lógico que os desenvolvedores acabam usando o "toque feminino" em seus títulos para atrair a atenção de adolescentes (e mesmo adultos) com os hormônios a flor da pele. Sejam as strippers do Duke Nukem, a Chun Li do Street Fighter, a Lara Croft com seu shortinho, não é de hoje que temos garotas atraentes nos jogos de videogame, deixando os marmanjos babando.

Tudo bem que alguns até apelam demais na minha opinião, tipo os caras que bolaram aquele jogo Dead or Alive, que não passa de desculpa para colocar peitos pulando entre uma luta e outra...


Mas, também acho que as pessoas precisam deixar de ser babacas e exageradas. Ninguém fala (ou pelo menos, falava até certo tempo) de objetificação da mulher quando o assunto é Carnaval, não vemos feministas protestando contra o concurso de Miss Universo, ninguém acha nada errado um Big Brother com a mulherada deixando as bazongas pularem para fora do biquini "sem querer" durante o banho. Por que só os videogames são criticados?

Além da hipocrisia que já conhecemos bem: chega a ser cômico ver essas feministas, dizendo que os jogos são sexistas e com esse papo de "meu corpo, minhas regras", mas que ficam de calcinhas molhadas assistindo o Sr. Gray no 50 Tons de Cinza, ou ficam assanhadas quando vaza um nude de um marombado fortão e bem dotado...

Enfim... Eu sinceramente não consigo entender todo esse ódio que certas pessoas, geralmente que fazem parte da trupe politicamente correta, nutrem pelos jogos eletrônicos. Sei que existem pessoas que exageram, que não têm limites, e dessa forma permitem que eles causem problemas. Mas não podemos generalizar, é muito incorreto pensar que um jogo de videogame seja tão nocivo assim para toda e qualquer pessoa... Como disse, muitos podem até ser benéficos, podem ajudar no desenvolvimento de características e habilidades muito positivas.

E mesmo que seu único propósito seja divertir e passar o tempo, que mal tem? Qual o problema de uma pessoa se distrair com um videogame, se isso faz com que ela se sinta bem, se isso ajuda a relaxar, esquecer seus problemas e se divertir?


Como escrevi lá no topo desse post, os videogames vieram pra ficar. Gostem ou não. Se não gosta, então não joga. E não encha o saco de quem gosta de jogar, pô! É simples assim.

Vou ficando por aqui, acho inclusive que vou jogar um pouquinho agora, pra relaxar um pouco e me distrair.


Quem dera ter uma companhia dessas pra jogar videogame... 

2 comentários:

Leo disse...

Quem é essa gata do final do post?

Anônimo disse...

Pombas, coloca mais fotos dessa garota! Linda demais!!!!