sábado, 23 de julho de 2016

Comando para Matar - Parte 2

Bom, pessoal. Espero que vocês tenham se divertido até agora, pois vamos continuar aqui com a zoação do filme Comando para Matar, após uma longa jornada de postagens sobre a Euro. Uma verdadeira obra de arte de nosso chapa, o Arnold Schwarzenegger, derramando sangue para todos os lados nas tardes de depois da escola. Um puro formador de caráter, pode apostar que esses adolescentes boiolinhas de hoje entrariam nos eixos depois de ver esse filmaço.


Estou vendo que a cada filme que faço eu começo a exagerar mais e mais na quantidade de fotos. Espero que depois eu não estoure o limite daqui... Para quem perdeu o primeiro capítulo, é só dar uma passada aqui antes.

Antes do intervalo, alguns capangas haviam sequestrado a filhinha de Matrix, e Bennett, o bigodinho que todos achavam que tinha morrido no barco junto com algumas toneladas de tainhas, apareceu do nada e deu um teco de arma tranquilizante em nosso herói musculoso. Passado todo esse tempo, ele acorda com uma mega ressaca...


... e se vê cercado por os sujeitos mais escrotos que você podia imaginar. Por algum motivo, me lembrei dos Trapalhões.


Bennett então explica que ele havia usado um dardo de tranquilizante para gorilas pra deixar ele desacordado. Vendo a cara do bigode e essa roupinha fashion, podemos até suspeitar que deve ter rolado uma surubaça ali, a ponto de que a bunda de nosso amigo Arnoldo deve estar meio ardida e precisando de uma generosa dose de Hipoglós.


E então, por algum motivo qualquer, a câmera corta para um panariço de óculos escuros feios para caralho fumando um cigarro.


Preciso desabafar. Desde que eu assisto esse filme, eu me pergunto por que diabos eles mostram esse puto! Pra que dar um close nessa bichona de cigarro na boca? Com mil trovões! Alguém me explica por que disso!

Faço ainda outro comentário, embora possa parecer repetitivo. Eram outros tempos, em que não havia a polícia do politicamente correto, de forma que não havia nenhum problema em um dos personagens do filme estar fumando um cigarro. Por mais que eu condene esse vício, que ninguém nunca soube me explicar o que tem de bom, acho também exagero que hoje em dia tente se proibir que apareça um cigarro num filme, pois isso incentivaria as pessoas a fumarem.

Depois no final, vejamos a conta de quantos bandidos o Arnoldo mata nesse filme, e nem por isso eu e muitos outros nos tornamos assassinos. Continuemos...

Matrix então manda Bennett se fuder, que aquela arminha de tranquilizante era coisa de viadinho que a mamãe não deixa brincar com arma de verdade. O bigode então fica puto, dizendo que ele tava quebrado desde que foi demitido da Oderbretch e assim não tinha como comprar uma arma de fogo que prestasse.


O latino ali então interrompe o acesso de bichisse de Bennett e chega pra conversar com Matrix. Ele é Arius, um general de um país sulamericano de mentirinha chamado Val Verde, com mania de grandeza e defensor da "democracia" como a Dilma. Logicamente que, para fins de piada nessa zoação, o chamarei de Hugo Chávez, por motivos óbvios.


Aliás, essa era outra das tendências da época, usar nomes fictícios dos países dos bandidos, para evitar qualquer tipo de constrangimento entre nações, ou talvez para não ter que pagar royalties. Era pela mesma razão que no FIFA Soccer original o atacante da seleção brasileira era chamado de Janco Tianno. Nessa época, muitos filmes colocavam ou os soviéticos ou os latinos como bandidos, e em se tratando de América Latina sempre era algum país inventado para representar uma nação tomada pelo tráfico de drogas como era a Colômbia antigamente. Tempos de Pablo Escobar, em que a nação sul-americana amargava essa alcunha não muito agradável de país da cocaína.

Sinceramente, prefiro pensar mais na Colômbia como um simpático país exportador de misses universo. Na boa, arrisco dizer que aqui na América do Sul as mulheres colombianas parecem ser de longe as mais belas.


Tudo bem, chega de mulherada. Foi só para dar uma quebrada na testosterona desse post, que só tem marmanjo bombado de camisa "mamãe sou forte".

O Chávez continua ali o seu discurso, dizendo que vai transformar Val Verde em uma nação poderosa, em que vai instituir programas como Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida, pois ele pensa nos pobres e quer o melhor para eles. Mas para isso, ele precisava que Matrix fosse lá e matasse o presidente, para que assim, democraticamente, o Hugo Chávez pudesse assumir o poder em Val Verde. E Bennett tá lá, pensando na morte da bezerra.


Matrix então responde secamente: foda-se!


Bons tempos em que o herói do filme podia secamente dizer um sonoro "fuck you" sem se preocupar com a censura. Embora que, com o sotaque pesado do Schwarzenegger, parecia algo mais como um "fök yull".

Bennett então dá uma risadinha... Ou por ele saber como dobrar Matrix, ou por imaginar a cena do Chávez se auto-fornicando a si mesmo, que deveria ser hilária.


Eis então que eles fazem a ameaça, trazendo Jenny, toda amordaçada numa cadeira de rodas que os bandidos roubaram de uma velhinha no estacionamento. Por esse perfil percebemos também que o vilão Bennett cultivou ali uma generosa pança de chopp. Essa é nova, arrumaram um bandido barrigudo...


O Chávez então solta o papo reto, dizendo que se Matrix cooperasse e matasse o presidente, receberia sua filha de volta e tudo estaria resolvido, e eles viveriam felizes para sempre. Se não, eles iriam jogar ela numa debulhadeira enferrujada e mandar os pedaços dela via Sedex a cobrar. Vendo que não tinha opção, Matrix então relaxa na mesa e aceita a missão.


Sabemos muito bem que não se deve confiar em bandidos. Tá na cara que os caras vão matar a garota, independente do que aconteça. Mas vamos fingir que eles estão falando sério, pelo menos para passar para a garotada que se deve cumprir suas promessas.

De volta no sítio de Matrix em Atibaia, o General Boechat se dá conta da merda que fez, seu passeio de helicóptero por ali atraiu a bandidada. Depois de mandar ensacar os dois soldados, que serão levados para serem enterrados com honras militares, e de pedir pros seus subordinados jogarem o cadáver do Hector na fogueira, ele diz para todo mundo se preparar, que vai faltar espaço no IML se Matrix ainda estiver vivo.


Estamos agora no aeroporto de Los Angeles, onde os bandidos levam Matrix para pegar o próximo vôo para Val Verde. E vemos que arrumaram um blazer de quinta categoria na C&A, só para que ele não parecesse um pé rapado e pudesse ir de primeira classe. Afinal, os capangas queriam que Matrix fosse confortável, deve estar sobrando grana na conta do Chávez.


A idéia é a seguinte: o panariço lá dos óculos escuros, chamado Sully, vai ficar lá no aeroporto pra garantir que Matrix entre no avião. Por sua vez, o negão de chapéu escroto chamado Henriques iria voar com ele, pra garantir que ele chegasse em Val Verde. E o negão parece estar cheio de saliência pra cima de Matrix, parece que vai querer que o grandão fume um charuto cubano durante a viagem.


Bennett fica lá que nem um babaca, dizendo que era bom que Matrix passasse na farmácia pra comprar um tubo de vaselina, dizendo também que ofereceram uma bufunfa preta pra ele se rebelar contra seu ex-coronel, mas que topou trabalhar de graça só pra se vingar de Matrix. Pois vingança é um prato que se come frio e de graça. E preciso dizer, o cara parece mesmo o Nigel Mansell, piloto britânico dos tempos áureos da Fórmula 1. Mas como ele é o vilão do filme, vamos manter o nome original dele.


Bom... Bennett entra no carro pra cuidar de sua vida, mas Matrix fica puto e parte pra cima...


E então temos aquele momento de suspense, que aqueles que já viram o filme ou mesmo qualquer outro fã do Arnoldo sempre esperam ansiosos. Silêncio no recinto, que lá vem a frase mais aguardada da postagem:


"I'll be back!"


Hooray!


Na boa... Um filme do Schwarzenegger não é filme do Schwarzenegger se ele não diz "I'll be back".

Os três vão seguindo pelo aeroporto, passando numa boa pelo detector de metais. Repito, eram os anos 80, estávamos longe dos atentados no WTC que resultaram em um aumento exponencial da segurança nos aeroportos dos Estados Unidos. Nunca hoje em dia três sujeitos com essa pinta, sem levar nenhum tipo de bagagem para um vôo internacional, passariam assim sem serem levados para a salinha para responderem algumas perguntas e para uma busca em suas cavidades. Especialmente o Henriques.


E uma coisa precisa ser dita. Esse Henriques, com camisa havaiana, blazer e calça branca e chapeú de palha, parece um boçal saído de uma roda de samba. Só faltava um pandeiro ou um cavaquinho pra parecer um pagodeiro. Chamarei ele de Seu Jorge, pra descontrair um pouco.

Na porta do embarque, nos damos conta que o Seu Jorge é ainda maior que o Arnoldo. Explica por que arrumaram a primeira classe, pois um sujeito dessa envergadura não iria durar muito viajando no aperto da classe econômica. E Sully dá uma gorjeta pra Matrix como forma de agradecimento, pois quando ele voltar para o QG, vai ver se o tapete da filha dele combina com as cortinas, e descobrir se ela é do tipo que cospe ou engole.


Piadinhas à parte, no filme Sully fala algo parecido mesmo, dizendo pra Matrix tomar uma cervejinha em Val Verde pra dar mais tempo pros capangas ficarem com Jenny, mostrando que não passa de um tarado pedófilo. Matrix então olha torto pra ele, dizendo que ele é um cara engraçaralho pra cadinho, e por isso vai matar ele por último.


Essa é a frase do filme mesmo. Comando para Matar tem umas frases de efeito sensacionais e formadoras de caráter, e que precisam ser reproduzidas e registradas para a posteridade.

Os dois entram no avião da companhia genérica, que na época tinha que entrar por escada mesmo. E o Seu Jorge faz o sinal da pistolinha pro Sully, se achando o maioral. Outra atitude que hoje em dia faria com que uma dúzia de agentes do FBI pulassem em cima dele.


Os dois então entram na primeira classe, que não parece grandes coisas, já vi avião da Azul mais confortável. Matrix está na 17A, que fica na janela, mas o Seu Jorge gosta da janelinha, e corta na frente. Não adianta, você pode ser um terrorista de dois metros e mau gosto pra roupas, mas na hora de voar de avião tem a necessidade infantil de ficar na janela, pra ficar olhando as nuvens. Tudo bem que eu também prefiro a janela, mas é mais por motivo de conforto, e pra que ninguém derrube uma bagagem na minha cabeça se estou no corredor.


A aeromoça chega toda sorridente como é de costume, e pergunta se eles tinham alguma bagagem de mão. Matrix não perde a piada e diz que a única mala é aquele cara feio pra burro ali do lado dele. Outra frase espirituosa do filme. Bons tempos, em que se podia fazer piada com um negro sem que a polícia do politicamente correto viesse chiar.


O avião vai se preparando para decolar. Matrix pede um cobertor e um travesseiro e começa a se preparar para puxar um ronco antes da viagem longa, enquanto que o Seu Jorge lê as instruções de segurança, para que ele esteja preparado para qualquer problema durante a viagem e assim possa garantir a sua sobrevivência caso ocorra algum acidente.


Apenas para se certificar, Matrix vai lá dar uma conferida nas horas, e ao fazer isso acerta sem querer uma cotovelada no queixo do Seu Jorge...


... e depois então só pra garantir que ele está bem, dá aquele abraço e quebra o pescoço do negão, encerrando a breve participação do Seu Jorge no filme. Ele só saiu mais rápido no Trope de Elite.


Kill Count do Arnoldo = 2

O mais engraçado é que ninguém percebe, com a força da pancada era até pra quem estivesse na econômica ter escutado. Ou pelo menos quem estivesse sentado ali do lado. Matrix então dá aquela disfarçada pra esconder o defunto, cobrindo ele com o cobertor e o chapéu.


A aeromoça passa e Matrix aproveita pra perguntar a duração do vôo. A moça diz que são exatamente 11 horas até Val Verde, uma precisão londrina que certamente não podemos acreditar quando o assunto é viagem aérea. E pra completar, nosso grande Arnoldo pede para que não incomodem seu amigo Seu Jorge, pois ele está morto de cansaço.


Entenderam? Morto "de cansaço"! E é essa a frase do filme também. Nem preciso fazer esforço para as piadas.

Alguns minutos depois, Matrix se levanta e a aeromoça paga um esporro nele, dizendo que durante a decolagem ele deve ficar sentado. De forma seca, ele responde que está enjoado, e se ela não quisesse que a primeira classe ficasse fedendo a vômito, ia deixar ele chamar o Hugo lá no banheiro. Imagina só que deve passar na cabeça da comissária, vendo aquele marmanjo fortão com quem ela queria compartilhar uma turbulência no banheiro sendo na verdade um frouxo que sente enjôo enquanto o avião taxiava.


Só que o Arnoldo na verdade não está enjoado, mas sim planejando uma forma de se mandar do avião. E pra isso ele ia pegar um mini elevador que levava pra cozinha.


Pra quem está acostumado a viajar apenas em aviões pequenos, em aeronaves de maior porte é comum que existam esses elevadores, que dão acesso a uma área inferior onde geralmente guardam os carrinhos de comida, ou mesmo onde ficam os alojamentos para a tripulação dormir. Algo típico nos filmes de ação, quem se lembra do Passageiro 57 sabe que havia essa mesma jogada do elevador.


Matrix vai então até o depósito de carga, sendo recebido por um vira-lata dentro de uma jaula. Essa é a única cena em todo o filme que o Arnoldo se assusta, comprovando aqui a grande ameaça que são os bandidos... Fico pensando como que deve ser para um cachorro viajar dessa forma, preso numa gaiola com a barulheira dos motores e o frio. É pra ficar puto mesmo.


Com uma imensa facilidade, Matrix chega ao compartimento do trem de pouso dianteiro. Tão fácil chegar nesse local crucial da aeronave, te digo mais uma vez que eram os anos antes do atentado de 11 de setembro, onde a segurança deixava a desejar. Era só rasgar uma tela de lona escrota para ter acesso ao trem de pouso, molezinha. Se ele quisesse, era só arrebentar alguma coisa ali pra fazer o avião cair.


Enquanto isso, o calhorda do Sully está lá no terminal, certo de que Matrix está a caminho de Val Verde. Assim, ele coloca os seus óculos escuros e faz a sua patenteada pose de babaca como lá de cima.


Sério... Apenas pelo comentário pedófilo e pela sua pinta de escroto, é fácil que qualquer um assistindo essa película crie um ódio pelo Sully, torcendo para que ele seja morto pelo Schwarzenegger da forma mais violenta possível, no estilo do Conan o Bárbaro. Eu olho esse puto e adoraria acertar a napa dele com uma perna de mesa e depois jogar ele debaixo de um ônibus.

Mal sabe ele que Matrix está agora pendurado no trem de pouso. Vai ser louco assim na puta que pariu! Qual a idéia dele? Vai bater asa e voar?


Tem que ter muito culhão pra fazer uma loucura dessas, pular de um avião durante a decolagem. E sem pára-quedas! Parece que vamos ter uma cena digna dos desenhos do Papa-Léguas, com uma fumacinha depois que ele se estabacar no chão.


Que nada! Esse Matrix é pior que o John MacClane. Na última postagem ele voou pelos ares numa caminhonete, você acha que algo tão simples como pular de um avião iria causar algum arranhão? Ele acabou caindo num pântano e o único revés foi cagar a calça de lama. Dá-lhe Arnoldo!


Vendo o avião indo embora, ele então pensa em ajustar o seu cronômetro para as onze horas de duração. Era o tempo que ele tinha, enquanto os bandidos imaginariam que ele estaria em viagem junto com o Seu Jorge, e assim ele poderia tacar o zaralho de consciência tranquila.


Sim, nos anos 80 já existia relógio digital com cronômetro... Tudo bem que mais parece um genérico comprado por dez "reau" na Urú, mas tá valendo.


Em mais uma demonstração do nível nulo de segurança dos aeroportos de outrora, Matrix sai ali correndo pela pista para voltar para o terminal. E ninguém percebe... Impossível que não tivesse ninguém ali olhando, pelo menos aqueles babacas que ficam lá nas janelas apontando para os aviões decolando e pousando teriam visto um puto ali no meio da pista.


No aeroporto, Sully está ligando para o Chávez, dizendo que o avião foi embora, tudo xuxu beleza, inclusive tinha pedido na companhia aérea uma refeição vegetariana para sacanear o Matrix. E na frente dele está uma comissária sorridente, feliz pelo fato de seu vôo para o Afeganistão ter sido cancelado, aproveitando assim para ligar para o namorado que estava supostamente sozinho em casa.


Você, garoto ou garota nascido no final dos anos 90, deve estar achando estranho o aparato usado pelo Sully. Trata-se de um telefone público, você usava ele para ligar para seus amigos e familiares, depositando algumas moedas. Mas, antes que você venha torcer o nariz ao imaginar um mundo sem celular, observe que sim, já haviam celulares nessa época. Como esse que o Chávez está usando...


Sim, muito escroto. Tanto que Jenny diz que seu papi vai pegar aquele celular inteiro e enfiar na bunda do Chávez, a ponto de forçá-lo a ter que fazer um interurbano toda vez que tivesse que soltar um barro. Desbocada essa menina! Mas, o que você esperaria de uma menina criada por um ex-militar bombado?


De volta ao aeroporto, Matrix está ali procurando o calhordinha do Sully. Interessante como ninguém acha nem um pouco estranho um sujeito daquele tamanho, todo suado e sujo, andando ali de forma suspeita no terminal. Já disse e torno a dizer, eram outros tempos, em que você podia entrar num aeroporto de turbante gritando Alah Ackbar e a única coisa que te fariam seria dar uma esmola.


Sully já fez a sua ligação, e como é um tarado de carteirinha, já está pensando em outro tipo de conexão agora. Uma conexão envolvendo a bundinha daquela comissária que parecia a mulata da Globeleza.


Um breve comentário, já comentei em alguns momentos que eu não resisto também ao encanto das aeromoças. Algo nas roupas elegantes e sorrisos constantes (ih, rimou!), talvez influenciado pela idéia de que elas estão lá para servir os passageiros. Pra muitos homens, realmente é algo bem agradável de se ver...


Bom, quanto ao Sully... Nem precisa desse fetiche, pra esse aí serve qualquer coisa. Tem toda a pinta de que pra ele vale qualquer fechadura pra colocar sua chave.


A comissária fica ali meio incomodada enquanto fala com seu namorado, sem se dar conta de que ele havia aproveitado que ela estaria viajando pra convidar a vizinha de 20 anos pra visitá-lo, em quem faria um exame de amígdalas. Se dando conta de que perdeu o namorado de vez, e ainda levando uma cantada dum babaquinha com pinta de pervertido, ela vê que não é o dia dela.


Iria também fazer piadinha com o nome dela, chamando por exemplo de Valéria Valenssa. Mas para evitar alguma notificação sobre uso não-autorizado de nome e para simplificar a minha digitação ao longo desses posts do filme, manteremos o nome dela no filme, que é Cindy. Depois de desligar, ela tenta se livrar do Sully, que não quer perder a chance de encaixar o Lego com ela. Vemos também como ele é um tampinha.


Matrix então tem uma idéia. Ou então se lembrou que esqueceu o forno ligado em casa. Ou precisa dar uma mijada. Convenhamos, atuação não é o forte do nosso amigo Arnoldo, só não é pior que a Bella do Vampicha.


Cindy chega na garagem do aeroporto, e então se dá conta que aquele bosta a estava perseguindo descaradamente. Para um baixinho de perna curta, até que ele a alcançou bem rápido. Nessas horas que era bom ter uma latinha de spray de pimenta ou um taser...


Sully então chega ali pra dar mais uma cantada, perguntando se Cindy gostaria de um pirulito, pois ele tinha um bem grande no bolso de sua calça, que ela adoraria dar uma chupada.


Fala sério... Não é um babaca em que você adoraria dar uma tijolada na cara?

Cindy perde a paciência, dizendo que não encostaria nele nem com uma vara de seis metros. Era melhor ele se mandar dali, antes que ela chamasse a polícia ou um veterinário pra castrar ele.


Sully a chama de vagabunda e se manda, vendo que essa aí não vai dar mole pra ele. É como essas tarados pensam, se a mulher não dá pra ele, é vagabunda... Tua hora vai chegar, seu merda! Até o terno dele é escroto pra caralho! Como odeio esse cara!


Cindy então pensa que está tudo bem. Cancelaram o vôo dela, o seu agora ex-namorado estava cavalgando alguma puta que ele conheceu num bar e ela teve que aturar um escroto pervertido no estacionamento. E, pra completar o dia, aparece uma mão pra agarrar o seu pescoço. Danou-se.


Era Matrix. Fico pensando que ela teria imaginado que era naquele dia que seria estuprada, ao ver um troglodita fedido como aquele a agarrando pelo pescoço. Teria sido menos perigoso ter dado mole pro imbecil do Sully, que pelo menos parecia ser um fracote que nunca iria ter força pra machucá-la, embora era um panaca que parecia ter todas as DSTs conhecidas e desconhecidas.


Matrix manda Cindy entrar no carro, e depois, com a mesma facilidade que eu e você quebramos um palito de fósforo ao meio, ele simplesmente arranca a pôrra do banco do carona do carro dela. Tudo isso pra que ele não aparecesse muito, pois com toda a sua estatura ele poderia ser facilmente visto.


Sully está lá, entrando em seu Porsche amarelo. Pois, se você vai comprar um Porsche, tem que ser numa cor berrante pra que todo mundo veja. Ainda bem que eram os anos 80, em que abusar das cores era algo tolerável. Como ele não conseguiu arrumar uma piriguete ali no aeroporto, era melhor dar uma volta num shopping pra descolar uma mina e não ter que se contentar com a velha luta de cinco contra um mais tarde de noite no banheiro.


Matrix manda então que Cindy o siga. E precisamos destacar o quanto ridículo ele fica ali, abaixadinho no carro.


Cindy está ali uma pilha de nervos, imaginando o que aquele bombado de academia fedendo a pântano estava planejando fazer com ela, provavelmente algo não muito bonito. Matrix a acalma, dizendo que não vai matá-la. Pois, o Arnoldo respeita a Lei Maria da Penha e não bate em mulher.


A não ser na Sharon Stone, naquele filme Vingador do Futuro. Não o remake idiota, mas o original, aquele que tinha a mulher com três peitos. Aliás, taí outro filme que poderia fazer uma sátira.

Depois de alguns minutos dirigindo, Sully então entra na garagem do shopping. E vemos que o filho da puta sequer sabe estacionar direito! Puta merda, tá torto, seu bosta!


Outro comentário: o shopping em questão é chamado Galleria, que é o mesmo shopping daquela cena do Exterminador do Futuro 2, também com o Governator. Talvez ele tenha algumas ações de lá e era uma forma de fazer uma propaganda gratuita de seu estabelecimento. Ou simplesmente pelo fato de ser o shopping mais próximo do estúdio.

Matrix e Cindy vão atrás pela escada rolante...


... e então Matrix a coloca contra a parede, explicando toda a história, de que sua filha foi raptada e o Chávez o mandou matar o presidente de um paíseco qualquer, e se aquele cretino do Sully o ver ou fugir, ela estará morta. Assim, ele pede que Cindy tente seduzir o Sully, trazendo-o até ali, que ele daria conta do resto. E ainda a deixaria dar um chute nas bolas daquele pervertido, como vingança pela cantada de pedreiro lá de cima.


Quando você escuta a história, percebe o quanto ela é ridícula mesmo... Será que a Cindy vai cair nessa?

E quando olha pra cima, vejo que já coloquei imagens pra cacete, e já está na hora de dar uma pausa no filme, pra que vocês possam dar um pulo no banheiro ou até que o pacote de dados se recupere para a sequência dessa sátira. 

Nenhum comentário: