terça-feira, 19 de julho de 2016

A bela de Brasília

Em atuais tempos de feminismo exagerado, fico até meio receoso de colocar posts com o tag "mulheres". A sociedade está mais sensível do que bunda assada de bebê, e qualquer coisinha aqui pode ser desculpa para o pessoal explodir e pedir um churrasco de texugo. Mas vamos em frente, até porque minha consciência está limpa. Posso não ser o cara mais maneiro e puritano do mundo, mas pelo menos sei que sou um cara que respeita o sexo oposto muito mais que os carinhas que são tão enaltecidos e aplaudidos pelas mulheres por aí...

E nesta postagem eu vou jogar na mesa uma das razões pela as quais eu estou acompanhando com cada vez mais frequência o noticiário da Globonews, em especial as reportagens falando a respeito do processo de impeachment da Dilma, que eu espero que culminem de fato no seu afastamento pro raio que o parta, para finalmente o Brasil conseguir sair do buraco. E para não termos que escutar nunca mais o sofrível "presidenta".

Apesar de eu acompanhar essas notícias com o objetivo de ver o andamento do processo, assim como para rir um pouco da bancada da chupeta na comissão do senado, preciso dizer que há uma razão que torna essas notícias mais agradáveis de se ver.


Talvez você, leitor mais das antigas, não se lembre de alguns posts antigos. Ou, se você começou a perder o seu tempo aqui em meu blog há pouco, provavelmente não teve a paciência de olhar mais para o passado. Mas já em duas oportunidades eu fiz postagens aqui a respeito de como eu fico caidinho pelas jornalistas de telejornais. Não os culpo se não se lembram. Afinal, a primeira postagem foi feita em 2009, seguida de uma outra focada nas representantes da Rede Bandeirantes que apareceu aqui em 2011. Faz pensar em como já tem tempo que eu escrevo aqui, me contentando quando um texto tem mais de três dígitos de visitas, e até mesmo me perguntando quanto tempo vou aguentar isso aqui. Mas vamos em frente.

Diria até que por ter feito a última postagem sobre o assunto há meia década, posso não ter comentado a respeito de algumas outras jornalistas que apareceram nos últimos anos. Por exemplo, embora eu não venha falar dela neste momento, uma jornalista de grande destaque que eu admiro não apenas pela sua elegância, mas também por ser muito inteligente e não ter medo de dar a sua opinião, é a Rachel Sheherazade do SBT. 


Claro que o fato dela dar pancada no PT sem sombra de dúvida é um diferencial...

Enfim, mas acho que não passei apenas por um longo período de esquecimento, acho até mesmo que pareço ter amadurecido um pouco mais quando o assunto é mulheres. Tipo, valorizando outros traços e características que eu não costumava, algumas de aspecto físico, mas a maioria de características mais subjetivas e... me deu um branco sobre qual seria o antônimo de "físico", digamos, qualidades que não se podem ver com os olhos, mas percebemos de outras formas. Talvez seja mesmo um amadurecimento... ou aquela percepção de que estou aqui solteiro há tanto tempo e quase fazendo cadastro em site de noivas russas.

E é algo que eu acabo percebendo nas jornalistas de programas de televisão. Claro, existe sem sombra de dúvida uma atração quase que imediata pelo fato delas em geral serem muito bonitas e atraentes. Parece ser pré-requisito na profissão. Soma-se a isso que ao apresentar os telejornais elas em geral se vestem de forma impecável e elegante, com aqueles terninhos ou mesmo blusas mais elaboradas. Na boa, não tem coisa mais atraente do que uma mulher bem-vestida, que sabe escolher roupas que fazem com que elas se destaquem, sem a necessidade de descer ao nível da vulgaridade.

Mas não só isso. Devido à própria escolha profissional, uma jornalista ou repórter precisa ser também inteligente. Ninguém está falando aqui que é necessário competir com o Sheldon, mas é de bom tom que um bom jornalista seja uma pessoa culta, alguém que se informe a respeito dos acontecimentos do Brasil e do mundo. Alguém que saiba escolher as palavras, que seja bem versado no diálogo, em saber se expressar de forma neutra, contando inclusive com uma certa curiosidade e jogo de cintura que são indispensáveis no caso dos repórteres de rua ou jornalistas de programas de entrevista. Ou, do contrário, não vai passar de um mero leitor de teleprompter, incapaz de falar Português direito ou mesmo de compor uma sentença que faça sentido.


E tais características me agradam em uma mulher também. Na boa, hoje em dia, com a cultura superficial, aliada a esse desejo de muitas mulheres virarem Panicats, preocupadas apenas em moldar seus corpos mas com um vazio nas suas cabeças, o que mais tem por aí são mulheres simplesmente insuportáveis. Aquelas que só tem capacidade de conversar a respeito de fitness, de moda, de 50 Tons de Cinza e de liquidação, com aquela postura superficial chata e sem graça. E falando como aquele linguajar abominável, com as gírias modernas e a mania de falar errado, tipo "é nóis". Ainda mais aqui no Rio, onde o sotaque carioca marrento faz com que fique pior ainda. 

Me atrai muito mais uma mulher que sabe falar bem, que tem inteligência, com quem você pode conversar de forma polida e educada, que saiba ser elegante e fina. Talvez justifique essas postagens que fiz no passado a respeito das jornalistas, pois elas trazem essas qualidades de forma impecável. E ultimamente, ao chegar em casa e ligar na Globonews para ver as últimas notícias, sempre aguardo para a aparição da repórter Andréia Sadi.


Vale aqui um certo momento de reflexão sobre como é a vida e as oportunidades que ela apresenta. Fico imaginando se ela não era antes uma mera repórter qualquer, escalada em um determinado momento para cobrir as notícias de Brasília. Talvez até mesmo exista uma espécie de rodízio entre os repórteres, para trabalhar em determinadas cidades de tempos em tempos. Aí ela teve a sorte de estar presente lá na capital federal nesse momento histórico, onde estamos passando pelo processo de impeachment da Dilma, consequentemente fazendo com que as notícias de Brasília viessem a tomar quase todo o tempo dos telejornais da rede do plim-plim. E com isso, uma exposição cada vez maior da Andréia, algo que não apenas é aplaudido por este texugo, mas certamente muito bem-recebido por ela mesma.


Lógico que isso não vem por acaso, dá pra ver que ela tem conhecimento de política. Diferente do que muitos podem pensar, Andréia não é apenas um rostinho bonito nos jornais, ela demonstra saber muito bem do que fala. Pessoalmente, percebo isso da forma como ela entra nas tomadas, com uma postura extremamente natural, sem frases feitas ou planejadas, o que pra mim indica que ela tem muita segurança do que está falando. Como disse, inteligência em uma mulher é algo muito bom de se ver, principalmente nos dias de hoje. Ultimamente, tamanha é a repercussão ela tem ganhado tanto destaque que até aparece agora naquele programa "Em Pauta", onde atua ao lado de correspondentes de outras cidades.

Realmente, pra mim Andréia é uma das mais repórteres mais competentes e bonitas da atualidade. Digo isso com todo o respeito. Na boa, esse é o tipo de mulher que me encanta: bem sucedida, inteligente e elegante. Mesmo sendo difícil perceber isso ao observar apenas nos telejornais, acredito ainda que ela é uma pessoa bem humilde e decente, uma pessoa do bem.


É... Preciso parar de ter essas apaixonites... Ainda mais que, me dando conta do zero à esquerda que eu sou, tudo não passa mesmo de uma apaixonite impossível. Bom, vamos voltar para a realidade...

2 comentários:

Anônimo disse...

Não foi mesmo apenas pelo seu rosto bonito. Ela é casada com um primo de Aécio e tem dezenas e dezenas de reportagens do tipo "jabá" sobre Cunha, no tempo em que ele era apenas o herói dos coxinhas, o caçador da Dilma, tempo em que ela escrevia para a Folha. Fez inclusive uma reportagem mais que bizarra, sobre uma das filhas de Cunha e seu trabalho como marqueteira política. Pegou tão mal a sua "filiação" a Cunha que a mesmo a Folha a demitiu. Ela foi pra onde a coisa é ainda mais escancarada do que na Folha, onde o apoio golpista é amplo e direto: GloboNews. Bonita ela é. Mas e onde fica o caráter?

Texugo disse...

Meu caro Anônimo... fica evidente a sua posição política, ao comentar "apoio golpista" e por não se identificar... Mas, enfim. Vamos lá.

Eu acho curioso como que a esquerda cisma em dizer que a Globo é golpista, como se fosse contrária ao PT. Quando na verdade, em muitas oportunidades ela se mostra é solidária aos pensamentos da esquerda e/ou politicamente corretos.

Por exemplo, eu nunca vi ninguém da Globo se referir ao Fidel como ditador. Por que fala dos refugiados da Síria mas não fala dos cubanos? Por que chama vândalos black-blocks de manifestantes?

Dá uma lida nesse post aqui, meu caro anônimo: http://www.ilisp.org/artigos/35-perguntas-que-gostaria-de-fazer-todos-os-integrantes-da-globonews/

E tente ser um pouco crítico, tente assistir a emissora e perceber como que essas coisas ocorrem.

Não estou defendendo a Globo, muito pelo contrário, acho que é uma emissora oportunista e manipuladora. Mas apenas discordo no ponto de que ela seja contra a esquerda, quando fica evidente a sua posição favorável à mesma.