sábado, 21 de maio de 2016

Comando para Matar - Parte 1

Demorou, mas chegou. Eu havia prometido fazer mais uma sátira de filme, embora fazer essas postagens é algo extremamente longo e cansativo. A última que fiz, do Robocop, levou quase um ano pra ser concluída, por isso que pessoalmente acabo dando uma certa prioridade às sátiras de desenhos, mais curtinhas, que num fim de semana inspirado consigo finalizar. Agora, pegar um filme todo, tirar as imagens e fazer piada... Dá trabalho, viu? A sorte é que estou pegando filmes clássicos, que conheço de cor e salteado, e que também beiram o absurdo, a ponto de facilitar as piadinhas.

E como havia falado, a mais nova sátira seria de outro dos filmes formadores de caráter dos anos 80, presença constante na programação do Sessão da Tarde, e que fez uma geração de garotos se divertir. Trago aqui sua excelência, Arnold Schwarzenegger, no clássico Comando para Matar.


Esse é um daqueles filmes que fazem você pensar em como Hollywood ficou muito boçal com o passar dos anos. Não só Hollywood, mas a sociedade em geral. Comando para Matar tinha violência de sobra, foi inclusive um dos filmes do Arnoldo onde ele mais matou gente, de todas as maneiras possíveis, algumas bem "gráficas" por assim dizer. E apesar de toda a violência gratuita, aliada às frases de efeito do Governator, foi um filme que passava numa boa na televisão. Como disse, era clássico da Sessão da Tarde, a garotada se divertindo com a matança depois de chegar da escola, e depois indo reproduzir cenas com seus Comandos em Ação...


Sim, eu fazia isso! Pena que não tinha nenhum boneco que personificasse bem o Arnoldo... E antes que alguém pergunte, essa figura é um customizado que alguém fez... Se soubesse onde vendia, já teria comprado um.

Enfim... Esse filme passava numa boa, e toda uma geração se criou e se formou... Segundo os entendidos de hoje, era pra que essas pessoas que cresceram na década de 80, assistindo Comando para Matar, Duro de Matar e outras pérolas, terem se tornado verdadeiros facínoras. E não foi bem isso que aconteceu... Tudo bem, posso não ser o sujeito mais equilibrado da face da Terra... Mas pelo menos não virei um maníaco homicida. Diria até que certas pessoas da mesma faixa etária do que eu acabaram é se tornando pessoas decentes... Embora muitos, ao criar os seus filhos, os tratam de maneira frágil como se fossem de cristal, construindo uma nova geração de aborrescentes emocionalmente idiotas... Mas, isso é assunto para outro post...

Vamos então começar com mais uma sátira! E estou vendo que vou mais uma vez exagerar na quantidade de fotos...

Por algum motivo, o filme começa com um caminhão de lixo... Tudo bem que geralmente filmes que começam com caminhões costumam ter uma boa dose de testosterona (vide o Aventureiros do Bairro Proibido), mas caminhão de lixo é meio que sacanagem.


E em uma das casas da vizinhança, vemos um casal que está dormindo profundamente, depois de mais uma noite marital sem graça. Como já sabemos que a participação deles será mínima, os chamarei de Astolfo e Judite.


Do nada, o caminhão de lixo dá aquela típica "peidada" quando o motorista força no acelerador. Isso faz com que o casal acorde todo grogue. Astolfo pergunta pra sua mulher se ela gostaria de aproveitar que acordaram pra brincar de algo como "esconder o palito", mas Judite está com dor de cabeça, e manda seu marido ir lá levar o lixo pra fora.


E então nosso amigo Astolfo vai lá, esvaziando o pipi-cat no saco de lixo, se dando conta que vai ter que brincar com o palito sozinho... Tá foda, não adiantou de nada aquela borrifada de Brut antes de dormir, sua mulher parecia mais frígida do que a geladeira de um esquimó.


Diferente do Brasil, lá nos Estados Unidos parece que a população dá uma mãozinha pros lixeiros. É só ver como o Astolfo veio lá de sua casa, carregando dois latões de lixo na maior camaradagem, com aquele senso bíblico de ajudar ao próximo, para que os lixeiros não tivessem que subir toda a ladeira.


Em retribuição... os lixeiros sacam suas metralhadoras e fuzilam o coitado do Astolfo!


Pode isso, Arnaldo? Puta que pariu, o cara só queria ajudar e ficou mais furado que um queijo suíço! Claro que aqueles que já conhecem o filme entendem o que está acontecendo, mas para quem vê pela primeira vez, deve dar aquele desespero ao ver que com 2 minutos de filme alguém já bateu as botas assim de forma gratuita.


Mudamos de ares, e vemos que o mesmo negão lixeiro lá de cima ganhou na Mega Sena e agora está todo arrumado na loja de carros de luxo de outro sujeito, que chamarei de Dedé Santana. Ele vai ali, com aquele papo de merda de vendedor, dizendo que tem o carro certo pro seu cliente, com uma promoção imperdível.


E arruma ali um Cadillac, explicando todos os detalhes, lembrando que certos acessórios como volante e acelerador vinham à parte, mediante o pagamento de uma pequena taxa adicional. Não só era um carro super maneiro pra pegar mulher, mas que um mano como ele jamais seria parado no trânsito pela polícia, mesmo sendo de cor.


Puto com a piadinha racista do Dedé, o negão ali dá uma marcha a ré pra zonear a loja toda...


... e depois atropela o carinha, voando com o carro pela vidraça.


Como você viu no Robocop... Nada mais sensacional do que alguém voando pela vidraça. Ainda mais quando se é atirado junto com um carro. Esse aí não vai acordar mais e fazer piadinhas preconceituosas.


A cena seguinte nos leva então para o porto. E encontramos um bigodinho andando calmamente por ali, de boa na lagoa, pensando em quanto vai cobrar pelas sardinhas que vai pescar. Já dá para imaginar o que deve acontecer com ele, mas eu vou resistir a tentação de dar pra ele um nome de piada como Nigel Mansell ou Freddie Mercury, você vai ver depois por que.


Aí então ele olha pro pier, e começa então a se cagar de medo...


... pois olha só quem está lá.


Cara... Sei que vai ter gente aqui que vai me crucificar e me chamar de racista... Mas vamos lá. A gente aqui já sabe que esse negão aí é bandido, já matou dois sujeitos lá em cima. Só que vamos nos colocar no lugar do bigodinho, que não faz idéia de quem ele é. Sério... Se você está lá no seu barco, e vê um negão com essa pinta ali, parado, olhando pra você com essa cara de peixe morto, tá na cara que boa coisa não vem.

Querendo cuidar de sua vida, o do bigode liga seu barco, pra ir pescar alguma coisa.


E nosso amigo afro-descendente saca um daqueles controles remoto de carrinho de brinquedo, com uma antena escrota...


E KABOOOOOOMMMM!!!!


Lá se vai o barco, junto com o bigodinho. Três caras aparentemente inocentes foram brutalmente assassinados, e até agora ninguém sabe por que tudo isso. Começa então a tocar aquela musiquinha típica dos anos 80, e então surgem alguns pés andando no meio da areia...


... e depois temos um close homo-erótico em um bíceps bombado. Pela musiquinha, talvez a pessoa que está assistindo pode se perguntar se alguém não o sacaneou e colocou uma fita pornô gay.


Mas aí vemos que aquele era nosso amigo Arnoldo, o Governator. Apesar de quase inventar um nome de zoação pra ele também, chamarei pelo personagem mesmo, John Matrix. Afinal de contas, temos que respeitar o Schwarzenegger. E o filho da mãe tá lá carregando uma árvore no braço, tudo pra você se sentir um merda, que mal consegue arrastar o sofá de casa sozinho.


Depois de caminhar pelo meio do mato levando uma tora nas costas (sem trocadilho, ou ele vai enfiar esse tronco de árvore no meio da tua bunda), ele finalmente chega no seu modesto sítio em Atibaia. Muito bom, a única merda era aquele vizinho escroto de nove dedos que sempre aparecia pra pedir cerveja.


E, caralho! Já falei que ele tá levando um tronco de árvore inteiro no braço? E eu aqui que fico com o braço mole depois de carregar uma mala até o elevador... Tenho que fazer algum tipo de exercício.

Para o pavor dos ambientalistas, Matrix tinha destino certo praquela árvore que ele tinha derrubado: seria pra fazer um churrasco de urso-panda. Pra isso, primeiro tinha que dar umas machadas pra caber na churrasqueira.


Bom... Só que tem alguém chegando... Será que é aquele negão lá de cima?


Porém, diferente do Astolfo, do Dedé Santana e do bigodinho, nosso amigo Arnoldo é esperto... E pelo reflexo no machado ele consegue ver que tem alguém chegando. Pode apostar que teremos uma cena digna do Conan, com uma cabeça voando.


Que nada! Era só a adorável filhinha de Matrix, Jenny, que queria trollar seu pai mas foi pega de surpresa... Que meigo.


Aí temos então uma sequência de cenas melosas de pai e filha juntamente com os créditos, que nessa época costumavam aparecer no início dos filmes, já prevendo que depois do " the end" todo mundo levanta o rabo da cadeira e se manda do cinema.


E tenho que dizer... Ver nessas cenas um Schwarzenegger todo boboca é realmente algo sofrível... Pior é ver depois que ele fez "obras de arte" como Júnior e Irmãos Gêmeos.

As cenas de pai e filha continuam, com o austríaco ensinando a pequena a dar chute na cara dos amiguinhos tarados do colégio...


... e dando comida para um veado, que depois vai parar na grelha.


Chega... tá na hora de começar o filme de verdade. Mas antes, cabe fazer a observação que a menina que faz a filha do Arnie se chama Alyssa Milano, e que viria depois a ter uma relativa fama na televisão e cinema. Digo relativa fama, pois representar a filha do Tony Danza numa série familiar genérica e estrelar no filme do Double Dragon seria algo lamentável de se expor em seu currículo. Talvez ela possa se destacar mais por ter sido uma das bruxas daquela série Charmed que passava na Sony... Tá, também não é nada para se orgulhar...


Embora, convenhamos que algo não se pode negar: ela cresceu e virou uma über gata!

Bom, vamos seguindo, com pai e filha se preparando pra bater um rango preparado por Jenny. Nada além de um sanduíche de presunto como o do Chaves, juntamente com um suco que deve ter mais corante que uma aquarela. Enquanto isso, nosso grande amigo Arnoldo está lá sacaneando a revista teen de sua filhota, cheio daqueles bichinhas de gel no cabelo e camisas coloridas. Imaginem o Restart com roupas mais ridículas e mais gel no cabelo e você terá uma idéia de como era a juventude dos anos 80.


Jenny fica então toda chateada, e Matrix então começa a contar histórias de quando ele era moleque na Alemanha Oriental, ele e seus amigos costumavam pegar esses baitolas e amarrar no poste pra torturá-los, tipo enfiar uma espiga de milho escaldante no fiofó ou bater na cabeça deles com uma corrente de bicicleta, e era o que ele ia fazer se ela arrumasse um namoradinho como aquelas pústulas coloridos.


Sim, ele cita Alemanha Oriental. E para você que não faz idéia do que se trata, vale a pena lembrar que nos anos 80 o mapa-múndi era bem diferente. Haviam duas Alemanhas, uma americana e outra soviética, resultado da partilha da Segunda Guerra; tinha a Iugoslávia, que juntava todos aqueles países como Bósnia e Sérvia e demais outros dos quais não me lembro; a República Tcheca, famosa exportadora de atrizes pornô, e a Eslováquia formavam a Tchecoslováquia; e existia ainda a União Soviética, a U.S.S.R. de onde vinha o Zangief, que depois viria a se pulverizar na Rússia e um porrilhão de outros países como Ucrânia, Bielo-Rússia, Casaquistão, Turcomenistão e outros "istão"...


Assim eu me sinto velho, imaginando que eu sou do tempo que a gente comprava um atlas na papelaria e haviam esses países todos. Algum dia eu conto a história de como na minha época de escola o mapa do Brasil era diferente, quando só existia um Mato Grosso e não haviam inventado o Tocantins.

Enfim... Depois dessa aula de Geografia, vamos deixar os dois comerem um pouco. E Matrix fica meio desconfiado do sanduba que sua filha preparou, cheio de uma gororoba verde. Devia ser mais uma das tentativas dela de forçá-lo a comer de forma saudável. Onde já se viu, pombas? No sanduba do Arnoldo tem que ter proteína, tem que ter pelo menos meio quilo de carne. Era melhor que aquele troço verde fosse presunto estragado, ou ele ia botar Jenny de castigo.


Matrix então se levanta e vai na direção da janela. Jenny já começa a imaginar que seu pai, após fuçar o recheio natureba de repolho e maionese light do sanduíche, ia escarrar longe a refeição que ela fez com todo carinho...


... mas na verdade ele foi lá pra conferir um helicóptero do exército que estava invadindo a sua propriedade. Justamente hoje que ele havia mandado seu canhão anti-aéreo pra oficina.


Cabe explicar um pouco. Matrix é um coronel aposentado do exército, talvez por ele ter matado muitos soldados inimigos e assim não ter sobrado mais ninguém pra terra do Tio Sam justificar um exército. E com isso ele largou as forças militares pra ficar ali de boa com sua filha. Jenny fica preocupada, imaginando que alguém está vindo ali pra levar seu papi embora, mas ele garante que seus tempos de caserna acabaram.


Do helicóptero saem dois Comandos em Ação, juntamente com o general Boechat. Sem perder tempo, ele manda os dois protegerem o perímetro... Pois dizer "protejam o perímetro" soa legal pra caramba! Experimente você também.


O general Boechat tá lá atrás de John, pra esclarecer por que ele ficava recebendo aqueles trotes de madrugada. Afinal de contas, o telefone vermelho de emergência do Pentágono não era para aquelas brincadeiras de ginásio.


E sem ele perceber...


... YOINK! Matrix é mais rápido e pega a arma do Boechat, pra mostrar quem manda naquela pôrra. Curioso como o Arnoldo, com seus quase dois metros de músculos, consegue ser tão silencioso e sorrateiro pra dar esse susto no coroa.


Começa então a troca de gentilezas, com um "como vai, seu puto senil?", "vou bem, sua bichona bombada, já aprendeu a falar inglês?" e essas coisas que amigos do peito dizem um para o outro.


Jenny também aparece, com uma cara de quem comeu e não gostou (talvez foi o sanduíche), dizendo que eles interromperam o almoço de pai e filha e era melhor eles se mandarem, pois seu papai não ia mais brincar de guerrinha, agora ele só brincava de casinha e chá da tarde com os Ursinhos Carinhosos.


Matrix manda Jenny ir lá limpar a louça, o que dá uma oportunidade para ele conversar com seu ex-patrão. O general Boechat começa a dizer que alguém está matando todos os integrantes de sua antiga unidade. O Astolfo, o Dédé, até mesmo Bennett, o bigodinho. Apesar deles estarem com identidades secretas, algum maluco foi achando os cabras e matando um a um. E tudo indicava que Matrix seria o próximo.


Por isso, o general havia escolhido ali dois soldadinhos de chumbo pra protegê-lo. Matrix então dá aquele suspiro, dizendo que aqueles dois bostas não durariam cinco minutos, o Boechat já podia preparar dois sacos pretos e mandar uma cartinha para as esposas deles.


O Boechat então volta pro helicóptero, pois tem que ir correndo pra apresentar o Jornal da Band, deixando John e Jenny na companhia de dois soldados, que iriam certamente protegê-los de qualquer terrorista que chegasse perto.


Só que então... Matrix começa a ficar meio encucado...


... e bate em retirada, antes que o filho da puta do fuzil que tava ali na mata atirasse nele! Caralho! Como é que ele percebeu?


Como previsto, os soldados ali não duraram nem cinco minutos. Já viraram estatística.


Matrix consegue proteger a sua filha dentro de casa, e o soldado negão ali, apesar de ter levado alguns tecos, consegue se salvar também. Sem perder tempo, Matrix diz que precisa pegar sua arma pra atirar de volta, e pede pra Jenny ir pro quarto se esconder. Mostrando que não está nem aí para um processo racista, ele larga o G.I.Joe afro-americano entregue para a própria sorte.


Como em qualquer filme, Jenny escolhe se esconder no lugar mais previsível: debaixo da cama. Um puta casarão enorme, certamente com vários lugares melhores, e ela vai pra debaixo de sua cama, tipo o primeiro lugar que alguém ia procurar. Alguns anos depois, vimos a filha do Bryan Mills fazer a mesma coisa e ser facilmente capturada.


Mais facilmente é como John conseguiu sair correndo pelos cantos de sua casa, até chegar no galpão onde ele tem a sua arma. Aqueles canalhas iam aprender uma valiosa lição sobre invasão de propriedade que eles jamais esqueceriam.


Rapidamente ele chega no galpão, e digita a complexa senha "1-2-3".


Sim, a típica senha que um idiota colocaria em sua maleta.


E essa senha que qualquer criança de seis anos iria tentar de primeira serve para guardar algo bem inofensivo: simplesmente um arsenal de dar inveja, maior do que as forças armadas de muitos países por aí.


Jenny por sua vez está lá, escondida debaixo da cama. O dia que começou tão alegre, vendo Xou da Xuxa e comendo sanduíche de pasta verde, estava se tornando tão desesperante. Teria sido melhor ter decidido por ficar com sua mãe lá na Flórida, em vez de ficar no meio do nada com seu pai maluco.


Então... chega lá um par de botas na frente da cama dela. Sério, parece que imitaram toda essa cena no Busca Implacável.


Aliás... Já pensou um filme onde o Arnold Schwarzenegger e o Liam Neeson se juntam para resgatar as suas filhas? Dinamite pura!

Matrix não perde tempo e corre pro quarto de Jenny, antes que seja tarde demais...


... e se depara com o cadáver do negão, que estava sorrindo pelo pescoço. Viram só? Nem cinco minutos...


Matrix entra no quatro com a arma preparada, e então se depara com um merda ali, sentado na cadeira, olhando pra ele.


E ainda por cima com um coraçãozinho? What the pôrra is that? O sujeito, que chamarei de Hector (típico nome de latino em filmes), começa a dizer que eles levaram a filha dele, que ela está bem, mas que agora ele tinha que andar no sapatinho e ir com eles também. Se ele cooperase, tudo ia ficar numa boa. Certo?


Errado!


BANG!


E lá se vai uma bala, atravessando o crânio do Hector e a parede ali atrás, encerrando sua breve participação nesse filme, que será lembrado como o primeiro cara que o Matrix matou.


Aliás, me deu uma idéia agora... Me lembro de quando eu era garoto, certa vez eu decidi assistir a esse filme e contar quantos bandidos o Arnoldo detonava. Arrumei uma folha de papel e ia marcando os tracinhos pra dar números à carnificina. E me deu vontade de fazer isso aqui também. Com isso, senhoras e senhores, começaremos o kill count do Arnoldo!

Kill Count do Arnoldo = 1

Seguimos... Depois de estourar o primeiro capanga do dia, Matrix sai correndo pelo telhado...


... a tempo de ver os outros filhos das putas indo embora com sua filha. Como sempre, os bandidos usam sempre um furgão, é o veículo clássico de sequestro nos filmes de algumas décadas atrás.


Ele então não perde tempo e corre para seu carro. Como todo machão que se preze, o Arnoldo tem um puta carrão daqueles estilo Explorer. Só não era um Hummer pois nessa época ele ainda não havia sido lançado, me fazendo perceber mais uma vez como estou ficando velho. Mas ele percebe que o capô tá meio aberto.


E então ele se dá conta de que fuderam com toda a fiação. Sem ter como dar a partida, sem freios e sem ter como ligar o toca-fitas pra botar uma música de perseguição...


Só que ele não quer nem saber e vai sem freio... Uma demonstração de bravura, ou o uso exagerado de hormônios fez com que ele perdesse um pouco da inteligência. Que se foda, vamos empurrar a porcaria do carro ladeira abaixo e acertar em cheio aqueles bandidos.


Sorte do Matrix que o carro é tão bruto como ele, voando pelo morro sem freio que nem um gordo destrambelhado.


Confesso que não sei qual era a idéia na cabeça de Matrix. Com o carro sem freio, o que ele planejava? Acertar em cheio o furgão onde estava a sua filha? Ia acabar matando a todo mundo, tô de dizendo que os esteróides fuderam os neurônios de nosso amigo. É a mesma conclusão que o negão, aquele mesmo lá que matou os carinhas no início da postagem, confabula com seu amigo, branco de olhos azuis.


Sim... Eram os anos 80. Como no Miami Vice, nada mais comum do que aquela típica cena ebony and ivory pra demonstrar a fraternidade étnica.

Bom, como esperado, Matrix quase provoca um puta acidente na estrada, mas o negão consegue driblar o carro que desce que nem um bode bêbado.


Azar que nessa época não tinha essa de air bag, deve ter doído a pancada!


Só que estamos falando do Arnoldo, pombas. Ele não precisa de air bag coisa nenhuma, e mesmo depois de capotar umas trinta vezes ele sai sem nenhum arranhão. E, como esperamos de um filme de ação, nada como uma explosão do carro segundos depois que ele foge dali.


Quem dirigiu essa merda? Michael Bay?


Depois de explodir sua charanga, Matrix é cercado por um bando de capangas genéricos, armados até os dentes com rifles automáticos. Qualquer pessoa normal numa hora dessas ia levantar os braços e dar uma de francês, erguendo a bandeira branca e se rendendo.


Mas não nosso chapa Arnoldo. Pouco se fudendo se vão atirar nele, Matrix parte pra cima dos calhordas, desarmando os sujeitos...


... até que um tarado dá mais um daqueles patenteados abraços por trás, como dos Super Amigos, e o imobiliza. Infelizmente, nessa cena nenhum bandido bateu as botas, embora alguns certamente perderam uns dentes.


Eis que então, quem aparece?


Sim, Bennett, o bigodinho. Mas, puta merda! Ele não tinha voado pelos ares algumas cenas lá em cima, juntamente com seu barco e montes de peixe podre? E que roupinha de bicha é essa?

Matrix também não acredita, se perguntando se ele por acaso estava tendo um sonho gay, em que ele está sendo agarrado por um monte de caras e seu velho companheiro de quartel aparece com um modelito cheguei. E vemos que alguém acertou um teco de paintball nos cornos dele.


Bennett faz um discursozinho de merda, dizendo que estava puto por que ele não ligava mais pra ele, pensando só na sua casa e na sua filha, deixando de lado as calorosas noites de pôquer de terça. Só que agora ele ia se vingar...


... E PLUFT! Sim, não foi BANG por que essa é uma arminha tranquilizante...


Como que eu sei? Por que já vi o filme, pôrra! E convenhamos que dificilmente a estrela do filme iria morrer logo aos quinze minutos de filme.

Sim, o post tá imenso e foram só quinze minutos! Caraca, exagerei mesmo nas fotos, mas acho que esse filme merece, não concorda? Mas vamos dar uma pausa por aqui, para darmos uma respirada, e logo voltamos com a continuação desse clássico de ação do Schwarzenegger.

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