domingo, 10 de abril de 2016

Vizinhos Barulhentos

Vamos para mais uma postagem de desabafo, onde lanço aqui no blog algo que aconteceu comigo, compartilhando a minha frustração e desespero com os raríssimos leitores que aparecem por aqui. E o assunto de hoje é sobre vizinhos. Algo que me faz tero desejo de virar um ermitão e viver numa caverna, ou então isolado em uma ilha deserta, pra não ter nenhum tipo de contato humano, para não ser incomodado na tranquilidade de meu lar.


Não entrando muito nos detalhes de como é o prédio e o apartamento onde vivo, mas posso dizer que eu tenho, digamos cinco vizinhos imediatamente nas minhas cercanias. Felizmente, aqueles que estão imediatamente acima e abaixo de mim não são um grande problema, com um casal idoso no andar de baixo, que passa boa parte do tempo na rua, e uma família mais jovem no andar de cima, que apenas trouxe um certo incômodo quando o bebê chorava de madrugada. Mas não sou um texugo tão intolerante assim, essas são coisas que passam, afinal de contas o pimpolho não tem culpa. De um dos lados tem um vizinho que é tranquilo, quase não está em casa, assim que também não incomoda muito. E, por fim, tenho o que posso classificar como "vizinho de janela", que são os moradores de um apartamento que fica do outro lado, e que tem a janela do quarto de frente para a minha. E esses também são relativamente tranquilos, inclusive com o costume de deixar as cortinas fechadas sempre.

Nessas horas é que eu fico pensando no meu azar... Quem me dera que minha janela ficasse de frente para o apartamento de uma moça, com reduzido pudor na hora de trocar de roupa...


Sim, eu não presto... Vamos em frente.

Bom, só que resta ainda o vizinho que fica do outro lado... Que está em outro bloco do prédio e que compartilha uma parede com meu quarto. Lá vivem dois caras e uma garota, todos em idade universitária e que alugam o apartamento para ficarem mais perto da "facul". E eles não fazem o tipo que ingressou a vida acadêmica para estudar e ser alguém na vida, como a moça com cara de estudiosa abaixo...


Sim, a turma tinha toda a pinta de ser mais alguns daqueles que só querem saber de zoação. Típicos filhinhos de papai, que ganharam carro novo por ter passado em qualquer universidadezinha particular e que bancava a moradia sem cerimônia. Fazem o estilo de descolados que passa na prova na base da cola, só pensa nas choppadas e festinhas. Como os alucinados a seguir, que provavelmente iam me arrumar dor de cabeça.


E isso se comprovou na noite dessa sexta. Depois de uma longa semana de labuta, o que eu mais quero é desabar na cama e dormir até o cu fazer bico. Já passou o tempo que eu saía de noite com meus amigos, até porque a imensa maioria dos meus amigos casou e teve filhos, assim eu prefiro passar minhas sextas à noite vendo um pouquinho de Netflix e depois indo dormir em uma hora relativamente cedo, cerca das dez e meia... Assim, dá pra ter umas merecidas e revigorante 10 horas de sono sem passar metade do meu sábado na cama, para que eu possa aproveitar e fazer algumas coisas.

Só que nessa sexta os filhos das putas dos meus vizinhos decidiram fazer uma festinha... E convidaram provavelmente uns vinte de seus amiguinhos pra algazarra, que começou lá pelo meio da tarde.

Não é preciso pensar muito, é uma matemática de nível primário: um bando de jovens em seus vinte e poucos anos + caixas de cerveja barata = barulheira infernal!


Como disse, a festa começou no meio da tarde, e o que eu fui obrigado a escutar durante boa parte do dia foram berros, rádio ligado naquelas músicas escrotas do momento como Wesley Safadão e Rihanna, gritos de garotas histéricas, arrotos de tremer a vidraça e xingamentos de todos os tipos. Confesso que uma hora deu a impressão de eu ter escutado uma das garotas gemendo ao extremo, devia estar rolando um bacanal ali do lado. Mas, nesse momento, dava pra evitar... Era ir pra outro cômodo da casa e fugir da algazarra, ou na pior das hipóteses colocar um fone de ouvido. Mas eu já via que eu iria me aborrecer.

E isso começou quando deu dez horas da noite. Geralmente, em uma cidade em que a lei é cumprida, esse é o horário para barulho exagerado, conforme diz a Lei do Silêncio. Das 22 às 7, é proibida a poluição sonora. Mas, como aprendi certa vez da pior forma, ela não se aplica dentro de um condomínio, onde valem as regras estabelecidas na convenção. Que aqui, considera também o limite de dez horas da noite, mas o início só a partir das oito da manhã. Já eram 22:05 e a turminha aqui do lado não tinha parado.


Nessas horas eu tentei ser um pouco tolerante... Também não vamos ser escrotos de achar que o barulho tenha que parar às dez em ponto, embora eu não estaria errado em reclamar. Vamos considerar uma tolerância, enquanto eu cuidava dos afazeres noturnos, como escovar os dentes, fechar o gás e trancar a porta. Tudo isso na esperança de que o bom senso iria falar mais alto, e os jovens ali do lado iriam dar um fim à sua festa, ou pelo menos deixá-la em um volume que não incomodasse o prédio.

Só que sabemos que bom senso não dá em árvore...


Quase dez e meia e continuava a gritaria e a música alta. Nessa hora, decidi então seguir tranquilo, e interfonei para a portaria, explicando que já passavam das dez e o vizinho estava muito barulhento. Segundos após desligar o meu interfone, pude escutar o aparelho do vizinho tocar inúmeras vezes. Já desconfiava que os putos sequer atenderam. E a zorra continuava, agora ao som de Maria Gadú ou outra merda parecida. MPB era dose, era falta de respeito. Já estava enchendo o saco...

Liguei mais uma vez para a portaria, e o porteiro disse que ninguém tinha atendido lá, talvez eu estivesse enganado e era outro apartamento. Na boa, me segurei para não mandar ele tomar dentro, disse que eu podia escutar pela minha parede, não tinha dúvidas. Caralho, se eles ignoraram o interfone, que ele fosse lá pessoalmente bater na porta deles para avisá-los do barulho. Esperei mais alguns minutos, com o barulho rolando solto, gargalhadas e cantoria, nego berrando a plenos pulmões. Já era possível escutar o interfone lá da portaria tocando, provavelmente outros moradores que também estavam sofrendo com o barulho. Já eram mais de dez e meia e continuava.


Nessas horas, começa a juntar sono com raiva, e perco a paciência. Comecei a socar a parede do meu quarto de tanto ódio, na esperança que essa atitude agressiva surtisse algum efeito. Me fudi, acabei machucando a porcaria da mão, e ainda tive que escutar algumas risadas do outro lado, que nessa altura do campeonato interpretei como se eles estivessem rindo de mim, embora provavelmente eles sequer escutaram meus murros na parede.

Interfonei mais uma vez para a portaria, e o porteiro disse que tinha ido lá no apartamento, falado com o pessoal, e que eles disseram que a festa já estava para acabar. Sei que temos que ter um pouco de compreensão em certos momentos, mas não aguentei e dei um esporro nele. Não me orgulho disso, até pedi desculpas para ele no dia seguinte, mas infelizmente não dava mais. Como assim que ele simplesmente aceitou a desculpa que os canalhas deram? Na boa, que se foda se a festa está para acabar, já tinha passado da hora e eles tinham que parar com o barulho imediatamente! Não estava certo, ameacei inclusive que eu ia ligar para a polícia, pois aquilo era um abuso. Sério, tinha até criança pequena chorando, após ter sido brutalmente acordada tão tarde da noite por aqueles putos.


Os ponteiros já marcavam depois das onze, e eu estava na cama olhando para o teto, me perguntando se valeria a pena dar uma cabeçada na mesa de cabeceira pra cair desacordado e só acordar sabe-se lá que horas... Estava naquela situação onde o cansaço imperava, não rolava sequer disposição para ler um livro ou ver televisão para ajudar a cair no sono, pois o barulho era infernal. Pior de tudo era que ele vinha pela parede, nem adiantava fechar a janela que toda a zorra atravessava os tijolos. Interfonei mais uma vez para o porteiro, que apenas disse que já havia avisado, que muita gente estava reclamando. Disse mais uma vez que ia ligar para a polícia, mas eu sinceramente já sabia que nada iria adiantar... Mais uma vez tocava o interfone no vizinho, novamente ignorado. Talvez a música estivesse muito alta... Talvez eles estivessem apenas ignorando mesmo...

Onze e quarenta e cinco e a festança não dava sinais de acabar tão cedo. O teor alcoólico já devia estar estourando a escala, e quanto mais bebida menos inibição e respeito. Algum maluco lá cantando e berrando com toda força, as risadas ficavam mais ruidosas, e até mesmo dava pra escutar algumas batidas na parede. Puta que parola, estava ali ainda rolando na cama, olhando para o teto, tentando arrumar uma distração para pelo menos não perder a cabeça. Confesso que até dar uma googlada por umas fotinhos mais calientes eu cheguei a fazer, tamanha era o meu desespero. Não adiantava nem enfiar os fones de ouvido até os tímpanos e escutar alguma música, o barulho incomodou tanto que eu então acabei chegando ao limite.


Vesti minha calça por cima da minha bermuda de pijama, calcei os tênis que estavam no canto do meu quarto, e decidi tirar satisfação com os vizinhos eu mesmo. Tive que descer até o térreo, pois eles ficam em outro bloco, e no caminho cruzei com o porteiro da noite, dizendo que estava insuportável. Apesar do pedido de desculpas, ele ali também não se mexia muito, pois afinal de contas é difícil porteiro assumir alguma responsabilidade. Nesse momento deu vontade de interfonar dali para a síndica, provavelmente ela estaria acordada por conta desse barulho todo, ou pelo menos poderia compartilhar comigo o segredo de como ela conseguia dormir no meio daquela zorra. Só que não deu, pois o porteiro disse que ela estava fora.

Apesar dele me sugerir em não ir lá, eu acabei indo até o elevador do outro bloco, e fui lá no andar dos vizinhos. Impressionante como ali o barulho parecia ainda mais alto, me perguntava porque os demais condôminos daquele andar não tinham reclamado ainda. Fui lá tocar a campainha, embora eu sinceramente estava com um louco desejo de sair chutando aquela pôrra daquela porta até alguém abrir. Logo apareceu um capiau, com uma cara de bunda e garrafinha de Skol na mão, não parecia ser um dos moradores de lá.


Falei que queria falar com um dos moradores, e o moleque mal conseguia ficar de pé. Decidi então ir por outra linha, dando um esporro nele, falando pra baixar o volume pois estava atrapalhando todo mundo. Nesse momento é que o pesado odor da mistura de birita, cigarro, vômito e suor começou a chegar nas minhas narinas, quase me fazendo chamar o Hugo. O sujeito continuava ali, com aquela cara risonha que os bêbados mamados costumam ter quando estão prestes a perder os sentidos. Outro carinha passou atrás, mas me ignorou, gritando para os seus colegas alguma dessas gírias estúpidas da garotada... Maravilha, dois minutos ali e já estava não só com sono mas também me sentindo um velho.

Meus olhos começaram a ver a baderna que estava ali dentro. Era curioso ver um apartamento que era uma cópia espelhada do meu, mas que parecia tão largado e zoado. Sério, a tinta das paredes parecia que ia descascar se alguém encostasse ali. E estava cheio de gente, dava pra contar ali pelo menos uns oito adolescentes no meu raio de visão, todos exaltados e chapados. E tinha até uma garota, muito bem dotada diga-se de passagem, que parecia estar ali se exibindo com uma camiseta molhada!


Bom... era o que eu me lembrava de ter visto... Talvez fosse minha imaginação, lembre-se que alguns minutos antes eu estava tentando ver se um pouquinho de fotos de mulher pelada me ajudavam a me distrair da festança dos meus vizinhos...

Finalmente um dos moradores veio até a porta, e taquei um esporro nele. Não medi palavras, disse que era um absurdo o que estava acontecendo ali, era uma sacanagem grande, quase meia noite e muita gente no prédio querendo dormir. Falei das regras do condomínio, permitindo barulho alto até às 22:00. Ameacei até ligar para a polícia. O canalha nem se ligou, disse que a festa ia acabar logo, que não era sempre que ele fazia festa e tinha que celebrar o final do período (como assim?). Ainda veio desdenhando, dizendo que era jovem, que tinha que aproveitar a vida, e algo como "que tipo de lesado vai dormir na sexta às dez?".


Deu uma vontade imensa de acertar um soco na boca daquele cretino...

Continuei ali argumentando, que não tinha essa de que era jovem e o caralho. Tinha a maldita regra do condomínio, eu disse que ia denunciar ele para a síndica, para que ele fosse multado. Recebi um foda-se e uma porta fechada na minha cara, seguida do volume da música ainda ser aumentado como forma de provocação. Dessa vez, bati na porta, de dar soco mesmo, mas fui ignorado. Começava a ficar muito puto dentro das calças, e decidi voltar ao meu apartamento e ligar para a polícia.

Depois de alguns minutos esperando na linha, finalmente consegui falar com alguém. Expliquei toda a situação, dizendo que era quase meia noite e havia um morador incomodando todo o prédio com uma festa exageradamente barulhenta. Mas o policial do outro lado disse que não podia intervir, pois eles só estavam autorizados a intervir em casos de perturbação da ordem pública, e não privada, onde valeriam as regras do condomínio. Apenas se fosse o síndico relatando alguma questão de risco à segurança dos moradores é que a polícia poderia fazer alguma coisa. Deu quase vontade de dizer que sim, havia um grande risco contra a segurança de alguns moradores, dos vizinhos ao lado, mas vi que não adiantaria nada e desliguei...

Dado por vencido, decidi então esperar quando que a barulheira iria acabar, pensando em como que as pessoas têm esse desprezo pelos vizinhos. Lembrou de uma história recente, sobre a "cantora" Ludmilla. Sim, entre aspas pois essa porcaria funkeira está longe de ser cantora. Essa energúmena havia dito em uma entrevista algo semelhante que o boçal acima, dizendo que ela é jovem e quer curtir, que quem reclama é invejoso e se está incomodado tem que se mudar. E um dos vizinhos respondeu na lata, dizendo, de uma forma mais polida que eu diria, que existem leis e que ela não tem educação.


É fato como que existe gente que incomoda mesmo... É uma grande falta de respeito que certos cretinos têm. Tipo essa coisa horrorosa aí de cima, tipo os filhos das puta dos meus vizinhos aqui do lado. Tipos assim não têm a mínima capacidade e inteligência para viver em sociedade, tinha mais era que viver no mato que nem um bicho. Se bem que tem muitos bichos aí que acabam sendo mais educados que muita gente, ainda mais por aqui no rio, onde se cultua muito essa política do "deixa rolar". Não é só aqui no meu prédio, o que mais tem por aí são bares e casas de espetáculo que fazem zona até altas horas, incomodando a vizinhança. Pelo menos nesses casos aí a lei pode valer, dá pra chamar as autoridades pra calarem a boca dos barulhentos...

Voltando à minha história de sofrimento... Quase às uma da matina é que o barulho parou... Respirei fundo, imaginando como meu final de semana estava começando com os dois pés esquerdos, me dando conta que meu relógio biológico ficaria mais esculhambado do que quando tem a mudança do horário de verão... Finalmente, eu poderia dormir em paz...

...

...

...

Só que tem uma coisa... Tem momentos em que eu sou extremamente vingativo...


Eu não quis saber que iria perder algumas horas de sono. Não me preocupei em perder o meu sábado, sem disposição para fazer qualquer coisa. Não queria saber se isso ia me arrumar algum problema.

Coloquei o meu despertador para tocar às quinze para as oito. Despertei numa boa, e rapidamente peguei duas caixas de som imensas que eu tinha lá no quartinho de empregada, remanescentes de um estéreo daqueles antigos que eu sempre esquecia de anunciar no Mercado Livre. Coloquei as duas caixas viradas para a parede que eu dividia com meus vizinhos e pluguei um rádio. No celular, liguei para o 130 para acompanhar a hora certa, e exatamente às 8:00 apertei o play do CD Player no último volume, tocando a música Florentina de um CD do Tiririca que ganhei num inimigo oculto alguns anos atrás.


E foi sensacional escutar os caras xingando e reclamando lá do lado... Fazer o quê? Estava no horário, pôrra! Deviam estar todos de ressaca e cabeça inchada, e deve ter sido foda não conseguir dormir numa boa, não é? Vingança é um prato que se come frio, parceiro... Mexeram com a pessoa errada. E de quebra, eu ainda reclamei com a síndica a respeito da festinha que eles fizeram até tarde da noite, o que resultou em uma multa, como definido no regulamento do condomínio.

Pode parecer que eu fui muito escroto por ter apelado para essa vingança... Mas sinceramente, eles mereceram. Não tem como baixarmos a cabeça para esse tipo de gente egoísta, que está pouco se fudendo para as regras e para os seus semelhantes. Eles não gostaram de ter o seu sono interrompido, não foi? Só que eles não têm moral para reclamar se fazem o mesmo. Fizeram questão até de desdenhar de mim, de achar que estavam certos e tinham o "direito" de fazer barulho até a hora que bem entendessem, vai se fuder! Não pode ser assim, quer ser respeitado, então comece respeitando os outros!

Enfim... Espero que eles tenham aprendido a lição. Vamos ver o que me espera no próximo fim de semana.

6 comentários:

Vegeta Escritor disse...

Olá,Texugo. Cara, quando cheguei na parte em que tu escreveu que iria lá, não acreditei. Mas, gostei. Engraçado que só tu foi lá reclamar, os outros vizinhos nem se manifestaram.
O meu Pai mora há 31 anos no mesmo bairro, que no começo, haviam poucas casas e era calmo. O tempo foi passando e mais pessoas foram morar nesse bairro. Então, eu fui morar em outro bairro da cidade e pouco tempo depois, alguns terrenos foram invadidos por Sem-teto. Após essas invasões, era algazarra de todo tipo: carro dando cavalo de pau, gritaria, som de "música" de baixo nível, gritaria e outras pertubações. Ah, e aumentaram os roubos no bairro.

Bem, deixo aqui o meu abraço.

Haitou disse...

HUAHUAA, ótima vingança, guardarei o exemplo pra fazer igual aqui em casa se isso ocorrer.
Abraços

Arnaldo Krogdahl e Lis Versieux disse...

Que merda...
Pior que quem reclama ainda tá errado.
Parece que respeito é coisa de otário.
Isso quando não resolvem pirraçar.

Já reclamei três vezes da farra do vizinho. Resultado 1: meu quintal cheio de lixo, latinha de cerveja, resto de comida. Resultado 2: a dona me mandando morar no deserto se eu quiser silêncio (sic). Resultado 3: porrada. A porrada resolveu. É a única linguagem que esses boçais entendem.


Vegeta Escritor disse...

Assisti, de curiosidade, o clipe da Florentina e te digo uma coisa: foi uma boa escolha, porque é uma música insuportável, ainda mais que o Tiririca repete demais o refrão.

Anônimo disse...

Amigo, moro em village colada com uma familia terrivel há 3 anos. O casal é muito mal educado, daqueles que nunca sabem fechar portas, sobem escadas igual rinocerontes, um fica no quarto em cima gritando o outro na cozinha em baixo... agora vem os piores casos: as crianças que eles NÃO educam. Mocinha de uns 9/10 anos pula no andar de cima pelo menos 10 horas por dia e a noite mais forte, treme a estrutura. Eles falam que a criança tem direito de brincar mesmo de forma que incomode dentro da casa vizinha (eles querem que eu me exploda). Algumas vezes fiquei com tanta raiva que liguei meu som em um volume alto tocando mej bom e velho Metallica para eles notarem que incomoda muito os ruídos do outro lado, eles ignoram e continuam enfernizando minha vida. O cachorro late desesperadamente até com o vento e com a barulheira deles mesmos, eles não fazem nada, fora a criança mais velha e o cachorro, o bebê do casal não só chora como beeeerraaa dia e noite e o pai faz o q?? Passa o dia berrando com o bebê que fica ainda mais estressado. Após vários contatos respeitosos via internet e até carta, tive que passar a fazer ocorrências no livro do condomínio. Nada adiantou, hoje tenho certeza que eles fazem por pura provocação e desprezo querendo dar uma que eles tem direito de tudo por terem crianças. Como se criança não tivessem que ser educadas para morar em villages e apartamentos.
Comprar minha primeira casa era um grande sonho, nunca imaginei que passaria por esse tormento por culpa de uma família tão desrespeitosa e mal educada.

Anônimo disse...

Eu acho engraçado a inversão de valores. Quem reclama por ser desrespeitado é tachado de chato, estressado. Enfim, sua paz não vale nada mas o "direito" de um filho da puta ouvir seu som em último volume deve ser preservado. Que se danem os demais. Não é a toa que vivemos em um país de merda. Somos lesados e desrespeitados diariamente e são poucos os que têm atitude.

A solução que encontrei foi deixar uma carta anônima na caixa postal do infeliz, visto que minha mulher "não quer se meter em confusão com vizinho"(pena que ele não pense o mesmo em relação a nós e está pouco se fodendo para a política de boa vizinhança quando liga seu som e faz meu apartamento tremer. E eu que sou o chato, o estressado para ela). Sinceramente, acho que a carta nem vai resolver porque gente assim sabe que está incomodando. Ninguém é tão burro para ligar um som no máximo e achar que não incomoda os outros. Pessoas assim não tem civilidade, bom senso, educação nem tampouco respeito pelos demais.

Nessas horas é que alguns perdem a cabeça e mandam um sem-noção desses para o inferno.Não sou uma pessoa violenta mas gente assim desperta meus piores instintos, como diria um certo politico. Desculpe o desabafo.