sábado, 24 de maio de 2014

Outra bandeirinha polêmica

Pra começar, desculpem a demora em aparecer aqui. Meu computador decidiu me dar uma sacaneada nesses dias e pifou, e se agora eu consegui voltar aqui à ativa. Foi complicado, pois estava com esse post já bem iniciado e agora já passou um tempo da notícia. Mas, enfim... Vamos em frente.

Futebol sempre foi, e provavelmente sempre será, um esporte repleto de polêmicas. Claro que essas polêmicas se alastram para todos os lados, inclusive fora do campo, com as roubalheiras de tapetão, o favorecimento descarado para certos times mais populares, as lambanças e micos que certos jogadores passam fora dos gramados, como quando o Ronaldo pegou aqueles três travecos. Mas por enquanto eu vou me focar somente nas polêmicas que ocorrem entre as quatro linhas, ou mesmo perto delas. Só isso já dá pano pra manga, envolvendo as trapalhadas da arbitragem em jogos, muitas vezes sempre favorecendo certos times escrotos...


Fico às vezes me perguntando por que não fazem uma revolução no futebol para evitar a influência subjetiva do trio de arbitragem. Todo fim de semana, sempre é de se esperar que ocorra algum lance onde o senhor de apito ou um dos bandeirinhas cometa um erro crasso, que muitas vezes venha a prejudicar o resultado final do jogo de forma decisiva. Tipo, um pênalti mal marcado, um impedimento que só o juiz viu, um cartão vermelho sem muita razão... Erros que ocorrem por conta de uma interpretação mal feita, por golpe de vista, ou mesmo por conta de um certo medo em apitar certas coisas contra certos times.

Sim, estou mandando várias indiretas contra o Framengo sim! Sério, não conheço um time no futebol brasileiro que tenha sido mais favorecido pela arbitragem, como sempre digo, é bem comum os rubro-negros entrarem em campo com doze jogadores, sendo um deles com roupa preta e apito na boca. A arbitragem sempre favorece esse timinho escroto, muitas vezes pelo fato do juiz e/ou bandeirinhas terem uma simpatia pelo mais odiado do Brasil, ou seja pelo medo de apitarem alguma coisa contra um time que infelizmente tem uma força política grande. Se um juiz comete um erro contra o Flamengo, é inadmissível, está errado, é uma vergonha, o time faz tudo para que ele seja punido; se o juiz comete um erro a favor do Flamengo, era um lance difícil, errar é humano, essa é a graça do futebol, é choro de perdedor...

Enfim... Mas o motivo da postagem é para falar a respeito de um caso que chamou a atenção em uma das rodadas passadas do Campeonato Brasileiro desse ano, mais particularmente no clássico entre Cruzeiro e Atlético Mineiro. O Galo ganhava de 2 a 1, quando no final do segundo tempo um atacante cruzeirense recebeu a bola em posição legalíssima. Mas o auxiliar marco impedimento.

Ou melhor, "a" auxiliar.


Sim, naquele dia quem corria ao lado da linha naquele lado do campo era a bandeirinha Fernanda Colombo Uliana, catarinense de 25 anos, que enxergou um impedimento inexistente, Um erro que levou ao dirigente do Cruzeiro soltar o verbo, dizendo que se ela era só bonitinha, que fosse posar pra Playboy. A auxiliar já havia cometido um erro grave em um jogo do São Paulo alguns dias antes, e depois dessa mancada no jogo entre os times mineiros ela foi afastada para uma reciclagem.


Todo o episódio logicamente levantou uma série de questões a respeito do machismo no futebol, criticando a postura do dirigente do Cruzeiro ao dizer que ela só servia para posar para revista masculina. Teve gente que até criticou a postura dela ser afastada dos gramados, sob a alegação de que outros juízes cometem erros semelhantes (como o árbitro da mesma partida) e eles não sofrem nenhuma represália, nenhuma punição.

Bom, quanto a esse último aspecto, eu penso que no fundo o que existe é uma putaria associada a proteger certos times, uma postura de que somente os membros de arbitragem que erram contra certos times são punidos, enquanto outros passam na boa. Eu não penso que a auxiliar Fernanda tenha sido afastada por ser mulher, mas sim por ela ter cometido um erro contra um time que no momento está em evidência no futebol nacional e que tem a simpatia dos meio de comunicação. Afinal de contas, estamos falando do Cruzeiro, atual campeão brasileiro e até aquele momento único representante brasileiro que restava na Libertadores. Ou seja, um time da "modinha" agora, exaltado pela Rede Bobo, que sabemos bem que manda no futebol brasileiro. Por isso, era inaceitável que alguém que tivesse prejudicado o Cruzeiro permanecesse impune.

Resumindo: se a Fernanda tivesse errado contra o Atlético, acho muito difícil que ela teria sido afastada; e se tivesse sido um bandeirinha homem que tivesse errado descaradamente contra o Cruzeiro, ele seria afastado da mesma forma.

Isso é fato, somente quando erram contra certos times que há punição. Como o Flamerda, é claro. Por exemplo, no campeonato desse ano tivemos um lance no clássico entre os mulambos e o Vasco, onde em uma cobrança vascaína a bola entrou descaradamente dentro do gol (que comentei nessa postagem aqui). A comissão reconheceu o erro, admitiu que o Flamengo foi beneficiado... Mas não puniram o auxiliar que estava em pé em cima da linha, dizendo que se ele estava lá e não marcou, é porque não viu... Palavras de Jorge Rabello, presidente da comissão de arbitragem carioca.

Sim, ele não viu... Muito difícil... É como se a gente olhar para essa foto aqui de baixo e dizer que não vimos nenhuma mulher nela...


Agora, por outro lado, alguns anos atrás o mesmo rubro-merda perdeu para o Boa Vista por 2 a 1. E logicamente, quando o Flamerda perde, é sempre porque a arbitragem roubou, é discurso padrão da mulambada, seu time de merda nunca perde por jogar menos ou ser pior que o adversário. Mas, dessa vez, o juiz que cometeu erros foi afastado para reciclagem. O mesmo Jorge Rabello veio dizer que nesse caso erros desse nível são inaceitáveis, que o juiz influenciou diretamente no resultado da partida.

Tá, e a bola do Vasco que entrou, não influenciou o resultado da partida? Ou o gol impedido do mesmo Flamengo na final contra o Vasco, não influenciou o resultado do jogo e do campeonato?


Pôrra, faça-me o favor... Fica descarada essa postura de proteção a times como o Flamerdinha. Só punem aqueles que prejudicam times assim, quando eles levam vantagem, vão com esse papinho de "errar é humano". Vai se fuder.

Não estou dizendo que um juiz ou bandeirinha que cometa um erro grave desse não deva ser punido. Deve sim, deve ser mandado pra reciclagem, ou mesmo em situações gravíssimas, onde resultados de campeonatos inteiros sejam afetados, deveriam ser banidos eternamente das competições, ser proibido até de apitar partida de futebol de botão. Mas a regra tem que valer para todos, não pode haver essa conivência a ponto de tolerar erros quando estes favorecem os times que são mais valorizados pela mídia. Fica tão evidente que até perde a graça, certos times como Flamengo, Corinthians, Cruzeiro, Grêmio e São Paulo são sempre "protegidos", se alguém erra a favor deles não há problema, parece que há uma preocupação em não prejudicar times que tenham grandes torcidas, pois enquanto esses times estiverem ganhando, é uma torcida grande que fica satisfeita, que vai comprar jornal e assistir o Globo Esporte.  Em compensação, quando o erro ocorre contra certos times, como meu Botafogo, fica por isso mesmo, vira até motivo de piadinha...


Passada essa questão da punição, que ao meu ver não tem nada a ver com o fato dela ser mulher, tem toda a polêmica envolvendo o fato da bandeirinha ser mesmo bem bonita e acabar sendo alvo comentários machistas. Vale para o que disse o dirigente do Cruzeiro, mas vale também para a torcida do Atlético com seus gritos de "gostosa" depois que Fernanda anulou o lance do atacante cruzeirense.


Como eu já comentei aqui, sempre repudiei o machismo e o preconceito contra as mulheres. Por mais que possam pensar o contrário, em especial aqueles que já passam aqui no meu site há algum tempo e conhecem as postagens de categoria "mulheres", embora sempre diga que por aqui as coisas são oitocentas vezes mais comportadas do que muitos outros sites por aí. Mulheres merecem respeito sim, e podem sem dúvida fazer tudo que os homens fazem também, da mesma forma e com a mesma qualidade, de uma forma geral. Claro que vão haver coisas que homens naturalmente tenham mais facilidade ou habilidade para fazer, e vice-versa, mas que não significa que não existam exceções. Todos são iguais, mas possuem as suas diferenças, que necessariamente não tornam este ou aquele sexo superior ou inferior. O que eu condeno é uma postura exagerada de "igualdade", tipicamente defendida por feministas mais ferrenhas, aquelas que acham que os homens são inferiores, que eles não prestam, que as mulheres estão sempre certas e são sempre melhores. Aquelas que querem defender igualdade entre homens e mulheres exigindo regalias e vantagens para elas, enquanto pedem deveres e punições contra eles.

Como sempre disse, não é certo combater preconceito com preconceito. Nada justifica uma postura feminista exagerada a ponto de dar mais vantagens para as mulheres sobre os homens, de forma a compensar o preconceito que elas sofreram no passado. Da mesma forma como ocorre com negros e outras vítimas de preconceito, mas isso é assunto para outra oportunidade.

Digo isso pois eu sinceramente fico me perguntando quais os reais motivos que levaram não somente a auxiliar Fernanda, mas também tantas outras, a seguir na carreira de arbitragem. Não estou dizendo que mulher não possa apitar jogo de futebol ou atuar como bandeirinha. Mas, trata-se de uma "profissão" tipicamente masculina. Coloco entre aspas pois na prática não é uma profissão como as outras, é quase como um bico, é só ver a quantidade de árbitros que trabalha normalmente em outros empregos, só pendurando o apito no pescoço nas quartas à noite e fins de semana. A própria Fernanda, quando não está nos gramados, trabalha como personal trainer e dá aulas de hidroginástica.


O que eu pergunto é: será que ela realmente gosta tanto assim de futebol? Será que profissionalmente falando não é muito mais interessante que ela investisse em uma carreira mais "séria"? Com uma formação em Educação Física, alguém como ela certamente conseguiria trabalho fácil em academias, por exemplo, trabalhando full-time como personal trainer, certamente ganhando mais e tendo menos dor de cabeça do que teria ao atuar como bandeirinha.


Eu não sei, posso estar até mesmo enganado, eu admito. Mas infelizmente a vida sempre me ensinou a questionar, a ter aquela "pulga atrás da orelha", a ponto de ser sim um pouco desconfiado em relação a certas coisas... E é o caso dela. Por mais que tentem me convencer, fico me perguntando se tudo não se passa de uma jogada que a Fernanda está fazendo para ganhar os seus cinco minutos de fama.

Vamos por partes. Como as fotos que ilustram essa postagem mostram, não resta dúvida que Fernanda é uma garota linda. Aliás, acho que Santa Catarina é o lugar onde tem a maior concentração de beldades no Brasil. Estranho ela própria dizer que não sabia que era assim tão bonita: tudo bem, em um lugar onde garotas loiras de olhos claros e super bonitas é mais comum que suburbano fazendo farofada na praia de Copacabana, talvez ela possa achar que sua aparência não é assim tão de destaque. Mas acho que no fundo ela sabe que tem sim uma beleza de chamar atenção, só o fato de ser formada em Educação Física já é algo que ajuda a ter aquele corpo saudável e atraente que faz todos babarem. Mulher sabe quando tem beleza sim. E sabe muito bem como usar isso ao seu favor.


E aí pense comigo: em um ramo como personal trainer, certamente ficaria difícil ela se destacar. Dá um pulo numa academia e veja como são as personal trainers que trabalham lá, todas garotas em seus vinte e poucos anos, lindas, com corpos esculpidos graças a muita ginástica e alimentação saudável, cobertos por aquelas roupinhas de ginástica justas e coladinhas. Não querendo adotar aqui uma postura chauvinista e porca, mas é a mais pura verdade, sem entrar no mérito da qualidade profissional que elas certamente têm, mas personal trainers são normalmente garotas nesse estilo, dotadas de uma aparência de tirar o fôlego. Num universo desses, Fernanda seria somente mais uma, talvez até mesmo uma que não chamaria tanto a atenção.

Mas, por outro lado, quando você fala de um meio como o da arbitragem de futebol, estamos falando de outra realidade, uma realidade onde a imensa maioria é de homens. E em um ambiente desses, uma loira bonitinha certamente se destaca, chama a atenção. Goste ou não, seja isso intencional ou não. Decidindo por ser auxiliar de arbitragem, certamente Fernanda iria se destacar, sem precisar fazer muito esforço. Pode apostar que, mesmo antes dessa polêmica do jogo do Cruzeiro, ela já ganhava um certo destaque, não duvido que ela já foi entrevistada em programa esportivo, que ela atraía as câmeras nos jogos de futebol que apitava.


Só que claro, isso só não basta. Como muitos dizem, a boa arbitragem é aquela que passa despercebida. Quando você pouco percebe a a atuação de um juiz ou bandeirinha, é porque eles estão fazendo um bom trabalho, fazendo as regras serem seguidas e permitindo que os jogadores façam seu espetáculo. Mas, quando um deles faz uma lambança, uma polêmica... Aí seu nome aparece nos jornais, ele será entrevistado no final da partida, vai ter maior destaque. Quando um juiz ou auxiliar está aparecendo mais, é porque está fazendo alguma merda.

E esse é o ponto que eu queria chegar: se Fernanda tivesse marcado os lances corretamente, certamente ela não estaria em toda essa evidência que está hoje. Eu por exemplo não estaria fazendo aqui um post sobre ela. Quer ela goste ou não, e tenha ela feito isso de forma proposital ou não, os erros que ela cometeu nas duas partidas a tornaram conhecida, a colocaram nas páginas de jornais e revistas, fizeram ela aparecer mais na televisão. Mais do que ela iria aparecer se tivesse acertado nos lances.

Difícil não se lembrar numa situação desses de Ana Paula Oliveira. Quem é botafoguense como eu se lembra bem, da bandeirinha que fudeu o alvinegro em um jogo contra o Figueirense na Copa do Brasil de 2007, anulando dois gols legítimos do Botafogo, o que fez com que ele fosse eliminado. Fez essa cagada toda, ganhou seus cinco minutos de fama, o que foi suficiente para que ela fosse sondada pela Playboy, posando pelada para a revista. Nunca mais atuou como bandeirinha, mas garantiu certamente seu pé-de-meia e hoje aparece de vez em quando comentando esportes na televisão e participando daquele programa tosco da Fazenda.


Você acha que não vai acontecer algo parecido com a Fernanda? Não tenho dúvidas que 24 horas após o polêmico jogo, a Playboy deve ter entrado em contato com ela para convidá-la para posar nua. Afinal de contas, sabemos bem que a revista do Sr. Hefner não perde a oportunidade de despir uma personalidade do momento, sabendo que a marmanjada vai adorar ver os air bags e a periquita daquela atriz da novela que está fazendo sucesso, da ex-participante do BBB que apareceu sem roupa nas câmeras e outras semi-celebridades que estão estampando as páginas de Caras nas últimas semanas. Já dá até para imaginar, um ensaio ambientado na Copa do Mundo, com Fernanda usando somente meiões e chuteiras, segurando a bandeirinha vermelha e amarela em frente ao seu corpo...

É, até que não é má idéia... Playboy, se vocês me pagarem um cascalho, podem usar essa idéia.


Claro que nesse momento a Fernanda fala que não, que não pensa em posar sem roupa, e que quer paz para não ficar tanto em evidência assim, querendo deixar a poeira baixar para que ela possa aos poucos voltar à participar de partidas. De novo, não estou dizendo que seja impossível que ela pense assim, afinal de contas ainda quero acreditar que existem pessoas que têm um pouco de decência e bom senso. Mas eu digo novamente que não seria muita surpresa ela aproveitar esse momento único em sua vida, onde ela está na boca do povo, para conseguir ganhar o máximo com isso.

Vamos ver o que acontece... Quem sabe daqui algumas semanas não volto com mais um post dela? Depende do que ela vai querer fazer com seus cinco minutos de fama que tem agora...

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