sábado, 4 de janeiro de 2014

Top 10 - Séries de TV

Faz tempo que não faço uma postagem de lista, sempre são legais de se fazer, sem falar na costumeira polêmica que levanta, já que sempre aparece alguém que discorda, normalmente fazendo isso de forma arrogante a abrutalhada, dizendo que eu sou um filho disso, que não sei de merda nenhuma, de que as minhas escolhas são uma bosta, e por aí vai...

Dessa vez o assunto será sobre séries de TV. Depois da chegada da TV a cabo, fomos apresentados ao que melhor existe em termos de séries, produzidas em sua maioria nos EUA. Tem série pra tudo, vai de comédia até drama, sobre investigações policiais ou casos médicos, pra todos os gostos. Não é por menos que meu controle remoto costuma parar em canais como Sony, AXN, Warner e Fox.

E para aqueles que acham que as séries são a mesma coisa ou não são melhores que as novelas, só respondo com meu dedo médio... Novela é uma bosta!

Para variar um pouco, dessa vez procurei pensar mesmo em uma ordem de preferência das minhas séries favoritas, vamos então começar de baixo para cima. Procurei aqui não colocar desenhos e séries animadas, diria que elas ficam em uma modalidade diferente e podem ficar para uma outra lista. E se não concorda com as minhas escolhas, ou se acha que estou sendo injusto ao deixar certas séries mais badaladas de fora (como House e CSI), que se dane, a lista é minha! Vai fazer a sua então...

10 - Mysterious Ways


Era uma série que passava no Sony, não era das mais badaladas mas sempre travava a minha atenção. Era focada no professor de antropologia Declan Dunn (que viria a se tornar famoso interpretando alguns anos depois aquela bicha careca no Diabo Veste Prada), que buscava desvendar casos misteriosos e inexplicáveis. Contava com a ajuda de duas mulheres, a psiquiatra Peggy (que fazia a comissária que ajudava o Arnoldo no Comando para Matar, lembra?), que sempre tentava pensar em uma explicação lógica para os casos, e a caladona Miranda, uma estudante da mesma universidade de Declan, que trabalhava em um laboratório.

Foi mesmo uma série que não rendeu muito, apenas duas temporadas... Mas tinha sempre uma história legal, com toda aquela busca pelas explicações. Você ia quase acreditando que havia uma resposta, e aí do nada acontecia algo inexplicável. Muito bem bolada...


9 - The Drew Carey Show


Sim, boa parte das séries aqui é de comédia, e essa aqui era hilária, protagonizada pelo gordinho Drew Carey, que certamente é conhecido mais pelo programa Whose Line Is It Anyway? Essa série contava as suas loucuras com seus amigos, envolvendo a sua namorada Kate, o idiota Oswald e o hilário Lewis, esse último que viria a ser constante presença em Whose Line Is It Anyway também. Mas sem dúvida o mais engraçado de tudo eram as brigas com sua colega de trabalho, a asquerosa Mimi, uma mulher gorda e maquiada que vivia fazendo tudo para sacanear Drew. Ver os dois brigando era a parte engraçada de assistir.

Me lembro até hoje de uma cena hilária, onde todos os personagens apareciam como bonequinhos do The Sims, com direito a Drew e Mimi saírem na porrada e o chefe deles ficar dançando pelado na sala! Ou aquela vez que Drew, Oswald e Lewis vão mijar no quintal coberto de neve de Mimi, com direito ao Lewis cantando "listen to the rhythm of the falling rain" para ajudar seus amigos a não travarem... Sensacional!



8 - According To Jim


Séries de comédia sobre famílias são bastante comuns, inclusive aqui na lista vamos ter várias outras. E essa merece destaque, estrelada por James Belushi, sempre com suas tiradas engraçadas e situações toscas. Aqui, ele é Jim, um típico pai de família em Chicago, casado com a bela Cheryl e pai de três filhos. Representa o típico americano, que gosta de esportes e de cerveja, e que sempre está fazendo de tudo para que sua esposa não descubra suas lambanças. Outros dois personagens constantes são os irmãos de sua esposa: Andy é um gordinho desastrado, que trabalha junto com Jim, além de semrpe estar no meio de suas merdas, e Dana é aquela que vive o sacaneando, lembrando sua irmã de como ele é idiota...

É uma série engraçada, bem descontraída de se ver. Tudo bem que tinha aqueles episódios que tentavam ser mais comoventes, normalmente envolvendo as crianças, mas quando se voltava mais para o humor desajeitado de Jim, eram gargalhadas na certa. Sem falar que sempre achei a Dana uma gracinha...

7 - Pensacola: Wings of Gold


Aposto que você não faz idéia dessa série! Essa passava há bastante tempo no Sony, contava histórias de um grupo de combate da Força Aérea dos Estados Unidos que atuava na cidade de Pensacola. Eu conheci essa série a partir da segunda temporada, onde era bastante focada nos três jovens pilotos Burner, Spoon e Ice (são os codinomes deles, se você não se deu conta ainda). Burner era o garotão que não gosta de seguir as regras mas é um piloto muito bom, Spoon é o filhinho de papai todo cheio de problemas e Ice é a garota que abre mão de toda e qualquer diversão para ser a melhor piloto. Também faziam parte da série o instrutor linha-dura Hammer, um negão de poucos amigos, e o velho Raider, o cabeça branca que chefia o grupo. E havia também a dona do bar Kate, sempre interessada em ouvir as histórias dos pilotos, assim como em "pegar no manche" deles.

Bom, sempre gostei de aviões, e essa série tinha aquele ar de Top Gun, misturando cenas dos personagens treinando com aquelas situações de festa e zoação, principalmente por parte do Burner. Pena apenas que na maior parte da série era apenas treinamento, seria legal se houvessem mais combates e dramas de guerra. Pra você ver que a única pessoa que morre era uma piloto que fazia uma cagada em um treinamento.

Ah, e preciso dizer... A atriz suíça Sandra Hess que interpretava Ice (e que fez a Sonya Blade no segundo filme do Mortal Kombat), era uma gatinha fantástica! Vocês sabem que não resisto à mulher de uniforme...


6 - Fresh Prince of Bel-Air


Bom, essa aqui é um verdadeiro clássico! A série que lançou o astro Will Smith, e que até hoje rende boas gargalhadas na reprise que passa no SBT. Tudo bem que ela poderia a princípio não ter uma idéia original, pois se travava de mais uma série sobre uma família, e nesse caso uma família negra, em outras palavras, uma nova versão do Cosby... Mas simplesmente a presença do hilário Will Smith fez com que ela se tornasse uma série de grande sucesso.


Vale a pena contar a historinha, Will era um adolescente nascido e criado na Philadelphia, que passava os seus dias jogando basquete, até que ele se envolve em uma briga e sua mãe o envia para morar com os parentes ricos em Bel-Air. E a família era uma zueira só, começando pelo pai Philip, um juiz gordão e que sempre estava tentando colocar um pouco de juízo na cabeça de Will, sua esposa Vivian, e seus três filhos, a superficial Hillary, que só pensava em arrumar namorados e em se maquiar, o hilário Carlton que sempre bancava o bom moço e se envolvia nas trapalhadas do primo e a simpática Ashley, que passa por todos aqueles episódios típicos de uma jovem adolescente chegando na puberdade. Completa a família o irônico mordomo Geoffrey, com suas frases hilárias. Vale a pena citar também Jazz, o amigo de Will, que quase sempre aparecia sendo jogado por Philip pela porta da casa. Sem dúvida é uma série bem legal, as piadas são fenomenais, e não faltam episódios engraçados, de se mijar de tanto rir.

E não podemos nos esquecer da engraçadissima dancinha do Carlton!



5 - Step by Step


Essa passava na Warner, outra das séries família, mas que tinha também seu bom humor e idéias bem boladas. Sem falar de um elenco imenso, já que ela conta a história de um construtor que havia se separado e que acaba se casando impulsivamente com uma cabeleireira viúva. Acontece que cada um deles já tem três filhos, e com isso tem-se uma família imensa morando debaixo de mesmo teto, com as crianças de cada família levando um tempo até aceitar seus novos irmãos.

Frank Lambert fazia toda a pinta de típico americano, mas desastrado que só ele e sempre tendo que bancar o machão, enquanto que Carol Foster era a mãe destrambelhada e meio doida, cheia de manias e querendo a harmonia do lar. e em diversos episódios os dois sempre sem metiam naquelas situações cômicas que apenas os casais de sitcoms passam, mas o figura do Frank sempre rendia gargalhadas, como em uma clássica situação na qual a esposa lhe dá uma sunguinha francesa de presente.


"O homem não tem que ser sexy, isso é papel da mulher! O homem tem é que ser peludo!"

Mas o grande destaque ficava para os filhos. Do lado Lambert da família, havia o desleixado e fã de esportes J.T., a invocada e durona Al e o bobão (e meio porco) Brendan, enquanto que do lado Foster havia a estudiosa e sarcástica Dana, a supérflua e patricinha Karen e o nerd Mark. Por boa parte da série, os trios vivem sacaneando um ao outro, em especial J.T. e Dana, com provocações constantes. E depois de algumas temporadas, viria a nascer Lilly, a filha de Frank e Carol.

Haviam também outros personagens presentes, com destaque para Cody, o sobrinho de Frank. Um sujeito doidão, com sua voz de babaca e jeitão engraçado. Apesar de sempre ter boas intenções, sempre acaba tendo idéias que levam a nos imaginar se ele não é filho do Kramer do Seinfeld. Sem falar naqueles episódios que sei lá por que cargas d'água ele parecia com um puta chapéu de queijo...

Outro personagem que merece destaque é Jean-Luc, um cabeleleiro afeminado que é amigo de Carol e aparece em algumas temporadas, com seu sotaque francês e também sempre fazendo besteiras. E, sim, ele é o mesmo cara que fazia o Serge, aquele viadão da galeria de artes do Tira da Pesada!


Era uma série muito divertida, gostava bastante pois tinha um humor bem inocente e descontraído. Sem falar que era legal ver como os filhos iam crescendo, destaque por exemplo para Al (a que eu achava mais gracinha), que chega no final como uma gatinha... Aliás, ela continuou amadurecendo ainda mais depois da série, a ponto de se tornar uma über gata!

Por que depois de falar de quase todas as séries, tenho que fazer um comentário sobre a atriz que eu achava mais bonita? Estou com problemas...



4 - Friends


Se você não conhece Friends, merece levar uma surra de cinto no meio das fuças! Uma das séries mais premiadas e famosas de todos os tempos, dispensa comentários e apresentações. Contava a vida de seis amigos que viviam em Nova Iorque, e rendeu várias temporadas.

Acho que não preciso falar muito sobre os amigos, pois tenho a certeza de que você conhece a avoada e ex-patricinha Rachel, por quem o eterno bobão apaixonado Ross era gamado desde o colegial, sua competitiva irmã Monica que tem mania de limpeza, que viria a se casar com Chandler, sempre fazendo as suas piadas sem-graça e tendo que provar sua masculinidade, o melhor amigo de Joey, o ator fracassado e galanteador que adora sanduíches, que sempre se metia nas situações mais hilárias com sua amiga exotérica e doidinha Phoebe. Um grupo de amigos bem divertidos, com quem tenho a certeza de que todos gostariam de conviver, seja nas constantes reuniões no apartamento de Monica no Village, seja no café Central Perk.

Sempre vem aquela situação, de se perguntar qual ou quais eram os amigos preferidos. É páreo duro, mas eu sempre gostava muito do Joey, com seu patenteado "How you doin'?" e a doida da Phoebe e seus comentários absurdos. Quando juntavam os dois em um episódio, era certeza de ser bem engraçado. 

Aliás, não faltam episódios memoráveis... Como aquele do jogo de futebol americano, o outro onde tem o blecaute (aquele em que Chandler fica preso em um caixa eletrônico com uma modelo e só paga mico), aquele da guerra de sexos no pôquer, tantos episódios...

Pode parecer que eu não estou sendo muito original, mas sem dúvida Friends foi uma série marcante. Não apenas pelas suas piadas e situações extremamente cômicas e engraçadas, mas também havia no fundo sempre aquela torcida para que o casal Ross-Rachel desse certo. Tudo bem que era um relacionamento que passou por umas peripécias absurdas, mas não duvido que eu não tenha sido o único que ficou muito feliz com o episódio final, onde Rachel desiste de ir para a França e os dois ficam finalmente juntos. Principalmente por eu saber que sou muito parecido com o Ross em vários aspectos, embora ainda não encontrei a minha Rachel...


E admito: sempre me emociono naquele episódio onde eles estão vendo a fita da formatura de Rachel e Monica (quando Rachel tinha um nariz meio avantajado e Monica era meio gordinha), onde Ross, com cabelinho afro e bigode new wave, quase a leva para o baile. Não dá para descrever, melhor ver o vídeo, a qualidade não é lá essas coisas, mas mostra toda essa cena.



3 - Married With Children


Antes de aparecerem os Simpsons, exemplo de família desajustada era o Married With Children. Essa é a única série aqui da lista que eu já conhecia antes mesmo da TV a cabo, se estou bem lembrado ela passava na Bandeirantes com o nome toscamente traduzido de Um Amor de Família, uma das mais hilárias séries que já passou na televisão.

Aqui temos uma das famílias mais doidas que já se teve notícia, liderada pelo fracassado Al Bundy, um vendedor de sapatos que tenta sobreviver com um salário mixuruca, vivendo das glórias do passado quando jogava futebol em Polk High (onde fez 4 touchdowns em um jogo) e dirigindo o mesmo Dodge aos pedaços. É casado com Peggy, a primeira dona-de-casa a ostentar um penteado abissal, antes de Marge Simpson. Se bem que dona-de-casa apenas no nome, pois ela não faz comida nem arruma a casa, só fica assistindo TV e comendo bombons, além de gastar a pouca grana de Al sempre que pode. Temos a filha mais velha Kelly, que é talvez a loira mais burra da face da Terra e que usa seus dotes físicos para conseguir o que quer, e o filho mais novo Bud, talvez o mais inteligente da família, mas que é mais tarado que um macaco no cio, embora tenha mais azar com as mulheres do que o texugo que vos fala...

Temos na história também os vizinhos dos Bundys, que sempre acabam sofrendo um pouco com seus modos grosseiros. A principal vítima disso é Marcy, a vizinha magricela e feminista, melhor amiga de Peggy e constantemente sacaneada por Al. Sempre é uma troca de gentilezas entre os dois, ele dizendo que Marcy mais parece uma galinha e ela dizendo que Al é um homem das cavernas, essas coisas. No início da série Marcy é casada com Steve, sujeito meio nerd e babaca, que embora seja até amigo de Al muitas vezes faz tudo para bancar o superior a ele. Depois ela acaba se casando com Jefferson, malandrão folgado e que na verdade mais parece ser o boy-toy de Marcy, apesar de sempre a sacanear pelas costas, juntamente com Al.

E também temos que falar de Buck, o cachorro... Sempre observando a família e fazendo comentários em sua mente a respeito deles. Ele fala tão mal deles que quando morre ele acaba parando na entrada do céu canino, onde o juiz é um gato, e o faz reencarnar em Lucky, o novo cachorrinho que os Bundys encontram depois.


Cara, essa série era fantástica! Era de ficar com a barriga doendo de tanto rir, ao ver o fudido do Al sempre se dando mal. Chegava a ser absurdo, dava até pena naqueles episódios onde ele estava quase se dando bem e acontece um revés tremendo, na sua maioria das vezes provocado por Peggy, que parece que tem a missão de fazer seu marido sempre infeliz. Sem contar as burradas sem tamanho de Kelly, que podia ser bonitinha mas era mesmo mais tapada que uma pedra, e Bud encarando o mesmo azar do pai, sempre levando porrada das garotas.

E era uma série controversa também, constante alvo daqueles desocupados que posam de defensores dos bons costumes. Al não poupava ninguém, sacaneando desde os gays até as mulheres gordas que constantemente iam em sua loja de sapatos, só para ouvir uma piada hilária do vendedor de sapatos.


2 - Seinfeld


Quer série mais clássica do essa? Simplesmente uma das melhores séries de comédia já feitas, cujo assunto era sobre... nada! Era o charme das histórias, sempre falando de assuntos absurdos, mas cotidianos, alguns dos quais certamente já passamos alguma vez. Como estar apertado para ir no banheiro e ter que se aliviar em algum canto, lutar para encarar o metrô lotado ou lidar com parentes doidos.

É difícil não sentir saudades do quarteto de amigos que vive em Nova Iorque, liderados por Jerry Seinfeld, que representa a si mesmo como um comediante fã do Superman, de cereais e limpeza. Tinha também o impagável George Costanza, seu amigo azarado, um verdadeiro merda com quem tudo de ruim acontece e que sempre tenta se dar bem. Havia a hilária Elaine Benes, ex-namorada de Seinfeld e que também tem das suas neuras e momentos bizarros, além de ser uma péssima dançarina. E por fim, mas não por último, quem não caía na gargalhada com o doido do Kramer, sempre com suas idéias absurdas e entradas desembestadas pela porta do seu vizinho Seinfeld.


Haviam outros personagens também, que sempre rendiam boas piadas, participando na medida certa, sem ofuscar os protagonistas mas também não sendo meros coadjuvantes. Como os loucos (e escandalosos) pais do George, o Uncle Leo e seu patenteado "Heloooooo Jerry!", o chefe de Elaine J.Peterman e suas frases de efeito, Susan, a noiva de George que acaba morrendo após lamber os envelopes dos convites de casamento de qualidade duvidosa escolhidos por ele, e tantos outros... E, claro, não podemos esquecer do ignóbil e asqueroso Newman...


E mesmo aqueles personagens que só apareciam em um episódio, foram vários que marcaram... Por exemplo, quem assistia a série se lembra do Iev Kassam...

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Não lembra? Claro que lembra, na verdade só fomos apresentados ao seu nome no último episódio, o mais conhecido como o Soup Nazi.

Seinfeld era uma série hilária e inteligente, as piadas eram muito bem boladas e os episódios fantásticos. O mais legal é que as histórias eram bem realistas, falavam de coisas do mundo real e do cotidiano, então era bem fácil a gente se identificar com as situações e pensar "puxa, já passei por coisa parecida". Principalmente certos episódios clássicos, ambientados em um único lugar, como o da garagem ou do restaurante chinês... Só mesmo com um excelente humor para em um único cenário conseguir fazer um episódio de 20 minutos que nos faz rir.


1 - Lost


Minha série favorita! Ainda vai render um post mais focado nessa que foi uma das séries mais empolgantes dos últimos tempos. Essa foi talvez a única série que eu acompanhei de cabo a rabo, todas as segundas-feiras naquele canal AXN (pode me criticar, não sou desses de baixar a temporada completa na internet e assistir tudo de uma vez). Apesar de muitas pessoas se dividirem aqui, com muita gente odiando a série por seu final de certa forma inconclusivo, eu achei demais, muito legal de se assistir.

É difícil detalhar pontos de maior destaque nessa série de grandes mistérios. Tinha o herói principal, o Jack, que apesar de sua postura de destemido líder, também cometia seus erros, tinha suas falhas. Tinha o sempre falastrão e mulherengo do Sawyer, um dos meus favoritos. Não, ao contrário das garotas de calcinhas molhadas que adoravam o pilantra pelo sua pinta de galã, eu achava ele legal por sempre ter um desaforo na ponta da língua, de sempre ter um apelido para sacanear alguém, pela sua postura de ser o mais filho da puta da ilha. Pelo menos, não mais que o Ben, o bandidão da história, com sua cara de babaca e voz irritante, sempre se julgando superior aos outros. Tinha também a misteriosa Kate, com seu passado de crimes e mortes, buscando se redimir na ilha, e dona de um dos rostinhos sardentos mais cativantes da TV.


E a lista não pára por aí, em Lost haviam muitos outros personagens com histórias interessantes, como o casal Sun e Jin, o careca Locke, que também era um bem legal, o simpático Hurley, que apesar de passar meses na ilha não emagreceu um grama, o roqueiro Charlie, o escocês Desmond, a gracinha cuti-cuti grávida Claire, o iraquiano Sayid... Muitos personagens marcantes, muitos deles que acabavam batendo as botas em algum ponto da série, sempre aquele momento de pesar, de revolta a tristeza ao ver aquele que você vinha acompanhando e torcendo para que se salvasse da ilha.

O que eu achava legal em Lost é como havia uma história bem interessante. Apesar de, claro, ser algo meio fantasioso, como com temas de viagem no tempo, fumaça preta e outras coisas, mas havia sempre algo para prender a atenção, sempre ficavam aquelas perguntas no ar. Chegava a ponto que, no auge da série, haviam várias pessoas com teorias e suposições. Terminava o capítulo, sempre com aquela cena de deixar dúvidas, a ponto de me fazer ficar pensando durante toda a semana o que poderia acontecer. Muito legal...

Tinha só uma coisa que eu achava escroto em Lost...


Cara, como eu achava esse robôzinho babaca! Puta merda!


Extra - The Big Bang Theory


Permita-me explicar... Esse post aqui começou efetivamente há alguns anos atrás, eu comecei a escrever aqui tem muito tempo, lá pra início de 2012. Fazia parte de uma daquelas postagens que estava aqui na seção de rascunhos faz muito tempo, pegando poeira enquanto eu não me decidia de terminar, e aguardando um momento mais oportuno. Só agora é que eu consegui parar pra terminar isso daqui, e de lá pra cá comecei a assistir outras séries mais recentes, algumas muito boas, dignas de estarem aqui nessa lista. Para não esculhambar tudo que eu já tinha feito (embora não faria muita falta tirar Mysterious Ways da lista), decidi colocar aqui também uma série que eu estou gostando muito, que é The Big Bang Theory.

Mais uma daquelas comédias hilárias, centrada na vida de quatro amigos nerds, que sempre fazem das coisas mais hilariantes. Destaque para o doido do Sheldon, o mais cricri do grupo, sempre querendo mostrar que é o mais inteligente dos outros, e sempre faz isso da forma mais escrota possível, a ponto de fazer com que seus amigos se emputeçam com ele. Ele divide apartamento com Leonard, que é um nerd mais pé no chão e que tem uma paciência de Jó para aturar as maluquices de Sheldon. É também um romântico assumido, se apaixonando pela Penny, a vizinha bonita, mas meio cabeça de vento, que mora do outro lado do corredor. Completam o grupo Howard, com seu visual tosco de Beatles e uma libido incontrolável, mas que precisa fazer tudo para esconder fatos vergonhosos como ainda morar com sua mãe e por ser o único dos amigos que tem apenas um mestrado, e Raj, indiano ingênuo que só ele, com sua cabeça infantil e um medo incontrolável de falar com mulheres, a ponto de ficar completamente mudo, a não ser que esteja bêbado.


Muito engraçada a série, inclusive pelo fato de fazer inúmeras piadas e referências com ciências, Star Wars, quadrinhos e outras coisas da esfera dos nerds (as quais eu começo a perceber que gosto também...). Além dos quatro amigos, tem a Penny, vizinha de Sheldon e Leonard, que acaba virando namorada deste. Penny faz todo o estilo de loira burra, não entendendo principalmente os comentários exageradamente científicos de Sheldon. É a prova de que The Big Bang Theory é realmente uma ficção, pois nunca em nenhum lugar do mundo um nerd baixinho, de óculos e cabelo engraçado que não pode chegar perto de leites e derivados, iria conseguir namorar uma gata como Penny.


Com o passar da série, surgem ainda mais duas representantes do sexo feminino para completar o grupo, sendo a primeira a igualmente nerd da Amy, também cheia de manias estranhas e que por algum motivo absurdo se apaixona por Sheldon, embora ele apenas pense que Amy é um exemplar do sexo feminino de grande inteligência com a qual poderá gerar filhos que serão no futuro uma geração de melhores seres humanos, superiores aos demais. Logicamente, filhos gerados de forma artificial. E também aparece na série a simpática Bernadette, também ligeiramente nerd, com seu sorriso forçado e voz de desenho animado, que por algum motivo acaba se apaixonando pelo tarado do Howard. Mas apesar de ser toda cuti-cuti e quietinha, quando ela estoura de raiva, sai de baixo.

Sem dúvida uma série divertida, não tem como deixar de fora da minha lista. Difícil decidir a posição, talvez entre lá no quarto lugar, na frente do Friends...


Bom, e essa é a lista. Se não gostou, fique à vontade criar seu blog e colocar lá a sua lista de melhores séries. Gosto não se discute, cada um tem o seu, ainda mais quando o assunto é alguma coisa ligada ao entretenimento. Tem gente que acha por exemplo as comédias americanas sem graça, e prefere séries sérias, tipo um CSI. Outros gostam de melodramas, típicas novelas como Desperate Housewives ou Grey's Anatomy. E tem aqueles que adoram Chaves. Cada um é livre pra gostar do que quiser, essas são as que mais gosto (ou gostava, já que muitas acabaram), se não concorda com minha opinião, vá chupar um prego!

*** UPDATE - 05/01/2014 ***

Esse é um post antigo, como eu disse, terminei recentemente, lá em 2012 eu tinha chegado até o Friends, terminando os demais agora na virada do ano, tive até que relocalizar outro link do Youtube do vídeo. E hoje, vendo o 9gag (que não é só de piada), descobri que o ator James Avery, que fazia o Tio Phil na série The Fresh Prince of Bel-Air faleceu nesse dia 31 de dezembro... Uma pena, como disse era uma série muito legal, marcou a minha juventude...

2 comentários:

Janerson disse...

Algumas séries bem legais. Eu colocaria também The Wonder Years que fala sobra a adolescência de Kevin Arnold e sua família, That 70s Show e seu panorama dos maravilhosos anos 70 e Two and Half Man.

Texugo disse...

Obrigado pela visita Janerson.

Realmente tem outras séries bem legais, razão pela qual eu até dei uma espremida para colocar The Big Bang Theory. Mas, séries favoritas é uma coisa bem pessoal.

The Wonder Years eu não assistia, não me chamava a atenção, embora muitos colegas curtissem. That 70s Show era bom também, assim como Two and a Half Men, embora só na fase inicial com o Charlie Sheen, na minha opinião.