terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Chega de Realities!

Recentemente começou uma nova edição de um dos programas mais insuportáveis da face da Terra, o Big Brother Brasil, ou BBB para os íntimos. Já são anos que temos que suportar essa merda, que não se restringe à Rede Globo (da qual eu passo longe), mas que também toma conta da programação de praticamente todos os canais pagos da rede do Plim-Plim, assim como das conversas no restaurante, no ônibus, no trabalho, na Internet e nas redes sociais. Toda hora vemos comentários estúpidos e que me enojam, do tipo "o fulano fez pirocóptero no chuveiro", "a fulana ficou pelada" ou "o beltrano e a siclana treparam debaixo do edredon". Impressionante como o povão se esbalda ao acompanhar a vida de um monte de desconhecidos em uma casa absurda, onde a putaria rola solta.

É tanta putaria que ocorre nesse programa, que chega a ser obscenas certas coisas. Fico imaginando como é que o namorado de uma participante ou a noiva de um participante devem se sentir ao saber que sua cara-metade vai participar de um programa desses, onde é incentivado todo o tipo de promiscuidade, imagina só como seria se tornar corno em rede nacional. É tanta putaria que nessa edição chutaram o balde e convidaram uma stripper.


Tá bom... Confesso que ela tem um par de razões que são interessantes...

O engraçado é como o povão adora essa merda, ainda ficam dizendo que todo mundo vê, mas muita gente não admite. Eu não vejo essa bosta, a única vez em que eu tive que suportar essa porcaria foi quando certa vez estava vendo um show musical no Multishow há muitos anos atrás, e em um intervalo colocaram quase vinte minutos de cenas da pôrra da casa! Fiquei muito puto, pois ainda cortaram parte do show que eu estava assistindo. 

E deve-se destacar que existe outro grande motivo para eu não suportar essa merda...


Cara, escutar um dos "versos" do Bial deve ser a mesma sensação do que ter uma barra de ferro, da bitola de um hidrante, ardendo em chamas a mais de mil graus, sendo empalada no meio de seu orifício retro-furicular, enquanto escuta um CD com os grandes sucessos do Frejat.

Em todo caso, essa história do BBB me fez fazer esse post, para comentar a respeito de um câncer da televisão mundial, que são os reality shows. De alguns anos pra cá, é impressionante a quantidade de programas desse gênero, trazendo meros desconhecidos e colocando-os diante das câmeras, enquanto eles encaram a "realidade". 


Realidade entre aspas pois a imensa maioria dos programas retrata tudo, menos realidade. Claro que em alguns casos essa é a intenção, mas em outros, como o Big Bosta Brasil, fazem um discurso de que tudo ali é real, mas na prática é tudo moldado para atrair a audiência. Ou vai me dizer que é realidade uma dúzia de adultos de diferentes classes sociais, que fica numa casa só fazendo nada, malhando ou na piscina, ou fazendo festa todas as noites?

Claro, eu não estou sendo aqui drástico. Eu digo que tem alguns pouco reality shows que eu gostava de assistir, mesmo se ficamos com aquela dúvida se realmente tudo ali é real ou se não é forçado. Aquele Survivor, onde o pessoal ficava numa ilha e tinha que sobreviver (e que foi porcamente imitado pela Globo) era bem interessante; o The Amazing Race, muito legal, pois ele assumia mesmo o objetivo de ser uma "corrida ao tesouro", com o toque especial de ser ao longo de vários países do mundo; sempre achei legal a Guerra do Ferro-Velho, com o pessoal tendo que improvisar para construir máquinas bizarras; tinha outro parecido, chamado Full Metal Challenge, onde equipes de vários países tinha que construir veículos bizarros para enfrentar uma competição; aqueles programas policiais também são legais, mostrando polícia que funciona de verdade, e não essa bosta daqui do Brasil; o American Chopper sempre arrancou boas risadas com as constantes brigas entre o Paul Sr. e o Paul Jr., enquanto faziam as motos mais maneiras.


Confesso que até acho curioso o Beauty and The Geek (chamado por aqui de As Gostosas e os geeks), que passa no Multishow, onde são formados casais com uma garota lindíssima, dessas de parar o trânsito, mas que normalmente é mais burra que uma porta, e um nerd totalmente feio e desajeitado. Os casais competem em provas que justamente tentam forçá-los a vencer suas fraquezas, com cada um se ajudando. Por exemplo, a garota tendo que responder perguntas de ciências, ou o carinha tendo que participa de uma competição de dança. Apesar de parecer meio apelativo, acho legal pois mostra como não devemos nos ater aos estereótipos, que não é porque o cara tem uma pinta de nerd que ele é sem graça, e não é porque a menina é gata que ela não tem como ter conteúdo e ser inteligente.

Mas tem uns programas que realmente são insuportáveis! São umas idéias que inventam para realities que não tem nada a ver, sobre assuntos que realmente não são de interesse de ninguém normal, ou que chegam ao limiar do ridículo. Por exemplo, como aqueles programas de emagrecimento, tipo aquele quadro Medida Certa do Fantástico, onde as pessoas precisam perder peso para ganhar a competição, com os gordinhos suando a camisa. Acho algo meio pesado (com trocadilho, por favor), pois sei o que é estar acima do peso, embora não morbidamente como os participantes desse programa. Se já não bastasse serem zoados na vida real, tinham que pagar o mico de serem zoados na telinha.


Embora tenha coisa pior do que tentar convencer gordinhos a reduzir a comilança para conseguirem caber em uma singela roupa XXG. Insuportável mesmo era ver isso...


Cara, Queer Eye For The Straight Guy é inacreditável! Juntaram cinco bichonas, sendo que a moçoila loira é tão viada que vale por dez, cada um deles focado em uma área (como vestuário, gastronomia, decoração e outros assuntos extremamente "másculos") que tentam dar dicas para sujeitos que não se cuidam, de forma assim a agradar mais suas famílias, amigos e namoradas. Acontece que na verdade a imensa maioria das dicas acaba tornando o cara afeminado, tanto que muitos dos sujeitos acabavam se enrolando na hora de seguir as dicas coloridas. Sinceramente, se o cara tem uma namorada ou amigos que decidiram inscrevê-lo nesse reality show, deveria era arrumar outras companhias...

Seguindo na outra direção, o que não falta hoje em dia são programas de culinária. Não estou falando de programas onde se ensina a fazer comida, algo como um livro de receitas na televisão, como fazia a Ofélia, mas aqueles manjados realities onde tem-se uma competição entre vários chefs, sempre tendo algum entendido do assunto que julga os pratos, dizendo quais que são como um delicioso orgasmo para o paladar e quais que são como algo regurgitado por um leproso. Cada um claro tenta manter o seu estilo para fugir da mesmice, como o viadinho do Jamie cheio de suas frescuras e ares europeus ou aquele maluco que xinga os seus pupilos de tudo quanto é jeito quando eles erram feio.


Pra você ver como hoje temos essa overdose de programas de culinária, chegaram ao cúmulo de inventar uma atrocidade que se chama "Life After Top Chef". Resumindo, se não bastasse termos o programa padrão Top Chef, onde aspirantes a mestre-cuca tentam impressionar os juízes para ganhar o prêmio, temos agora um programa paralelo que mostra a vida de vários dos competidores que foram eliminados! Puta merda, se eu curtisse um programa desse tipo, eu iria dar a mínima pra quem perdeu, cacete?

Outro tipo de programa que é chato pra cacete são aqueles realities que acompanham a vida de alguma celebridade, ou pior ainda, de alguma sub-celebridade. Tipo, aquele em que a Paris Hilton e sua amiga fingiam que tentavam arrumar emprego, ou aquela outra da gordinha Honey Boo Boo que queria ser Miss Mirim, ou então aquele outro que acompanha a vida da "socialite" Kim Kardashian, mais conhecida por aquele vídeo. Desses programas, só teve um que se salvava, que era Os Osbournes.


Afinal de contas, quer algo mais engraçado que um programa com o Ozzy fazendo as suas merdas? Ele chegou a admitir que estava chapado em TODOS os episódios do programa!

Também deve-se falar a respeito de como que aqui no Brasil conseguem tornar esses programas ainda piores. Não só o Big Brother, que é realmente o que há de pior na face desse planeta, mas se você for pegar certos programas como o The Voice, imitação dos programas de música tipo American Idol, porém descendo o nível, trazendo a sempre enjoativa MPB. Se já não bastassem todos os cantores e cantoras de merda que surgem naturalmente dos cantos mais fedorentos desse país, temos que aturar também criaturas como essa, fabricadas no programa.


Bom, isso é que se espera de um programa que tem como jurados a turma abaixo: o gagá do Lulu Santos, cuja carreira acabou lá nos anos 80 mas se esqueceram de avisá-lo, o Daniel sempre com sua cara de cu sem pestana e que só ganhou fama depois que deixou de ser dupla sertaneja, o Carlinhos Brown que não merece comentários, que nos trouxe "grandes" invenções como Olodum, Tribalistas e caxirola, e a Claudia Leite que no final das contas é uma cópia loira da Ivete Sangalo.


Mas tudo bem, pois a Claudia Leite é muito mais gata que a Ivete Sangalo...

Enfim, bem que podiam parar um pouco com esses realities, já está enchendo o saco. Infelizmente a grande maioria deles é boçal, sem graça e apelativa, principalmente quando se tratam de produções nacionais, como BBB e A Fazenda, que descem mais baixo que o nível de uma gilette deitada. Só ocupando espaço na programação, tirando o lugar de programas mais interessantes ou séries mais legais de se assistir, vejo que cada vez mais fazer programas desse tipo está se tornando mais comum. Programecos de quinta categoria, que não trouxeram nada de útil para a sociedade.

Bem... com exceção dela...


Sem dúvida, a Grazi foi a única coisa de bom que saiu do BBB, a Sabrina Sato também não fica atrás, mas sou mais a loirinha... Como é que aquele babaquara que era casado com ela (ou ainda é, não sei) abriu mão dela? Eu não daria esse mole...

Um comentário:

Janerson disse...

O pior de tudo é a imbecilidade de sempre: os caras são chamados de "heróis", são vistos como "guerreiros", tem fã-clube e acessoria de imprensa entre outras coisas. Nas raríssimas vezes que ouço e não assisto a rede Bobo (sim, a patroa adora novelas e eu fico de costas para a TV na hora do jantar), aparece a enquete; quem deve sair do BBB? Aí aparece um balaio de aculturados, dispostos a participar e a responder, como se os participantes fossem semideuses. É... nossos programas televisivos já foram beeeeem melhores. Abraço.