quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Temporada das Regravações

Ultimamente, se você ligar o rádio, escutará algumas músicas familiares, mas nas vozes de outros cantores e cantoras. Apenas para citar alguns exemplos:

  • How Deep Is Your Love, clássico original dos Bee Gees, regravada pelo The Bird and The Bee (isso é nome de grupo?)
  • Listen To Your Heart, da aclamada dupla sueca Roxette, na voz do DHT
  • Take My Breath Away, do Berlin (a famosa trilha de Top Gun) cantada agora pela Jessica Simpson
  • Heaven, do Bryan Adams, sendo dublada pelo DJ Sammy (quem?)
  • Papa Don't Preach, da Madonna, cantada pela Kelly Osborne (a filha do Ozzy, o comedor de morcegos)
  • Losing My Religion, original do REM, reproduzida pela brasileira Danni Carlos (que só regrava músicas dos outros)
  • Everything I Do, I Do It For You, outro clássico do Bryan Adams que é destruída na voz de Brandy
  • Billie Jean, sucesso do saudoso Michael Jackson, cantada de maneira enjoativa por Berk and The Virtual Band

Pessoalmente, não gosto muito do que está acontecendo, pois a grande maioria desses "redubladores" está pegando músicas de sucesso de bandas já conhecidas e simplesmente cantando de novo. Onde está o trabalho de compor a música? Assim fica fácil, pegar canções bem escritas e famosas e apenas dar uma roupagem um pouco diferente. A referência ao grupo original muitas vezes está bem escondida no encarte em letras miúdas, e com isso muitas pessoas (na maioria os jovens de hoje, que escutam bastante música) acabam associando a canção ao novo grupo. Sem falar que existem raríssimas exceções nas quais a regravação é, no mínimo, de mesma qualidade que o original.

Claro que existem certas exceções. Existem casos de músicas que são regravadas como forma de tributo a algum cantor ou cantora famoso, mas nesses casos sempre é feita a referência a essa pessoa; existem até aqueles que pegam certas músicas de menor sucesso e dão uma nova roupagem a elas, tornando-as grande hits. Cito um exemplo: lá nos anos 60 ou 70, o grupo irlandês Fleetwood Mac escreveu a música Dreams, que teve uma relativa fama, mas nunca emplacou tanto como seus outros sucessos. Alguns anos mais tarde, seus conterrâneos do The Corrs, uma simpática banda formada por três irmãs e um irmão, gravaram essa música para um álbum de tributo para o Fleetwood Mac, e essa nova versão foi um grande sucesso por lá.

Mas esse foi um caso à parte, afinal de contas a música foi mesmo regravada para esse álbum de tributo, e acabou conseguindo um sucesso incrível, muito maior que sua versão original, para surpresa e satisfação do próprio Mick Fleetwood. Só que na maioria das vezes não é isso que ocorre, e temos uma regravação chula, que não se compara em nada ao original... Por exemplo, pega na lista acima a Take My Breath Away, música clássica do Top Gun, trilha sonora de vários namoros nos anos 80 e 90. Coloca então essa música na voz artificial e irritante da Jessica Simpson. Ela pode até ser gostosa, mas diria que apenas quando está de boca fechada...


O pior de tudo quando falamos de regravações é olhar para as músicas nacionais... Já expressei em outras oportunidades meu desprezo e nojo pela MPB, e uma das razões é que os cantores brasileiros tem uma originalidade baixíssima, e em função disso eles muitas vezes recorrem a músicas de outros cantores. Principalmente entre eles, conseguindo em certas ocasiões piorar músicas que já eram uma bosta, mas também pegando músicas estrangeiras e regravando.

Um exemplo clássico disso foi feito pela fanchona da Zélia Duncan. Veja a música Catedral dessa mulher, que não coloco link ou vídeo aqui não necessariamente em respeito aos direitos autorais (embora nesse caso de regravação descarada é até irônico pensar nisso), mas pelo fato que o Texugo Maluco é um blog família e não vou divulgar drogas pesadas aqui. Vá no YouTube e procure por essa música e a escute, se aguentar.

Zélia Duncan, que bicho feio!

Sobreviveu? Depois procure pela música Cathedral Song, da cantora Tanita Tikaram. Essa vai dar trabalho... Escute com atenção...

Até na beleza a Tanita ganha da Zélia Dunca de longe...

Sim, uma mera desconhecida no cenário musical, aposto que você nunca ouviu falar no nome Tanita Tikaram na sua vida... Mas a tal da Zélia Duncan precisa agradecer a essa cantora, já que a sua música Catedral é descaradamente igual à Cathedral Song! Coisas da MBP, alguém ficar famoso por uma música que não fez e apenas regravou... Aliás, uma grande injustiça com a cantora britânica... Acho que até de birra vou ver se acho mais músicas dela, e vou começar a divulgar por aí.

Coisas assim tinham que ser proibidas, pra mim isso é caso de polícia! Acham errado, uma afronta aos direitos autoriais quando o cara baixa uma música pela Internet, mas quando é uma bandinha de merda como Bonde do Forró, que pega uma música fantástica como Spending My Time, do Roxette, e a regrava de maneira cretina e sem-vergonha, aí não tem problema?

Meu Deus... What the pôrra is that?

O pior de tudo é que me arrisquei a escutar essa regravação, para ver o quanto esses desgraçados estragaram uma das melhores músicas que eu já escutei... Cacete, não aguentei 10 segundos...


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