domingo, 11 de setembro de 2011

Uma década depois...

O dia de hoje marca o aniversário de dez anos de um dos eventos mais importantes e marcantes desses últimos tempos. Foi nesse dia que ocorreram os covardes atentados aos EUA, com a destruição das torres gêmeas do World Trade Center em Nova Iorque, culminando na morte de milhares de pessoas inocentes... Sem dúvida o maior atentado terrorista jamais realizado...

E eu tenho certeza que você se lembra exatamente de onde estava e o que estava fazendo na hora do atentado. Eu me lembro bem desse dia, 11 de setembro de 2001. Eu tinha ido para a faculdade para fazer alguns trabalhos em grupo, e estava em um laboratório durante toda a manhã, ignorando qualquer coisa que estivesse acontecendo no mundo, mais isolado que um ermitão em uma caverna. Só depois quando eu estava indo almoçar é que uma amiga comentou a respeito, de que haviam feito um ataque aos EUA.

Claro que as pessoas sempre distorcem a realidade, é impressionante como nego inventa umas coisas absurdas. E os comentários iam desde que os EUA haviam sido riscados do mapa ou que a Casa Branca havia explodido. Confesso que naquele primeiro momento, sem acesso às notícias e tudo mais, fiquei muito preocupado que poderia estar acontecendo algo bem catastrófico. Afinal de contas, quando se vive a infância na década de 80, com toda aquele medo de guerra nuclear entre EUA e os russos, um certo medo de que uma guerra mundial estivesse ocorrendo sempre existia. Ou então até mesmo uma revolta inesperada das máquinas, como acontecia nos filmes do Exterminador do Futuro...


Interessante notar como foi há apenas 10 anos, mas naquela época não tínhamos tanto acesso rápido à informação como temos hoje, no máximo se você tivesse acesso a um computador para ver a Internet. Tivessem os atentados ocorrido hoje, todos estariam sabendo com muita rapidez do que estava ocorrendo, acessando seus smartphones e celulares. E, claro, já estariam postando comentários no Twitter ou Facebook, condenando ou comemorando o ocorrido.

Antes de ir ao restaurante, passei na sala de convivência do nosso curso, pois lá havia uma TV vagabunda, e pude então constatar na prática o que havia acontecido. Bem longe dos exageros que estava escutando pelos corredores, mas não menos trágico. Naquela hora todos os aviões já haviam atingido seus alvos, com exceção daquele que caiu no caminho, devido à ação heróica de seus passageiros, que lutaram contra os desgraçados dos terroristas, impedindo que ele se chocasse contra o Capitólio.

O pior de tudo era ver a reação das pessoas ao meu redor ao atentado. Eu estudava em uma universidade pública, e já sabemos que tais lugares são repletos de fãs do comunismo e do PT, verdadeiros socialidiotas que sempre levantam a bandeira anti-americana. Cansava de ver, desde alunos até professores, que aparentemente se viam no "dever cívico" de serem da esquerda e odiarem os EUA por estudarem ou trabalharem em uma faculdade federal ou estadual.


Todos eles pareciam estar se divertindo com tudo! Sério, eu ficava embasbacado com isso! Estava eu no restaurante tentando comer alguma coisa, e tinha lá uns alunos e servidores comemorando, achando um barato as torres em chamas. Chegaram até a fazer aquele barulhinho do Coiote caindo no precipício quando pessoas do World Trade Center, no desespero de saber que jamais seriam resgatadas, estavam se jogando do alto do prédio para a morte certa... Eu ficava enojado ao ver aquilo, ver como as pessoas conseguem ser tão desumanas e cretinas a ponto de rir da morte de pessoas inocentes.

Uma coisa que eu achava absurdo eram algumas pessoas (muitas até colegas minhas), que adotavam uma postura de aprovar os atentados mas não querendo admitir isso, para não posar de desumano embora estivessem rindo por dentro. Diziam coisas como "puxa, que triste esse atentado, é uma pena... mas foram os EUA provocaram isso," ou "não concordo com o que aconteceu, mas bem que os americanos mereciam levar uma porrada dessas".


Sério, não gosta dos EUA e não concorda com sua política, é um direito que você tem. Ninguém te obriga a gostar deles, ver seus filmes e seriados ou consumir seus produtos, embora tenho certeza absoluta de que todos esses vermelhinhos de merda anti-americanos já viajaram pra Miami, assistem filmes de Hollywood, calçam tênis Nike e comem no McDonald's. Mas a partir do momento que aquelas pessoas estavam se deliciando, praticamente tendo orgasmos ao ver milhares de inocentes das mais diversas nacionalidades morrendo de forma cruel por conta de um atentado de um bando de terroristas filhos da puta, na minha opinião essas pessoas não são tão diferentes daqueles terroristas... A única diferença é que os terroristas do 11 de setembro colocaram em prática seu ódio e desprezo pelos EUA, enquanto que esses babaquinhas aqui ficam só falando...

Impressionante ver como eu era um dos poucos ali que condenava por completo o ocorrido. Volta e meia o pessoal começava a falar sobre o assunto, e eu sempre era a minoria que não via como certo o golpe covarde sofrido pelos americanos. Me chamavam de tudo, de "paga-pau do Tio Sam" e "burguês metido", apenas por ter achado errado milhares de inocentes americanos terem sido mortos no ataque terrorista. Tinha até gente que falava que se eu amava tanto os EUA, devia ter ido morar lá e sair do Brasil, pois gente mal-agradecida (!?) não era bem-vinda aqui...

E depois dizem que o povo brasileiro é o mais hospitaleiro do mundo... Com certeza, desde que você não seja dos EUA ou os defenda... Eu admito: depois desse episódio, tiveram alguns colegas dos quais comecei a me afastar... Na verdade, algo meio mútuo, como se fôssemos alemães ocidentais e orientais que não se bicavam antes da queda do muro...

Até professores me perseguiam, pra você ver! Tinha um babaca dum "professor" que depois veio tirar satisfação comigo. Coloco entre aspas pois o cara era mais um típico exemplo de nosso sofrível meio acadêmico público, que em vez de dar aula ficava ali falando mal do Fernando Henrique, do PSDB e dos EUA, enaltecendo o comunismo, Cuba, Lula e o PT. Certa vez, em mais uma de seus comícios em sala de aula, estava lá dizendo como Cuba era maravilhosa, que tinha ido passar férias lá e achou tudo maravilhoso e tudo mais, muito melhor que (segundo ele) a merda dos EUA. E acabou que eu e outro colega da turma questionamos ele, perguntando se aquele paizinho de araque era tão bom, por que tinha tanta gente fugindo de lá, indo justamente para os EUA. Desde então, eu e meu colega ficamos jurados, o filho da puta sacaneava na correção de nossas provas e nos segurou até a prova final, nos passando com o mínimo necessário só pra fuder nosso CR. Como disse, um professor exemplar... Nesse dia, do 11 de setembro, ele veio pra mim me zoar, dizendo que tudo aquilo provava como os EUA eram um país ruim, que se eles fossem tão bons teriam evitado o atentado...

Realmente, foram semanas bem tensas na faculdade. Confesso que tinha dias que eu até me desanimava em ir pra lá, por já ser muitas vezes hostilizado pelo fato de ser morador da Zona Sul (afinal, na cabeça dos petelhos, quem mora em bairros nobres tem essa condição por oprimir os pobres) e não seguir os mandamentos do PT, e agora também por estar "do lado dos americanos". Mas no fundo sempre gostei de desafios, e isso me fez insistir. Não iria me deixar abater por causa de um babaquinhas que só seguem a moda da vez, que era aprovar os atentados...

O mais engraçado é a incrível parcialidade desses bitolados. Quando foram os EUA atacados, e eram norte-americanos morrendo, esses "defensores da paz" ou se calavam ou comemoravam, acharam maravilhoso o que havia acontecido. Mas acontece que logo depois os EUA revidaram, foram atrás dos responsáveis pela morte de inocentes e por práticas terroristas, e nessa hora as mesmas pessoas começaram a apontar o dedo, dizendo que os americanos estavam matando pessoas inocentes e condenando a guerra ao terror. É assim mesmo, na cara-dura: para esses revoltados, uma vítima iraquiana ou afegã que morria devido aos ataques dos EUA merecia as lágrimas e a consideração da sociedade; por sua vez, uma vítima norte-americana era pra ser desprezada, quando não tivesse sua morte celebrada e comemorada...

Sem falar que muitas das vítimas no Afeganistão e no Iraque eram civis que seus próprios governantes sentenciavam à morte. Afinal, esses terroristas não tem a menor consideração mesmo pela vida de seus semelhantes, usando pessoas como escudos humanos ou colocando bases e alvos militares bem ao lado de escolas e hospitais, para garantir que fossem também destruídos quando os americanos atacassem.

Por isso não sinto pena desses terroristas terem sido perseguidos e mortos, deles sofrerem abusos e tortura nas prisões. Eles são animais que desprezam a vida humana e usam a religião como desculpa para infringir o medo, a perseguição e o terror. São criaturas do mal mesmo, que devem ser exterminadas... Como o Saddam, quanto mal esse filho da puta não fez? Teve o que mereceu, encontrado escondido num buraco como o rato que ele era, e depois enforcado... E dez anos depois também, o filho da puta cretino do Bin Laden foi pego. Isso me dá esperanças, pois mostra que no final o Mal é vencido, e pessoas malignas que espalham terror, tristeza, medo e sofrimento não são tão invencíveis assim... Virou comida de peixe, esse barbudo escroto!


Não precisa nem dizer que os anti-americanos não aprovaram as mortes desses dois... Dizendo que executar o Saddam foi um ato covarde, e que Bin Laden não morreu. Sabe, pessoas como essas deviam presenciar um barbudo de turbante explodir a si mesmo e meio quarteirão para ver o sofrimento que esses terroristas causam... Aí ia querer ver se iam continuar defendendo tipos como Bin Laden...

Piores que esses toscos são aqueles que até hoje defendem a teoria de que os atentados do World Trade Center foram forjados pelo governo americano, para justificar a guerra contra o terror. Não demoraram dias, e logo aparecia um monte de "entendidos", alegando por exemplo que a queda das torres mais pareceu uma implosão e não havia sido causada pelos estragos provocados pela colisão do avião. É brincanagem, é tão fácil um bando de desocupados que de uma hora pra outra se tornam experts em arquitetura e construção civil para deduzir com base em algumas fotos e imagens que as torres foram demolidas propositalmente, não tendo nem a capacidade de perceber que seria impossível implantar tantos explosivos naquele prédio sem que ninguém percebesse. Um bando de babaca, como aquele pustulento do Michael Moore, que deve ter sido outro que adorou ver as torres caírem...


Se essa criatividade toda fosse usada para o bem, para por exemplo encontrar a cura de doenças ou soluções para vários problemas de nosso país e do nosso mundo, seria tão mais útil. Mas esses desocupados cismam em perder seu tempo bolando as teorias de conspiração mais cretinas e mirabolantes, só para criticar os EUA. Como eu já havia mencionado alguma vez aqui, um bando de cretinos que, entre outras coisas, diz também que o pouso na Lua foi armação. Claro, porque foram os americanos que fizeram isso. Se fossem os russos, todo mundo acreditaria...

Enfim, deixando de lado esses idiotas, certamente é um dia que será sempre marcante para várias gerações, que presenciaram esse ato covarde e doentio. A cicatriz ainda está recente, e por mais que com o tempo boa parte do mundo se recupere desse episódio, é uma data que não deve ser esquecida, em especial pela memória e consideração por milhares de civis que foram sentenciados à morte por nada, assim como por centenas de heróis como os bombeiros, policiais e paramédicos da cidade de Nova Iorque, que lutaram em uma das mais terríveis praças de guerra que foi o lugar conhecido hoje como Marco Zero, muitos deles perdendo suas vidas para salvar as pessoas.


2 comentários:

Anônimo disse...

burguês paga pau de americano!!!
foi muito bem feito o que fiseram com os EUA, tinha que ter matado mais gente!!!

Texugo disse...

É, não demorou pra aparecer algum desocupado aqui, que deve ser fã do Lula e do PT, mas que deve adorar comer um BigMac no McDonald's e ver Facebook, todas criações dos americanos...

Ah, e um conselho: se quer bancar o patriota e defensor do país, começa aprendendo noções básicas de português. "Fizeram" é com "z", falou?