É hora de falar de mais um joguinho de celular que me chamou a atenção e mereceu uma breve dedicação de minha parte para fazer essa postagem (tá, não tão breve assim). Apesar de diversos jogos de alta qualidade gráfica e superproduções que rivalizam com os filmes de Hollywood, eu me contento com jogos que mesclam a simplicidade, jogabilidade simples e que servem para o principal propósito que um jogo de videogame ou celular deve ter: diversão. Fujo dos jogos que são longos e que exigem horas de dedicação, passo longe daqueles que focam no aspecto competitivo onde temos que enfrentar psicopatas que passam horas jogando, nem chego perto daqueles jogos que têm curvas de aprendizado extremamente íngremes e frustram de forma exagerada. E o joguinho de hoje foi aprovado em pouco tempo nesses meus critérios.
Vamos falar de Volley Girls High School Story, um joguinho de vôlei que apareceu no final do ano passado, e mesmo sendo ainda muito nichado e pouco conhecido, conseguiu me agradar e ser divertido.
Considerando os principais esportes, sem dúvida o vôlei é um que tem pouca representação no mundo dos jogos eletrônicos. Futebol (seja o "normal" ou o americano), basquete, baseball e aqueles baseados em corridas (como Fórmula 1 e NASCAR) são sem dúvida os mais populares, especialmente por conta de trazerem licenças oficiais com jogadores e equipes reais. E até certos esportes menos populares e/ou muito específicos possuem uma boa representação no meio digital, como focados em golfe, boxe, MMA e tênis. Por sua vez, o vôlei é um esporte que quase não tem representatividade no meio dos jogos, apesar de ser relativamente popular.
Sob um ponto de vista mais técnico, talvez até seja possível explicar a dificuldade de se fazer um jogo de vôlei. Afinal, trata-se de um esporte muito rápido e dinâmico, onde um lance dura poucos segundos. Mesmo que existam esportes que sejam igualmente velozes, como o basquete, no vôlei há uma questão de posicionamento e de certas funções de cada jogador que se tornam um pouco mais complicadas de se reproduzir em um controle.
Além disso, embora existam ligas fortes em certos países e competições internacionais, sem dúvida o vôlei não tem o mesmo impacto midiático que certos outros esportes, como o futebol, esporte mais popular no mundo, e o basquete, onde a NBA é extremamente famosa. Certamente é outro motivo por trás dessas modalidades serem mais comuns nos videogames.
O que não significa que não tiveram algumas tentativas. muitas recorrendo ao vôlei de praia, que teoricamente seria mais simples de implementar que o de quadra, pela menor quantidade de jogadores. Eu particularmente me lembro de um lançado para o velho Mega Drive, que tentava simplificar um pouco a dinâmica ao deixar o jogo "bidimensional", e que era até divertido. Chamado de Super Volleyball, era muito mais focado do "timing" das ações, como a hora certa de pular para o bloqueio ou para dar uma cortada. Era de uma época em que os jogos estavam começando e ele conseguia ser divertido.
O que mostra que mesmo desde lá atrás era complicado fazer jogos de vôlei, e a opção era apelar para algum nível de simplificação, para tornar o jogo "jogável".
E toda essa introdução é para trazer o joguinho do momento, que motiva a postagem. Pois Volley Girls High School Story (que, de agora em diante, vou chamar apenas de Volley Girls) lembra esse jogo lá do passado, além de trazer outros aspectos interessantes e que me cativaram.
Volley Girls foi lançado em outubro de 2025 por uma empresa coreana chamada Daeri Soft, para dispositivos Android e iOS. E é interessante ressaltar que a mesma empresa já havia publicado um jogo de vôlei em 2021, chamado The Spike: Volleyball Story, que também está disponível para PC mas foi efetivamente desenvolvido por outra empresa (enquanto Volley Girls foi desenvolvido e publicado pela Daeri Soft). São até jogos parecidos em certos aspectos, embora o primeiro seja um pouco mais "técnico" enquanto Volley Girls é mais no estilo "arcade".
Aliás, cheguei a ver como que fãs do The Spike criticam (de forma até visceral) o Volley Girls, dizendo ser uma cópia de má qualidade e com uso de IA. Claro que tem sempre a questão da parcialidade, de que cada um tende a defender aquilo que gosta; mas acho meio infundadas essas críticas, até se considerarmos que a fórmula básica de ser um jogo bidimensional e simplificado de vôlei vem desde a década de 90... E sobre o uso de IA, acho difícil ter um jogo hoje em dia que não faça uso dessa tecnologia de alguma forma.
Enfim... no meu caso eu acabei conhecendo Volley Girls primeiro, surgindo como uma das muitas propagandas que aparecem nos vídeos que têm em outros jogos. E mesmo depois de ter visto um pouco do The Spike, eu confesso que acabei pendendo para Volley Girls, talvez justamente pelo fato dele ser mais casual e menos técnico, que é algo que priorizo principalmente em jogos de celular.
Como o nome sugere, o jogo é focado em competições de vôlei escolares, algo que é bem popular em certos países asiáticos, como no Japão (tem até um anime focado nisso) e na Coréia do Sul, local onde Volley Girls é ambientado. E, como também indicado em seu título, o joguinho mescla também uma história no estilo que é muito popular hoje em dia em jogos de celular. A personagem principal é uma adolescente chamada Ji-su Han, que costumava competir em salto em altura mas depois de se machucar ela decide procurar outro esporte. E acaba encontrando o vôlei depois de ver algumas colegas da escola jogando, e logo ela ingressa no time.
Só acho curioso como que ela decide ir para um esporte onde terá que ficar pulando com muito mais frequência do que no salto em altura...
Esse é o início do story mode, que acompanha as quatro garotas da escola de Myugun, passando por treinos, amistosos e competições contra outras equipes. A história é bem linear, apenas umas telas com as conversas e tudo mais, que servem de conexão para os jogos em si ao longo de dez capítulos Apesar da pouca interação, serve ao seu propósito para contar a história que, mesmo que previsível, é legalzinha.
Mas existem outras modalidades de jogo, que vou mencionar depois. Vale falar um pouco de como que a partida de vôlei funciona em Volley Girls.
A começar que cada time possui apenas quatro jogadoras. Ou seja, não é uma partida de duplas como ocorre no vôlei de praia, e tampouco representa com fidelidade o que acontece na quadra, onde são seis de cada lado. Certamente uma das consequências da simplificação proposta, para evitar aquela rotação em que é necessário variar a posição na quadra, além de reduzir um pouco a quantidade de personagens. Dessa forma, em Volley Girls cada time possui uma Wing Spiker (que seria a ponteira-atacante), uma Middle Blocker (a central, para bloqueios e ataques rápidos no meio da rede), uma Setter (a levantadora, que arma a jogada) e uma Libero (que, como esperado, é a líbero, com uniforme diferente e que atua apenas na defesa, sem sacar ou atacar). Não há substituições, de forma que cada equipe tem o seu plantel fixo.
Um dos pontos interessantes é que Volley Girls possui duas formas de controle, o que de certa forma atende a diferentes tipos de jogadores. O modo normal é o mais casual e simples, onde toda a ação se limita a apertar os botões em um momento certo, o que determina o sucesso da jogada. Por sua vez, o modo profissional já inclui um movimento lateral da jogadora, de forma semelhante ao jogo do Mega Drive. Dessa forma, além de apertar os botões no momento certo, para determinadas ações é importante se posicionar de forma adequada.
Para explicar com um exemplo, suponha que seu time esteja na defesa. No modo amador, para a recepção basta apertar um botão na tela (o que pode ser feito até bem antes, deixando o botão marcado em amarelo), e com uma defesa bem-sucedida basta clicar depois na ação da levantadora (que pode ser um passe para a ponteira, para a central ou mesmo uma deixadinha de segunda). E sendo feito o passe para uma das duas atacantes, ela salta sozinha e basta apertar o botão da cortada no momento certo, para atacar a bola. A direção é dada de forma automática, com uma mira que vai se movendo na quadra adversária.
Agora, jogando no modo profissional, todas as ações são mais complicadas. Na defesa, além de apertar o botão você precisa mover a líbero para a posição correta. O mesmo vale para a levantadora, antes de apertar o botão do passe você precisa posicioná-la no lugar onde a bola foi defendida. E para o ataque, tem um primeiro botão para pular e depois outro para cortar. Ou seja, pular muito antes ou depois pode matar seu ataque.
Esse é um dos pontos que eu acho legal em Volley Girls, pois proporciona uma escolha para o jogador seguir da forma que prefira. Logicamente que o modo amador é mais simples, mas ainda assim divertido, alinhando-se bem à proposta casual. Mas aqueles que quiserem um maior desafio podem tentar o modo profissional, que exige mais destreza e, consequentemente, fornece melhores prêmios.
As partidas são relativamente curtas, pelo menos no modo de história. Como sabemos, um jogo de vôlei é disputado na melhor de cinco sets, onde ganha quem chegar primeiro aos 25 pontos com uma vantagem de pelo menos dois pontos sobre o adversário (com exceção do 5º set, que vai até 15 pontos). Isso pode tornar uma partida bem demorada, mesmo depois que aboliram a lei da vantagem (em que só se fazia ponto se você tinha sacado). Em Volley Girls, para encurtar um pouco, as partidas são disputadas em um set único e com pontuações mais baixas: certos jogos-treino são com apenas 3 pontos, a maioria das partidas costuma ser até os 7 pontos e em algumas o placar vai até 12 (pelo menos até onde eu joguei). Vale ainda a regra da diferença de dois pontos, de forma que o placar pode ser maior em partidas disputadas.
Um outro ponto que chama a atenção em Volley Girls é que na maioria das partidas existe uma narração em tempo real. Em alguns momentos até aparece um quadradinho como se fosse uma imagem picture-in-picture onde o narrador e o comentarista gesticulam, embora quase não seja possível perceber. Ao longo do jogo eles vão falando das jogadas, incluindo até o nome das jogadoras (exceto as líberos, que são sempre chamadas pela sua posição).
Por mais que seja um toque especial que chama a atenção, pra mim essa narração é meio sem graça. Talvez pelo fato das vozes em inglês serem meio "frias" e sem nenhum tipo de emoção. Tive a curiosidade de colocar os comentários em japonês, e é até engraçado, porque os japas (principalmente o narrador) parecem bem empolgados, o que se esperaria de uma narração.
Falando nisso, a quantidade de opções de idioma para a narração é um pouco limitada, como esperado, e inclui também idiomas bem ortodoxos como indonésio e algo que parece ser tailandês; por outro lado, os textos do jogo possuem mais opções, incluindo o português.
Mas eu simplesmente não consigo jogar jogos em português... traduzem de forma muito porca, nem uma revisão de concordância fizeram.
Seguindo com a mecânica do jogo, cada jogadora possui três características mais diretas, que são visualizadas na partida. Cada uma possui uma barrinha de energia, que mostra como está o seu nível de cansaço. Jogadoras cansadas tendem a errar mais e atacam com menos força, o que vai acontecendo se elas atuam muitas vezes (tipo, fazendo muitos ataques sequenciais) e também quando elas recebem uma porrada de uma adversária, como durante a defesa da líbero ou em um bloqueio da central.
Além disso, elas possuem uma energia de ataque especial, que é mostrada em sua foto no rodapé da tela. A medida que cada jogadora faz uma jogada bem-sucedida (com exceção do saque), ela vai ganhando um pouco dessa energia até que sua fotinho fica brilhando. Nessa hora ela está preparada para um ataque especial, onde a levantadora faz um passe perfeito ou uma das atacantes dá uma cortada toda estilizada, como se fosse um Shoryuken ou outro golpe cinematográfico que geralmente vemos em animações japonesas.
Principalmente quando tanto a levantadora como a atacante estão com a energia no máximo. Aí temos um ataque super poderoso, como da imagem acima.
Apenas para a líbero é que ainda não ficou muito claro pra mim. Quando sua energia chega ao máximo, aparece um pequeno escudo ao lado de seu retrato. Entendo que nesse momento ela esteja preparada para fazer uma defesa difícil, pois percebo que esse escudo some quando uma adversária manda um pancadão violento. Mas digo que na maioria das vezes não adianta de nada...
A última característica é um pequeno símbolo colorido que aparece debaixo da jogadora e que vemos em diversos outros momentos. Trata-se da manjada ideia dos pontos fortes e fracos, no estilo do velho pedra-papel-tesoura, e que tem se popularizado muito nos atuais jogos de celular. Aliás, em Volley Girls optaram por manter os símbolos originais, em vez de inventar coisas diferentes como muitos jogos fazem.
Como no clássico joguinho, a combinação de símbolos vai dizer quem tem vantagem ou desvantagem. Ou seja, se uma jogadora tem o símbolo da tesoura, ela terá vantagem sobre outra que tenha o papel, mas terá desvantagem contra a que tenha a pedra. Por exemplo, se uma atacante tiver a pedra e vier uma com tesoura pra bloquear, a tendência é que ela vai conseguir vencer o bloqueio.
Algo que vale comentar é que cada time possui o seu símbolo. Ou seja, todas as quatro jogadoras de uma determinada escola vão sempre ter o mesmo atributo. Isso faz com que fique meio que evidente que time tem vantagem sobre quais. Mas você não fica obrigado a jogar com todas as meninas de uma mesma equipe (apesar disso proporcionar um bônus), tem a possibilidade de montar até cinco escalações para salvar e que podem mesclar jogadoras de times diferentes. Há inclusive algumas modalidades onde as adversárias fazem o mesmo.
Cada jogadora possui também uma série de outras estatísticas, que vão indicar como que é o seu estilo de jogo, assim como seus pontos fortes e fracos. Ataque determina a força de todos os ataques (dããã...), como nos saques e cortadas; o HP está associado ao cansaço que citei lá em cima, de forma que aquelas com mais HP tendem a levar mais tempo para ficaram exaustas; a defesa acaba sendo mais importante para a líbero e para a central, indicando o quanto são boas para receber e bloquear os ataques adversários; a habilidade de pulo indica o quão alto ela consegue saltar, o que ajuda na hora de vencer bloqueios; e por fim, a acurácia vai dizer como é a precisão de seus ataques, caracterizada pelo tamanho da "mira" que aparece na quadra adversária ao cortar ou sacar.
Por mais que o jogo seja focado em vôlei, ele também tem um pouco de "gacha" em sua estrutura. Quem não está familiarizado com o termo, indica o lado colecionável de um jogo, onde temos que liberar certos itens ou personagens. No caso de Volley Girls, são cartas que liberam as jogadoras dos times. O que nos traz a outra de suas características, que é o nível de raridade de cada uma. Nesse ponto eu até diria que esse joguinho acerta, pois em vez de termos determinadas jogadoras mais raras e outras mais comuns, na prática temos quatro versões de cada uma, que se diferem apenas pelo nível de raridade e, consequentemente, suas habilidades. Os níveis passam por C, B, A e S na ordem crescente, quanto maior o nível, melhores são as suas habilidades, liberando inclusive algumas jogadas mais avançadas. Assim, é esperado que uma mesma jogadora no nível S seja melhor e tenha mais jogadas especiais que a sua versão no nível C.
E existe um interessante sistema de níveis também. Pois para cada nível de raridade temos também um nível que vai de 1 a 10, e para subir é necessário usar dinheiro (do jogo, conquistado ao vencer partidas) e cards repetidos, cuja quantidade necessária depende da raridade: para subir o nível de uma jogadora da categoria C, é necessário ter 5 repetidas, para a categoria B são 4 cópias e na categoria A é necessário ter 3 cartas extras. Apenas na categoria S é que funciona diferente, onde para cada nível você precisa usar uma carta especial, que pode ser conquistada como as cartas das demais jogadoras, geralmente quando você arruma uma carta de nível S de uma atleta que já tenha. Além disso, ao levar uma jogadora ao nível 10, as cartas excedentes podem ser sintetizadas em uma carta do nível superior.
Mas, como fazer para arrumar as cartas das jogadoras? Embora algumas sejam conquistadas após vencer determinadas fases do story mode, as duas formas principais envolvem outras duas "moedas" do jogo.
Uma das formas é abrindo "pacotes de figurinhas", que podem ser comprados usando bolas de cristal, também conquistadas após vencer partidas. Essa é a forma mais segura, onde você escolhe uma das quatro posições e ganha cinco cartas sem muito esforço. Com um bônus interessante: após um determinado número de cartas compradas dessa forma, você abre um pacote especial, com uma carta nível S. E pra ajudar, a cada dia você ganha um pacote pequeno com duas cartas de graça. Outra forma de ganhar cartas é levar uma jogadora ao nível 10, o que confere um bônus com uma determinada quantidade de cartas.
A outra forma é pelo recrutamento. Aqui você deve usar as moedas de recrutamento (que também dá pra ganhar após vencer partidas) para tentar a sorte. Mas é algo que eu nunca entendi bem, pois parece ser um joguinho onde várias jogadoras vão correndo, e se elas conseguirem desviar das cortadas que as outras lançam, elas são "contratadas". Conseguindo contratar um determinado número de jogadoras, tem uma rodada de bônus, onde aparecem jogadoras de níveis mais elevados. Também dá para ganhar dinheiro e bolas de cristal eventualmente.
Só que eu ainda não entendi bem como que funciona. Embora muita gente diga que é algo totalmente aleatório, fica a impressão que se você bater na tela em um determinado momento faz com que a atacante erre e cortada, salvando a jogadora que corre e que será contratada. Enfim, é uma outra maneira de ganhar mais jogadoras.
Lógico que Volley Girls também possui outros elementos comuns de joguinhos de celular, como os prêmios diários, uma lojinha onde você pode comprar jogadoras com as moedas do jogo e também a loja premium para você comprar itens com dinheiro de verdade.
Nesse ponto eu digo que Volley Girls é relativamente bem "barato". Por menos de 10 reais você consegue comprar um pacote para liberar os anúncios, o que permite ganhar bônus sem ter que assistir aquelas propagandas escrotas e sem graça. E por 5 reais mensais é possível fazer uma assinatura mensal que aumenta a quantidade de moedas que você ganha diariamente. Para quem curtir o jogo, acho um investimento relativamente pequeno para aumentar as chances de ganhar algo interessante.
E essa assinatura mensal também habilita algumas outras mudanças visuais, como opções de fundo para a tela principal e opções de bolas diferentes. Embora tenham algumas variantes que podem ser compradas com moedas, certamente essas que vem com a assinatura são mais legais, incluindo desde bolas com aparência mais profissional, bandeiras de países e outras meio engraçadas.
Pois é, tem até o Wilson!
Bom, acho que vale citarmos as outras várias modalidades de jogo disponíveis em Volley Girls. Pois a história por enquanto está parada e não sei se vão continuar. Mas o que não significa que o jogo não possa ser divertido se formos ver outros modos de disputa, sendo que três deles são "diários", com uma quantidade de partidas limitada por dia mas sempre renovando os prêmios que podem ser conquistados.
Um deles é o torneio de mata-mata. Oito escolas são chaveadas e temos uma disputa para ver quem ganha no final, em partidas de 7 pontos. O grande objetivo é conquistar a posição mais alta, que te presenteia com bolas de cristal, que podem ser em dobro se assistir um comercial (aí é a vantagem de comprar o pacote de liberação de anúncios que citei). Simples e bem direto, com um ponto chato: sempre a sua "escola" será a Myugun, da protagonista, mesmo que não use nenhuma jogadora dela. Poderiam dar a chance de trocar o nome, embora isso seja apenas um mero detalhe cosmético.
O que não é mais um "ponto chato", pois enquanto eu estava fazendo essa postagem, a última atualização inclui um recurso que permite alterar o nome do time que será usado em todas as competições, com exceção do story mode. Mas criou uma outra situação chata, pois para mudar o nome tem que gastar uma porrada de bolas de cristal, que certamente são mais úteis para outras coisas.
A outra modalidade é a partida de ouro. Esse eu acho bem interessante, pois cria um cenário de uma partida que está empatada em 2 sets, e no tie-break as duas equipes estão com 15 pontos. Ou seja, é uma partida rápida, onde pequenos detalhes podem separar você da vitória ou da derrota. E é uma disputa que funciona como uma aposta: ganhando a partida, isso te dá um prêmio com algumas moedas e você pode escolher se vai parar com elas ou se dobra a aposta, tentando um próximo jogo contra um time mais forte. São três partidas que podem resultar em uma boa fortuna. Pena que só é possível jogar essa modalidade duas vezes por dia. Com um outro detalhe: o time escolhido na primeira partida deve ser usado até o final. Ou seja, tem que escolher um time de qualidade pra começar para ter alguma chance na última partida.
E a terceira modalidade diária é a disputa de vôlei de praia, embora com a mesma quantidade de quatro jogadoras de cada lado. E claro, com um diferencial bem mais agradável aos olhos.
Pois é, nessa modalidade as jogadoras usam biquinis de vôlei de praia. Mas na verdade apenas as adversárias é que mudam de visual, pois seu time seguirá a princípio com as roupas normais. Essa é uma disputa bem peculiar, com quatro jogos com dificuldade progressiva. Com um toque a mais: antes de cada partida você pode escolher uma entre três habilidades especiais, que seguem até o fim da disputa. São diversos poderes, como para aumentar a resistência ou a taxa de ganho de energia de uma determinada jogadora ou mesmo de todo o time, ataques mais potentes ou defesas mais eficazes.
O grande objetivo aqui é ganhar uma outra moeda do jogo, que são as costume coins. Elas servem exclusivamente para comprar a roupa de praia para suas jogadoras. Ainda não comprei nenhuma, mas entendo que, além de deixar o visual mais interessante, vestir a roupa aumenta todas as suas habilidades um pouco. Infelizmente, o limite de moedas que pode ser conquistado por dia é relativamente baixo, 500 moedas diárias, com cada roupa custando 3000. Ou seja, leva cerca de uma semana para conseguir o uniforme de praia de cada jogadora, a não ser que você compre essas moedas com dinheiro de verdade.
Seguindo com outro modo de jogo, existe a liga. Trata-se até de um tema citado por uma das colegas da protagonista, pois além do torneio entre as escolas que é o foco do story mode, há também uma competição chamada NewTube Volleyball League, ou NVL (onde fica clara a referência ao YouTube). O grande diferencial é que supostamente nessa liga era possível formar o seu próprio time, mesmo com colegas de outras escolas, e competir em disputas de maior nível. Na história são jogos noturnos, e a protagonista Ji-su Han decide participar também, ao mesmo tempo de joga com sua escola.
Para fins práticos no jogo, na liga você escolhe um nome e símbolo para seu time e enfrenta outras equipes, onde as jogadoras são misturadas de várias escolas. É uma competição mais longa, onde começa com uma fase com jogos de ida e volta, com pontos corridos, e depois tem os playoffs. São diversos níveis de liga, com adversárias mais difíceis e prêmios maiores.
O detalhe é que essa liga possui sua própria "energia": se entendi direito, você consegue acumular até 8 pontos de energia, gastando um por partida. Com o tempo essa energia é recuperada, provavelmente para que os jogadores não abusem dessa modalidade, que parecer ser aquela que fornece as melhores recompensas.
Por fim, tem também mais duas modalidades gerais, que podem ser jogadas quantas vezes quiser por dia. Uma é reservada para as sessões de treinamento em fundamentos da partida (ideal para praticar o uso do modo profissional) e outra para jogar uma partida de exibição contra uma das nove escolas adversárias. Basta escolher um time e o seu nível, para uma partida descompromissada para ganhar algumas moedas.
Mas tem ainda um outro modo de disputa. Esse que aparentemente corresponde a um evento sazonal, e que felizmente para mim eu comecei a jogar logo antes de um deles começar. Trata-se do torneio mundial.
A fórmula é muito semelhante à disputa de vôlei de praia: quatro partidas com dificuldade progressiva, com a possibilidade de escolher um power-up antes de começar e tendo que manter a mesma equipe. A grande diferença é que o time final não é apenas uma equipe de nível S, mas uma escola internacional que na verdade parece ser mais a seleção de um determinado país. Ou seja, quatro novas jogadoras por nação aparecem no jogo.
Eu citei sorte pois aparentemente esse evento era antes focado apenas em um único país. Mas recentemente o evento foi mudado de forma a trazer todas as cinco seleções atualmente disponíveis (quatro delas que já tinham aparecido e uma estreante): Japão, Estados Unidos, Itália, Brasil e Turquia.
Como acontece na disputa de praia, temos uma moeda específica, nesse caso as world coins, que também possuem um limite diário, com até 2000 moedas por dia. Elas podem ser usadas para comprar as jogadoras desses times por tempo limitado, cada uma custando 4000 moedas. E o grande barato é que todas elas são do nível S, além de incluírem certas habilidades bem particulares, como saques super poderosos. As moedas também podem ser compradas com bolas de cristal e dinheiro de verdade, e também servem para subir as jogadoras de nível.
Uma iniciativa legal, imagino que em breve veremos outros times aparecendo com novas jogadoras, para manter o jogo interessante.
Quem conhece meu blog sabe que em quase todos os jogos eu costumo fazer sempre uma lista dos personagens, comentando a respeito deles. Por mais que eu ainda esteja começando, para essa postagem de Volley Girls não será diferente. Chegou o momento, hora de conhecer os times que fazem parte da história.
O foco fica mesmo na escola de Myugun, com a protagonista Ji-sun Han, que começa no vôlei como curiosidade mas logo toma gosto pela coisa e quer ser a melhor jogadora do mundo, como é comum nos desenhos orientais com o personagem principal. Yu-mi Kim é sua amiga, também caloura na escola e que busca sempre ajudar Hi-sun; Yun-hee Kang é a capitã/levantadora e que busca que o time tenha disciplina para finalmente ganhar as partidas; e a gracinha da Ru-mi Lee é a experiente líbero que sempre analisa as adversárias para descobrir seus pontos fracos.
A escola feminina Jisung é o primeiro adversário que elas enfrentam, conseguindo uma vitória fácil mas depois as meninas do Myugun conseguem uma revanche. A atacante Yi-na Lee é a capitã e amiga de Ru-mi Lee, e a central Jae-young Kim com essa cara invocada gosta de provocar as adversárias. O ponto fraco dessa equipe são os ataques rápidos.
O adversário seguinte é a escola de Hanjung, onde a ponteira Hwi-in Yang é a principal jogadora, com um ataque bem forte. Mas é um time que tem uma fraqueza bem peculiar: basta mandar um saque-viagem que elas perdem toda a energia. Claro que acertar um saque desses só é mais complicado na modalidade profissional, de forma que é um time fácil de vencer.
Na sequência o time de Myugun enfrenta a escola feminina de Yenam (curioso como parece ser comum ter escolas só para garotas na Coréia), um time que já foi várias vezes para as semifinais de torneios e que tem como grande estrela a simpática líbero Na-yeon Oh, que defende muito bem. Por conta disso, é mais fácil marcar pontos por bloqueios perto da rede.
Mais uma escola de meninas na sequência, com o colégio de Ilmyung. É uma equipe com jogadoras altas e defesa muito eficiente, com a loirinha Shi-a Park como seu principal destaque, embora eu ache a sapeca Na-eun Lee mais gracinha. O ponto fraco delas é a perda de concentração depois de dar pontos. Ou seja, marcando pontos sucessivos faz com que a energia delas despenque.
As próximas adversárias são da escola de Nasun, que tem um dos melhores ataques de todos os times. Embora a principal jogadora seja a levantadora Yi-seo Park, existe uma grande sinergia entre a invocada atacante Da-eun Lee e a líbero Ju-eun Lee, que são primas. Mas é um time que se cansa depois de rallies longos.
Em seguida vem a escola de Wonil, que é a equipe campeã do ano anterior. É um dos times mais equilibrados, com um ataque rápido, com destaque para a ponteira Ji-an Lee, que acaba se tornando meio que a rival da protagonista. Mas aparentemente a líbero Seo-yoon Lee, que parece a Chun Li do Street Fighter na época de colegial, é a mais fraca, e para vencer a dica e mandar ataques no fundo de quadra.
E tem mais times. A escola de Kangyoung é a seguinte, um time de boa defesa e resistência, com um ataque com a destaque Ha-rin Kang e a gracinha da Tae-ri Jung. Mas acaba sendo um time relativamente lento em quadra, de forma que seu ponto fraco são os ataques rápidos realizados pela central.
A escola de artes de Sosun vem na sequência, que é um time com boa defesa e muitos talentos individuais, que incluem a principal jogadora, Seo-ha Jo, outra que acaba sendo uma forte rival de Ji-sun Han. E destaco a simpática Ria Lee, com sua carinha de marota. Mas todo time tem sua fraqueza, e no caso dessa equipe o ponto fraco são os ataques perto da rede.
Por fim, o último time. A escola internacional de Myn é exatamente o que o nome sugere, onde percebemos que as jogadoras parecem ser de diferentes países. A principal jogadora é a atacante Bruna, que eu imagino que seja até brasileira por conta do nome. Esse é um dos times mais difíceis, com um ataque muito forte. A forma de vencer é defender com frequência, para deixá-las impacientes e mais propensas a mandar uma cortada pra fora.
Ufa! Parecia que não ia terminar... Dez times ao todo e que participam ativamente da história.
Vale citar que tem ainda um 11º time, que na verdade serve apenas como "saco de pancada". Trata-se da equipe de novatos de Myugun, quatro meninas sem nome e que só aparecem em alguns dos treinamentos.
Eu estava pensando se iria continuar, mas para não deixar incompleto vale citar os times do torneio mundial que estão disponíveis até o momento. Como mencionei, embora sejam apresentados como escolas, pelo uniforme fica a impressão de que na verdade representam as seleções nacionais. E são equipes "não-canônicas", de forma que não aparecem na história do jogo. E tampouco possuem pontos fracos. Algo interessante é que elas possuem saques especiais, geralmente mais fortes que o viagem convencional.
Começando com o time japonês da escola de Seiran. Como é comum nos times orientais, são focadas em defesa e agilidade, e certamente a principal jogadora é a atacante mal encarada Nao Saito. O saque especial é aquele jornada nas estrelas, onde mandam a bola lá no alto e que cai que nem uma bomba na quadra adversária.
O time norte-americano da escola Ridge é uma equipe bem forte, com as jogadoras mais altas. E fica evidente a tentativa de fazer uma equipe bem diversificada sob o ponto de vista racial, com meu destaque pessoal para a charmosa levantadora Dakota Cruz. O saque é um viagem que parece igual ao normal, mas do nada a bola perde peso e cai na vertical. Outro ponto interessante é que a ruivinha Brooklyn não tem uma cortada como ataque especial, mas um bloqueio.
A equipe da Itália, com o "previsível" nome de escola Azzurra, na minha opinião não tem muito a pinta de serem italianas. À primeira vista eu pensava que era um time francês, por conta dos penteados meio diferentes e sofisticados. Possuem um saque viagem mortal e bem forte, que passa rente à rede.
Para nossa alegria, tem o time do Brasil, da escola Luzia. Aqui eu confesso que o estilo ficou bem legal, apesar de não ser muito comum ver garotas com dreadlocks como a central Nina Rosa e menos ainda ruivas como Rafa Luz. O saque brasileiro é bem curioso, com uma bola que começa normal mas depois despenca na vertical.
Por fim, a equipe da Turquia, da escola Alev é a mais recente a estrear no jogo. A central e a levantadora têm uma cara meio estranha, mas compensa com a lindinha e sorridente atacante Elif Kaya. Esse é um time com força nos ataques, e o saque especial é um viagem onde a jogadora vai lá no alto, como naqueles chutes especiais do Super Campeões.
Bom, não pretendo atualizar a postagem com as novas seleções. Mas é certo que em alguns meses devemos ter novos países. Arriscaria ver a Rússia (embora a situação atual de guerra possa impedir), a China ou a Holanda.
Uma curiosidade que acho válido comentar: embora Volley Girls seja um jogo relativamente recente, ele aparentemente teve uma grande reformulação visual em algum momento no início desse ano, no que diz respeito ao visual das jogadoras. Por exemplo, as quatro integrantes do time de Myugun eram assim quando o jogo foi lançado.
Sei lá... acho que não tinham muita personalidade, só a líbero Ru-mi Lee é que era bonitinha, as outras pareciam meio iguais. Interessante ver principalmente como o visual das duas primeiras era bem diferente, se você comparar com a imagem mais acima.
Claro que eu não pretendo colocar todos os times com o visual antigo... Mas acho válido mencionar algumas que mudaram muito: a líbero Seo-yoon Lee da escola Wonil (a "Chun Li" que falei) era bem diferente, a levantadora Yoo-na Kim da escola Ilmyung ficou ruiva (e até um pouco mais "masculinizada, na minha opinião), a central Seo-ha Jo da escola de Sosun era até bonitinha, mas acho que ficou mais legal com seu ar de invocada na revisão, a líbero Na-yeon Oh da escola Yenam eu pessoalmente achava mais charmosa no original, e Bruna da escola Myn ficou bem melhor na revisão, com um ar mais de jogadora de destaque.
Outro ponto é que essas imagens antigas dão muito na cara de terem sido feitas por meio de IA, quando vemos que muitas são bem parecidas entre si. Não sei o quanto que usaram para nos novos desenhos, mas a grande verdade é que o visual ficou muito mais legal e com cara de anime.
Curiosamente, em algumas partes parece que mantiveram as imagens originais. Isso pode ser visto nas histórias em quadrinho em estilo "chibi" que aparecem depois que você completa cada fase do story mode. Isso é perceptível quando olhamos Yu-mi Kim, a número 7, que originalmente tinha cabelo castanho escuro, mas na revisão visual ela ficou de cabelo claro e ganhou uma faixa na cabeça, mas que não aparece nesses desenhos.
Bom, a única exceção é no último quadrinho, quando elas finalmente vencem o campeonato. Ali você pode ver fizeram ela no estilo atual.
Isso é algo que na minha opinião faz falta: esse tipo de desenho engraçadinho e cômico como se fosse a Turma da Mônica dá um ar de leveza e deixa o jogo agradável.
Como jogo em si, diria que Volley Girls consegue cumprir bem o seu papel em ser um passatempo divertido. Por mais que eu ainda devo me aventurar no modo profissional, para mim jogar na modalidade simples já traz um desafio interessante, o suficiente para me distrair em algum momento que queira relaxar um pouco. Com partidas curtas e bem empolgantes, também conseguiu retratar de forma legal um esporte que não é muito comum nos videogames.
Há quem diga que o jogo é repetitivo. E até concordo em certo ponto, especialmente depois que você consegue contratar jogadoras melhores. Com isso muitas partidas acabam sendo verdadeiros passeios, onde basta mandar um porradão no saque viagem e a líbero se enrola toda e cede um ace. Apenas contra os times de níveis A e S é que tem alguma disputa. Claro que nada impede que você escale um time um pouco mais fraco para aumentar o desafio.
Mas repito, como um passatempo descontraído Volley Girls funciona muito bem. Como disse lá em cima, jogos podem ser simples e divertidos, não precisa ser um jogo todo complexo e cheio de detalhes realistas e tampouco precisa ser difícil. Muitas vezes buscamos um joguinho de celular como um passatempo, e nessas horas nada melhor que algo que seja descompromissado e proporcione alguns minutos de diversão para relaxar, o que Volley Girls High School Story entrega com maestria.






































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