Vamos para mais uma postagem absurda. Tem horas que eu acho engraçado como escrevo sobre assuntos tão "nada a ver", mas não me preocupo, até gosto de colocar no papel (ou na tela) algumas coisas que me chamaram a atenção e que quero registrar para a posteridade. Mesmo que eu seja um dos poucos a ler depois, ou mesmo o único.
Como eu já citei em duas oportunidades, ano passado eu acabei descobrindo por acaso um programa matinal japonês chamado Asaichi, durante uma de minhas muitas viagens a serviço. Resultado da minha preferência em passar as noites no quarto do hotel, para descansar um pouco e recuperar as energias para a labuta do dia seguinte, aliada à pouca variedade de canais que costumam ser disponibilizados em hotéis. E era muito divertido ver esse programa cheio de momentos bizarros e engraçados, incluindo um japonês negão de cabelo afro e um parente oriental do Louro José.
Recentemente, fiz outra viagem e não foi diferente: não pensei duas vezes, e em vez de ficar assistindo as mesmices nas notícias, séries policiais chatas, partidas de futebol de várzea ou aquela diarreia empelotada e fedida que as pessoas chamam de Big Brother, a televisão de meu quarto ficou direto no canal japonês NHK.
Embora eu tenha conseguido ver o Asaichi um par de vezes, venho para focar um pouco mais em um programa que veio depois, sobre o qual eu já citei em outra oportunidade: o Uta-Con.
Tosqueira, né? Esse japonês com mullet parece o Xororó da terra do sol nascente.
Se você viu a primeira postagem, deve se lembrar que é um programa de música que se especializa em lembrar os grandes sucessos das paradas dos anos 70 e 80 na terra do Sol nascente, trazendo de volta os cantores e cantoras daquela época para uma apresentação, ou então chamando algum músico mais recente como convidado para interpretar uma canção de um artista daquele tempo.
Entre uma apresentação e outra, algumas entrevistas e vídeos antigos mostrando como era a música do Japão naquele tempo, lideradas pelo casal com o babaquinha com cara de peixe morto e a japonesinha simpática.
Bom, acho que não preciso dizer que não entendo pôrra nenhuma de japonês. E muito menos entendo as músicas de lá. Mas eu deixei a televisão no Uta-Con nesse dia, pois poderia imaginar que teria algo engraçado. O que aconteceu de fato, mas confesso que não esperava como que esse programa em particular veio a mesclar uma coincidência muito inesperada e que acho legal de citar, juntamente com uma das coisas mais toscas que eu vi nesses programas japoneses.
Essa imagem ali de cima é da chamada do programa, que mostra todos os cantores que fizeram parte das apresentações, embora pareça a tela de seleção de lutadores de um Street Fighter de quinta categoria. Claro que tem algumas figuras bem estranhas, tipo o doido à direita com óculos escuros (sobre o qual vou falar depois), a criatura andrógina logo abaixo dele e umas japonesinhas até que bonitas.
Mas o que me chamou a atenção quando essa tela apareceu e no momento em que eu assisti de novo o programa, por incrível que pareça, foi o sujeito lá no canto superior esquerdo. Uma sensação de "déjà vu", de que eu já tinha visto esse camarada em algum outro lugar. Tá, sei que dizem que japonês é tudo igual, e muito provavelmente eu estava confundindo esse cara com algum outro japa aleatório que eu devo ter visto em algum lugar.
Só que não era isso, eu tinha a certeza de que já tinha visto ele, não me era alguém estranho. E o mais absurdo de tudo era que ele é um cantor japonês, e até eu ter descoberto sem querer o Uta-Con no ano passado, eu nunca tive ideia de nada da música japonesa. Aliás, ainda não tenho ideia de chongas.
Enfim, tiveram alguns vídeos aparentemente do passado dele, e no início do programa ele fez a sua apresentação. Mas segui encucado...
Depois que voltei da viagem, fui na minha página de favoritos, onde por incrível que pareça eu tenho a página do Uta-Con salva (juntamente com a do Asaichi), e não demorou para eu localizar o programa daquele dia. Aí bastou só eu olhar na imagem acima como são os hieróglifos japoneses do nome dele para localizar na página, clicar no botão "Translate" do Google Chrome para descobrir que o nome do coroa é Isao Sasaki e ele tinha cantado a música "宇宙戦艦ヤマト", que traduzindo significa "Space Battleship Yamato"...
Puta merda! Era o cara que cantava a música-tema da animação que ficou conhecida aqui no Brasil como Patrulha Estelar! Um dos desenhos que marcou a infância deste texugo e de toda uma geração que cresceu nos anos 80 com os heróis japoneses da Manchete.
Cara, eu admito que fiquei muito feliz com a coincidência. Pena que na primeira vez que vi, durante a viagem, eu estava com o volume baixinho e nem escutei direito... provavelmente eu não entenderia nada mesmo, talvez só o "Yamato" do nome da nave espacial construída sobre os destroços do maior encouraçado da história, sobre o qual eu falei aqui há algum tempo. Muito legal, parecia que tudo conspirou para que eu tivesse que fazer essa viagem de serviço justamente no dia em que passaria um programa nesse canal japonês em que seria cantada a música-tema de uma animação que foi uma das primeiras que gostei.
Aliás, acho que vale fazer uma postagem sobre Patrulha Estelar algum dia...
Só que tem uma coisa que ainda me deixou encucado. Ora, por mais que tal música estivesse gravada na minha memória desde quando eu era um pequeno texuguinho (o que eu acho impossível), não foi a música que fez chamar a atenção do cara na foto de abertura do programa. Afinal de contas, ele não aparecia na animação... Se eu já tinha visto o tal do Isao Sassaki em algum lugar, de onde era?
Aí é que me deu um estalo. Depois que me dei conta que ele cantava a música-tema do Patrulha Estelar, foi como se minhas memórias de ver os programas japoneses no velho canal 6 tivessem se reativado em meu cérebro. E nem precisei caçar na Internet para me dar conta de onde eu me lembrava dele...
Pois é... ele também era ator e fez o professor Nambara no Jaspion!
Eu sei que os fãs mais ferrenhos de programas japoneses já deveriam saber que o cara que fazia o professor que procurava o pássaro dourado era também quem cantou a música-tema de uma das mais marcantes animações japonesas. Mas eu nunca tive ideia disso... mas por um lado foi muito legal que, graças à minha absurda ideia de assistir o NHK nessa viagem, pude finalmente descobrir essa curiosidade sensacional, que remete à minha feliz infância.
Só um comentário: o cara está com 83 anos de idade, e está praticamente igual a como era na época do Jaspion, que foi lançado em 1985. Ou seja, mesmo quatro décadas mais velho, ele não mudou muito (por isso que ele me parecia familiar), mostrando como que alguns japoneses demoram a envelhecer...
Enfim, foi uma descoberta que só fiz depois, mas mesmo assim eu deixei a televisão no canal japonês, onde tiveram outras apresentações. Como um outro coroa de cara amassada que estava "estiloso" em seu terno vermelho, parecendo mais um pimentão raquítico...
... e um "casal" cantando uma música do passado, de um compositor que era o foco do programa. Entre aspas pois, apesar da garota ser até jeitosinha e graciosa, o seu par era o tal andrógino que falei lá em cima, que parece querer ser o mais feminino da dupla.
Veio depois uma cantora que parece ser mais nova (para os padrões do programa, onde geralmente são balzaquianas que fizeram sucesso nos anos 70) e cheia de energia, chamada Makoto Rei. E não a coloquei apenas por ser bem charmosa, mas por ter achado engraçado que no Uta-Con eles colocam a letra na legenda... e acho que não precisavam legendar um "aaaaaaaa".
Mas o mais hilário estava por vir, quando finalmente o apresentador chamou o cabeludo de óculos escuro que até então estava ali só distraindo a vista, ainda mais com essa roupa que parece ter sido feita com pedaços de revista. Esse era outro da "velha guarda", embora parecesse bem mais novo do que os cantores veteranos que costumam aparecer.
E aí, mostraram as suas origens do passado...
Cara, não... pela madrugada! Puta que pariu! Que pôrra é essa?!
Sério, eu acho que nunca gargalhei tanto na minha vida, devo ter chamado a atenção dos outros hóspedes do hotel com a minha reação diante de uma das coisas mais hilárias e absurdas que eu já vi. Cacete, fiquei com as costelas doendo de tanto rir quando vi essa coisa ridícula.
Puta merda! Era o Jackson Five japonês!
Eu não consigo acreditar ainda no que eu vi, que coisa tosca. Eu já sabia que os japoneses tinham umas ideias meio sem noção e que a década de 70 foi uma época de exageros... mas nada poderia me preparar para uma banda com cinco japas pentelhos, com calças boca de sino, camisas bufantes e cabelos cheio de brilhantinha. E da mesma que a sua contraparte afro, o grupo japonês (chamado Finger 5) aparentemente tinha o "talento" no mais novinho... que era o sujeito de óculos escuro convidado no Uta-Con. E vale comentar que na verdade a menorzinha era aparentemente a irmã caçula.
Claro que o sujeito veio a se apresentar. Mas como seus irmãos provavelmente foram arrumar algo de melhor para fazer na vida, depois dele começar a música sozinho surgem do nada várias das garotas de roupinha de colegial que estavam lá do lado para acompanhá-lo. E para deixar o show visualmente bem mais agradável, diga-se de passagem.
As mocinhas fazem parte de um grupo pop atual, mostrando que no Uta-Con costumam trazer músicos da atualidade também. E da mesma forma que no programa que vi pela primeira vez há um ano, as garotas faziam parte de um daqueles grupos imensos com dezenas de meninas. Mas enquanto no outro programa o grupo era chamado Nogizaka46, as desse episódio eram de outro grupo, chamado Hinatazaka46.
Sério... ou é uma coincidência sem vergonha que ambos os grupos usem o número 46 (que remete à quantidade de cantoras), ou tem alguma regra japonesa que obriga que todos esses grupos de meninas com roupinhas de colegial precisem ter 46 integrantes. Fico pensando o que falta para algum deles pensar em aumentar o número para se diferenciar, tipo um Sayonara58 ou Sashimi71.
Bom, eu sei que vou repetir algo que eu já falei da outra vez... mas não tem como passar despercebido: as mulheres orientais são mesmo muito bonitas e charmosas, acho que pelo fato delas normalmente serem muito femininas e delicadas. Diferente de muitas mulheres de hoje (principalmente no Brasil), que passam horas na academia para ficarem bombadas, com bíceps avantajados e barriga trincada, algumas que até falam grosso por conta de tanta creatina, whey protein e outros suplementos. Diferente das japonesas e demais orientais, que são bonitas ao seu modo, sempre com uma expressão sorridente e sabendo ser femininas sem serem vulgares.
Pra alegria da galera, depois de chamarem aquele japa de terno vermelho, as mocinhas do Hinatazaka46 voltaram para fazer a apresentação final do programa.
Vou fazer apenas um comentário com um foco mais musical, embora meu conhecimento no ramo seja nulo. Por mais que eu não estivesse entendendo nada que as garotas estavam cantando (ou melhor, não estava entendendo nada desde que eu havia ligado naquele canal), me chamou a atenção como que a melodia e os vocais eram cativantes. Mesmo sendo praticamente uma dúzia de cantoras, todas elas cantavam em uníssono, de forma extremamente compassada, e diria até que cantando em um tom único e marcante.
Sei lá, imagino que cada uma deva ter seu tom de voz, algumas mais agudas, outras mais graves, e a combinação dessas diferentes características resultava em um som harmonioso e agradável de ouvir. Algo como ocorre nos corais, por exemplo, o que acredito ser um pouco mais difícil para as garotas do Nogizaka46 e demais grupos pop japoneses, pois elas também precisam fazer toda a coreografia que manda o figurino; o que também é incrivelmente feito de forma exemplar. Certamente é resultado da disciplina e busca pela perfeição típica dos orientais.
Digo sem medo: é muito melhor escutar um grupo japonês como esse do que essas merdas que temos aqui na MPB. Mesmo sem entender nada que elas dizem, as meninas do Hinatazaka46 soam muito melhor que um Caetano Veloso, uma Zelia Duncan ou outros cantores patéticos que temos em nossa música.
Não poderia deixar de dar destaque para Nao Kosaka, que é a gracinha que está no canto inferior esquerdo da imagem acima. Muito meiguinha e simpática, fiquei encantado com ela e seu sorriso cativante.
Pois é... acho que eu preciso arrumar uma passagem para o Japão.
Enfim... e era isso que teve do Uta-Con. Por mais que eu não tivesse entendido nada, misturou bons momentos para lembrar de minha infância vendo desenhos japoneses na Manchete, para gargalhar com o Jackson Five japonês e para confirmar ainda mais como que as orientais são as mulheres mais lindas.
Fim do programa, e como de costume, todo mundo dando tchauzinho.
Com direito à chamada do próximo programa, que parece ter um trio de mordomos de restaurante de quinta categoria e um grupo de Power Rangers chamado Milk.
Mas isso não significa que a programação acabou. Afinal de contas, como da outra vez eu tive que criar uma acesso temporário ao site da NHK para ver a gravação do Uta-Con. E eu não iria passar a oportunidade de aproveitar para assistir Asaichi mais um pouco. Principalmente por ser dia dele:
Prometo que não vou tomar muito tempo, pois já falei muito desse programa nas outras duas postagens. Mas eu não resisti pois esse foi hilário, onde o negão Jun Soejima trouxe seu jogo de perguntas e respostas para a cozinha, para dar dicas sobre como resolver pequenos problemas que enchem o saco no dia a dia.
Peguei o programa ao vivo no meio do caminho, onde aparentemente estavam ensinando o convidado, que parece um figurante do Changeman, como abrir um pacote de caixas de lenço de forma a tirar a caixa do meio.
Puta que pariu... qual é a grande vantagem disso? Será que é só porque o carinha queria colocar uma caixa amarela para combinar com a decoração de Pikachu que ele tem na sua cozinha? De qualquer forma, parece que a apresentadora Naoko e a outra convidada ficaram impressionadas com a dica.
Ou então estavam apenas sendo simpáticas com o sujeito... afinal de contas, ele me pareceu ser um retardado que ficou todo impressionado com uma invenção que ele achou sensacional: a fita durex.
"Adããã... fita que cola..."
Mas o show tem que continuar. E aparentemente Jun estava com um pouco de sede e pediu para uma contra-regra trazer uma latinha de refrigerante...
... só que o tapado tem mão de alface, a ponto de fazer a lata cair. Danou-se.
Mas acho que ele não deve ser tão idiota a ponto de querer abrir a lata depois disso, né?
Chego à conclusão que nem todos os japoneses são tão inteligentes assim...
Daikichi, um dos apresentadores, fica todo preocupado por conta daquela cagada toda, ainda mais depois que eles tinha acabado de encerar o piso do estúdio. Por sua vez, seu colega Hanamaru, que não tem vergonha na cara, cai na gargalhada ao ver o negão se dando mal.
Mas tudo isso fazia parte do script, pois Jun queria justamente dar mais uma dica sobre o que fazer quando a latinha de refrigerante cai no chão, de forma que ela não exploda na cara como acabou de acontecer com ele, pra não gerar aquela lambança toda.
E isso seria mostrado na forma do joguinho que eles costumam fazer, com três opções para que todo mundo pudesse escolher, que parece que mudaram um pouco para ficar mais amigável aos eventuais espectadores ocidentais, com a opção A sendo dar um tapinha na lata, a alternativa B com alguns petelecos e a opção C era para colocar a lata no gelo.
E a opção certa é a B, dar uns fortes petelecos na lateral da lata aparentemente resolve o problema. Só o bobalhão da fita durex é quem errou, e Jun diz que ele pagará a punição por ser tão burro.
Me lembra daquele episódio dos Simpsons, em que eles vão em um gameshow no Japão, onde o apresentador diz que os programas americanos recompensam o conhecimento, enquanto que os programas japoneses punem a ignorância.
E a punição aqui será bem simples: o carinha vai ter que testar a técnica de petelecos, depois do Jun balançar vigorosamente outra latinha de refrigerante. Parece que o negão ficou puto que riram da cara dele, e assim ele vai se vingar.
Depois de vestirem um avental no sujeito, ele começa a dar petelecos na latinha. Mas sabe o que é mais curioso? Tem realmente toda uma explicação científica por trás dessa dica, como pode ser visto por conta do Bill Gates japonês que colocaram do lado do desenho: quando a lata é agitada ou cai no chão, as bolhas de gás ficam grudadas na lateral da latinha...
... e quando a lata é aberta, elas tendem a sair de forma violenta, levando o refrigerante junto. Por isso que tudo explode. O que todos nós estamos esperando que aconteça com esse otário com cara de bunda.
Mas como ele está dando os petelecos na lateral, as bolhas de gás se desprendem e vão para o topo, e ao abrir a lata o gás sai tranquilo, sem levar refrigerante junto.
Confesso que eu nunca tinha parado para pensar nisso, mas faz todo o sentido.
Vamos ver se funciona... o bocó está todo abafado, provavelmente se perguntando se ele deu os petelecos da maneira certa ou se vai levar um banho nas fuças. O que seria muito engraçado.
AÊÊÊÊ!!! Funcionou! Não é que a dica deu certo e a latinha abriu de boa, sem espirrar nada? Com direito ao sujeito berrar um "banzai, pôrra!". Todo mundo torcendo pra ele fazer uma cagada, mas calou a boca de todo mundo.
O programa continua com mais dicas... ou o negão está perguntando quem veio primeiro, o ovo ou a galinha.
Aí mostram um ovo sendo quebrado, e em vez de sair toda aquela gosma com a clara e a gema, esta sai toda "sólida" e envolta por uma capa de clara mais rígida. Pombas, será que no Japão as galinhas botam ovos diferentes, em que a gema vem numa cápsula de Kinder Ovo?
Aí aparece uma japinha simpática, que aquilo era um truque para deixar a gema compactada dentro de uma camada de clara. Bastava agitar o ovo 10 vezes. Só sei disso pois o "10" é a única coisa que eu entendi dessa legenda.
Essa eu não entendi... mas como não curto muito ovo e omelete, vamos para a próxima. E parece que Jun está prestes a fazer merda de novo...
Dessa vez a cena corta para um vídeo gravado, onde aparentemente o negão foi lá de gaiato na casa de uma menininha de 15 anos, para filar um pouco de suco de laranja. E como o suco tá caro, ela pega um segundo copo pra dividir com aquele sujeito de cabelo engraçado que apareceu na sua casa sem ser convidado.
Eu tive a curiosidade de ver a tradução do texto que aparece lá embaixo, que diz "nós somos meio-irmãos". Que deve ser a desculpa que Jun vai dizer se alguém perguntar o que um negão de dois metros e cabelo afro está fazendo na casa de uma menina de 15 anos.
Bom, quem já teve que transferir suco, água ou qualquer líquido de um copo para o outro sabe que normalmente temos que fazer isso em cima da pia, pois vai escorrer tudo pra fora. Parece que a menina vai levar um esporro dos pais por ter molhado a mesa da sala de jantar.
Sujou! Jun tenta limpar a cagada que a menina fez, mas a mãe aparece, perguntando pra sua filha porque tem um negão magricela de cabelo afro em casa.
Mas em vez de ficar zangada, ela saca uma colher de sopa, dizendo pro Jun que vai enfiar aquele talher na caverna do dragão onde o sol não brilha.
Apenas um detalhe: também quis traduzir o texto que aparece ali embaixo, que diz "colher". Só para o caso de ter algum imbecil que não saiba que aquilo era uma colher.
Mas na verdade a coroa estava ali para dar uma dica: apoiando a colher de forma que o lado mais largo esteja apoiado na borda do copo, ela pode ser usada para guiar o fluxo para o outro recipiente, sem derramar nada. Olha só que engenhoso.
Por isso que o Japão está na frente da gente... Uma ideia tão simples, que até uma criança consegue fazer.
Mas a gente sabe que as crianças japonesas são muito inteligentes, então só faltava testar com alguém de baixo QI para provar que aquilo era simples mesmo. E como o convidado está sem moral, ele foi o escolhido. Já esperando pelo pior, sua colega saca uma toalha para não que aquele tapado não molhe tudo.
Mas o truque é a prova de idiotas, e o carinha consegue. Só precisam fazer ele parar de rir, se não vai fechar os olhos e ele não vai ver nada.
E Jun decide mostrar que esse truque serve também para tirar o suco do copo para colocar na garrafa.
Na boa, geralmente a gente vai tirar o suco da garrafa para colocar no copo, né? E esse pleura nunca viu um funil?
Continuando, a próxima dica é para a hora de lavar a louça. Quem é que nunca foi lavar uma tigela ou prato e aí fica aquele resto de comida engordurada agarrada na esponja? Bom... nunca tive esse problema, deve ter algo a ver com a alimentação dos japoneses.
Aí chamam a mocinha simpática que deu a dica do Kinder Ovo, pois ela tem uma arma mágica para tirar a gordura: o vinagre. Que só entendi graças ao Google Translate. Se não fosse isso, ia pensar que era uma garrafa de pinga.
A dica é simples: basta encher a cumbuca com água e colocar um pouco de vinagre, esperar um tempo e as cracas de gordura vão sair. E tem uma explicação científica para isso. Afinal de contas, Asaichi também é cultura.
O que não quer dizer que será necessariamente uma explicação científica, como vemos no desenho que aparece, em que as bolinhas são moléculas de ácido poliglutâmico "de mãos dadas"... tá mas eu pensei que era gordura, mas é o que os hieróglifos japoneses dizem lá embaixo. Fico me perguntando no que é baseada a dieta dos japoneses.
Aí aparece alguma coisa, que é traduzido simplesmente como "ácido", mas deve ser o vinagre, quebrando os braços... quer dizer, as ligações atômicas entre as moléculas...
... que ficam tristes e provavelmente vão pelo ralo.
Tá, não entendi pôrra nenhuma. O que importa é que ao fazer isso aqueles restos de comida gordurosos soltam da tigela, evitando de deixar a esponja toda cagada. Além de tirar o fedor de comida.
E ainda tem tempo para mais uma dica, que também parece ser bem da realidade dos japoneses, que é organizar os pauzinhos que eles usam para comer. Como Jun mostra, é comum que fique tudo misturado, alguns com a ponta para cima e outra para baixo.
Nessa hora chamam a tia do suco, aquela que ensinou o truque com a colher, que diz que tem uma forma muito simples de separar os pauzinhos...
... basta só colocar eles apoiados na borda de uma bandeja...
... e usar um deles para empurrá-los devagarinho na direção da bandeja.
Pronto! Como o lado do pegador é mais largo e mais pesado, esse simples movimento os separa, graças à gravidade.
Na boa... é sensacional porque é simples. Eu provavelmente iria ficar revisando todos eles e mudando na mão, mas a japa aplicou um conceito tão básico que chega a ser ridículo como nunca pensamos nisso antes. Repito, isso é coisa de japonês, que sabe usar o raciocínio e a inteligência.
Com exceção daquele mané, que parece que quer abrir uma lata de refrigerante com o pescoço.
Bom, e era isso. E, pra variar, todo mundo dando tchauzinho no final. Chega de Asaichi, acho que já foi suficiente para matar a saudade desse programa que me diverte de tão tosco que é.
Pelo menos até a minha próxima viagem.








































































Comentários