E enfim chegamos ao capítulo final. Depois de meses por aqui, a série animada de Azur Lane, baseada em um jogo provavelmente conhecido por poucos, encontra o seu desfecho. Claro que não se trata de uma grande produção, mas eu diria que ela cumpriu seu papel de divertir com personagens carismáticos baseados nesse joguinho de celular. Por mais que eu saiba que a maioria dos visitantes deve ter ignorado essas postagens, pelo menos eu me diverti, e certamente vou revisitar os capítulos quando quiser relembrar um pouco dessa animação baseada em um jogo que eu costumo jogar.
Recomeçamos de onde paramos, com Enterprise e Belfast vendo que Akagi de alguma forma está viva ainda. E não está sozinha, tem uma outra menina-navio de nove caudas e guarda-chuva do lado dela. Certamente as duas eram responsáveis por controlar Orochi, que está prestes a disparar um mega míssil em algum lugar. Se tivermos sorte, em Brasília.
Pois é, chegou agora a hora do conflito final. De um lado, a enfezada da Enterprise, que teve aquele monte de sonhos bizarros e é perseguida por uma empregada inglesa; do outro lado, a tarada da Akagi, que adora bolinar sua irmã e tem essas orelhas ridículas.
E no conflito em paralelo, tem dezenas de meninas-navio prestes a sair na pancadaria com as Sirens alienígenas cheias de tentáculos. Embora até agora elas estão apenas se encarando, por conta do combate principal acima. Coisas de desenho japonês...
Mas fica aquele suspense pois o Orochi está com aquele puta míssil preparado para lançamento. Certamente aquilo não era boa coisa, especialmente considerando que tem um monte de garotas ali que têm a mente meio suja e possam estar atraídas por aquele objeto roliço em riste.
Coincidência ou não, encontramos Prinz Eugen olhando para aquele míssil enorme. Mas quando seria esperado algum comentário pervertido, ela comenta que aquele míssil parece um Fritz. Tá... mas o que diabos é um Fritz, cacete?
Bom, eu vou chutar que esse nome "Fritz" seria uma espécie de forma de se referir a uma bomba V-2 alemã. Afinal de contas, durante a guerra de verdade os nazistas fizeram esses mísseis que podiam alcançar o Reino Unido, podemos dizer que era algo como os primórdios dos mísseis balísticos da Guerra Fria. Ressaltando também que muito da tecnologia usada nessas V-2 foi reaproveitada alguns anos depois pela NASA para colocar o homem na Lua.
A Siren Tester diz que Eugen está quase certa, pois aquela era uma arma do futuro que elas trouxeram para destruir o presente. Acho que ela não estudou muito sobre o possível paradoxo do tempo que o Dr. Brown dizia, se ela destruir o presente, não vai existir futuro, e aí não vai ter como trazer a arma do futuro para destruir o presente.
Enterprise tem um treco e quase desmaia. Não por conta do trava-língua do paradoxo do tempo, mas porque ela viu essa arma em um de seus pesadelos e sabe que ela é capaz de destruir o mundo. Por isso, ela é prioridade zero e precisa ser destruída antes que seja tarde demais.
Só que é tarde demais... alguém já apertou o botão vermelho de lançamento, e lá vai o foguete pelos ares.
A "Amagi", que na verdade é a encarnação de Orochi, explica que as armas evoluíram até o ponto em que era possível destruir o inimigo de forma unilateral e de longe, lá do outro lado do oceano, sem ter que se arriscar. Ou seja, exatamente como temos hoje, com armamentos balísticos e até mesmo os drones.
Enterprise faz mais uma vez aquela tosqueira de lançar um monte de aviões e depois pula em cima de um deles, para perseguir e destruir o míssil. Não sei o que é mais absurdo, se é o fato dela, uma menina-navio-porta-aviões, ir em cima de um avião, ou dela achar que vai alcançar um míssil supersônico em cima de um avião a hélice.
Mas aí ela aciona algum power-up, tipo quando o Sonic virava o Super Sonic, para o avião ficar rápido como um foguete. Talvez assim ela teria alguma chance.
Só que nessa hora quem aparece é Purifier, rindo que nem uma maluca. Era hora da luta final, e ela iria explodir a porta-aviões pelos ares e depois dançar a Macarena.
Tá complicado... o míssil está chegando cada vez mais perto do alvo, e aquela Siren escrota estava destruindo seus aviões de estimação. Enterprise tenta de tudo para driblar os ataques, mas ela não tem aviões infinitos.
Purifier vai destruindo os aviões um por um, até que só sobra aquele onde Enterprise está. Agora não tem mais jeito, será que ela consegue derrotar a Siren? Vai ser como naqueles filmes, uma indo na direção da outra, até a primeira piscar e se desviar.
No último segundo, as duas se dão mal, pois o avião de Enterprise foi cortado em pedaços, mas a mochila voadora de Purifier (ou seja lá o que diabos é aquela pôrra que ela usa para voar) explode depois de uma flechada. Agora as duas vão ter uma longa viagem até cair no oceano lá embaixo.
Mas Enterprise tem ainda uma última flecha de energia... e mira no míssil. Agora é tudo ou nada.
KABOOOOOOMMM!!! A flecha é certeira e explode o míssil em uma imensa bola de fogo de energia. A base da Azur Lane está salva, mas certamente quem estava ali perto deve ter virado fumacinha.
A onda de choque é imensa, e as meninas-navio se protegem. Bom, se aquele míssil era nuclear, acho que não vai adiantar muito cobrir os olhos com os braços...
A bola de energia vai se desfazendo. Parece que tudo está bem, ninguém mais se feriu... Peraí, tem alguma coisa caindo lá do alto, o que será?
BOINK! Bem na testa de Edinburgh, que pôrra é essa?!
Puta merda, era a cabeça de Purifier, que aparentemente foi decapitada por conta da explosão! Mas mesmo assim ela não perde o humor e dá uma gargalhada para Edinburgh, perguntando se viu o resto do corpo dela por aí.
Quem conhece o blog sabe que eu não vou perder a piada...
"Você viu um corpo procurando uma cabeça? Eu sou uma cabeça."
Eu esperei doze episódios para fazer essa piada. Podem me zoar.
Da mesma forma que o bandido no desenho do Pica-Pau, Edinburgh se desespera ao ver aquela cabeça sem corpo falante. Pode apostar que ela vai ter pesadelos por uma semana. E como é que sua irmã Sheffield não apareceu pra dar um bico naquela cabeça?
Ignorando totalmente o míssil que explodiu nos ares e a cabeça de Purifier, continua aquele momento tenso ao redor de Kaga, cercada por Zuikaku e Shoukaku de um lado e por Ayanami do outro. Kaga diz que aquele míssil é uma arma que vai proteger o Sakura Empire, impedindo que elas sofram o mesmo destino do Japão na guerra de verdade.
Zuikaku pergunta se ela está maluca. Como assim proteção? Um puta míssil atômico não era uma arma de defesa, mas sim para aniquilar o mundo todo. Como é que iria proteger o Sakura Empire explodindo o planeta inteiro?
Ayanami diz que Kaga está errada, que Akagi jamais iria defender uma ideia dessa. Pois Akagi amava o Sakura Empire, suas amigas e principalmente sua irmã.
Kaga explode de raiva, pois na verdade Akagi gostava era das partes de Amagi que tinham sido usadas nela. Cansada desse papinho que parecia uma intervenção dos Alcóolicos Anônimos, ela prepara um Hadouken para acabar com Ayanami.
Enquanto isso, Akagi continua em seu transe, dizendo que o seu "amor" vai purificar o mundo. E com isso o Orochi prepara mais um míssil atômico para o ataque.
Como Enterprise provavelmente virou fumacinha, as demais meninas-navio partem para o ataque em massa contra o Orochi, tanto do lado da Azur Lane...
... como do Red Axis. Parece que elas finalmente perceberam que estavam sendo usadas.
Só que o Orochi é que nem a maioria das naves de alienígenas dos filmes, protegido por um escudo de energia impenetrável. Assim vai ser difícil.
Illustrious e Cleveland lamentam... Já era, pois não importa o quanto atirem, o escudo estava repelindo tudo. Talvez fosse melhor desistir e ir para casa, tomar um chá com hambúrguer. Mas Hornet taca um mega esporro, pois sua irmã Enterprise havia se sacrificado para destruir aquele míssil, e elas não podiam desistir. Como diz o ditado, "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura", então uma hora o escudo seria atravessado.
Falando nela, onde está Enterprise? Vemos um monte de bolhas, provavelmente ela afundou depois de destruir o míssil.
Aí começa mais um daqueles sonhos psicodélicos de Enterprise, que está em uma praia no meio do nada. E provavelmente perdeu o seu chapéu em algum canto, ou um trombadinha pegou e saiu correndo.
Só que ela não está sozinha. Tem uma outra menina-navio ali perto, junto com um porta-aviões. Quem conhece, sabe que aquele navio é o Enterprise, o que quer dizer que essa aí provavelmente é aquela a Enterprise META, também conhecida como Ash no jogo.
A versão "dark" de Enterprise explica meninas-navio são manifestações da esperança e boa fé da Humanidade, enquanto que ela é como se fosse uma sombra dessa esperança, como se fosse um espelho... E Orochi não era diferente, embora fosse a representação física de um desejo pelo conflito, pois era com conflito que ocorria o progresso da Humanidade. Mas para isso, elas deviam se sacrificar.
Fazendo um breve parênteses, não é uma declaração muito errada. Se imaginarmos que muito do avanço tecnológico foi "apressado" e potencializado pelas guerras e conflitos, isso é verdade. Veja a própria corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética, por mais que não fosse uma guerra, era uma disputa que alavancou o progresso.
Voltamos à realidade, onde aquele Hadouken lançado por Kaga ainda estava indo na cara de Ayanami. Mas ela se surpreende ao ver que nada aconteceu, pois Zuikaku pulou na frente e cortou o Hadouken com sua espada. Por mais absurdo que isso possa parecer.
Zuikaku parte para cima de Kaga, chega de ficar só olhando. Mas aí ela é quem depois leva um Hadouken no meio dos cornos.
A sorte é que ela é cabeça dura e consegue resistir ao ataque de Kaga, partindo para cima dela com tudo. E agora não tem mais como lançar magia.
E Zuikaku acerta uma cabeçada na testa de Kaga. Puta merda! Pra que tudo isso? Vai ter coco duro assim na casa do chapéu, pombas.
Kaga não aguenta a pancada e desaba no chão... quer dizer, na água. Aí não sei se ela está boiando ou se está caída na água, esse desenho está destruindo todas as noções básicas de Física, caramba.
Shoukaku explica para Kaga que ela precisa perceber o que está acontecendo, que as Sirens são as verdadeiras inimigas, e que todas elas deveriam se juntar contra essa ameaça, que poderia acabar com todas elas, incluindo o Sakura Empire.
E nesse momento ela desmorona, se dando conta de que estava errada... e implora para que suas amigas sejam mais fortes que ela, e salvem Akagi.
Voltamos para o sonho maluco de Enterprise, onde já se passou tanto tempo que já anoiteceu. Não que a escala de tempo de um sonho seja igual à real, talvez foi só dar uma piscada e já virou noite lá, onde ela continua conversando com sua cópia.
Enterprise admite que tem medo do oceano, e quando está em combate, sua mente fica em branco e ela simplesmente age, como o navio de guerra que ela representa. Mas ela finalmente percebe que isso está errado, que ela não deve ter medo e precisa acabar com tudo aquilo de uma vez por todas.
Nessa hora, o oceano começa a ficar revolto, com ondas cada vez mais altas. Deve ser um maremoto. Ou o Godzilla soltou um peido lá no fundo do mar.
Mas na verdade era um porta-aviões saindo do oceano. Já dá para saber quem é...
Pois é, era Enterprise retornando das profundezas. E é hora da batalha final de verdade, para transformar aquele Orochi em ferro-velho, com uma flecha de energia.
Dessa vez, a flecha atravessa o escudo e acerta bem na testa do Orochi. Interessante como um escudo de energia deixa passar uma flecha de energia, mas impede que projéteis físicos passem. Mas como disse lá em cima, Física não é o forte aqui.
Bastou só aquele ataque de Enterprise para dar tilt no Orochi, apagando suas luzes e se transformando em um monte de metal flutuando no mar, sem servir para nada.
Amagi fica surpresa com a força de Enterprise. Assim não tinha jeito, provavelmente ele teve ajuda de alguém. Talvez da Code G, que é outro nome no jogo para a Enterprise META. Se fosse o caso, era trapaça...
Mas o combate ainda não terminou, pois tem centenas de Sirens sarandando por ali, com suas armas laser. Não é só porque o Orochi se danou que elas vão se render assim tão facilmente.
Prinz Eugen segue enfrentando as alienígenas, mas se pergunta como que elas são tão ruins de mira assim, atirando em seus próprios navios.
E ela não perdoa, usando as suas partes de navio que lembram um tubarão para abocanhar as Sirens. Por mais ridícula que possa ser a ideia de um navio com cara de tubarão.
Aí me lembrei daquele episódio tosco dos Super Amigos, em que o Titanic vira um monstro...
Preciso voltar a fazer sátiras dos Super Amigos... deve ter ainda muito episódio cheio de bizarrices como essa.
As pirralhinhas também estão tentando ajudar. E fico me perguntando por que diabos Laffey fica levando uma lanterna, quando o dia está claro... Não que a lança de Javelin e a espada de Ayanami façam muita diferença contra aliens que disparam raio laser.
E as destróieres japonesas não conseguem segurar as lágrimas de felicidade quando percebem que Ayanami estava bem.
Ayanami quase é derrubada no chão... quer dizer, na água, porque suas irmãzinhas estão em êxtase, contando o monte de travessuras que elas fizeram na base e como já tinham vendido todas as suas bugigangas, achando que ela tinha sumido de vez.
Yuudachi percebe que Javelin e Laffey também estavam ali, reconhecendo aquelas duas pentelhas que tinham sequestrado Ayanami. E era para elas se mandarem dali, que para fazer parte do clubinho de destróireres japonesas tinha que ter orelhas pontudas de verdade, e não aquela tosqueira que Laffey usava.
Z23 taca um esporro em Ayanami também, pois não tinha motivos para ela ficar passeando com aquelas duas pirralhas da Azur Lane, que não era hora de ficar brincando com duas inúteis com cara engraçada e que pareciam estar no jardim de infância.
Diante disso, Javelin sorri. Pronto, já achou outra para transformar em amiguinha. E Laffey pergunta quando é que ela pode ir pra casa para cochilar um pouco.
Ayanami fala para todo mundo parar com aquela esbórnia, que depois ela explica tudo que aconteceu. Agra era hora delas ajudarem a salvar Akagi para terminar logo com o episódio, para que ela pudesse jogar um pouco de videogame.
Prinz Eugen percebe tudo aquilo, e admite que chegou o momento que ela esperava: que seria feita uma aliança entre Azur Lane e Red Axis, para que todo mundo acabasse com as Sirens. Exatamente como ela previu... ou diz que previu.
Começa então o combate, ao som da música-tema da animação, com todas as meninas-navio combatendo juntas, deixando todas as suas diferenças de lado para enfrentar uma ameaça ao nosso mundo.
Tá, não foi assim que a guerra de verdade aconteceu... mas essa é a interpretação original que os desenvolvedores de Azur Lane fizeram, e pelo menos a animação se manteve de certa forma fiel ao que o jogo apresenta.
Com direito ao momento em que Zuikaku se depara com sua rival, Enterprise. A quem chama de "Grey Ghost", que era como o Enterprise de verdade era chamado pelos japoneses, que sempre achavam que tinham afundado o navio, só para ver que ele ainda estava inteiro. Mas aqui as duas deixam a rivalidade de lado, para salvar Akagi.
A Amagi-Orochi comenta que aquelas variáveis da equação não haviam sido consideradas... que hora para falar de matemática, né? Mas ela certamente se refere que não esperava que Azur Lane e Red Axis iriam se aliar, o esperado era que continuassem duelando.
Para equilibrar a peleja, ela abre uma porrada de portais do alto do céu, de onde despencam mais um monte de navios Sirens para ajudar no combate. Embora jogar navios dessa forma, é mais provável que afundem de primeira.
Bom, acho que agora fudeu de vez... não tem tanta menina-navio assim para enfrentar aquela cassetada de alienígenas. Prinz Eugen comentar que está na hora de chamarem reforços, e que não contassem com o Iron Blood, pois elas tinham poucos navios.
Belfast decide dar uma olhada no seu relógio de bolso... pois é, nessa época ainda tinham relógios assim. Provavelmente ela deve estar vendo se o bolo que deixou no forno está pronto. E Zuikaku não entende nada, que diabos uma empregada estava fazendo ali com um relógio?
Mas na verdade era para confirmar que naquele momento Queen Elizabeth estava chegando com reforços, com um monte de meninas-navio de todas as cores e tamanhos. E quem conhece o jogo, percebe que foram usadas exatamente as mesmas imagens delas para essa cena. Afinal de contas, são os últimos minutos da série e precisa economizar uns trocados com animação.
E do outro lado, quem também chegava era Nagato, Mutsu e um monte de outras meninas-navio japonesas. Nagato declara que a partir daquele momento Azur Lane e Red Axis eram aliados contra as Sirens.
Enterprise pergunta se Belfast sabia de tudo isso, e a inglesinha concorda. Bem que ela podia ter avisado antes, né? Ia facilitar mais a batalha.
Agora elas tinham uma chance, todas as meninas-navio de todas as nações unidas contra os inimigos. Bom, na verdade todas menos uma, pois Akagi continua ali em cima do Orochi, tomada pelos seus pensamentos de destruir todos seus adversários que ficassem entre ela e sua irmã.
Dessa vez é a porta-aviões japonesa que mergulha em um daqueles sonhos obscuros, percebendo um mar em chamas (por mais doida que essa ideia possa ser). Que na verdade era o mesmo tipo de sonho de Enterprise, com um monte de meninas-navio destruídas e embarcações pegando fogo.
Tanto que Enterprise, de alguma forma, acaba entrando de penetra no sonho de Akagi, dizendo que ela também tinha esses pesadelos, mas não precisava ser daquele jeito, tinha como tudo ser diferente, bastava lutar.
Quem estava ali também era a Amagi-Orochi. Lembrando que ela busca o conflito, pois ele é que traz o avanço da tecnologia de guerra. Para isso, era necessário que aquela guerra entre Azur Lane e red Axis durasse 100 anos.
Tudo isso? Se com menos de dez já foi suficiente para se chegar na bomba atômica, imagina se tivesse sido um conflito de um século?
Akagi não se rende, pois o amor dela pelo Sakura Empire, pelas suas amigas e por Kaga, era maior do que tudo. E ela venceria todos sozinha se fosse preciso, para proteger aqueles que amava. E assim ela se prepara para o combate.
Provavelmente a Amagi-Orochi estava esperando que Enterprise fosse atacá-la, para assim continuar com a guerra. Mas ela simplesmente se aproxima, de forma pacífica.
Do nada, Akagi começa a cair... e não foi por ter enchido os cornos de saquê, talvez ela estivesse "caindo na real".
Caraca, essa foi horrível!
E nesse momento ela acorda de seu transe, provavelmente ela estava sob controle das Sirens. A tempo de Enterprise alcançá-la e impedir que ela caísse no chão. Será que ela realmente caiu na real agora?
Akagi então se lembra daquela cena do passado (e do capítulo anterior), quando Amagi pediu para que ela e Kaga apertassem as mãos. E agora que elas eram amigas de novo, aquelas mesmas mãos estavam destinadas a proteger o Sakura Empire. Repetindo que somente sendo amigas é que elas derrotariam as Sirens.
É a vez de Akagi desmoronar... no fundo ela podia até ter uma boa intenção, querendo proteger todos ao seu redor. Mas acabou se esquecendo dos ensinamentos de sua irmã, provocando um conflito contra outras meninas-navio como ela e se aliando aos verdadeiros inimigos.
Lá debaixo, quem observa é a Amagi-Orochi...
Mas na verdade era agora somente o espírito da Amagi de verdade. Talvez Orochi tinha se apoderado dela ao aproveitar os pensamentos impuros de Akagi. E depois que ela acordou para a realidade, aquela entidade do mal se mandou. Amagi fica feliz e agradece à sua irmã, antes de desaparecer, que nem o Obi-Wan Kenobi.
Finalmente Akagi volta a si, agradecendo aos ensinamentos de sua falecida irmã. Nunca mais deixaria de acreditar no poder da amizade e jamais se deixaria enganar pelas Sirens.
Bom, acho que era isso, né? O Orochi se escafedeu, e parece que finalmente a vitória é das meninas-navio, esperava mais pancadaria no final mas pelo menos tudo acabou bem. Mas e as Sirens? Algumas delas estão de longe, observando o desfecho da história.
Observer admite que está surpresa, e acaba dando os parabéns para a Azur Lane e o Red Axis, pois elas conseguiram mostrar que a Humanidade tinha um futuro, e assim as deixaria vencer essa batalha. Por sua vez, a cabeça de Purifier fala que Observer é uma arregona, que só está falando aquilo tudo pois perdeu feio.
Aí Observer fica puta da vida e começa a girar a cabeça de Purifier, provavelmente para jogar lá na puta que pariu.
Com isso o conflito finalmente termina e as Sirens vão embora, para voltar em outro momento em que queiram testar algum cenário hipotético baseado na guerra, para assim obter informações sobre como conquistar o planeta. Ou quando inventarem uma segunda temporada.
Mas isso não quer dizer que a animação acabou... Passada a batalha final, voltamos para a base da Azur Lane, onde vemos uma cama vazia. De quem será?
Na porta, Hornet e a destróier Hamman estão ali, sem entender para onde tinha ido a menina-navio que estava lá. Se você conhece um pouco da história ou se ainda se lembra dos primeiros episódios, provavelmente deve imaginar quem estava ali. Dica: não era a Enterprise, mas tem a ver com ela.
Por um momento, as duas pensam o pior... Mas depois de caminhar um pouco pela base, acabam encontrando quem estavam procurando.
Era Yorktown, irmã mais velha de Hornet e Enterprise. Se você se lembra de um dos primeiros episódios, ela estava doente mas agora aparentemente tinha se recuperado. Ou então ela estava fingindo estar doente para não ter que trabalhar...
Essa "doença" certamente é uma referência ao destino do verdadeiro porta-aviões Yorktown. Penso eu que associado ao seu afundamento na batalha de Midway, um dos principais conflitos entre americanos e japoneses. Por isso colocaram a menina-navio que representa o Hamman, que era o destróier que ficou ao lado do Yorktown até o seu afundamento, uma referência legal que tem no jogo.
Do outro lado do oceano, Nagato está conversando com Zuikaku e Shoukaku. Embora fosse Akagi quem tinha despirocado e quase causado a destruição do mundo, a grande verdade é que todo o Sakura Empire tinha sua parcela de responsabilidade. Assim, ela decide que não vai ter punição para Akagi, e tudo ia ficar do jeito que está.
Aparentemente, Zuikaku e Shoukaku ficam aliviadas que Nagato tenha tomado essa decisão, dando anistia total para Akagi. Ainda bem que ela não tinha rabiscado uma estátua com batom, ou apareceria um juiz careca para colocá-la na cadeia.
E admito que essa imagem foi só para nos despedirmos da gracinha da Zuikaku.
Bom para Akagi, que se sente mais leve e feliz depois de ter se livrado do controle das Sirens. A única coisa chata é que não importa onde ela vá, Kaga fica andando atrás como sua sombra. Talvez para garantir que ela não faça outra bobagem de novo.
Akagi pergunta se Kaga ainda tem aquela flor que elas compraram na feirinha, há um monte de episódios lá atrás. Pois ela nunca chegou a ver sua irmã usá-la, mesmo tendo custado uma fortuna, já que aquele pinto vendedor era um canalha.
Kaga gela, pois tinha se esquecido totalmente daquela flor sem graça. Sorte que ela se lembra que estava usando a flor como enchimento do sutiã. Não que ela precise, mas com um monte de meninas-navio avantajadas, ela queria ser a maioral.
Como Kaga não leva muito jeito para essas baboseiras exageradamente femininas, Akagi a ajuda a colocar a flor na cabeça, para ver se assim passam a ver ela como uma mulher de verdade.
Kaga fica toda sem jeito... mas no fundo está feliz em ter a sua irmã de volta. Mesmo ela sendo na prática quase como uma irmã adotiva.
A cena muda mais uma vez e agora vamos para o outro lado do mundo, em um salão todo sofisticado e cheio de bandeiras. Pelas cores e estilo, já dá para imaginar que estamos agora no Iron Blood. Só não botaram uma suástica ou os produtores seriam presos.
Prinz Eugen está conversando com alguém, dizendo que todo aquele merderê tinha sido interessante para elas perceberem a força do Sakura Empire, e como que isso se encaixa nos verdadeiros ideais do Iron Blood. Tá, um monte de blá-blá-blá, mas quem diabos é essa outra menina-navio?
Surpresa! Para os fãs do jogo que estavam até esse momento putos da vida que Bismarck, a líder do Iron Blood, não tinha participado, eis que ela aparece, dizendo que apenas aqueles com poder é que podem salvar a Humanidade.
Talvez seja um gancho para uma possível segunda temporada... Mas na verdade, arrisco dizer que foi uma inclusão de última hora, para conter a ira dos fãs de Bismarck, que estavam putos por ela não ter aparecido em nenhum momento da série.
Prinz Eugen finaliza, dizendo que nessa linha de "poder", a Azur Lane tinha feito uma proposta interessante que elas não poderiam recursar. E não era uma proposta indecente, o que era esperado de Eugen.
E aí vemos as bandeiras de todas as nações juntas. Dando a entender que agora a Azur Lane era uma aliança entre todas as meninas-navio juntas. Como acontece no jogo.
Quem está se sentindo um pouco desconfortável com a mudança é a destróier alemã Z23, também conhecida como Nimi. Pois aquela base no meio de uma ilha tropical era muito diferente do frio europeu que ela estava acostumada. Ainda mais com um monte de letrinhas em japonês flutuando do seu lado sem motivo.
Só para comentar: o desenho praticamente já acabou, e começam a aparecer os créditos. Mas ainda têm as cenas finais que mostram essa conclusão da história. Como acontece nos filmes da Marvel.
Mas a grande verdade é que parte do desconforto dela é ver como que todo mundo age de forma tão natural, todas amiguinhas quando há alguns dias estavam de lados opostos de uma guerra.
Por sua vez, quem está pulando de alegria é Akashi. Pois agora ela vai poder expandir a sua loja para vender todo tipo de bugiganga inútil por preços absurdos. Ela tinha que aproveitar antes que aparecesse alguma Shopee para concorrer com ela.
Com o detalhe de quem parece estar ajudando são Purin e Bulin, as duas maluquinhas correndo atrás dela.
Esse aí é apenas um mero easter-egg, pois Purin e Bulin são duas personagens criadas especialmente para o universo de Azur Lane, cuja única serventia é serem usadas como material para upgrade das demais meninas-navio.
Enfim, parece que agora que as Sirens foram embora, todo mundo pode curtir umas férias, como as pimpolhas japonesas comendo doce de urso-panda...
... sob os olhares tarados de Ark Royal, encantada com a roupinha de colegial que as destróieres orientais usam, a ponto de estourar uma veia no nariz. Se você não se lembra, ela adora perseguir as destróieres por algum motivo qualquer. Talvez pelo fato de que os porta-aviões ingleses eram sempre escoltados pos destróieres...
E por outro motivo qualquer, é comum nos desenhos e quadrinhos japoneses usar essa situação de nariz sangrando quando a pessoa está excitada. Nunca entendi isso...
Na sala de conferências principal, as "líderes" estão conversando sobre como foi uma decisão ousada colocar todas as meninas-navio da Azur Lane e Red Axis na mesma base. Prince of Wales comenta que é necessário que tenha um líder, alguém que represente essa união entre as nações e possa guiar a nova Azur Lane.
Seria o Comandante? Ou seja, o jogador que joga o jogo e assistiu esses doze episódios inteiros?
Se você está se perguntando que diabos é isso aí, trata-se de uma das muitas representações que os fãs fazem do comandante. Na verdade, de um oficial da base que mistura um corpo musculoso com uma cara de gato de desenho, que é um dos personagens do jogo... Só para dar uma zoada.
Enfim, seria o mais coerente se aparecesse uma figura de um comandante, talvez como uma sombra oculta como na série de Kantai Collection. Isso faria um link legal entre a animação e o jogo. Mas na verdade elas estavam se referindo à Enterprise, pois foi ela quem as levou à vitória. Hornet acha que sua irmã vai criar problema, mas no final ela acabará aceitando...
E Belfast aproveita a deixa, pois se Enterprise fosse a nova líder da base, ela precisaria de uma empregada para cuidar das coisas do dia-a-dia. Essa aí não perdeu tempo para arrumar um emprego.
Parece que tudo terminou bem, todo mundo feliz e alegre... Menos Nimi, que continua emburrada. Deve ser o fuso horário que ela ainda não se acostumou, ou está com o intestino preso.
Aí ela escuta alguém chamando ela. Claro, as pirralhinhas não iriam deixar de aparecer no final. Javelin está toda contente e chama a sua nova amiguinha para se juntar ao piquenique, pois é muito mais legal estar com suas amigas do que sozinha.
Esse "desfecho" era necessário. Com exceção de Unicorn, se você viu a postagem sobre o jogo sabe que Javelin, Laffey, Ayanami e Z23 são as primeiras personagens que você pode escolher ao começar, o que lhes confere um certo destaque. E não poderiam deixar de passar a oportunidade para unir as quatro no final... o que também serviria como um gancho para uma continuação da animação.
Enfim, e para terminar, vamos até o porta-aviões Enterprise, apenas para destacar mais uma vez a grande atenção ao detalhe da produção, que desenhou os navios de forma perfeita... Se bem que essa exata cena foi usada lá no início do 1º episódio.
Enterprise está lá, e quem passa de mansinho é a Enterprise META, dizendo que ela ainda não ganhou, que vai ter muitas batalhas pela frente ainda. Afinal de contas, as guerras nunca mudam. E além disso precisa deixar uma perna para uma possível continuação, não é?
Nisso, Enterprise responde que sabe disso... mas se as guerras não mudam, então elas podem mudar e não se deixarem levar pelo conflito. Por fim, ela agradece a todo mundo por ter assistido a série e lido as postagens aqui do blog.
The End.
Caramba, essa sátira deu muito trabalho... Como falei, comecei escrevendo isso há anos, acho que foi em meados de 2021 que comecei com o texto do primeiro capítulo, e desde então foram anos e anos de espera, terminei de escrever esta última postagem em abril de 2025, para ser lançada quase um ano depois. Não que eu levei todo esse tempo escrevendo, foram vários períodos de hiato onde eu dava uma pausa relativamente longa... Com menos tempo para me dedicar ao blog, isso acabou impactando também o andamento dessa saga.
Talvez a minha decisão de só iniciar depois de ter escrito todos os capítulos possa ter influenciado nisso. Percebendo que eu estava escrevendo com menos frequência, eu fiquei preocupado de lançar a série e só trazer os novos episódios meses depois, o que desanimaria qualquer um que estivesse lendo (por mais que eu saiba que a maioria não deve dar a mínima para Azur Lane). Porém, também tinha a incerteza se eu iria mesmo terminar essa sequência, podendo deixar a trama pelo meio do caminho...
Mas eu sou teimoso e vou até o fim. Não apenas por não gostar de deixar certas coisas pela metade, mas esse é um dos poucos jogos que ainda me diverte de certa forma, com uma diversão descompromissada e focado em um tema bem peculiar que me interessa. E a grande verdade é que esse é um joguinho bem "amigável" com o jogador, com boa interação dos desenvolvedores e que ainda seguem gerando muito conteúdo. Serve até como uma espécie de homenagem.
Claro que há quem diga que essa animação é muito ruim. Não nego, em alguns aspectos a série de Azur Lane deu umas derrapadas, percebia uma maior atenção à qualidade na animação de Kantai Collection. Mas mesmo assim conseguiram fazer uma história simpática e divertida, além de manter uma certa relação com o jogo em si.
Falando em Kantai Collection e no futuro... o jogo "rival" ganhou uma segunda temporada. Mas não sei se vou ter gás para fazer uma sátira parecida, mesmo sendo um pouco mais curta com oito episódios. Sei lá, talvez um dia. Ou então eu também decida trazer os episódios da outra série animada de Azur Lane, chamada Slow Ahead e focada nas quatro destróieres principais. Essa eu acho mais factível por serem episódios curtinhos e independentes, mais como pequenas piadinhas com aquele humor inocente de desenhos japoneses...
Mas também não posso me esquecer dos bizarros Super Amigos, Homem Pássaro e Capitão Planeta. Que beiram o ridículo e rendem muitas gargalhadas.
Enfim, eu gosto de fazer esse tipo de postagem, por mais que dê trabalho. Não farei promessas, mas agora que Azur Lane terminou, está na hora de pensar o que vem por aqui.



























































































































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