Já disse isso várias vezes e vou repetir: o politicamente correto é uma das piores coisas dos últimos tempos, algo que está acabando com a sociedade sob um falso pretexto de defender valores corretos e certinhos. Falso pretexto pois é mais um exemplo da hipocrisia da turminha progressista, que quer acabar com os valores conservadores que estão por aí há séculos e que sempre funcionaram, pois querem impor uma agenda ideológica voltada aos seus próprios interesses. Tudo para desconstruir conceitos e deixar a sociedade submissa aos seus caprichos e babaquices.
Infelizmente, essa merda do politicamente correto está em todos os lugares. Está na linguagem quando dizem que é ofensivo falar apenas "bem-vindos" a um grupo de pessoas com homens e mulheres, está na censura a personagens de desenho animado que são tidos como subversivos, como o gambá Pepe Le Pew dos Looney Tunes que foi apagado da existência por supostamente incentivar misoginia, está nos filmes e séries onde se tornou obrigatório tornar o mocinho protagonista sempre como parte de uma minoria, mesmo que signifique fazer um viking negro e homossexual, está nas empresas onde a preocupação maior é demonstrar as políticas ESG do que fazer o trabalho bem-feito. E também está nos jogos de videogame, onde as pautas de inclusão e LGBQTABCXYZ dominam.
O que me dá um pouco de esperança é que a turminha "do bem" tenta... mas geralmente se dá mal ao tentar emplacar pautas politicamente corretas. Mostrando que, principalmente quando o assunto é o entretenimento fornecido por um filme ou jogo, não tem espaço para essa viadagem.
E é isso que motivou a postagem de hoje, para falar um pouco de um "jogo" chamado Pathways que aparentemente falhou miseravelmente na tentativa de enfiar papinho politicamente correto na garganta das pessoas. Coloco entre aspas pois não é um jogo de verdade, é mais uma iniciativa de uma organização educacional do governo do Reino Unido que desenvolveu essa atividade interativa e online para ensinar a respeito de extremismo e falar sobre o tal programa Prevent.
Vale até comentar um pouco sobre o programa Prevent do governo britânico, em torno do qual esse joguinho se desenrola. Ele teoricamente tem o objetivo de prevenir o terrorismo e o extremismo, atuando na identificação de indivíduos que possam ser vulneráveis a serem radicalizadas a cometer esses atos. Ou seja, tem a ideia de atuar de forma preventiva.
E isso se dá por meio de um processo denominado referral, onde qualquer um pode indicar para o Prevent uma pessoa que considera em risco de se radicalizar. Como, por exemplo, professores em escolas, que podem indicar alunos que demonstrem que estão indo por esse caminho radical ao programa, onde receberam uma "tutoria" e acompanhamento para que isso não aconteça.
Só que é interessante observar certos números curiosos, baseados no relatório emitido pelo governo britânico. Entre o período de medição entre 2024 e 2025 foram mais de 8 mil denúncias, um crescimento se comparado aos anos anteriores. Sendo que 21% dessas denúncias são associadas a riscos de "extrema direita", o grupo que lidera a lista, com um aumento de 19% em relação ao ano anterior. Por sua vez, referrals motivados por extremismo islâmico representam apenas 10% do total, com uma redução de 13% em relação ao período anterior.
Honestamente, algo que indica não apenas uma possível (e muito provável) parcialidade do programa. E também que o Reino Unido está aparentemente se transformando na 1ª república islâmica da Europa...
Você sabe muito bem como que está a situação atual em uma das nações mais antigas do mundo, depois que a imigração explodiu de forma absurda, chegando à ordem de centenas de milhares. Uma boa parte deles vinda do Oriente Médio, como do Afeganistão, Síria e Irã, movimentos que foram causados pelos conflitos locais e a situação geral desses países. Fato é que hoje de praticamente 15% da população do Reino Unido é de pessoas que nasceram fora. Um número que cresce ao longo dos anos.
Como é esperado, com uma imigração cada vez mais intensa há uma série de consequências negativas. Por exemplo, com mais pessoas em uma cidade ou país, muitas vezes os serviços públicos não conseguem dar conta, com mais gente tendo que ir ao hospital ou escola, por exemplo. Isso também traz a questão da habitação, dependendo da cidade a procura por moradia vai aumentar, com impacto no preço dos aluguéis. Há também o problema de emprego, principalmente pelo fato de que os imigrantes geralmente vão aceitar salários relativamente menores que os residentes nativos, o que pode aumentar o desemprego. E não podemos nos esquecer dos problemas sociais que fazem parte desse ambiente, indo desde o problema da violência até as tensões causadas pela incompatibilidade de hábitos e costumes, como diferenças religiosas por exemplo.
Goste ou não, são consequências possíveis de uma imigração crescente. E é nesse contexto que o politicamente correto vem para tornar isso ainda pior.
Isso porque o politicamente correto sempre vai priorizar questões bonitinhas e utópicas, que só funcionam no mundo de faz-de-conta que existe somente na cabeça ôca deles. A começar com a ideia estúpida de que o fato de ser imigrante torna aquela pessoa automaticamente "de bem" e merecedora de uma empatia e subserviência obrigatória dos "nativos". É só lembrar daquele monte de babacas nos aeroportos de braços abertos para recebê-los, promovendo uma ideia de que os habitantes do país para onde eles estavam imigrando deveriam fazer tudo por eles.
E com isso ignoram (muitos de forma consciente e proposital) que parte desses imigrantes está indo para a Europa com objetivos não muito nobres... Claro que tem gente realmente fugindo de situações graves em seus países de origem, mas também tem uma parte que é mal intencionada. Principalmente quando se fala de muçulmanos e islâmicos, buscando tomar a Europa e aplicar a lei da Sharia. Só o fato de que a imensa maioria joga seus documentos de identidade no mar já levanta suspeitas, pois isso impede que as autoridades de imigração descubram se tem alguém ali com um passado de crimes ou até mesmo envolvimento com movimentos terroristas. Um tipo de gente que qualquer país tem o direito de barrar.
Mas, na mente de tuti-fruti da turminha do bem politicamente correta, todo imigrante é um cara legal...
Talvez vai aparecer o "anônimo" de sempre, que gosta de contestar o que eu escrevo aqui, só pra ser do contra. Me adianto aos seus comentários parciais e hipócritas e vou apenas recomendar que vocês procurem mais informações sobre a organização Hizb ut-Tahrir e o seu objetivo de criar um califado islâmico e eliminar os "pecados" da sociedade ocidental. Talvez nessa hora começará a fazer sentido porque 80% dos imigrantes que vão do Oriente Médio para a Europa são homens e a imensa maioria chega sem nenhum tipo de identificação, e quando lá chegam eles fazem de tudo para impor seus valores e costumes sobre os originais daquele país...
Enfim, estou começando a ir muito longe do tema... Mas veja como são questões atuais e que estão presentes na vida da população de países como o Reino Unido. A imigração em massa e descontrolada traz muitos riscos e deve ser tratada de forma séria. Apenas ignorantes ou canalhas mal-intencionados não percebem isso. Aliás, os canalhas percebem sim; mas justamente por serem canalhas é que querem esses riscos, pois isso joga em favor de seus interesses ideológicos pessoais.
Nesse momento eu volto ao que falei logo no início, que o politicamente correto quer acabar com os valores conservadores e seculares, para assim impor seus ideais próprios e progressistas. O que é exatamente o que grupos como o Hizb ut-Tahrir e os movimentos denominados "Geração Islâmica" defendem. E aí vemos como a cultura britânica começa a ser afetada pela influência (e diria até opressão) dos imigrantes: há escolas que adotaram cardápio de merenda 100% "halal" para não ofender os muçulmanos, parques para passear com cachorros se tornaram um problema pois eles enxergam os cães como seres inferiores (e é injusto ter um parquinho pra eles), símbolos católicos também devem ser escondidos para não ofender a religião islâmica (embora eles possam se ajoelhar em qualquer lugar pra rezar pra Meca e ninguém pode reclamar) e assim por diante... Basta um imigrante muçulmano decidir que algo é errado ou que ofende a sua religião, não demora para que as autoridades fiquem de quatro, dando razão a ele. Porque é politicamente incorreto contestar imigrante.
Claro... e quem achar que essa submissão a tudo que os imigrantes querem pode ser um risco para os valores e costumes originais do país... será taxado como um radical de extrema-direita. E é nesse ponto que aparece o Pathways.
Vamos então finalmente falar desse "joguinho". Como disse, ele é mais um material interativo do que um jogo, desenvolvido por grupos e entidades relacionadas ao governo britânico, criado para "ensinar" aos adolescentes o risco de conteúdos na Internet e nas redes sociais e a influência negativa de pessoas próximas, que podem te transformar em um "extremista".
Entre aspas sim. Pois na verdade se trata de um exemplo de propaganda progressista que tem o intuito de doutrinar as pessoas para que sigam a sua ideologia cegamente e não tenham a audácia de pensar por si mesmas. Ou seja, uma tática comunista já bem conhecida e consolidada em certos ambientes como nas universidades.
Vamos lá, pois a primeira decisão é sobre qual personagem você vai jogar, se será o rapaz ou a moça. Em um primeiro momento dá até a impressão de que será um jogo normal ao termos apenas as opções masculina ou feminina. Em se tratando de algo com origem politicamente correta, seria esperado que tivesse algum personagem não-binário ou transgênero. E curioso também observar que os dois são brancos, era esperado que um joguinho desenvolvido por grupos progressistas não deixaria um negro ou imigrante de fora... mas tem uma razão para isso, como você verá mais adiante.
No final das contas não faz muita diferença quem você escolhe, apenas muda as sprites do personagem de acordo com a seleção. Ou seja, não tem uma história específica para cada um, ambos são estudantes no que parece ser em idade adolescente e no início da faculdade. Na verdade, ambos até tem o mesmo nome, Charlie, escolhido estrategicamente pois se aplica a homens e mulheres.
O jogo possui seis cenários onde você é apresentado a uma historinha, descrita na caixa de texto e incluindo uma narração, que mostra alguma situação na qual Charlie está passando até aparecer uma pergunta de múltipla escolha com três opções.
E aí, dependendo da opção escolhida, você pode ver o que acontece e passa para a próxima cena. Basicamente são três possibilidades, com a resposta correta, a neutra e a errada (pelo menos para os padrões dos desenvolvedores do jogo/atividade). Basicamente é isso, nada mais do que uma historinha interativa do estilo "Escolha sua Aventura".
Mas tudo isso não passa de uma historinha com intenções politicamente corretas. E isso já começa a ser percebido quando vemos os pronomes que usam na história...
Ok, acho que é necessário um parênteses para uma aulinha de inglês. Como todos sabem (ou deveriam saber) o pronome "they" e seus correlatos correspondem à 3ª pessoa do plural, seria equivalente ao "eles" e "elas" da língua portuguesa. Mas, diferentemente do que ocorre em nosso idioma, há apenas um único pronome que se aplica a ambos os gêneros de palavras. E diferente do que ocorre na 3ª pessoa do singular, onde temos o "he" masculino, o "she" feminino e o "it" que é indefinido e tipicamente usado para objetos, animais e coisas inanimadas.
Isso aí é visto nas primeiras aulas de qualquer cursinho de inglês de nível infantil...
E aí serei obrigado a me repetir de novo: o politicamente correto está acabando com a sociedade, promovendo a desconstrução de valores que já estão aí faz tempo. Algo que se aplica até ao idioma, com essa mudança de pronomes. Para se referir ao personagem, seja o rapaz ou a moça, o jogo usa o "they" pois é a forma como se faz hoje em dia. A ideia é usar esse pronome indefinido, pois seria um absurdo assumir que temos que chamar o garoto de "he" e a garota de "she".
Com todo o respeito, mas vá pra puta que te pariu. Isso não faz o menor sentido, pombas!
Aí vai aparecer alguém dizendo "ai, mas é errado assumir o gênero da pessoa, você pode ofender alguém se chamar de 'ele' quando prefere que seja chamado de 'ela'...". Pôrra, não fode! Essa sociedade tá ficando muito escrota por conta desse pensamento imbecil de politicamente correto. Precisa ser muito problemático para se ofender quando alguém usar um determinado pronome para se referir a você, principalmente quando se tem todos os traços e visual correspondente a um determinado pronome. Se o sujeito tem cara de homem, barba de homem, corpo de homem e se veste como homem, vou chamar de "ele"; e se tem cara de mulher, peito de mulher, corpo de mulher e se veste como mulher, eu vou chamar de "ela". O que tem de errado nisso, cacete?
Vou me controlar para não divagar demais sobre esse tema... mas é certa que a escolha de Pathways em usar o "they" e seus pronomes correlatos não foi deslize gramatical nem preguiça de gravar o áudio em duas versões... é intencional mesmo. Como dizem, a língua não é apenas um meio de comunicação, mas algo que molda o pensamento, a cultura e a percepção da realidade. Ao mudá-la, também se muda como que a sociedade funciona e como as pessoas interagem, é uma forma de controlar os indivíduos e o que pensam. Nada é por acaso... Afinal de contas, hoje em dia você pode ir preso se errar o pronome de alguém em certos países.
Voltemos ao Pathways. Acho interessante passar pelas cenas do jogo, para mostrar como que são as mensagens que são apresentadas. E no primeiro episódio Charlie está jogando na Internet de boa, se divertindo com seus amigos até que descobre um site onde o pessoal começa a falar coisas mais "pesadas", e um desconhecido passa um link de um vídeo pra ele baixar.
Não, não é o vídeo com a pegadinha do Exorcista e nem o pornô gay do Alexandre Frota. Embora não fique muito claro do que se trata, aparentemente é algum vídeo falando de algo controverso, provavelmente alguma coisa associada ao tema de imigrantes. Enfim, são dadas as três opções, em que Charlie pode correr pra falar com um adulto responsável, perguntar pro desconhecido sobre o que é aquele vídeo ou então simplesmente baixar a compartilhar nas suas redes sociais.
Claro que a resposta "certa" é Charlie sair correndo pra falar pra mamãe que um estranho tentou passar um link de um vídeo. Realmente o tipo de reação adulta que se espera de um adolescente que está entrando na faculdade... Perguntar pro estranho é a resposta neutra, embora o personagem acaba não baixando nada. E a resposta negativa é baixar a espalhar o conteúdo pra ganhar joinhas.
O interessante é que, independente da sua resposta, a cena sempre termina com um lembrete de que baixar ou reproduzir certos conteúdos na Internet pode ser considerado um crime, com condenação por terrorismo.
Bom, como estamos falando de um joguinho feito pelo governo britânico, que prende pessoas por memes, como o cara que foi em cana por postar um "Fuck Hamas"... Fica clara a mensagem de Pathways de que o Reino Unido já não é mais um país onde a população tem liberdade de expressão. Fico até pensando que deve ter gente que ficou preocupada se a polícia não iria bater na sua porta se tivesse escolhido essa opção no jogo...
Vamos pra segunda cena, que é uma das mais curiosas e que introduz a personagem que está agitando as redes sociais e motivou essa postagem. Charlie está indo pra universidade para ver a sua nota em uma prova, esperando que um bom resultado o ajude a conseguir um estágio. Só que como ele ficou jogando videogame com seus amigos, ele tirou uma nota baixa. Pra piorar, uma colega (aparentemente imigrante) tirou a maior nota, e a professora a parabeniza pois uma empresa decidiu dar um emprego pra ela.
Sei lá, acho difícil que uma empresa vá contratar alguém só por ter tirado uma nota boa em uma prova...
Aí então é que ela aparece: uma garota de cabelo roxo e visual gótico chamada Amelia chama a atenção de Charlie, dizendo que aquela ali era uma prova que tinha um monte de imigrante invadindo o Reino Unido e roubando o emprego da população, e que aquilo era uma puta sacanagem com os britânicos de verdade.
De novo, três opções. O caminho politicamente correto consiste em ignorar a gótica revoltada e perguntar pra professora o que pode ser feito para melhorar os estudos. A alternativa regular também envolve não prestar atenção à Amelia, mas guardar o rancor pra si mesmo por ter se dado mal e perdido a vaga. E a opção ruim (para o jogo) é armar um fuzuê na sala de aula, dizendo que aquilo era uma putaria e que os imigrantes estavam roubando seu trabalho, a ponto de levar um esporro da professora, dizendo que a escola tem tolerância zero ao discurso de ódio, fazendo com que ele seja excluído da classe e tenha que estudar sozinho.
Me lembrou daquele episódio do South Park, que o pessoal vinha do futuro pra trabalhar de graça no presente.
"They took our jobs! Dey tük ur joobs! Degrah arr arrbs!"
Acho hilário como o "they took our jobs!" vai ficando cada vez pior, com o cara grunhindo um resmungo que não dá entender nada.
Na cena seguinte, Charlie está em casa descansando, embora seja meio suspeito que esteja na cama vendo celular, o que dá mais impressão que esteja se auto-satisfazendo vendo alguma coisa no Xvideos. Embora seja difícil, considerando que provavelmente seja mais um site banido no Reino Unido, por não ser "halal" e que deve ofender os muçulmanos por só ter vídeo com um monte de mulher sem burka.
Que aliás são o foco dessa cena. Pois Charlie acaba vendo um vídeo falando de veteranos de guerra britânicos que estavam sendo despejados para dar lugar a imigrantes. Para quem não sabe, muitas cidades britânicas têm políticas que dão prioridade a veteranos no aluguel de habitação, muitas vezes por conta deles terem algum tipo de problema de saúde causado por algum conflito onde combateram. E aí há relatos de que imigrantes estariam "pulando a fila", pois o governo estaria decidindo que eles deveriam ter prioridade sobre militares, desconsiderando seus serviços prestados ao país.
Não vou divagar sobre o assunto, que eu imagino que deve aparecer aqui algum pentelho dizendo que isso é fake news. Afinal de contas, deve ser mesmo um absurdo imaginar que um governo que prende um padre católico por rezar silenciosamente em frente a uma clínica de aborto mas permite um muçulmano com megafone clamar por Allah na London Bridge com proteção da polícia iria agir dessa forma, né?
Pode até ser que essa história de estarem despejando militares não seja verdadeira. Mas considerando a atual conjuntura na qual o Reino Unido se encontra hoje, é indiscutível que seja algo verossímil. E só isso já diz muita coisa.
Enfim, essa é uma cena que na minha opinião chama muito a atenção por conta das opções. Claro que a alternativa politicamente correta é ignorar a mensagem, e aí coincidentemente o algoritmo da rede socials de Charlie mostrará um videozinho de um veterano recebendo uma nova habitação. E logicamente que a alternativa errada é comentar e compartilhar o vídeo, dizendo que aquilo era um absurdo. Interessante que Pathways comenta que Charlie sentiu que ele estava fazendo um serviço patriótico ao país... e sabemos bem como que a turminha politicamente correta odeia patriotismo.
Só que o que mais me chamou a atenção é a opção neutra (mas que também é apresentada como algo errado a se fazer, apenas menos "extremista") é pesquisar mais sobre o assunto de forma online... E aí Charlie encontra artigos, postagens, reportagens e outros conteúdos, divulgados por grupos supostamente extremistas (para os padrões dos desenvolvedores do jogo). Criando uma impressão que a pesquisa só mostraria situações supostamente enganosas.
Sinceramente, acho muito interessante como que a turminha "do bem" por trás do Pathways acha que pesquisar mais informações sobre um assunto é algo errado. Qual o problema nisso? Essa é a base da CIÊNCIA que eles mesmo sempre defenderam há alguns anos atrás. Mas eles criam uma percepção de que se você pesquisar por um assunto, você vai achar informações que serão categoricamente erradas, o que na minha opinião não faz sentido. Claro que a pesquisa tem que ser feita de forma correta e imparcial se é sobre um tema que você desconhece, e é fato que tem muita gente que não sabe fazer. Até não vejo problema em ouvir opiniões mais parciais de todos os lados, o que pode ajudar a perceber algo que tenha pasado batido, mas também priorizando as fontes primárias e os fatos. O que não podemos é assumir que que toda a informação pesquisada de forma online esteja errada...
Por exemplo, se Charlie fosse pesquisar mais informações sobre o vídeo "bonzinho" dos veteranos ganhando casa, isso seria visto como algo errado? Por que será que esse vídeo "positivo" dispensa uma pesquisa sobre sua veracidade?
Pra mim, isso aí passa um recado de que a pessoa não tem o direito de se informar por si só, ela não pode buscar por informações para saber a verdade, ela não pode consultar diversos conteúdos para formar a sua opinião sobre um determinado assunto. A mensagem é clara: você só deve acreditar no que as autoridades vão dizer que é verdadeiro, você só pode confiar na palavra dos "especialistas" que tem o aval do governo para afirmar o que é certo e errado. É o clássico "você vai acreditar no que você está vendo com os seus próprios olhos ou no que eu estou dizendo que é o que você está vendo?". Pois fica muito mais fácil para um regime autoritário quando a população acredita de forma inquestionável na "verdade oficial", em vez de ter gente "negacionista" que insiste em se informar e formar a própria opinião.
Sei lá... por algum motivo me lembrou de uma certa pandemia de um certo vírus chinês...
Cena número quatro e agora Charlie está jantando com a sua família (curioso como a irmã é exatamente igual à imigrante que ganhou aquela vaga, só que branca), até que chega uma mensagem de celular. O que já dá uma deixa para Pathways sinalizar virtude, com a mãe dando uma bronca sobre uso do celular na hora da janta.
E ela voltou: a mensagem é da Amelia, que gravou um vídeo convocando todos para um movimento em defesa dos direitos dos britânicos e criticando a imigração em massa. Claro que o símbolo do movimento com uma caveira é intencional, para deixar claro que o pessoal de Pathways acha que é um movimento maléfico, como se fossem piratas. Aí você pode ignorar o vídeo e deixar sua amiga chateada, dar uma curtida só por amizade mas ignorar o convite ou então compartilhar o vídeo e se juntar ao grupo pró-Reino Unido.
A resposta "correta" é ignorar a mensagem. Afinal de contas a decisão de se juntar a um determinado grupo era individual e cabia a cada um. Comentário exato do jogo, curioso como que esse individualismo não vale na hora de pesquisar sobre um assunto e formar a opinião, como citado na cena anterior. Parece que ter a opinião própria é algo que o governo britânico acha certo; desde que você tenha a opinião que eles dizem que você tem que ter.
Curtir o convite faz com que o personagem seja adicionado a um grupo de mensagens (provavelmente do Whatsapp ou Telegram) onde ficam falando de defesa do país e contra imigrantes. E se Charlie se juntar ao grupo, vai receber um monte de mensagens parecidas, deixando a sua mãe suspeita. Talvez ela até pense em denunciar sua prole para a polícia, quem sabe?
A próxima cena mostra Charlie e Amelia conversando, independente do que aconteceu no capítulo anterior. O protagonista diz que no fim de semana vai visitar o pai que mora em outra cidade, demonstrando mais uma sutil indireta politicamente correta, para fazer com que sua família seja separada. Mas aí Amelia fala que vai ter um protesto que ela não vai conseguir participar, onde vão defender os valores britânicos e criticar as mudanças recentes que o governo vinha fazendo que colocariam o Reino Unido em risco, e aí pede que ele (ou ela) vá em seu lugar.
Mais uma vez a vida te limita a três escolhas, sendo que a certinha consiste em não ir no protesto e passar o fim de semana com o pai, fazendo com que Amelia fique puta e encerre a amizade. A alternativa neutra faz com que Charlie vá apenas observar de longe, mas aí quase sendo levado(a) para a confusão e arrumando problema com a polícia, com direito a um recadinho dos desenvolvedores do Pathways, afirmando ser uma linha tênue entre participar de um protesto e apenas observar. Bom, em regimes totalitários é o que acontece, vide pessoas que foram presas por conta da narrativa do 8 de janeiro e que nem estavam em Brasília...
E se Charlie decide ir no protesto e participar, vai se envolver em uma briga e se dar mal, sendo detido pela polícia, onde vai ter que tomar cuidado pra não derrubar o sabonete.
Chegamos então ao sexto capítulo. Que na verdade serviria como um epílogo da história, mostrando três possíveis desfechos para a história de Charlie, em que a professora vai oferecer ajuda. E eu usei o verbo "serviria" porque pelo que parece o governo britânico tirou as opções moderada e ruim. Isso fica evidente quando vemos a tela onde teoricamente teriam as três alternativas, mas na verdade aparece apenas um textinho dizendo que você iria ver as consequências das escolhas de Charlie...
... e depois a tela parte para o vídeo "bonzinho", o que pode ser constatado pela barrinha colorida que sempre aparece nos capítulos anteriores dependendo da escolha feita. É tão mal-feito que até a fonte é diferente, deixando claro que foi uma mudança de última hora. Nesse final, Charlie aceita a ajuda da professora, que faz o encaminhamento para o tal programa Prevent, onde participará de reuniões onde será explicado como diferenciar o certo e o errado quando o assunto é ideologia política.
Claro que é evidente o que eles consideram como certo. De qualquer forma, nesse último capítulo não tem como escolher outra coisa, por conta dessa aparente mudança que fizeram de última hora antes de lançar o jogo.
Felizmente, algumas pessoas conseguiram encontrar as outras opções que deveriam existir, como você pode ver nesse link do YouTube. Na alternativa intermediária, Charlie ignora a ajuda sugerida pela professora e decide pensar sozinho(a), fazendo com que se isole das outras pessoas. Ou seja, vira um ser recluso que não fala com ninguém, deixando a professora e seus pais preocupados.
E na alternativa errada, Charlie manda a professora tomar dentro e vai se juntar com Amelia, que é alguém com quem concorda. Para vermos depois os dois serem abordados por um policial, acusados de estarem promovendo discurso de ódio e terrorismo... por distribuírem panfletos.
Essa é a atual realidade do Reino Unido... Você pode ser preso por distribuir panfletos.
Aí temos o final do jogo, onde aparentemente a pontuação das seis fases é somada para ver o que aconteceu com Charlie. O interessante é que se você fez uma pontuação boa, o jogo simplesmente termina, e aí temos um vídeo que explica o que é o programa Prevent.
Se a pontuação foi intermediária, a professora diz que Charlie chegou no limite de se tornar um radical extremista, e aí acaba indo para o programa Prevent, passando por uma série de sessões de acompanhamento com "especialistas" que farão tudo para que seja um adolescente normal e não venha a falar mal dos imigrantes de novo. Mas se a pontuação for baixa, então ele vai para o programa de reeducação completo, onde uma muçulmana com pano na cabeça atribui um mentor para corrigir o seu pensamento e cortar aquele radicalismo de direita pela raiz, para se tornar um progressista que defende o socialismo.
Sério, nem um pouco sutil, parece até juventude nazista. Ia só perguntar se o tal Prevent também tem planos para radicais de esquerda, mas sabemos que não é necessário perguntar aquilo que já sabemos a resposta. Afinal de contas, no vídeo que passa no final do jogo dá a entender que eles não se limitam a alguns grupos específicos...
Mas o próprio jogo foi construído colocando como se o problema de extremismo se aplica somente a tal "extrema direita", ou como chamam agora a "ultra direita". O próprio guia de classe do jogo, para ser usado pelos professores nas escolas ao usar Pathways, fala que o jogador será apresentado a "narrativas da extrema direita", dizem isso sem cerimônia. Apesar das organizações se apresentarem como apartidárias, fica evidente o viés de esquerda, e que eles jamais consideram uma mínima possibilidade de que possa existir extremismo igual ou até pior vindo da esquerda.
Pois é... muito engraçado e descarado como que o governo britânico e essas entidades politicamente corretas criaram essa propaganda progressista descarada. Já falei várias vezes, a ideologia comunista sabe da importância da guerra cultural, de como o entretenimento tem um poder de doutrinação muito forte. São iniciativas como essa que tenham colocar ideias na cabeça das pessoas, promovendo os valores que a esquerda deseja impor sobre a sociedade, usando tanto iniciativas mais dissimuladas e subliminares como ações mais enfáticas. Isso aí tá quase no nível de propaganda da juventude nazista antes da 2ª Guerra Mundial.
Acontece que Pathways provavelmente será um exemplo de como o tiro saiu pela culatra... Graças à ela.
Fica claro que os desenvolvedores criaram Amelia para ser a antagonista da historinha, aplicando nela todos os valores considerados negativos pela turminha politicamente correta. Afinal de contas, ela é contra a imigração em massa, muito patriota e defende os valores conservadores da população que vive no país. Ou seja, tudo que eles consideram como errado. É algo bem descarado e evidente, vilanização inquestionável como faziam com o Esqueleto, o Mumm-Ra e o Megatron, ela estava ali para ser a inimiga mesmo, representando tudo que os comunistas detestam.
Sério, se Pathways fosse no Brasil, ela seria uma bolsonarista com camisa da seleção, crucifixo no peito e segurando um batom.
E tem ainda um detalhe que acho bem interessante: embora Amelia defenda a "Inglaterra para os ingleses" e emita o discurso conservador (que o pessoalzinho do bem chama de "extrema direita"), tiveram uma sacada de fazê-la com um visual que teoricamente não agradaria ao pessoal que concordaria com suas ideias. Afinal de contas, uma gótica de cabelo pintado e franjinha Rivotril dificilmente seria de direita, não é?
Essa é outra tática esquerdista, tentar apelar aos sentidos mais superficiais para convencer os outros de suas ideias. Apelando para o ditado "a primeira impressão é a que fica", é de se imaginar que esse visual de Amelia como uma garota toda alternativa passaria aquele pressentimento de que ela não passa de outra feministóide woke que o pessoal de direita detesta. Ou seja, forçaram uma aparência que teoricamente inspiraria uma antipatia por Amelia aos jogadores de "extrema-direita" e assim induziria que eles também viessem a discordar de seus valores e personalidade, mesmo sendo valores que eles concordam. Não foi por acaso.
Só que os vermelhos quebraram a cara! Acabou que os "radicais" que eles tanto detestam adoraram a Amelia, mesmo com esse visual. Parece que os esquerdinhas britânicos que fizeram o joguinho mediram os outros pela própria régua, achando que as pessoas seriam superficiais e odiariam a gótica de cabelo roxo somente por ela ter um visual ortodoxo, e se deram conta que para pessoas com a cabeça no lugar o que conta mais são os valores em vez da aparência.
E aí Amelia rapidamente se tornou um símbolo da direita e do conservadorismo, representando o que a maioria do povo britânico pensa, que não aceita o papinho comunista de que todo imigrante é bonzinho e que eles podem fazer o que quiserem em seu país. Começaram então a chover memes e desenhos dela, gerando uma repercussão inesperada e, na minha opinião, muito bem-vinda.
Para o desespero da turminha da esquerda. Tentaram essa ideia de doutrinação barata e acabaram criando uma heroína para a direita e para o conservadorismo.
Podemos dizer que é quase como o que aconteceu com o Capitão Nascimento do Tropa de Elite, personagem que aquele panariço do Wagner Moura deve se arrepender profundamente de ter interpretado. É evidente que criaram o mau-encarado capitão do BOPE para ser o vilão da história, para passar a imagem de um policial cruel e sem coração, para sujar a imagem de toda a corporação... e acabaram criando um herói inesperado e jogaram a moral do BOPE lá pra cima. Pois a maior população de verdade quer ver a polícia triunfando sobre o crime, estourando a cabeça dos criminosos com um tiro de 12 que estraga o velório.
O que é curioso mencionar é como que Amelia "explodiu" somente no início desse ano, quando Pathways já estava no ar desde 2023. Pra você ver como os desenvolvedores falharam nesse aspecto também, o joguinho estava largado no esquecimento e precisou que algumas pessoas na internet desenterrassem essa pérola. E para falar da Amelia e não do jogo.
Isso mostra como que o pessoal de esquerda é muito burro, não passam de acéfalos que ainda não entenderam como que a Internet funciona. Eles se acham em um patamar moral superior e tentam criar essas narrativas, e o fazem de forma tão descarada que fica ridículo. E esse tipo de tentativa forçada de moldar a mente das pessoas acaba na verdade incentivando a reação contrária, pode apostar que vai ter muita gente que agora está defendendo valores conservadores e criticando a imigração depois que viram essa ação radical de doutrinação do governo.
E, pra piorar, não se deram conta como que hoje em dia é muito fácil algo virar um meme. Conseguiram dar de bandeja uma personagem perfeita para "causar", principalmente por conta de seu visual diferente e por defender aquilo que a maioria defende na prática. Durante anos a turminha progressista tentou limitar e censurar o discurso, criando como se fosse uma caixa ao redor do pensamento das pessoas que defendem os valores de seu país, para insinuar que esses patriotas eram poucos, que ninguém pensava como eles, e aí criaram a Amelia para representar o pensamento "errado" nesse jogo. Bastou um falar dela, só precisou ter dois ou três memes se espalhando pela Internet, para cada vez mais aparecer gente aprovando seus valores... e assim as pessoas que antes se sentiam isoladas, que se sentiam como párias ao pensar diferente do que as autoridades progressistas prega, começaram a ver que tem muito mais gente que pensa da mesma forma.
Por isso que a esquerda sempre fala de "controle social da mídia" e de "regulação das redes sociais"... porque são ambientes em que fica claro que a maioria não concorda com que ela quer impor.
Outro ponto interessante a comentar é que o joguinho foi pensado pelos conselhos das cidades britânicas de East Riding e Hull (que são, respectivamente, a cidade do protagonista e a outra onde mora o seu pai) com o objetivo de combater "narrativas extremistas" contra eventos que ocorrem no país, como a imigração... e nesta cidade de Hull houve protestos contra a imigração desenfreada, motivados pela morte de três meninas em outra cidade do Reino Unido, vítimas de um filho de imigrante... que havia sido reportado três vezes ao mesmo programa Prevent que deveria estar monitorando potenciais extremistas.
Faz você pensar como que tem entidades do governo britânico que ficam preocupadas com um adolescente distribuindo panfletos na universidade e o levam para reeducação, mas não acham necessário monitorar ou mesmo intervir de forma direta contra um imigrante que demonstra traços de terrorismo de verdade. Mas se nós considerarmos que essas mesmas entidades são motivadas por ideologia de esquerda, realmente faz todo o sentido que promover patriotismo (mesmo que de forma mais incisiva) seja considera um ato criminoso, mas matar três meninas brancas com menos de 10 anos é apenas uma mera fatalidade que não quer dizer nada...
Por isso que o primeiro-ministro britânico, aquela besta comunista que só fala merda, e toda a turminha politicamente correta deve estar se mordendo de ódio que o joguinho doutrinador e anti-patriota que eles fizeram acabou surtindo o efeito contrário que eles queriam: provavelmente não conseguiram doutrinar ninguém, já que há anos não se falou em Pathways, e de quebra os defensores do Reino Unido e a direita ganharam sua imagem-símbolo com Amelia.
Sinceramente... me dá uma satisfação ver esquerdista se fudendo.














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