Azur Lane 10 - ECOS - Memórias púrpuras, esbranquiçadas

Ano novo, e o blog continua vivo, por mais que seja um dos lugares menos visitados da Internet. E para começar bem, nada melhor que continuarmos com algo que eu já estava postando ao longo de 2025. Embora na verdade começamos de uma forma melhor ainda, tive que mover essa postagem um pouco para a frente por conta do breaking news que tivemos na manhã deste último sábado.

Enfim, chegamos aos dois dígitos na contagem dos capítulos da série animada do jogo Azur Lane, e fico me perguntando de onde tiram esses subtítulos toscos, este aí mais parece propaganda de sabão em pó. Mas a grande verdade é que em breve você não terá mais que aturar essa sequência, pois este é o antepenúltimo episódio, e já estamos caminhando para o desfecho da história bizarra que inventaram.

Começamos com a principal protagonista, Enterprise, que ainda deve estar passando por aquela sensação de loucura, depois de ter despirocado totalmente no último combate e ter aniquilado sua arqui-rival Akagi, Por isso, ela decidiu ver o céu estrelado, talvez na esperança de que passasse uma estrela-cadente e ela pudesse pedir para que a série terminasse logo.

Só que na verdade ela está tendo mais um daqueles pesadelos estranhos, que começou a ter desde que tocou naquele cubo mágico preto. E ela percebe ali do seu lado alguém que está depositando corpos de colegiais na água. Talvez vítimas de uma suruba intergaláctica de um monstro alienígena cheio de tentáculos.

Aquela era na verdade a Enterprise META, que já tinha aparecido antes. Para quem não se deu ao trabalho de ler os outros episódios ou já se esqueceu, trata-se de uma versão da porta-aviões em outra linha do tempo mais macabra e cheia de trevas, onde as guerras foram mais violentas e o Lula foi reeleito mais uma vez. Ela diz que as guerras não vão parar nunca, e o quanto antes Enterprise percebesse que ela tinha que lutar até a morte, melhor ia ser.

Aí Enterprise acorda de supetão. Também, alguma cretina tinha aberto a droga da cortina na cara dela. E para piorar tudo, aquele pesadelo cheio de visões do oceano fez com que ela fizesse xixi na cama.

Tá, já dava para imaginar que era Belfast, que assumiu de fato o papel de relógio-despertador de Enterprise. Se bem que eu confesso que não iria reclamar de acordar todo dia com essa vista...

Depois de se vestir, Enterprise decide dar uma volta pela base, mas Belfast pede que ela vá no refeitório primeiro, pois o café da manhã é a refeição mais importante do dia, e que todo ser humano precisa começar o dia de barriga cheia. Eis que a porta-aviões manda ela catar coquinho, dizendo para parar com essa babaquice de "humana", pois ela era um navio, e navios não precisam tomar café e comer torrada.

Perto dali, no QG da Azur Lane, Prince of Wales comenta que o Sakura Empire tinha se dado muito mal no último combate, e essa era a melhor hora de agir e acabar com aquelas meninas-navio de orelhas pontudas e rabos engraçados... mas as forças delas também precisavam se recuperar. Cleveland reconhece que não é o melhor momento mesmo, que aquele cubo mágico preto e misterioso que havia controlado Enterprise precisava ser analisado. E me pergunto porque ela usa uma sacola de compras como casaco.

Como é fim de semana e não tem aula, elas decidiram pegar uma das salas para analisar o cubo. E algumas meninas-navio se reuniram para isso. Mas a grande verdade é que elas não devem ir muito longe, considerando que Amazon não tem razões para ficar apontando para o cubo, Akashi não pode vendê-lo na sua lojinha e Pennsylvania só apareceu para abrir sua blusa e mostrar o seu novo sutiã. Apenas Langley deve ser útil... afinal de contas, em desenhos japoneses basta ter óculos para ser inteligente.

Cabe à Ark Royal, também detentora de um uber decote, fazer a piadinha esperada, dizendo que aquele cubo era uma verdadeira caixa-preta. E sem tirar os olhos de sua revistinha que mostra as destroieres da base em roupas de colegial.

Cleveland percebe que o cubo está brilhando cada vez mais forte, e que aquilo certamente era sinal de problema. Prince of Wales questiona se isso não seria um sinal de que aquelas Sirens estariam se organizando para algum ataque-surpresa. Enquanto isso, Akashi está pensando na música tema dos Ducktales.

Hornet está preocupada com sua irmã Enterprise. Belfast explica que ela ainda segue muito estranha, reagindo de maneira violenta e nem querendo tomar o belo café da manhã de chá preto e bolo inglês que preparam. 

Akashi (depois de terminar de cantarolar a musiquinha dos Ducktales na sua cabeça uma dúzia de vezes), entra em desespero, reclamando que aquela doida da Akagi não deveria ter se envolvido com as Sirens, nya. Se ela não tivesse feito isso, não ia ter que desistir de sua lojinha original lá no Sakura Empire.

Hora de mudar de cena. Afinal de contas, já tem cinco minutos de desenho e as pirralhinhas ainda não apareceram. Dessa vez elas estão na sauna, onde Unicorn começa a passar mal por conta do calor. O que ela estava esperando? Que ia ser fresquinho dentro de uma sauna?

Ayanami está lá, pensativa. Por mais que esteja feliz com suas novas amigas, ela ainda pensa no Sakura Empire. Afinal de contas, ela tinha muitas amigas lá também e estava preocupada com elas, depois que muitas se machucaram após o último combate. E provavelmente elas estavam preocupadas com Ayanami também.

Javelin e as demais pentelhas confortam Ayanami, dizendo que tudo vai ficar bem e que vão ajudar, que no final todas as meninas-navio da Azur Lane e Sakura Empire seriam amiguinhas. Eba! 

Sério... tem horas que esse desenho fica muito meloso e repetitivo...

Já que falamos no Sakura Empire, vamos lá dar uma olhada no que está acontecendo. Nagato decide que, já que Akagi sumiu, vai trancar aquele mega-navio Orochi num cofre e jogar a chave fora, para evitar maiores problemas. O que deixa Kaga puta da vida, pois aquele navio era tudo que poderia salvar sua irmã. Acho curioso que ninguém achou estúpida a ideia de que um navio poderia caber dentro de um cofre...

Perto dali, algumas meninas-navio estão reunidas para tomar um pouco de saquê e discutir sobre os últimos acontecimentos. Atago está preocupada com Ayanami e Akashi, que estão sumidas e ninguém sabe onde elas estão, enquanto Ise imagina que em breve deve aparecer algum problema.

Hiryuu lembra um detalhe importante: que o Crimson Axis era uma aliança temporária, e elas precisavam ter muito cuidado para que aquelas branquelas comedoras de chucrute do Iron Blood não percebessem que o Sakura Empire estava enfraquecido.

Quem está pouco se fudendo é Hyuuga, que está tomando um goró, dizendo que se era para o Sakura Empire ser destruído, que desse tempo de tomar um porre antes. Mas não sem antes lembrar que o verdadeiro inimigo eram as Sirens.

Ali perto, Takao e Zuikaku estão conversando também sobre a situação, que não está boa. Muitas meninas-navio feridas e uma sensação de derrota fazem que Takao pense que o Sakura Empire não terá muitas chances de ter sucesso. Mas Zuikaku é mais otimista, dizendo que não vai desistir e lutará com todas as suas forças. Por mais que elas representem uma nação que levou uma surra dos americanos na guerra de verdade.

Corta a cena e vamos para um lugar cheio de árvores de cerejeira, com as manjadas pétalas rosas. Quem está lá é Kaga, que aparentemente não soube se posicionar bem diante da claridade exagerada, ou o cameran não configurou bem os tons de branco da gravação.

Tá, toda essa claridade deve ser para dizer que Kaga está sonhando, e depois de escutar uns barulhos de tamancos de madeira, ela percebe sua irmã adotiva Akagi, se aproximando da irmã dela de verdade, Amagi. Aquela que estava doente e aparentemente tinha morrido. Por isso é um sonho, pombas.

Aí, do nada... COUGH, GRAHHH, COUGH, COUGH... HAAAACK... Amagi tosse que nem um fumante fanático, babando tudo e depois dando aquela escarrada puxada lá do fundo do esôfago. Para deixar bem claro que ela é uma menina-navio muito doente. Apesar do nojinho, Akagi vai acudí-la.

Vale aqui comentar a referência histórica. Como ja havia comentado (inclusive na postagem dos navios Akagi e Kaga de verdade), o cruzador de batalha Amagi iria ser convertido em um porta-aviões, mas ficou todo arrebentado depois de um terremoto, que inutilizou seu casco e fez com que Kaga, um encouraçado, fosse convertido em seu lugar. Aí, em Azur Lane, esse acontecimento histórico é representado pelo fato da menina-navio Amagi estar muito doente, sem chances de se recuperar. 

Em mais uma demonstração de afeto exagerado entre irmãs, Amagi diz que danou-se, que ela não tem salvação, e é só questão de tempo até ela bater as botas. Mas Akagi poderá sempre se lembrar dela quando visse as flores de cerejeira... ou quando escutar alguém fungando e cuspindo de tanto tossir. E assim, elas ficarão juntas para sempre.

Muda a cena do sonho de Kaga, que parece estar se lembrando agora do momento em que ela e Akagi encontraram Observer, aquela Siren psicopata e cheia de tentáculos. A alienígena conta sobre como o tal cubo preto energético seria capaz de dar um poder ilimitado ao Sakura Empire, podendo alterar o passado e controlar o futuro, e até mesmo reviver os mortos.

Kaga, sempre esquentada, já queria pegar aquele cubo preto e enfiar no rabo daquela filha da puta que parecia um polvo albino. Mas Akagi, na época ainda muito calma e serena, diz para a Siren que tudo aquilo que ela estava prometendo era mentira, e que mesmo que conseguisse reviver alguém, por mais que tivesse a mesma aparência e as memórias, não seria a mesma pessoa.

Mas aí a Siren lésbica dá uma chegada junto em Akagi, sussurrando que a pessoa seria real sim. E se ela aceitasse o cubo preto, ela poderia reviver sua irmã Amagi... 

E aí nos damos conta que aquilo era um flashback dentro do sonho que Kaga estava tendo. Bizarro, não? Nessa hora, ao perceber que Akagi se corrompeu para salvar Amagi, isso só significava uma coisa: que Akagi queria mudar o passado, para que ela continuasse tendo a sua irmã ao seu lado. E isso queria dizer que não haveria lugar para Kaga ao lado de Akagi.

Voltando à referência histórica, seria como se alguém voltasse no tempo e impedisse aquele terremoto de acontecer no Japão, lá no início do século. Aí o casco do Amagi não seria danificado, e ele seria transformado em um porta-aviões igual ao Akagi. E o Kaga seguiria o seu destino original, sendo desmontado e vendido como sucata.

Voltamos então à realidade, onde Kaga está refletindo sobre tudo isso que vimos. Ela chega à conclusão que fará o que a sua irmã desejava, mesmo que isso signifique o seu fim. E não posso deixar de comentar que eu não tinha percebido ainda o par de magumbos gigantes que ela tem.

Bora voltar para a base da Azur Lane, onde vemos que parece que tem alguém que é sonâmbulo, que levantou da cama e saiu chutando tudo pelo caminho.

Claro... tinha que ser Enterprise. Cambaleando, talvez por ter entornado alguns litros de Itaipava na noite anterior, ela viga vagando pelos corredores da base. E ali tá claro pra cacete também, bem que podiam apagar as luzes para economizar um pouco na conta de luz...

Ou deve ser outro sonho ou visão, já não sei mais o que é real. Ela percebe que sua clone no mal está lá no corredor, e pergunta o que diabos ela quer, além de encher seu saco. Sério, digo que é bem-feito para Enterprise, tudo isso começou depois que ela tocou naquele cubo preto que roubaram do Sakura Empire.

A Darth Enterprise diz que a Humanidade começou a se aventurar nos mares para explorar o mundo, mas logo percebeu o verdadeiro objetivo, que era conquistar os Sete Mares. E com isso, foram milênios de guerras, conflitos e destruição que ocorreram nas águas do planeta. 

Enterprise não acredita, acha que tudo aquilo é uma palhaçada. E pra piorar, por que diabos ela estava vendo flores de cerejeira no meio daquele fogaréu todo?

Do nada, a Enterprise malvada some e dá lugar para ninguém menos que Amagi. Que pôrra é essa? 

A "Amagi" diz que ela representa todos os desejos da Humanidade que a levou aos oceanos, para conquistar outros povos e promover a destruição. E pela união de todos esses pensamentos negativos, ela era Orochi, o monstro.

Tá, além de ter roubado o bordão do Capitão Planeta, não estou entendendo mais nada. Mas provavelmente tinha algo a ver com Akagi querer reviver sua irmã, e aí todo esse desejo ficou preso no cubo. E quanto Enterprise tocou nele, parece que esse mal todo que estava ali dentro viu uma hospedeira mais poderosa. Poderia explicar porque Enterprise havia ficado fortona e escorraçado Akagi. 

Bom... mas era só um sonho... Ou não? Enterprise acorda toda zonza e sem a parte de baixo de seu pijama, e ao ver Belfast ali do seu lado, já pensa o pior. A inglesinha explica que ela tinha sido encontrada no chão do corredor, desacordada e ainda por cima tinha se cagado toda. Certamente, consequência de não ter tomado um bom café da manhã e estar deixando de fazer exercícios.

Depois de se vestir, Enterprise diz que para Belfast deixá-la em paz. Ela não estava em condições de fazer nada e estava passando por uma situação muito difícil e até mesmo inexplicável. Ela estava se sentindo uma merda, e não valia a pena que ninguém ficasse perdendo tempo com ela.

Belfast se aproxima, com um sorriso compreensivo e cheia de carinho...

... e aí puxa Enterprise pela gravata. Puta merda! Vendo que a inglesinha segue sorrindo, ou teremos uma previsível cena de amor lésbico intenso ou então Enterprise vai ser assassinada por uma psicopata vestida de empregada francesa.

Puxando ela pelo pescoço, Belfast leva Enterprise pela base, passando a maior vergonha, com todo mundo olhando sem entender o que estava acontecendo. Comentários pelos cantos dos mais diversos, algumas meninas-navio achando que Belfast estava maluca, outras surpresas em como Enterprise estava se deixando levar como uma cadelinha na coleira, e dois pintos ali embaixo ciscando no chão por farelo.

A cena foi tão chocante e chamou a atenção de todos, que ninguém deu a mínima para o fato de Javelin estar usando um capuz de ursinho extremamente escroto. Pra aparecer mais, só faltava pendurar uma melancia no pescoço.

Na cantina da base, Belfast prepara o costumeiro café da manhã reforçado para Enterprise, que mais uma vez fica toda sem graça, sem um pingo de vontade de comer aquilo tudo. Mas a cruzador inglesa não arreda o pé, permanecendo sentada do outro lado da mesa, sem piscar e com suas bazingas desafiando a gravidade e deixando a galera de boca aberta.

Aquilo virou mesmo o assunto do dia, com um bando de meninas-navio pentelhas que não têm nada pra fazer, além de ficar olhando para aquela situação doida. Tem horas que parece que todo mundo se esquece que está rolando uma guerra... Até mesmo San Diego, que está sempre serelepe e alegre, ficou sem palavras diante daquela cena estranha. Menos mal, assim ela não começa a cantar...

Belfast perde a paciência e manda Enterprise comer aquela merda toda, ou então ficaria de castigo no canto. Eis que a protagonista desiste de ficar fazendo birra, ao perceber que é melhor comer logo aquela gororoba para que parem de encher seu saco. E porque no fundo ela não quer ficar de castigo.

Mas a menina-navio-empregada-cruzador não ia deixar Enterprise sem escutar um sermão, dizendo que se ela se alimentasse bem e de forma saudável, não iria ficar tendo pesadelos medonhos e não iria ficar caindo pelos cantos. Além disso, ela tinha que dar o exemplo para um monte de destróieres mimadas da base. Já imaginava se aquele monte de pirralhas fizesse birra na hora de comer?

Nessa hora, Enterprise admite que ela tem medo do oceano... e por isso que ela se dedica tanto a lutar, pois ela sabe que é um navio de guerra, e esse é seu propósito. Embora Belfast continue afirmando que essa é a respostinha fácil, que ela precisa aceitar a verdade e seguir em frente.

Não fica claro o que Belfast quer dizer com "aceitar a verdade e seguir em frente". Talvez a realidade dela ser uma humana? Ou será que tem algo a ver com sua irmã Yorktown, que teoricamente está doente e apareceu em um episódio? Considerando o subtítulo do episódio, arrisco dizer que sim.

Só que aí, fudeu. Um mega estouro assusta todas elas. Como não vou fazer um gif da imagem abaixo, basta balançar o seu celular (ou a cabeça, se estiver vendo no computador) para imaginar a tremedeira delas depois de escutar um monte de explosões.

Parece que vamos ter algum tipo de ação nesse episódio. Cleveland corre para a praia, a tempo de ver um monte de navios em chamas. Quem estava atacando a base de Azur Lane?

Montpellier e Denver alcançam a sua irmã mais velha, e a primeira (eu acho) afirma que não deve ser o Sakura Empire, pois elas tomaram um sarrafo nos últimos episódios. Mas ninguém conseguiu ver quem era. Seria o Iron Blood? Ou talvez era um bando de sem-terra querendo ocupar a base?

Helena avisa todas suas amiguinhas que não se trata de um ataque vindo do oceano, então não eram navios. A não ser que fossem navios-voadores ou navios-terrestres. Ou seja, ou eram aviões ou tanques. Aliás, por que será que não tem tanques e outros blindados terrestres nesse universo de Azur Lane? E por que eu estou inventando esse monte de abobrinhas?

Na verdade, quem estava atacando a base era Purifier, a Siren mais psicopata e maluca do bando, que está sempre rindo. Quem joga o jogo sabe como ela sempre atrapalha, sem falar que ela é chata pra cacete.

Só que a alucinada não está para brincadeira, destruindo boa parte da base da Azur Lane. Vemos um monte de meninas-navio atordoadas, incluindo Akashi que lamenta que sua lojinha tenha ido pelos ares. E se você é um bom observador, vai saber o que essas garotas aí de baixo estavam fazendo alguns parágrafos acima, para saber o que Purifier tinha ido fazer.

Hornet vai correndo ajudar a sua melhor amiga, Northampton, que lamenta que não conseguiu parar aquela alienígena risonha. Vale mencionar mais uma referência histórica por trás dessa amizade, pois o cruzador Northampton de verdade operou várias vezes ao lado do Hornet até o último momento, quando o porta-aviões foi severamente danificado e o cruzador tentou rebocá-lo, em vão.

E só para comentar: o navio de verdade de San Diego, que tinha sido arrebentado em um episódio lá atrás... pois é, foi arrebentado de novo, para desespero da pirralha que sempre é vítima da opressão dos roteiristas que a odeiam. Ignorando o choro de San Diego (e o fato de que aquele não é um navio da classe San Diego de verdade), Hornet percebe que alguém já está se preparando para o revide.

Claro, era Enterprise. Ela não ia perder a oportunidade de mais uma peleja, certo?

Se você ainda não tinha se dado conta, Purifier tinha ido lá com um simples objetivo: pegar de volta o cubo mágico preto que tinha sido levado há alguns episódios. Considerando que essa era uma possibilidade muito provável, me admira como que a Azur Lane não se preparou direito.

As cruzadores inglesas correm atrás de Purifier... quer dizer, navegam atrás. Lideradas por Belfast, vemos que Edinburgh e Norfolk estão cheias de medo de ter que brigar com uma Siren, enquanto que Sheffield está louca para encher aquela aberração risonha de porrada. 

Belfast, que já está meio de ovo virado depois de discutir com Enterprise, manda uma salva de tiros nas costas de Purifier. Pois contra alienígenas bandidos não precisa ser bonzinho e não acertar nas costas.

Edinburgh diz que aquilo era errado, pois ela tinha lido um livro de uma ONG que diz que só podia atirar em bandidos pela frente e depois deles terem atirado. Mas Belfast não responde, fica apenas olhando para ver se os tiros surtiram efeito. E para nos mostrar suas bazingas de perfil.

Como era esperado, Purifier está bem, só um pouco chamuscada. Fico me perguntando por que nunca dá certo, sempre os vilões resistem aos ataques... Deve ser porque as empregadas estão em nível muito baixo e com equipamentos comuns.

De quebra, Purifier invoca uma porrada de navios Sirens para ajudar no combate. Se a Azur Lane estava a fim de uma briga, então iam ter uma briga de verdade. 

Belfast começa a se arrepender por ter dado aquele tiro nas costas de Purifier... Só elas quatro não serão capazes de enfrentar toda aquela esquadra, por mais que Sheffield ache que possa encher todo mundo de porrada. 

Purifier dá uma gargalhada, pois deviam ter deixado ela fugir com o cubo. Agora ela ia acabar com elas e depois enfiar aquele cubo brilhante onde a luz do Sol não chega.

Por sorte, as cruzadores americanas alcançam a zona de combate, e aí começa o fuzuê com tiro e bomba para todo o lado. Mas mesmo assim não ia dar muito certo, pois as forças dos Sirens eram muito grandes.

Quando então chega o apoio aéreo, derrubando as naves alienígenas. Isso me lembra do Independence Day, fico me perguntando como que aviões a hélice conseguem derrubar naves hipervelozes e fuderosas tão facilmente?

E se você estava achando que era Enterprise que mais uma vez estava aparecendo para salvar o dia... na verdade era Hornet quem veio ajudar. Para mostrar que não é apenas a sua irmã que é fodona.

Quem também se juntou ao combate foram as destróieres chatinhas de sempre... só que dessa vez quem está lá também é Ayanami, que agora realmente chutou o balde e desertou para o lado adversário. 

Não vou ficar colocando um monte de imagens de combate genéricos... temos de tudo, como tiros, torpedos, ataques aéreos, mas nada da luta pender para nenhum dos lados. Até que chega a personagem principal: Enterprise com seu arco de energia, pronta para aplicar o fatality.

Purifier fica toda excitada, pois ela sabe que Enterprise vale muitos pontos de XP, e parte pra cima para atirar nela. 

Só que aí, no clímax da batalha... a cena corta! Pombas! Isso não se faz... Agora estamos naquele esconderijo do Sakura Empire, onde o mega-ultra-super-navio Orochi está guardado, para aparentemente nunca ser usado.

Prinz Eugen está por lá, achando engraçado como que aquelas meninas-navio de rabos e orelhas engraçadas tinham feito um navio tão grande mas que não servia para nada. Diferente dos alemães que pelo menos tinham feito o Bismarck que participou de combate... por mais que tenha sido um só.

Mas ela percebe que Kaga está lá embaixo, olhando para o Orochi. Ela murmura que logo vai encontrar a sua irmã, nem que tenha que destruir o mundo para isso ou cortar um de seus muitos rabos.

Nessa hora, o Orochi começa a acender as luzes. Pode apostar que agora fudeu de vez...

Uma breve curiosidade: no início eu achei que esse mega-navio era alguma referência ao Yamato, por ter sido o maior encouraçado do mundo. Mas considerando que alguns anos depois apareceu a menina-navio Musashi no jogo, acho que eu estava errado. Com essa cara de serpente que o navio tem, tá mais para ser outro dos planos "infalíveis" do Comandante Cobra dos Comandos em Ação.

O tremor do Orochi saindo da caverna faz o chão tremer em todo o Sakura Empire. Apenas Ise e Hyuuga, que estão tortas de tanta manguaça da noite anterior, continuam roncando alto e babando o chão...

Nagato, a pirralhinha que é líder do Sakura Empire, se dá conta do que está acontecendo. Certamente alguém a desobedeceu, ela tinha insistido para não usarem o Orochi. Mas quando a líder é uma baixinha orelhuda que parece um chihuahua, acho que ninguém ia dar moral mesmo.

As demais meninas-navio do Sakura Empire estão em pânico, sem saber o que está acontecendo. Por mais que elas estejam acostumadas com terremotos, tsunamis e um eventual mostro gigante como um Godzilla ou Mothra, aquilo ali parecia ser pior.

Eis que o Orochi sai de sua caverna... e vemos como o bicho é grande pra cacete.

E quem está lá em cima é Kaga, em transe enquanto guia o temível navio para o que provavelmente será a batalha final.

Pois é, estamos chegando na finaleira, parece que teremos uma batalha épica envolvendo esse navio grandão. Claro que é muito evidente o que deve acontecer, fica sempre a dúvida do que vai acontecer até o desfecho da temporada. Hora de expectativa. 

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